insignificante
Friday, September 30, 2011
 

Hoje fiz mais de 400 Kms.
De manhã visita a aterro em Palmela, onde vimos como se produz mais valia com o biogás, a seguir e ainda antes do almoço (um arroz de lingueirão de pedir meças ao dito!e chorar por mais!) visita às piscinas de Alcácer e ao seu articulado de colectores solares e caldeira de biomassa, com resíduos da produção do pinhão.
À tarde, Castro Verde e uma visita ao Centro Educação Ambiental da LPN na Herdade do Vale Gonçalinho, onde vimos um exemplo de quase auto-suficiencia energética, pelo menos eléctrica, com fotovoltaico e eolicas articuladas para manter o centro de 8 pessoas permanentes e até 15 hospedes.
Um jantar no Molhó Bico, em Serpa, e arrumos e etc em Barrancos.
Foi um dia de alta produtividade, e boa companha.
Amanhá é outro...

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Thursday, September 29, 2011
 

Ele há dias e dias...
hoje foi um dia cheio, continuação de agendamentos, preparação de iniciativas, alteração de contratos, uma ida à FNAC; onde deixei de comprar livros de leitura esdrúxula (com o novo acordo ortográfico, sendo que o admito em africanos de língua portuguesa...e depois de verifica lá comprei o novo do Umberto Eco); e nesta obrigatória paragem no sector internacional...

Preparação de viagens e, depois de um bom jogo do Sporting (contra a Lazio), as novas do Isaltas, que finalmente começa a cumprir pena.
Ainda parecer sobre projecto, resposta a mails, profissionais e outros, e tempo.

Ele há dias e dias, e hoje mudo de agulha, começo a prepara outras escritas, agora radiofónicas, embora a tentação do texto seja, esteja a ser, muita.

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Wednesday, September 28, 2011
 

Lixo Extraordinário

É um filme de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley que retrata o trabalho de um dos maiores artistas brasileiros contemporâneos, Vik Muniz, e de um grupo de pessoas que trabalham numa lixeira, na maior lixeira do mundo, no Jardim Gramacho (Rio de Janeiro), onde Muniz conhece os homens e mulheres que separam o lixo, protagonistas do seu novo trabalho.
O DVD do filme “Lixo Extraordinário” foi lançado, pela Midas Filmes,hoje com o jornal Público.
Tirei a tarde para organizar o programa para os próximos dias e ver o filme, que recomendo para as escolas, para todas as áreas que tenham que ver com design e artes visuais.
De manhã fui ao Alto S.João, onde andei por entre jazigos de silêncio, entre a vida e a sua reciclagem, que também é a morte.

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Tuesday, September 27, 2011
 


Que a vida continue.

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Monday, September 26, 2011
 


Acho um cartaz/poster notável.
A força do toiro, a leveza da bailarina e um fundo "esvanecente".
A agit/prop volta a fornecer-nos um sonho.
Talvez tudo possa voltar a ser possível.
Pelo menos nos cartazes...

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Sunday, September 25, 2011
 


"Luzes e sombras", de Martin Johnson Heade

*
Berlusconi teceu uma complexa rede de fidelidades pessoais e de genuína solidariedade criminal. No seu governo e no entorno do seu governo desenvolve-se um autentico complexo de quadrilhas especializadas em contratos, em obras públicas e no tráfico internacional, que controla milhões de euros, uma parte do qual resulta de desvio dos orçamentos estatais através do que os bens públicos acabam a ser literalmente desviados para benefícios pessoais. Este sistema serve-se dos seus contactos em sectores da policia fiscal, da magistratura, dos serviços secretos e de imprensa a soldo, que sabem que se ele cair espera-os o colapso, o que para a maioria significaria o fim da opulência e quiçá a prisão.
Este é o cimento do seu poder, que garante o silêncio, a omertá.
Leiu este fantástico artigo de Paolo Flores d’Arcais e se substituir Berlusconi por Alberto João assenta que nem uma luva feita à medida.
Prossegue o filosofo e director da excelente revista MicroMega sobre a incapacidade da oposição, enredada na estupidez, subordinação cultural e cumplicidade na corrupção do establishment; parece que leu o que escrevi em posta anterior.
Sobre Berlusconi, como se poderia dizer de Alberto João, dada a sua oposição à legalidade, aponta ainda o carácter criminoso do seu próprio poder.

* adaptação de artigo de Paolo F. d'Arcais publicado em Itália e traduzido do El Pais de 25 de Setembro.

Nota:
Na mesma edição do El Pais refere Moisés Naím que Ahmadineyad (que em tradução do farsí quer dizer pequeno rei ou reisinho!) condenou Somayeh Tohidlou, uma mulher de 32 anos,a receber 50 chibatadas na prisão pelas suas opiniões políticas e por ter dito umas verdades sobre o tal reisinho. Censura, punição física, prisão por delito de opinão, julgamentos farsa são caracteríticas de regimes totalitários. Felizmente que estamos em Portugal, mesmo em Matosinhos.
Para bom entendedor....

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Saturday, September 24, 2011
 
Foram dois dias non-stop.
5ª,almoço de grande disponibilidade conversal em Esposende, projectos, agendamentos e um compromisso com uma rádio (Rádio Montemuro) para uma crónica semanal.
Jantar amistoso em Matosinhos, um linguado para três como não recordo ter jamais comido, e conversa sobre sopeira e reisinho.
6ª almoço familiar na cantina do Instituto de Engenharia do Porto, num campus relevante, e onde por aqui e por ali se assistia ás estupidas, imbecis e lamentáveis praxes, lanche em Espinho para conversa sobre urânio.
Regresso a tempo de ver um dos melhores pôr de sol do mundo, o sol a ficar vermelho no eixo das Berlengas e a noite a descer sobre a Lagoa de Obidos, enquanto acabo o #Espanha e os Espanhóis# curioso livro de ensaios de Juan Goytisolo sobre a alma e a sociedade que habita nessa parte da Ibéria, connosco hermanada e com a qual deviamos pensar a união política, no quadro de uma Europa Federal.
Jantar de petisco tardio e conversa sobre comboios e a crise que nos entra em casa mesmo.
Pelos caminhos telefonemas, preparação de encontros, organização de conferências, contactos diversos.
Com o meado de Setembro e as escolas também a encherem a ocupação das muitas e desvairadas gentes o país re-inicia o seu ritmo de cruzeiro, mais lento e com mais dúvidas sobre o seu destino, com mais contradições e angustias.
É a vida.

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Friday, September 23, 2011
 


Observem o olhar de alucinado, semi-cerrado certamente por um forte carregamento de poncha e a posse desbragada com que fuma um cubano, enquanto goza com quem lhos paga.
E sem outros comentários que já pareço o "lie to me"...


A Madeira, como os espaços insulares em geral, sofre de vários problemas estruturantes da sua população. A consaguinidade e os problemas genéticos que lhe estão associados,potenciados pelo alcoolismo (a poncha em quantidade dá cabo dos neurónios como vemos no Chão da Lagoa), e uma pesada herança, que no caso da Madeira no 25 de Abril transitou dos antigos senhores e seus representantes (o chefe local da União Nacional o aqui já mencionado padrinho do Alberto) para este e as suas garras, que é a hierarquia e muitos elementos (não todos desde logo) da igreja católica.

Estamos perante uma população manipulável, e sobretudo obrigada ao beija-mão ao senhor, que antes era o dono da água que moldava, e se cobrava, o regime de colônia, e hoje com a bispalhada(e não esqueçamos o seu afilhado Frederico!!), a cacicagem e agiotagem local e a herança do partido único encarnada pelo"albertino" manipula e domina uma população enfranquecida por lógicas de vida referidas e por sistemas sociais feudais.
Esta é a situação, que pode ser objecto de um tratado mas que está aqui resumida e clara, clarinha.
Já aqui a denunciei, com mais ou menos articulação, inúmeras vezes. E para que fique claro tenho antepassados nas ilhas, onde ainda tenho família, e conheci pessoalmente o tal padrinho, o Dr.Cardoso (do qual escapei... de ser afilhado!)
Julgo que será, será mesmo, muito díficil, dados os votos comprados, as chapeladas em mesas de voto cheias de poncha, as manipulações desbragadas (com as quais são coniventes muitos dos ditos opositores, préviamente comprados...) retirar o soba do poleiro.
Só, como noutros casos (o do amigo do soba, o Isaltas) por via do sistema judicial; que desde logo deveria fiscalizar as finanças de quem sabemos, e mesmo assim com a via sacra, que nesse caso parece estar a terminar; será possível derrotar o #fenomeno#.
Recordo que tive ocasião de derrotar em processo judicial outro dos cromos, que se chegasse à Madeira ombrearia do o tal, o perpétuo presidente de Caldas da Rainha, no que foi até hoje a sua única derrota política e humilhação pessoal.
Mas vamos ver se a INDIGNAÇÃO, o grito do Ipiranga, pode chegar, à Madeira, ao coração e às almas deste povo e libertá-lo da letargia e indolência, que também lhe tem sido manipulada e inculcada.
A Madeira ainda resistirá? Ainda estará viva?
Domingo será um teste (posta abaixo!), nele estou de espírito todo!

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Wednesday, September 21, 2011
 
Amanhã irei jantar a Matosinhos, local onde terei que voltar ainda 1 ou 2 vezes este ano, para um julgamento insento, e onde os denunciantes, outrora conhecidos como bufos, se irão, haja justiça, sair pela esquerda baixa, que é como quem diz condenados, e se se safarem da litigação de má fé, a homofobia que deram provas será referida, assim como calotes que tive que pagar do meu bolso (conforme registo) o que os torna, também caloteiros.
Bom mas amanhã vou estar socialmente em Matosinhos, onde sempre recordo memórias e sentimentos.
Segundo especialistas posso, e tenho, dormir tranquilo, o dinheiro que gasto é em divertimento, podia ser utilizado em defesa dos direitos humanos, mas quem me conhece sabe que além de pagar calotes também sou um contribuinte para as causas que defendo.

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Tuesday, September 20, 2011
 
#O Velho Expresso da Patagónia# de Paul Theroux é um livro datadamente agradável.
É um livro sobre comboios mas também, sobre muito mais que comboios.
Uma aventura e uma estória, de um percurso, das situações sociais com que o autor é confrontado ( e que levaram Guevarra a enveredar por uma via demencial), sendo que na altura (1979) em que foi escrito a demência do outro lado também era total.
Os tempos mudaram, na maior parte da América Latina a democracia e as liberdades públicas instalaram-se, com algumas demências a rondar por elas.
A situação económica não será substancialmente diferente e os comboios, alguns deles, terão dado a alma ao criador.
Um livro agradável, enquanto o tempo nos faz parar nele. Como nalguns comboios da vida.

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Foto de Schefflera actinophylla de Raimundo Quintal
Vale o que vale.
Se estivesse no Funchal estaria:
MANIFESTAÇÃO DE INDIGNAÇÃO, no próximo Domingo, 25 de Setembro, pelas 18 horas, no aterro junto ao cais do Funchal,
ideia lançada aos amigos pelo incansável Raimundo Quintal.
Voltarei ao tema MADEIRA "Albertina"

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Monday, September 19, 2011
 


A história do salvamento desse mocho galego vem contada aqui:
http//avelabrava.blogspot.com,
um local magnifico para usufruir do tempo e do espaço desse:




CASAS AVELÃ BRAVA
Rua da Escola, 11
5470-322 NEGRÕES
Tel. 936 265 833

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Saturday, September 17, 2011
 

Escreverei, em breve, artigo sobre as confrarias e o que estas não devem ser, o que estas representam e bem, e como podem degradar-se com "ideias" erradas.
Hoje estive com a confraria do arroz e do mar.
Desde logo tenho que dizer que não faz sentido integrar a missa no programa dos capítulos, acho até que é um autêntico disparate e "nonsense", é que mesmo a comunhão nesta não tem registo gastronómico...
e sou a favor de comidas confeccionadas por restaurantes populares, ou pelo menos dispenso retoques de "nouvelle cuisine" e pratos completamente fora do âmbito da confraria que promove o evento...
Também dispensaria a extensa e desnecessária leitura do curricula dos honrados com a outorga dessa distinção pela confraria, pois o que conta são sómente os serviços prestados à causa do dar ao dente, o resto deve ficar para as comendas da Republica (que como sabemos são distribuidas a esmo!)e acho que seria mais útil substituir essa perda de tempo toda por uma oração de sapiência sobre a comezaina e os seus suportes e história, ou um debate/conversa sobre o tema, ou mesmo brincadeiras durante o almoço, tipo concursos de cultura gastronómica, em lógica de bingo.
Julgo que nos tempos que correm é deitar fora património continuar a ter capítulos sem ideias ou com estas completamente erradas, que se não se reformularem as confrarias continuarão a vegetar na irrelevância, ou a continuar a viver à pala de Câmaras municipais sem possibilidades de desenvolvimento, do seu produto e do que o faz vivo que é o seu consumo e tudo o que com ele está associado.

(E assisti a um espectáculo "banal" FlashBack no Casino da Figueira, onde se realizou o capítulo desta confraria e comunguei do respasto.)

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Friday, September 16, 2011
 


Envia-me Raimundo Quintal, como uma luz por entre a desesperança esta:
Hoheria populnea 'Purpurea'.
Face ao que já se sabia do afilhado do Dr. Agostinho já devia estar à muito inibido de qualquer cargo público.
Depois do que se soube hoje até essa sanção seria pouco.
Não tenho, há quase trinta anos a menor tolerância para com esse espécime, videirinho, mesmo quando não está ubriaco.
Julgo que tem os autoctenes do Arquipelago em referência a última hipotese de lhe dar o destino adequado.
Nas próximas eleições regionais votar, votar em qualquer, qualquer um contra esse senhorito, esse colono que mantem o regime com ferreo controle como antigamente os capitães donatários o regiam, em serventia, com base na outorga da água.
Claro que sei bem da rede tentacular que herdada do padrinho, tem em seu torno...
Mas caramba as gentes da Madeira não são lesmas que defecam por onde comem!!!

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Vai-se realizar pelas terras de pedra e acolhimento um festival em nossa memória, daquilo que fomos, do que perdemos, do que encontramos.
Compromissos inadiáveis afastam-me desse momento.
Desde já para todos aproveito para desejar:
Bom e Doce ano de 5772, Shaná Tová Umetuká!

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Num livro notável #La Rumeur d’Orleans” Edgar Morin desmonta um boato que ganhava, devido à sua lógica intrínseca e ao terreno anti-semita larvar, foros de cidadania em julgo que 1969, nessa cidade francesa.
Desenvolveu-se o boato que mulheres desapareciam de gabinetes de prova de roupa em lojas geridas por comerciantes judeus, e seriam vendidas para redes de prostituição.
Hoje a TSF, a SIC, a TVI, a RTP, os jornais online embarcaram num boato do mesmo género*, sem sequer tentarem ver que atrás desse está a mesma mãozinha diabólica que estava detrás do de Orleans (que claro é outra!).
A mão do diabo cheira,,, diz-me quem beneficia do dito boato e dir-te-ei quem o promove, diz-me que grupo económico está por detrás do jornal que lançou o dito e está tudo dito.
Infelizmente, tenho que o dizer com todas as letras: temos um jornalismo de chafurda (...), sobretudo nas televisões, mas alastrando...
Aproveito e recomendo, um dos nossos melhores jornais regionais, com galões e pergaminhos!
* O boato é que a ERSE iria propor um aumento de 30% nas tarifas de electricidade, para pagar aos "malandros" dos produtores de energias renováveis!!!

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Thursday, September 15, 2011
 


Tem sido um tempo agitado, entrecortado pela leitura de outro excelente "tijolo" #L'Avenir de l'Eau# de Erik Orsenna, onde para além de pequenas e grandes estórias se desenvolve uma posição política/ambiental sobre as águas na linha de artigo em vias de publicação no Público.
Registo, também, uma excelente noite na Moita, pelo convivio e o cheiro da terra e da fiesta, que a corrida além de revelar um Procuna em crescimento e amadurecimento foi banal.
E hoje, tema que desenvolverei em artigo de fundo uma visita à PneuGreen (Zona Industrial de Obidos), empresa de recolha de pneus e outra que lhe está interligada de produção de pavimentos a partir do granulado desses.
Empresa com potencial, onde todos os vectores me pareceram adequados, embora gostasse de ter acesso aos números do consumo electrico e ver algumas melhorias nessa área. Voltarei e desenvolverei o tema.
Um sector industrial (reciclagem de materiais) onde toda a inovação conta e cujo produto final é um paradigma de sustentabilidade.

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Monday, September 12, 2011
 

Está a decorrer em:
http://humanrightslogo.net/
um interessante concurso para um símbolo para os Direitos Humanos.
Já escolhi!

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Dizem fontes oficiais que não houve fuga de radiações, da explosão do forno onde estavam a ser reduzidos os resíduos nucleares, a expressão usada é que "foi inferior à contaminação de um peixe nos mares do Japão".
Fontes independentes também confirmam que o acidente está controlado.
Mas veja-se o pânico e o medo, sim o medo (em Espanha formou-se logo um gabinete de crise! e em Itália ao contrário dos jornais franceses... os títulos eram alarmantes!), de um pequeno acidente industrial (como as sibilas da nuclear o classificam...) com um morto e 4 feridos, um muito grave, coloca o mundo em suspensão.
Ainda haverá mais informações, o local como referi desde logo está no entorno de dois reactores que não foram afectados e o que se tratava eram residuos de fraca e média actividade. Houve certamente emissões, confinadas segundo os dados até agora disponíveis.
Mas a espada de Democles continua...
Pelas 20 horas.

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...por enquanto é só vapor de água...

Acaba de ocorrer uma explosão, no depósito de resíduos de uma central nuclear francesa, perto de Avignon (lembram-se "sur le pont d'Avignon") e já surgem as falsas informações, as mentiras habituais, o varrer o ar (radioactivo!) para debaixo do tapete.
Há que desconfiar de todas as informações oficiais, o problema pode ser, será certamente, muito mais sério que os comunicados das empresas nucleares/autoridades públicas quererão fazer crer.
desde logo uma explosão na zona, ou no depósito de residuos, que é o que parece ter acontecido, para além dos feridos e mortos já anunciados, emitiu doses (altas ou baixas?) de contaminantes radioactivos para a atmosfera.
É desde já necessário todas as precauções e fazer uma avaliação das causas e consequências.
Voltaremos ao tema.

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Sunday, September 11, 2011
 
Esteve mal, logo no arranque o novo secretário-geral do P.S.,António José Seguro (aliás esse passo em falso foi logo sublinhado pelo comentador!)
Fazer propostas desmioladas,
sem saber que não pode ou não deve ou até é politicamente ao arrepio da sustentabilidade ambiental e energética, fazer propostas de redução dos hoje reduzidissimos, e contratuados ou enquadrados em lógicas de gestão do sistema energético nacional e tem que ver com a articulação de polítcas ambientais e a valorização de nichos económicos, apoios que sublinho estão contratuados entre os Estado e as empresas do sector e trocar essa política por alteração do correcto em termos ambientais, de eficiência e poupança energética aumento do IVA para o consumo, repito o consumo de energia,
é da mais reles demagogia e populismo, e mostra, o que me deixa surpreendido, impreparação e negligência no estudo do dossier.
Será que a ganga socratina que o rodeia já começa a dar cabo do que penso ser dos melhor preparado político português???
tss, tss, tss
Nota:
Mãozinha amiga chamou-me a atenção para uma distorção dos média (de que me penitencio, eu que quase não acedito em nada do que é publicado, sem verifica...).
O secretário geral do P.S. não falou em cortar os apoios às renováveis, mas sim em cortar a subsidiação à co-geração para produção de electricidade, o que reputo correcto.
Mantenho que em relação ao IVA no consumo foi mal avisado.

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Thomas de Quincey #Confissões de um Opiomano Inglês# caiú-me no olho quando de uma surtida para comprar o último do Luc Ferry, # A Revolução do Amor#.
Devorei-o como quem snifa uma linha, embora os opiácidos só os tenha experimentado na sua versão química/farmaceutica, o "dormicum" em receita tripla mas que me era fornecido generosamente pelo farmacéutico do Casal, e que marchou durante um tempo da minha outra vida.
Saí com muito suor e graças ao espírito que, apesar de tudo,,, não se deixou ir.
As fantasias, os sonhos, os efeitos, as consequências são magistralmente descritas pelo T.Q. que numa linguagem expurjada (que me deixa suspirar pelo original!) nos relata a luz e as sombras, os lados positivos e o negro do consumo e da dependência.
Um livro de referência que devia ser obrigatório nas salas de chuto ou no avia de psicotrópicos farmaceuticos com componente de laudano....
Legalização de todas, todas as drogas e combate adequado ao seu uso!

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O poder do discurso, o poder da palavra, a manipulação, a construção da realidade, a realidade, a verdade, a semiologia, o significante, por essa ordem ou pela inversa.
Há sempre um "rincon" onde temos o arquivo, e onde acumulamos, estórias, memórias, e sentidos, sentimentos,sensações, umas mais que outras como diria ou não a saudosa Alice, seja ao gato ou à Rainha.
A vida continuará talvez num tempo que se configura infinito, transformando-se sem que demos por isso.
Hoje foi, é mais um dia, em que a loucura de 1973 no Chile, de 2001 nos Estados Unidos continuou a tragédia da humanidade, do caminho da desempatia e do horror.
Hoje ainda continua.
Nota:
" Faças o que faças na vida é insignificante, mas é importante que o faças porque ninguém mais o fará"
Mahatma Gandhi

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Saturday, September 10, 2011
 

Hoje foi um dia de mais leituras.
O último recolha de contos do querido amigo J.E. Agualusa #A Educação Sentimental dos Pássaros#, que não deslustra a qualidade do autor, e alguns dos contos tem laivos de alta qualidade, mas que continua a deixar-nos à espera de mais.
E o excepcional #El Metodo#, na tradução espanhola, de Juli Zeh, um livro sobre a maldade humana, o politicamente correcto e uma reflexão sobre o nosso corpo e o poder e liberdade do espírito.
Um dia a surfar o pensamento e o prazer deste.

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Friday, September 09, 2011
 

Os de Monsarraz lá irão matar o seu toiro, como o fazem anualmente há tantos anos quantos me lembro e mais.
Não é no âmbito de uma corrida, como é em Barrancos, (mas mais como com a vaca entre nós).
Numa novilhada popular, era e continua a ser uso, o toiro é imobilizado, numa espécie de pega e morto com o cutilho, na hora e fica pronto, hoje após as anàlises adequadas, para ser comido.
Julgo que o assunto nem deveria merecer uma linha nos jornais, é como a morte do porco que realizamos, continuamos a realizar por todo o lado, sem problemas nem espinhas.

Mas desde o processo de pedido de autorização, à absurda equiparação a Barrancos, com responsabilidade das autoridades concelhias que não percebem nem o espírito da lei nem a festividade ritual da aldeia, às notícias de jornais absolutamente desinformadas e roçando a mais boçal ignorância, trocando os nomes aos bois (e sobre os comentários nem sequer há qualquer possibilidade de catalogá-los que são abaixo de vómito dos estercos que os produzem)nada neste processo, que acompanhei várias vezes faz sentido.

Claro que a G.N.R. só pode pretender intuir que havendo um toiro morto houve um matador e identificar toda a comissão de festas, que ou paga multa ou presente a tribunal saí de lá ou inocente, por não se puder provar a autoria, ou multada por abate "clandestino", dado ter havido o dito.
Uma vergonha seja a forma como as autoridades concelhias e a própria comissão de festas não têm conseguido resolver a situação (era só pedir uma licença para abate, "festivo") e para os jornalistas, ou estagiários (só podem!), que não conhecem a história, não se informam com quem sabe, e nalguns casos nem sabem aquilo que escrevem.

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O regresso da política...
Ouvi o António José Seguro, com quem partilhei há muitos anos lutas, conflitos e amizades, fazer um bom discurso, que se houvesse verdade na política devia levar a muitos abandonos do P.S., e lançar-se para uma aventura e outro tempo para o qual há muito se vinha a preparar. Indubitávelmente, mais até que o Pedro Passos Coelho (com quem também partilhei tempos) desde sempre que o António José se estruturou para esta posição, o desafio e o empenho em governar Portugal.
Gostei do discurso europeu, achei que teve um nada a mais de nacionalismo, mas marcou a ideologia e empenhou-se numa clara distinção com o actual governo.
Infelizmente o piorio irá rodeá-lo (lá vi entre outros aldrabões o larápio e muita da tralha socratina) e embora pelo que conheço dele lhe dé crédito e lhe estime a capacidade temo que essa seja submersa pelo conhecido aparelhismo do partidão (e nem sequer refiro o Coelhone, o do capachinho, a Felgueiras, e de Braga, e outros "vigaros" dessa estirpe).
Infelizmente os partidos são, neste momento dado o domínio que empresas conubiadas com eleitos nestes desenvolvem, autênticas mafias em roda livre.
O sistema judicial mostra-se incapaz (também com o ciciante Procurador que temos...) de avançar com mãos limpas a limpar a canalha, e é assim que nos vamos atolando no lodaçal, sem que os culpados sejam incriminados ( e quando são condenados, como o Isaltas, continuam até aos limites todos, todos, a espalhar o seu veneno!).
Que o caminho seja à dimensão do seu passo são os meus desejos, pessoais, para o velho companheiro TóZé.
Nota:
Uma foto vale mil palavras. Perceber Israel através dos olhos de Alex Levac e o excelente livro #Our Country#, que hoje herdei, requer muito tempo....

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Thursday, September 08, 2011
 

Só agora terminei (700 págs) o #Ancestor's Tale#, monumental livro de Richard Dawkins após ter montado meia hora o Catatau, para um pouco de zen.
Vou iniciar o último livro deste tempo de canícula do tempo #El Metodo# de Juli Zeh, que me dizem é a obra de referência no nosso tempo.
Que continua, em grande parte, em férias e, pelo menos enquanto não recomeçam as escolas sem trânsito e com muita calma.
Depois da Sortelha, que me caíu ontem em sorte desmascarar, e referir do entusiasmo local com as novas unidades de produção de energia, que claro são contestadas pelos defensores da nuclear, o eng. Mira e seus sequazes, hoje entro na margem de um bom debate na lista ambio, saravah!. A vida continua.
Apetece dizer com R.Dawkins conclui o livro:
"estamos de acordo, só que há quem o diga com palavras erradas"

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Wednesday, September 07, 2011
 


Dizem que é a superfície da Lua, e nela registos da passeata dos homens, dizem. Recordo discussões épicas sobre a manipulação ou não das proezas ou não do homem nessa.
Velho sonho da humanidade realizado ou não em plena guerra fria e facto: nunca mais concretado, ainda hoje motiva boas polémicas e comentários sobre imagens, personagens e enredos.
Hoje temos mais umas fotos, reais, ficcionadas?
Nada é tão certo como descendermos, talvez há 2 bilhões e meio de anos de uma bactéria e a continuarmos.
Haja deus que homem já temos!

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Sou, como os leitores sabem, um anti-proibicionista radical. Defendo a legalização, regulamentação e fiscalização de todas, todas as drogas.E claro campanhas de esclarecimento contra elas todas!
E a sua oneração fiscal adequada, única forma de quebrar a espinha ao narco-tráfico, do meu ponto de vista um dos responsáveis pela actual crise do sistema financeiro, arrastando a recessão economica e em bola de neve as nossas sociedades em geral.
Algumas drogas, particularmente viciantes, estão legalizadas, são ignoradas, e são das mais nocivas para a saúde das populações e o equílibrio e sustentabilidade.
Uma delas abunda debaixo dos nossos olhos e é ministrada desde o nascimento, ou quase, a todas as crianças.
Pois ontem foi proposta uma medida revolucionária que pode abrir caminho ao combate ao uso indiscriminado desta e logo a organização que devia defender os consumidores, o trust internacional DECO veiu protestar... em nome desses.
O proposto imposto sobre a fast food (que do meu ponto de vista é indirectamente sobre o açucar que esta usa de forma viciante) devia ser alargado a todos os produtos que utilizam açucar.
O açucar é a principal droga, absolutamente legal!, que corrói as nossas sociedades.
Estando de tal forma instalado que já não se dá por ele, e acarretando, além de degradação ambiental, por alteração dos padrões agrícolas, enormes problemas de saúde (hoje a obessidade mata quase tanto como a fome!).
É assim que a DECO defende os consumidores, o tal trust deve ter ligações açucaradas...

Nota:
Li, e não quero crer, que o Bloco, com Estapafúrdio, também é contra o mencionado imposto...
No comments!!

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Tuesday, September 06, 2011
 
Dois dias a ver o mar na Foz do Arelho, um tempo com velhos amigos, piscinas, e grandes conversas por entre a continuação do #Ancestor's Tale#.
Hoje ao almoço ao ver o Durão Barroso lembrei-me do "Lie to me", a cara, o facies dele diziam "-estou a mentir, a crise ainda agora começou e está aí para durar" e logo mais uma empresa ceramica que fecha e outra corticeira, e mais impostos que se anunciam...
O pôr do sol na Foz torna tudo aquilo que é: efémero.
O pensamento precisa de boca e anûs, sem esses... nada feito!

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Sunday, September 04, 2011
 
Vai abrir um posto de trabalho, díficil e aliciante, envolvente e cansativo, exigente e de empenho absoluto na secção Portuguesa da Amnistia Internacional:
ttp://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=739:candidatura-director-executivo&catid=35:noticias&Itemid=23
Hoje com a alteração da estrutura da organização, o crescimento das áreas de intervenção, que oxalá não seja negativo...para a democracia interna, e a necessária profissionalização de quadros, as candidaturas deverão ser mto bem escrutinadas, mas estou certo que o próximo director executivo continuará e dará um novo empenho à luta pelos direitos humanos, todos.

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Enviei a nota que está em posta abaixo do Augusto M. Seabra para a comisssão nacional de apoio ao Tribunal Russell sobre a Palestina, e respondeu-me com uma nota que compartilho em grande parte o Mário Tomé, por quem tenho estima e consideração.
Respondi-lhe sem muito tempo mas com mais algum pensamento (transcrição parcial):

#
Só me responsabilizo pelo que escrevo e normalmente digo.
Este é um excelente tema para articular pensamento.
Acho o texto excelente mas não escreveria ou talvez interpretasse de outra forma a palavra epopeia.

Mas quando falamos de história temos que enfrentar a verdade, o falso e os mitos, os primitivos kibutz foram instalados em terras não cultivadas e ou compradas e também se tem que enquadrar o terrorismo do Haganah na lógica do colaboracionismo dos palestinianos com o ocupante (sendo desde logo um crime seja qual for o motivo), assim como a questão dos refugiados não é preto no branco (existem muitos mitos na história...)
(...)
O motivo, para além de desde logo agradecer e também partilhar ou compartilhar, o teu pensamento foi contudo, e julgo que não tendo ouvido nada em contrário, a equiparação do sionismo ao apartheid que se está a congeminar no âmbito do Tribunal Russell, que penso tem a lógica da novilíngua, para não remeter o tema para algum "zero e infinito".
(...)
O mundo muda e avança, neste momento as grandes manifestações em Israel, no quadro de uma crise económica gravissima também motivada pelas despesas de guerra (que conhecemos por cá...) e a hipótese de um Estado Palestiniano reconhecido pela ONU são temas que deviam ser reflectidos em conjunto antes de o TR entrar em areias movediças na lógica da defesa de um muro ideológico.
Assim como integrar nesse pensamento a queda das ditaduras árabes (algumas apoiadas por quem sabemos...e também pelos outros).

Bom tenho que voltar aos tubarões, nossos antepassados há 460 millhoes de anos, o que vai contra o espírito dos livros sagrados, mas é a vida, a realidade e o estudo dessa são mais fortes que o romance e a ficção, que também nos alimentam a alma com poesia.
#

Julgo que agir é cometer erros e corrigi-los, assim seja possível, ter rigor na análise, método na intervenção e respeitar os procedimentos, ou lutar pela sua modificação.
Já aqui referi a minha avaliação intransigente da duplicidade de critérios, que retenho inqualificável em todas as circunstâncias.
O procedimento anti-democrático, a falta de rigor político e também processual, e o embarcar numa lógica de intervenção que só pode esbarrar conta os murros, de que, aliás, não poucos membros do actual Tribunal eram defensores (e Bertrand Russell que dará voltas na tumba!), ou compangnons de "déroute", do actual processo previsto para... a Africa do Sul, só me pode levar a pensar que este é mais um nado morto ou um tiro do pé, na linha do apoio ao Kadhaffi (onde andará, disfarçado de mulher???)que alguns desses próceres defendiam.

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Saturday, September 03, 2011
 
Continuo # The Ancestor's Tale # neste momento cheguei ao nosso cruzamento com os tubarões, há 460 milhões de anos quando as nossas linhas genéticas divergiram. É um fantástico livro onde somos conduzidos pela aventura da vida e que nos remete para a in-significância do nosso dia a dia.
É um livro duro e ao mesmo tempo inspirador. Escreverei artigo sobre ele, e também sobre os 2/3 outros que pesaram (todos com mais de 500 páginas!) no neste tempo estranho que vai passando (atmosférico e o outro...).
Também o que poderia ter sido uma tempestade num copo de água ou nem isso, se tivesse sido bem gerida, e que conduziu à minha demisssão da direcção da AZU, tem formado uma bola de neve, desnecessária.
Mas a discussão frontal e amistosa e a produção de pensamento (escrevi um artigo sobre os mal-entendidos da água que espero também marque as posições dos movimentos de defesa do ambiente em relação à tontada que é a luta contra a privatização das mesmas!e então a petição de um referendo mal amanhado e cheio de demagogias nem merece comentário!)podem resultar numa clarificação de processos, correcção de métodos e melhoria do desempenho da associação.
E este blog num só dia tem mais visitas que esse (a partir do qual surgiu essa situação) num mês!!!
Até (estou a brincar ou talvez não...) já justifica alguma publicidade....(venham as propostas...)
Bom e para próxima oportunidade fica um comentário ao mundo de nonsense em que parece estarmos a viver (e onde pára o Kadhaffi?) em que parece que o céu e o sol, muito baixo talvez, está a afectar as molarinhas (os jornais e as notícias só nos dizem disparates, ainda por cima... reais!).
Nota:
Não referi ontem, dia de muito movimento, mas não posso deixar de registar a qualidade da conferência sobre o #Small is Beautifull# de E. F. Schumacher, de Satish Kumar e também do comentário de Olivia Bina (uma surpresa!) no também notável ciclo de excelentes livros ambientais (e amigo Viriato temos muitos mais,,, na 1ª linha!)do Programa de Ambiente da Fundação Gulbenkian.

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De um excelente texto do Augusto M. Seabra de 2/9/2011 no Público:

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São duas questões fortemente carregadas de história mas que estão a suscitar novos tabus.

É inaceitável que as críticas ao estado de Israel ataquem indiscriminadamente o “sionismo”, como se o apelo de Theodor Herzl à constituição do “Estado Judaico”, o êxodo para a Palestina, a implantação dos “kibbutz” e a proclamação de Israel não tivessem sido uma epopeia extraordinária, sem fazer a devida matiz de que foi depois da Guerra dos Seis Dias, em 1967, que surgiu outro sionismo, colonialista; e é ainda mais inaceitável que se comparem a privação de direitos e a depossessão que Israel hoje exerce sobre os palestinianos, que é gravíssima, com o que os nazis fizeram aos judeus, o “Mal Absoluto” de que falava Hanah Arendt, esse acontecimento sem comparação que foi o genocídio generalizado e organizado, tendo como fim último apagar o próprio significante “judeu”.

Mas é também intolerável que qualquer representação dos palestinianos, qualquer critica à politica de Israel, mesmo vindo da parte de cidadãos judeus, seja logo qualificada de “anti-semitismo”.

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Coloco esta reflexão, acrescentando pessoalmente, ser intolerável que uma política de opressão económica, de restrição de direitos civis de alguns sectores sociais e o condicionamento de liberdades públicas, também devido a lógicas de guerra e de ocupação de territórios no quadro dessa, seja comparado, por pleonástica que possa ser a intenção, ao inqualificável regime de apartheid e segregação baseada na cor da pele.

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Friday, September 02, 2011
 
Ai A.S.A.E., A.S.A.E.

... imagino que irei receber a carta do costume... dizendo que não é nada com a estrutura...
transcrevo do inútil livro de reclamações (que foi o do Corte Inglês, simpatiquissimos há que dizé-lo!, porque a empresa concessionada... não tinha livro de reclamações!)

Cito:
" Adquiri e comi na SMART PEOPLE que não tinha livro de reclamações próprio uma sandes de salmão com maionese.
Depois de a comer reparei que tinha um prazo de validade a expirar no dia 1 de Setembro.
Ontem.
(...)
"
Isto foi preenchido dia 2 às 18 horas.
Agora espero receber a carta do costume da A.S.A.E. a dizer que não é nada com eles...

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Sou amigo do António José Regedor há mais de 30 anos, quando outras lutas nos cruzaram e com ele e a família, a Aninha que acompanhei de toda a vida e agora os miúdos, nos acompadraram.
Com ele tenho muitas histórias, também partilhadas em livros que escrevi.
Esteve em Barrancos em 98 ou 99 quando a luta pela identidade do povo estava no auge e outras vezes, e sempre teve uma palavra e um carinho.
Voltou este ano à fêra e escreveu uma prosa linda, que me autoriza a deixar aqui, para Barrancos:
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HISTÓRIAS DA ALMA DA PRAÇA



A Vida da Vila decorre essencialmente na praça. Em conversa sobre outros momentos da “fêra” relembrava-se uma abordagem de uma idosa ao autarca local: Ó António então dizem que nos querem tirar o touro. Se nos tiram o touro tiram-nos a alma.

Em terras de xisto a vida é ainda mais dura que nos “barros cerealíferos”. A comunidade vive do touro. Pouca vinha, mas muito porco preto.

A escassez de recursos. A pobreza as gentes, tinha na festa os únicos dias do ano em que se comia touro. Matar o touro na praça e distribuí-lo pelo povo trabalhador na festa da N. Sra. Da Conceição.

Um foguete logo pela manhã anuncia o “encerro”. O touro sobe a rua, passa à porta da GNR sem se deter, envolto na multidão que em correria entra na Praça onde irá fechar o touro no curro construído na praça para o efeito.

As duas sociedades. Uma de cada lado da praça. O quadrado é completado com a igreja de um lado e os correios do outro. De um lado comunica-se com o resto do mundo do outro alimenta-se a esperança do outro mundo. Na Praça, juntam-se todos os mundos, todas as emoções. Todos nos juntamos na Praça.

O dia decorre na companhia do tinto, da tapa e do cantar alentejano. O almoço é invariavelmente carne do touro morto de véspera na praça. Na Praça morre o touro, na Praça se come o touro. Assim é a alma da Praça. A força do calor recomenda a protecção, procurando o interior de uma das sociedades (a dos ricos ou a dos pobres, hoje em dia não relevante) para o almoço que se arrasta pela tarde. E quando esta se alonga para o cair do sol, o tabuado cheio de gente anuncia mais um momento da festa.

Na conversa que decorre na mesa conta-se que uma convidada de um dos nossos amigos chegada à hora da “corrida” questionava porque não começava a “tourada”. Já lá estavam há uma hora e não tinha acontecido nada. Dizia ela que se fosse na terra dela e a tourada não começasse à hora haveria protestos. E como resposta foi-lhe dito que: - Mas nós viemos para a Praça conviver.

A Comissão de Festas, melhor seria dizer: A comissão de Jovens continua a azáfama. Cinco jovens que se renovam todos os anos e por uma única vez organizam as festas. A comissão cessante em arruada pela vila apresenta os novos membros. Assim se passa o ritual de iniciação. Todos os anos um novo grupo de jovens é reconhecido pela comunidade, e aceite por ela. O ritual mantém-se.

Mal termina a “corrida” colocam-se as mesas na Praça. Mais uma vez o vinho e a carne de touro volta às mesas. No outro lado monta-se o palco com estrados pré-preparados para o efeito. Duas horas de espectáculo na Praça a que se seguirá uma longa noite de mais música e baile no “quintalão”. A noite termina de manhã com outro “encerro”.

E assim continua a festa na Praça onde todos se encontram, todos convivem. A alma da Fêra.

--
António Regedor
http://bibvirtual.blogs.sapo.pt/
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Thursday, September 01, 2011
 

A ilustração é uma #Azorina vidalii# foto do Raimundo Quintal

Quem diria ao ouvir estas "Good Vibrations":
http://www.youtube.com/watch?v=TCeD_6Y3GQc,
que os Beach Boys foram há... 50 anos.
Depois erguemo-nos nos dois pés e não deixámos de os curtir, algumas vezes bastante altos, e não estou a falar do metro e oitenta, que as melodias deste hawain rock são estimulantes para os sentidos e ajuda para o sentir.
Hoje foi dia de muitos telefonemas e agenda, amanhã começam as reuniões e organização, e assim vamos continuar este mês de Setembro, que formata o ano que segue.
Ainda hoje um jantar de trabalho sobre interessante projecto da Câmara de Santarém.
A vida vai do claro ao escuro, como as cores que a fazem.

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civetta.buho@gmail.com

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