insignificante
Wednesday, July 30, 2003
 
Piscinas. A fazer piscinas tomei muitas decisões, a fazer piscinas fizemos muitos projectos, a fazer piscinas, na Praça da Fruta cimentaram-se amizades, estruturaram-se aventuras, imaginaram-se mundos. Noutros tempos as piscinas eram muito concorridas, antes ou depois de uma bica, no Central, antes ou depois de uma bica num dos muitos cafés que bordejavam a Praça, que tanto quanto as termas faz as Caldas.
Hoje a ladear a praça já quase não há cafés, os bancos sete ou oito, os prédios a cair ou os monos que a desfiguram alteram-lhe a fisionomia que o fundo não!
Antes de ir a Pitões das Junias e às festas de Montalegre, antes de regressar a um dos locais de memória, da minha memória deste pais devastado e sem rumo, regresso a Caldas e percorro a Praça, fazendo umas piscinas enquanto o tempo se perde nas palavras e nas histórias destas. Mas estamos sós, durante duas horas os nossos passos marcam a calçada portuguesa e gastam os seus arabescos. O tempo passa, o tempo fica.
Até para a semana, tal como o J.P.P., vou fazer uma pausa.
 
Monday, July 28, 2003
 
Releio os magníficos contos do Pacífico de Jack London e só me vem ao sentido a enorme podridão que atola a nossa sociedade, dos jornais com os seus títulos balofos, às revistas com os seus idolos de pacotilha, do efemero televisivo, do efemero gangrenado qual lepra que corroia os personagens da realidade com que J.L. se confrontou.
Podridão que se estende à ausência (serrá da estação?) de qualquer debate sobre os temas que afectam a nossa sociedade, à irracionalidade da abordagem dos fogos ou da merda das praias, dos disparates que nos cercam de todos os lados.
Também estou a necessitar ir a Pitões das Junias...
Estará lá o J.P.P.??
 
Sunday, July 27, 2003
 
Pelas ruas, por todas as ruas crianças pedem um dolar, adolecentes, por vezes ainda crianças prostituiem-se. A economia não existe a não ser num imenso mercado clandestino, a produtividade é quase nula, morre-se de subnutrição, as liberdades não existem, e mata-se por delito de opinião.É o paraíso para o Partido Comunista Português, é o país do ditador, torcionário Fidel, que agora num passe de mágica só comparável ao do seu antecessor Fulgência nos entra pela Televisão a fazer de mártir. Não ficará dele uma estátua, mas entretanto o povo cubano (graças também ao bloqueio que os tontos dos americanos mantêm, sem qualquer sentido senão dar argumentos ao ditador) morre, morre todos os dias.
É preciso avisar toda a gente!
 
Saturday, July 26, 2003
 
A guerrilha do Araguaia foi no pior período da ditadura dos generais brasileiros uma épica de alguns dos melhores e mais puros e genuínos combatentes da liberdade, juntamente com o bloco de Carlos Marighela e companheiros. Me recordo de companheiros dos dois sector es. Esta durou de 68/69 a 73/74 e hoje passados 30 anos é altura de abrir os arquivos militares e saber onde se podem honrar os mortos, assim também o confirmou tribunal brasileiro. Será que o actual governo terá cara para recorrer?
Será que este governo da bagunça e da desorientação, da ausência de valores e hombridade vai continuar a vassalar os generais da ditadura (como fez o candidato Lula!)?
Será que estou de acordo com o J.P.P.?
d
 
Friday, July 25, 2003
 
Enquanto os meus olhos seguem na Procura do Tempo Perdido, deliciando-se com a beleza da palavra, penso na Espuma dos Dias em que parece que estamos imersos, com o quarto a ser a realidade cada vez mais pequenina, cada vez mais dominada por não-acontecimentos e não-pessoas, e pela insanidade mais total, pelos disparates e asneiras que se vão amontoando e transformando a vida num enredo, numa Metamorfose Kafkiana.
Espero que, como referia o Bakunine, a realidade retorne...
O Valter e a São tiveram um rapaz. A vida, apesar de tudo continua!
 
Thursday, July 24, 2003
 
Está o meu parente José Carlos Ary dos Santos (tão maltratado que foi pelo P.C.P., assim como o foi o Adriano!) a esta hora a prguejar seja onde for que esteja. Contra a hipocrisia e um partido sem espinha dorsal nem valores.
Não há maior valor que a vida e essa em circunstâncias nenhumas, nenhumas, justifica a morte!
O J.P.P. afinal não está de férias. Tem andado a pensar no Ferro.s
 
Wednesday, July 23, 2003
 
Numa altura em que qualquer um se apercebe que as "azelhices" dos juizes e magistrados do chamado processo da Casa Pia só podem ter como objectivo a sua total nulidade por erros processuais (para proteger quem...fala-se de ex-ministros, de magistrados, de ....) e quando o nosso Presidente dá mais uma estarolada (no caso do fogo de toda a zona da Sertã, devido ao florestamento incorrecto prosseguido desde há longos anos) é com prazer que se lê o Robert Fisk http://www.commondreams.org/headlines03/0723-02.htm.
Será que o J.P.P. está de férias?W
 
Tuesday, July 22, 2003
 
Quem estiver ou passar por Lisboa, até ao fim de Agosto não deixe de passar pelo Palácio das Galveias (ao Campo Pequeno) ver alguns, alguns aspectos da vida de um dos mais importantes portugueses do século XX, o Prof. Gonçalo Ribeiro Telles.
As suas principais obras e criações, aspectos do seu comprometimento cívico, a visão de alguma da sua enorme arte, e dois magnificos testemunhos audio-visuais de dois momentos do seu tempo são momentos que nos enchem de emoção e prazer.
Obrigado, muito Obrigado Gonçalo.aa
 
Monday, July 21, 2003
 
Enquanto imerjo na palavra, em busca do tempo perdido, vejo como a incultura se cultiva com persistência e como por todo o lado se vê incompetência e ignorância.
Passava os olhos pela televisão portuguesa no final de uma épica etapa da volta francesa. É inenarrável a incompetência técnica e descritiva dos comentadores (e há lá um tal Belmiro que deve ser pedreiro da palavra!).
Oiço pela rádio monstrusidades sem descrição e erros clamorosos nos telejornais, que em Espanha não são interrompidos por horas de publicidade.
País cada vez mais bruto. País cada vez mais pobre. Até quando?
Será que o J.P.P. está de férias?
 
Sunday, July 20, 2003
 
Num país sob ocupação militar são os tropas ocupantes que estão sitiados. Em breve serão tropas nossos, colaboracionistas com a ocupação.
para saber da angústia dos que estão cercados nos desertos de carinho e cheios de amargura ver:
http://turningtables.blogspot.com/
Será que o J.P.P. já leu?
 
Saturday, July 19, 2003
 
Poderiamos pensar que se trata de mais um governo neo-liberal, mas não. É do esquerdalho Lula da Silva. Nojento.
"O panorama de contingências que cercam o governo federal parece sufocante: discussões sobre reforma previdenciária e reforma tributária, com todas as partes envolvidas defendendo a ferro e fogo receitas (e até aumento delas); política financeira sob artilharia pesada, em função de taxas de juros e compromissos de superávit fiscal que inibem tudo (ou quase), para viabilizar o balanço de pagamentos e a confiança de credores/investidores externos; tarifas públicas ameaçando (em função dos contratos de privatização) explodir o controle da inflação e a paciência dos consumidores; queda da atividade industrial; conflitos em torno da reforma agrária; desemprego crescente.
Seria cansativo enumerar tudo, e nem é preciso. Mas deve estar aí, no "sufoco", a razão de não se vislumbrar no horizonte nenhum projeto alternativo, ainda que destinado ao médio e ao longo prazos. Na falta dele, o País parece de novo caminhar em direção a mais uma tentativa de "retomada do desenvolvimento" a qualquer preço e fundada principalmente em aumento de exportações - esquecendo as conseqüências que o modelo teve nas últimas décadas: concentração brutal da renda, em termos regionais, setoriais e de grupos da sociedade; desemprego; desequilíbrio nas contas externas; predação ambiental.
Depositar todas as esperanças ou a maior parte delas apenas em maior inserção internacional, num momento de recessão ou algo próximo no Japão, na Europa e nos Estados Unidos, não parece boa estratégia. Principalmente se se lembrar que a idéia repousa principalmente em exportações de produtos primários ou de pouco valor agregado, que em geral têm apresentado tendência histórica de queda de preços. E que essa agregação de valor hoje é feita quase toda pelos países industrializados, que importam os produtos in natura e os transformam, antes de reexportar (caso do café solúvel, entre muitos).

Ainda deixando aqui, sem remuneração, os custos ambientais e sociais, quando não financeiros (caso dos eletrointensivos). E mantendo altos subsídios em tudo o que lhes seja conveniente."
 
 
Poesia em crescendo de Rincon.

Um Rioja e umas azeitonas
Face a um anis Del Mono
Penso na vida
Atras das persianas
Na fecundidade das aranhas
Só as osgas as contrariam

As boletas crescem
Enquanto os porcos felizes
Correm esperando-as
E do presunto que serão
Na tapa que acompanha
Um Rioja

No Rincon Del Abade
Escorre o Rioja
E espera o Luís Felipe
Enquanto os olhos
Sonham com a fantasia

Fernando Pessoa perder-se-ia
Neste Rincon abençoado
Enquanto beberia
Uma amarguinha
Que se chama Del Pilar

Guarrito, lomo, gurumelos
Acompanhando o Rioja
Na noite que se evapora
Perdida na sua memória
Recuperando o esquecimento

Baudelaire perdeu-se
No fundo de um poema persa
Eu o encontro renovado
No fundo do Rioja

No vinho e no passado
Entre Pessoa e Baudelaire
Na armadilha da escrita
Tudo se esquece, tudo se lembra

Será que o vinho esquece
A uva que o gerou
E o homem que o pisou
Entre o Rija e a azeitona



Escrevendo ao acaso
A escrita percorre o papel
As cegonhas estão nos ninhos

No Rincon Del Abade
Enquanto espero a madrugada
Olhos perdidos fulminam-me

O presunto de Sabugo
Pinga
Não sabe que foi porco

Muitos molhos de alhos
Afastam almas penadas
Do Rincon Del Abade


Passa o Rioja
Fica o Rincon

Escrevo na barra
Tudo se passa na cozinha

Um picadillo e uns secretos
O paraíso do Rincon

Como a areia o tempo
Escoa-se no Rincon
ˇ
 
Friday, July 18, 2003
 
Leio com satisfação que o burro, o burrico como se diz em minderico, mirandês foi declarado raça protegida. Sugiro que se volte a ter carne de burro nos restaurantes e talho que será certamente a melhor maneira de o proteger e desenvolver a economia local.
E vejo com tristeza que um bando de cretinos que não percebem nada de ambiente nem de toiros vão realizar uma passeata contra os toiros e as toiradas que os justificam, Se pudessem ser os bichos mortos pelos matadores credenciados e também esse sector gastronómico e produtivo estaria melhor. Felizmente que esses totos divulgam mais o espéctaculo. Desde que fazem essas marchas o nº de assistentes a corridas multiplicou por 3 e as corridas por 2. Olé!
 
 
Para quem não lê jornais italianos, de um dos judeus mais famosos do século XX (não é o Chomsky!):
"Penso que a Palestina não poderá nunca se tornar um Estado judeu, e que os mundos cristão e islâmico jamais concordarão em ver seus lugares sagrados sob co ntrole judeu. Eu acharia mais sensato fundar uma pátria judaica numa terra menos marcada pela história. Mas reconheço que um ponto de vista tão racional teria poucas chances de obter o entusiasmo das pessoas e o apoio financeiro dos ricos”.
Será que tamb ém é anti-sionismo?
O que é que o J.P.P. acha?
o
 
 
Vale a pena: http://www.pentagate.info/pentagate-fr.html
Será que o J.P.P.conhece? Pensará que é propaganda anti-bush? Será que o J.P.P. ainda consegue pensar direito ou só à direita?e
 
Thursday, July 17, 2003
 
Começo o dia com uma tostada com azeite e um sumo de laranja. A TVE passa as notícias. Curtas e claras, internacionais e nacionais, algumas regionais relevantes, não há escandalos privados, nem desgraças particulares promovidas a acontecimentos, não temos a vergonheira que infecta as nossas televisões nacionais. Os espanhóis ultrapassaram-nos em tudo. Porque será?
Leio o jornal. Não vejo as não notícias que povoam os nossos, a intriga e o boato. Leio factos e opinião, muita, separada dos factos. Vejo o que se passa no Congo, em Pamplona, em Malága e na Chechénia. Não vejo a chinela e o disparate promovido a 1ª página e estou a falar de um jornal de Huelva.
Será que o J.P.P. sabe disto?áS
 
Wednesday, July 16, 2003
 
Passei o dia no campo. Abrimos um furo com um bom débito de água aos 110 metros, demos de comer aos porcos pretos, agora já na espera da boleta, e ao toiro, imponente e digno.
No café descobro que a distância entre as notícias criadas, dadas pelos jornais e a vida, ou a sua crença, é cada vez maior.
Um Rioja e uma tapa esperam.me depois do duche.
 
Tuesday, July 15, 2003
 
Da net " No prazo máximo de 15 dias, a empresa que gere o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA) conta dispor de «todas as especificações técnicas, medições e orçamentos» para, então, dar início «às obras de recuperação do canal». "
Isto é FANTÁSTICO! Já está a dar raia. Só há uma solução é estudar já o desmantelamento de toda esta estutura. O J.P.P. terá alguma ideia em relação a isso?s
 
 
Ouvia o Leonard Cohen, bebericava um Bushmills, e o fumo do Monte Cristo desvanecia-se no ar. Pela net, que aqui não há jornais, chega a notícia da morte do Compay Segundo. O fomo do charuto enrola-se em espirais sucessivas, o som desvanece-se no sabor do wiskey. Vou ouvir o Buena Vista e pensar no que vou esquecendo.t
 
Monday, July 14, 2003
 
Aqui jaz um Homem Bom. Penso que seria assim despojadamente que ele gostaria de ser recordado. O Professor Henrique Barrilaro Ruas será sobretudo recordado assim. Homem de um saber e erudição do tamanho do mundo, e de uma simplicidade e ternura com o diâmetro deste, foi um Homem empenhado na causa público.
Militante político, dos que com o saudoso Francisco Sousa Tavares, e o enorme Gonçalo Ribeiro Telles e outros recuperou a ideia monárquica do baú de naftalina e lhe deu democracia.
Defensor da tradição e continuidade que também é renovação deu o contributo a causas ecológicas enquanto deputado da República e deputado municipal em Lisboa. O seu nome ficará associado a muitas obras de história e sociedade. E a essa obra maior que é a sua leitura comentado e anotada dos Lusíadas, recentemente (2002) editada.
Morreu o Henrique Ruas, o mundo ficou mais pobre, sem a sua cultura e saber.
Os amigos não esquecerão. Hoje o céu terá mais um sorriso.

 
Sunday, July 13, 2003
 
Notável não ter visto sinal das protectores enquanto uns cãezinhos são torturados e exibidos como objecrtos numa feira de vaidades. E vê-los quando um animal que é apurado para um culto do qual é motivo e fundamento, deste, neste. Sem outro sofrimento, que não o de não ser sacrificado durante o acto.
Talvez o J.P.P. saiba a razão, ele que também faz parte deste grupo.a
 
Saturday, July 12, 2003
 
Hoje um pensamento:
"Para realizar algo é necessário estar motivado. Motivação é ter um motivo para agir. O desejo é a chama que acende a faísca da motivação. Querer é poder."
 
Friday, July 11, 2003
 
http://www.commondreams.org/views03/0710-08.htm
Será que o J.P.P. leu?
 
 
Aldrabou as eleições. Teve menos votos que o candidato derrotado. Mente descaradamente, hoje:CBS News Bush Knew Iraq Info Was False, é pouco mais que ileterato.
E os poderes de impechemeant? E o J.P.P. não comenta!T
 
 
Como é possível que os "reporteres sem fronteiras" quisessem usar a foto de um conhecido defensor da pena de morte, um visionário louco e assassino numa campanha pela liberdade em Cuba?
Como é possivel que o director do Público, sem olhar para o seu umbigo, e os seus loucos editoriais (estão recordados do sobre os três gajos que assistiram ao derrube da estátua do Sadam) critique a BBC por informar que toda a manipulação das "armas e das ligações à Alqueda, como hoje o Rumsfeld reconhece era mentira.
Nos dois casos o rídiculo não mata. E o J.P.P. que não diz nada.a
 
Thursday, July 10, 2003
 
Segundo o Guardian de hoje "quote" G.Bush "nós sabemos as respostas, dêem-nos argumentos para essas respostas", a propósito das ameaças do Iraque aos Estados Unidos, dirigindo-se aos serviços secretos.
J.P.P. não diria melhor!ç
 
 
Segundo o Guardian de hoje "quote" G.Bush "nós sabemos as respostas, dêem-nos argumentos para essas respostas", a propósito das ameaças do Iraque aos Estados Unidos, dirigindo-se aos serviços secretos.
J.P.P. não diria melhor!ç
 
 
Segundo o Guardian de hoje "quote" G.Bush "nós sabemos as respostas, dêem-nos argumentos para essas respostas", a propósito das ameaças do Iraque aos Estados Unidos, dirigindo-se aos serviços secretos.
J.P.P. não diria melhor!ç
 
 
Antes defender os sem voz, ou melhor aqueles cuja voz, por razões várias não tem repercussão que os sem terra ou o Bové, que vivem do esbulho e do roubo e cuja principal produção são gorras que enfiam na tola do Lula ou páginas de jornais, pagas com os fundos da PAC, contra o ambiente e a sustentabilidade ecológica.
Antes defender os sem voz que agraciar e passar a mão pelo lombo dos militares da ditadura. Felizmente que há vozes que denunciam os defensores dos "sem voz".( Infelizmente, no jeito do sr.Guterres é o mesmo personagem que faz os dois eventos!)
Bravo ao Vilaverde Cabral. Bravo aos milhares, milhares de funcionários públicos brasileiros que se manifestam contra as políticas neo-liberais do sr. Silva, que se se chamasse Fernando Henriques já estaria no paredão posto por essa esquerda trauliteira e "sem terra". Assim enfiam-lhe a gorra!
Falta pedagogia, falta bom senso, falta uma esquerda com valores e espinha dorsal!a
 
 
Estive ontem no lançamento do livro A última morte do Coronel Santiago, do meu amigo Luís Cardoso. Com o prazer de quem sempre lhe estimulou o lado mágico e deu apoio ao seu 1º livro e lhe fez os comentários e elogios que a amizade impõe, e também aos olhos de coruja, com prazer já me deleito pela magia que deste novo, apurado com mais respiraçlão e requinte, exercício de imaginação esgrima e memórias.
Amigos e conhecidos eram muitos. Soube novas do meu velho professor primário, o Prof. Serrador, que o tempo o conserve de saúde porque a memória do que naquela salinha passámos, essa memória e o seu agradecimento esse continuarão.
Acontecimentos inesperados gente imprevista ocorrem pela vida. Na vida. m
 
Wednesday, July 09, 2003
 
Venho da terra onde por se ter encontrado uma caganita de lince se deixa degradar, com responsabilidades da EDIA, uma paisagem humanizada com oitocentos anos onde é fundamental a presença do homem para manter o maior recurso natural e social que é o poco preto. Por isso é divertidamente incredulo que leio hoje que não há linces para reprodução, nem em cativeiro, pouis ou são velhos e não mordem, ou são novas e coxas e todos tem a pila curta. E deixa-se degradar a paisagem e a sua continuidade em nome de uma quimera. De uma cajadada matam-se dois sonhos. Um que se devia proteger onde tem viabilidade que é em Donana ou outro onde o porco preto se cria do azinho.o
 
Tuesday, July 08, 2003
 
Dizia o Bakunine que "era uma festa sem começo nem fim. Eu falava com todos e na falava com ninguém, a cada momento notícias novas, notícias inesperadas alteravam o rumo dos acontecimentos". Infelizmente parece que já não é assim. Tudo está dito, tudo est á visto, tudo está imaginado. Nenhuma notícia nos surprende, nem ninguém é capaz de alterar a lógica trucidante do "sistema". Pouco falamos e pouco temos para comunicar, embrenhados que estamos no excesso de infortmação, na escassez de informação. Hoje notícia o Estadão de S.Paulo um comissário de polícia elogiou Hitler. O governo de esquerda trabalhista do Estado ...promoveu-o..Ã
 
 
Mto interessante o artigo de hoje da imprensa brasileira sobre o movimento de foras da lei que dá pelo nome de Sem Terra (émulos do sr. Bové, que destrói os Mac Donalds e quer proteccionismo para a agricultura francesa....), que agora coloca gorra na cabe ça do Lula. Aliás a gorra é um dos seus principais produtos de venda. Dos assentamentos que roubaram ou fizeram destruindo a natureza a produção é irrisória. A nossa história da "reforma agrária", nos seus piores contos, deve servir-lhes de referência.e
 
Monday, July 07, 2003
 
Dos jornais de referência de ontem (claro que nenhum é português), a justiça do Império:
"The two British terrorist suspects facing a secret US military tribunal in Guantanamo Bay will be given a choice:plead guilty and accept a 20-year prison sentence, or be executed if found guilty."
Será que o J.P.P. vai comentar? Ou vamos ouvir o silêncio?
u
 
Sunday, July 06, 2003
 
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música,quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoínho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente quem abandona um projecto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.
De Pablo Nerudap
 
Saturday, July 05, 2003
 
Recordei o "Vil Metal" do G.Orwell depois de um soberbo almoço no Aya, rematado com um Monte Cristo 5 e uma "Apidistra" para sobremesa.
Recomendo face à invasão da doutrina cinematográfica americana estas pequenas perolas que vão irrompendo no deserto, este s "Prazeres Londrinos" (será que os tradutores dos filmes não teêm quem os reveja?)
As obsessões do Orwell, o $, a classe média, o fabianismo (o socialismo inglês) num filme simpático e escorreito.
Um sábado também para ler o excelente livro de Bernard Le wis " O Médio Oriente e o Ocidente" e a interessante teoria que as naus portuguesas tem importante quota parte...no Bin Laden !
Uma boa noite de conversa em perspectiva.s
 
Friday, July 04, 2003
 
El Caminito.... por Buenos Aires passei uma temporada da minha vida... a tentar "portenhar-me". Hoje num delicioso artigo o M.S.T. no Público leva-me aos locais que percorri, a alguns dos locais onde passei tempos tranquilos. À noite no "people and arts" passa um interessante documentário sobre a cidade mais louca do mundo, no Rio da Prata enfrentando o Montevideu.
Oiço o Piazzola, bebo um mate, penso nesses tempos em 1992 em que calcorreei essas ruas, escrevi sobre essas gentes e desvaneço suavemente nas recordações do tempo escapado.ô
 
 
http://www.gazetacaldas.com/Desenvol.asp?NID=4233
 
 
Era 1º ministro espanho Arrias Navarro, e estive três dias detido no Governo Civil de Pamplona, por apoiar, de forma inepta reconheço-o, a oposição social e cultural. Passado uns anos passando por S.Sebastian, já com democracia plena comprei uma revista dos radicais nacionalistas que tinha umas fotografias proibidas de crimes dos GALs e uma página em que os criminosos etarras se justificavam de mais um crime que haviam cometido, no caso sobre crianças, com uma frase lapidar "Os nossos são erros os dos outros crimes".
Recordei essa frase a propósito dos inqualificáveis ditos do sr Berlusconi e da justificação do J.P.P.
Para mim não há os nossos e os outros. A democracia e o estado de direito também não lhes sente o cheiro.
 
Thursday, July 03, 2003
 
Vivemos num país onde existe o culto da irresponsabilidade, facilitada pela morosidade dos processos judiciais. Hoje estive duas horas e meia numa esquadra (ressalva para a civilidade dos cívicos) para apresentar queixa crime contra os irresponsáveis e ne gligentes administradores do prédio onde habito e ia morrendo devido a essa dos srs. na semana passada. O elevador há um ano e tal que tem deficiências que são motivo de queixas constantes. Agora ficou trancado entre dois andares comigo dentro. Imaginem o pânico claustrófico e os estragos que daí resultaram e os prejuízos de saúde, morais e económicos que tive. E os senhores dão-se por irresponsáveis. Daqui a dois anos a justiça os julgará.s
 
Wednesday, July 02, 2003
 
No porto de Setubal fica o Clube Naval de Setubal e aí uma tasca, a Ancora. Do melhor peixe fresco e grelhado que tenho comido. Uma optima salada a acompanhar e batata cozida a preceito na sua pele. Um vinho agradável. O preço ao melhor nível. ***** a
 
Tuesday, July 01, 2003
 
E na zona de intervenção de Alqueva é possível assistir a reunões de especialistas de solos e agricultores a discutir formas de recuperação dos matos e regeneração dos montados em sistemas de gestão integrados. Serm Alqueva. Contra Alqueva.
No mesmo dia em que ficámos mais pobres de uma vida e uma estrela mais nasceu.
 
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