insignificante
Thursday, February 26, 2009
 
Direitos e preconceitos
Devia ser de aquisição e exibição obrigatória em todas as escolas públicas do país, no âmbito de aulas de direitos cívicos ou de história ou filosofia.
O filme Milk de Gus Van Sant conta-nos, com uma memorável interpretação de Sean Penn no papel de Harvey Milk, a história/biografia deste activista pelos direitos homosexuais (gays) nos anos 7o do século passado nos Estados Unidos.
É um filme sem cedências ao facilitismo, é um filme denso de emoção e de política.
A política que se faz com os sentimentos e mais ainda quando se luta pelo direito igual, pela liberdade igual, pela dignidade.
Defendo uma organização deste tipo que afronte a política em nome de valores e os tenha intransigentemente presentes, sem medo de estar aqui ou acolá, com estes ou com aqueles.
Este filme faz-nos reflectir sobre o medo, os medos que condicionam a intervenção social, e limitam o direito individual.
Já sou velho para ter medo....

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O gelo polar derrete-se a uma velocidade geométricamente proporcional ao aumento de temperaturas (causando efeitos colaterais de extremos de frio e chuvas).
Não sei o que os "mitos climáticos" têm a dizer sobre a realidade, será que ela se engana?
Seja como for não agir é deixar o arbítrio dominar a terra e o nosso futuro...
 
Tuesday, February 24, 2009
 
DEMISSÃO!
Demissão na hora, é o que o MAI devia fazer ao comandante da PSP de Braga que justifica apreensão do livro referido no post anterior com “perigo de alteração da ordem pública".
Adolf Hitler não encontrou também melhor desculpa na "noite dos cristais", então eles não eram judeus com camando.
Isto não pode ficar em claro.
 
Monday, February 23, 2009
 
Este é o famoso quadro de Gustave Courbet "A Origem do Mundo", e onde mais? poderia ter sido senão na Grande Mãe?
Este quadro que para além do seu realismo representa um momento da história da pintura e um enquadramento social específico está exposto ao público no museu do Quai D'Orsay, onde é visto por milhares, milhares de pessoas.
Inconcebívelmente, mas a demonstrar que eles "andem por aí" um livro sobre pintura que o tinha na capa foi apreendido, em Braga a famosa idolatra, certamente por autoridades policiais que não andavam como em tempos se recomendava em grupos de três.
Lavrar um protesto contra o obscurantismo padreca e o moralismo seródio que parece se volta a instalar é pouco...
Mas antes que esqueçamos toda a memória e dignidade aí deixo...
 
Sunday, February 22, 2009
 
Incompetentência reconhecida, negligência continua.

No seguimento de post anterior e telefonema que fiz a chamar a atenção para a incompetência e até mesmo o analfabetismo dos serviços da ASAE, recebo uma curiosa cara, assinada pela mesma sra, a Dra Ana Oliveira, a reconhecer a grosseira negligência dos serviços da ASAE.
Talvez porque o outro problema não foi ainda resolvido, e se fosse mauzinho até poderia pensar que esta estrutura do Estado ou alguém nela está na folha de pagamentos do Vila Galé, a total negligência continua, agora como é obvio já não me referem que o problema não é da "relação trabalhador/empresa", mas sim da "relação...empresa / Câmara de Mafra" e referem que remeteram para esta última a análise.
Fantástico!
Pois o que tinham a fazer era muito simples:
1- Pedir para ver (a existir!) a troca de correspondência entre a Câmara de Mafra e o Vila Galé sobre o caso e
2- Pedir (a existir!) o registo de chamadas efectuadas entre o Hotel e a GNR entre as 2 horas de dia 1 de Janeiro e as 7 horas e à GNR o registo das vezes que por motivo do excesso de ruído essa aí se deslocou.
E aplicar uma coima valente ao Hotel e à Câmara Municipal se se verificasse negligência também desta.
Mas encerro o assunto.
A referência, caso queiram mais alguma coisa é S/11596/09/SC e a minha reclamação nº 06173125
É carnaval, vão mas é fumar uns charutos ao Casino.

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Saturday, February 21, 2009
 
Já o sabia à algum tempo e motivou um "delicioso" quiproquo quando no final da Convenção do Bloco a felicitei pela minha expectativa pela sua nova posição, a língua é fonte de mal ou bem entendidos, a Marisa Matias é o número 2 da lista encabeçada pelo Miguel Portas, do BE, ao Parlamento Europeu.
Tenho a melhor opinião sobre ela, seja a capacidade intelectual, seja a disponibilidade social e empenho cívico.
O meu apoio já manifesto ao Miguel e ao Be, nesta eleição, reforça-se pela convicção que a Marisa será uma excelente eurodeputada.
Sobre a restante lista não se me oferecem grandes comentários, sendo que espero que o programa e as linhas de acção também reflictam o que é a excelente escolha de Fernando Nobre, da AMI, e não da Amnistia Internacional como vem na notícia da Lusa, para mandatário.
Os direitos humanos e os novos referentes ambientais no quadro da crise global dos sistemas serão certamente cuidados.
Tenho divergências que se tem aproximado, sem que eu me tenha movido, sobre o conceito de Europa, uma Europa política, social e transnacional, federalista e de valores, com o Bloco, mas como já disse a minha corrente política não tem expressão organizada em Portugal (liberais/libertários e socialistas) e no quadro da minha integração no Partito Radicale encontro perfeitamente apropriado o empenho onde encontro mais compatibilidade.
Hoje, já posso clarificar a tal posição de entusiasmo político.

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Thursday, February 19, 2009
 
1- Falta menos tempo para o Conselho de Estado ser convocado, de acordo com as minhas previsões. Referi que seria até fim de Fevereiro, se falhar será por pouco.
2- Tendo as investigações saído das mãos do incompetente Procurador Geral e da sua gente (foi mais uma vez doloroso para quem tem a magistratura em consideração ver a Candida senhora nas tvs) e estando o escrutínio público em alta não deixará de haver "sangue" mais cedo ou mais tarde. E ainda não chegaram às sociedades formadas por gente de quem se fala, alguns ou arguidos ou metidos na vara.
3- Os que mantém de prudêncio o sábio silêncio sabem do que estão a falar...
4- Hoje tive um almoço em que se sibilaram verdades e alguns telefonemas que podiam ser escutados que talvez auxiliassem as investigações em curso, questão de mexer as moléculas....
5- Claro que há hierarquias e diferentes prioridades mas cada vez mais se sente que a tradução de "mani puliti" está a rebentar.
6- O Carnaval está a chegar.... atenção às viagens ao Brasil....
7- Vamos ver as cinzas deste regime e desta partidocracia mais tarde...ou mais cedo... vamos ver é se sobre os escombros desta sujeira toda não cresce um palhaço....

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Wednesday, February 18, 2009
 
Darwin, é um dos "meus".
Recentemente comprei um livro de Richard Dawkings "The Ancestor's Tale" que está na pilha das leituras, assim tenha tempo para sair do cotidiano. Há alguns anos reli "A origem das espécies" e o ano passado um livro fabuloso, que não tenho à mão sobre os tentilhoes, nas Galapagos.
Hoje fui à soberba exposição na Fundação Calouste Gulbenkian, onde tirando um ou outro aspecto a ser melhorado, se tem uma visão clara da grandeza do personagem e do desenvolvimento da teoria da evolução das espécies (o cardeal Saraiva, não!) e da continuação do pensamento cientifico sobre o desenvolvimento do vivo.
Com os anos aumento a minha galeria de definitivos, a que volto de tempos a tempos, e entre esses vou estabelecendo linhas de coerência e identidades de pensamento, uns maiores outros menores, poucos vivos de referência, mas na história do pensamento e prolongando-se pelos muitos que lhe dão actualidade vamos descobrindo o valor de pensar, de re-pensar, e de contrariar o pensamento.
Encontrar gente que tenha capacidade de conhecimento, num quadro de referências liberais e que nesse responda a lógica libertária integrando nessa o humanismo social é cada vez mais díficil e mesmo quando encontramos essa gente vemos que os pequenos poderes a que estão ligados, e esses podem ser só as suas ficções, conduzem-nos a caminhares diferentes.
Embora a minha evolução me afaste de qualquer lógica de grupismo, sendo que o grouchismo me é caro,,, voltei, recentemente, a integrar-me em colectivos de gentes várias ou desvairadas como diria o poeta.
Já me habituei a ir deixando signos por muitos sítios, que se continuam ou não, se modificam ou não, se terminam ou não, sem que a minha presença ou ausência seja mais notada que o voo da borboleta...
Porque estou a escrever isto?
Porque vou caminhar noutras direcções,,, porque não tenho capacidade evolutiva, nem nenhum interesse que me leve a acompanhar pensamentos e os seus reflexos reais que não me motivem, ou que acho que estão errados, ou dos quais discorde.
Acredito na polis, na intervenção nesta em nome de valores e referências, que resultam de construções intelectuais com os "meus".
E continuo a ter companhias, e camaradas, e companheiros, e amizades, que vou encontrando e desencontrando, agora, no caminho do mais uma vez.
 
 
Hoje mais um cardeal, com a autoridade que lhe reconhecemos de chefe do maior grupo de pedófilos que a história regista e os conhecimentos cientificos que a leitura literal da Biblia lhe dá sobre a criação e evolução das espécies, além da balizada informação sobre sexualidade "normal", que lhe é fornecida pelos seus muitos acólitos que nos seminários desenvolvem a prática dessa na sua vertente pedófila, hoje mais um cardeal, Saraiva do qual desconheço as origens, disse umas alarvidades sobre os homosexuais e sobre a família e sobre a teoria da evolução.
Claro que depois de sabermos que o Papa mantêm o privilégio aos bispos que dizem que não existiu Holocausto, tudo, mas mesmo tudo, é possível.
O que é surpreendente é que estas e outras boçalidades tenham cobertura mediática e façam caminho na política.
Defender os direitos humanos é envolver-se, envolver-se muito na política, contra as derrivas fundamentalistas, contra as derrivas neo-conservadoras disfarçadas de neo-liberalismo que procuram converter o espaço público em instrumento do capital e ao serviço do lucro, defender os direitos humanos é afrontar quem deles tem uma visão limitada e procura iludi-la atirando areia para o ar.
E é uma posição individual, que pode ou não encontrar-se num colectivo.

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Tuesday, February 17, 2009
 
Nem sempre temos pontes a atravessar os rios, a permitir-nos a ligação entre as duas margens, a estruturarem caminhos e continuidades.
E por vezes temos que inventar alternativas, processos de passagem, formas de comunicação, lógicas de procedimentos que superem o espaço que temporiza as duas margens.
E também é certo que diversas formas de ultrapassar as margens, seja pela física quântica e a redução ao vazio e à inexistência do próprio rio, seja a sua figuração em algoritmo e portanto o seu trabalho em digital podem ser complexidade e solução.
O pensamento concreto e abstracto é o mesmo.

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Sunday, February 15, 2009
 
....o ano em curso.... vai-se apressando... por todo o lado... começam a ser apresentados os candidatos... e tenho que dizer que no mais dos casos é triste... são tristes os cenários... e os candidatos... são tristes as circunstâncias... por aqui e por ali... vão-me falando do partido autárquico, única hipotese para mim de marcar presença efectiva nos média e separar águas entre a miscelânea que irão ser as candidaturas de independentes, onde teremos bandidos do piorio que serão misturados com candidaturas sérias e que representam um novo espírito.
Por razões que ultrapassam a minha compreensão quem poderia ter a responsabilidade de dar expressão a esta iniciativa cívica e assim juntar espaços de intervenção desistiu ou achou por razões também menos claras que tal não seria viável. Também por razões que me ultrapassam se pôs de lado, pelo menos em Lisboa, que noutros locais ainda se poderá marcar diferença, uma candidatura que juntasse as forças sociais, políticas e partidárias debaixo de um chapéu de intransigência cidadã.
Tenho que referir que não encontro viabilidade numa candidatura independente que não reconheça as lógicas do país real, o peso dos média, e o esmagamento a que se confina na estratégia de isolamento e auto-suficiência.
Não vejo possibilidade de candidaturas que se dissociem dos grandes desafios que se colocam à sociedade portuguesa, antes das eleições autárquicas (e com isto não quero dizer senão que não é possível meter a cabeça na areia...) e que não reconheça que as lógicas partidárias e mediáticas lhe roubarão todo, todo o espaço de afirmação cidadã (que só seria possivel contrariar com o "partido" não partido autárquico ou num quadro de confluências e partilha de iniciativas) numas autárquicas sem tempos de antena e onde a barganha do espaço mediático será a dividir por 310 e por todas as listas, com os partidos à frente... no meio de Isaltinos, Aventinos, Felgueiras e quejandos.
Independentemente da minha posição pessoal não deixarei de tentar que o espaço de cidadania, que se espelha numa leitura das autarquias sem partidos e onde as lógicas de cidade, de transparência, participação e sustentabilidade, no quadro do que penso deve ser o novo paradigma de "design" urbano, seja protegido e que não assistamos ao enterrar das esperanças nessa possibilidade, por erros de voluntarismo ou de umbiguismo.
Ver claro, analisar os factos na prospectiva do seu enquadramento e ter capacidade de timonar o percurso requer os pés bem assentes na terra.

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Saturday, February 14, 2009
 



hoje fui à Ereira (Figueira da Foz)
comer uma tachada de arroz de lampreia
nada a assinalar
 
Friday, February 13, 2009
 
http://www.gazetacaldas.com/Desenvol.asp?NID=24967

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Thursday, February 12, 2009
 
Urânio, vacas e outros mamíferos....
Talvez não tenha relação directa. Talvez não haja relação nenhuma,,,mas lá que é esquisito é...
vacas tem morrido na zona uranífera de Nisa.
Diz o Ministério da Agricultura, sem que as análises adequadas tenham sido efectuadas, que tal se deve...ao excesso de chuva, que levou a proliferação de ratos, que terão contaminado com urina e fezes as camas de gado e ... pimba.
Pois parece-me uma explicação muito rasteira, e tenho alguma dificuldade em engolir esse bocado.
Gostava que as análises fossem feitas exaustivamente e nomeadamente fosse indagada a radiotoxicologia dos animais mortos.
A não ser isso realizado,,,que segurança se pode dar à população e aos criadores de gado?
E mais uma vez, há que exigir ás autoridades, nacionais e locais que no quadro da identificação dos veios uraníferos, esses sejam adequadamente limitados a qualquer utilização agrícola ou pecuária, assim como sofram as restrições de construção adequadas.

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Wednesday, February 11, 2009
 
Comemora-se hoje um dia muito importante para os direitos humanos das portuguesas e, também, dos portugueses.
Há dois anos, num referendo surpreendentemente válido, uma forte maioria mostrou-se favorável ao que na Amnistia Internacional cunháramos, no seguimento de grande discussão interna que colocou a AI à borda da excomunhão, como os direitos reprodutivos da mulher e que designamos genéricamente como o direito ao aborto ou interrupção voluntária da gravidez.
Sou favorável a uma lei que amplie ainda o quadro dessa mas penso que já estamos em linha com os valores de humanidade que as sociedades de democracia liberal devem consagrar.
Foi uma batalha importante em que pessoalmente estive envolvido em diversos locais e em que mantive polémicas com alguns padres menos avisados. Daí a Cesar o que é de Cesar e daí a Deus o que é de Deus, foi e continua a ser uma noção fundamental que a igreja que se reflecte no Vaticano continua a ignorar e agora no quadro de mais abjecta defesa da vida vegetiva de uma italiana (Eluana).
Apresentei num congresso partidário uma moção de orientação que defendia, também, o direito à morte digna ou eu-tanásia ou boa-morte.
Penso intolerável que o direito humano a uma morte com dignidade e sem passar por sofrimentos horrendos, o menor dos quais não é a manutenção da vida por sistemas artificiais, não seja consagrado, em nome de uma moral e de uma imposição religiosa.
Penso que o laicismo impõe o respeito pela dimensão da espiritualidade e a observância dos limites do corpo.
Estou certo que a AI também virá a ter uma posição sobre este tema e que alinhará com a defesa desse espírito.
Hoje é o 2º aniversário de uma vitória importante do direito à vida, o direito à verdadeira vida, que é a das mulheres e da sua soberania sobre os seus direitos a uma maternidade em consciência e sem imposições de entidades que ainda por cima recusam a sexualidade, o prazer e o direito a esse, aos seus próprios acólitos (a não ser com crianças nos seminários mas aí a conversa é outra!!!)

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Para quem ainda não saiba, que sem quaiquer custos, pode contribuir com uma ínfima parte do seu irs para instituições que contribuem para que no mundo haja mais sentimento:

http://www.irs2009amnistia.com/

Porque não dói nada ser solidário.

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Tuesday, February 10, 2009
 
Vamos à Boa-Hora....

Ontem estive, na qualidade institucional de vice-presidente da Secção Portuguesa da Amnistia Internacional (e quem não goste que se queixe ao Secretariado Internacional que eu próprio já me queixei dele!), numa sessão participadissima da Associação de Juizes pela Cidadania, em defesa da manutenção de um espaço judiciário e de memória neste antigo Convento, onde desde as guerras liberais se concentra o espaço físico, histórico e mental da judicicatura nacional.
A reunião que contou com diversos expoentes nossos amigos e antigos adoptados da Amnistia Internacional (como o Dr. Mário Soares) foi absolutamente inesquecível, pelos testemunhos que ali ecoaram e pela memória que das paredes e tectos se sentiram e transpiraram, sendo que foi realizada na antiga sala do plenário onde se realizavam as farsas de julgamento de anti-fascistas, pela ditadura.
Desde logo me comprometi a total apoio a esta luta e garanti que a AI não se afastaria do seu compromisso, de honrar o passado, querer perservá-lo na sua simbologia e elementos de reflexão assim como se compaginar contra a lógica compressora do capital financeiro e especulativo que pela mão das políticas económicas neo-liberais do governo procura colocar todo o espaço público nas mãos de lógicas de potencial lucro.
E referi em particular que, aí na minha qualidade de membro dos Cidadãos por Lisboa, repudiava a posição individual do Presidente da C.M.L. e que essa terá que passar pelo crivo da vereação, dado se prever uma alteração de uso do espaço e essa contará com a nossa irredutível oposição.
Tenho simpatia pessoal e empatia política com o percurso de Mário Soares e ontem fiquei gratificado com as suas palavras: "é uma pouca vergonha e um acto anti-lisboeta!" disse do alto da sua justiça, "retirar daqui a função judiciária".
O governo da nação não pode, nesta como noutras áreas fazer de macacos sábios, não vê, não ouve, não fala.
Então faz o quê? e a favor de quem? e que interesses satisfaz?
Ontem elementos do maior relevo das diversas magistraturas, da advocacia e da memória e da história e da cidadania estiveram presentes para dar voz, encorpar um movimento que seja quem for de direito terá que ter em atenção.
Não se pode governar muito tempo contra todos...

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Monday, February 09, 2009
 
Fantástico, fantástico esta ASAE.
Faço uma reclamação em relação ao ruído, a grosseira violação da lei do ruído, com a conivência, por negligência no processo de autorização do licenciamento e/ou no caso desse não existir por conivência no seu funcionamento, de discoteca debaixo da janela de hotel de 5 estrelas em altos berros até às 7 da manhã.
Reclamo também da negligência,que igualmente que atribuo à gerência, por não accionar a G.N.R.
O Hotel era o Vila-Galé , na Ericeira.
Recebo cartas da Câmara Municipal de Mafra, que invoca vários textos de lei, e que remete para a responsabilidade da ASAE, e do Turismo de Portugal que igualmente remete para essa responsabilidade.
Houve portanto, conforme a queixa negligência e irresponsabilidade da gerência do Vila Galé, Ericeira, por omissão de intervenção, no hipotético licenciamento, que prejudicou gravemente os seus clientes, e na ausência de adequada solicitação de intervenção da força pública.

Pois sabem qual foi a resposta que recebi da ASAE?
"Analisada a reclamação, conclui-se que os factos se inserem no âmbito da relação laboral ente o funcionário e a entidade patronal, podendo apenas ser apreciada pela gerência do estabelecimento, entidade com poderes disciplinares"

A não ser dar-lhes umas chibatadas valentes, no sentido queirosiano o que é que está resposta merece?
Claro que se poderá colocar a hipotese de os competentes serviços da ASAE se terem enganado na reclamação (e houve muitas nesse dia no Vila-Galé...), mas em telefonema para a chefe de divisão de informação Dra. Ana Oliveira que assina de carimbo, tentou esta convencer-me que onde não há nenhum funcionário envolvido (na minha queixa!) esse se poderia inventar, qual fumaça do director geral no casino...
Dado que usei galões para a inquirir ficou de rever o processo,,, mas não vale a pena porque já me ri até às lágrimas com esta tristeza.
Será que ninguém põe, que não haverá ninguém que ponha, cobro a estes disparates?

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Sunday, February 08, 2009
 
Passei o fim de semana a assistir à Convenção do Bloco da Esquerda...
Por entre os contactos amistosos, solidariedades e discursos da pedra lascada continua a haver por ali uma ideia a caminhar, embora devagar, e percebe-se que caminha mais depressa pelos membros mais responsáveis que pelas bases onde se encontra o maior trogloditismo, e sem sequer chegar ao grupo minoritário da tal Fer que é de ainda antes da pedra, de qualquer pedra.
Falta recentramento nas políticas e mais bom senso nalguns detalhes (e menos sound bytes), embora haja matéria prima de grande qualidade, e não refiro só as pessoas por quem tenho apreço e estima pessoal.
Ficou no ar um espaço de discussão, alargado, sobre a Europa, e devo dizer que vejo com expectativa que se comece a discutir um programa de governo, que desde logo clarificará as idades da história.
Reafirmei, pessoalmente, ao Miguel Portas o meu apoio, (e me dizem terá uma excelente nº dois que tenho em consideração e que certamente poderá dar um contributo importante), e também o contributo da minha corrente política que não tem representação institucional, para um programa federalista q.b. e socialmente activo. Claro que continuo a ter as maiores reservas com o grupo político a que se "vincula" na Europa, mas a política também é a arte do possível...

Sobre as legislativas deixo para mais tarde o pensamento, embora continue convencido que vão ser mais... cedo.

E sobre as autárquicas,,, que posso dizer,,, apoiarei listas de cidadãos onde me pedirem o empenho e sejam inspiradas e participadas por quem defende os valores que acho importantes.
E apoiarei listas partidárias onde reconheça nestas qualidades de representação, independentemente de qual a força que as organiza.
O que se articula nalguns locais com o Bloco de Esquerda e noutros não.
Em Lisboa penso que será um caso difícil, sobre o qual terei ocasião de me pronunciar nos locais apropriados quando for essa questão suscitada. Só posso, desde já dizer que lamento, lamento muito que não seja possível o envolvimento do Bloco com a lista de cidadãos por lisboa, e que dado esse cenário tenho as maiores dúvidas e genuínas apreensões em relação à iniciativa cidadã.
Continuarei a reflectir, com os companheiros com quem mantenho pensamento político, e talvez seja a hora de me voltar a dedicar a outro activismo (aproveitei esta convenção para continuar a juntar forças pela paz, num quadro de referência alargado e tive satisfação por ser a Amnistia Internacional, que representei no encerramento, uma das 3 ou 4 em muitas, organizações, que mereceram aplausos genuínos).
No final um telefonema para a Cunha Baixa para saber de mais uma jornada de luta...
O activismo acaba por ser, é todo, o mesmo,,,

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Wednesday, February 04, 2009
 
In memorium de Adele Faccio

Mais uma vez,,, eles "andem" aí...
É o pensamento religioso a invadir a política, gestão da coisa pública em nome de interesses genéricos.
E mais uma vez é o Vaticano a fazer das suas, a imiscuir-se no que não deve, no caso na área médica e concretamente no terminús da vida vegetal (há 17 anos!) de uma italiana. Macabro não é?
O que é que a igreja tem a ver com um processo médico que, a não existir um sistema sofisticado de recusar a morte organica, já teria levado ao passamento à muito?
A eutánia, a morte assistida, é um momento que deve constituir direito e desde logo respeitar determinantes. Eu não quero, em circunstância nenhuma, ficar ligado à máquina!
E a propósito de mais uma insanidade dos senhores que dominam o Vaticano, ignorando a história e a ciência, ignorando o primado da lei e da separação do Estado e das confissões religiosas, lembrei-me da Adele Faccio, morta em 2007, expoente do Partito Radical, lutador incansável pelos direitos humanos e pela Paz (recordo-a uma das vezes que com ela privei em Perugia numa sessão da Bertrand Russel, na altura estava ela em companhia do Franco Rutelli) e também de um congresso radical, da primeira vez em que a ouvi defender o direito a uma morte digna.
E hoje, quando as memórias me assaltam, lembro que num congresso de um partido, hoje com uma representação parlamentar (M.P.T.) apresentei uma moção que centrada no ambiente e ordenamento defendia o direito ao aborto sem restrições, que não as da saúde da mulher, a legalização de todas as drogas e um quadro legal para o seu consumo e esclarecimento, e o direito a uma morte digna, a eutanásia, tive um terço dos votos do "congresso" que reuniu 21 pessoas... e que também derrotou uma iniciativa política que apresentei no sentido de aproximar o M.P.T. do B.E.
Persigo as mesmas ideias, liberais, radicais, libertárias com uma pontada social e paradigmando novos fenómenos e vivências.
Desde que me envolvi com o grupo político de cidadãos (C.P.L.) que tenho voltado a vertiginar, e agora depois de ter voltado a meditar e encontrar o fundo da natureza revejo, revejo-me.
E como tenho repetido do fundo da espiritualidade não há nada pior que o dogma e a certeza, não há pior que dominar a política pelo pensamento religioso, não há nada pior que aspirar a "posições" que não resultem do fluir do espaço no tempo, e fazer desse desiderato âncora.
Navegar é preciso...

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Sunday, February 01, 2009
 
Já não sentia os Domingos à muito tempo.
Uma pilha de jornais, alguns textos para colocar em dia um dvd de um livro notável de Laura Esquível "Como Água para Chocolate" e o corpo no sofá enquanto a cabeça se espraia por aís.
E houve caras de bacalhau ao almoço.
Telefone desligado, internet só agora e sem sequer ver o movimento do dia.
Já não sentia os Domingos à muito tempo.
Os diários nacionais e o El Pais, algumas peças no refazimento e a agenda a preparar um Fevereiro cheio de reuniões, documentos, projectos e pensamento.
Este livro/filme dá-nos se o que lermos/virmos num quadro de referência adequado, razão para manter as convicções, não esquecer os sentimentos e acreditar que a vida é um empenho, haja o que houver para além dela.
Haverá sempre uma comida, um momento, que recordaremos, mesmo quando o esquecemos.
Um jantar familiar, e onde o Freeport foi tema, no Brasitas, Pateo Bagatela concluiu um Domingo de ronha.

 
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