insignificante
Tuesday, December 30, 2008
 

procurar a nossa natureza
encontrá-la
é o zen

que em 2009 a procuremos

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Sunday, December 28, 2008
 
Estamos a caminhar, com a ajuda do garrote, para o fim de 2008.
É, para alguns, agora na passagem, paragem do solstício tempo de balanço e criatividade.
Arrisco, desde já, que em 2009 vai ser precisa muita, pesem todos os constrangimentos que sobre nós pesam.
Perdido na Beira, passada a Gardunha nevada, e o Alentejo em expectativa do ganado e das colheitas de se rentabilizar, numa fraternidade onde a companhia se constói sem outros objectivos, e onde companhias se estruturam, constróiem e plataformam, onde tive ocasião de estar com expoentes do tempo que é a luta dos homens e mulheres por um futuro de dignidade, referi que temos que estar disponíveis para inventar, construir uma alternativa que dê voz à cidadania, saiba o valor o trabalho, e preze as memórias.
Tive o prazer de descobrir que esse é um caminho desejado, por muitos, muitos dos presentes e que é um desafio para todos os que assumem responsabilidades no caminhar de ideias e na sua organicidade.
2009 vai ser um ano de grandes desafios, de tempos sem tempos, de esperanças e desilusões, de descobertas e fiascos. De novas amizades, reforço de antigas e se calhar de deixar algum lastro pelo caminho, porque as amizades se moldam ao saber do tempo e do envolvimento que nesse se gera, claro se juntarmos a memória melhor, mas a memória é também uma construção da vida de todos os dias.
Sei com quem vou estar, porque os caminhos teêm o seu samsara, e o nirvana nesses é o ideal inatingivel.
O que conta é o movimento, mas também é importante, é muito importante a sua solidificação em espaço civico de poder....

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Thursday, December 25, 2008
 
Toda a viagem é uma busca de Katmandu *, não é segredo.
Recordo de ter lá estado, era o mercado de Acra, imenso, e nós nele perdidos descobrimos que a felicidade era nunca ter visto um homem branco, para o miudo que se agarrava à nossa bochecha.
Ou numa ilha, Pulau, da Malásia discutir com uma esquerdista alemã no original e levá-la às lagrimas com o espírito do tempo.
Ou perdido no sul da Argentina, parar e subir para uma carripana com outros peones, depois de uma espera prolongada.
Recordo de ter lá estado e era uma cachoeira no interior da Mata Atlântica onde o som da água eram mil sons.
Ou seria a alegria com que os filhos do meu hospedeiro me mostravam o Museu de História Natural, em Washington?
Katmandú foi também um companheiro a correr, com os seus 120 Kg a fugir face a um longinquo leão depois do guia se ter enganado no local da pausa, no Quénia.
E um hotel em Agadir, daqueles que proibem o alcool, se me faço entender, onde Katmandu durou de 22 de Dezembro ao inicio de Janeiro e pude alucinar nas cidades imperiais e ver a luz no morro que era a antiga cidade,
Katmandu foi o Marais durante muito tempo ou um castelo na Escócia rural, foi Bergen e Oslo nos olhos limpos pelo tempo glacial e onde a noite quase não existia.
E o bairro vermelho de Bathai com o Walter Rosen, que terá deixado de procurar o voo da borboleta, com quem inventei Katmandú, talvez quando passámos a terra de ninguém encharcados de várias sovas...
Katmandú foi também a prisão no governo civil de Pamplona, durante três dias e o cantico que lutava contra o terror no período da transição.
Tantos Katmandús...
Tantas memórias a lutar contra o esquecimento.
* De " Tão Longe quanto os Homens", de Francisco José Viegas, com fotografias soberbas de Manuel Gomes da Costa
 
 
A Senhora foi a figura central da noite de ontem, é a figura central da religiosidade deste meu povo de Barrancos, com os toiros que com ela se articulam intimamente no momento equinocial da sua consagração, que se articulam nas comissões de festas, que se articulam nos cantes e até no uso da zambomba.
A Senhora esteve comigo no excelente livro "Loas a Maria" que a minha amiga Zé Justino (vamos envelhecendo quando aumenta o número de amigos que se excedem no culto do notável) publicou, em espanhol, na Colibri.
No final a benção do grande sacerdote de Astarté, a Deusa-Mãe cultada e loada por toda a Ibéria, em formas diversas, Moisés Espírito Santo, remata com nota máxima este trabalho etno-socio-religioso que vai muito para além do registo, divertido, muito divertido pelo que mostra da interligação a problemas locais, nacionais, das Loas, da sua descriptação, e articula os aparecimentos com lógicas naturais sagradas, com tempos sobre outros tempos, e nos dá as pistas teológicas para também as interpretar e integrar no nosso conhecimento exegeta.
Só faltam os toiros e a sua integração neste quadro, as relações de Mitra, com a religiosidade popular que assume a Senhora como principal referente, que nesta zona (Oeste-Litoral) também está presente, seja nas memórias seja na continuidade dessas, mas era outro capítulo, que o próprio Moisés não tem ainda abordado em profundidade.
No vazio que também é imanência, em que o pensamento segue o pensamento, também a exuberância existe e se vê no mais infimo.
Que Loas sejam dadas a quem é de Loas que o Zen se sente.
 
 




erva no verão
é tudo o que sobra
de sonhos guerreiros,,,,

adaptado de Bashõ
 
 
Passei o dia à lareira procurando abandonar o samsara, com a ajuda preciosa de Dzongsar Jamyang Khyentse.
O caminho do nirvana procura-se no vazio da imanência, e por entre a dor da emoção, releio e volto a ouvir os martelos no espírito e o corpo a soltar-se.
Ainda chega a tempo do ritual, que é a missa do galo, onde este ano ninguém levitou.
Foi bonita, e o lume esteve agradável. Só levitei já em casa.
 
Wednesday, December 24, 2008
 
Conheci pessoalmente o ermita de Cuernavaca, como o identificavamos na época, e por aqui está um obituário que sobre ele escrevi.
Andava há muito em busca do seu último livro, ou melhor da última recolha de textos que organizou.
"La perte des sens" de Ivan Ilith é o livro ideal para esta quadra, é um livro sobre a vida, o olhar, o som, e sobre a morte, o prolongamento tecnológico da vida e a morte tranquila que nos foge.
É um livro sobre a palavra e o local que ela ao ser dita cria, um lugar onde se tem que parar e reflectir, um lugar que desafia a lógica tecnológica, a lógica mediatizada do mundo em que vivemos.
A palavra, o olhar, o som a marcarem o tempo.
O lume acabou de ser acesso na praça do povo, pelo povo, marcando o solstício, os três dias em que o Sol se mantem igual no tempo, antes de ressuscitar diferente e os dias ficarem maiores, e a vida continuar...

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Tuesday, December 23, 2008
 
Hoje a igreja de Barrancos encheu, para ouvir a Banda Filarmónica tocar durante hora e meia músicas profanas e religiosas.
O notável padre Manuel Alves que substituiu o padre negro, que mereceu censura na Assembleia Municipal, por diversas vezes, além de diversas queixas assinadas com nome e bilhete de identidade às autoridades eclesiásticas, e que tinha desertificado a igreja de fieis e de gentes.
Perceber a religiosidade local e integrá-la no sagrado e nesse encontrar o momento do ritual, de forma a que tudo seja articulado é a única forma de manter o "rebanho" ou os simples cidadãos envolvidos no culto ou na lógica da fé no absoluto.
O rigor de "missionário" do tal padre negro convencia algumas almas mais pias (...) mas além de não mostrar a miníma compreensão pelo povo, a sua cultura e o seu estar, transformou Barrancos numa terra sem Evangelho e onde a pregação era fanstasmagórica e surreal, imposta por conta de envelopes e mordomias.
Já na procissão em Honra de Nª Senhora da Conceição se viu que algo estava a mudar.
Hoje falei com o Padre Alves que me falou da festa de Agosto e dos toiros. É assim que é preciso integrar a religião, o ritual, com o povo e a sua continuidade. É assim que o povo se mostra agradado e dá as graças.

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A dor,, estes pontos no joelho,, mais que o prazer que esse é sensorial, recorda-nos a vida.
Pelo meio do excelente livro de uma religiosidade especial do ermita de Cuernavava (I.I.) sobre a vida e a morte dessa, e também por entre a leitura cruzada de um livrinho de Claude Imbert sobre Levi-Strauss leio de um folego o "Histórias de Lobos" que o meu amigo Jorge Ventura com finura de escrita, sentimento de causas, que são a natureza e preservação da memória dessa que fica registada na continuidade dos que a vivem, com densidade e singeleza nos conta.
Contos são estórias do tempo, onde os medos e as grandezas, as percepções e as invenções se agigantam e tomam conta da lareira, onde se esgotam e renovam no fogo regenerador de calor e espirito.
Por aí, pelo som do lobo, no crepitar das matas, no cheiro da lua, no passar do vento estamos.
Iremos continuar enquanto a dor continuar a recordar-nos o nascimento e a morte. Com a vida entre eles.
 
Monday, December 22, 2008
 
Ouvi, mas devo dizer que não acreditei, na rádio que o Estado Português vai dar dinheiro que é meu, a uma multinacional para esta manter os "empregos". Ouvi e não acredito.
Não acredito que o totalitarismo economico, a miopia do mercado, a mão invizivel se tenham unido para me exportelar, ao serviço de uma multinacional que depois de ter rebentado com a economia local estende a mão ao Estado para alimentar...os seus inviziveis accionistas e lançar, inevitávelmente os trabalhadores...no desemprego.
Ouvi e não acredito...
 
Sunday, December 21, 2008
 
8 pontos no joelho colocam num estado particular de dormência, e com o pensamento a acertar linhas...
Hoje foi sobre a ainda mini-crise do nosso sistema financeiro, a nossa D. Branca fiscalizada pelos cretinos que constituem a regulação do mercado (e tenho comigo provas que são uns mentecaptos, bem oleados na generalidade dos casos).
Só ignorantes absolutos ou compadres é que podiam fazer de conta que ignoravam o que toda a gente sabia do BPP, do BPN, da Finantia, da Cofidis, dos off-shores, dos fundos dos CTT, dos negócios do Coelhone, das traficâncias que devia se houvesse liberdade e autonomia da procuradoria da Republica liquidar o sistema de partidos e por na prisa muitos destes vigaristas.
Se o jornalismo fosse não tutelado o simples cruzamento destes negócios e alguma atenção à globalidade mostraria que vivemos num regime completamente podre, onde os (estes) negocios estão articulados com Loureiros e Trafulhos, e o enriquecimento desses e de Correias e quejandos devia ser pelo menos registado.
E sendo que o BCP já está chumbado atenção ao BES não seria displicente, seja pelo seu continuado anti-semitismo, seja por manigâncias que qualquer Nobre conhece.
O sistema financeiro não precisa senão de correcta regulação e controle judiciário e claro a detenção dos nomeados obvios, de falcatruas e impunidades muitas.
Vivemos num país réfem de interesses e conúbios desses, de falcatruas e compaginação com essas, e o que qualquer investigação minima facilmente revelaria não é feito porquê?
Será que só eu sei???
PS
São José Lapa é uma jornalista bem informada. Tudo o que ela escreveu no artigo de ontem já está escrito e explicado desenvolvidamente neste blog. Talvez, talvez,,,
 
Saturday, December 20, 2008
 
Tempo para pensar, ler, meditar, este ano com o joelho a latejar e desde logo a não poder correr atrás do tempo que foge.
Bom...
Muitas coisas estiveram presentes este ano, que foi um ano duro, muito duro.
Muitas mais se adivinham para o ano próximo, que sei e onde estarei.
E se é preciso dar tempo ao tempo (e agora que não corro para o apanhar...) o senso, o bom senso terá que se estruturar politicamente (como nos diz Thomas Paine) em torno de novos modelos de intervenção social, de que já abrimos por aqui um pouco o dedo, que prezem regras e procedimentos, tenham uma visão socialmente justa da economia e nesta integre as pessoas e o entorno em que se movem, defenda novos paradigmas de valor e saiba a limitação e os constrangimentos dos recursos, tenha um visão liberal dos direitos e nesse quadro marque claras posições também em fronteiras de cidadania e laicidade do Estado, defenda políticas internacionais em que os direitos humanos sejam elemento de referencia e entendimentos globais no quadro de um olhar social sobre a geo-estratégia e um reforço das estruturas transnacionais para o implementar.
Bom...
Vou pensando o que fazer, embora completamente afastado de outros que pretendiam o poder total para realizar uma utopia, que os que me conhecem sabem que é a minha descrença total, todas, todas as utopias são o pior modelo para qualquer social, sejam elas quais forem, vou pensando o que e o como. É preciso inventar.
E contar com os que não tem certezas, mas pensando em articulação com estas linhas, que sabem que o mundo pula e avança e não podemos esperar por messias, que já hoje estamos no olho do furacão.
Contar o que existe e se pode transformar para acolher outros?
Articular o que existe e o que vai existir? Como?
Inventar outra coisa que seja uma junção das gentes e forneça novos referentes?
O tempo tem pressa, mas nós vamos devagar.
Passo a passo, agora com a ajuda da bengala, que se pode transformar em duas, que se pode reduzir a uma nova, e que pode ser uma perna nova pronta a correr, com o auxilio da outra que está desejosa de ter companhia.
sms barrado, em breve tele também, pouca rede, um livro de haikus, o último Ivan Ilitch " La Perte des Sens", um livro curioso sobre as cidades "The Use of Disorder" de Richard Sennet, da minha amiga Zé Justino vou ler o seu "Loas a Maria", certamente usando a imaginação da mesma, e "Conocimiento Y Libertad" o livro de linguistica de Chomsky, perdido filosóficamente em casa de uma namorada esquecida pela vida e agora comprado em nova re-edição está na lista para re-leitura.
O livro sobre lobos do meu amigo Jorge Ventura ilustrará o cheiro da lua e o lume que transforma o espirito em continuidade. Uma semana de letras e pensamento, entremeada por espírito.
E talvez por aqui continue a pensar.


 
Friday, December 19, 2008
 
É uma experiência entrar num bloco operatório... que já não me falta... saí de lá com um bocado a menos, uma cartilagem que aguentei no limite de uma anestesia local que se foi revelando insuficiente, pelo menos em dois momentos foi reforçada.
Diverti-me, com os diversos profissionais que me foram servidos, e que devo registar todos foram simpáticos e competentes (foi no Hospital da Luz, passe a publicidade!).
É uma experiencia única passar por um bloco operatório, o recobro, as salas de espera da alta. Faltou a sandes de coirato (o coirato ficou por lá, dizem que para análise, mas eu tê-lo-ia comido com um copázio de tinto que estava à oito ou nove horas em jejum...) e dispensava os tormentos que se seguem, mas tudo faz parte da roda.
Que continua a girar....
 
Wednesday, December 17, 2008
 
Fala-se em pontes, algumas com perfis disparatados e sem enquadramentos adequados, como a TTT, seja no que diz respeito à sua precipitada opção rodoviària (como já aqui referi) seja no que se refere ao seu enquadramento ferroviário, que deveria ser melhor estudado, no que se refere às articulações com o TGV, que é decidido com precipitação sem que a opção de ligação a Madrid seja a melhor e sem que haja qualquer sentido na ligação Lisboa-Porto.

Mas fala-se também de pontes, de pontes à esquerda, de pontes no falar à esquerda, de pontes para construir esquerda.
Só se podem construir pontes se se perspectivar uma política nova, assente nos novos paradigmas emergentes, o ecónomico que é a falência das lógicas economicas baseadas na apropriação das mais valias e na euforia do capital financeiro a controlar mercados e opções políticas, o social que são as sociedades em movimento e adaptação a novas condições de vida e desde logo o choque que resulta da pressão sobre os recursos e os conflitos climáticos, o ideológico que são os novos fanatismos e pensamentos totalitários e claro a guerra, a guerra que nos condiciona o quotidiano e transforma a lógica securitária das nossas sociedades.
Só se podem construir pontes se todos estes factores forem articulados com novos pensamentos e formas de acção nas diversas instancias do social.
Só, só se constróem pontes se se construirem novas formas de intervir e conquistar poder e se estas se articularem e integrarem em discursos e linhas de ideias em movimento com vista a construirem novas formas de poder assentes em transparência, olhar nos olhos e respeito pela palavra.
Nos C.P.L. estamos atentos e discutimos novas formas de intervenção que na linha da cidadania local e da participação ancorem formas de intervenção que vão, também, mais além...

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Sunday, December 14, 2008
 
Hoje,,, excelentes discussões e propostas bem elaboradas nos temas Economia e Cidades a que assisti no quadro do Forum das Esquerdas.
E numa Aula Magna, com talvez 400/500 pessoas discursos com nível e propostas para continuidade cívica. Um polo de esquerda que aspire poder e que não abandone a palavra mas mitologias e falsidades é fundamental para romper com o imobilismo de acção política desta nebulosa.
É para tal fundamental que os "Alegres" e os "Louças" se juntem com os "Rosetas" e todos os que defendem uma nova postura cívica.
Vejo com expectativa a evolução, lenta mas gradual do BE em relação aos "objectivos do milénio", i.e, em relação a uma grande convergência que se pode desde já consubstanciar nas listas cívicas para as autarquias e no apoio a essas por parte de BE.
Posso garantir pessoalmente o meu empenho em que essa disponibilidade seja integrada e que a cidadania, sem contratos nem barganhas, aumentará no espaço onde esta confluência for propicia.
Outro elemento já indiciado está todavia presente desde já.... que fazer uma vez que as eleições serão todas articuladas e não é possivel esconder as lógicas de intervenção?
Resposta, dentro de momentos,,,,

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Ontem a direcção da secção portuguesa aprovou a redacção de uma carta aberta ao MNE, nos termos do que penso deve ser uma linha de clareza e defesa intransigente do primado do direito e da lei, nas relações internacionais e na adopção de medidas internas nesse quadro, que será divulgada na 2ª feira.
O Secretariado Internacional será informado, assim como de procedimentos que atitude precipitada do mesmo o levaram a ignorar.
Como se diz em bom inglês o resto é conversa.
A direcção nacional e os colaboradores profissionais que também na construção de sentimentos e ligações solidificam a eficácia, parte dos quais assistiu sem restrições à reunião da mesma e pode verificar que o espírito desta é tranquilo, tiveram um momento saboroso de convívio e continuidade.
Na qualidade, ainda de vice, a todos e aos que por este nacão se alimentam em espírito, mais um sopro na vela, para melhor alumiar, o que sabemos.
 
Saturday, December 13, 2008
 
Leviandade, incapacidade política e incorrecção organizativa e formal do Secretariado Internacional da Amnistia Internacional

Venho, ainda, na qualidade de vice-presidente da Secção Portuguesa da Amnistia Internacional verberar a posição leviana e claramente errada do Secretariado Internacional da AI, que ainda por cima foi tomada sem qualquer consulta à Secção Portuguesa e mostra uma clara incapacidade política de compreensão da realidade concreta em que esta foi produzida.
Venho, ainda, na qualidade de vice-presidente da direcção, referir que a confusa e cheia de erros formais declaração do MNE, não é senão referir que o governo português dá cumprimento às suas leis, nomeadamente a lei de asilo.
Cidadãos, cujo único crime é chamarem-se Ibrahim Muahamed estão à três, quatro anos detidos em condições inacreditáveis, alguns tendo passado pelo Estado Português e não tendo, não dando o MNE em relação a isso qualquer, qualquer explicação, assim como não tendo nós até hoje ouvido uma denúncia clara da desobrigação dos EUA do direito internacional, pois cidadãos sem qualquer crime que não o do nome são agora libertados pelo pais que ignomiosamente os prendeu.
E nós saudamos uma declaração de acolhimento (que resulta do estrito cumprimento da lei nacional e nem sequer emite nenhuma crítica ao procedimento que aqui conduziu), de cidadãos, que também por via da sua prisão ilegal, estão em muitos casos impedidos de regressar aos seus próprios paises?
Devia o SI ter consultado a Secção Portuguesa antes de se juntar a um coro desafinado de vozes que se congratulam com o soprar do vento e areia para o ar para disfarçar as suas cumplicidades em todo este nefando processo.
Na, ainda, qualidade de vice-presidente da secção, venho dar conhecimento público desta tomada de posição.

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Thursday, December 11, 2008
 
Ontem em Aveiro mais de cem pessoas numa excelente organização do Centro Universitário Fé e Cultura reuniram-se para escutar falas sobre os direitos humanos, apesar do tempo agreste.
Tive que sobre uma cábula improvisar porque ao suceder a Adriano Moreira tinha que mudar o registo previsto, e também porque a assembleia com vários bispos, reitores e ex-reitores, requeria outro compacto que não o que tinha previsto.
Fiquei satisfeito e com a sensação de missão, sem ser de missionário, cumprida na oração de cerca de trinta minutos (28!). A voz pastosa e um ritmo à voz pode articular a história e o presente, sem desfalecer da política.
Voltarei a Aveiro porque imperativos ficaram no ar, ao sabor dos direitos e da política dos mesmos.
Deixo registada a amabilidade e cortesia de todos e sobretudo do Dr. Alexandre Cruz (o sr. padre como todos o identificam) e o trabalho digno do Centro Universitário que é o melhor elogio a quem sabe o caminho e procura descobrir nesse o caminhar.
Registo ainda o fraterno e super lúcido jantar e o donativo que através de mim foi feito à Amnistia Internacional, para além da difusão da palavra

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Tuesday, December 09, 2008
 
Lisboa

Muita intriga e o poder dessa que é absoluto transpira em relação às eleições para o município mais importante do pais.
Venho hoje referir, do meu ponto de vista estritamente pessoal, que não envolve nenhum pensamento chancelado, o que penso deve ser a intervenção cívica necessária a desenvolver para em torno de uma candidatura que envolva os cidadãos criar condições para que a cidade seja governada com premissas, procedimentos e regras claras, transparentes e adequadas a um modelo de sustentabilidade.
Uma candidatura com lógicas de participação, democracia de organização e um programa refletido e que não ignore que o país não é só Lisboa e também tenha presente o quadro global das eleições que se irão disputar para o ano.
Desde logo refiro que é do meu interesse na polis e empenho cívico que os Cidadãos Por Lisboa e Helena Roseta voltem a apresentar um lista numa lógica como a acima referida.
Uma lista de cidadãos não é orientada por outra ideologia senão a da participação e da coerência dos seus membros em torno de um programa participado e não entra em lógicas de barganha de lugares entre quem e quem. Os mais qualificados, os que garantem que a carta chegue a Garcia, os com empenho claro, serão os escolhidos no processo.
Esta lista cidadã é, obviamente, independente de qualquer, qualquer partido e está excluída qualquer acordo ou coligação, aliás impedida por lei.
Mas há que referir que não havendo modelos ideológicos a balizar esta candidatura ela assenta em lógicas de exercício do poder e é pensada em torno de valores cívicos e políticos claros.
Aqui chegado poderia parecer que estava concluído o processo desta produção.
Mas....
Dito isto vejo com a maior simpatia e entusiasmo, e não escondo que penso que os horizontes dessa confluência são largos, o apreço que Francisco Louça manifestou para com uma candidatura CPL/Helena Roseta para Lisboa.
Os que me conhecem sabem que vejo com interesse o processo de evolução do Bloco de Esquerda, que gostaria de prever no sentido de reforço das causas cidadãs e liberais, luta pelos direitos todos e a sua ampliação, e inserção num espaço de influência e centralidade social, com as regras que julgo eficazes para o exercício de representação. Mas como S.Tomé...espero.
E sabem também que julgo perversa a presença dos partidos na vida autárquica e o conúbio destes (partidos ou seus caciques) com clubes de futebol e construtores civis ou outros coelhos ou outros mamíferos em busca da sua massa..
E a construção de bases de confiança assenta antes de mais na forma como se intervém e faz política, como se ouve e se sente, como se constrói alternativa, e se alarga o espaço social de referência desta. E no respeito à palavra, à palavra dada.
Outros grupos, outras entidades tem manifestado vontade de se empenhar com os CPL, todos terão a mesma atenção e testemunho da nossa parte, na medida das suas valências.
A discussão está lançada, os limites do campo onde se realizarão os confrontos são claros, e a cidadania é um dos caminhos.
Com as confluências que forem propicias, e piscando o olho a quem destas também tem o desprendimento de saber que o que importa não é onde se joga, nem o resultado em si mesmo, mas respeitar as regras e perceber que não há desarticulações nos processos que conduzem ao objetivo....bonito. O processo é tudo.
Tudo está articulado como os lados da bola.

P.S. Descobro com o tempo que ter um blog com algumas centenas de olhadas é uma forma confortável de ter posição, publicada, sem os riscos da posição pública, sendo que todavia esta que vou publicando é, por mim, auto-cerceada por haver limites e restrições que ficam nos almoços e nas conversas, entre os devaneios da vida, as depressões da época e as decisões que nesta se tomam.
Na linha do que escrevo, porque o que mais de desagrada com o passar do tempo é a incoerência e a desresponsabilidade. Dar a cara e o empenho pelas causas e direitos que defendemos é a linha de intransigência. Como dizia, ainda hoje ao almoço, foi, tem sido, bom e divertido este meu regresso à política nacional que tinha já deixado a troco das pequenas coisas locais e combates de causas (IVG, Direitos todos, Anti-proibicionismo). Mas assim como voltei nada me obriga a ficar, sendo que a palavra que tenho é só uma.

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Monday, December 08, 2008
 
Há muito tempo que não caminhava atrás, nem debaixo, da Nª Senhora, da Conceição.
Hoje cumpri todo o ritual, que é um momento para pensar, para ver, falar a amigos e conhecidos a cumprirem o mesmo ritual, e para observar o povo, nós.
O facto de antes da saída da procissão ter tido uma simpática conversa com o vigário do bispo de Beja (o "queque" segundo o notável paroco local) inspirou-me. Ele no discurso final tornou claro que há 2 igrejas, duas formas de ser igreja. A que valoriza no ritual dogmático a salvação (como se isso fosse possível!) e a que acha que o ritual é uma forma, e só uma forma, de sermos nós e deus, o nosso, qualquer, todos iguais.
E falou de memórias e da importância das tradições culturais, e na praça prestes a ser animada pelos paus das crianças, e pela solidariedade dos homens, lembrei-me de tudo o que aqui passou, tudo o que aqui continua.
E ao olhar nos olhos dos vizinhos, dos amigos, dos outros todos vi que pensavam o mesmo.
Barrancos resistiu, Barrancos vive, Barrancos criou uma forma diferente de ser Portugal.

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Sunday, December 07, 2008
 
Com a colaboração do meu velho companheiro e #compadre#, António Regedor, e o acompanhamento da Campo Aberto, que se fez representar pelo histórico José Carlos Marques, com apresentação, engraçadinha que as estórias o são todas, do exemplar Serafim Riem, fiz no Porto, também acompanhado pelo editor Fernando Mão de Ferro, da Colibri, uma apresentação local do "Ambiente, Letra a Letra".
Um fim de semana prolongado, uma noite muito, muito chuvosa impediu que fossemos mais que a escassa dezena.
Tinha preparada uma intervenção que reduzi a um improviso de 45 minutos, em que abordei não os temas do livro, que esses se explicam e articulam na conjução de signos (Barthes) e da gramática generativa (Chomsky), mas sobre os três problemas que a sociedade portuguesa enfrenta (Interesses económicos ilegitimos, interesses confessionais inapropriados e interesses políticos preversos em conúbio) e a minha lógica de intervençao para os mitigar, com a verdade da/na alma.
REGRAS TRANSPARENTES E PÚBLICAS, PROCEDIMENTOS E PROCESSOS CLAROS E PARTICIPADOS E A VIDA DO DIREITO que é a intransigência cívica e a honra. O respeito da lei e a luta para a melhorar!
Como tópicos articulados referi questões muito concretas, desde a luta da população de Nisa pela sustentabilidade à dos ex-trabalhadores das minas da faixa uranífera da Urgeiriça, passando pelo confronto com os defensores do relativismo cultural (as inacreditáveis colunistas do Publico de supostos temas religiosos) na via dos direitos humanos e nesta as questões de referência que aprofundarei em Aveiro (na 4ª) que são os actuais desafios dos fundamentalismos e a sua articulação com a tentativa de deslaicizar o Estado e a crise financeira. Também a política autárquica no país e por terras alfacinhas foi abordada, e continuada que antes já sobre ela haviamos conversado em tertúlia.
Os temas agora em discussão (Nova Alcantara e TTT, mas tambem o NAL e o TGV) foram abordados assim como discussão em enquadramento da candidatura dos Cidadãos Por Lisboa e as declarações do estimado Francisco Louça. Quem lá esteve e ouviu sabe do que estamos a falar.
A cidadania é um círculo....tudo é possivel.
Aproveitei esta conversa com este grupo de amigos para tendo a palavra e o poder dessa mencionar as eleições europeias, na linha do que já aqui defendi e da minha hoje maior ligação a um polo europeu e apoio ao Miguel Portas e ao BE que o candidata. Defendo mais Europa e uma constituição para esta num quadro que não deixe a economia dominar a política e ao social atribuia direitos efectivos, sem deixar de respeitar o cultural e as lógicas de sustentabilidade que o estruturam. Uma Europa com visão e coerência.
Como disse para Lisboa expliquei o que tem sido uma linha de acção e um compromisso, de clareza, principios e participação.
O programa não será negociado, mas terá discussão participada, os lugares não serão rateados mas as competências serão escolhidas, acordos só com os cidadãos e um programa para dar expressão aos príncipios que acima referi. Essa é a minha ideia, que para bom entendedor....
E também, na linha do que já fiz em plenários de ex-trabalhadores e para assembleias de cidadãos, disse, empenhei-me noutro compromisso, com a honra que não transijo.
Quem lá esteve, amigos, velhos amigos sabe!

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Friday, December 05, 2008
 
Vou começar, aliás já comecei esta semana embora só para 25 pessoas, uma semana de #tournée#.
Amanhã, no Porto irei lançar o "Ambiente, letra a letra" e tenho prevista uma intervenção de fundo, sobre o tema do livro, a gramática generativa, e as formas de cultivar nessa a verdade. E as questões centrais para o movimento ecologista hoje e, também, os principais envolventes dos Direitos Humanos, agora que vesperamos o 60º aniversário da Declaração.
Nestes temas muita gente irá ficar arreliada, porque estamos em Dezembro e estou cansado de não nomear os nomes dos responsáveis. E porque a leviandade e irresponsabilidade cívica tem que ser nomeadas.
Irei, porque se tratará de uma tertúlia entre amigos referir qual o quadro que antecipo para o ano nestas matérias e claro referirei o programa que defendo para as eleições europeias e também assim o cenário que antecipo e gostaria de implementar para as autárquicas e a gestão da palavra local.
E porque o tempo está frio apresentarei propostas quentes e acolhedoras para quem utilizando a gramática generativa, trabalho para o qual Noam Chomsky deu o seu melhor contributo, se enquadra numa linha de pensamento que socialmente se alavanca nesta onda. Local, nacional e internacionalmente.
Em Aveiro, aí em confronto não necessáriamente em oposição, com o Prof. Adriano Moreira, na 4ª e nas Caldas na 5ª noutros envolvimentos irei continuar a construir pensamento que se compaginará com acção de acompanhamento da espiritualidade do povo em Barrancos com a procissão com a Nª Senhora.
E não deixarei por mãos alheias a simpatia que sem outra implicação senão essa, Francisco Louça dirige ao movimento Cidadãos Por Lisboa e a Helena Roseta.
A simpatia e o piscar de olho são isso mesmo. Simpatia e piscar de olho.

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Tuesday, December 02, 2008
 
Fuzilamento, em Portugal

Hoje face a uma nova resposta do M.A.I., cheia de evasivas, não dando uma para a caixa em relação às perguntas concretas que lhe foram colocadas e preferindo debitar de catedra os referentes constitucionais que defendem os direitos, como se não fossem de nós sobejamente conhecidos e não tivesse sido precisamente sobre eles e a sua correcta interpretação e adequação concreta que o haviamos inquirido,
e que após inquérito que na hora foi anunciado e que surpreendentemente não foi, não foi repito, realizado, e que deveria ser divulgado,,,
e sendo que já em carta anterior numa fuga para a frente havia referido que não era caso de punição dos agentes (o que nunca nós haviamos sugerido!), em vez de referir as linhas de orientação do processo que conduziu ao fuzilamento sumário de um assaltante brasileiro (que nunca nos foi referido que tinha armas de brincar!), hoje face a uma nova não resposta do Ministro da Administração Interna, sobre a re-introdução da pena de morte sem julgamento em Portugal o Executivo da Direcção da Secção Portuguesa da Amnistia Internacional decidiu recomendar que o caso seja remetido para o secretariado internacional da organização.
Tenho que referir que, embora a decisão tenha sido do Executivo, as apreciações de detalhe são minhas.

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