insignificante
Saturday, November 28, 2009
 
Bamako, de Adberrahmane Sissako
É assim que devia ser o cinema, que recolhe a tradição socio-antropológica de onde emerge.
Este filme do Mali mostra-nos o âmago da sociedade africana, dos seus ritos e de como estes se adaptam às lógicas culturais ocidentais, re-inventando-as na forma, absolutamente fantástica, de um julgamento, o julgamento das instituições ligadas ao capital financeiro e predatório da sustentabilidade económica e social.
Na linha dos contadores de estórias este filme mostra-nos com um discurso que tem a sobriedade do contraditório presente a sociedade africana e o seu desapossessamento material por lógicas de especulação e de economia de casino.
Numa sessão realizada no âmbito de um projecto "di Paz" para a Guiné-Bissau onde só lamentei não poder discordar de uma interpretação a meu ver errada da lógica do narco-tráfico e de como esta domina as economias sem Estado e as sociedades nessas.
Excelente e em re-exibição na Fábrica do Braço de Prata, onde o convívio, a tertúlia e os eventos (ontem um excelente concerto de jazz) continuam a marcar Lisboa.

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Wednesday, November 25, 2009
 
Hoje notei uma ocupação ilegal do espaço público na zona do Campo Pequeno.
Alguém tinha colocado um monstro em frente da Praça.
Coloquei-o no chão e chamei os serviços de limpeza da C.M.L.
Os custos da limpeza devem ser imputados a quem utilizou abusivamente do espaço público, uns rapazolas de um tal 31, e desde já esclareço que derrubei esse elemento de vandalização do espaço público com um empurrão, sem máscara e com toda a gente a ver, e devo dizer nem tive oportunidade de ver quem estava estilizado.
Brincadeiras de garotos devem ser senão tratadas como tal.
Há regras e procedimentos para colocação da estatuária na cidade de Lisboa....
P.S.
Soube depois que esses pandegos ficaram ofendidos.
Ofendido deve ter ficado o retratatado, um tal Jaime Neves, por ser ofertado em papelão como "monumento", ainda por cima estando, ao que consta, ainda vivo.

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Monday, November 23, 2009
 
A vida continua. Problemas, situações, conflitos, génio e mau génio.
Noticias e outras notícias. Processos e regras de processos.
Momentos de outros momentos.
Cansaço de um dia cheio de pequenos grandes nadas, de decisões, de coisas.
A vida continua e nos interstícios continuam as perturbações, e enganos e as convicções.
Por vezes tristes, por vezes alegres, por vezes.
Hoje é mais um dia, outro.
Com amanhã, outros em perspectiva, com as suas sombras, com os seus projectos.

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Saturday, November 21, 2009
 
Ficámos a haver-nos um almoço.
A última vez que nos encontrámos, talvez há cerca de um ano, num restaurante para os lados da Av. da Igreja, entrada por saída ainda trocámos algumas ideias (que sempre tinhamos opostas!) e cartões e combinámos combinar um almoço.
Onde o tentaria convencer a deixar o hábito, péssimo, de beber coca-cola com tudo, até com cozido à portuguesa e onde nos oporíamos em quase todos os temas, do aborto aos homosexuais, das drogas ao sistema prisional. Dos costumes aos outros costumes.
E certamente teríamos um almoço amistoso porque nos poderíamos entender no desentendimento e no entendimento da liberdade.
Com o Jorge passei momentos curiosos, por exemplo únicos num encontro no Hotel do Vimieiro, ou noutros momentos do na altura famoso CNJ, de eméritos personagens, ou quando aluguei um espaço no seu escritório.
Voltámos a cruzar-nos noutros momentos e a última vez que nos cruzámos até lhe comentei o seu comentário quando eu estava a fazer o MPT e ele em vias de ser deputado do CDS.
E comentei que seguiamos caminhos inversos, no momento ele estava no formado PND, continuando a flanquejar o amigo Manuel Monteiro e eu já com os CPL e Helena Roseta, mas que ele tinha razão. Percebeu e prometeu a discussão para o tal almoço.
Hoje vinha de uma espectacular sardinha escorchada em Setubal quando incrédulo, o nosso contacto longuinquo não me tinha permitido essa informação, ouço a notícia da morte do Jorge Ferreira com cancro, e só posso imaginar esse almoço, com mágoa de não o partilhar.
Fiquei triste, como o dia que passa.

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Friday, November 20, 2009
 

Publiquei hoje na Gazeta das Caldas (sem direito a ser colocado online, vá lá saber-se porquê) o artigo que segue:

A água, a terra, e a política para a melhor sustentabilidade.

A propósito da tese de doutoramento do Arquitecto Jorge Mangorrinha

1-Decorriam os dias intensos da campanha eleitoral autárquica.
Pese os compromissos em que me empenhei durante essa, em Barrancos em apoio da gestão cultural e articulação dos aspectos sociais com uma política de rigor e de participação, em apoio do re-eleito Presidente António Tereno e das listas da C.D.U. e do meu empenho pessoal na lista para a vereação da C.M.Lisboa, em representação dos Cidadãos Por Lisboa, em reforço do rigor na gestão, da transparência dos processos, das lógicas de participação cívica e em defesa de uma ideia de cidade para todos com o P.S. e a excelente equipa que se empenhou com António Costa na sua re-eleição, pois pesem esses dias intensos de activismo politico e social juntei-me, com afecto, a muitos, muitos caldenses e outros amigos das Caldas e dos seus estudiosos, para as provas de doutoramento em Urbanismo, na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa do Arquitecto Jorge Mangorrinha.

As provas, e destas podemos ter um momento único na apresentação que foi feita perante cinco exigentes e eméritos “juízes”, tiveram o merecido louvor académico, e o calor humano que envolve os momentos marcantes das nossas vidas.
Conheço o Jorge há muitos anos e criámos com o tempo uma relação de confiança que tem que ver com uma identificação com valores de harmonia urbana e desenvolvimento sustentável para o território. E passa por partilharmos perspectivas de participação cidadã na coisa pública e um empenho e interesse, do meu lado assaz diletante, e da parte dele culto e conhecedor pelas águas, nesta sua versão tépida ou mesmo quente, que as são quando designadas de termais.
E claro, e aqui também com a diversidade que resulta dos tempos e dos modos como esses se desenvolvem na vida de cada, um sentimento em Caldas, para com as Caldas.
E aqui deixo, neste ponto, declaração de interesses.

2- Antes de entrar na análise e na procura de dar alguma divulgação a segmentos da tese que merece, estimo com os enquadramentos que lhe propiciem utilidade e funcionalidade, edição, honras de divulgação junto do grande público e sobretudo dos interessados nesta temática tão importante para a sustentabilidade do território e o mais adequado desenvolvimento de sectores económicos e sociais que este mantenham vivo, antes de entrar na análise e de memória não quero deixar de registar a desassombrada critica ao impasse estratégico, ao enredar na valorização termal, e à errada lógica de planeamento que se seguiu ao fim do mandato que exerceu na Câmara Municipal de Caldas, e também o lamento aos limites do trabalho que pode executar na qualidade de vereador nessa.

Deixou, do meu ponto de vista, o Jorge Mangorrinha na C.M.C. alguns instrumentos de planeamento, desvirtuados em seguida, além de ter pontuado o concelho de elementos de dignificação como neste faltavam.
Essa nota, também desenvolvida nesta sessão clarificou águas e perspectivou futuro, que infelizmente por incapacidades, lógicas de auto-convencimento, passados muito presentes e inércias não tiveram nestas últimas eleições autárquicas em Caldas qualquer possibilidade de expressão.
Mas nesse e noutros momentos das provas foi claro que os estudos, os estudiosos, não podem estar em redomas mas devem procurar intervir e sensibilizar para a concretação dos desideratos que procuram corporizar no estabelecimento de tese, desta.

3- A tese , sob o título “A Cidade Termal : Ordenamento do Território e Turismo” , tem um núcleo substancial em que desenvolve a história e enquadramento dos planos de urbanização nas diversas terras de termas, fazendo um levantamento exaustivo e sistémico dos projectos de urbanização destas, que no caso de Caldas remonta ao Plano de Regularização, Extensão e Embelezamento de 1927.
Assinalo, porque despertou-me a curiosidade e gratas memorias a coincidência no ano (1927) com as disposições legais para a actividade hoteleira e similar e o regulamento que legisla o jogo em Portugal. Tenho registo que é nesta altura que o amigo da minha família, Jacob Levy, se instala com um “estabelecimento” aqui em Caldas, que o meu avó designava por “casino”, embora não esteja certo que essa palavra nele não fosse espanhola. A história deste está por fazer.
Sendo toda a actividade humana, desde que a organização social se estruturou, regulada por leis e o seu desenvolvimento, e tendo formação de base em história registo com muito agrado o “Enquadramento Legislativo” que o autor nos fornece, com detalhe, a evolução e os diversos níveis de complexificação das leis e regulamentos, que desde D. Manuel I tem interface com o ordenamento da cidade termal.
Enquadrando a produção legislativa relata-nos pequenas estórias que lhe dão sabor e que nos mostram como as leis são resultantes de imposições sociais.
Como nos diz o autor e cito, o período cronológico que é abrangido por este documento, sem desprimor para outras referências de enquadramento é aquele em que, “o planeamento territorial assumiu um destaque crescente face à necessidade de se encetarem estratégias sustentáveis, onde a paisagem física e o ambiente são pensados como um património e recurso fundamental. A gestão do território, norteada por essas preocupações, implica a alteração de comportamentos e a emergência de novas práticas sociais”.
Ou seja embora o registo histórico e do desenvolvimento da projecção das urbes termais seja um elemento de base e suporte do estabelecimento das bases conclusivas é em torno dessas, e tenho que referi-lo que tal foi excelentemente apontado seja na parte expositiva da apresentação das provas que puxou para esse lado menos historiográfico, bem assim como as perguntas dos membros do júri das mesmas, é, repito, em torno das estratégias recentes para o desenvolvimento do sistema turístico/urbano da cidade termal que se estabelece a conclusão.
E conforme foi referido nessa sessão pelo Jorge Magorrinha será nessa linha que continuará a desenvolver pensamento e é minha convicção, com ele, acção politica e cidadania.

4- Partilho com o Jorge um passado de envolvimento nas causas do património e ocasionalmente momentos de convergência cívica. Por isso tenho que referir o meu maior apreço pelo diagnóstico que com cuidado académico ele traçou do descalabro no Planeamento Estratégico e nas lógicas de ordenamento urbano em Caldas, particularmente salientes nas respostas a perguntas de membros do júri das provas.
Tenho uma visão particularmente crítica da gestão camarária de Caldas. A falta de sentido de sustentabilidade, a liquidação dos espaços naturais e com importância biofísica por lógicas de empreendimentos imobiliários, a incapacidade de formular e desenvolver uma politica cultural integradora de elementos de modernidade, a total e absoluta ausência de elementos de participação cidadã nos processos políticos e uma política de quero, posso e mando numa lógica de sucateirismo económico que não cria quaisquer raízes de futuro, a não ser para os interesses especulativos e depredadores do território, são do meu ponto de vista os ex-líbris da actual gestão, há que dizé-lo, com débil oposição expressa nos órgãos políticos.
Sem pretender que esse seja o diagnóstico traçado pelo Arquitecto Mangorrinha não quero deixar de referir que a análise que fez, com conhecimento e causa, da “falta de concretização do Plano Estratégico (que) deixa em aberto a perspectiva de configurar um território de inovação nas áreas de arquitectura, das artes, do design e das ciências da água e saúde, induzindo uma estratégia de desenvolvimento da cidade” a falta dessa estratégia (e acrescentaria eu de vontade política e empenho cívico) vai implicar que o desenvolvimento económico, nas suas múltiplas vertentes também referidas no texto, não se produza e bem assim a “ actualização permanente do conhecimento” numa lógica de criação de sinergias e “ transferência de know-how universidade-sector de actividade” e sobretudo a falta de ordenamento estruturado em lógicas de avaliação, prospectiva e participação vai impedir que a cidade termal com o seu conceito funcionem como “catalisador da regeneração urbana e económica de centro urbano, para beneficiar a comunidade, envolvendo outros sectores de actividade e outras estratégias para alem da sua componente termal”.

Este diagnóstico é paralelo a uma série de propostas e não quero, neste momento em que a Praça da Fruta é tema de discussão que deve mobilizar todos, deixar de mencionar com particular agrado o tributo que neste documento o autor faz ao meu querido amigo Gonçalo Ribeiro Telles, impulsionador de novas lógicas de cidade e de equilíbrio desta, integrando a natureza e o trabalho nesta, a agricultura na urbe.
Defende o Jorge “a salvaguarda da ainda coroa verde parcial, a nascente e a sul da Mata Rainha D.Leonor” que “ podia servir de zona de reserva estratégica no contexto termal” e também “ como aposta na agricultura urbana de apoio à regeneração do mercado da Praça da Fruta” e acrescenta “a zona agrícola e ecológica agiria como um amortecedor contra o crescimento da cidade para esse sector e seria o suporte de uma visão sustentável quanto à actividade termal.”
Não posso estar mais de acordo.

5-É preciso desfiar o linho para o ter em condições de produzir os elementos para o nosso uso. E antes há que cultivá-lo e colhê-lo. E a criatividade na sua formatação é também um ponto de referência. E dizem que chorar sobre o linho lhe dá suavidade.
Tudo isso faz parte de outras complexidades.
A cidade termal é um tema de estudo e articulação de dois elementos, um natural que organiza as comunidades e que sabemos ser escasso e em relação a ela o dever de o proteger e garantir a sua perenidade para que as comunidades, o outro elemento, que também o são se possam organizar e prever o futuro, no entorno que criaram.

As termas, as minas de águas mornas, com usos medicinais e usufrutos lúdicos devem constituir-se num pólo de atractividade e bem estar social, incluindo esse a harmonia da economia e a participação cívica nos processos de gestão espacial.
Esta tese de Jorge Mangorrinha, de quem são nesta opinião as partes entre aspas, sendo que da sua organização e eventual menor atenção no uso só eu sou responsável, é um documento que reputo de grande importância para o estudo do passado do termalismo e organização urbana por este propiciado no nosso pais.
É também, sendo que esse meu entendimento pessoal, um desafio ao empenho cívico na criação de condições para acordar as águas (mornas) que nos embalam ao estabelecer indicações metodológicas para o desenvolvimento estratégico de Caldas.
Para o Jorge, e não quero deixar de mencionar a Dra Helena Pinto que com ele partilha afectos e também trabalho e pesquisa, um abraço de felicitações e votos de continuidade na exigência, na seriedade e no empenho.

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Thursday, November 19, 2009
 
#O que se Leva desta Vida#, é o título de uma dramaturgia de João Canijo a que Gonçalo Waddington e Tiago Rodrigues dão vida, no palco do S.Luiz.
A história da humanidade passa-se em torno do que comemos e como o nomeamos.
A comida e a fala são dois elementos distintivos entre a humanidade e a restante criação, foi aliás a confecção de alimento que conduziu a humanidade ao processo evolutivo, é ela que marca, com a língua, as diversas culturas e forma as interacções destas.
Recordo que quando dei um curso sobre a comunidade europeia as línguas e a culinária foram os elementos identificadores mais obvios. Cada povo tipica-se em torno da mesa, e mesmo entre cada povo, como entre nós, as tipicidades são absolutamente marcantes.
Nesta magnifica peça a discussão entre dois chefes, numa cozinha construida em palco, tem momentos aliciantes de "estória" da comezaina e da sua evolução, com os processos de síntese e quadros de tradição a enfrentar-se dialécticamente, chegando a um entendimento final obvio.
Em torno da mesa faz-se mais a paz que a guerra, um estomago saciado induz a uma cabeça propicia mais à filosofia e as suas contradições que ao conflito e enfretamento físico.
Para o ano, talvez, me dedique a estes temas....

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Monday, November 16, 2009
 
#The End of the Line#, de Rupert Murray baseado em livro com o mesmo nome de Charles Clover é um documentário notável sobre a exaustão dos recursos marinhos, pela sobre-pesca e pelas lógicas que lhe estão associadas.
Miopia dos trabalhadores do sector, incapacidade dos governos de ordenar e fiscalizar medidas adequadas e que tenham por base o rigor ciêntifico para gerir as pescas e o seu potencial, e o grande público, na maior parte dos casos mantido na ignorância dos percursos que percorre o pescado até chegar ao mercado e ao prato.
Recordei filme sobre a perca do Nilo, com a mesma lógica de ganância, ao saber o processo de alimento dos salmões de aquacultura.
Portugal, um dos maiores consumidores per capita (o 3º mundial) de peixe deve levar muito a sério este filme, que mostra a desgraça que aí vem, a não ser que providências sejam tomadas desde já.
Com as alterações climáticas a alterar ainda mais os padrões de circulação e reprodução das espécies marinhas, com a rupturas que alteram a lógica sistémica dos ciclos alimentares destas e introduzem variabilidade que pode ter resultantes inesperados nada se manterá no nosso consumo.
O Bacalhau rareia, o atum rabilho já foi e a sardinha não está nada bem.
Excelente momento para pensar....
 
Saturday, November 14, 2009
 
Saboreei com detalhe o documento, sobre Sandokan, que agora se recuperou de espólio perdido de Hugo Pratt elemento fundamental para reconhecer elementos do percurso artistico deste grande mestre das artes visuais e "recitais".
Não só os desenhos e os personagens nos remetem para outros desenhos e outros personagens, como a densidade dos traços nos transporta para dentro dos épicos, dos vários, e neste caso de Emilio Salgari.
Um livro fabuloso, com sóbrios e cultos comentários que ajudam a situá-lo no tempo de Hugo Pratt.
Nesse tempo que é todo o tempo.

E ainda neste fim de semana outonal li uma excelente recolha de Alack Sinner, de Muñoz & Sampayo, um Philip Marlowe de Chandler em historieta de grande arte visual, tanto exto com desenhos e a "Cidade de Vidro" de Paul Auster, história de acompanhamento pesado, ilustrada também genialmente por P. Karasik e D. Mazzucchelli.

No Domingo conversa densa , fora de portas, com um linguado grelhado, a acompanhar velha amizade.
O 1º ministro não tem safa possível.
Ou continuamos a ter um sobre suspeita, graves, cada vez mais graves suspeitas pese a presunção de inocência que lhe é devida no curso, na compra da casa, no Freeport, na minigância da TVI, nos negócios do coelhone, e noutras sucatas, em todos esses factos que o continuarão a corroer e a credibilidade do seu governo em lume brando,
ou pelo seu próprio pé se "suspende" ou melhor se demite permitindo que alguém sem tantos engulhos, em relação aos quais é bom de dizer em nenhum foi condenado ...
Ou com os cheques, que me dizem sucateralmente eram distribuidos por vários partidos, o regime destes partidos é varrido por alguma mão-zinha limpa.

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Friday, November 13, 2009
 
Para que o território se mantenha vivo são necessários instrumentos de protecção do mesmo, que lhe compreendam a lógica e funcionalidade.
A lei que estabelece a Reserva Agrícola Nacional, como a que estabelece a Reserva Ecológica, e outras que interveêm no ordenamento do território e neste impõem restrições de uso e orientam as actividades produtivas no mesmo, são instrumentos fundamentais do Estado de direito.
Como quaisquer outras leis podem ser melhoradas, alteradas, re-equacionadas.
É importante que o sejam no sentido de lhe corrigir os erros, limar problemas que a realidade da sua aplicação tenha revelado, e que também se adaptem ao desenvolvimento da sociedade e da sua lógica economica.
Mantendo os preceitos da sua elaboração, que é manter o território vivo.
A nova lei da Reserva Agrícola Nacional é a negação destas orientações e do que se pode referir como boas práticas.
Sou com quase (já) 4.000 cidadãos um dos subscritores de uma petição para a sua revisão em sede parlamentar.
Hoje, mais uma vez, além de diligência que fiz junto de deputados da nação venho conjurar quem ainda não o fez a subscrever este importante documento:
http://www.peticao.com.pt/reserva-agricola-nacional

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Hoje recordei a poesia iniciática de Alberto Caeiro...

XL
Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
07.05.1914
 
Wednesday, November 11, 2009
 
Dia de S. Martinho.
Dia de adega, onde se passa tempo com as palavras a perderem-se e a seguirem o curso das frases que as completam.
Não tenho passado pela Adega Velha, templo de referência, do genuino Alentejo e de todas as suas vertentes .
O cante, o petisco, o vinho, a amizade, os toiros, o espaço.
Hoje na Adega abriu-se o vinho novo, comeram-se castanhas. Não estive lá, mas sei.
Para o ano, na Adega.
 
Tuesday, November 10, 2009
 
Hoje da Wikipédia:
O nome Diospyros tem origem no grego dióspuron que significa alimento de Zeus.
Saborosa fruta, oriunda da China, bem adaptada no nosso solo, com poucas calorias e muito vitaminada.
Gosto muito, deixa a língua áspera, em qualquer das versões seja de roer (como estes) seja de derreter.
Zeus sabia o que comia...
 
Monday, November 09, 2009
 
Hoje ficou estabelecida a orgânica política de funcionamento da C.M.L., salvo qualquer imprevisto ou crise política, para os próximos 4 anos, e bem assim o funcionamento do gabinete dos C.P.L.
Também continuei a trabalhar no projecto do filme e da página web para #energias#, e outras minudências.
E fiquei estupefacto com um convite para substituir o Dr. Mário Soares, que algum dia contarei. Só quem está vivo é que pode ser surpreendido.
Parece que os braços do polvo se vão estender, ou melhor como muitas vezes escrevi assim haja autonomia e meios para o Ministério Público e os partidos do centrão (incluindo o CDS) irão desmoronar-se... em sucatas.
A corupção, o nepotismo, os compadrios criminosos não tem a ver com a cor das camisolas, mas com uma coisa que se escreve idoneidade cívica e moral.
Não há vara que corte a raiz à cidadania.

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Sunday, November 08, 2009
 
O muro da vergonha e da separação, de Berlim


Foi uma semana cheia de ,,,coisas,,, triviais ou não.
Tomadas de posse com a alegria dessas e também o ver o lado mais rasteiro e miserável da canalhice no PSD de Benfica, e a minha solidariedade pessoal para o agredido ex-presidente da Junta pelos seus próprios colegas, funeral em que o tempo da amizade e da memória é o que nos une, consulta clínica em que sou informado que ainda estou vivo, seminários e reencontros nesse, reuniões de projecto para andar ou melhor filmar, mais seminários e outros reencontros, e ontem uma chicharrada, depois de um tranquilo almoço na Ericeira.
E pelo meio pareceres, telefonemas, problemas a resolver, emoções e confusões.
Falta de tempo e paciência para especular, brincar com as letras e construir elementos para reflexão.
Novidades muitas que não posso aqui trazer sobre a miserável Face Descoberta (quem e como coloca tudo cirurgicamente nos média?), e nessa o poder da "mafia" que tem origem como sabemos no tratamento dos resíduos, da sucata, e sem surpresa ver os nomes que já deviam estar à sombra à muito, juntos com outros que penso foram arrastados por laços familiares ou imprevidência...
Inicia-se outra semana 20 anos após o desmoronar de um dos mais infectos separadores da humanidade. Todos os separadores dessa são infectos.

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Tuesday, November 03, 2009
 

Li Tristes Tropiques há 34/5 anos, pela 1ª vez. Voltei a lê-lo e, recentemente, encontrei um ensaio a propósito dessa obra maior, com uma colaboração do mestre.
Era um homem maior que a vida que a teve longa de um século, Claude Lévi-Strauss.
Um investigador emérito, homem do terreno, como se vê/lé nessa obra maior, com uma finura social e política estrutural.
Pensador da linha de Saussure, desenvolveu o metodo dele, também fundamental para a problematização linguistica de Noam Chomsky, adaptado às logicas parentais e sociais.
Foi um militante da objectividade e um incansável lutador contra o arbitrio e a intolerância, problematizador do racismo, e devastador da sua vertente ideologica sem qualquer fundamento biológico ou socio-cultural.
O tempo é o tempo e hoje recordei-o com tristeza, do tempo, pouco, que lhe privei o sentir.
Só a realidade se transforma.

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O lince-ibérico (Lynx pardinus) é um animal fascinante, que vi de raspão há alguns, creio que 12, anos, no norte do Alentejo, a espreitar numa noite escura atrás de uma ponte romana. Não me vou esquecer dessa visão fugidia, nem do espasmo na coluna...
Numa altura em que se fala no repovoamente da zona norte de Barrancos ( na antiga herdade da Coitadinha/Parque de Noudar ) com alguns individuos, sem que esteja garantida a qualidade do habitat e a existência e abundância dos coelhos de que se alimenta, esta espécie única, e com cujas características me identifico sobremaneira, vai continuar ameaçada.
Recordo a campanha do Lince e da Serra da Malcata que tendo funcionado desarticuladamente levaram a extinção do mamífero pela proliferação de eucaliptos na serra.
Proteger uma espécie é irrelevante se não for num quadro sistémico.
O lince as suas características poderiam ser denominador de muitas práticas socio-políticas... infelizmente linces há poucos...

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