insignificante
Wednesday, August 31, 2011
 
Notas, de regresso...:
1- A vida é feita de momentos e de passagens, hoje sou informado do passamento do Rui Hipólito, com quem tinha contactos de passagem e que sempre se mostrou nesses bem humorado e disponível. Só agora soube que quando nos cruzámos na última vez, há alguns meses na estação de serviço de uma auto-estrada, já estaria doente.Ficam as memórias.

2-Também passagem são as funções que exercemos socialmente e que só devemos manter em utilidade cívica e se em comprazimento pessoal.
Hoje demiti-me dos orgãos sociais da A.Z.U., a que continuarei a pertencer com gosto, e que continua com actividade notável no seu "core business" que é a recuperação ambiental e social das zonas uraníferas.
Não posso é concordar com intervenções que tem que ver com um programa de radicalismo político que julgo moribundo, e acho um disparate, seja que associação ambientalista seja, tomar posição em relação à privatização das águas, em si, o que é (não a privatização desde logo!) um completo e redondo disparate.
E sou claramente contra "manipulações", em todos os casos.
Na última Assembleia Geral tinha, por minha iniciativa, sido postergada essa questão, que agora sou informado... continua!.

3- Amanhã volto às lides, agora profissionais, no momento em que o mundo está, aparentemente, de volta (do Khadaffi é que não há novas!).
Projectos, consultas, reuniões. Ela gira e avançará???

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Tuesday, August 30, 2011
 

Pensando a Fera de Barrancos,

Era membro da Assembleia Municipal quando propus; na sequência de uma organização miserável da nossa Fera, a 1ª depois de legalizada a morte do toiro na Praça, por inteira responsabilidade da mais incompetente e incapaz administração municipal que Barrancos alguma vez teve, da responsabilidade do Nelson Berjano; a criação de uma comissão para estudar as diversas vertentes sócio-culturais e religiosas das nossas festas, uma comissão que analisasse o passado e o presente para o futuro e continuidade do povo.
Voltou uma gestão séria e rigorosa (não isenta de críticas que construtivamente tenho continuado a fazer e transmitir), entretanto ao nosso povo, que por experiência se vacinou de brincadeiras na gestão, e o assunto caiu no esquecimento.
Julgo que depois do ocorrido com o 1º toiro de ontem é necessário uma reflexão, era essa a opinião generalizada na Recreativa e com quem falei após a corrida.
E julgo que essa reflexão é importante porque muitos aspectos da parte profana da Fera tem vindo a ser modificados, melhorados, e outros nem tanto, mas é preciso que haja pensamento sobre as ligações, re-ligações de toda a festa, profana e religiosa.
Aqui deixo, novamente o desafio.

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Sunday, August 28, 2011
 

Hoje, antes da missa, os cabrestos (foto picada: http://www.estadodebarrancos.blogspot.com/,
excelente blog do Jacinto Saramago sobre Barrancos, com tudo o que passa)
estiveram na praça.
Curiosamente antes da missa, onde o padre fez uma excelente homilia (indiciadora que é leitor deste blog) sobre a continuidade do povo e a sua alma que se espelha e continua nas comissões em Honra da S.ra da Conceição.
Lembrei-me de quando eramos monotremátos, comíamos por um bico e punhamos ovos e depois de nados mamávamos do seio da espécie de pata/mãe, há talvez 300 milhões de anos... na outra parte da homilia, que foi sobre o ritual e a forma de como este se transforma em fé.
Depois na Sociedade Recreativa com amigos conversámos sobre o sentido da vida... como se esse não fosse sempre o presente.
Barrancos está no ponto.

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Agosto, Destino Portugal, pelo Grupo Teatro de Barrancos

Na véspera do início da fêra tivemos uma gratificante surpresa. E embora conhecendo os trabalhos e empenhos anteriores do Tó (Francisco Oliveira) só posso dizer da minha satisfação por mais uma vez, e desta mobilizando uma enorme equipa cheia de malta nova e com alguns já consagrados, nos ter presenteado, por duas vezes, num cineteatro cheio (cerca de 2x 250) uma crónica de costumes bem disposta e divertida e sobretudo para levar no pensamento.
Desde logo pela composição das línguas e do bordejar o barranquenho, com divertidas sátiras aos francesismos e uma crítica frontal ao hábito local da maldicência, tão instalado que é mesmo uma segunda pele, mas também pelo questionar de comportamentos e construção de relações e suas lógicas, abordando com humor a homosexualidade e alguns dos seus epifenómenos.
A construção da empatia passa por estes momentos em que um grupo de teatro se interliga com a comunidade que lhe dá também carinho e acompanhamento (o grupo com mais de 50 colaboradores directa ou indirectamente relaciona-se com todo o povo).
Está de parabéns o Tó e todo o grupo que respirando felicidade e boa disposição nos deu quase duas horas de alta cultura!

Nota:
Por malandragem, que deixo aqui registada, da VODAFONE fiquei por momentos impedido de colocar fotos/ilustrações no blog.Após publicação desta queixa foi restabelecida!!!

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Dia 28 de Agosto, faça chuva ou o sol derreta as pedras da calçada desce às ruas do povo a procissão com a S.ra da Conceição.
Na missa das 11 da manhã será dado conhecimento da nova comissão para organizar as festas no ano de 2012, e gerir todo o processo que a estas conduzirá, o povo continua na sucessão dos que lhe organizam a alma.
A partir de amanhã (2ª), logo pelas 8 da manhã será o touro a signar o povo com os seus dotes mágicos e o toureiro, no traje de luces, como a S.ra a proteger e agigantar-se, qual golem, sobre a praça e a torre do relógio.
Pelas 18 horas descerão à praça para brindar o povo com a vida e a morte do dito, que será comido, logo no dia seguinte, num ritual outrora genésico (a carne de bovino só era comida por alturas das festas, que era também onde se bailava e bebia, onde se faziam a corte e se juntavam os casais e o futuro).
A vida continua e depois das festas começava outro período, no infindável ciclo das estações e do campo que lhes dá fruto.
Até para o ano...

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Saturday, August 27, 2011
 

Fui à lenha, que o azinho seco é o melhor para o lume do inverno, e ao funeral da mãe de um amigo, para nos recordar o fumo que é a vida e as suas expectativas.
Entre os dois actos e antecedendo o terceiro que será o teatro local continuei a leitura densa de Richards Dawkins e sou remetido para uma página fabulosa:
http://tolweb.org/tree/,
onde temos as nossas origens e a vida. No Livro já cheguei aos Saurópedes e ainda vou pela metade, não sei que aventuras ainda me esperam.
Hoje também temos mais novidades nesta área do conhecimento, a confirmação da mistura com os neardentais e a remissão para mais uns milhões de anos de algumas espécies que constituem um acerto e um acrescento a esta árvore da vida.
Por cá só se fala na crise e felizmente que existe o Bloco da Esquerda para nos palhaçar a mesma,,, então não é que leiu (certamente uma gaffe de capa do jornal I) que querem que o gado pague impostos... e as galinhas? já que gado são também os porcos, as ovelhas e os cavalos...
Vou voltar ao Ancestor's Tale ver onde é que pára o Bloco e onde é que está o Wally ou o Khadaffi...

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Friday, August 26, 2011
 



Bruxelas mais e menos do que (ainda) sonho e conheço é o livro que com fantásticas ilustrações de François Schuiten nos é contado por Christine Coste, que na mesma colecção com saber contar nos havia, também com notáveis ilustrações de Guillaume Sorel (quem senão ele para nos dar um golem de sombras e medos?)escrito sobre Praga, e sobre a colecção, desigual como já referi, de notar o imprescindível, pelos desenhos de Hugo Pratt sobre Veneza e também pelos mesmos de Jacques Ferrandez em Marraquexe, com textos com menos alma. Os outros passo!!
Este sobre Bruxelas cidade paixão de muitas vidas e, talvez um dos poucos locais onde me perdia da vida na vida, onde vivi, amei e senti, que percorri e descobri, e que neste livro descobro mais que não conheço e onde não cabe o que conheço, o estar e passar nesta o tempo, a neve, o calor abafado, a Grand Place, ah a Grand Place, que tinha debaixo da minha janela todos os dias diferente, todos os dias a mais bela.
O tempo tem sempre outros tempos e sonhos, com o passar das horas...

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Wednesday, August 24, 2011
 


A imagem de Sta Maria cobre a vila. As festas em sua Honra, que houve quem tentasse proibir, não percebendo que estas se inserem num ciclo da vida e da sua continuidade que tem que ver com o espírito e os corpos que dele e para ele se alimentam numa lógica ritual que também se liga, se re-liga ao passar do tempo e à entrada noutro ciclo, no dia de S.Gens que também patrocina o nosso povo.
As festas seja na sua vertente genuinamente mariana (e Moisés Espirito Santo o explica bem) que também mergulham na forma especifica que o cristianismo assume pelo Alentejo "fenício", seja na sua vertente pagã, que também é mariana, no tomar e comer todos que constitui a festa e os toiros, também rituais é um tempo, sempre este tempo, único para a nossa comunidade.
Publicarei o outro cartaz em breve e ao vê-lo se percebe a lógica de protecção e carinho do, no povo para com quem lhe participa a continuidade.
Nota:
Quem quiser seguir, passo a passo, o andamento da procissão:
http://estadodebarrancos.blogspot.com/

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Hoje interrompi a leitura do Dawkins e andei pela cidade, a tratar de projectos para o ano que agora vai entrar.
Passei pela FNAC onde juntei um pequeno texto de Walter Benjamin "Sur le Haschich"* ao desde logo espectacular, por ser sobre uma das cidades mais bonitas que conheço: Bruxelas, mas também por ser de um grande mestre François Schuiten, o último livro de uma desigual colecção que o Publico nos propôs para o Verão, e que se tiver ocasião comentarei na globalidade.
Mas foi no quadro de conversa com o velho amigo Rui Cunha, e família, que me foi dado adquirir (em apoio de IPSS) o exemplar acima.
Tem a Madeira património natural que merece ser preservado, e através deste trabalho, em textos e fotos, excelentes, assim como o agradável acabamento, temos registo para deleite no presente e temo que memória futura.
Tem o arquipelago vindo a ser paulatinamente devassado e o seu património aniquilado pelas políticas do soba, do dito Alberto João.
Erradas políticas de gestão do território, construção desregrada, incluindo ocupação e alteração do leito dos rios, perfuração a trote e a galope da ilha e abertura de ligações rodoviárias sem estudos de enquadramento, introdução de culturas e produções exóticas, autorização da ocupação de áreas sensíveis, tudo à pala do orçamento que os "cubanos" lhe pagam e sem qualquer ideia de sustentabilidade para o futuro.
Mas este é sobretudo o momento de felicitar os autores deste magnífico trabalho.
Outro será o de exercer a crítica e confronto com as políticas que conduzem ao descalabro esta terra, onde também os meus ancetrais deixaram sangue, suor e lágrimas e onde alguma da sua continuação ainda labuta e constrói futuro.
Talvez durante o próximo processo eleitoral que deveria conduzir, se houvesse capacidade e lideranças adequadas (e mais que as palhaçadas, também habituais), a mudanças de paradigma, faça "in loco" ouvir mais um uivo, em nome da terra, do passado e da vontade de futuro.


* que é um notável trabalho sobre as experiências de ingestão (por via de mastigação) do produto, dando-nos uma sensação/revelação dos trabalhos com LSD ou mescalina que se difundiram nos anos 60/70 e revelam as possibilidades de junção e abertura de sinapses cerebrais no estado designado por "embriaguês". Walter Benjamim percepciona ao longo das experiências níveis de nirvana em que "as coisas resistem aos olhares" e o olhar pode alcançar cem pontos num só lugar, experiência em que os sentidos falam, como uma piscadela de olho do infinito.
Um livro para reler com uma boa ganza.

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Tuesday, August 23, 2011
 

É outro dos magníficos livros (4/5) que leio por estes tempos estivais.
A origem da vida num estilo de romance, cheio de histórias picarescas e eruditas, novidades e hiatos preenchidos numa linguagem clara e envolvente.
Recordo que fiz um trabalho sobre a hominização lembro que na altura me socorri de Jacques Ruffié e Edgar Morin, cotejados com outros que não recordo. Hoje re-descubro a natureza da vida, ou a vida nesta, a continuidade biológica e a peregrinação em busca dos primórdios da vida.
Não podemos acreditar em tudo o que nos dizem, a realidade pode ser outra.

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Monday, August 22, 2011
 


O livro, que já havia comentado a meio, confirma-se uma obra maior na produção de Umberto Eco. De enorme erudição (e as "comidas" são de encher o apetite) é também uma obra rigorosa no fazer da estória e de enorme actualidade no discurso e produção de ideologia e crítica.
A produção do anti-semitismo, articulado com o discurso contra as liberdades laicas e os seus diversos títeres, é desmontada com subtileza e sem subterfúgios.
Um dos romances "históricos" e também sociológicos imprescindíveis nos dias que correm, para nos fazer pensar...
E vou agora entrar no terceiro tomo das leituras de verão (enquanto espero "o metodo" de Juli Zeh) está já na secretária o #The Ancestor's Tale# de Richard Dawkins, que tem amadurecido na estante, e agora tem enquandramento adequado.
O tempo vai descobrindo o tempo...

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Sunday, August 21, 2011
 

Já aqui tinha predito a queda do Khadaffi, embora não esperasse que estrebuchasse tanto tempo, e tinha referido que outros regimes árabes cleptocratas e corruptos cairiam em dominó, a seguir será Assad na Síria. O vento da história sopra e não se detem.
Os muchachos do Silas Cerqueira continuam mudos e certamente lamentosos, como quando cairam os seus outros compinchas da Cortina de Ferro...
Hoje é um dia de festa para o povo líbio, e o que ficará na, já, pequena estória como o último discurso do Khadaffi, grande amigo há que recordar de José Socrates, mostra um personagem sem qualquer grandeza, ou melhor muita vilania e um perigoso e delirante psicopata. Infelizmente o mundo ainda está cheio deles, todos amigos do Socrates, o Chavez, o Mugabe e talvez até o Kim-il-jong.
Os desafios da reconstrução, da liberdade e dos direitos não são fáceis, vê-mo-lo nos outros países que afastaram os seus autocratas e cleptocratas mas qualquer movimento no sentido da respiração e da luz vale mais que viver no silêncio e na prisão.
O mundo fica mais complicado, as soluções são mais complexas e os problemas para estas tem muitos outros factores de análise.
Mas hoje salaamaleikum para o povo líbio!!!

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Julgo que li vezes sem conta as histórias deste fabuloso personagem, desenhado por Jean Tabary, com o apoio para os enredos de René Goscinny.
Hoje recordei as muitas aventuras que contribuiram para a formatação de muito espírito, com a informação que Tabary morreu.
Os seus personagens são imortais, e hoje vou voltar a ler as bonomónicas aventuras do califa Haroun El Poussah e do seu grão-vizir, o ainda mais célebre, o vilão Iznogoud, que nunca se tornará califa no lugar do califa.
Vou regressar ao tempo em que o mundo era marcado por estas aventuras e estórias, pelo humor e as armadilhas que com a língua o construía e desconstruía.
Salvé Iznogoud!

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Friday, August 19, 2011
 
Continuo a saborear este último Eco, que é também um livro de gastronomia e dos seus sabores e acabo o dia na Fábrica da Pólvora, de Barcarena, simpática memória da industria e espaço onde os sons do mundo anualmente se ouvideiam.
Os "Dos Orillas Ensemble"( http://www.youtube.com/watch?v=XP92Gi2eTmM ) só precisam de mais duende, que a fusão da música magrebino-andaluza já tem pauta para andar, o cante "hondo" nas duas variações e o palmeo e sapateo está lá a bordejar estes tempos de culturalismo, que é sempre a variedade de que são feitas as culturas vivas.
Um dia também de meditação.

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Um jantar no "EntreCopos", que já foi tasca manhosa onde se servia tinto da pipa e uns grelhados feitos debaixo da parreira e se passava as tardes a discutir o nada e o coisa nenhuma, tasca na linha das esperas e dos pontos de apoio, ou desequilibrio, destas que marcavam as entradas do gado na cidade, para se justificarem numa das praças mais bonitas do mundo.
Ontem esta justificou-se, cheia que nem um ovo e com toiros, salvo o último, na melhor média, para uma corrida que teve salero qb.

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Thursday, August 18, 2011
 
Notável o livro de Umberto Eco, #o cemitério de Praga#, que hoje comecei a devorar na tradução espanhola, ed. Lumen, que encomendei assim apareceu no original.
Embora ainda só tenha lido um terço não tenho dúvidas que este é um documento literário imprescindível para lutar contra o pensamento único e as maquinações que o estruturam.
Com a habitual erudição enciclopédica Eco leva-nos aos temas que estruturam a Europa e a conduziram ao seus piores pesadelos.
Numa escrita fluente e envolvente vai durar pouco a ver o final.

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Wednesday, August 17, 2011
 


Fui a Espanha, comprei 3 produtos básicos, 1 depósito de gasolina, poupei 15 euros, uma embagem de Omeprazol outros 15 euros, 100 montecristinos, 30 euros a menos ou seja poupei 60 euros, o que deu para o depósito, que cá custaria 75.
Aqui ao lado é quase tudo mais barato, gasolina, tabaco e medicamentos, comida, bebida...
Sem comentários...

em frente, em frente com o governo político e económico europeu!

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Tuesday, August 16, 2011
 

Vivemos num país de absurdos.
Venha a troika tomar conta disto e colocar-lhe alguma racionalidade!
O negocio do gás natural é um daqueles que daria um longo romance, trágico, como o são na generalidade os que envolvem dinheiros públicos, negociatas e baixarias.
Hoje alguns dos seus próceres continuam nesses negócios escuros, envolvidos agora na negociata da nuclear e desvalorizando o nosso potencial endógeno e a sustentabilidade.
Mas além do negócio e/ou a ele associado surgiu outra miragem, a de que o nosso país iria de norte a sul converter-se a este novo “potencial “energético.
Segundo os últimos dados disponíveis na página da DGEG (de 2007) 119 concelhos tinham esse combustível, mas se virmos bem pouco mais de 50 com algum significado e mais de 2 dezenas com total irrelevância.
Hoje segundo dados que recolhi avulsamente cerca de 200 concelhos tem gás natural, com penetrações que rondarão menos de 50% da população.
Muitos concelhos não o tem e nunca, nunca o virão a ter, seja pelo custo da extensão da rede, seja por o gás butano estar enraizado e ser muito mais barato (e na zona da fronteira, então...)
O motivo desta nota é todavia o absurdo que resulta da política de interesses e dos compadrios instalados e da necessidade de dar a volta às ilegalidades e erros da legislação, que prejudica a colectividade, os indivíduos e a economia local.
O Alentejo, a Beira Interior, parte do Algarve e o norte transmontano são zonas onde o gás natural não irá chegar.
Pois aqui começa o ridículo e o inacreditável.
Para fazer uma casa nova e, pasme-se, para recuperar uma casa antiga ou fazer obras que impliquem projecto, em todo o pais, sublinhe-se, o projectista e o titular da obra têm que instalar, em concelhos onde o gás natural nunca, nunca irá chegar... pois tem que instalar as instalações para esse meio energético.
É obvio que esta legislação é um convite à infracção e ao papel por baixo da mesa.
É obvio que deveriam os municípios suscitar junto do Tribunal Constitucional, a Provedoria de Justiça, os Grupos parlamentares ou alguém que tivesse dois dedos de cabeça para acabar com este absurdo a revogação deste artigo da legislação, que ainda por cima contradiz qualquer lógica de mercado livre.
Vemos por todo o pais casas velhas abandonadas. Pois estava a pensar comprar uma... mas sabendo que tenho que entrar neste delírio surrealista vou pensar duas vezes.

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Acabo de ler o tijolo # Une nouvelle conscience pour un monde en crise# subtitulado "Vers une civilization de l'empathie" de Jeremy Rifkin.
Na linha dos pensadores globais, Joel de Rosnay, Edgar Morin, Toffler e parcialmente muitos outros é um autor e uma obra magna.
Uma leitura de submerssão e borrão de saber, ou melhor de mata-borrão e absorção.
Um livro notável, uma autêntica enciclopédia onde encontramos uma série de pérolas de cultura e elaboração de pensamento e inovação.
Pelo meio, para criar espaço, tive que ler uns romances e contos menores (o Jerusalém de Gonçalo M. Tavares que tenho que confessar foi uma absoluta desilusão, parece um plágio de outras ideias e estórias)e respirar, respirar muito porque o livro é também um muro no estomago.
Os que não veêm os sinais dos tempos serão apanhados pelos cavaleiros, e esses não são só uma ideia.

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Pholiota nameko,vulgarmente conhecido como Nameko, é um cogumelo pequeno e marrom com um revestimento ligeiramente gelatinoso que é usado como ingrediente em missoshiru e nabemono. É um dos cogumelos mais cultivados no Japão tem um gosto levemente parecido com nozes e muito usado em frituras.
Pois hoje trago-o aqui para informar que deixou de poder ser comido, pelo menos no Japão.
Particularmente sensíveis às radiações, estão neste momento com elevados niveis de radio-isótopos e não devem ser consumidos.
Fukushima, entretanto, ainda não parou a reacção....

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Saturday, August 13, 2011
 
Muros, da vergonha!
Faz hoje anos, regista-se na história, começou a construção do muro que separou Berlim, que limitou o direito e a liberdade do seu exercício, que bloqueou a passagem de pessoas, mas reforçou as ideias e a luta pela liberdade.
Conheci a detenção à sombra desse muro, pelos muchachos do tal Silas(do CPPC), que defendiam a sua construção e devem chorar a sua implosão, em nome de uma mão cheia de nada e outra numa póia, que eram os regimes autocráricos e ditatoriais, de um grupo de fanáticos que se implantaram a partir de 1917 no Leste, no mais bárbaro e feudal, da Europa, a Rússia.
Tudo ao contrário do que os próprios teóricos do marxismo tinham desenvolvido em pensamento, com base em tropas de choque, organizadas pelo Trotsky e numa vulgata chamada leninismo, dominaram e aniquilaram o desejo de liberdade que brotava dos genuínos sovietes.
Bom a história dá muitas voltas, escreve-se e reescreve-se.
E não há senão o pensamento a romper muros. Hoje regista-se um, que já foi erodido, destruído pelo mesmo e a liberdade.

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Friday, August 12, 2011
 

Foi publicado no dia 9 no jornal Público, e merece o meu apreço:

Eppure si muove!

1-Temos, tanto Portugal, a Europa e a Humanidade dado passos positivos na conquista de direitos civis e políticos.
Desde meados dos anos 70 que tenho sido, com irregularidade anual pois é um grupo que renasce anualmente, membro do Partito Radicale, inicialmente italiano e posteriormente transnacional.
Federalista, não-violento, liberal-libertário, socialista, enquadrando todas as suas substantivações na prática e na discussão da polis.
A sua história é também a história da Itália e da Europa desde os tempos da II Guerra e os seus temas são os do direito liberal e transparência democrática, com idiossincrasias como epifenómenos que passaram também por Portugal o mostraram (a Cicciolina), mas também figuras incontornáveis do século XX como Marco Pannella que cá esteve a meu convite e tantos outros como Leonardo Sciacia, Bruno Zevi ou Pier Pasolini.
A luta pelos direitos de género, divórcio civil, casamento global, adopção justa, maternidade assumida, igualdade na lei, morte digna, anti-proibicionismo radical (ou traduzindo laicismo, casamento e adopção independentemente do sexo, direito ao aborto, paridade homem-mulher, eutanásia, legalização de todas as drogas) tem sido pedra de toque dos que se encontram nesta área politica, que tem também na reforma do sistema politico, na luta constante contra a limitação da democracia aos partidos e critica às suas estruturas anquilosadas e luta permanente pela reforma das instituições, e no quadro do Parlamento Europeu democracia e politica europeias.

2-Nas próximas eleições europeias, passando o tema por baixo do tapete por cá, discute-se a apresentação de listas europeias, é certo com enormes limitações e com muitos receios por parte dos conservadores e nacionalistas ou soberanistas.
Como referi num encontro liberal ibérico (e com o “risco” de levar um etarra tiro na perna) as nações políticas são uma criação do século XIX e só tem justificação cultural e à mesa, a conversa seria longa para este pequeno artigo... e a Europa só se pode afirmar e resolver os problemas da economia, do ambiente e do sistema social, além de reforçar as liberdades públicas e cívicas já referidas e substanciar instituições de defesa destas, órgãos europeus (como o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem) nesse caminho.
Com mais Europa e mais democracia na sua construção.
A regulação da economia de mercado pela política, a sustentabilidade ambiental global, um mercado de trabalho equilibrado nos direitos sociais, e direitos cívicos avançados requerem politicas estruturadas ao nível europeu, e obviamente reflectindo-se mundialmente.
A liberdade de expressão, o direito de opinião, um quadro de substantivação da Declaração Universal do Direitos Humanos como fonte da política externa comunitária e referencia obrigatória no direito interno seriam outra das referências obrigatórias (diriam outros mandatórias)

3-Num momento em que a Europa, devido à falta de qualidade das suas direcções políticas europeias e nacionais, devido também à nossa responsabilidade, seja dos que optam por acampar, seja dos que optam por continuar com o mal menor, seja dos que continuam a viver em mitologias, seja dos que leiem e só concordam, e dessa falta somos responsáveis, esta Europa está e com ela o mundo (epidemias, fomes, guerras, mortes, será que estes 4 substantivos não lembram nada???) á beira de uma ruptura.
No século XX houve duas, dramáticas, devido a isso.
No quadro das próximas eleições europeias, mas desde já também, ler, interpretar, agir com os sinais dos tempos e os ventos da história pode ser a última oportunidade.

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Sunday, August 07, 2011
 

Morreu a Isabel Feijó.
Hoje fiquei muito triste, embora já estivesse à espera.
Lembrei-me na altura de um dos momentos em que nos rimos e lhe ter enviado o texto deste, agora doc:http://www.youtube.com/watch?v=HDR_pZCxKh8.
A Isabel era uma pessoa que estava e passava despercebida, e recordo de ter levado tempo a perceber o papel dela. E recordo-a assim, a estar,a traduzir o estar.
Deixei de a ver numa das curvas da vida e fui sabendo dela, e do trabalho notável em Timor, por amigos comuns.
Deixou de estar, deixou de traduzir, também esta vida.
Hoje estou triste.

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Saturday, August 06, 2011
 


"Pinocchio" de Carlo Collodi é um divertido livrinho, pouco infantil, cheio de subtilezas linguísticas e de trocadilhos. Nele o nariz do Pinocchio cresce na mentira (podia ser o nariz de qualquer um dos políticos que exercem poder)embora a cifra tenha tudo a ver com sexo, puro e duro. Tal como, de outra forma a Alice (ah a Alice!) é no disfarce de uma história infantil um documento enquadrável na situação político/social do tempo e cheio de subliminares.
Hoje pode-se ler com a distância e com a ternura dos personagens a transformarem-se, a comerem-se, a disfarçarem-se, mas sempre com uma linha, várias linhas que agitam a marionete, que também somos.

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Friday, August 05, 2011
 


Esta é uma das versões da Alice, aqui a jogar baralho. Há outras versões, infelizmente algumas delas desaparecidas ou com paradeiro perdido, ou talvez só sonhadas e desejadas,embora todas sejam linguagem e tempo, assim como esta nas suas incertezas, confusões e descobertas.
A contractura continua a chatear e talvez os químicos estejam a abrir o espaço da imaginação e a anestesiar o corpo, mas ultimamente voltei a pensar nessa e nas suas leituras, todas elas também com muitos sentidos e duplicidades.
O continuo espaço tempo traz-nos de volta segundos eternos, situações que continuam reais, memórias que se reconstróiem.
Nada que existe não pode ser inventado, esse o maior segredo de cada um, depende como dizia o Coelho Mágico do chapéu.
O Insignificante vai a banhos, novamente a banhos. Talvez passe por aqui a colocar bandeira e construir realidade, que existe em todos os discursos.
Eppure si muove...

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Foi talvez à 30 e tal anos que entrei na Sampaio e Pina, estúdio do que penso ainda era o RCP para falar de Hiroxima. Lembro que o tema tinha a vertente ambiental que continuava e hoje com Fukushima volta às 1ªs páginas, e o lado moral; e tinha ainda na altura um outro enfoque que era o da guerra fria, o mundo à beira de uma catástrofe nuclear global e os SS20 e os Pershings.
Fora já por várias vezes alvo de agressões em reuniões do soviético CCCP (Conselho português de apoio à URSS) que defendia a paz dos cemitérios e o terror soviético, o movimento do Cerqueira Silas e sus muchachos, julgo que antes de uma fantochada desse movimento em Tróia onde fui “pacificamente” agredido e pontapeado (por interpelar o "jovem" soviético presente), e de conhecer as também pacíficas prisões da RDA, e era sabido a minha opinião sobre a instalação de mísseis, de quaisquer mísseis na Europa (era defensor do desarmamento unilateral, que muito irritava o tal Conselho...).
Levava um papelucho escrito e recordo que era a minha primeira presença em estúdio, e o comecei a ler, com a entoação inexistente.
Era o jornalista de serviço o José Fialho Gouveia e nunca o esquecerei. Durante quase duas horas obrigou-me a ler e reler o texto, que eu de boa vontade deixaria ser ele a ler, mas ele insistiu e obrigou-me a modelar a voz, fazer a pontuação, respirar, parar, e ponto.
Lá saiu um texto que deve ter provocado muitos calafrios a quem o ouviu, com as entoações e pausas.
Estamos na véspera de um dia negro na história da humanidade, um dia que nunca será deixará de ser recordado.
Hoje a nuclear tem outros avatares a sombrear a sociedade. Continuamos a não lhe dar descanso.

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Thursday, August 04, 2011
 


Este blog está em expansão e ontem, talvez por algum fetichismo,,, teve um pico (se mudar o sexo também dá) e chegou quase às 100 visitas. Hoje voltamos ao mundo (não nos esquecendo no fundo do id das botas e do resto) e temos a NASA connosco, não o lixo desta que abunda na estratoesfera mas a terra bonitinha, como dizem com beicinho no Brasil.
Só há más noticias e eu tive que ir à urgencia por causa... de uma contractura aguda onde acabei a falar de Belmonte, das sinagogas espalhadas pelo país e restos esparsos da presença judia pelo nosso país de marranos e dos seus delatores, e dos outros que o honraram.
Comecei a ler os "Carnets" de Ste Exupéry e li com deleite a "L'Ile au Trésor" de Hugo Pratt, numa edição de marca, baseado no conto de Stevenson.
Um momento de nirvana apalpar as texturas, percorrer as imagens e o texto, re-texto que já o conhecemos de cor mas volta de trás para a frente a enlevar-nos nos desenhos (há vida para além das botas!, também podem ser desenhadas!).
E não resisto a referir que ouvi na rádio e desacreditei, o defundo Bloco da Esquerda, agora quiçá para ter umas linhas no anedotário nacional, mais uma, quer ou melhor propõe um referendo sobre a privatização das águas. Converteram-se nums profissionais da palhaçada.

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Numa das minhas encarnações fui colunista da revista "Elle", onde julgo que escrevi das melhores prosas, e mais educativas, que as leitoras e leitores leram. Tive ocasião de assistir a um desfile e não fora um quiproquo com a directora, por questões de restrição dos meus pagamentos (hoje teria deixado...) ainda assistiria a desfiles...
Pois a minha página (que às vezes eram também várias) era com concelhos para melhorar o ambiente e com coisas práticas e funcionais usando as mézinhas da avó.
Hoje, embora no tempo da avó não houvesse goma de mascar, fiquei com os sapatos pejados dessa, e logo e inexplicávelmente do lado de cima. Pois para tirar essa peçonha agarra-se num isqueiro e dá-se fogo (à goma seca está bom de ver) que o sapato de cabebal não arde. Essa fica gelatinosa e tira-se com um pano velho. Limpo o sapato e com um pouco da verdadeira graxa e está novo, e ainda melhor(como se pode ver).
Este é o pensamento do dia,lembrando a Alice, vindo de um sapateiro ucraniano e muito simpático, aqui elaborado por este que vos dá as novidades e dicas do mundo...

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Tuesday, August 02, 2011
 

O sr.Urso está de volta, nestes tempos para ele muito díficeis, vamos ver se se safa, degelos, exploração de minerais, contaminação dos peixes e das focas que os comem e depois, depois do próprio sr. Urso.
Hoje começámos o desbaste que antecede as mudanças, onde se descobrem preciosidades e outras valias esquecidas... aproveitei também para por em dia conversa com amizades perdidas e leituras do #Lugar do Morto#, colectânea de contos de encomenda do J.E. Agualusa, que tem outra qualidade, e um livro sobre igrejas da Baixa.
As contas, ou melhor as finanças também ocuparam espaço num dia em que, para mal do sr.Urso, o sol voltou.
Este dia também ficará conhecido pelo "cambalhacho" inacreditável, que mais uma vez exportelando-nos à grande e à francesa, as nossas autoridades contra toda a decência levaram a cabo no BPN. Que nunca, mas nunca, deveria ter sido nacionalizado mas deixado por conta do mercado....mas para salvar a banca ou os seus agiotas há sempre uma mão vizivel... e do vizir.

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Monday, August 01, 2011
 


Parece Outuno, o tempo ou melhor a meteo nunca foram previsíveis e hoje, já o sr. Urso (que se pelaria por este globo!) nos avisa as perturbações são cada vez mais permanentes, configuram um padrão de irregularidades alucinante (nada a ver com o alucinado da Quinta das Angústias e o seu manguito de candidato ao defundo Miguel Bombarda).
Hoje choveu de Barrancos a Lisboa, de passagem voltei (ontem) ao lagar Sem-fim, para reencontrar velhos conhecidos e o fabuloso pôr do sol atrás do castelo de Monsarraz, e hoje ao Al-Andaluz e ao seu ambiente de taberna taurina e tertulia que aí se prolongou.
Agosto incaracterístico, focas e ursos que as comem em crise alimentar mutua, e as sardinhas a tardarem em serem comestíveis ou pelo menos saborosas como o palato as recorda...
Já saíu o cartaz das festas em Honra de Nª Senhora da Conceição, e o cheiro a festa já soa nos foguetes esparsos que agitam o povo, agora e definitivamente tutelado por um toureiro em traje de luzes a protejer a torre sineira.
A vida é uma incógnita como, cada vez mais, o tempo. Não deixemos o gelado derreter!

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Burocratas da inutilidade,
são os funcionários de uma coisa chamada Livro de Reclamações, que seria uma das instituições que deveria acabar (alló troika, alló) e poupar pelo menos os salários e prebendas desses cavalheiros, além de recursos que poderiam ser utilizados noutras actividades racionais e produtivas.
Esses mangas de alpaca agora tem outra cartilha: dado que as reclamações são “conflitos de consumo”, pois que outros conflitos levariam o cidadão lesado a usar o livro de reclamações???, as "incompetências" da ASAE ou da Inspecção Geral das Actividades Económicas /Açores respectivamente a sra, já minha conhecida de outras debilidades do género, Ana Oliveira e o que garatuja Jorge Porto, sem qualquer outra averiguação dos factos que configuram o expúrlio e mau serviço prestado por entidades privadas, que estas “direcções gerais” são responsáveis por tutelar/fiscalizar, declaram-se incompetentes (como se não soubessemos já!) e arquivam a queixa.
A bengala do Eça fazia muito jeito para lidar com esta parasitagem burocrática, ou melhor que isso reciclar esta gentalha na calcetagem que assim sempre batiam pedra.
As pedras já as deixo aí, não sei se são mencionadas no decreto-lei....

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civetta.buho@gmail.com

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