insignificante
Solidariedade com Paca Blanco e a sua luta
Informados dos dramáticos eventos (*) que têm atingido a activista Paca Blanco, bem conhecida de muitos de nós pelo seu envolvimento na luta pelo encerramento de Almaraz, luta pela protecção dos recursos do Tejo, e manutenção dos espaços em condições de sustentabilidade social e usufruto ecológico, vem os abaixo assinados manifestar por este meio a sua solidariedade pessoal, independentemente de outros envolvimentos que venham a desenvolver, e desta dar informação aos órgãos de comunicação social nacionais e do Estado espanhol.
É intolerável que a infracção da lei seja paralela ao ataque pessoal e espezinhamento dos direitos individuais de cidadania, num Estado democrático de Direito.
António Eloy, coordenador G.E.M.
António Regedor, docente Universitário/ecologista
António Serzedelo Presidente Opus Gay
Carlos Pimenta, ex secretario Estado do Ambiente
Emília Araújo, economista/direcção FAPAS
Helena Roseta, arquitecta, vereadora da CML
José Carlos Costa Marques, Presidente da Campo Aberto
José Janela, professor/presidente núcleo Quercus Portalegre
José Luiz Almeida Silva, director da Gazeta das Caldas
José Maria Moura, direcção do Movimento Urânio em Nisa Não
Luís Silva, engenheiro/activista conservação energia
Maria Teresa Nogueira, Coordenadora do G.T. sobre a China da Amnistia Internacional-Portugal
Miguel Duarte, Presidente do Movimento Liberal Social
Nuno Nabais, docente Universitário/Director da Fábrica de Braço de Prata
Nuno Quental, gestor de apoio a projectos (U.E.)
Nuno Sequeira, Presidente Quercus
Paulo Constantino, porta–voz do proTejo – Movimento pelo Tejo
Paulo Bagulho, empresário da restauração/ direcção do M.U.N.N.
Paulo Trancoso, produtor cinema/ecologista
Paulo Talhadas Santos, presidente FAPAS
Rui Cunha, empresário de Imagem e Comunicação
Serafim Riem, empresário de arboricultura
Teofilo Braga,professor/ecologista
Vítor Nogueira, economista/activista direitos humanos
Zé Justino, docente Universitária/activista dos direitos humanos
(*)
http://www.elperiodicoextremadura.com/noticias/extremadura/la-ecologista-paca-blanco-cede-ante-acoso_555666.html
http://www.elpais.com/fotografia/sociedad/Paca/Blanco/elpepisoc/20110319elpepisoc_5/Ies/
e aqui:
http://www.ecologistasenaccion.org/article22142.html
esta última que levou a que as perseguições redobrassem.
(Quem quiser o acordão pode pedir-mo)
Porque razão o apoio a Paca Blanco?
A máfia do ladrillo tenta subverter a lei e o direito e ameaça os activistas que se lhe opõem.
É um caso exemplar.
Numa área de Rede Natura projecta-se uma cidade de veraneio, marina, campos de golfe, vivendas, 550, equipamentos hoteleiros (em Portugal conhecemos bem o processo!!!)
Tudo ilegal, sem licenças nem autorizações..
Mas com a conivência de poderes instalados, poderes coniventes com essa máfia, a construção começa.
É posto um processo em tribunal e mesmo após a condenação, em 1ª instância, condenação à reposição da situação de referência, o projecto continua a marinar.
Começam entretanto as ameaças e ataques a uma activista local (que é uma mulher valente, mas,,, o alvo mais frágil), a Paca Blanco, bem conhecida dos portugueses pelo seu empenho permanente nas lutas pelo ambiente e sustentabilidade económica e bem estar social, militante de todas as causas anti-nucleares, “cerar Almaraz”, contra o cemitério nuclear de Cuenca e presente em Nisa e na Urgeiriça quando o seu empenho foi requerido.
Isto foi no ano passado, e na altura mereceu denuncia generalizada e apoio de organizações e personalidades do Estado Espanhol.
Este ano, em 13 de Janeiro o Tribunal Superior dá execução à acção cautelar:
Cito:
“A imediata paralização das obras de edificações e instalações da Urbanização Marina Isla de Valdecañas (...) e a proibição de ocupação ou utilização das instalações.”
Com insídia os mesmos meios mafiosos espalham uma série de calúnias e os ataques que nunca se suspenderam, retomam em força, um cocktail molotov chega a ser lançado pela chaminé da sua casa ,,, neste momento Paca Blanco está refugiada numa auto-caravana e colocou a sua própria casa à venda.
Em vez de criticarem os mafiosos que infringem as leis e beneficiam dessa infracção para realizarem laudas mais valias (de Pirro como sabemos) é sobre Paca Blanco que agora se procura fazer cair o onús da culpa, por vender a sua casa, onde não pode viver!.
Por mais este ataque agora também ao carácter da nossa amiga vimos erguer a nossa voz e dar este testemunho.
Ela, pessoalmente, já recebeu o nosso apoio (e de dezenas de activistas e dirigentes de organizações ambientalistas) e a disponibilidade de amplificar a sua luta e de todas as organizações cívicas e ecologistas da Extremadura.
Labels: Paca Blanco

Já o Botas tinha batido a dita, mas ainda me lembro de por um beijo de despedida da namorada (lingua na língua) ter passado uma tarde na esquadra...
Labels: língua

A Paca Blanco é uma mulher valente.
É um exemplo, pela sua actividade militante, em defesa de causas, e pelo seu contágio. A sua boa disposição e energia são como que um vírus que se infiltra e não pára.
A Paca é uma mulher desarmada mas com as armas da razão, da amizade e de toda a valentia do mundo.
Hoje está, falei com ela ontem, ameaçada. Por interesses ignóbeis, por gente que não respeita a natureza, as instituições democráticas e o primado do Estado de Direito.
Ameaçada na sua vida e nos valores que defende, que defendemos.
Transcrevo um comunicado de Ecologistas en Accion, a quem, igualmente transmito toda a solidariedade.
Continuaremos o combate!
22 de febrero de 2012
Ecologistas en Acción contra la operación de acoso a la activista Paca
Blanco por haber denunciado el Proyecto “Marina Isla de Valdecañas”
La organización ecologista denuncia la campaña de acoso político y
empresarial, así como la manipulación mediática de algunos medios contra la
activista Paca Blanco, perteneciente a Ecologistas en Acción, y reclama el
amparo de la sociedad y de todos aquellos estamentos de defensa de los
derechos humanos y la libertad de expresión.
Ecologistas en Acción subrayar, en primer lugar, que quien ha denunciado el
proyecto ilegal de “Marina Isla de Valdecañas” es la Confederación de
Ecologistas en Acción, una agrupación estatal integrada por más de 300
grupos Ecologistas, más de 30.000 personas socias y con presencia
prácticamente en todo el estado, y no sólo una de sus activistas.
A su vez, los ecologistas recuerdan que, la urbanización “Marina Isla
Valdecañas” es un proyecto que contempla la construcción de más de 550
viviendas, equipamientos hoteleros, un campo de golf de 18 hoyos y puerto
deportivo, en un terreno protegido. Hace pocos días se concedía la ejecución
provisional de la sentencia que estimaba la demanda presentada por
Ecologistas en Acción y ordenaba la restitución de espacio protegido a su
estado anterior.
Para Ecologistas en Acción resulta cobarde, desajustado e indigno que se
aliente una campaña de difamación y linchamiento personal a alguien por el
hecho de ser la persona que vive más cerca del lugar en el que se ha
cometido la ilegalidad. Esta represión constante a Paca Blanco busca a
través de la falsedad, juzgar a quien, precisamente, a buscado el amparo de
la justicia.
Las declaraciones del alcalde de El Gordo, Elías Correas, son, para la organización ecologista, profundamente indignantes, cuando dice que “han
pillado a Paca Blanco vendiendo la casa que tiene en el pueblo
aprovechándose de la urbanización de la Isla de Valdecañas”.
La terrible realidad es, que Paca Blanco, ha tenido que marcharse del pueblo ante el
acoso, las agresiones y la presión que está recibiendo desde que se denunció
el proyecto, ante la complicidad de la autoridad local.
A Ecologistas en acción le parece una aberración que en algunos medios se
hagan eco de quienes denuncian a Paca Blanco por intentar beneficiarse de la
urbanización ilegal de Valdecaña, cuando es evidente que quienes sí
pretenden sacar beneficio de la urbanización Marina de Valdecañas son
aquellos que promueven, realizan y tratan de vender el producto de este
proyecto ilegal.
Sostiene Ecologistas en Acción que su compañera se ve acusada en los medios
de comunicación de cosas absurdas. Dónde aparca, si tira escombros, si se le
escapa una gota del riego o qué texto tiene el anuncio de venta de su casa
pasan a ser noticias de interés regional. La organización ecologista señala
que, mientras se lincha en los medios a una mujer de 63 años, activista
voluntaria de nuestra organización, parece que se le concede menos
importancia al hecho de que los tribunales hayan dado la razón a Ecologistas
en Acción y otras organizaciones ciudadanas, sentenciando que la
macrourbanización es una operación urbanística ilegal.
Para Ecologistas en Acción, resulta escandaloso que las personas que han
infringido la ley y siguen profundizando el modelo urbanístico especulativo
que ha generado la crisis económica- financiera actual, sean mejor tratadas
en estos medios de comunicación que aquellas que denunciaron la
irregularidad.
prensa@ecologistasenaccion.org
http://www.ecologistasenaccion.org/
Labels: Paca Blanco

A pedrar, a alinhavar, a queijar, a termalizar, a passear, a percorrer o tempo e os espaço, em Nisa também tenho passado e nas Marias comi uns maranhos em tomate de altissimo gabarito.
Hoje encontrei esta foto, a pedrar.
Labels: Nisa
http://www.youtube.com/watch_popup?v=H4IF8OmLOMw
TUMBALALAIKA
Canto na Sinagoga portuguesa de Amsterdão.

Para os que conhecem se entreterem a procurar o "Wally", isto é "moi" e a minha casinha no povo.
Labels: Barrancos
Do Publico:
Parlamento rejeita beber água da torneira porque sai 30% mais cara do que a engarrafada
21.02.2012 - 16:19 Por Ricardo Garcia
Sem comentários, a não ser que não sendo 1 de Abril, só pode ser palhaçada de Carnaval esta brincadeira!
Nota:
E para ver os charlatães e tontos que nos governam, ou melhor nos "representam":
http://sicnoticias.sapo.pt/pais/article1360563.ece
Labels: Aguas

A cultura, que se mantém viva, contra a xenofobia e o nacionalismo bacocos.
Reescrever a história?
Parece ser o objectivo dos deputados do PS, que na linha do pior pensamento político do século XX, acham que se pode apagar o passado, rasurar a história e talvez dar-lhe fotografias novas.
Tudo é de esperar dessa gente... que agora protesta contra uma peça de teatro, qual inquisidores ou apagadores de retratos.
A Guerra das Laranjas existiu, queiram eles ou não, na sequência dessa criou-se um imbróglio que tem que ver com a territorialidade e o património do espaço de Olivenza.
Que deveria ter sido resolvido à muito, não fora o seu estatuto híbrido servir às mil maravilhas os regimes convulsos durante todo o século XIX dos dois lados da fronteira e ter sido um dos pontos de um nacionalismo presporrente de Oliveira Salazar que assim afirmava o seu face ao do franquismo.
Depois do 25 de Abril aparece o "tonto" do Almirante Pinheiro de Azevedo (recordam-se que queria invadir Espanha?) a dar a mão a outros ditos "amigos de Olivenza" mas de facto amigos da onça, pois não foram eles e já os direitos culturais e patrimoniais dos oliventinos estariam hoje reconhecidos com as memórias e a sua dignificação.
Temos que referir claramente que Olivenza nunca foi portuguesa, era um lugar onde se misturavam povos de Portugal e Espanha, que na altura ainda não eram pátrias, mas lugares, só a partir da construção do Estado central (que é trazido pelas invasões napoleonicas se começa a estruturar esse e a língua de comunicação a estabelecer também na zona fronteira).
Hoje ninguém, quase ninguém, em Olivenza quer ser português (e isso também graças aos ditos amigos) e nem sequer a perservação dos laços culturais e linguisticos faz caminho.
Cinco gerações são o que leva à formação ou esquecimento e por aqui já vamos a chegar à oitava ou nona, já não há senão tenues vestígios desse passado que nunca foi nacional.
Como iberista lamento mais esta canhonada no desenvolvimento da harmonia e da recuperação socio-cultural de elementos que fazem, que tecem a história dos dois lados do que foi outrora fronteira e que só por vergonhosa cisma e incapacidade dos governos dos dois países não está já resolvida.
Agora os senhores deputados não quererem que se teatralize as história e os factos que nesta ocorreram é que mostra ou grande desinformação (no que não creio dado hoje bastar um toque na net e ter o historial todo) ou por estalinismo subliminar o que desde logo não os favorece.
Tenha o ministro dos Negócios Estrangeiros a ousadia de dar a este disparate o destino que merece e procure resolver esta situação caricata no interesse dos povos de Portugal e Espanha, no quadro da vontade dos Oliventinos e com espírito europeu.
Labels: M.I.U. (movimiento iberia unida)

A actividade ecologista já tem muitos anos, vem desde as primeiras intervenções do homem na paisagem...
Com o tempo alterámos, melhorámos, mas também piorámos o ambiente.
Desde o século XIX, face por um lado a degradação e por outro lado ao reconhecimento de valores imperecíveis que se estabeleceram áreas protegidas e se estruturam leis de protecção dos recursos.
Hoje temos legislação a que na maioria dos casos só falta dar eficácia, e temos um grande poder.
O poder do conhecimento, e para desenvolver esse e uma cidadania activa hoje temos um instrumento fundamental.
A informação e educação ambiental.
(...)
Hoje venho falar de três questões:
1-
Vão-se realizar agora em Fevereiro as 19ª jornadas da ASPEA, Associação que reúnem os professores mais envolvidos em projectos de ligação da escola à comunidade e ao ambiente, e que tem desenvolvido projectos e actividades nesta área, desde há mais de 2 décadas.
As jornadas são um momento de reflexão e criação de mais valias e um momento para os colegas adquirirem novos materiais e elementos de reflexão.
Nestas irei animar grupos de trabalho e apresentar ajudas curriculares que no âmbito também da Eólica da Cabreira tenho produzido, power points, livros, dvds, e a minha disponibilidade para animar sessões nas escolas, que aqui também tenho referido, para a zona da nossa Rádio (Montemuro).
No âmbito das jornadas iremos ver o estado de saúde, o muito mau estado de saúde ambiental da Ilha da Madeira, onde estas se realizam, e colaborar com associações locais em projectos de reflorestação e recuperação ambiental.
E aqui chego ao segundo ponto que quero abordar.
A Madeira é um exemplo de nepotismo na gestão e danosa acção sobre o ambiente local, projectos inúteis, construção desregrada, desperdícios inúmeros, degradação das belezas naturais, e hoje obviamente a bancarrota, que todos pagamos.
Denunciei “in loco”, no Funchal, desde os anos 80 este processo de destruição do património e delapidação dos valores naturais, seja por abertura de estradas e túneis sem avaliação adequada, construção nas linhas de água (que aumentaram o desastre das cheias),
florestações de espécies daninhas ao habitat local, desregramento urbanístico e falta de planeamento e ordenamento.
Na Madeira temos em grande e exponencial todos, mas todos os malefícios de in-gestão de algumas câmaras municipais geminados com o pior, mas o piorio, dos projectos de destruição da urbe e do seu entorno natural, e com as mais negativas intervenções na paisagem das autoridades nacionais.
Talvez por isso estamos onde estamos.
E chego á terceira menção:
Ontem mesmo 20 vencedores do Prémio PlanetaAzul – o chamado prémio Nobel do Ambiente publlcaram um relatório intitulado:
“A Humanidade enfrenta uma enorme tempestade de problemas ecológicos e sociais”
Cito:
“O mito do crescimento promove a ideia, impossível que o crescimento indiscriminado é possivel e é a cura para os problemas mundiais,mas ele é a doença que está na base das actuais políticas insustentáveis”
dizem-nos também que:
A rápida destruição biofisica a que estamos a ser sujeitos não é reconhecida pelas sociedades infectadas pela irracionalidade das economias monetárias que pensam que podem continuar a expandir-se, não obstante a evidência que os ricos e os países ricos são cada vez mais ricos e os pobres e os países pobres cada vez mais pobres, as piramides invertidas cairão, como todos os impérios da história.
Nós também somos responsáveis por alterar o ciclo vicioso em que estamos.
Nota:
A foto, os sapatinhos de judias, é do Raimundo Quintal, um dos homens bons da Madeira e lutadar pela sustentabilidade deste espaço.
Labels: ASPEA, Madeira, Montemuro
Hoje recebo este documento que aconcelho a ver, para meditar e agir sobre a meditação:
http://www.greenpeace.org/international/en/campaigns/nuclear/safety/accidents/Fukushima-nuclear-disaster/Shadowlands/
Fukushima é também onde não agimos, onde não vemos, onde não ouvimos.
Labels: Fukushima, Greenpeace
Hoje no blog:
http://jornaldenisa.blogspot.com/search/label/gato%20escondido,
com um abraço ao seu animador, Mário Mendes, que a pena continue a não lhe secar.
Labels: nuclear não
Fui ver #Millennium 1 – Os Homens Que Odeiam As Mulheres# de David Fincher, que penso corresponde ao livro de Stieg Larsson.
Não li o livro, mas pelo filme fica em espera, o tema é complexo, mas junta com notável precisão o pensamento fechado/totalitário, como o nazismo e o cristianismo (medieval), com patologias e taras sexuais que bebem da mesma lógica de poder e de domínio.
É um filme que deveria ser discutido, para além do seu caracter cinematográfico, por isso o livro fica em espera.
Temas e tópicos de discussão vários, e pontas saídas que talvez sejam cerzidas nas sequelas, mas desde já um bom momento.
Que hoje encontra também continuação num excelente artigo, no El Pais, "Las vírgines suicidas" de Gustavo Martin Garzo, artigo denso sobre a formatação do pensamento e sobre o tempo, os dois tempos o cronológico e o momento (articulados com dois deuses que os gregos nos deram em herança, também a crédito deles!) Cronos e Kairós, num artigo tributário de Walter Benjamim, mas que também nos convoca Proust.
Tudo coisas que nas cabeças ocas do nazismo não cabem e que é preciso manter vivas.
E imaginar, como um cordeiro numa caixinha, com respiradoiros...
Labels: Filmes, tempo