insignificante
Sunday, February 28, 2010
 
Hoje, depois de uma noite no excelente Hotel do Parque, nas Termas de S. Pedro do Sul, uma visita detalhada aos balneários e ao aproveitamento geotérmico.
Com a auto-estrada cheia de arvores e resíduos regresso a Lisboa.
Para a semana novamente on the road...
# Energias Sem Fim # em caminho.

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Thursday, February 25, 2010
 

O Zé Pataco, em Canas de Senhorim, o Brazão em Nelas, a Adega do Faustino em Chaves, templos que já tiveram seguramente melhores dias e hoje, na sombra do seu passado, ainda ostentam galhardia e boa apresentação.
Pelo país fora vamos perdendo nas memórias, nalguns casos longinquas como o tempo, o património que são locais inolvidáveis que se continuam no espaço e gosto.
Do magnifico, e repleto de estórias hotel da Urgeiriça para o Aquae Flaviae que parece saído de um filme de terror (sem elevador com hospedes a... partir do 5º andar... alguns no 8º...) embora nos dois se possa referir a simpatia, aos outros que se seguem nesta semana que lembra o Arthur Miller...

Hoje de manhã os ex-trabalhadores das minas de urânio marcaram presença na recuperação de mais uma, e a Ambiente nas Zonas Uraníferas (A.Z.U.) lembrou que a recuperação ainda está no embrião, outras minas, poços e escombreiras há para recuperar e há que dar garantias aos moradores das zonas afectadas e aos ex-trabalhadores o apoio e o reconhecimento.

Em Chaves o Tamega inundou o centro histórico e quase chegou ao nível da ponte romana, os caudais descontrolados entraram pelas termas e algum comércio local, facto raro e de registar.
O mundo está em mudança, nada se pode prever, nada se pode garantir.
Portugal está quase, quase a chegar à Grécia...
Isto está mau...

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Tuesday, February 23, 2010
 
Foi hoje assinado pela Ministra da Cultura Gabriela Canavilhas o despacho criando a Secção de Tauromaquia no âmbito do Conselho Nacional de Cultura (CNC), órgão consultivo do Ministério da Cultura.
Penso que é uma grande vitória de todos aqueles, como nós povo de Barrancos, que temos lutado em defesa dos valores socio-culturais e registo de reminiscências etno-religiosas.
Penso, e desde já além da Ministra Canavilhas, quero saudar também o Secretário de Estado Elisio Summaviele, aficionado de todos os costados e conhecedor das lógicas culturais ligadas à tauromaquia, que este momento único deve ser aproveitado para valorizar ainda mais as tradições populares (como Barrancos, as corridas à corda dos Açores, de onde a Ministra é originária, o Forcão nas Beiras, as chegas transmontanas e outras) e desenvolver um Regulamento para as corridas eficaz e que também contribuia para a elevação da cultura tauromáquica.
Hoje houva a reconciliação da Cultura com o Ambiente para construir mais e melhor sustentabilidade.

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Sunday, February 21, 2010
 
Estou a programar o "on the road" numa altura em que toda gente parece querer reunir, organizar eventos, ter conversas..., compromissos inadiáveis.
Gostava de ter o dom da ubiquidade, mas a partir de 4ª só pelos nortes do país e 3ª à tarde se me dividir por três, como o que faz a Trindade dita Santa, que é fonte de grande parte das cisões desde as origens comuns das 3 religiões do livro ou das que nele buscam inspiração.
Por exemplo 3ª à mesma hora uma conferência sobre Lanza Del Vasto, notável referencia da não violência, uma tertúlia sobre as drogas, e uma reunião do Comité Russell, talvez esta última a ser adiada. Conversas sobre presidenciais a ficarem adiadas, para o regresso, e preparação de sessões sobre Agendas 21 Locais e de apresentação do #Navegar é Preciso#, além de um olhar sbre os suportes informaticos de mais uma produção.
No entretanto uma conversa sobre a terra e outra sobre os CPLs, marcam a 2ª feira, desta agenda que se torna cansativa e cheia de Kms...

Tenho que deixar aqui, para memória futura,
que tenho sérios receios e desde logo não seria assim que eu procederia à realização do #Energias SemFim#, não me revejo na lógica das entrevistas, que acho que imobilizam o filme, além de se perderem em detalhes que não auxiliarão em nada a montagem, ignoro o padrão da realização, não percebo a estrégia do som que ignora os ruídos ambiente e o trabalho em pistas desses.
E posso dizer que com a minha experiência de um total de 18 minutos de produção/
realização/montagem do que ainda hoje considero os melhores filmes politico/ambientais já realizados não seria este o caminho, a estratégia que seguiria.
Tenho sérios receios sobre a forma, demasiado clássica e a sua interligação em montagem.
Mas tudo é possível, cada um tem o seu programa mental de referência.
Pelo menos tenho apreendido coisas notáveis, e esse registo ficará sempre excelente.

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Saturday, February 20, 2010
 
A prisão para Alberto João Jardim deveria ser a consequência dos desastrosos efeitos dos temporais que se tem abatido sobre a Madeira.
A destruição dos leitos de cheia, seja por ocupação/urbanização indevida, o seu estreitamento e mesmo destruição total, a destruição dos canais de escoamento das águas e a sofreguidão de construção de tuneis por todo o lado perturbando os friáticos subterrâneos deveriam levar a que o Ministério Publico deduzisse acusação da qual estou certo resultaria a prisão do A.B.J. por homicidio negligente e destruição das paisagens e suportes de vida.
Claro que alguns Presidentes de Câmaras deveriam acompanhá-lo, e também as musas que lhe dão cobertura nos jornais que com mão de ferro ele controla (e ainda se fala só da Face Oculta!).
As ilhas da Madeira e Porto Santo que conheço desde criança são hoje locais que tem vindo a perder a alma, sem qualquer sustentabilidade de gestão social ou ambiental.
O Alberto João é o maior vilão que conheço.
E há quem lhe continue a dar-lhe batatinhas e palmadinhas.

P.S. É clara a minha solidariedade total com as vítimas, inocentes das canalizações das ribeiras e dos desmatamentos que aumentaram as erosões e arrastamentos de terras, vítimas de criminosos, aqui nomeados, que tem o despudor de tirar a água do capote dizendo que foram as suas canalizações que evitaram males maiores. Deviam em vez de viver na Rua das Cruzes ou no Palácio da Vigia viverem nos vales de cheia ou nas urbanizações em zonas que deviam ser de protecção contra cheias.

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Friday, February 19, 2010
 
É o melhor e o pior das campanhas, sendo que feliz ou infelizmente nestas (presidenciais) o importante é o/a candidato/a.
Ver e rever caras amigas, algumas perdidas do, no tempo, receber carinhos e amizades, estar com pessoas que temos em consideração, não nos lembrarmos deste daquele nome, isso é o melhor.
O pior,,, pois o pior é ver alguns que gostaríamos era de ver noutras candidaturas, algumas poucas vergonhas que nem deviam sair à rua, e outros/as que só prejudicam a credibilidade da iniciativa.

O candidato tem que aguentar com tudo, que não se pode impedir as pessoas de participar,,, mas o maior ou menor sucesso está na capacidade de entorno.

Fico na expectativa.
Do discurso gostei, só a mania da pátria, que parece em menor dimensão trazer de volta outros sinais, é que me deixa um pouco inquieto,,, mas de resto foi excelente, a apresentação de Fernando Nobre.

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Soube da candidatura do Fernando Nobre na 2ª feira, embora andassem uns zunszuns pelo ar e houvesse aqui e ali referência a um candidato de ruptura, e eu próprio, quando me cruzei com ele num colóquio nas Caldas lhe tenha referido que tinha todo o perfil para essa candidatura, mas devo dizer que recebi a notícia com surpresa e até à confirmação com alguma incredulidade.
Decorrente de um post aqui falaram-me do jornal I e sem que tal tenha sido sequer abordado (os CPLs e a posição de Helena Roseta, de apoio a Manuel Alegre) foi criada uma pequena diversão, que obviamente está esclarecida.
Muitos telefonemas depois de almoço e tenho que referir que é meu entendimento que nenhuma candidatura divide, todas somam e mais e melhor se se afirmarem positivamente, numa lógica de cidadania.
Julgo do mais nefasto teorias de cabalas, ou de ressaibiamentos, que são o dia a dia da intriga político-partidária e jornalistica.
Julgo que só crescemos como país e povo se deixarmos de arrastar toda a lama das hipoteses e leituras das trevas e assumirmos com clareza de propósitos os objectivos.
Sei os objectivos de muita gente na candidatura de Manuel Alegre, mas não vou, não faz parte da minha forma de fazer política, sobre esses especular ou desenvolver teorias e cabalas.
Não falei ainda pessoalmente com o Fernando Nobre. Não adivinho os seus objectivos pessoais mas conheço o caminho. Pessoalmente aposto numa ruptura dos discursos e dos poderes desses. Numa campanha que construa e solidifique um movimento (mais um diziam-me hoje?) que crie espessura e diversidade, e acredito que o processo é o fim, mas não será, de ponto final.
O nosso país precisa de uma alternativa que passe as presidenciais, para bom entendedor, está claro porque razão apoio Fernando Nobre.
De velhas políticas, de intrigas e invenções, de artificios e falsidades de e para esses cancros todos já demos,,,ou não!

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Thursday, February 18, 2010
 
Por vezes o tempo persegue-nos. Hoje logo às 5 estava a caminho do Torrão, onde fui ver uma piscina de alta eficiencia energética, aquecimento solar térmico completado com queima de resíduos florestais de pinheiro. Falei com o meu velho amigo Pedro Oliveira.
Á tarde vistei a ETAR do Portinho, em Almada, onde com a simpatia do Eng. Tiago e Eng. Alexandra pode acompanhar todo o processo de limpeza dos efluentes e ver o funcionamento da cogeração, a partir do aproveitamento do biogás.
Foi um dia em cheio.
No regresso tive que me comprometer, mais cedo do que eu próprio estimava, com a candidatura de Fernando Nobre.
É, do meu ponto de vista, a candidatura que rompe com o actual e incapaz sistema político-partidário, com uma lógica que partilho de humanismo e intervenção social avançada, sem sombras de passados a atormentá-lo e com expectivas liberais e sociais a adivinhar futuro.
Penso que é mais que uma candidatura, é um movimento social que se pode estruturar e desde logo ganhar a sociedade e a política.
Falaram-me sobre a divisão da esquerda? mas qual divisão e qual esquerda? e da divisão da direita? e da divisão dos não votantes? e dos processos de putativos donos de votos que sem qualquer discussão hipotecam o desafio da inovação por continuidades ou incertezas?
Cada candidato é um candidato, e com todo o respeito que tenho por Manuel Alegre creio que não é a candidatura certa, assim como uma nova de Cavaco Silva será a continuidade da inexistência presidencial.
Penso que as candidaturas presidenciais são momentos de ruptura e propositura social, e estou em crer que esta de Fernando Nobre pode integrar o melhor da sociedade portuguesa, as melhores energias, a mais empenhada vitalidade, as ideias que superem as pátrias e atinjam universalidade dos empenhos.
Amanhã irei acompanhar o inicio de um percurso, de mais um percurso para regenerar a polis, para reorientar a sociedade.
Talvez o caminho seja difícil....

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Wednesday, February 17, 2010
 
Talvez tenha sido a inspiração da Alice, ou o rodado da saia curta, ou o não dito, ou a imaginação de tudo, ou as premonições que o tempo leva com o vento e deposita em gestação.
Há mais de um ano tinha numa conversa entre amigos referido que o meu presidente ideal (e volto a referir sou por uma republica parlamentar com eleição parlamentar desse, coadjuvado por um senado de representação mista), o meu presidente ideal seria o Fernando Nobre, porque representa os interesses sociais acima da pátria, representa a humanidade acima do metifluosismo partidário, representa o cidadão sem ser acima de qualquer outro cidadão.
Tive duas ou três com ele, ou melhor cruzámo-nos, recordava-se de mim e olhou-me a direito.
Fico feliz por ele avançar com uma candidatura, que pode contribuir para criar, recriar um espaço cívico social e liberal, porque pode ter condições para romper com os espartilhos que de direita e de esquerda se querem colocar no exercício da função presidencial.
Porque a confirmar-se é desde o tempo que era outro, e desde já esclareço levou a que não a apoiasse pese a estima que lhe tinha, de Lurdes Pintassilgo (apoiei nas duas voltas Mário Soares), a 1ª candidaura genuina, acima dos partidos e das suas nomenclaturas, e passados.
Na candidatura presidencial o nome é o programa e com Fernando Nobre tenho confluido em muitas batalhas.
Veremos.

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Tuesday, February 16, 2010
 
Alice,
Estava hoje na Bulhosa, em Oeiras.
Em várias edições, de saia rodada, e de palavra suspirada.
As palavras e os desenhos dessas remetem-nos sempre para outras estórias, outras aventuras, no quartier latin, no guarani, na campanhã ou na stazione termini de uma campanhã qualquer.
Algures num restaurante em Matosinhos ou no Campo di Fiori, ou na Mata Atlântica.
A Alice é uma manipuladora do discurso ou será uma sujeito da força das palavras e do, dos seus signifcantes, dos olhares ou do seu desejo, do movimento dos lábios ou do seu poder?
Hoje pensei na Alice, nestas novas e soberbas edições que nos reanimam a tradução, nos remetem para a estória do discurso, e do poder das palavras. Das ditas e das não ditas.
O silêncio e a sua tradução, diferente segundo as tradições do mesmo, e dos tempos que medeiam os fonemas que constróiem a realidade, que é para os que sabem a energia da mesma e a construção que com a imaginação fazemos dessa, nessa.
Hoje lembrei-me da Alice, dessa do país das maravilhas, da outra da Campanhã, de outra que passava rodada por aqui e por ali, ao sabor do espírito, que também caminha pelos terrenos da sua invenção.
Nada é verdade e nada é mentira. Tudo é sonho e tudo é realidade.
Recordo o Hegel com café a transformar-se nos Manuscritos de 1844 de Karl Marx e das polémicas sobre a sua genealogia, no epigrama fenomelógico do materialismo dialéctico.
Ouço ao longe o que não me dizem, não sei se é a acusia se é a invenção que o espírito cria do desejo de outra realidade.
O tempo pára muitas vezes, ficou aqui e ali. Não se pode recuperar, mas continua e nessa continuação sabemos que há uma rainha de copas a querer cortar-nos a cabeça, e outra a querer-nos para o chá e torrada. E essas são as mesmas que construímos com o poder da palavra, o poder do discurso, o poder do pensamento que os estrura.
Olá Alice.

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Monday, February 15, 2010
 
Filmagens, articulação de ideias de trabalho, elaboração de linhas de estruturação, vistoria de vídeos, um ou outro telefonema, um ou outro mail, que é altura de pausa.

E ontem depois do Larry, que recuperou parcialmente o Woody Allen, uma soberba omelete de espargos frescos e uma conversa a continuar a excelente da véspera sobre a vida, as relações, a política, que é tudo junto no espaço e no tempo.

Nada de novo a assinalar, a não ser que as rotinas amolecem o espírito....

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Friday, February 12, 2010
 
Ida a Barrancos e contactos na escola, reuniões de amizade e projectos com vários amigos, começo das filmagens.
Contactos e ideias. Pouco tempo para parar e sossegar.
Muitos telefonemas, muitos mails, muita comunicação.
E a crise que está como a terra abatida na Ribeira Grande....
 
Wednesday, February 10, 2010
 
Conheço o Afonso Cautela há 35 anos, desde que subi ao 2º? andar do MEP ou desci à livraria no Conde Barão onde ele jazia no meio de milhões de livros.
Quem procurar na net encontra um dos textos mais abjectos que qualquer alma sensível pode ter escrito, com total incapacidade de humor e truques dos mais boçais sobre a minha pessoa escritos pelo Afonso.Nada do que lá está escrito faz qualquer sentido.
E qualquer pessoa de bem já teria procedido à sua correcção, ou pelo menos qualquer pessoa inspirada pelo Darma...

Depois disso tive encontros do mais épico com ele, e almoços super amistosos em que o alzeimeir parecia ser uma sua 2ª personalidade.
Recordo, também, encontros tenebrosos com ele, como um em que ao fim de vinte minutos de silêncio eu para quebrar o impasse apresentei uma moção em louvor de um bombeiro ciclista. Ele saiu na vertical...em impropérios..
A última vez que trocámos impressões ele proibiu-me de lhe voltar a dirigir a palavra mas passado pouco tempo, com um amigo comum, atapalhadissimo, deu-me um grande abraço.

O Afonso Cautela é um um personagem, a última vez que soube dele era cabeça de lista do reaccionarissimo e monárquico (tendência Pio) partido da terra (que na AML é um perfeito nojo! só suplantado pelos outros monárquicos, tendência Pereira) por Beja, talvez em recordação do seu livro de poesia #sobre o nariz#.
Nos anos 70, ele, era um adepto da guerra sísmica, sobre a qual até editou um opusculo fantástico, e contra a pílula contracepcional e o aborto e contracepção, sendo que escreviamos artigos em total oposição num jornal de referência chamado "Voz do Povo", no que se refere os direitos humanos.

Agora o Afonso voltou à ribalta com uma assombrosa teoria de que o sismo no Haiti resulta de mais uma (mas onde foi registada, e qual a lógica conspirativa para essa, e a que pretexto agora, e, e, e....)experiencia nuclear subterrânea.
Como já diziamos há 35 anos (ele na altura face à nossa juventude já tinha idade de ser nosso avô)
é mais uma cautelada... lá está o Afonso nos seus delírios...

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Sunday, February 07, 2010
 
Li um livro de viagens e um escrito do J. Littell sobre a Chéchénia, estado nas mãos de uma mafia cleptocrata que ainda havemos de lamentar termos ignorado... e fui ver o Invictus do C. Eastwood.
Acabei o livro de entrevistas do Marco Pannella, notável é a história da cidadania e de uma forma de fazer política única, e uma recolha de textos sobre ambiente nos Açores.
Além de uma série de documentos ou notícias nos jornais ou na internet, além de ter feito um relatório da minha estada nos Açores e tratado de questões burocráticas.

Falhei a bonita homenagem feita na Assembleia da Republica ao José Januário, mas segui na tvParlamento o texto sóbrio que, suponho, com a lavra do Zé Eduardo Martins o Duarte Pacheco leu. De pouco consolo é mas foi justo e a justeza é uma virtude.
Ainda estive num jantar de família na Brasserie e andei por aí a ver o mar.
Tudo isto sem outros tempos para pensar e com noites agitadas por sonhos bizarros.
Com as filmagens em modo de organização e outros trabalhos em curso vou esta semana dedicar-me também aos direitos humanos, e a contactos nessa área.
Como me disse a Nicole a saudade fica o tempo passa. Vamos continuar por esse, com essa.
 
Wednesday, February 03, 2010
 

Continuo muito triste.
Dou por mim com regularidade a pensar no Januário.
Quase todos os dias falávamos e trocávamos vários emails.
Com regularidade encontrávamo-nos, para almoçar ou só de passagem.
Desde há mais de 25 anos.
Posso dizer que partilhávamos tempo e sentimentos.
Muitas vezes era para me pedir uma opinião, ou para discutir algum pormenor sócio-político que me ligava outras, muitas outras era eu a questioná-lo sobre questões de legislação e também para articularmos alguns processos, cada um no seu posto, mas comungando sempre de ideias e lógicas comuns.
Ando muito triste.
O Zé era mais que um amigo, era uma partilha, de convívio e passados muito presentes.
Penso que todos os que o conhecemos (ainda ontem ao dar a notícia a amigo comum) tínhamos um almoço previsto, um convívio e uma conversa, algo que nos ligava em espera.
Ainda conservo no espírito a nossa última conversa sobre a ASAE e a ilegalidade que recai sobre esta organização, em termos do seu processo, e o Zé a referir-me que me enviaria um outro documento, e a concordarmos no diagnóstico.
Todas as semanas era eu receptor de um levantamento rigoroso que ele fazia, e sobre o qual muitas vezes trabalhávamos.
Tinha recentemente trocado com ele umas reflexões sobre o projecto de revisão da Lei de Bases do Ambiente, e conservo muitas memorias de processos, viagens, cursos, momentos de família, de alegria e dor que passámos.
Tínhamos previsto novos convívios e momentos sociais e ele estava particularmente inspirado.
A vida é isto, dizia-me hoje outro amigo, com quem tínhamos elaborado um projecto, em tempos.
É, a vida é, isto.
No jardim das cicas em S. Miguel, perto do paraíso na terra também o tive no pensamento, que esse continua.
 
 


Vi um pouco do paraíso nos jardins do Terra Nostra, mas foi pelas Lagoas, e nesta do Fogo que fui perdendo o tempo e o Karma que o carrega. Visitei diversas e todas elas me ficaram com um bocadinho.
Terra de vulcões, a explorar sem outros intuitos e sem outros tempos.
As Furnas e o seu cozido, as centrais geotérmicas, também em terrenos próximos desta Lagoa, as caldeiras, e as Sete Cidades a lembrar o fabuloso livro de Edgar Pierre Jacobs, tudo são pormenores, que se dispersam nos excelentes restauros no Alcides ou nas cracas no Cais 20, ou por aqui e por ali, por entre contos e efabulações que no barroco das igrejas se recriam, entre espíritos, santos ou não.
Entre as cicas no jardim do Terra Nostra o tempo parou.

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