insignificante
Tuesday, June 27, 2006
 

Escrito há uma semana, e só agora com ilustração de Genin, antes que as previsões do mundial se diluam e agora que já se está a descobrir o safardana que é o personagem Gusmão e os seus mandantes australianos, aqui fica a prosa obsequiada este mês para o efemero Cometa, de Itabira:

Bilhetes, de cá.

Veraneando,

Efeitos do clima (Klima, em grego, quer dizer inclinação), desta inclinação da terra que originalmente o modela e relativisa, os assuntos vão-se acumulando sobre a mesa deste vosso escriba.
Vamos tocar várias opus, obras, temas, tópicos, notas, que a nossa língua evoluiu com o tempo e as miscigenações que esse (por vezes em meros segundos, como é o caso do coelho) lhe vai propiciando.
1- Escondido o mundo por uma enorme bola de futebol ele continua a mover-se, e a grande velocidade como a bola quando é disparado do pênalti. Vejamos:
A América (curioso o nome com que os States se auto-denominam...) está a ser derrotada no Afeganistão (hoje enquanto escrevo estas linhas Karzai, cercado no palácio qual Baptista ou Van Thieu lança um SOS. Irá ser evacuado em helicóptero do telhado!). Não penso que o mundo vá melhorar com a seita talibana.
Foi tudo mal feito.
Como no Iraque, hoje também com os States e a sua tecnologia a perderem a guerra e o país que só existiu há 2.500 anos, a espartilhar-se em lógicas tribais e alquedistas.
Com a sua previsível fuga deste, também, e com o caso do Irão os neo-con (nome fantástico, que eu designaria, também, por fundamentalistas) deram cabo da hipótese de democracia e direitos humanos no Médio Oriente, além do grave problema local que criaram ao atiçar as abelhas no vespeiro.
O Irão, a Coréia do Norte, o que resta do Sudão, com o novo talibanismo a irromper por todo o lado são o resultante da arrogância e da estupidez do Imperador e seus sequazes. Foi tudo mal feito. Todos vamos pagar por isso!
E a América, os States, também nos vai fazer pagar pelo mal que está a fazer ao planeta Terra. Tenho na mesa de trabalho alguns livralhões de que destaco “O Choque do Petróleo”, o “Plan B 2.0” e o “State of the World” e uma montanha de relatórios. Não são ficção cientifica. Dentro de dez anos, talvez mais, talvez menos, dentro de dez anos o nosso modo de vida ter-se-à alterado radicalmente.
De ano a ano vamos sendo surpreendidos com novos fenômenos ligados ao clima. As alterações climáticas (ligadas ao aumento de emissões de dióxido de carbono e também metano) estão aí. Locais (agora tenho tufões,trombas de água, chuvas torrenciais, calores e frios extremos, insetos nunca vistos, aqui na minha terra) e globais (os extremos climáticos, os degelos fora de época, os ciclones nunca vistos, as enxurradas, a seca que avança); e ainda não vimos nada (as fotos de diferenciais de glaciares em dez anos, como o excelente documentário de Al Gore mostra!, as mutações rapidíssimas de habitats, e a espiral de consumo e das emissões que a climatização vai provocando, a desmatação, com o seu contributo negativo, mesmo quadrado de negativo!)
Não estou otimista. E este gelado Santini que estou comendo agora mesmo também está derretendo. Puta Madre, como dizem, com todo o respeito e consideração certamente, nuestros hermanos castelhanos.
2- O mundo continua desaparecido por detrás da bola.
(confesso que sou um apreciador de um bom jogo e do orgasmo de um golo a simultanear esse e que estou completamente farto de paciência para o que o jogador comeu ao café da manhã, o que faz a mulher dele, se está gordo ou não, de que cor é a calcinha, se tem contrato ou não, e o adepto em histeria que não tem racionalidade nenhuma mas tem que ser ouvido, e a menina que gosta do músculo daquele, apesar de lhe pensar é no nervo, confesso que já estou farto deste futebol todo).
E agora que passou a fase de grupos tenho que dizer que acho que o mais forte foi a Argentina e também a Alemanha, com a vantagem de jogar em casa. O Brasil (está gordo, está gordo!) não esteve bem, muitas vedetas pouco time. Também aposto na Itália. E vi excelentes bocados de futebol e golos. Ponto final.
3- Escondido pela bola estão graves conflitos mundiais. O Darfur merecia certamente um décimo das 17 em 48! páginas que um jornal de qualidade em Portugal dedica ao futebol. Pois nem uma linha sobre Darfur e um terço para as imbecilidades da bola.
Darfur.É um escândalo, onde a tal América, teve a mão e também borrou. O extermínio sistemático de um povo por outro, a degradação total de todos os parâmetros de sobrevivência, um Estado fantasma (onde certamente o Bin Laden está muito bem!). Uma dor e uma impotência. Enquanto escrevo mais umas dezenas, centenas morreram, de fome, de guerra, de..
E a Palestina que se dilacera em destruição e auto-destruição, sem que a não ser nalguns sites (recomendo, entre outros, o http://www.commondreams.org/) saibamos o que se passa e porquê.
E Timor, que aqui ainda merece meia dúzia de linhas, onde uma manobra neo-colonial com o apoio de Xanana Gusmão, procura recuperar para a sub-potência Austrália o petróleo perdido. Instrumentalizando a população, manipulando a imprensa, fazendo-se passar por vítima, quando como sabemos que quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele... Triste, triste, muito triste. Não foi para isto que lutámos. Honra aos mortos. E honra aos que vivos mantêm a dignidade, contra trafulhices e irresponsabilidades.
E do Nepal, e da Birmânia, e do Congo. Não sabemos nada. Só bola!
4- Aproveitando o fato de os jornais não terem leitura, o fato de as televisões não terem programação, e do povo não ter tempo para conversa, que é importante saber o que comeu a vedeta e o que veste a mulher dele, recomendo:
Para ler, alem dos livros sobre recursos e prospectiva acima mencionados, uma trilogia de um colega meu Jorge Martins intitulada “Judeus em Portugal”. Para sabermos (e o Brasil, tanto!) as nossas origens semitas, a história de perseguições e escondimentos, as grandezas e misérias, que nos fez (com o Brasil) povo e cultura. Quem quiser dar uma olhada no meu blog verá mais uns vinte livros recomendados, à conta das jogadas para canto.
Um filme, que já vi há algum tempo, mas que agora em dvd revi. Notável, pelo enredo, real e fortíssimo, pela agradabilidade e interpretações. Deve ser visto nas escolas (como o magnífico Cidade de Deus!). Falo do “Fiel Jardineiro” de Fernando Meirelles. Le Carré sabia o que escrevia. O filme lhe faz justiça.
E vou ouvindo um excelente cd, com músicas de outro tempo, intitulado “La Herencia Judia en Espana”, resultante de uma visita a um lugar invulgar da nossa história, Toledo, que foi capital visigótica, muçulmana e cristã, onde ainda hoje se conservam igrejas paleo-cristãs, mesquitas, sinagogas, e catedrais góticas, onde o cruzamento de religiões não se resolveu só a espadeirada (sendo que o aço toledano fez a espada celta do senhor dos anéis!!).
Quem não reconhece o seu passado não imagina o futuro.
Enquanto o que ainda não derreteu do Santini, se me vai grudando à mão vejo uma cigana que se aproxima, agarra-me a mão. Tenho que ficar por aqui.
Vai-me ler nela a sina. Açucarada e tudo.
 
Monday, June 26, 2006
 
Gosto de futebol e aprecio um bom jogo. Odeio fanatismos e jogos comprados. Odeio maus árbitros (porque não fazem como no rugby!?).
Ontem no Portugal-Holanda (embora não interferindo no resultado degradou totalmente o espectáculo!) esteve o Mãozinha Leve, com a mão sempre a fugir para o cartanito, um exagero, para os dois lados. Foi mau. Muito mau.
Hoje todavia e fazendo a Itália passar pelo buraco da agulha esteve o João, conhecido pelo Bafo-de-Onça. Só ele, só ele mesmo é que pode ter visto, inventado aquele penalty, aos 94 minutos, no ultimo segundo depois do ultimo minuto. Quanta Lira? Quanta Lira?
Espero que este mundial que começou com jogos agradáveis não siga esta espiral....
 
Friday, June 23, 2006
 
Aproxima-se uma semana cheia de corridas. Evora, Lisboa, Barrancos, Caldas, Coruche, talvez Esposende. Talvez. Genin (saravá) recordou-me o compromisso com o ocasional, mas certo Cometa. Logo (como dizemos no Alentejo) o colocarei aqui (queira-o deus, com um boneco de Genin a ilustrar!).
Uma febre, porque raio conto estas coisas!, passageira e certamente de uma ventoinha endiadrada, levou-me a ler umas histórias satíricas do Mark, também, dito Twain.
Lindo. E o gordo lá marcou, parado é certo, dois golos aos amadores do Japão.
Já não há profissionais que lhe valham.
 
Thursday, June 22, 2006
 
Sobre o autor:
http://www.gazetacaldas.com/Desenvol.asp?NID=14392
e depois fez-se luz.
 
Wednesday, June 21, 2006
 
Tenho assistido a pedaços de bom futebol e excelentes golos, o orgasmo do jogo.
Até agora só com a Argentina deslumbrei. E com muito da Espanha. Portugal (errei!) tem jogado bem a espaços ( 5 minutos contra Angola, o jogo com o Irão foi agradável e hoje meia hora da 1ª parte, onde não merecemos ganhar e até contra dez fomos dominados. Vimos jogadores que lá estão sem qualquer justificação, Postiga, Boa Morte, Ferreira, que desgraceira!).
O Brasil e Itália tem desiludido, a França nem iludiu! O resto tudo muito banal. Holanda, Inglaterra, Suecia, Equador, Ucrania, etc.
Mas tenho assitido a bons jogos, aqui e ali.
E estou farto de ver mais que os jogos (ou melhor não ver nada!porque desligo e jornais nem lê-los!) e de ver as bandeiras dos pagodes por todo o lado.
 
Tuesday, June 20, 2006
 
A calma induz as leituras.
Um provocador livro de Natalia Correia, que deveria ser obrigatória a todas estas peregrinas almas nacionalistas "Somos todos Hispanos", as Ficções do Borges relidas, um livro sobre o mais antigo Hospital do mundo, de Salerno, outro sobre os costumes sociais e as lógicas de constituição da família (devia ser obrigatório para os que pensam que a familia dita normal, pai mãe e filhos, tem mais de dois séculos!!!), A História do Amor, uns textos sobre economia de energia, e a História dos Judeus, do meu colega Jorge, que com pontos fracos e repetições escusadas, e costas voltadas para a restante Ibéria, nos dá um livro fundamental para os que pensam que não são (ou teem) origem semita.
E comecei o Tarik Ali, embora só nos tempos vagos.
A primeira revisão, já livro, de uns textos/inqueritos sobre o contrabando de fronteira e uns punhados de telefonemas a tratar de assuntos profissionais encheram os dias desde o Corpo de Deus (de que falarei noutro dia...)
Chego a Lisboa e já aponto para o Norte, com reuniões de trabalho agendadas e outras em Coruche, Beja, Evora.
O Verão continua a acumular-se.
 
Wednesday, June 14, 2006
 
Mão amiga faz-me hoje chegar ao olhar um documento notável:
(…)
GOVERNO CIVIL DO DISTRITO
DE BEJA
2ª Secção
Nº 73
Circular
Exmo Senhor
Administrador do Concelho de Barrancos


Para conhecimento de Vª Ex.ª e devidos efeitos efeitos, se transcreve o ofício nº 994/DS./Pº 38, de 11 do corrente, do Exmo Chefe de Gabinete de Sua Exª o Ministro do Interior:
“Encarrega-me Sua Exª o Ministro do Interior de informar Vª Exª para conhecimento das autoridades fronteiriças, que as autoridades militares espanholas determinaram o fuzilamento dos indivíduos presos em flagrante delito de contrabando, incluindo a exportação de capitais.”

A Bem da Nação
Governo Civil de Beja, aos 13 de Novembro de 1936
O Governador Civil
Ass) João Pulido

(…)
Várias leituras se podem fazer.
A selvajaria que caracterizada os "mouros" ou melhor o exercito franquista, eufemistamente designado como "autoridades militares espanholas", a seguir ficamos a matutar o significado desta comunicação...e o seu pisar de quaisquer direitos cívicos.
Temos, com a ditadura franquista o Viva La Muerte em todo o seu esplendor. Não há habeas corpus, não há julgamento, não há sequer um simulacro de justiça. Nada.
E Portugal é um dos primeiros países abolocionistas e nunca o Estado Novo tentou pôr em causa essa situação... por isso a informação ao Administrador do Concelho (José Augusto ?) pode ter várias leituras (e sabe-se de muitos acolhidos pelos campos nestas alturas.E Salazar tinha medo do anexionismo espanhol. E esta comunicação, a Bem da Nação, parece cheia de histórias...
A história é feita de leituras debaixo das pedras, e dos documentos.
 
Tuesday, June 13, 2006
 
Diz-me o Borda D'Agua, por mão amiga (olá Pedro!) que passam hoje 118 anos nasceu Fernando Pessoa.
Não tenho nada a dizer. Chapéu! E, um
«Momento Imperceptível»

Momento imperceptível,
Que coisa foste, que há
Já em mim qualquer coisa
Que nunca passará?
Sei que, passados anos,
O que isto é lembrarei,
Sem saber já o que era,
Que até já o não sei.

Mas, nada só que fosse,
Fica dele um ficar
Que será suave ainda
Quando eu o não lembrar.
 
Monday, June 12, 2006
 
Hoje,Valha-nos S.to António!

A religião é uma manifestação cultural dos povos.
Embora com um lugar específico, por ter a ver com a transcendência que é a morte e a sua continuidade, a religião, qualquer religião insere-se num quadro de disponibilidade para a fé, a crença, que é determinado por enquadramentos: a natureza, a produtividade dos solos, as lógicas sociais, estrutura e hierarquia, e a continuidade e sequência das estações.
O elemento que vamos abordar aqui, por ser um dos mais determinantes e imutáveis no ciclo e organização da sequencialidade religiosa, é a passagem do tempo. As religiões que se inspiram no Livro, o judaísmo, cristianismo e islamismo, com as todas suas diversas variantes, adaptam-se ao ciclo das estações, ao ciclo da agricultura, base dos eventos festivos que marcam os seus momentos litúrgicos.
Obviamente por sobreposição aos rituais mágico /religiosos que as precederam. Ligados a esses rituais e integrando-os numa lógica de aproveitamento da religiosidade pagã /popular e também de sincretismo.
Vivemos tempos de escuridão e ignorância. Hoje quando referimos que o Vaticano está construído no local onde se organizavam os rituais mitraicos e que sumo pontífice era a designação do oficiante desses cultos, quando contamos que os primeiros padres eram ao mesmo tempo oficiantes de cultos pagãos, quando referimos como o culto de nossa senhora não é senão a continuação dos cultos da Deusa-Mãe ou Deusa-Terra (Magna Mater), que o cristianismo integrou com vista a poder penetrar na cultura popular, quando damos voz a estudos e leituras etno-históricos que explicam a religiosidade popular, e quando procuramos apontar aspectos da continuidade do "mágico", sem entrar em conflito ou sequer pôr em causa as crenças de cada um (pois essas são íntimas e pessoais e sem necessidade de mediação com o transcendente), sabemos que estamos a entrar num terreno de dificuldade.
Num terreno pasto para intolerâncias.
Para aqueles que querem saber mais sobre estas questões da nossa cultura recomendo o livro do Prof. Moisés Espírito Santo " Origens do Cristianismo Português", Edição da Universidade Nova de Lisboa.
Não é assunto que aqui, possa senão abordar pela rama, pese embora a sua ligação ao ambiente e à cultura que é a forma como organizamos a natureza e nesta construímos referentes e identidade.
Mas não resisto a falar-vos do S.to António.
Não é certo que tenha existido!
E certamente não existiu sob a forma que o cultuamos. Santo namoradeiro e folião, ligado a momentos mais ou menos orgiáticos que o festejam. Comemorado num dia (e quase todas as comemorações cristãs o são do 25 de Dezembro, nascimento de Mitra, à Páscoa ritual das colheitas, e ao 13 de Junho!!!) em que se iniciavam os festejos e fogueiras nocturnas de comemoração do Deus-Sol (Baal). "Salta a fogueira ó meu santinho"…
O franciscano, se é que existiu, ficaria chocado com os "serviços" que a sua imagem presta, as promessas que lhe são feitas, os empenhos que lhe procuram.
O manjerico, planta efémera, como efémeros são os momentos da criação e recriação, associada ao Santo é outra confirmação do carácter licencioso destes tempos de folia, "abensonhados", como nos diz o Mia Couto, pelo dito.
António, nome com origem no fenício "antou ôniu" a planta do pranto, o manjerico?
Bons cheiros para os que podem aproveitar estes tempos para eles/elas.
Desejos deles para os outros.
 
Sunday, June 11, 2006
 
Estamos quase no Verão (para os que ainda não repararam, ainda estamos na Primavera!). Os feriados prolongam-se por duas semanas. Lisboa deserta é simpatica. Continuamos a , para os que leem os jornais portugueses ouvem ou veem qualquer outro orgão de informação, a não saber nada do mundo (excepto o pé do Deco, ou a tromba do Scolari). Espantoso que Espanha continue a ser ignorada, como ignorado é o que se está a passar na Somália, ou no Afeganistão.
Espantoso que os jornais deem atençao aos nazi-fascistas nacionais, que sem nada nas cabeças (duvido mesmo que nessas sobreviva qualquer neurónio de seja o que for) conseguem destilar as suas alarvidades (basta meterem nelas futebol!). Quem quer saber o que meia duzia de atrasados mentais faz ou diz? É um simples caso de polícia e tribunais.
Mas continuamos a viver no trivial. Timor (quem explica o quê?). Agricultura nacional (e não há quem desmasque os chulos da CAP?). Educação (onde aqui e ali ainda há alguma ideia e debate!Bem hajas Mena!, que ainda há alguns vivos!).
O Deco chuta na cadeira. E lá conseguimos ganhar aos angolanos (que jogam todos na 3ª divisão portuguesa!). Mas até uma aventesma que fazia o "elogio" na televisão e não tinha um minimo de independencia a comentar o jogo disse: os nossos estão cansados!
Mas cansados de quê se ainda agora começou? Aí Merche, Merche!
 
Friday, June 09, 2006
 
Notas soltas:
1- Continuam os jornais portugueses e a generalidades dos blogs que consulto a não perceber, nem explicar o que se passa. Maari Alkatiri é um baluarte contra o neo-colonialismo australiano e os interesses das petrolíferas, em regabofe.
Nós por cá continuamos (será que o Adelino é agencia de comunicação dele?) imersos no pavão Horta, e na incompreensão (os australianos protegem desertores e bandidos, mas ninguém acha isso estranho, e quando uma escassa minoria de energumenos desfila em Dili, protegidos por tropas australianas, ninguém faz perguntas???). Fantástico. Isto é fantástico. E continuem a encher papel com o mundial e todas as idiotices possíveis e imaginárias, que comigo já não contam.
2- Os blogs. Aqui há uns tempos Pacheco Pereira começou a ler atrás dos blogs. É de facto fantástico o que se comenta (disparates, despropositos, egos inflamados, disparates) e é fantastico agora isto (além da listagem de blogs, outros!) do tu falas do meu blog, eu falo do teu, bijinho para cá, bijinho para lá. Já não há paciência, deve ser do tempo e consequências do espírito, mundial.
3- O mundo, esse mesmo, continua, a rir, chorar, viver e morrer. Com ou sem mundial, essa grande anedota. ESta semana subo a parada (já se começa a ver o porquê!). Talvez ultimo do grupo e talvez zero pontos e zero golos. Nem os santinhos lhes (nos) valhem.
4- E continuam as venturas e desventuras do país, do mundo. Massacres no Iraque, fome e guerra no Dafur, corupção generalizada no Brasil a encher os bolsos (e as cuecas?) do Lula, o tonto do Morales a fazer só disparates, a situação em Espanha (é aqui ao lado, sabiam?) a não merecer uma linha mas a dever dar 10 vezes as páginas deste triste espectáculo de espectáculo e ociosidade e ibdigência mental que é o mundial, a ficar explosiva e nós nada. As broncas do ministério são eclipsadas por um bofetão (quando como na Casa Pia toda a gente sabe o que são as Casas do Gaiat, e fingem não saber, a velha Merche é que a sabe toda!)
5- A vida e os seus problemas continuam, mas o que interessas é que o Deco (mas não era sabido o estado dele? e de outros?) deu um pontapé...numa cadeira? E o Cristiano (não há 2 sem 3) vai voltar para a tal Merche logo! Só bolso. Só bolso. Felizmente há muito papel para limpar a bolsa.
 
 
Hoje um pouco de latim, do poeta e amante Ovidio:

Tempus edax rerum tuque, invidiosa vetustas, omnia destruitis vitiataque dentibus aevi paulatim lenta consumitis omnia morte.
in Metamorfoses 25.234

Que me dizem que se traduz, assim:
“O tempo, que tudo devora, e tu, invejosa velhice, vós tudo destruís, e tudo que foi afetado pelo passar dos anos, consumis, pouco a pouco, pela morte”

Tanto para fazer, tanto para comentar e ficamos pelo latim...
 
Thursday, June 08, 2006
 
É um dos meus, muitos é certo, fascínios. A oralidadde, a Babel das línguas, a diversidade de realidades que estas expressam, traduzem. A imensidão do mundo que elas são e significante. Insignificante é o seu resultante, pois o espírito é só um.
Agora (mas será verdade, mesmo?) parece que o governo, desta infeliz nação que vive dependente de uns miseráveis rapazolas que nem falar sabem, parece que quer acabar com o ensino de latim e grego clássico nas Universidades. Não acredito em tamanho disparate, sem classificação. Mas, e porque figo a figo se matou o burro, ide a:
http://www.petitiononline.com/classici/
Porque tudo vale a pena.
 
Wednesday, June 07, 2006
 
Continua um debate entre ecologistas contra animalistas na Ambio e ver www.ambio.blogspot.com.
Ontem (finalmente) saíu o que eu à muito sabia. Os amigos dos animais querem exterminar o toiro. Cito textual com resposta dada pelo HPS:
De um anti-taurino: "
A preservação do touro é, para mim, uma falsa questão. Trata-se de uma
espécie animal que foi criada de forma artificial por nós para as touradas,
(...) não vejo qualquer inconveniente no fim da sua criação. A questão da biodiversidade não se coloca aqui porque não se trata de uma espécie natural."
Fantástico e ao vivo!
Do HPS:"
Acho bem e útil que se explicite esta posição. É uma posição perfeitamente
legítima, com consequências ambientais negativas claras. E esse tem sido o
meu ponto central na discussão: as posições próximas da ética animal
radical, ao contrário do que pretende a propaganda dos seus defensores, não
são intrinsecamente boas do ponto de vista ambiental, têm custos ambientais
que devem ser postos em cima da mesa para que as opções sociais sejam claras
e compreensíveis para todos. Não tenho nada contra qualquer posição que diga
com clareza que prefere perder biodiversidade doméstica (e o melhor é ir ler
o texto da convenção da biodiversidade para ter a certeza de que não sou eu
que digo que a diversidade das variedades de plantas e das raças de animais
domésticas estão incluídas no conceito.) (...)
 
Tuesday, June 06, 2006
 
Os bolsamentos sobre a execranda bola continuam, dos pequenos almoços, às noitadas dos atletas, do espirro ao arroto, do tonto ao outro tonto já não há saco para tanta alarvidade.
Os jornais, as radios, as televisões, os jornalistas desportivos (non sense obvio), os que não são desse bando, os que nunca escreveram sobre tal todos eles, todas as noticias são sobre o mundial, e ainda faltam 109 ou 15 dias para começar. Será que há exilio possivel, jornal sem bola, rádio sem relato de tudo isso, televisão sem esse ranço?
Não. E todavia ela gira.
Hoje, e desculpem ser também sobre bola...inacreditável que um clube por ter e bem recorrido ao tribunal vá por queixinhas do clube do cabeça de abobora(lembram-se dele?)vai descer de divisão. Estou certo que o velho Acácio Rosa se teria oposto a esta jogatana de bastidores! (Isto merece rodapé ao pé das amantes e das frases sem sujeito nem predicado do "vilão").
Alqueva, notável, como fui futurologo. Tudo, todo o disparate deste empreendimento vem ao de cima como capital sem trabalho. É só espuma, sobre o erro, que ninguém irá assumir e ser por ele responsabilizado. É a vida. No Público, pelo meio de 20 páginas de bola, hoje!
Timor. Ai,Timor, que dor. E que incompreensão nos média portugueses, nos portugueses, todos eles (nós?) a fazerem a manta ao Maari. E porque será (nem mesmo o Adelino, que lá está, e só agora parece estar a começar a cheirar o esturro, dessa) que ninguém vai ver os acordos petrolíferos, para ver onde está a mão de tudo isto?.Diz-me quem beneficia (ou não) e terás o culpado.
Massacres no Iraque, nem em rodapé. Enchem páginas nos States. Por cá? Nada.
E a vida, todos os dias, continua a trazer noticias novas e diferentes. Porque será que poucas se vão sabendo pelos mídia existentes (e notável como os telejornais, sem uma ponta de interesse ou imaginação, são iguais em todos os canais, do alinhamento ao imbecil. Será um complot? Será adivinhação? Serão centrais de informaçã? Ou será só?)
 
Monday, June 05, 2006
 
Hoje, num grupo de discussão, a Ambio, contra os animalistas:

E, novamente o refiro, não comparamos campos de concentração e o extermínio de um povo nas câmaras de gaz com galinhas.
Mas o que é mais notório com estes animalistas é a sua inconsequência, para além das sucessivas mentiras e albradices, com que procuram enganar incautos.
Recentemente um que tinha um burro num 3º andar da Av. dos Estados Unidos e outro que tem uma loja onde os ditos são vendidos em situações execrandas apareceram contra os toiros (porque ser contra as toiradas, conforme nunca foi desmentido a não ser pelo senhor que defende parques temáticos para os toiros...é ser contra os toiros).
Mas esta é uma non-ending story. Como diria o outro, que também era contra toiradas mas ia com o amigo Aznar a festas de tentadero, é a vida.
Felizmente brava como os toiros a vivem, sem ser numa jaula, num 3º andar ou num parque temático. Porque há corridas e se lhes come a carne.
 
 
Desde há uma semana que um bloqueio, de origem desconhecida me bloqueia o blog! Hoje o Paulo S. deu uma dica para dar a volta ao bilhar. Aqui estou. Também desde Moura o tempo voa e encolhe. Almada, Caldas, Peniche sempre a correr e a energizar. Reuniões em Lisboa também, trabalho e mais reuniões, que também são outro trabalho. Um jantar no Osaka, simpatico japonês da Praia da Vitória, outro no Nadadouro. Estórias e história no mar, com o mar. O guião continua, fértil de esperanças. Vamos ver o mundo, se continua em meu "retorno", em meu torno.
Cada pausa é um momento de morte, é um momento de vida.
Até logo.
 
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