insignificante
Sunday, October 31, 2004
 
Verifiquei que numa dimensão de que não fazia qualquer ideia o povo tem saudades do...escudo. Em 12 formandas num curso sobre integração europeia não houve uma que defendesse o euro, apesar das vantagens para mim obvias, Espanha está a 5 Km e o facto de não termos de trocar de moeda puder ter significado. Do ser tudo mais caro à continuada dificuldade em fazer a conversão hoje passados 2 anos e meio não resta dúvida que há muito para fazer.
Deu ajuda a arrogância canhestra de Durão ou melhor ex-Durão agora só Barroso, para explicar que o Parlamento Europeu não é um saco de tontos que engolem o primarismo desse senhor.
Honra a quem tem honra!
 
Saturday, October 30, 2004
 
Imerso no seio do povo estou a meio de curso de formação sobre a Europa. Tenho registado coisas notáveis de que não me teria de outra forma apercebido. Sobre elas escreverei, assim sobre mais umas reclamações que tenho subscrito, em livros respectivos.
Hoje venho juntar carta que dirigi á VIANETWORKS. De facto estas empresas de prestação de serviços informáticos devem julgar que somos todos idiotas. Sobre a TELEPAC está tudo dito. Estes parecem ir pelo mesmo caminho...
" Continua a saga, ou do vosso servidor, ou dos sistemas de conexão, ou do vosso pessoal que anda distraído ou de não sei o quê.
Neste momento estou a enviar os mails e a aceder à net de outro servidor.
Uma vez que aparentemente não me servem para nada gostaria qyue me indicassem a razão para continuar a pagar os vossos serviços? Eu e mais 80.000?
Agradecendo que, pelo menos, sejam os vossos clientes notificados destes vossos contínuos problemas, recebamos um pedido de desculpas e ressarcimento do tempo em que não há acesso ao vosso sistema.
CC, embora saiba que esta carta, tal como anteriores irá para o lixo, com resposta tipo. (...)"
 
Tuesday, October 19, 2004
 
A sociedade continua, agora em vias de se reinstalar a censura (Morais Sarmento diz que a RTP deve ser controlada...), a produzir e organizar-se. Um pouco por todo o lado, em reuniões práticas ou na produção de documentos auxiliares pedagógicos vejo capacidade e determinação. E desprezo por esta corja que nos governa, sem rei nem roque, a dizer uma coisa agora e outra logo, a desmentirem-se uns aos outros (Velez, Velez o que andas para aí a fazer? Vá, felizmente para ti que não lhe terás perdido o jeito, que não tarda nada voltas a sanear e a cortar!, para justificares os teus serviços.)
Desta ida aos confins da Europa ficaram-me duas coisas. Um magnífico suplemento do LeMonde sobre o Derrida. O díficil e fascinente na dificuldade Derrida.
E uma notícia, daquelas politicamente incorrectas e que não passam por cá, escondidas por todos os louvaminhas. Devo dizer que também sobre ela escrevi Honra.
Imerecidamente, pois heróis impolutos já não existem.Pois o Nobel da Paz , corrijo-me é muito mal atribuido, e penso estranho o silêncio da Amnistia Internacional, que sobre o tema tem campanha.
Mathai defende a muitlação sexual feminina, como cito" dado cultural que deve ser recuperado, na sociedade africana". E não falo nas vigarices com dinheiros e as absurdas plantações em que foi directamente responsável (artigo Liberation de 9/10).
É assim.
 
Thursday, October 14, 2004
 
A realidade nacional parece ínfima assim que nos ausentamos, assim que entramos no ar. A leitura de jornais, franceses, ingleses, espanhóis que em profusão nos aterram no colo, retira-nos o significante desta brutalidade...
Istambul é um deslumbre. Cada segundo, no bar ou no café do Pelas Palace, cada degrau da Torre Galata, cada momento na imensidão das mesquitas, Azul ou a de Suleiman!
O palácio Tolpaki a trazer-nos memórias do Allhambra ou dos palácios imperiais de Marrocos, entre os seus dois, três núcleos.
E a espectacular exposição da ciência e tecnologia arabe e islâmica a transportar-nos para o sidério.
E claro Hagya Sophia, permanentemente por terminar, colossal e soberba antes do som nos transportar, com risos, sorrisos e olhares ao outro mundo que também é este.
Talvez porque por aqui os olhos são olhados de futuro se entenda a visualidade da palavra, escrita e dita, da oração que marca o tempo, que o reconstrói, qual Derrida derradeiro moicano de um efémero que se renova continuamente.
De refresso sabemos que o tempo também pode voltar para traz, informantes referem-nos que conversas em família voltam a assombrar o quotidiano.
A censura, agora exposta,essa há muito que tinha voltado.
A inexistência de alternativa (que não é a mera alternância) já era sabida.
Pela Europa verificamos que não estamos sós. Mas por todo o lado, ou a partir de alguns lados vai-se construindo, com a palavra e acção um quadro de diversidade e esperança.
Do Pelas Palace, onde tantos ogres e sábios e ou as duas coisas passaram para continuarmos e estarmos aqui, fica um olhar.

 
Friday, October 08, 2004
 
Cabeça de abobora,
era assim que nomeavamos o Almirante Tomas, "divertido" bobo, quando o ouviamos fazer redondos discursos ("esta é a primeira vez que cá estou desde a última que cá estive"), sinistro personagem de um regime que nos deixou atrasados, incapazes de tomar voz, defender valores, acomodados.
Não todos porque há quem se mantenha digno. (Ver notável artigo hoje de Miguel Sousa Tavares, no
Público de hoje).
Pois o meu desprezo pelo sr. Sampaio que não podia ser maior ainda conseguiu aumentar. Só me lembra o cabeça de abobora. É capaz de dizer
uma coisa e o seu contrário, no meio de qualquer redondismo. Como se fossemos todos imbecis.
Estamos entregues ao piorio. Só falta que o Jardim tome o lugar dele...

E que dizer da palhaçada de convocar Marcelo a Belém, ser insultado pelo Santana Lopes, no próprio Palácio e hoje dizer umas baboseiras,,,,em Espanha!
E é claro que o Velez foi seu apoiante!




 
Thursday, October 07, 2004
 
Em vésperas de viagem à Turquia, que espero possa aderir contra a xenofobia e os chauvinismos e no respeito dos direitos, todos os direitos, à UE, e por entre gente rastejante que pulula por todo o lado é com satisfação que vejo o meu ex-vizinho Marcelo Rebelo de Sousa mostrar que a dignidade, ao contrário da indignidade,( que essa sabemos vale os trinta dinheiros) não se compra nem vende.
Haja quem louvar.E quem condenar por perfidia!(E o Velez por cumplicidade!))
 
Wednesday, October 06, 2004
 
Há muitos tipos de censura. Directa, indirecta, sugerida, auto.
De todos elas o Velez é especialista. Agora como assesor para a comunicação deve estar ufano por voltar aos tempos em que com o seu camaradote Saramago, censurava, cortava e saneava os que pensavam, que ousavam pensar que Moscovo não era o Sol do planeta.
Madam-se os tempos mudam-se as vontades. Ontem como hoje ao serviço da mentira e da mistificação. Será que além de tudo o mais não resta pudor?
 
Tuesday, October 05, 2004
 
Os factos (por detrás das notícias).
Quando a verdade é mentira. Seria esse o sub-título de um jornal necessário que analisasse todos os dias seguintes as mentiras e inverdade publicadas, radiodifundidas televisionadas no dia anterior.
Estou certo que teria sucesso. Seria escrito por jornalistas sérios, teria colaboração de linguistas e filósofos da comunicação e exegeses da linguagem
Hoje infelizmente esse jornal que nos desse a verdadeira informação e desmascara-se todos os “rumores/boatos de Orleães” não existe e por isso vivemos submersos em notícias fabricadas, manipulações grosseiras, encomendas noticiosas, comentários de comentários truncados na origem, e espuma, muita espuma. Agora temos até jornais e revistas então é indescritível sobre uns pretensos famosos e outra gentalha que nunca fez nada a não ser nada fazer.
Os jornais ainda um bocadinho sérios vão sendo arrastados pela sanita sem que hoje tenham a função que ainda tinham em casa no tempo da minha meninice.
Não há nenhuma impressa que dê notícias por detrás dos factos, é que esses tem que ser esgravatados, confrontados com o contraditório, dissecados. Só factos, libertos da notícia e da sua presunção são realidade.
A realidade é cada vez mais virtual
 
 
Fumei, lentamente como gosto dos meus Monte Cristo quando se transformam compactos em cinza e espirais de fumo, a "Matéria de que são feitos os Sonhos", de Henrique Garcia Pereira, longinquo e desconhecido parente.
Talvez nos tenhamos cruzado no After Eight e nos finais gloriosos do Lontra. Certamente percorremos muitos cafés, em Lisboa, Paris e Bruxelas em tempos diferentes e nesses deixámos fumo que se aí mantém.
A vida é feita de memórias que se vão, também, diluindo no fumo e este é um livro de memórias, disfarçado de elegia.
Que tanto uma como outra tenham futuro.›
 
Sunday, October 03, 2004
 
A conclusão de um projecto de prototipo pedagógico levou-me a durante os últimos 5 ou 6 dias não ter, conforme diz o povo tempo para me coçar senão com os pés.
Hoje fiz uma pause e fui ver o notável filme do Emir Kusturica. Fabuloso e denso sobre a natureza humana. Alegre e triste como esta.
Também tive política, aquela que interessa num intervalo, a minha Assembleia Municipal.
Estas deviam ser eleitas para 5 anos e ser responsáveis pelo Executivo e não as funções de carimbo que lhes estão inutilmente atribuidas. Durou 1 hora e meia o período de questões, 15 minutos a agenda.
O congresso do P.S. teve pouca história. Mas parece que voltou um fantasma. Inacreditável que gente capaz não perceba que Guterres é uma menos valia.


 
civetta.buho@gmail.com

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