insignificante
Saturday, July 25, 2026
 

 Ando de molho...termino leituras (La Rebeldia Festiva, nota em posta anterior) e ora início estes 2:

este, talvez, para abrir o pensamento.

Aqui algumas luzes:

"

É a natureza efémera das coisas que as torna magníficas

As coisas pensadas e não ditas apodrecem dentro de ti

A fama atrai abuso e maledicência

A verdadeira qualidade repousa na irregularidade

 "

Um livre comum longe, muyito longe de ser de lugares comuns, filosofia budista em linha confuciana.

Conhecimento e iluminação. 

E sigo para  este para o dissecar melhor:


 

" Qualquer local é como qualquer outro para pendurar o chapéu.

Todas as civilizações são fundadas sobre excessiva disciplina e comportamentos racionais.

A civilização exige uma estrutura económica e social hierarquizada. 

O Taoismo não é senão um chamanismo sistematizado 

Um exercito que combate a milhares de Kms das suas fronteiras nunca obterá nenhuma vitória

Passamos demasiado tempo em casas fechadas

Aquele que não viaja não conhece o valor dos homens 

O grande objectivo é mexer-se/movimentar-se/andar

A arte como a linguagem é um sistema de comunicação "

Um livro erudito, que analisa da mercadoria e do seu fetichismo aos cavalos, passando por Malaparte.

Um tratado. 

 

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Monday, July 20, 2026
 

 Já não tenho espaço, nem físico nem mental para mais livros:

mas estes que fotografei ontem na Ler Devagar (merece visita) tem ar e folheio mto interessante...
 

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Friday, July 17, 2026
 

 Água mole....

https://www.olx.pt/d/anuncio/livros-na-hora-e-quase-grtis-IDJw0hR.html 

pois é.... 

 

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Saturday, July 04, 2026
 

 Logo estarei a voar sobre parte do Atlântico, até Porto Santo, e a ler este:

que é um dos 4 livros que me acompanham. Estarei 8 dias sem qualquer contacto com o digital e só verificarei "sms"caso haja alguma urgência, e só dia 12 aqui voltaremos.

Até lá leiam, leiam, leiam e evitem o calor extremo.

P.S.

Infos interessantes: a castanha no século XIX era igual ao milho em termos alimentares. A lista de produtos classificados pág. 103. O papel relevante de Fukuoka no sistema alimentar e sobre a "agricultura selvagem". E as benesses do pistacheiro, nos nossos climas e solos.

Outras referências são conhecidas, desde a R. Carson aos impactes dos OGMs e pesticidas como indutores de cancros e etcs além da  perda de 67% de artrópodes e 34% de andorinhas, morcegos e outros alados, em França.
 

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Sunday, June 28, 2026
 

  Bandoleiros e Contrabandistas

“Onde é dito que há uma verdade nua (e crua) que não convence ninguém e/ou verdades "alternativas" (falsas) que querem parecer mais verdades que o são"

Georges Simenon

1-    Vamos começar pelo livro em foto, de um querido amigo e grande contra-bandista e também, é certo que nas horas vagas, bandoleiro. António Rodriguez (Chamizo)

O contrabandista é o que está contra o bando, a lei, a fronteira. E a raia é uma fronteira que é, como quase sempre, uma ilusão. Dos dois lados da raia há a mesma gente, dos dois lados as culturas e produções são similares e nem, nem a língua nos afasta, ao longo da raia temos inúmeros casos de dialectos, de falas, de expressões etno-linguísticas específicas, além do mirandês que é uma língua vertebrada, herança do galaico-leonês, com introduções locais.

Em livro já escrevi sobre as origens do que se chama contrabando que é de facto uma simples fuga aos impostos e taxas, e só é relevante a partir do século XVIII, que é também quando se define a fronteira, que na zona de Barrancos só já com o Estado Novo fica concluída. São as terra de Contenda.

Entretanto por todo o interior da península do Minho a Aragão havia os bandoleiros (que rouba o bando), verdadeiros Robin dos Bosques que roubavam aos ricos e tinham o apoio ou pelo menos a simpatia dos pobres.

O Remexido, o Zé do Telhado, e tantos outros ou o Diego Corrientes e tantos, tantos outros foram verdadeiros heróis.

Bandoleiros e Contrabandistas é um livro que faz uma busca meticulosa de eventos na zona raiana do Alentejo e nos conta, por entre os eventos, muitas estórias enquadradas social e politicamente. Merece relevo a do grande poeta, muito desconhecido entre nós, Miguel Hérnandez, que em Portugal começou a morrer e que o franquismo liquidou.

Um livro delicioso!


 

2- Ricos e Pobres no Alentejo, de José Cutileiro. Infelizmente há muito fora do mercado e que merecia reedição. É a tese de doutoramento, julgo que de 1971, escrita originalmente em inglês e que alfarrabiei na edição portuguesa de 1977, com um posfácio de alta qualidade. O trabalho de campo em registo socio-antropológico teve enfoque em Monsaraz e analisa exaustivamente a estrutura social, os hábitos, a organização dos poderes e dá-nos um retracto espectacular das vivências nesta zona durante o fascismo, seja as lógicas produtivas e a miséria em que a maioria da população vivia. Um livro que antecipa outros tempos....

3-    Proto, How One Ancient Language Went Global, de Laura Spinney . É um livro desaconselhado a todos os nacionalistas, que aliás quase não sabem ler (o livro que li no original está traduzido, recentemente editado) e que se o lessem deixariam de o ser. A nossa origem é quase “bengali” ou melhor a dispersão é a partir de uma área vasta que vai da zona hoje Arménia ou Uzbequistão. Todos vimos daí, a língua matriz e os registos de ADN não enganam. Este é um livro que nos organiza em lógica de expansão e construção das línguas como factor de civilização. Claro que os nacionalistas não sabem o que isso é. A língua é uma construção cultural que se relaciona com as lógicas produtivas e familiares, e que neste livro nos é explicada nos processos das suas alterações.

Uma obra de grande fôlego, estive uma semana a mastiga-la, e encontrou-me com o passamento de Edgar Morin, ao qual não posso deixar de registar a minha dívida intelectual, que começou, curiosamente com um livro nesta linha: Le Paradigme Perdu: La Nature Humaine, que nos leva ao processo de evolução da linhagem do Sapiens. Há tradução em português.

4-    Hijos del Carbón, de Noemí Sabugal, é o último livro que hoje recomendo. Esqueçam o mundial da treta, passeiem, leiam, conversem, saíam das redes. E esqueçam também os livros “basura”, procurem matéria que reforce o pensamento e o conhecimento que o faz. Este é um livro que deveria ser obrigatório ora que, por todo o lado, somos ameaçados com projectos de mineração, e de coisas piores, muito piores até que o carvão, que segundo este livro provocou, atenção mortos directos!, cerca de 10.000 mortos em Espanha. Mas nessa contabilidade não entram (as empresas são espertinholas) os milhares que morreram da doença do carvão. O livro faz uma viagem (o comprei na excelente Palavra do Viajante, em Lisboa!) por todas as zonas de minas de carvão em Espanha. Também uma análise envolvida, a autora é neta de mineiros, da qual concluímos que o slogan Mina, Doença, Morte deve ser erguido bem alto. É que não há mineração inócua. Como escrevi e tenho desenvolvido em conferências em associações e universidades, temos que mudar a lógica dos actuais sistemas baseados no crescimento dos capitais financeiros e especulativos, temos que defender a suficiência e a sobriedade.

A única mineração onde se deve apostar é a da recuperação e reciclagem dos materiais usados, e claro a sua reintegração no sistema. Reduzir e acabar com a thanatia cracia é, deve ser desiderato. É possível. É possível.

Por razões de espaço saíu com um pequeno corte na Gazeta da Beira!


 

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Friday, June 26, 2026
 

 Na sequência da apresentação do último livro de João Freire "RESTOLHOS", excelentes intervenções, embora a minha deficiência auditiva não me tenha permitido seguir a de um dos apresentadores que falava muito baixo, li este livro, este de um provocador.

Não consegui identificar o autor, mas é um manipulador, usa frases descontextualizadas e eventos sem referência e tudo numa lógica que não existe, ou poderá existir na sua cabeça, e claro de muitos outros e até muitos ditos não violentos.

Esclareçamos: a não violência não é um dogma, não é uma religião, não é a verdade revelada, como o autor pretende, e até se socorre de momentos descontextualizando-os.

Mas não consegue desenvolver uma crítica séria e não propõe nenhuma alternativa. E não se atreve sequer a considerar a não violência política como um meio, um procedimento, um caminho de acção. 

Não sou um adepto de Gandhi, não tenho nenhum santo no altar, mas reconheço-lhe como a outros ideias brilhantes e acções enquadradas nessas que deram resultados. Ora ir buscar epifenómenos para denegrir  este ou outros referentes, sim referentes, da não  violência é o que este autor faz, mal, muito mal.

como comentámos vivemos cada vez tempos mais díficeis, o rolo compressor da manipulação e da mentira, vinculada pela comunicação social e pelo jornalista " qu como nos diz o autor (que nem sempre mente!) "tende a ter um discurso politicamente correcto, sensato, fechado à compreensão de qualquer manifestação de conflito que saia dos parâmetros de uma visão do mundo liberal e conciliadora" Há que dizer que julgo que o autor é jornalista, sabe do que fala, e dou-lhe razão não o sendo.
 

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Thursday, June 04, 2026
 

 Um livro impressionante, fora só pela enormidade de mortos desta actividade predatória do espaço e da vida. Alternativas? Claro que as há, sempre as houve.

extremamente bem documentado e com pequenas estórias laterais, como a do siluro, quem diria? que enche os rios, ou a descoberta da origem do nome "Chamizo", a estória de Picasso nas minas e a referência a Alexander von Humboldt. E muito interessante o "áparte" sobre a escravatura e a mineria
 E registo a referência que só na mineria asturiana há cerca de 5.000 mortos a contabilizar. Das outras talvez mais...Há siluros e siluros.

Também muito interessante este novo conceito, que julgo possível de utilizar noutros sentidos que o desta autora Maria Pilar Burillo:

 A demotanasia.


 que é o sistema em que estamos mergulhados. Liberdades cada vez mais limitadas, representação cada vez mais uma ilusão, informação pública cada vez mais dominada e limitada. 

E os donos disto tudo a mandarem. Vamos, vamos resistir. 

 

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Saturday, May 30, 2026
 

 Um mocho, fantástico. Foto picada do Guardian e tratada:

no momento em concluo 2/3 deste tratamento termal, e acabo a primeira leitura, abaixo já comentada. Um livro que destrói totalmente as bases para o nazionalismo, e até para a reivindicaç~çao genética, que só existe em misturas. Ou quase....
 

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Wednesday, May 20, 2026
 

 Estive hoje em Zafra, a fazer colheita. De puros e cigarilhas, e sementes, daqui:

mais uma magnifica capa. Além das notícias e de artigos sobre momentos nesta área, um artigo sobre Carmen Martin Gaite, onde pesco um seu livro premiado "El Balneario", já encomendado.

E colheita de outra revista, que aqui também trarei e e livros. Um sobre a história do carvão que  reúne  várias recomendações de relevo. 

O levarei para as termas...para as quais, já previstas (10 dias), já tenho q.b. de leituras.
 

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Saturday, May 02, 2026
 

 Não tenho muitas ilusões com o Japão, mas gosto muito do cinema japonês e sou perdido pelos Haikus, como sabem, de muitos, inúmeros autores, assim como tenho o espírito no zen. Lamento que este  livro  Olhar o Japão pelos Livros, os ignore, quase totalmente, àparte uma referência esconsa num dos capítulos. 

O livro tem textos simpáticos e até inovadores, desde logo o da Madalena Eloy, e outros nem tanto pelo menos para mim, que nem leio os escritos em acordês, mas é um trabalho e organização de referência do Eduardo.

Li, também, en passant, e tenho que dizer:

Na floresta

Ouvimos o voo da águia 

Chove 

 

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Wednesday, April 15, 2026
 

 Hoje, nos intervalos, acabei de ler este:


 que é um livro que me faz repensar a minha compra de livros. Nada de novo, tradução esquisita, e conceitos toscos. O título ainda por cima é um disparate. Sabe-se lá o que me levou a gastar quase 20 € com esta inutilidade. Nada de novo, mas aprendi, outra vez, a moderar as compras do vício.

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Thursday, March 05, 2026
 

 Tenho andado a arrumar, a tentar arrumar livros. Tenho, estimativa, ao redor de 8.000 livros, sem contar com brochuras e outras publicações nessa gama. Devo ter dado, em diversos momentos da minha vida mais de 2.000, em mudanças sobretudo,,, e espero no âmbito deste reordenamento doar, dar outros tantos pelo menos.

Estive na cave onde contei por alto 2.500, terei outros tantos no andar de cima e outros tantos em Lisboa.

Alguns só tenho uma vaga ideia, outros têm valor e méritos e alguns, poucos utilização. Ou seja são quase todos inúteis, foram úteis no tempo da sua leitura, é como os filmes, os esquecemos, mas estão à mão para recordar.  Gastos, usados e hoje, quase todos sem valor comercial (um ou outro o tem mas não há compradores...).

Se fizesse uma média (baixa, é certo) de 15 € por livro, e alguns valem muito mais, teria aqui perto de 150.000 €, mais ou menos.  Ou seja em cada ano da minha vida "adulta" terei comprado 3.000 ou seja 200 a 250 € por mês, que é mais ou menos o dobro do que, com contenção gasto hoje em dia por mês em livros. Houve tempos que gastava muito mais...

Mas porque razão lemos, ou melhor leio?

Para  aprender, descobrir, perceber, ilusionar-me, antes do mais, ou melhor nem sequer. Leio pelo prazer que me dá a leitura, e cada vez estou mais exigente, cada vez tenho menos paciência para falhas ou plágios, como me apercebi até nalguns "premiados". E, também, porque para escrever temos que confrontar a rralidade, o conhecimento dessa e esse vem, sobretudo dos livros.

acima alguns desses, amontoados, destruturados, desalinhados, empilhados. O escadote é para chegar acima...

Tempos houve em que podia pagar uma funcionária para me os organizar....
 



 

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Sunday, February 01, 2026
 

 Obras em casa é o pior que há... depois do meu amigo albanil sair leio este:


 gosto do Julian Barnes e sou relativamente ignorante em Flaubert, este livro é como que uma imersão na vida e obra deste.

"O maior sonho da democracia é elevar o proletariado ao nível de estupidez da burguesia" 

e

"Absinto: veneno extraordinariamente violento, um só copo e podes morrer. É o que bebem sempre  os jornalistas quando escrevem os seus artigos . Já mataram mais soldados que os beduínos"

são duas citações exemplares e directas ao alvo do artista. 

O livro é uma narrativa descontinuo da vida do artista, passa pelo papagaio e por muito mais. Altamente. 

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Monday, January 05, 2026
 

 Começo o ano com leituras.

esta mostra o estado de insanidade da revista Décroissance que o desaconselha. 

Um excelente livro, que talvez por não curvar a espinha a essa que se atribui o exclusivo desse pensamento é anatemizado.

É certo, e é bom, que o autor escolheu um prefaciador do Partido Comunista, que aprecio por chegar ao pensamento contra o desenvolvimento das forças produtivas e horizontes furibundos. Talvez o autor seja ele próprio ou compagnon de route, mas é este é uma verdadeira pérola e até defende os eleitos locais por sorteio....e claro, em linha com os comunistas, é suave com a nuclear, que quer uma parte residual, é certo, manter essa para "manter o equilíbrio", não percebendo sequer que uma "procura mais descentralizada para apoiar os territórios em caso de baixa da produção renovável" é ao contrário do que ele diz totalmente ao arrepio da nuclear.

Mas são laivos do sovietismo de centralização, em vias de extinção, também, como a nuclear.

Por demais um excelente livre e cheio de propostas em linha com o meu "Apocalipse Incerto", que ainda apresento pelo país....
 

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Wednesday, December 10, 2025
 

 Entro num período, como quase sempre... em que quase só leio...

este é um dos tais, meus favoritos. Muita mastigação, muita comida neuronal, muitas ligações.

Tenho ora na mesa alguns mais tipo negros/policiais e alguma narrativa, e também outros.

Só isso nos dá vida ao espírito.
 

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Tuesday, December 02, 2025
 

 Junte-se London, Orwell, Huxley, Bradburry e um pouco de Climáximo,  meta-se tudo no termo-mix e temos isto:

um neo-plágio para adolescentes e outros ignorantes.
 

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Tuesday, September 16, 2025
 

 Hoje repeti o restaurante Casa do Caçador, na Recta do dito. Ontem tinha comido Mão de vaca com grão e hoje Dobrada com feijão branco, popular, refeições generosas e serviço de jovens de grande simpatia.

Preços também populares. Fica registado. Vale mais que brazões...

E acabei pela tarde este erro:


 um livro de um presumido filosofo, com algumas coisas interessantes e divagações absolutamente ilísiveis, além de notas que não tiveram editor e são completamente inúteis, sem a mínima sinalização.

Entre os muitos disparates o de transformar os predadores/mamíferos em vegetarianos para não fazer "sofrer" as presas em nome de uma qualquer ética, mostra o nível de ignorância a que o pedantismo leva.

Passou tempo. 

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Saturday, July 26, 2025
 

 Um livro que definiria como pitoresco, uma estória das peruanas, bordejada com realidades actuais e discursos contracorrente.

não sou grande amante de narrativas mas esta de leitura ágil agradou-me.

" Despejar algo radioactivo sobre a argila e ver aparecer letras ardentes no Tempo como um baile de máscaras" 

Seria um bom resumo deste livro.
 

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Wednesday, July 23, 2025
 

 Um livro de grandes descobertas, mas nenhuma ao nível do que soube, já adivinhava ou sabia, sobre o papel do Partido Comunista na derrota da revolução espanhola e da república na guerra civil, estórias escalofriantes.

Verdadeiros canalhas, toda a cúpula do partido comunista (PCE ou PSUC, na Catalunha) assassinos e agentes de Staline, inimigos da revolução social e da democracia e dos direitos.

Chomsky em linha com Orwell e outros estudiosos apresenta-nos dados irrefutáveis dessas tramóias e conspirações, mas também nos dá informações sobre as lógicas tansparentes do anarquismo, sonegadas por toda a imprensa dita liberal ou comunista.

Um livro indispensável.

Mas, tenho que criticar a ausência de referência sobre a autoria das notas, que algumas não são certamente de Chomsky, e também da introdução do último capítulo sobre a linguagem, demasiado datado e fora do enquadramento.

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Tuesday, July 15, 2025
 

 Um livro sobre livros:

E sem ordem refiro que encontrei, reencontrei-me com Moby Dick, de Melville, com uma análise de alta qualidade e um mergulho no âmago desse, e também o Quixote, de Cervantes que está num dos 1º das minhas opções, S.Zweig e o seu mundo que desapareceu é outra das obras maiores neste trabalhado, e claro o livro do Desassossego  do nosso Pessoa/Soares. 

Um dos contos de J.L.Borges é tema de um capítulo, o da cartografia, misturado com um que desconheço de Lewis Carroll. Outros autores que li mas não nas obras citadas nesta história da vertigem, são C.Magris e W.G.Sebald  e também R. Rolland.
Tenho que dizer que todos os livros são trabalhados sobre um fundo ecologista e humanista.

Um livro essencial para os tempos que correm 

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civetta.buho@gmail.com

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