insignificante
Wednesday, January 31, 2007
 

Já havia a Cona Culta
agora em vias de lançamento nacional a verdadeira Kona Creme.
Conforme se pode ver ao lado ( se não migrar para cima) em foto e texto de cujos sou irresponsável vamos ter em Portugal a famosa Kona Creme (não confundir com creme na cona que é outra coisa).
O texto detalha alguns pormenores mas não é demais frisar que não é claro se a Santa Madre Igreja aprovará a sucção ou lambimento deste produto, que se situa na linha do hedonismo individualista e que pode conduzir aos infernos e ainda por cima à obessidade, embora em articulação também gasta energias, embora seja dificil a concentração, embora...

Venho, igualmente, referir que dado o envio de fotos se ter revelado desastroso (por serem animadas...vou sugeri-las ao Marcelo para a espécie de magazine que ele anima no youTube!) ou algumas ( como a Pipi Calzaslargas) serem notórias falsidades, dado a rapariga nas fotos não poder ser a tal, que hoje deve ter alguns 60 anos! e que portanto voltaremos ao estilo cientifico, sério e ponderado que sempre marcou este blog.
Aí vai a Kona, que lhes façam bom proveito, meninos e meninas, que a vida é curta e o clitoris só foi descoberto no final da Idade Média!
O responsável já foi ardido, pela Santa Inquisição.
 
Tuesday, January 30, 2007
 
Uma bola para canto

Pois a seguinte frase não é de Nojeira Salazar, nem do outro, embora qualquer um dos dois a subscreve-se de cruz:
"O exercício individualista da liberdade origina uma sociedade permissiva. O Estado gasta uma parte significativa das suas capacidades e energias a corrigir abusos de liberdade".
Ambos gostavam de ditaduras, com os seus torcionários, e a sua vigilância sobre as nefandas liberdades individuais. Ambos achavam que o Estado devia orientar, dirigir a populaça e corrigir, ou aliás suprimir totalmente, os abusos dessa, e nomeadamente a liberdade, coisa, para qualquer deles, horrorosa.
Mas a frase é do sr. José Policarpo, de profissão bispo de Lisboa, que ainda nos diz que sim, sim senhor deve haver educação sexual, que para ele é (devia ter explicado isso ao de Bragança e Miranda e ao de Castelo de Vide que o filho do jardineiro teria agradecido!) educação para a castidade, não vamos ficar surdos, exauridos de vitalidade, vesgos e desfocados da realidade, ou pior que isso conhecer o orgasmo que nos fecha as portas do paraíso...
Se a educação sexual serve para a castidade, aprender a ler serve para ficarmos tontos com as letras e queimar todos os livros ( o que fez história também dos totalitarismos!), e comer deve servir para morrer de inanição, por aí fora que o disparate não tem limites.
Este senhor, que até tem prosápio de melhor qualidade que a generalidade dos colegas (o filho do jardineiro agradece) que tem uma boa acessoria ( olá Padre Jardim Gonçalves) resvala-lhe (talvez pressionado pela confraria profissional, que definitivamente não é deste tempo, perdoai-lhes Senhor!) de vez em quando a boca para a chinela e a grosseria.
Pontapé de canto, que pior, muito pior ainda está para vir.
Há que começar a fazer como dizem "nuestros hermanos" com o seu sentido prático "me cago en la hostia" e seguem.
Haja liberdade e essa é sempre individual e com ela o direito de expressão, doa a quem doer!
 
 

Hoje entorno de Picha


Pois a foto não é grande coisa (e não sei quem é o transeunte que monta a lambreta, juro!).
A Picha parece um bocado badalhoca e a precisar de limpeza (a placa que nomeia a mesma).
Será interessante saber como vota a Picha, no próximo referendo, onde os detentores da mesma não se devem eximir a saírem de suposto morgadio ( ai Natália, Natália!) e defenderem o direito, o direito a decidir, o direito das mulheres poderem decidir, em ultima instância se querem, podem, desejam ser naquele momento e nas condições especificas de cada uma levar a cabo uma gravidez, ou não.
O papel dos homens, pode, deve ser o de acompanhamento, diálogo, apoio e envolvimento, participação sempre que possível.
Quem decide é sempre a mulher, é dela a responsabilidade.
É na maioridade cívica e política da mulher que temos que votar.
Também por nós, todos.

E dedicado ao Prof. Marcelo que acha que o aborto deve ser livre até ao nascimento mas que acha que as mulheres são todas irresponsáveis e nenhuma, nenhuma deve poder decidir interromper, por sua vontade, a gravidez, hoje uma reflexão, sobre o lobo da ínsula:

é um lobo profundo, situado no fundo do sulco lateral, no encéfalo.
A ínsula tem forma triangular com vértice ínfero-anterior, está separada dos lobos vizinhos por sulcos preiinsulares.
Possui cinco giros (curtos e longos). Suas principais funções são fazer parte do sistema límbico e coordenar emoções, além de ser responsável pelo paladar.
Lesões no cérebro levam os fumadores a esquecer-se de fumar.
Sem qualquer sentido oculto, só porque pensei como é que alguém pode pensar sobre o pensamento de outros...
Saí uma broca prá mesa do canto.
 
Monday, January 29, 2007
 

EVIDÊNCIAS IRRECUSÁVEIS

Hoje, apesar do frio, ou por isso mesmo vamos falar de clima e da evolução da humanidade e das suas lógicas comportamentais.
Os tempos mudam, estão a mudar já cantava Bod Dylan numa música que é uma elogia ao consumo de psicotrópicos.
Hoje a mudança é evidente, mesmo os que em blogs divertidos e com galhardia e pseudo-ciência o procuram negar, as alterações climáticas são incontornáveis e até para os que para aí andam ganzados e ainda não deram por nada.
Os riscos para a sobrevivência do planeta, da vida humana neste são reais.
O degelo de glaciares, os degelos polares, a alteração dos padrões das corrente oceânicas e com essas alterações em toda a circulação de altas e baixas pressões na troposfera podem emergir como paradigmas incontornáveis.
Picos prolongados de calor e frios extremos podem ocorrer, já ocorrem em zonas temperadas. Os trópicos estão igualmente sob pressão, as estruturas edafo-climáticas também aí, com o progressivo desmatamento tropical a contribuir para o aumento de CO2, estão em entrar em ruptura.
Populações inteiras estão a entrar em ciclos de pobreza extrema, violência e morte.

A evolução do cuecame feminino realinhou-me os pensamentos.

Claro que a evolução não é só devida ao aquecimento global. Aí, nessa, o sexo, as formas como o culto do sexo tem evolucionado também tem alguma responsabilidade.
E lá vamos nós... Até ao século XIX o aborto era generalizadamente um método contraceptivo ( e a Santa Madre Igreja era com ele complacente, quando não o estimulava), e as cuecas de senhora eram aqueles calçanitos, bem giros, por sinal.
A roupa interior era um mundo, corpetes, atilhos, cintos, ligas, corpetes (outra vez!).

Mas voltemos ás cuecas e com elas ao sexo. E ao calor que este também provoca.
Pois posso informar que deste não resulta problema no que respeita ao aumento de CO2, a não ser o cigarro que alguns, algumas insistem em fumar pelo meio, dessa actividade energética e o impacto em termos ambientais não é significativo ( claro temos os lençóis quando é levada a cabo entre esses...) sendo mesmo aliado das economias de energia quando com a televisão desligada ( o que é o mais vulgar) e normalmente com pouca luz.

O sexo sem culpa é também bom para o espírito por isso a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, criando uma bolsa de reserva no caso dos métodos usados ( e sabemos que não existe 100% de segurança em nenhum deles e a espuma sabe muita mal) é uma garantia. É que ele há gente que sexo porque sim, sem ser com objectivo de reprodução da espécie, como todos os adeptos do não se sim (sexo, sim!) estão a ser hipócritas...
Neste post era suposto perorar sobre cuecas, senhoras, aquecimento, bla, bla.
Pois por para tal me pagarem aí fica!
 
Sunday, January 28, 2007
 

Senhora do Ó

Este jovem (açoriano?) está manifestamente a fugir de um assédio pesado.
A vaca é mansa ( como podem verificar até tem chocalho!) e sendo manifestamente pesada ( há quem goste delas assim e sem ser no prato!) não me parece, olhando-a bem que tenha más intenções, mas antes está antes mortinha (ainda que viva!) para a brincadeira.
Pois o gado vacum é engraçado, e as histórias com estas mansas e outras, outros mais bravotes enchem o nosso reliquário ( quase todas as Senhoras nestes têm ou uma lua minguante ou nalguns casos óbvios cornos a acompanhá-las).
Nalguns locais (já aqui publicada a foto, Catedral de Montemor-o-Velho) a Senhora está grávida, chamam-lhe Senhora do Ó.
Só no século XIX é que a doutrina proclamou a “imaculadez” da referida, ou seja depois de dezanove séculos ... recuperou a virgindade (talvez prenunciando operação cirúrgica hoje em voga...ha...os sangues...ha...os santos sangues).
Pois este cabresto, ou choca como se lhe referem no Ribatejo, ignora todos estes conhecimentos científicos e o tempo é aprazível para o banho ( como vemos o rapaz está só de boxers).
Moral desta foto,
nem tudo o que parece é, nem toda a realidade é verdadeira sem interpretação dessa,
atenção: vamos ser inundados por vídeos, fotos, e até bonecos de loiça chineses (esses gajos estão sempre atentos aonde há massaroca, que eles aliás inventaram, como nos contou o Marco Pólo, e que cozinham como italianos!)
repito bonecos de loiça chinesa de inacreditáveis e inverosímeis embriões
(deviam era ter 6 centímetros como os verdadeiros e ser só gelatina como esses de verdade),
como até o sr. Padre Frei Bento Domingues denunciou categoricamente ( e retirou o excomungo ao pessoal! Bravo, uns põe e outros tiram!)
e aqui desde já refiro que esses ditos (bonecos de loiça chineses) contrariam o estabelecido n a Biblia Sagada, Êxodo, Cap.XX, Primeira Tábua, ponto II, a não ser que afinal sejam também só uma brincadeira.
É que tudo para essa gentalha, tudo parece uma espécie de brincadeira.
Mas isto é a sério!
É a vida de mulheres, a sério, que estão a colocar em causa.
Não bonecos, moldes de plasticina gelatinosa e chinesa, ou loiças seus brincalhãos.
 
Saturday, January 27, 2007
 

Portugal no seu melhor. Genitálias lambidas.

Que é a única prática sexual recomendada pela Santa Madre Igreja, no quadro da enciclica "Humanae Vitae" que proibe toda, toda a contracepção.
Isto presumindo que o sexo não é de todo interdito a não ser para fins reprodutivos e que mesmo esta prática (fellatius e/ou cunnis lingus, broche ou minete para os que são menos de cerimónia) que tantas vezes conduz directamente a Deus (aquela parte do cerebro já aqui referenciada!) pois quantas vezes não ouvimos em plena sessão de genuflexão: - ai meu Deus, ai meu Deus), não é sancionada...com o inferno - Sim, Sim, Sim, também se ouve ás vezes, claro do que não tiver a boca cheia!
Pois aqui fica este slide que indo eu, indo eu a caminho de Viseu encontrei e guardei. Soube in loco, no colo do referido, que já era a 4ª Festa do Chupa....

Este post era para ser um piço, perdão um pico, de erudição, seja por trazer aqui um troço de dialogo que mantive com o José Eduardo Agualusa, querido amigo e um dos melhores cultores e inventores da palavra e criador de realidades da língua portuguesa, sobre a origem da buceta (bem sei que vem tudo da costela do Adão, mas a nossa conversa era sobre língua, ou melhor linguística!), seja porque pense fazer um relatório sobre os nomes da coisa ( qual frei Bernardo!, para eruditados).
Mas tenho que referir que já ia em mais de 500 e seguia e este post seria gigantesco ainda por cima com o meu dis curso (assim separado para dar um ar grego, que grega é outro nome da coisa, devido a haver quem se veja masculino da mesma para pensar noutra).
Fui descobrindo que todas as palavras se enfiavam. Gostei de filigrana, do italiano, no caso.
Abandonei a tentativa, fica para um tratado que desde já prometo à Colibri (Salvé amigo Fernando!)
Pois acabo por falar, novamente, de sexo e de política.
Que também está subjacente ao referendo, politico,em vista.

É o pavor do sexo e do prazer sexual entre dois seres que está a assustar a (Santa Madre) Igreja e a sua proselitagem (sendo sabido, ver post anterior que o de Bragança e Miranda e o tal de Castelo de Vide...tal e tal e as conhecidas histórias papais do incesto do papa Borgia e devassidão que caracterizou outros ver " Os Papas Perversos", de Russel Chamberlin).
Admitir que o sexo pode ser prazer, sensualidade, invenções divinas, práticas heterodoxas inimagináveis ou ao contrário, chupões e coisa e tal é trazer o paraíso à terra e perder a dizima do pecado e da sua culpa.

Por isso nos próximos (enquanto vou elaborando o Roe Vs Wade) posts de Potugal no seu melhor vão ser sobre sexo ( as espreitadas por aqui irão aumentar, atenção anunciantes!).

Já amanhã ( ou depois para deixar saborear este, chups!) teremos uma vaca louca (atenção não é uma menina como o sr. Pinto da Costa chama as suas companheiras, seja no Brasil seja na Cova da Onça), iremos prosseguir com um estudo cientifico sobre cuecas de senhora ( que nós cá ou não usamos nada ou umas boxers com uma vaquinhas...) e continuaremos com Cona Culta, que no caso é Kona Creme com diversos sabores, pois não há duas iguais.
Muito sexo para que as energias fluam pelos corpos e assim se poupe energia, ou pelo menos que não falte língua para lambermos nem que seja a imaginação.
Abraços e Bijinhos.
 
Friday, January 26, 2007
 

Bonito

Mãozinha amiga enviou-me esta foto notável.
É bonito que o Bonito tenha esta dedicação aos seus clientes ( reparem que até acrescentou à mão outro local onde poderá estar se não o encontrarem em casa da prima, no café, em sua casa, onde até revela o truque da campainha).
Temos profissional. (e já repararam até na subtil referência ao cabrito!).
Pois há que levar a vida a brincar...
Esta foto junta-se a outras que já tem surgido por aí, de cromos notáveis, de Portugal no seu melhor.
Outras estão na calha, mas os leitores que estejam à vontade com a mãozinha...
Enquanto reuniões e actividades profissionais me dão uns segundos e sem com isso/isto deixar de avançar na preparação de mais um comentário, agora à decisão histórica Roe Vs Wade, que clarifica os termos legais e constitucionais em que o Estado e a tutela do pensamento pela religião se separam.

Já sabem que devem tocar na foto para terem resultados mais visíveis. Tocando cresce!
 
Thursday, January 25, 2007
 
SIM!

Hoje opinião, engajamento político e social, estudo e reflexão sobre esse:

O VOTO SIM É O VERDADEIRO VOTO PELA VIDA* E EM DEFESA DE UMA MATERNIDADE CONSCIENTE

I- As religiões e a vida…

Ligar, religar a realidade ao espírito é deveria ser o papel das diversas igrejas, corporização meramente ritual e funcionalismo que intermédia o humano e o divino.
Noutra ocasião iremos por aí. Hoje adotando o método cientifico e a lógica que nos iniciou nos estudos mediológicos vamos apresentar com brevidade o pensamento de diversas fés, de diversas fés e dos seus rituais e dos intermediadores de que se servem para doutrina.

Conforme já referimos anteriormente
nada, em nenhuma religião, gnose ou seita ficou igual desde sempre,
nada ou nenhuma regra existe desde sempre para sempre porque todas as mensagens de Deus, seja ele inventado ou não pelos homens, resida numa área cerebral propicia à sua lógica (como nos diz Regis Debray existe uma área no cérebro humano capaz de inventar ou receber a mensagem ou idéia de Deus), ou tenha existência na inexistência (conforme textos sagrados O referenciam),
todas as mensagens de Deus foram intermediadas pelo homem (mesmo o caso do Alcorão, que sendo referido como a transcrição da mensagem direta de Deus/Alá, só é estabelecido em escrita canônica passados 2 ou 3 séculos dessa!)

Vamos,pois, começar pela Bíblia.
Logo entrando por Abraão somos retidos pela desvalorização do nado, pois Deus ordena a Abraão que lhe sacrifique o seu próprio filho, recém nascido, o que este se apressura a fazer.
No ultimo segundo (e se a mão se tivesse antecipado ao pensamento?) troca-o por uma ovelha…
Pois na Bíblia não há uma única, uma única referência ao aborto, e escassa humanidade há em diversos momentos nesse livro, sagrado...

1-
Para o judaísmo mais ortodoxo só em caso de perigo para a vida da mãe esse é permitido, mas cada mulher é um caso único e especial e os parâmetros que podem determinar a permissão do aborto são complexos, mesmo para a ortodoxia.
Sendo que o Talmude não sanciona todavia, sublinho, não sanciona o aborto nas condições que o sim virá permitir.
Para a lei judaica (halacha) a alma só existe a partir das 12 semanas (formação do sistema nervoso central) e portanto até essa altura não há sanção.
2-
Talvez seja surpresa mas o islã encara (embora a teoria e a prática sejam opostas como sabemos pois o islã vive sob a autoridade de infames ritualizadores do mesmo, na maior parte dos países onde domina socialmente) o direito à escolha como regra.
A maioria das escolas islâmicas de direito aceitam a realização de abortos (ab ortus, do latim , não nascimento!) até aos 4 meses de gravidez (16 semanas), embora refiram que deverá haver perigo para a vida da mulher ou má formação do feto. Todavia juristas prestigiados, por nós consultados, referem que #o aborto deve ser permitido até à vida se poder manter, com autonomia, no feto#, ou seja na prática até ao pré-naturo poder sobreviver (5 / 6 meses)
3-
Fazendo declaração de interesse, segui diversos ensinamentos budistas e estive em retiros e continuo adepto da meditação e da busca da paz interior dessa, registo que o budismo (e embora não tenha feito essa busca penso que o hinduísmo e o xintoísmo tem a mesma lógica) defende que toda a vida é sagrada.
Mas, como aqueles que conhecem, o pensamento dialético destas correntes filosóficos-transcendentais interpela-nos.
Sagrada é a vida da mulher e a sua responsabilidade e consciência.
Para bom entendedor…
4-
Uma breve nota sobre os Evangélicos não me podendo debruçar com detalhe sobre as inúmeras correntes em que se dividem e que têm, terão posições eventualmente oponíveis umas às outras, retirado da posição da conferência, (atenção não é uma ou outra seita, mas uma conferencia de todas, todas, as igrejas evangélicas do Brasil, onde são particularmente poderosas!) das Igrejas evangélicas brasileiras:
“ (...) Ainda que não aprovemos a sua postura, respeitamos as pessoas que consideram o aborto necessário e identificamo-nos com o sofrimento que estas situações geram. Propomos que se coloquem ao alcance da mulher que toma esta decisão todos os meios que contribuam para a sua recuperação plena. (...) “.

Sendo os protestantes, luteranos ou calvinistas particularmente tolerantes nesta área.

5-
E vamos à Santa Madre Igreja, Católica Apostólica Romana onde sou batizado e crismado, confessionado e comungante onde sem medo, qual S. Sebastião de peito feito à flechadas afronto a excomungo ( em companhia de inúmeros crentes e padres, que em artigos e pela internet tem afrontado a ignorância dos seus pares e a intolerância e dogmatismo! Que por esta apostasia). Vamos aos textos:
Começando por S. Agostinho, pois S. Agostinho no século IV considerava que só existia falta se o aborto fosse realizado em feto já com características humanas (40 dias para os machos e 80 para as fêmeas, notável sabendo da impossibilidade de os determinar!)
Esta foi a doutrina canônica durante séculos:
# O aborto só devia ser considerado crime num “fetus animatus”, num feto com alma, e essa só existia ás 10 semanas! #
S. Tomas de Aquino, notável teólogo dominico no século XIII voltou a referir-se que a “infusão de alma “ tendo lugar entre os 40 e os 80 dias o aborto até essa altura era por ele considerado uma forma de contracepção.
Só em 1869 o Papa Pio IX aboliu a distinção entre o feto com e sem alma e a aproximação, durante séculos, tolerante da Igreja católica ao aborto findou.
A prática todavia era já milenar.
E chegamos ao Concílio Vaticano II, onde textos foram apresentados e não discutidos devido ao “aggiornamento” que a morte de João XXIII provocou. Paulo VI, representante da ambiguidade papal, deu voz aos sectores mais tradicionalistas e contrariando os próprios textos que lhe foram apresentados pela comissão pontifícia encarregue do rascunho, que defendiam a contracepção química e a tolerância com o aborto, aconselhado por Karol Woityla entre outros, promulgou a encíclica Humanae Vitae, contraria a toda, toda há que sublinha-lo TODA (poetisa Natalia que estais nos céus...auxiliai-nos) a contracepção e dogmáticamente intolerante com o aborto.

Recentemente o sr. Bispo de Beja, contrariando essa Encíclica disse (correndo risco de excomunhão...????) transcrito pelo jornal Público (20/01/07) “às dez semanas o embrião não é pessoa humana, porque não tem consciência dos seus actos. Não tem alma"

Ficamos por aqui na nossa análise do percurso histórico, antropológico da interrupção voluntária da gravidez no quadro do pensamento religioso, ou quase...

Porque vamos aos Evangelhos...para falar do 2º ponto que quero mencionar, o que está em discussão neste referendum.

II- PELA VIDA DO DIREITO!

“ Naquele tempo andava Ele pela Judéia com os seus discípulos quando numa povoação viu uma massa ululante que insultava e apedrejava uma mulher.
Dirigiu-se a esta e perguntou- que fazeis, que fez essa mulher para merecer esse tratamento?,
respondeu-lhe um –então não sabeis? É uma prostituta, fez vários abortos.
Ele impôs a sua voz: - Que aquele que não tenha faltas que lance a 1ª pedra.
A turba cabisbaixa desmobilizou.”

A prostituta (como sabemos dada a inexistência de métodos anticoncepcionais na altura estas eram sujeitas a abortos regulares) ficou conhecida na história como ... Santa Maria Madalena.

O que está em causa neste referendum é a penalização das mulheres que tem, por razões que são sempre as mais dolorosas e impiedosas, que abortar.
É a sua criminilização. A despenalização irá criar um quadro legal que permita, com a legalidade, o usufruto de condições higiênico sanitárias que obviem centenas, centenas de situações clinicas graves anualmente.
Tem sido referido por proeminentes membros do não que a lei não se deve aplicar, que nenhuma mulher foi condenada (o que é uma hipocrisia e uma falsidade!). Pois as leis existem para serem aplicadas e há mulheres em Portugal, no século XXI condenadas.
Pois o que se não tem falado são os custos para o sistema judicial deste fardo, os custos sociais, políticos e econômicos. E é sobre isso que é o âmago do referendum.
Milhares, muitas milhares de mulheres portuguesas podem vir a ser julgadas.
Muitas, muitas mais milhares podem, numa tomada de posição gandhiana e de ação política não violenta entupir os tribunais e bloquear completamente o sistema judicial, caso o povo português não opte, claramente pelo SIM.
Não preciso de entrar em detalhes, mas não quero deixar de referir um custo, genérico para cada processo (e este é feito com base numa estimativa em que só são considerados os custos financeiros para o Estado) que se estima, por baixo, muito por baixo, pelos 25.000 Euros.
Ora façamos as contas a digamos 30.000 processos por ano são 750.000.000 euros, 750 MILHÕES de Euros, ano (cerca de 150 milhões, milhões contos em moeda antiga) a que haverá que juntar outro tanto de despesa por parte dos cidadãos (e prevendo recursos e mais recursos... pois não haverá em Portugal, no estado em que já estão os tribunais, volta a dar).
Penso que esta questão dos custos é, deveria ser neste debate marginal, face ao absoluto que é o direito à vida da mulher, à sua saúde e à opção por uma maternidade em condições de dignidade,
Mas a ação política não violenta e gandhiana que poderá conduzir a total bloqueio do sistema judicial e a tornar inoperante o processo crime junto do ministério público é um elemento que desde já, militante de longa data da não violência cívica, não quero deixar de aqui trazer, para meditação.
Com os potenciais custos, que temos que ter, todos, conscientes.
III-
E PELO VERDADEIRO DIREITO À VIDA!
Só o voto sim abarca todas as dimensões da vida e a permite em exercício de todos os direitos,
o direito à saúde e vida das mulheres e mães,
o direito à vida e à maternidade consciente sem que a mulher enfrente as sequelas da clandestinidade que coloca em risco a sua fertilidade e futuro,
o direito à escolha, base da nossa democracia liberal, direito que não pode ser tutelado por crenças, que como vimos são contraditarias no tempo e no espaço,
No dia 11 de Fevereiro a escolha é nossa.
Mulheres para a prisão por quererem uma maternidade consciente e num quadro de responsabilidade, por não quererem ter um filho em constrangimento e obrigadas, pese toda a dor que a interrupção da gravidez provoca.
Sim ou não é só a isso que temos que responder!
António Eloy

* Do dicionário da Língua Portuguesa, de Francisco Torrinha:
Vida: tempo decorrido entre o nascimento e a morte, modo de viver.
 
Wednesday, January 24, 2007
 
Outros...

Enquanto falamos sobre o olho de deus* o mundo continua a girar...e os disparates neste...
Hoje leio estupefacto que foram detidos 3 jovens por em sua casa, sem que com isso prejudicassem fora quem fora, não sendo certamente com intuitos comerciais, fazerem o mesmo que eu.
Terem uma pequena plantação de cannabis sativa, para consumo doméstico.
Pois desde já apresento a minha solidariedade activa aos jovens despauperadamente indiciados, do que não configura qualquer ilegalidade.
Protestar contra a insensatez da autoridade e abuso que com este acto concretizou.
O nosso direito anda por vias cada vez mais tortas!
A minha disponibilidade para testemunhar em juízo (ou fora dele!) em defesa dos jovens.

Areias leva-as o mar.

É incontornável e continuo a não perceber porque é que o meu dinheirito continua a ser malbaratado para defender ilegalidades, parques semi-clandestinos e outras nojeiras.
Deixem o mar cumprir o seu destino, caramba.
E não gastem o meu dinheirinho em parvoeiras.

* Olho de Deus é uma galáxia longinqua, que nos registos da NASA se parece a um olho...
Todos somos poeira, poeira cósmica.
 
Monday, January 22, 2007
 
A serpente sumiu
Mas o olhar que lançou
Manteve-se na erva
 
Sunday, January 21, 2007
 
Vós Fariseus...

Claro que esses não eram má gente mas na Biblia ficaram como sacripandas. E o título enfia na cabeça de Marques Mendes, que responde não e acha que as mulheres que abortam ( e não ouvi uma palavra de compaixão e amizade para com estas,o seu sofrimento e dor) são criminosas ao mesmo titulo que as traficantes de droga, vigaristas ou assassinas.
Trazer esses exemplos ( e será que nunca ouviu falar em movimentos que defendem a legalização das drogas e assim criar um quadro jurídico sanitário de legalidade para um combate informativo a essas e cortar os pés ao narco-trafego?) à praça pública e misturar alhos com bugalhos parece ser a estratégia do não.

Hoje ouvi uma menina do não dizer que iam criar centros de acolhimento e apoio a mulheres,(contra a sua vontade, contrariando a sua consciencia e o seu direito a uma maternidade voluntária e livre), para estas parirem com apoio do seu movimento. Pois então onde estiveram estes 8, oito, anos? Não somos amnésicos...há 8, oito, anos que prometeram isso...e nada... nada...durante 8, oito, anos.
Agora aí estão outra vez com toda a sua demagogia...e a quererem milhares. milhares de mulheres na cadeia, como assassinas, traficantes, assassinas.

É claro por vezes há momentos de verdade, momentos zen:
Disse o sr. bispo de Beja, transcrito pelo jornal Público de 20 de Janeiro: "às dez semanas o embrião não é pessoa humana, porque não tem consciência dos seus actos. Não tem alma".
Elaborarei sobre este pensamento, na linha de Sto Agostinho e S. Tomás de Aquino, bem-aventurados, embora sujeitos a excomunhão pelo canone do tal de Bragança e Miranda e o conego de Castelo de Vide.
O pensamento religioso sobre a vida que nos ilumine, e a encontre humana.
Amén.
 
Saturday, January 20, 2007
 
Hoje alguns esclarecimentos...
Nota anterior motivou algumas questões.
Embora pense obvias aqui vão algumas precisões.
O vigarizador da história penso que foi distracção, porque toda a gente sabe quem é...

Ficou pouco clara a questão do filho do Egas (também Moniz)...
Pois e não veria em tal mal nenhum pois até beneficiaria de não estar contaminado pelas sucessivas consaguinidades que conduziram a nossa monarquia (as monarquias...em geral) ás mãos de imbecilóides em vê-lo reconhecido se fora por tal por tal.
O maior português de sempre era um borra botas (antes ele que o outro botas!).

Só que acho que o chamado Afonso Henriques (de facto filho do aio Egas Moniz, conforme registos históricos mencionam e a análise ao ADN comprovará!, dado o verdadeiro ser um deficiente motor que terá morrido na infância e sido substituido!)foi uma desgraça "nacional".
Para já porque não havia nação nenhuma, havia foros e terras bem cuidadas pelos diversos semitas e muçulmanos que ocupavam o extremo ocidental.
O Afonso Moniz não era flor que se cheirasse e embora o concurso seja um pagode não acharia graça a ter um qualquer facínora a ganhar a medalha.
Vocês sabem do que estou a falar... eh, eh, eh.

Pos Scriptum:
Não há como um Flametango para perceber a vida, os corpos, o movimento, o sexo claro, a palavra sofrida, o sapateo e os corpos a revolver-se, dois em um, um em dois, o bandoneon, as palmas, a guitarra pungida, o choro e o extase. O orgasmo divino da sensualidade, outra vez o sexo!.
Há palavras para que vos quero se não conseguem atingir a alma e o resto...
Foi ontem, no Olga Cadaval, em Sintra!
 
Friday, January 19, 2007
 
Eram cábulas e passavam a maioria do tempo a correr atrás do filho do jardineiro, não tiveram tempo para estudar, Sto Agostinho, S. Tomás de Aquino, a evolução do pensamento religioso, os textos pré conciliares do Vaticano II.

Andavam a correr atrás do filho do jardineiro, o que como sabemos é usual nos, pelos seminários deste mundo e por isso não tiveram tempo para ler e meditar sobre os Evangelhos, de cotejaram as suas leituras com textos de sabedoria e com a sua interpretação.

Acabaram em Bragança e Miranda ou em Castelo de Vide. Estão espalhados por aí. Recordo o filho do jardineiro coitado do moço aqueles gajos eram uns calões do piorio e de vez em quando apanhavam-no por trás, manganões.
Nunca conheceram mulher que isso é pecado, com aqueles sangues e tudo, aí valha-me o Santissimo.
Porque será que cada vez que um desses cavalheiros abre o boca a quantidade de dioxido de carbono na atmosfera aumenta substancialmente?
A elevação desta campanha não aguenta com tanto sacrilégio e tanto disparate e... ainda a procissão não saíu do vestíbulo...

Aí que bem me recordo do coitado do filho do jardineiro...o que ele me contava...
 
Thursday, January 18, 2007
 
Nuno quê?

Foi divertido. Um "brontossauro" (onde irão buscar esta gentalha?) chamado Nuno Melo, de que nunca ouvira falar engasgou-se, coçou a cabeça, repetiu-se e não respondeu a uma única, uma única pergunta do J. Rodrigues dos Santos.
Descobri que o "estuporzeco" era deputado e chefe do grupo do CDS/PP.
Mas quem é este gajo pergunto-me com os meus botões?
Tem o mesmo ar de "parvo" que caracteriza alguns elementos desse parido é certo e também coça a cabeça (os genitais não que é contra os mandamentos da dita igreja).
Onde é que foram buscar esta gente é que me admira.
PS 1 Em nota de rodapé disseram que era membro do grupo do não. No "coments", please.
PS 2 Entre comilhas estão as palavras usadas em sentido estético, por causa dos processos. É que podem (coçando la cabeza) querer dizer outra coisa qualquer!
PS 3 Acima é gralha: Onde está parido deveria ler-se partido e não como me referiram em comentários mal parido.
 
 
Pois a vida continua, e tenho andado num rodopio, questões burocráticas, agendamentos e na última semana 6 sessões de formação a professores de 1º ciclo sobre energias, eficiência, conservação, novas energias, sem fim.
Depois de um começo um pouco enrolado o dis-curso (do grego!), as palavras tem corrido melhor e sinto o entusiasmo ou pelo menos o interesse do pessoal (devia dizer da pessoal dado que 90% dos professoras são senhoras), até agora em media de 12 por sessão ou seja cerca de 80 já tem mais umas ideias sobre energias...
Hoje estive em Pero Pinheiro (quem promove esta iniciativa há que dizê-lo e dar-lhe crédito é a Agencia Municipal de Energia de Sintra e a entidade convidada para a animação é a SIIF, Energies, representada por moi).
Estive no Museu Berardo, e voltei a deslumbrar-me (espectacular alguns quadros e a Paula Rego, demais) e, também, no museu do Brinquedo (que não aconcelho a crianças e que tem bandeiras nazis a mais...céus eram precisas tantas?) e almocei num sítio inesperado.
E foi só sublime. Registo e recomendo vivamente, o café Paris em frente ao Palácio, que era um local que só conhecia de chás. Pois a cozinha é requintada (issima).
Comi uns lombinhos de linguado deliciosos, tropo e uma tarte de café de chorar de prazer.
Ficou, fica registado.
Amanhã haverá mais vida. A verdadeira vida e o seu direito!
 
Tuesday, January 16, 2007
 
Perguntas a que a justiça haverá de responder...ou não?

Sendo a menstruação a eliminação (ou seja a morte por ab ortus) de ovulos pela mulher obviamente susceptível no limite de ser enquadrável pela lei vigente e punida portanto como crime (que desaforo matar os ovulos!), será que não deveriam todas as mulheres, em tempo de vida fértil, ser constituidas arguidas, com a assunção da acusação a ser feita (por imperativo do codigo penal e junto do Ministério Público!) por quem presenciou ou dessa dita tenha tido conhecimento, em caso de necessidade processual?

Será que alguém ainda não percebeu que o que se irá discutir é a penalização ou não de mulheres por prática de aborto e que no caso de o povo português, também por culpa do legislador há que ser claro, optar por manter essa penalização alguém já pensou nos custos (trabalho, tempo, investigação, processo, audiências, julgamento, etc) desse facto?

Quarenta mil portuguesas por ano abortam (números por baixo, considerando as 25.000 que vão a Espanha) ou sejam 360.000 terão abortado desde o último referendum há 8 anos e em torno de 2/3 milhões se menstruam mensalmente...

Já viram o que pode acontecer no caso de o sim perder?
E ainda a procissão não saíu do adro...
 
 
A Igreja mudou!

Pois nem sempre a Igreja (qualquer!) teve a mesma posição sobre os embriões, os fetos e a vida.
No século XIII o Papa dizia, no âmbito da 1ª Cruzada, contra outros cristãos, -no âmbito da conquista de Montalban, onde se encontravam mulheres (algumas grávidas!)e crianças- matai-os todos, Deus escolherá os seus!
Durante a Idade Média nas catacumbas dos mosteiros proliferavam embriões,resultante de actividades de intercurso sexual, e a Igreja até ao século XIX não considerava sequer os recém nascidos e os nados mortos como portadores de alma.

Sou católico apostólico romano e no meu catecismo a Igraja glorificava o desastre do TITANIC, onde morreram centenas mulheres com embriões também, por ...ser a sua construção...um acto de soberba...contra Deus.

No século XVIII em Portugal a Santa Madre Igreja realizava entusiasmada sacríficios humanos, em piras no Rossio, e na Península já nos anos 70 do século XX benzeu e abençou o garote, morte por estilhçamento dos ossos do pescoço, de um inocente Salvador Puig Antich, na Catalunha, além de diversas outras mortes nessa decada.
Na guerra civil espanhola havia voltado aos tempos da 1ª cruzada acima referida.

Até aos anos 90 do séc XX a Igreja, no seu catecismo, não se opunha à pena de morte, e continua hoje em dia a benzer as armas e os exércitos que as usam.
Agora o bispo de Bragança e Miranda (quem?) diz que a pena de morte é igual à de aborto de um embrião, que é uma massa espessa de cor vermelha, parecido (o que ele nunca viu, como é obvio!) a uma mentruação mais densa.

O nível desta campanha com este tipo de afirmações que falsifica toda a história (e só agora começámos...) da Santa Madre Igeja, que ignora (pois como poderá sabê-lo, dado o sangue menstrual ser obra do demo!) tudo sobre a sexualidade e a vida e saúde das mulheres, que tem pavor ao prazer (pois é o sexo é, pode ser prazer e não só reprodução, sabia?) amor e ternura (pois se nunca beijou um homem ou uma mulher na boca, entrando-lhe a lingua na outra cavidade bocal e trocando fluídos, como pode saber...há Dantas, Dantas, meu manganão!), pois o tal bispo que tenha mais tento na língua, porque ainda chegaremos aos textos do Vaticano II e aí é que serão elas.

A Igreja é uma estrutura que mudou. Mudou muito o seu apreço pela vida e pelo sexo, que pode ou não produzi-la. Os primitivos cristãos viviam em deboche permanente, Sto Agostinho antes de um acidente que lhe destruíu a verga era uma manganão, como Abelardo...
Vamos lá a conversar a sério... uma vez que é isso que querem. Verdade verdadinha!

Ha!, tenho que referir que sou homem de confissão e comunhão regular!
E que iremos falar de Evangelho também aqui (que o sr. bispo desconhece!), em próximas ocasiões. É que também estive no seminário e temporadas em convento!
 
Monday, January 15, 2007
 
Embriões ou lobotomizados?

Pois fiquei hesitante entre os dois, embora no estado pré-fetal (os fetos para quem não sabe ou seja os primeiros nucleos do sistema nervoso só aparecem pelas 9 semanas!) seja díficil gastar dinheiro numa chamada de valor acrescentado e tenha portanto optado pelos inbortos (já nascidos!) e os tenha portanto por vítimas do Egas Moniz (o medico não o outro Moniz que esse era o pai, segundo estudos recentemente divulgados, do Afonso Henriques!).

Pois um povo que vota no vigarizador, no grande vigarizador e inventor da história,e no papa Pinto da Costa (como é apresentado por guias da sé de Braga!), só pode, não sendo embrião, estar lobotomizado.
Deve registar-se o constrangimento da alternadeira Elisa (pois alternava com a Carolina no leito do dito, que só não é Borgia porque esse foi mesmo Papa e dormia com a filha, a Lucrécia), que saudades terá tido dos calores do Jaka Jamba (será que o filme ainda existe?), que se viu, igualmente, constrangida quando referiu o Nojeira Salazar e o seu alter ego como candidatos ao título.

É evidente que é tudo a brincar. Pois como é que se fosse a sério o filho do Egas, o Nojeira e o outro, podiam aparecer lado a lado com os vates, os visionários e os criadores do Estado e da famosa pastelaria jesuita? nos 10 primeiros.
Só faltou o mitologico Viriato, que ainda esperei, embora agora que se diz que era de Mérida e traidor tenha menos crédito...

Pois ainda com a bilis do Nojeira (e do outro) a sair por onde deve escrevo sobre uma vistaça de olhos por programa de entretimento, de ontem.
Só que como vimos (ai o vigarizador tem força, lá isso tem!) a cultura dos nossos embrionários cidadãos, deveras lobotomizados é feita aqui, por aqui.

Vivemos temps perigosos. Pai (ou sejas quem fores, mãe, mocho, shiva, shivo, ou outra coisa qualquer) perdoai-lhes porque não sabem o que fazem!
 
Sunday, January 14, 2007
 
Plágio

Voltou à ribalta. Uma jornalista do Público fez um plágio descarado, evidente, indesmentível e descarado outra vez, de uma série de artigos e publicou.
O caso foi trazido a público, motivou textos do Provedor (melhor que o bandalho do DN) e o que devia ser feito é claro. Se faz em todo o lado. RUA!
Pois inacreditávelmente vejo jornalistas em blogs a defenderem a dama.
O plágio é um roubo e uma vigarice. Essa senhora não só devia ser despedida na hora como nunca mais exercer a profissão...
mas colegas (será que com culpas no cartório acham bem!)
Pois acho execrável.

Já vi textos meus plagiados diversas vezes, partes de um livro que escrevi serem apresentados como a maioria da substancia (seja em tamanho seja em qualidade...o resto eram transcrições do Diário da República!) de tese de mestrado (com as minhas gralhas e tudo)... Os arguentes eram o Prof. Freitas do Amaral e o Prof. Joanaz de Melo e outro que não recordo... Como foi possivel a senhora plagiadora ter muito bom com distinção continua ainda hoje a ser um mistério para mim!

Uma das razões porque não fui popular na Universidade Lusofona (onde dei aulas 10 anos!) foi por denunciar vários alunos meus que me apresentavam plágios (literais, julgando-me ignorante ou distraído!) como trabalhos de curso, sendo que não só recusava dar-lhes notas como voltar a tê-los como meus alunos.

Já li artigos meus, quase ipsis verbis, assinados por "notáveis" desta praça...

Pois agora que finalmente alguém faz denuncia rigorosa de um plágio abaixo de cão...lá veêm as prima donas carpirem...ai...ai...ai...
Pois que ao J.M.F.não lhe doa a mão, que desta vez só o posso apoiar!
 
Saturday, January 13, 2007
 
Voltando ao Referendum

Retiro, de um interessante texto de J.P.P., no abrupto:

"Reconhecer uma idêntica valoração moral quer aos motivos da decisão do "sim" quer do "não", é o único ponto de partida para um debate sério e não relativista."

Que é obviamente uma consideração válida!
Só que acontece que não é factualmente correcta.
É que uma das ditas valorações morais condena a pena de prisão a... outra, é isso que está em discussão, é isso que é inadmissível,meu caro!E aí, não há relativismo nenhum!
Aborta, vai para a prisão!
É claro que ninguém aborta obrigada!Isso também não é relativo!?
 
 
Recordo vários momentos de meditação ao longo da minha vida.
Momentos em que o significante nos toma e arrasta por entre vazios.
Momentos de vazio. Vazio total. Profundo.
Momentos de interrogação, de dúvida. De inquietação, de acalmia.
Sempre momentos de descoberta.
Os momentos, parados no tempo, sobrepôem-se...
 
Tuesday, January 09, 2007
 
Vós os terroristas sois os fascistas!


Há quase três decadas passei duas ou três noites detido no Governo Civil de Pamplona. Era jovem e lutava, numa Espanha já sem Franco mas penso que com o pós-franquismo do Arrias Navarro, pela liberdade e democracia, e pela autonomia das nações da Ibéria.

Não sabia, ignorância de juventude, que Navarra (com a sua história Carlista e os seus foros) não era parte do país basco "histórico", que nela o euskerra continua a ser falado só por 5% e mesmo esses obrigados e só uma infima minoria,reclama ser basca.
Não sabia que as palavras de democracia e liberdade não eram respeitadas por quem assume o seu direito como absoluto, e tinha alguma simpatia pelas ideias nacionalistas da ETA e do mundo que gravitava entorno da chamada alternativa socialista KAS.

Pois descobri que era gente do piorio, falsificadores da história e da memória, totalitários na discussão e no confronto de ideias e assassinos no social e contra os direitos civis. Embora com um discurso que ainda convence no país basco histórico (Vizcaia, Alava e Guipuscoa) 10/15% da população são uns tiranetes de meia tijela um escarro civica e socialmente.
Espanha, a Ibéria tem que viver com essa gentalha, na prisão onde de preferência, sem quaisquer regalias devem expiar os seus crimes.

Escrevo, hoje com raiva no pensamento, porque leio que entre nós continua a haver gente que os qualifica de outro modo que reles assassinos e gentalha do mais baixo intelecto e que agora, mesmo face ao absurdo que é a tentativa de face ao mais total oprobio que o seu, mais um, mais um inqualificável e abjecto atentado, pretenderem manter (o quê!?) o cessar fogo (qual? pois se continuaram as extorsões, a aquisição de armamento, as ameaças de rua, a coacção física e psicologica sobre os seus oponentes! durante esse).
Não há dialogo com armas. Não há dialogo com assassinos no quadro da democracia política, com assassinos que têm como objectivo a destruição dessa e a imposição de uma ditadura nacionalista, nazi sobre o país basco que ainda por cima definem em termos de área vital (como Adolfo Hitler!).

Recordo que na altura que fui preso um grupo político de esquerda (os trosquistas) se tinha afundado por divisões entre os internacionalistas e o sector nacional. Pois não há mais aí. O nacional socialismo não pode tolerar nenhuma contemplação ou qualquer laivo de simpatia de seja quem for. E não há nenhuma esquerda que seja digna que defenda o nacionalismo paconço, inventado por um padre no final do século XIX e absolutamente fora de qualquer realidade, e , todavia por cá por de gente do Bloco da Esquerda, vamos ouvindo uns disparates e sua causa...(faz-me lembrar quando num comício do Bloco ouvi gritos, vivas ao Bin Laden, sem que nenhum responsável referi-se o abjecto e pusessem o provocador na rua... pois... estaria entre os seus...).
É por essas e outras que esse bloque não vai, assim, a lado nenhum.

Um assassino será sempre um assassino, e quando o que mata são ideias é duplamente repelente, e a ETA é isso que faz, desde há pelo menos trinta anos é só isso que faz. Não há um documento social que tenha produzido, não há uma posição teorica que lhe seja atribuida, não há uma ideia sobre gestão e sociedade que lhe seja imputada.
Nem o seu lado legal, que deveria ser radicalmente cerceado na sua intervenção, tem qualquer pensamento estruturado sobre nada, a não ser as tretas do padre Sabina, e o seu vocabulário limitado.
Hoje tenho que tomar posição sobre este caso. Porque só com a consciência clara e transparência de pensamento podemos falar verdade, olhos nos olhos.
A morte não retribuí. Só o fascismo é que acompanha a ETA no Viva La Muerte.
Execráveis. Execráveis energumenos.

Post Scriptum: Escrito com a raiva do ouvido cheio de disparates esta posta estava cheia de gralhas e linguagem a atropelar as ideias.
Dizem-me sempre para falar pausado e respirar entre os dedos...mas...
 
Monday, January 08, 2007
 
Pois os próximos postos intervalarão com alguma frequência reflexões sobre a sociedade liberal e os desafios que enfrenta para continuar. O maior deles é o do obscurantismo fanático/religioso.
Em Portugal este veste os trajes da Inquisição, e a cobertado pela padralhada mais conservadora desafia a laicidade do Estado e os direitos cívicos.
No dia 11 de Fevereiro é necessário dar uma resposta a esses talibãs e aos que querem o país a viver no obscurantismo e as trevas.
Aqui e ali produzirei pensamento sobre o tema:

O que está em discussão e o que não está em discussão no próximo referendo!

Não está em discussão:
A partir de quando surge a vida!
Isso não está em discussão e sobre esse assunto não temos que nos pronunciar. É um tema controverso, altamente controverso. A própria cristandade, e a Igreja católica nomeadamente só a partir do século XX é que assume que a vida existe a partir da sua gênese (podendo em caso limite ser o simples espermatozóide, o que condena, desde logo, qualquer onanismo masculino...). Até final do século XIX os fetos, tal como os nados vivos e mesmo os não batizados que morressem iam para um local de não existência chamado limbo...
E se hoje referem, sectores conservadores e ultra-tradicionalistas católicos que já bate um coração (como o descobriram??) no ovozigoto (resultante da junção de um espermatozóide e de um óvulo) esse só é considerado se resultar do matrimónio, católico, apostólico, romano, sendo caso contrario resultante de pecado mortal (da fornicação) não pode ser considerado de nenhuma forma, mas de nenhuma forma, sagrado e por tal vida.
A vida não é mesmo para qualquer religião que seja um dado definitivo, é um dado que varia com o tempo (nos túneis que ligam os conventos de freiras e de frades encontram-se inúmeros resíduos de fetos que certamente eram dispensados sem que daí resultasse culpa para os seus autores!).
São as religiões menos tocadas pelo racionalismo, mais habituadas a ser poder de Estado ou que não querem perder o que lhes limita esse poder as mais propensas a atribuir vida ao resultante de um mero acto de prazer e de uma falha na prossecução desse, no caso de uma gravidez indesejada (sendo que são contra qualquer método contraceptivo...que saudades da Natalia Correia!).
Pois não está em discussão quando começa a vida!

E se do ponto de vista religioso, os rituais mudam e portanto o significante da atribuição dessa (vida), do ponto de vista cientifico, ou seja biológico a controvérsia sobre quando se pode definir um feto como vida não é menor.
Perfilho a teoria, defendida por amplos sectores da comunidade de biólogos e médicos que a vida só se define para o ser humano, como para a restante criação, ou melhor para a generalidade dos mamíferos: Existe vida quando o ovozigoto ao ser expelido do útero materno tem capacidade (e no caso humano, hoje com recursos hospitalares tal pode ser factual a partir de cerca de 20 semanas) de sobrevivência no mundo exterior, em termos das suas funcionalidades.
Mas não é para saber se perfilhamos essa teoria cientifica ou se gostamos de imaginar que tudo é mistério divino e portanto não podemos sequer tocar nos genitais, que somos chamados a pronunciarmo-nos em referendo.
Não é sobre nada disso que se convoca este referendo!
Esqueçam tudo o que leram até agora. Esqueçam todas as histórias de vida, de início dessa, de corações a bater ou não, e/ou pênis e vaginas a copularem. Esqueçam isso tudo. Ninguém nos pergunta a nossa opinião sobre nada disso! Cada um tem direito à sua privacidade.

O que está em discussão,
AQUILO A QUE TEMOS QUE RESPONDER NO REFERENDO É:
DEVEM AS MULHERES, QUE POR MOTIVOS QUE SÃO CERTAMENTE OS MAIS RELEVANTES E DOLOROSOS PODER DECIDIR INTERROMPER, POR SUA VONTADE, UMA GRAVIDEZ SEM POR TAL SEREM PRESAS COMO QUAISQUER RUFIAS, LADRAS, ASSASSINAS, TRAFICANTES, VIGARISTAS?

É meus estimados leitores a esta pergunta que temos que responder.
Se achamos que uma mulher que por motivos que são certamente da maior importância, que tem que ver com a necessidade de assumir a consciência da maternidade responsável e de não procriar num estado de contrariedade física, psíquica e social, tem o direito de interromper a gravidez, em condições de saúde adequadas, e essas só podem ser fornecidas num quadro de legalidade desse acto, se achamos que esse direito, que é um avanço civilizacional, que nos faz sair da idade média e do domínio da inquisição sobre os corpos e os espíritos, se achamos que esse direito deve ser consagrado em legislação e assim milhares de mulheres não serem sujeitas às agulhas de uma curiosa e ainda por cima arriscarem a passar uns anos na prisão, só podemos votar SIM.

Quem vota não vota numa dupla condenação. Condenam as mulheres, sobretudo as de menores recursos e as mais jovens, a abortos feitos em precaridade e em condições deficientes e em seguida condenam-nas a uma humilhação pública, a um julgamento e à prisão.
Não há meias tintas. Todos devemos pronunciarmo-nos sobre esta alternativa.
Não é sobre nada mais que nos temos que pronunciar!
VOTAR SIM É VOTAR PELO DIREITO À VIDA! PELO DIREITO À VIDA E LIBERDADE DAS MULHERES QUE DECIDEM EM CONSCIÊNCIA A SUA MATERNIDADE! EM CONDIÇÕES E SEM SEREM CONDENADAS A PRISÃO MAIOR POR TAL.
Isso é que o pensamento religioso não quer reconhecer. Mas é isso que está em discussão.
 
Saturday, January 06, 2007
 
Hoje venho fazer declaração de interesse:

1- http://www.gazetacaldas.com/Desenvol.asp?NID=16513

2- No dia 12, no salão nobre da Câmara Municipal de Barrancos será apresentada um simpático livrinho, ed. Colibri e Associação Barranquenha para o Desenvolvimento, bilingue, Rota Proibida/Ruta Prohibida.
Trata de um dos elementos que faz a história de/da fronteira.
Serão por amigos contrabandeadas algumas palavras. Pelas 18.30, locais.
 
Friday, January 05, 2007
 
ISTAMBUL



É uma cidade, um país, onde os meus sonhos vagueiam.
É, talvez, a cidade com os monumentos, o conjunto de monumentos mais belos do mundo, e com as melhores histórias da história.
E tem um escritor, pelo menos, que a honra.
Orhan Pamuk, recém laureado com o Nobel, nos Jardins da Memória faz-nos percorrer Istambul, servindo pelo entremeio uma reflexão sobre a vida, a memória que a conduz e os signos que lhe dão sentido, mesmo que sejam insignificantes.
Talvez as letras, as palavras sejam a essência do que nomeiam. Talvez o sentido da vida se encontre por aí. Nesse sopro que as leva.
 
Thursday, January 04, 2007
 

Referendum

Vou preparando umas notas para intervenções expectadas.
Refiro hoje que em Espanha país com uma matriz identica à nossa 16,5% das gravidezas foram interrompidas (cerca de 90% até ás 12 semanas) num total de quase 92.000.
Dessas interrupções entre 40 a 50% não foram realizadas a espanholas.
Mesmo que possamos (e não é plausivel!) imaginar que 50% dessas foram realizadas a imigrantes (de várias origens) temos que mais de 20.000 portuguesas foram abortar a Espanha.
É mais um argumento para a despenalização por cá.
A nossa Constituição da Republica impõe o Direito à saúde e esse está manifestamente a ser discriminado.
Tem dinheirinho? Vai a Espanha. Por cá arrisca prisão e paga o preço do risco.
O que está em causa (e aparentemente voltam os terroristas do não a invocar a vida!) é o direito à vida, de facto.
O direito à vida da mulher que certamente sem o ter desejado faz um aborto, por razões que são certamente as da vida e da sua defesa.
O feto, pois o feto, por muito que esses senhores o queiram acarinhar só é vida quando sai do utero da mãe em condições de sobrevivencia, é também isso que a ciência nos diz, mesmo sujeita a controvérsia, que em nome do pai eles, esses senhores (que defendem, claro!, a pena de morte para verdadeiros vivos!) recusam.
(pois a vida para eles é um acto de fé! Como era no meu catecismo abençoado o afundamento do Titanic, lembram-se!, por ser um acto de...SOBERBA contra esse deus).
Pois se só há um Deus, chame-se ele Alá ou divida-se em três (um dos quais é uma pomba!) e tenha por profeta Maoma, ou seja o de Abraão, Isaac e Jacob.
Aliás é sempre o mesmo. Filho de quem é que não se sabe.
Será de um raio? Será da pomba? Será um feto?
 
Wednesday, January 03, 2007
 

O OLHO DE DEUS

Do alto da catedral, ligeiramente desfocado, ou com a miopia do tempo nos olha.
Indiferente ás coisas do mundo, para o qual se está nas tintas ou não fosse uma criação dos homens, já viu passar muitas gerações, muitos peregrinos, já viu doutrinas seguirem-se a doutrinas, pecados inventados, re-inventados e caducados, já foi olho de diversos titulares, todos da mesma criação.
Preside a rituais, em seu torno se consomem tempos e almas. No momento em que o apanhei por baixo dele em confissão e com ar energico dizia o conego para uma pecadora, certamente indecisa: - nõn debes façer icho, nõn debes façer icho...
Talvez a estivesse a proibir de alguma linguada, que as galegas são frescas...e o olho, o olho vê tudo, o maroto!
 
Tuesday, January 02, 2007
 
Inicio o ano onde muitos o terminavam.
Em Santiago de Compostela, onde era usual as peregrinações se concluirem por volta, no entorno do fim de ano.
Ainda com o esconjuro da queimada de orujo:
"
Mouchos, coruxas, sapos e bruxas.
Demos, trasnos e dianhos, espritos das nevoadas veigas.
Corvos, pintigas e meigas, feitizos das mencinheiras.
Pobres canhotas furadas, fogar dos vermes e alimanhas.
Lume das Santas Companhas, mal de ollo, negros meigallos, cheiro dos mortos, tronos e raios.
Oubeo do can, pregon da morte, foucinho do satiro e pe do coello.
Pecadora lingua da mala muller casada cun home vello.
Averno de Satan e Belcebu, lume dos cadavres ardentes, corpos mutilados dos indecentes, peidos dos infernales cus, muxido da mar embravescida.
Barriga inutil da muller solteira, falar dos gatos que andan a xaneira, guedella porra da cabra mal parida.
Con este fol levantarei as chamas deste lume que asemella ao do inferno, e fuxiran as bruxas acabalo das sas escobas, indose bañar na praia das areas
gordas.
¡Oide, oide! os ruxidos que dan as que non poden deixar de queimarse no agoardente, quedando así purificadas.
E cando este brebaxe baixe polas nosas gorxas, quedaremos libres dos males da nosa ialma e de todo embruxamento.
Forzas do ar, terra, mar e lume, a vos fago esta chamada: si e verdade que tendes mais poder que a humana xente, eiqui e agora, facede cos espritos
dos amigos que estan fora, participen con nos desta queimada.
"
e o travo, também inalado da chama ardente, esvoaçam as esperanças de paz, saude e espirito leve para 2007.
Que não sejam negaças e se o forem que despertem o melhor que a caça tem.
Como dizia Ortega Y Gasset " uma consciente e religiosa humilhação do homem que ata a sua prepotência e desce em direcção ao animal" (...) "o regresso à nossa casa natal".
 
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