insignificante
Wednesday, November 29, 2006
 
“Gato (s)” e Oriente

1- Pois ontem a “posta” tinha gato, como dizemos na terra uma inverdade ou mentira.
O livro que aqui referi é uma co-edição da Colibri com a Editora Âncora e não é um dicionário português-leonês (na sua variante dialectal que é o mirandês) mas sim um dicionário do (s) falar (es) de Trás-os-Montes, da autoria de Vitor Fernando Barros, que desde já quero felicitar pelo imenso trabalho que teve.
Sei-o por experiência própria pois já publiquei um glossário com mais de cem palavras, neste momento à espera de editora para as cerca de duzentas, sobre área em que trabalho e para cada palavra gastei em média 20 minutos.
Excelente tanto este levantamento das fontes como o fatigoso trabalho com os informantes.
Tenho que referir, contudo, que mais de metade das palavras...são de uso generalizado pelo nosso, por todo o nosso pais rural... não podendo ser aferidas ao local de confinação deste falar (Trás-os-Montes).Ou seja não são dele específicas!
Talvez no âmbito do desenvolvimento, melhoria e acrescento deste livro que foi pelo autor mencionado, em vez de seguir as indicações que Amadeu Ferreira, com sobranceria, alguma presporência e muita presunção aconcelhou, se deva juntar a filólogo ou especialista de outros falares para evitar a referência como transmontanos ao que é linguagem rural, de todo, por todo o nosso país.
O livro é, não obstante esta consideração, altamente recomendável, para todos os que se interessam por esta área de signos, palavras e o que nasce destes, destas e a partir desses faz, significa vida.

2- Não quero deixar de referir, com a minha habitual frontalidade, que leio com agrado os artigos que com alguma regularidade em mirandês Amadeu Ferreira escreve no Público, e tenho que referir a grande desilusão que foi ouvir o personagem. Quem o vê com a boina na foto do jornal pensa que é uma pessoa simples e afável, culta e informada. Pois não. Fez uma apresentação que tenho pordeplorável, onde para além das observações sobranceiras e despropositadas teceu considerações mentirosas.
Esclareço-o: Há inúmeras publicações ecologistas sobre a língua, das quais posso direcioná-lo para recente trabalho do WorldWatch Institute sobre a defesa e proteção sobretudo das que estão a desaparecer ou ameaçadas, e com elas um riquissimo patrimônio ambiental e cultural, assim como de defesa de populações indigenas lixadas pelo rolo compressor da globalização e dos mercados de valores, sem alma.
Eu próprio, em diversos fóruns de discussão, em inúmeras conferências e na minha actividade local tenho defendido e valorizado esse combate sócio-ambiental fundamental. Tenho tido inúmeros apoios, de inúmeros amigos ecologistas. Pois Amadeu Ferreira, fez um àparte sobre matéria que obviamente ignora, fez “versos de gata parida” nesta apresentação.
A vice-presidência do Mercado de Valores transformou-o em “piquerricho”.

3- Fui jantar ao Oriente.
Conheço todos ou quase todos os restaurantes vegetarianos (ou afins) de Lisboa e de alguns outros locais, no país e estrangeiro.
Sendo de outro nível os “Tibetanos” tenho que referir que este “Oriente” é de altíssimo gabarito.
E é um vegetariano de bufete, o que desde logo suscita alguma reserva. Pois desengane-se quem pensar que é de tipo comida a peso. Provei quase tudo. E a tudo o que provei dou nota máxima, Dos sabores, da confecção e da qualidade. O ambiente é simpático (sei que enche ao almoço!), o espaço agradável.
Estamos de parabéns! Lisboa começa, também nesta área gastronômica, a nivelar-se com os melhores!
Saí reconfortado do Oriente para uma cidade de iluminações tristes, muito tristes! Onde raio foram buscar estes horrores, sem festa nem imaginação?
Há muito, muito que Lisboa não tinha (e já em Novembro ?!, isto está tudo louco!) iluminações tão feiosas e tétricas como este ano!

4- E mais uma corrida, mais uma viagem...
 
Tuesday, November 28, 2006
 
Iberismo

Sou iberista, europeista e mundialista. Por essa ordem, antes sou barranquenho, assumindo as origens e a cultura de fronteira que faz, forma o meu povo, e com essa a capacidade de integração do diverso, na comunidade, e de perservar os usos e tradições no presente, do passado para o futuro.
Não sou nacionalista, mas percebo a nação. Hoje o Quebec declarou-se nação, recentemente a Catalunha tinha-o feito. Penso que o País Basco o fez ou poderá fazer. E a Galiza, e o País de Gales, e a Escócia. E Dantzig. A nação é cultura, são memórias colectivas (e sabemos que quantas vezes essas são forjadas, o exemplo aqui repetido do tal Viriato...), é língua, são referentes, artistas, escritores, futebolistas, toireiros, a nação é tudo isso e pode também não ser nada disso, pode ser uma mera suposição.
Sabemos que a cultura faz o sítio, mas o sítio é o local que se define na vizinhança! Das memórias estamos, há muito falados!
A língua... pois a língua que para o Pessoa era a pátria não a faz. Temos pátrias, nações com muitas línguas ( até Portugal, que tem duas oficiais, e hoje será lançado, edição da Colibri!, o dicionário português-mirandês, que se deveria chamar português-leonês, de que esse é reminiscência!), onde artistas, escritores, etc. são honrados e desonrados, local e universalmente.
E hoje com a economia a desconhecer fronteiras só os saudosos de Olivença podem defender o "absurdo", numa Europa sem essas.
Pois a nação é um estruturante contra o tempo e o futuro, embora lhe reconheça valia socio-cultural.
Infelizmente (e inacreditávelmente li que uns putativos liberais são...nacionalistas) a nação, sobretudo na sua versão pátria é o maior obstáculo à paz à autonomia cultural e à sustentabilidade.
Chauvinismos, xenofobia, desrespeitos culturais, atropelos aos direitos civis, restrições das liberdades públicas... pois isso e muito mais tem sido imposto pelas pátrias quando assumem o poder de Estado (o caso de Barrancos pode servir de exemplo!)
Sou a favor de um Estado neutro. Acima de Deus, da Pátria e da Família. Zelando pelo direito e pela lei e a sua observação.
Sou pela Ibéria, Estado federal se útil tal definição, Estado de nações culturais e inventadas, re-inventadas se tal for vontade dos seus vizinhos.
Mas atenção nações sem pátrias, e mesmo assim sou contra!e a favor do direito e da liberdade. Dessa, desta!
 
Monday, November 27, 2006
 
Eu, liberal me confesso...

Existe uma enorme preversão da palavra liberal e do conceito, significado que lhe subjaz.
Desde sempre defendi posições liberais, escrevi a defendê-las, inclusivé num jornal chamado Liberal, dirigido pelo saudoso Francisco Sousa Tavares, envolvi-me, diversas vezes com o Partido Radical (liberal/libertário e não violento,etc.), e estive em fugazes movimentos pela causa liberal, além de, que me recorde, em todos os movimentos por mais e melhores direitos cívicos, contra todos os proibicionismos.

Não consigo perceber como é possível sectores conservadores e tradicionalistas de direita (ou de esquerda!) reclamarem-se de posições e causas liberais (a revista Atlântico por exemplo é um grosseiro exemplo de velhacaria de uma direita troglodita, e talvez por ter conseguido arregimentar alguns liberais, que se proclama como tal. Ridiculo!).
Drogas, sim senhor, consumo; morte assistida, tenho pena mas acompanhei algumas dolorosas e sei que partir em paz é um desiderato que deve ser respeitado; interrupção da gravidez, acompanhei, como já aqui relatei, e é um direito da mulher, o direito à sua responsabilidade cidadã; preferências sexuais, é um valor em si, individual, mas que é absurdo não ter a dignidade de igualdade legislativa, num estado laico; não há um caso em que a minha postura transija, pelo direito, pela vida do direito.
O filme que ontem aqui referi é sobre isto, sobre o direito e os limites que este pode ter, num Estado de Direito, onde as pessoas são supostas, pensando pela sua cabeça, fazer opções.
Saber fazer opções sem que seja a moral, a religião, a imposição legal a impor-lhes restrições ao seu ser, ao usufruto do seu ser e espiritualidade própria.
Cada um tem por limite o quadro colectivo de funcionamento, e esse deve ter como limite a não interferência na liberdade individual, quando não lessiva dessa própria.
O liberalismo é um individualismo, com preocupações com o funcionamento social, não é um solipsismo!
Vivemos tempos dificeis. O pensamento é torpedeado por boatos, sombras e mascaras. É escamoteado por falsificações grosseiras do próprio signicado da vida.
Ó tempora, ó mores...
 
Sunday, November 26, 2006
 
Numa sala quase deserta vi um dos melhores filmes do ano "Obrigado por Fumar" de Jason Reitman.
O filme, para além de nos dar um pouco o cheiro de como se faz política em Washington, o lobbyismo e o tráfico de influências na produção político/legislativa, com muito humor monta e desmonta posições, no quadro dos direitos cívicos e com base na filosofia liberal de organização política.
Recomendaria o filme para todas as aulas de educação cívica, porque para perceber o outro é fundamental antes de mais respeitar o direito de opinião.
Um filme importante e muito, muito divertido.
 
Thursday, November 23, 2006
 

Divulgação Ambiental

Hoje recebi as provas finais dos nossos "encartáveis". Estão maravilha. Vieira do Minho, Cinfães e Castro Daire vão ter mais cor. Aqui fica o interior da Cabreira.
 
Wednesday, November 22, 2006
 
No caminho parei para almoçar no simpático "Al Andaluz", em Reguengos.
E durante cerca de três horas tive a partilhar a mesa a companhia do Prof. Rosado Fernandes, senhor do Xerez, filologo emérito, além de político com grande tarimba.
Foi um excelente almoço (ainda bem que a cozinheira partilha a minha opinião sobre o escusado nabo, no cozido de grão) com um notável conviva a acompanhá-lo.
Devo dizer que não conhecia pessoalmente o personagem, mas que tirando divergências políticas e sociais, era dos do meu apreço. Ao vivo ainda mais.
É um notável e erudito conversador, de modos alentejanos e de charme contagiante.
Fiquei ainda mais culto, e espero encontrar a 2ª edição do seu recente livro (que a 1ª sumiu antes que lhe deitasse a mão!).
E imaginá-lo a (com)partilhar a Beatriz Costa nalguma outra prosa...
o Al Andaluz estimula estes encontros e tertúlias!
 
Sunday, November 19, 2006
 
Confraria Gastronômica do Toiro Bravo

7 razões, que podiam ser mais, muitas mais:

1- Pelo Ambiente, no qual o toiro, animal de grandes espaços seja lezirias ou matorral, se dimensiona e ao faze-lo dá possibilidade de ocorrência e manutenção de inúmeras espécies protegidas, e propicia a defesa de habitats de outro modo condenados pela especulação imobiliária ou vertidos em “greens”.

2- Pelo Território, que o toiro estrutura, as ganadarias onde se desenvolve e que o apuram através de cuidada análise genésica e todo o trabalho que nessa atividade se rentabiliza.

3- Pela Cultura, que em torno do toiro construiu referencias fundamentais ao longo do tempo, seja pictóricas de Lascaux a Foz Côa, de Goya a Picasso e de tantos outros imortais e que na escrita atinge o sublime de Hemingway a Lorca ou a Redol e a tantos, tantos referentes que o tempo não apagará.

4- Pelo Convívio, que em torno deste com o tempo passa, nas conversas, nas tertúlias, na fraternidade que em torno da vida deste animal de sublime estirpe se estrutura.

5- Pela Festa, toda, todas as festas que são as corridas e as formas de momentos populares que em torno do toiro se organizam, esperas, o forcão, as chegas e tantas outras formas de glorificar esse animal.


6- Pela Gastronomia, a carne de toiro bravo tem uma qualidade única, que tem que ver com o processo de criação destes animais e esta Confraria, para alem de estimular as razões já aduzidas terá na promoção desse desiderato, na valorização deste petisco e na obtenção de um estatuto de classificação para a carne do dito um dos seus fundamentos. Para a economia e a qualidade.

7- Pela Sociedade e a defesa desta e das suas características, dos elementos que fazem da ruralidade um bem e da defesa desta um valor absoluto, contra o rolo compressor da uniformização, do higienismo e do putativo animalismo, que estruturados a partir de lógicas que desconhecem o campo e os seus valores e pretendem impor regras e valores de uniformidade, completamente desinseridas da da vida e da continuidade dos povos, em nome do Deus ex machina da globalização.

Muitas, muitas outras razões se poderiam acrescentar. A vista, o cheiro, o palato, o ouvir e o tacto, todos os sentidos estão em torno do antigo Deus Mythra. Toda a vida continua ligada ao sagrado que dele emana.
Hoje, em Coruche terra onde confluiem as 7 razões acima, foi oficialmente constituída a
Confraria Gastronomica do Toiro Bravo
e ungidos os seus Confrades.
 
Saturday, November 18, 2006
 
Merchices...

Já escrevi sobre o jornal do dia seguinte, que devia ser obrigatório, para podermos respirar, para ter verdade nas notícias.
Hoje, sábado, é o dia das grandes mentiras, agora com o Sol, do degegenerado, a estimular as mentirolas do Expresso, à procura da vinda da banha da cobra.
E os telejornais ao sábado são particularmente odiosos, estilo mulher com barba e perneta faz o pino numa só mão e ainda come um bravos esmolfe sem dentes. Hoje zapei os três generalistas, era passar de uma vergonheira para outra, tudo ao nível da pior badalhoquice.
Só falta é terem as aventuras da Merche Romero no prime time para o vómito saber a excreta. Essa dama vai pelo glorioso caminho de uma tal Raposo, que como aqui já referi no mesmo dia aparecia na capa de três (3!) revistas badalhocas diferentes com três (3!) novos namorados, todas tinham a mesma data e em todas essa dama estava sentada em posições de kamasutra em cima dos ditos... Aí Merche, Merche, já tens idade para ser avó!...
PS 1 Não se infira desta posta moralismo macho, mas antes uma crítica ao voyeurismo nacional, promovido por essas (e esses) artistas, que antigamente se designavam de cabaret e hoje são vulgarmente conhecidas por de alterne ou acompanhantes e que dominam os mídia, quando não estão a inventar outra coisa qualquer.
PS 2 Participei numa reunião com Sottomayor Cardia e devo recordar que não o estimei muito nessa. Mas era um homem notável que merecia mais apreço na hora da morte e na hora da vida, também.
 
Thursday, November 16, 2006
 
COMETA; Itabirano!

Problemas destas tecnologias...pensei ou terei enviado. Penso que fiquei esperando a "charge". Não chegou nem o texto, nem a charge.
O texto deu gozo escrever, por isso aqui fica para o apreço, vosso. Era para sair no Cometa de Setembro/Outubro.
Agora que o de Novembro está na calha aí esse "perdido":

BILHETES DE Cá

Hoje, inconvenientemente! Ou onde estará o Wally?

1.Do meu blog:

Toda a verdade é inconveniente, é claro que também para o universo. Dependendo do universo.
Hoje sabemos que grande parte da história, grande parte do que apreendemos da história, e que é também a actualidade...é mentira. É mesmo mentira! Ou sendo só parte da verdade é sujeita a inúmeras efabulações.
Mesmo quando passado o tempo do chamado nojo histórico se abrem os arquivos há segredos que escondem a verdadeira vida e a verdade desta.
Recordo um jantar em que perorei (não sei aí, mas por cá quer significar orar!) em que a crença na alunagem foi posta em causa... pois, pois esperem pelos arquivos já entreabertos pelo Stanley Kubrick, autor das filmagens da bandeira das “stars and Stripes” a ondear (com o conhecido vento local!) a "superfície" lunar, e as surpresas não faltarão, guerra fria “obligeait”, francês para acreditem!

A verdade é mentira e a mentira verdade, paradoxo que George Orwell (no 1984) introduziu no discurso sobre a vida que é a gestão política, onde o ângulo da mentira é fatal.
A manipulação que persiste (por exemplo a história do relacionamento de José Sócrates, nosso 1º ministro; acusado num blog brasileiro, logo repercutido por cá, de ter um relacionamento com um conhecido homossexual; que ainda cobra vencimento...ou tantas, tantas outras) a prestidigitação ilusionista que hoje nos é trazida em massa pelas televisões, onde telejornais de uma hora ocupam três quartos com “faits divers” da coitadinha e com o futebol, onde a boçalidade atinge limites insuportáveis.
Vivemos tempos de mentira e ilusão. Onde está a verdade? Onde está o Wally? Estará fugido com ela?
Lutando contra a maré das manipulações, apresentado factos registados, e juntando evidências aconselho um filme muito inconveniente "An inconvenient truth", do que foi eleito presidente dos U.S.A., mas não tomou posse por ter sido usucapiado pelo outro.
Será que a mentira pode encobrir a verdade? E para sempre?
A natureza responde. E dá a volta!
Como que a confirmar o caso este ano em Portugal tivemos um recorde absoluto de vagas de calor, cinco, algumas com duração também recorde.
Até o Wally sentiu!

2. Do acaso:

Encontrei por acaso; que a edição do Cometa ainda não tinha chegado!; o “Conde” Arthur Vianna, na Casa do Brasil em Lisboa, no lançamento do livro onde ele nos desvenda porque razão esse tal “Conde, Disse Muito Bem”. Não sei se é verdade mas se é mentira é bem achada.
Eu, diria o mesmo, nessas condições!
O livro é um ápice de leitura, o sarau foi colorido e animado, com muita cachaça e uns bolinhos de queijo que o pessoal, que ainda podia, suspirava “minha, nossa” que, aqui desvendo, é um suspiro por uma (ou um) qualquer virgem.
Cometamos os dois (comunicação em linguagem de cometa).
Foi bonita a festa, pá, como diria Buarque poeta/cantante.
Uma saúde ao Wally.

3.Da alma:

Penso que quando esta matéria vir a tinta gráfica e através dessa impressione a retina do leitor estarei em face da mesquita Azul, na antiga capital do Império Bizantino, ou na catedral, depois mesquita, depois museu de todas as religiões, que aí se deveriam (res)guardar do pecado, que é a fabulosa Santa Sofia.
Ou talvez me encontre no grande Bazar que transporta passado e dele faz no presente futuro.
Ou talvez ao pôr da tarde quando aí se toma o café da manhã esteja a sair do maior palácio do mundo, o Topkasi.
Levarei na bagagem o livro de Tariq Ali e buscarei o judeu, “Cartografo do Sultão”, ou a alma de tantos sefarditas (judeus ibéricos) que aí encontrarem acolhimento e graças aos quais prosperou o Império do Crescente.
A alma continua a vagabundear, qual sapateiro errante com sandálias de vento.
Quem sabe se para o ano Jerusalém, (segunda a Cabala, todas as terras são Jerusalém e o único mistério, a única porta para a Eternidade é o nome de Deus que está escrito em todas as palavras. Intrigados? Que o toque do Livro do Esplendor também vos ilumine!), dita Belo Horizonte, no Estado de Minas, as Gerais não estará no cardápio (a terminologia é, propositadamente, gastronómica, pois viajo para comer com todos os sentidos!)
Neste momento delicio-me com um kebab!
O Wally outro.

4.Do Camões:

"Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De teus anos colhendo doce fruto,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus fermosos olhos nunca enxuto,
Aos montes ensinando e às ervinhas
O nome que no peito escrito tinhas.”

Pois este poema do nosso vate, fundador da épica luso-brasileira ocorreu-me a propósito da verdade, da inconveniência desta.
A história em que se baseia(conta-se que Inês é morta a mando dos que não querem o rei português amantisado com uma nobre Galega), é pouco provável que tenha ocorrido, mas é um dos elementos fundacionais do amor romântico nacional (no século XIV não existia!, é como hoje no país da burka!), é o nosso Romeu e Julieta.
Mas como outros, tantos outros mitos, invenções, hoje faz parte, consagrada, do nosso imaginário.
A verdade? Será que o Wally está com ela, num quadro de altas e baixas pressões, na Lua?

5. E do 11/9 enfim:

Esta crónica era para ser sobre o 11 de Setembro.
Mas tudo já se disse, tudo já se escreveu, tudo já se inventou, tudo já se mentiu e desmentiu a propósito desse.
Sobre ele já li as teorias mais dementes e delirantes, sobre ele haverá que esperar pela abertura dos arquivos e talvez cotejar com o ocorrido na guerra de Cuba, do século XIX.
Mas desde já dele ficam óbvias as “bandeiras” ao vento da “queda” do voo da Pensilvânia, do “ataque” ao Pentágono, dele ficam obvias as actividades do Mossad e a incúria dos vários serviços secretos americanos.
Dele fica claro a má construção das Torres (era tudo estuque e aço articulado), a displicência das autoridades responsáveis pelo tráfego aéreo, e a falta de coordenação da protecção civil. E as anedotas do Bush, retratadas pelo Michael Moore!
Dele fica claro que vivemos num mundo onde o riso do palhaço Chalimar, não é tolerado, onde o pensamento livre tem cada vez menos espaço, onde o regresso a deus, ao deus do olho por olho, dente por dente, domina as mentes e os actos.
Dele ficam os milhares de mortos, que fiquem em paz.
E para eles sim que ondeie a bandeira.
Da verdade que também caiu com as torres.
Ficará o Wally com algum troço?
 
Wednesday, November 15, 2006
 
Sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez

Penso que foi em Fevereiro de 1983 recordo que tinha ido a Nairobi, quando a G. fez a 1ª tentativa de resolver o problema. O problema era uma gravidez fora de qualquer plano e muito a leste da nossa relação.Tinha ido com uns amigos a um consultório de onde tinha saído arrepiada, antes de qualquer resolução.
Quando cheguei já estava no limite dos dois meses (tinhamos tido relações antes do natal) e depois de uma conversa e investigação encontrámos uma parteira particular que atendia individualmente e da qual tinhamos boas referências. Fui com ela. Tocámos a uma casa de família perfeitamente normal e acolhedora, fomos para a sala e após uns minutos de conversa acompanhei a G. a uma cadeira que parecia de dentista, na cozinha. Voltei para a sala enquanto uma senhora de meia idade e outra que poderia ser filha dela preparavam a operação, a G. achou melhor eu não ficar.
Cerca de 15 minutos depois veiu a senhora mais nova, que referiu-me ser também enfermeira, dizer-me que estava tudo bem e que a G. estava a descansar. Fui logo vê-la a tempo de ainda ver uns resíduos no balde e de pensar, o que é que farão a isto? Penso que dada a inorganicidade iria tudo pela pia.
Saímos quando a G. se achou apta e paguei, na altura trinta contos. Fomos tomar um café e fui pô-la no transporte para casa dos pais (eu ainda vivia com os meus). Mantivemos uma relação e amizade durante mais 5 ou 6 anos, até que ela casou e se mudou. Hoje tem dois filhos e me disseram que está bem.
Haverá história mais transbordante de espírito cristão que esta? Salvou-se uma família e a felicidade dessa e filhos desejados e poupou-se um conflito, uma ruptura, e sabe-se lá que crises?
A história é banal, é a de tantos homens e mulheres que decidiram não assumir uma maternidade/paternidade inconsciente e optaram por uma escolha, uma escolha consciente de futuro e de espiritualidade.
Este caso resultou de um erro no processo de contracepção, que acontece, pode acontecer a todos. O aborto é um último recurso, doloroso mas infinitamente melhor que o carregar a carga que resulta da continuidade de uma maternidade não desejada, seja porque motivo seja.
O aborto, e logo ali tivemos uma conversa com a senhora enfermeira, não é, e no nosso caso de certeza que não!, um metodo anticoncepcional, e é sempre um recurso não querido. Ninguém aborta por gosto.
Mas o direito a uma maternidade consciente e a filhos resultantes de um acto de amor mutuo, em condições de vida e saúde é um direito inalianável.
É um direito, ponto
Não há nada nem ninguém que possa julgar uma mulher que com dor e também alívio pratica este acto. Só vis hipocritas, pessoas que não conhecem a relação que produz a maternidade (aliás tantas vezes violam rapazinhos nos seminários...ou nas paróquias!), detentores da moral (mas que moral, será a do deus que mandou Abraão matar o seu próprio filho?), de uma moral infame, ou troglobitas que não conhecem o potencial de uma sexualidade livre e responsável, porque temem o amor terreno.
O debate, mas qual debate se com paredes só se pode embater, vai recomeçar.
Seja qual for o resultado mulheres continuarão a abortar, mulheres continuarão de suportar a dor e o peso na consciencia desse acto.
Será que essa padralhada toda e seus acólitos já se esqueceu da caridade, como valor? Será que a vida das mulheres não tem já sofrimento suficiente?
Será que um embrião, um espermazigoto tem autonomia de vida para condenar uma mulher por o retirar do útero?
 
Tuesday, November 14, 2006
 
Ditos e Apodos Colectivos

Editado pela Colibri, é referido como sendo um "Estudo de Antropologia Social no Distrito de Evora", mas é muito mais que isso.
É, não tenho a minima dúvida, repito não tenho a minima dúvida, o mais importante livro para o conhecimento de Portugal e dos portugueses e, neste país e território da identificação dos alentejanos, da alma alentejana, editado nos últimos anos.

No 1º capítulo somos todavia levados a crer que se trata tão só de um interessante levantamento dos "Apodos Colectivos", da sua genese, da sua história e evolução, com caracter exaustivo e localização no distrito de Evora...
Que tal não leve ninguém a deixar o livro para 2ªs leituras. O autor J.A. David de Morais é um erudito que esgravatou no terreno para produzir doutrina!

À muito que não era enlevado com um texto tão elaborado sobre a nossa cultura e ser ou "alma". E, embora tenha dúvidas e discordâncias nalgumas matérias e conclusões ou afirmações do autor, em áreas de "antropologia histórica", considero os 2ºs e 3ºs capítulos, a análise dos dados recolhidos e os estabelecimento de linhas de pensamento sobre as lógicas societais do Alentejo e o seu contraponto externo, do melhor que tenho lido sobre a lógica formativa do colectivo e ser em sociedade, na sociedade nacional, e do alentejano em particular.
Um livro de referencia, obrigatório para quem intervem, seja de que forma for na res publica.
E uma inspiração!
 
Thursday, November 09, 2006
 
SOLAR DE MONTEMURO

Cinfães é um concelho de gente boa, uma terra de granitos, onde as relações tem a fontalidade do olhar e a água é cristalina. Onde sopra bom vento.
Hoje fiz mais de 800 KM.
Qualquer dia escrevo com detalhe sobre esta terra e estas gentes.
Aqui quero, desde já, deixar, voltar a deixar?, o registo:
Solar de Montemuro, e as papas de perdiz estavam de até fazer o granito chorar...
 
Wednesday, November 08, 2006
 
Tenho vagos conhecimentos de História, que incluiem uma licenciatura e alguns livros, também entrando nela, publicados. Não sou um historiador como já vi gabar-se incultos recem licenciados!
Acredito que a história, a maioria da História é uma invenção que nos vendem para construir mitologias, a não ser a que tem suporte material, pedras e resíduos sociais, documentos escritos ou interpretáveis, e mesmo assim muita invenção pode decorrer deles.
Ontem ao almoço tivemos uma interessante discussão sobre a hipótese do Afonso Henriques ser anão e coxo, o que me parece plausível; a altura média no século XII era 1 metro e sessenta, e uma perna partida dava coxear para sempre. Pois a história mitologica dava-nos um Afonso gigante com 1 metro e oitenta e a bater na mamã.
Onde é que terão ido buscar esta treta? Reproduzida pelo Hermano do alto da sua vestutez...
Também já tive discussões épicas sobre o inverossímil Viriato, que é um personagem de ficção e novela. Pastor dos Montes Hermínios, por favor, give me a break!
Pois contrariando os notáveis ficcionistas Freitas do Amaral e João Aguiar, e o inventor do dito, Herculano, descobriu-se em Mérida documentação escrita.
Mea culpa, também. Estava enganado!
Existiu Viriato, era um chefe de guerra da Lusitânia e vivia em Mérida, capital da mesma. Foi morto como traidor pelos seus correligionários por ter pactuado com Roma. Ops, o que fui revelar.E agora, para onde vai o mito?
Vamos continuar a meter a cabeça na areia, para não ter que modificar os manuais escolares e a cabeça de tantos!
Talvez, o verdadeiro Viriato, faça companhia à Joana D'Arc, que afinal ...era João e tinha um aparelho reduzido! Conforme Marc Ferro nos ilumina!
Ai, história, estórias e História, quem te viu e quem te vê!Grande manhosa.
 
 
Aproxima-se o S. Martinho. Abriremos o vinho na Adega Velha. Até lá mais uma errância até ao Douro e mais umas provas para finalizar.
Um destes dias, com mais tempo (onde anda esse maroto que nunca o temos para nada) hei-de postar um texto sobre a Editora Colibri (tenho livro publicado, portanto não se espere senão imparcialidade, apesar disso!), e o editor Fernando Mão de Ferro.
O Alentejo, desde logo, só lhe pode estar grato, e a Universidade, tantos que nesta construiram mais valias que de outra forma ficariam nos textos mortos da Biblioteca Nacional.
Mas próximamente, com o tal tempo, postarei sobre a Colibri, ave fantástica que chupa o mel da flor e ao mesmo tempo a insemina com os polens que transporta. Também conhecida por Beija-flor...
 
Tuesday, November 07, 2006
 
TELEPAC; CLARANET; ONIDUO; ANACOM; tudo a mesma CANGALHADA

Os serviços de telecomunicações são um lamento absoluto.
Com a Telepac tive problemas consecutivos, deparei-me com o piorio e funcionários absolutamente imbecis, e com gravadores de chamadas incompreensíveis.
Com a hoje Claranet deparei com continuada incompetência, incapacidade do menor esclarecimento e total negligência no apoio a clientes, além de erros continuados na facturação (que na Telepac chegou a ridiculos que já contei, por aqui!)

Agora, e após situações que me deveriam fazer credor para o resto da vida com internet de borla, e para além do ridiculo do serviço de atendimento onde se gasta uma fortuna e reenvio de um para o outro número como bola de pingpong com os tecnicos formados "à lagardere", nalgum curso de informática de pacotilha, e os funcionários ensinados a responder redondo, redondinho, da ONIDUO, após participação por escrito (com cópia para a ANACOM, que deve copiar a qualidade de serviço das empresas que é suposta fiscalizar) continuo sem resposta (passadas 48 horas, nem um ai!).
Aí, aí para quando a integração ibérica e o fim destas cangalhadas todas?
 
Monday, November 06, 2006
 
Sou intransigente, nos princípios.
Sou intolerante, contra a mediocridade e a incompetência.
Sou implacável com o laxismo e o deixa andar.
Sou incorrecto com gente continuamente atrasada, com labrostes e com comportamentos socialmente relapsos.
Sou incapaz de socialibilizar com mentirosos inveterados e com dogmáticos de qualquer seita ou partido.
Sou contra a pena de morte. Do Sadam ou de qualquer outro ser humano à face da terra, e sou contra a prisão perpétua. A não ser que sejam loucos e aí o seu lugar é o internato.
Sou pelo internato compulsivo e contra a lobotomia.
 
Sunday, November 05, 2006
 

Papas de Sarrabulho
Ando há muito para fazer umas postas sobre comidas. Hoje era para trazer aqui o chocolate, que Obidos corteja de todas as formas, por estes dias. Mas achei uma malga de papas e fiquei com a língua aos saltos. Há tanto tempo que não como umas boas papas de sarrabulho.
Nham, nham!
 
Saturday, November 04, 2006
 
Um muito interessante estudo de Ben Dror Yemini, está publicado (aliás o 2º!, excelente) na
http://ruadajudiaria.com
.
Shalom e boas leituras!
 
 
DOMINGO
Mas,hoje é Sabado.
Altura de começar a empilhar as pilhas de livros que acompanharão o final do ano. Alguns romances históricos ou de costumes, alguns livros sobre história marrana, o Savater, o Ash Gordon, umas revistas que foram pastelando, uns livros sobre energia e ambiente, e outros ainda no limbo. Uns 10/15 livros para ocupar o tempo que este ano está chuvoso.
Talvez seja da chuva ou sinal que o pessoal está a ficar farto das mentiras da bandalhada, o Sol e o Expresso acumulam-se nas bancas sem que ninguém ou quase ninguem, lhes toque. O tempo da insanidade terá que chegar ao fim.
O que virá a seguir?
Domingo!
 
Wednesday, November 01, 2006
 


E não há quem acabe com estes disparates???
(...)
Entre outros, há pronomes indefinidos que dão agora pelos nomes sorumbáticos de "quantificadores indefinidos", "quantificadores universais" e "quantificadores relativos". Nos advérbios, encontramos coisas alucinantes como "advérbios disjuntos avaliativos", "advérbios disjuntos modais", "advérbios disjuntos reforçadores da verdade da asserção" e "advérbios disjuntos restritivos da verdade da asserção". O sujeito indefinido passa a ser o luminoso "sujeito nulo expletivo". O "aposto ou continuado" chama-se bombasticamente "modificador do nome apositivo", podendo ser do tipo "nominal", "adjectival", "proposicional" ou "frásico"...
(...) In Diario Noticias, Vasco Graça Moura
 
 
Por terras do porco preto!

Em Estremoz, desta vez, o São Rosas!
Por Mérida, a Casa Benito!!
No Alandroal, claro, a Maria!
Para que fique, no tempo que passa, o registo da gula e dos seus prazeres!
 
civetta.buho@gmail.com

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