insignificante
Thursday, December 29, 2011
 
 
 



Depois de um almoço com os meninos, no excelente Terra, fomos ver a exposição PIU (não confundir com o Piu/Piu de -I think I saw a pussy cat), que é a minha última e sonora recomendação, com os parabéns aos organizadores e aos meus amigos da http://www.rcl-imagem.pt/, que muito nesta se empenharam.

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Este site é visto diariamente por entre 30 a 50 pessoas, oscila entre 900 e 2000 visitas por mês, tem meia duzia de seguidores (seja isso o que seja), mas é sobretudo um arquivo pessoal e uma forma de produção de ideias, além da recolha de textos e pequenas postas de opinião, que aliás é tudo.
Nada neste é pessoalizado, salvo no abstracto do pensamento e tudo, ou quase tudo como diria o O.Wilde, é verdade e corresponde a factos ou leitura isenta e pessoal desses (como ficou demonstrado em julgamento a que um dos autores deste blog esteve presente).
Estamos a atingir as 2500 postas (o registo das leituras, no 1º período, do site é só a partir de Maio de 2010) e esperamos aumentar, a audiência e as inserções (uma estimativa indica-nos que mais de 1000 pessoas ocasionalmente já nos visitaram e a média de colocações é de o.8 diária...).
A todos os presentes e futuros leitores este veículo deseja boas viagens em 2012 e expectativa que esse seja superado.
Agradeço os muitos comentários que tenho recebido, sendo que todos os identificados tem tido resposta.
Shalom, Inch Allah, Superkalifragilistischexpiallegetisch, Paz e Sáude

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Wednesday, December 28, 2011
 
A leitura constitui uma espécie de arquivo morto, destinado ao esquecimento, com uma ou outra fugaz lembrança, por aqui ou por ali, e com uma ajuda a alguma reflexão.
Com os anos as leituras acumuladas já não são retidas na memória senão efémera.
Hoje, num interlúdio li de W. G. Sebald a "História Natural da Destruição", livro curioso sobre a falta de reflexão pelos alemães, carregados das culpas de genocídio e do Holocausto, dos actos bárbaros, sem outra justificação senão espalhar o terror e nalguns casos contraditórios com um mais rápido fim da guerra (como bombardear cidades em vez de bombardear fábricas de armamento!) que foi a incineração de muitas cidades alemães (Dresden, Hamburgo, Berlim, Colónia, etc) com milhares de mortos civis.
Curioso que não haja literatura ou reflexão sociológico/antropológica sobre estes factos e as suas consequências não sejam estudadas ou documentadas, na história.
Mas também sobre factos da nossa Guerra Colonial continuam a penumbrarmos espesso silêncio.

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Ontem no jornal diziam-nos:Escaravelho vermelho está a matar palmeiras de Lisboa. Preocupante sabendo a sanha assassina do Sá Fernandes contra as árvores, em geral, assim já tem mais um pretexto para acabar com as palmeiras de Lisboa.
Este animaleco é um petisco no Sudoeste asiático por isso a melhor solução seria recolhé-los, congelá-los e exportá-los, ou servi-los como pitéu nos restaurantes gourmet.
Uma brigada dos serviços de limpeza e estava o negócio feito.
Mas o Zé não tem imaginação para tanto, ele gosta é da moto-serra e zás.
Vamos estar atentos aos próximos episódios, mas num mundo global o melhor seria mesmo apanhá-los para comê-los. Por cá acabaram com os galináceos no jardim da Parada...

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Tuesday, December 27, 2011
 
Acabou a bandalheira que o soba mantinha na dita "autonomia" da Madeira.
Apertaram-lhe a cabecinha e já veiu bolsar as habituais alarvidades. O facto é que a gestão da outrora região autonoma cabe a partir de agora ao Ministério das Finanças e à troika e o soba passou a ser um mero capataz sem poder, destes.
Boas ou más noticias?
Eu que de há muito defendo que se dê (de borla e tudo!) a independência aos subditos do Alberto João (se ele continuasse no rega-bofe e ordinarice cavalar que o caracteriza,,, com o panegirico local) fico hesitante.
Mas talvez seja melhor para a muita boa gente da Madeira, que agora (independentemente da bolsa) se viu livre do execrando personagem, do afilhado.
A Madeira ainda pode recuperar (embora seriamente combalida pelos disparates e enormidades de ocupação do território e gestão a que este infernal período conduziu).
Substituição do dito é agora imperativo. Depois do que se passou hoje só se não houver uma réstea de vergonha!
E a propósito:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=S1ciV-QCRqU#!

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Monday, December 26, 2011
 
Um excelente hors série do Le Monde sobre o Nuclear, findou as minhas leituras de retiro. Um lagarto, com migas de espargo no restaurante Plano B de Reguengos (mais um em risco de fechar!), e no regresso toneladas de contas e papelada para tratar, marcações e projectos.
Espero voltar brevemente ao outro mundo, onde o tempo passa ao ritmo da verdadeira vida.
Até lá papeladas e sem tempo para o tempo por aqui vou vegetando

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Sunday, December 25, 2011
 


Este é o Lume de um ano passado. O de ontem ardeu rápido e também rápidamente mourrinhou.
Nada de bom se anuncia para 2012, se acreditarmos no que o fumo, pouco, muito pouco nos disse.
A surpresa foi a visão espectacular, por poucos vista, que Vénus nos proporcionou longamente. É a primeira vez que a vejo a ver o nosso Lume,e fui procurar à cabala o significado de tal, mas só me deu fogo+fogo e névoa, muita névoa.
Todos os anos, herdei a leitura do Lume,mas ontem, apesar de estas outras não me terem faltado, polvilhadas por acontecimentos, por estes dias não vi nada de sólido para os próximos tempos, ou talvez a leitura do Genesis, ilustrado pelo R.Crumb e o capítulo das sete vacas gordas que estão agora a passar pelos sete anos magros seja o sinal. E talvez não. Quem sabe.
Ponto

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Friday, December 23, 2011
 
O natal é a época do ano da maior hipocrisia, hoje atulhada num lodaçal de consumo de superfluosidades e trivialidades.
Se ainda restam alguns momentos; infelizmente e também hipocritamente isolados pelo meio de outros tempos de falta de humanismo esse abundante por todo o ano; de convívio e amizade, esses são poucos e leva-os o fumo do lume onde o futuro se dispersa.
Hoje foi um dia tranquilo.
Li/vi um livro que me chegou por engano "Deixar a Terra" fotografias espectaculares e textos burrilados de Bernardo Markowsky, livro que nos deixa indispostos com a crueldade e desumanidade e também com a esperança e capacidade do vivo de lutar por alterar o seu natal e o karma desse.
Perante um futuro incerto só posso pensar que não passa o natal, e que a vida é mais que esse tempo, e continua.

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Ontem mais um artigo notável de Fernando Savater (no El Pais) sobre os assassinos do bando de bandidos e vilões chamado ETA (podia ser Mafia ou Camorra).
A propósito do tratamento dos condenados por delitos de sangue e das supostas e ridículas negociações "políticas" com esse bando de criminosos.
Conta uma história engraçada.
Um cavalheiro pergunta a uma senhora -se lhe der um milhão de euros vai para a cama comigo?. A senhora hesita mas acaba por aceitar. Diz-lhe então o cavalheiro e "um trabalho de mão" por 200 euros?. Responde a senhora - mas quem é que julga que sou?. O cavalheiro - isso já está claro, agora o que estamos a discutir é o preço.
Por muitas voltas que os canalhas da ETA dêem nunca deixarão de ser uns assassinos com as mãos sujas de sangue, em relação aos quais a única coisa a fazer é respeitar o direito prisional, no caso da sua aproximação aos locais de residência não apresentar riscos de continuação da actividade criminosa, e quanto ao resto tratá-los como vulgares bandidecos.

E inacreditável que o pesar por um homem bom como Vaclav Havel não tenha merecido o sentimento do PCP. Mas o Staline e os seus amigotes merecem louvores. Estamos falados.

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Thursday, December 22, 2011
 
Imperdível:
http://www.youtube.com/embed/nGeXdv-uPaw
Só temos esta!

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Wednesday, December 21, 2011
 

Relativo, tudo é relativo, fui pagar a chapa do Manolo Toucino (uma nota!), enviei a carta a solicitar a anulação da contra-ordenação, almocei prolongadamente um picadillo estupendo e um bife de ternera, fui concluir um negócio de família, respondi a alguns mails associativos, e estou a fumar um Toscanello, depois de ter jantado uma sopa de cogumelos.
Li um pouco mais "Os Pescadores" e agarrei já os opusculos do Orlando Ribeiro, vagueei pela internet e hoje li os jornais (um texto ignorante sobre a cabala, o paisinho faltou-lhe com o tau-tau, a cabala transforma-se no esquema da piramide ou a seita de escroques da cientologia, pela pena, que pena da Prado Coelho),e limpei a lareira e tratei as plantas.
O tempo parece que parou.
Estou sem agenda, salvo uma marcação em Matosinhos (ainda sobre os famigerados reisinhos, agora por causa...da sopeira, vejam lá ao que isto chegou, vou levar um dicionário!), e a continuação do festival do urânio, e os livros previstos para 2012, e umas escolas por aqui e por ali. O futuro está pouco animado.
Continua um frio de partir pedra. O lenho da praça está muito conveniente e as zambombas preparadas.
O fumo do Toscanello faz espirais no ar, mails chegam em catadupa, amanhã talvez vá a Zafra.
O tempo continua quieto.

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Que credibilidade merece quem apoia uma das piores ditaduras existentes, onde uma dinastia de crápulas "iluminados" cleptocraçou o Estado, matou um terço da sua população, só admite livros e informação por eles produzidos e mantêm o povo num regime pré-feudal?
Que credibilidade merece quem acha que um regime onde nunca houve eleições, onde milhares de presos políticos são liquidados, onde toda a população vive num regime próximo da escravatura, que credibilidade merece quem acha que num país onde toda, toda a palavra é censurada, onde qualquer suspiro é motivo de prisão, onde a fome é endémica e a classe dirigente vive num luxo asiático, com os melhores vinhos, comidas e luxos, que credibilidade merece um partido que acha que isso é uma democracia e o crápula merece elogios funebres?
Que credibilidade ainda merece o PCP?
E que tal se emigrassem para a Coreia do Norte e nos poupassem à sua cassete?

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Tuesday, December 20, 2011
 
Fixem o nome Peña Nieto, é provalvelmente o próximo presidente do México. Diz-nos Fernando Savater (um dos nossos) que na feira do livro de Guadalara interrogado sobre os três livros mais importantes da sua vida, depois de muita conversa fiada referiu "La Silla del Aguila" de Carlos Fuentes , mas que atribuiu a outro, e partes da Biblia. Não conseguiu lembrar-se de mais nenhum. Notável, absolutamente notável.
O nível socio-cultural dos nossos políticos (recordemos Cavaco Silva e a confusão entre More e Mann...) é do mais rasteiro e mediocre que há. Estão ao nível da antiga latrina, para onde se fazia em pé.
Hoje conclui o Judt e repeguei um livro notável de Raul Brandão "Os Pescadores", um fresco socio-antropológico sobre as comunidades piscatórias do Norte ao Sul onde com emoção vemos traços e caracterizações que ainda hoje (vidé as Caxinas) se mantém e tipificam as gentes do mar.
E comecei o livro do Genesis (as partes que o Nieto não leu) ilustrado pelo genial Crumb.
Uma confusão total, com um deus do mais cruel e bárbaro, cheio de coisas para maiores.
Mas hoje foi um dia que não devia ter existido, chateado com o aumento da miopia não vi a traseira de um carro(também marcha atrás nunca foi o meu forte), mas foi só chapa, a indisposição da contractura foi acompanhada por uma multa (irrisória) da Emel, que será protestada, e o astral aproxima-se do Zero. Só falta o Infinito.
Continua a ser verdade,,, chove em Novembro,,, natal em Dezembro.
O tempo passará, ou não.

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Monday, December 19, 2011
 
Faz um frio cortante, a contractura continua a impedir.me de dormir.
O lume acompanhou-me, salvo alguns recados e uma ida ao correio, quase todo o dia.
E um livro bálsamo "O Século XX Esquecido" de Tony Judt, uma memória pensada de gentes, e factos que moldam o pensamento liberal, numa Europa e num mundo, num tempo, numa era de desorientação. Uma análise e enquadramento de biografias, uma posição modelar sobre Israel, uma crítica ao desmantelamento do Estado Social e textos notáveis sobre a Bélgica (discordo todavia totalmente das observações sobre Bruxelas, uma das cidades icónicas do meu mundo) e a Roménia (terrível!).
Por entre as quantidades assustadoras de cascalho que inundam as livrarias, edições a granel sem ponta por onde se lhes pegue, com plágios a plagiarem plágios (alguns já aqui referi) por entre as trafulhices da novilíngua, que agora já não está assinalada e nos obriga a folhear os livros para vermos se estão escritos em português ou no tal acordês, quando as livrarias se transformam em ofertantes de promoções e descontos e os jovens que vendem livros podiam estar a vender peixe na lota que sabiam a mesma coisa sobre o produto, este livro notável pode escapar.
É uma obra sobre os nossos, e um pensamento da casa.
Uma grande figura política e moral.

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Sunday, December 18, 2011
 
Leio um curioso estudo de José Pacheco Pereira, de 1971, sobre "As Lutas operárias contra a Carestia de Vida em Portugal", a história repetir-se-à? ou será que aprendemos alguma coisa? Pequenas novidades e algumas actualizações de memória num livro datado e também por isso de referência.
E do meu mestre e querido amigo António Borges Coelho "Donde Viemos", do qual esperava mais mas é um excelente registo da factualidade histórica e cronologia que nos traz até aqui.
Ouço a Mariza e vejo as chamas em luta a extinguirem-se.
Vou meditar no nada.
Amanhã será o mesmo tempo.

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No momento em que concluo o excelente livro "A Cultura-Mundo", sobre esta área hoje fundamental na economia, na ideologia e no social, livro que deveria ser de leitura obrigatória (embora abstraindo as articulações francesas) para Pedro Passos Coelho e Francisco José Viegas porque pensa e procura uma saída para a austeridade e uma nova política social, que valorize o património e o seu melhor que são as ligações que neste, por este estabelecemos e essa é a cultura-mundo e a chave política para sair do buraco onde estamos e do qual só alguns parece termos ideia, nesse momento ligo a rádio e ouço da morte de Vaclav Havel. Foi um herói, e para o ser basta estar com humanidade num momento e ser.
Defrontou uma das piores ditaduras do século XX na Europa, ditadura gerida pela mão soviética e desprezando o sentir dos povos checos e eslovacos.
A Carta 77 foi com o Solidarnosc um dos elementos fundamentais (e também a revolta hungara e alemã de 56 e o 68 checolosvaco) para mostrar ao mundo o horror de um mundo sem cultura, sem dignidade e sem direitos.
Situação que continua em muitos pontos deste (amanhã lá irei pôr no correio as minhas cartas, da Amnistia Internacional, como disse uma vez porque me faz bem à alma, podendo ou não contribuir para os casos nessas relatados, e essa energia não há ditador que a possa impedir!).
Vaclav Havel, independentemente de discordâncias, e também por essas, que tive com o seu percurso merece um lugar na história e o seu nome registado neste blog.

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Com as portas a abrirem a percepção de fundo, a acompanharem é certo o arder do azinho e de uma ou outra vespa que nele fazia ninho, li um curioso "bestiário biblico", as imagens são fantásticas e as citações cultivadas, curiosa a explicação para os vários interditos alimentares judaicos (alguns extensivos ao islamismo) e a evidência da temporalidadfe desses.
Quase acabei, e não fora o azinho ter dado a alma (que as árvores também tem!) ao criador e o frio se ter começado a instalar, te-lo-ia lido o magnífico "A Cultura-Mundo" de Lipovetsky & Serroy, sobre uma sociedade desorientada onde a efemeridade e a ilusão relfectem e se reflectam no real.
Voltarei ao tema.

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Saturday, December 17, 2011
 
Estava a almoçar e a conversar com a Lua.
Recebo a notícia que Cesária Evora juntou-se às estrelas celestiais, ela que também cantava à Lua.
http://www.youtube.com/watch?v=hQspgLUTBKA
há memórias que não acabam... e que são acompanhadas por sons...

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Friday, December 16, 2011
 


Tinha estima e o maior apreço pelo saudoso chefe Takashi Yoshitake, criador do que durante muitos anos foi o único, quase único, restaurante japonês em Lisboa.
Trocávamos meia dúzia de comentários quando frequentava com muita regularidade o seu restaurante da rua das Trinas.
Passei por lá momentos sublimes. Voltei a estar com ele nas Twin Towers e há uns anos subitamente abandonou-nos. Deixou os restaurantes, e aquele de Carnaxide que logo me pareceu um investimento absurdo, e por outros restaurantes membros da sua formação.
Hoje leiu que voltou a abandonar-nos, os restaurantes Aya fecharam e com eles um tempo, um tempo de início da boa cozinha japonesa em Lisboa (hoje tão adulterada por falsos japoneses, no fundo chineses reciclados).
Entretanto abriram, muito pela mão de discipulos seus outros e também de S.Paulo (o melhor local no mundo de comida japonesa!) vieram grandes mestres.
O chefe Takashi Yoshitake deixou-nos, e agora novamente, mas ficou um aprendizado e uma excelência na memória dos sabor, e das companhias desse tempo.

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É um documentário notável:
http://www.rtve.es/alacarta/videos/cronicas/cronicas-badajoz-1936/1270248/?mid=5508
assim como outros que a partir desse site se podem ver, nomeadamente um sobre Paracuelos, onde se vê que houve crimes bárbaros de todos os fanatismos e também grandeza e humanidade dos dois lados. E personagens execráveis e outras exemplares.
Hoje quando a Europa e o mundo se avizinham, com a recessão e a crise social, de novos momentos onde todos os fantasmas se podem tornar vivos ver estes horrores, num mundo civilizado, mas pasto de intolerâncias e "religiosidades", pode colocar-nos em guarda contra os pensamentos únicos e os seus executantes.
Há alternativa!!!

Nota:
A foto é da retirada das Brigadas Internacionais, no quadro do acordo entre Stalin e Hitler. O olhar é tudo!

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Thursday, December 15, 2011
 
A vida, e a observação dos factos e das suas lógicas sociais e características, tem-me levado a modificar algumas posições, sendo que os principios se mantêm inalterados.
Posso continuar favorável ao fundamento e ser contra devido à sua completa perversão.
Por exemplo em relação aos referendos (hoje solicitados a torto e a direito) sendo favorável sem limitações constitucionais a estes sou hoje opositor a não ser em casos em que não haja conflitualidade com direitos individuais, o que desde logo os torna quase todos inviáveis...
E em relação às petições, que me invadem a caixa de correio, sobre as mais variadas tontadas e demagógicas idiotices, pura e simplesmente é peditório que já não me apanha.
Abro excepções a algumas, ou melhor alguns abaixo assinados de protesto ou afirmação (que atenção não são petições!) como este:
http://www.gopetition.com/petitions/peti%C3%A7%C3%A3o-lisboa-precisa-do-cinema-od%C3%A9on1.html
Por razões afectivas e porque acho que é responsabilidade da CML ouvir e decidir com base na história, na memória e num projecto de cidade do passado para o futuro.
E tudo o que se prepara para este espaço está errado.
O meu protesto cidadão!

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Wednesday, December 14, 2011
 

Questões de finanças e burocracias, por vezes inacreditáveis de que estas estão rodeadas ocuparam-me e tive um simpático e amistoso almoço na Sociedade de Geografia.
A massagem shiatsu não alterou as dores musculares(?) e continuo em stress dolorido.
A organização do follow up do Festival começa a ocupar-me assim com agendamentos para Janeiro, embora só consiga meditar com a omoplata ou dizem-me com a cervical.
O tempo continua, com ou sem graça, a dar-nos continuidade,,,pelo pelo menos em imaginação...

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Tuesday, December 13, 2011
 

O dia continua em dor, até tem o mesmo número de signos... enquanto trato da organização da extensão do Festival a Lisboa, em principio já apalavrado para inicios de Fevereiro, e burocracias.
Os dias reduzem-se e parece que o espírito também como na casa do Boris Vian.
Finalmente começa-se a falar do fiasco que foi a última cimeira e,,, a preparar a próxima...
A loucura vai fazendo o seu caminho... agora em Liege.
Os porcos vão acabando a engorda e em breve teremos as matanças, rituais ou não.
As escritas vão dolorentamente ao ritmo dos espasmos...
Reli umas linhas de Robbe-Grillet e retenho a sua escrita sincopada, a unir os pontos e a estória.
Hoje às 8 já estava nas mãos do ecografo...o gel e a máquina a ver o interior (ou será o exterior?), e o cheiro... depois pastilhas para o carro.
Mais umas chamadas e uns mails, mais umas leituras e uns procedimentos, e o mundo continua a girar e dizem-me que a alterar o padrão climático. Está frio ou talvez seja desta dor que não passa.
Ó tempora ...

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Sunday, December 11, 2011
 


Hoje foi mais um dia de dores e mal estar intenso, ainda acompanhados por leituras várias e uma ida ao cinema ver um filme para reflexão:
"A dívida" de John Madden, sobre as mentiras e o poder destas, com estas, sobre a memória e o esquecimento, sobre o que não pode ser esquecido e as formas de lidar com essa mémoria.Sobre o poder.
Sobre o poder também é o "pensamento" que saí da cimeira de Durban sobre o clima, que é só fumaça e inutilidade efectiva, o mundo não vai melhorar, nestes tempos em que as imposições do capital financeiro esquecem completamente os factos da vida.
E esta semana, na minha análise iremos entrar num remoinho de desesperança, depois da fracassada cimeira europeia (será que isso não é obvio? será que só eu e outros poucos é que vejo,vemos que também o que saíu dessa foi ilusão e simulacro de resoluções?) e o tempo não irá aquecer, o que pode piorar estas dores osseo-musculares.
Amanhã reuniões, médico novamente, e a Anoushka Shankar podem mudar este astral,,, só o micro consegue alterar o macro.

Post Scriptum
Com uma eco em agenda e uma dose de cavalo de anti-não sei quê lá estive a rondar o que não se compreende, o som e o silêncio nele, num concerto onde a cítara i-magina as cordas celestiais.

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A mutilação genital feminina é uma barbarie. Sem descrição, sem outra reacção senão o horror absoluto e o empenho para pôr cobro a esse crime horrendo.
Tinha referido essa questão numa intervenção em que estabeleci as balizas para a pertença espiritual à AI, que pode não ser a pertença de facto, por razões que são conhecidas. As organizações abertas tem, como dizia Popper, que conviver com os seus inimigos, trata-se é de controlá-los e limitar-lhes o poder, isso vai também ser o âmago da experiência do islamismo no poder nos países arabo/muulmanos.
A pena de morte, a tortura, a homofobia, as minas, o armamento, o proibicionismo, e tantas outras infracções ao direito não se podem permitir, nem um bocadinho, mas o pensamento tem que caminhar para transformar-se em acção.
Ontem no encontro da AI fiquei muito agradado co o nível e qualidade das conferências de todos e o elevado nível dos debates, mas tenho que dizer que foi a Ana Ferreira que me deixou com o necessário murro no estomago, numa intervenção lancinante sobre a MGF, tema, mais um,que levo na ponta dos dedos e de que não abro mão.
Também haverá na AI quem a tente justificar (como há quem justifique a pena de morte, a homofobia, a tortura, etc), mas esses estão fora do pensamento da AI, que só pode ter uma vela a arder pela dignidade da vida.
Ontem o ambiente, a juventude também de espírito e a qualidade mostraram que estamos no caminho certo.

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Friday, December 09, 2011
 
Recordo ao ler "o que não faz de ti um budista" de Dzongsar Jamyang Khyentse o tempo em que passei, estive no mosteiro/retiro e a procura da, de verdade.
Os ensinamentos e a meditação, a procura do eu, inexistente na imanência, e da realidade composta de irealidades, e o nirvana desejado. De,da descoberta da continuidade e da alteração, alteridade do, dos pensamentos.
Este livro aborda tudo isso, com humor e amor pela sabedoria e a fragilidade desta, tirando o fundamental.
Muitas vezes sou interrogado, muitas vezes não respondo, o fim e o principio são um.
Todo o tempo é o mesmo tempo, num espaço que pode ou não existir.
Esta é a época do renascer da morte, é a época em que o ano se prepara para o recomeço, os dias reduzem-se mas logo irão aumentar.
Para quem sabe e para quem não sabe.

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Thursday, December 08, 2011
 
O anti-proibicionismo:

http://www.youtube.com/watch?v=WQX08ugD12g&feature=related

Urgente ver, discutir, legalizar!

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Durante os tempos livres li um interessante ensaio de Eric Hobsbawn " A questão do Nacionalismo". Sabem os que acompanham este blog, que o nacionalismo é com o pensamento religioso e a intolerância, com os quais se articula muitas vezes, uma das minhas bêtes noires e fica reforçada neste documento que nos mostra a inexistência histórica da nação e os mitos e patifarias que lhe estão associados.
Dois dias no Porto, no simpático hotel Bessa, em que percorri os espaços habituais, o Guarany, a Casa Aleixo (e babei-me com os filetes!), e livrarias sem objectivo, que agora a novilíngua afasta-me da leitura nesse acordês miserável, e os livros estrangeiros não abundam, ou vamos descobrindo edições "antigas" em bom português...
Duas, as duas últimas sessões, do Festival de cinema sobre urânio e o seu ciclo. Filmes espectaculares, todos eles excelentes, e de referência do " A Sede da água", sobre a mineração do urânio na Namibia, de Norbert Suchanek e Márcia Gomes, além de outros murros no estomago, mesmo os mais resistentes.
Julgo que o promotor da nuclear ficou um pouco abalado, até brinquei com ele, se não teria abandonado a sua fé... a nuclear é de facto uma questão de fé. Fé na tecnologia, fé na segurança, fé na sociedade que não proteste, fé, fé, fé. A nuclear enforma de um pensamento religioso,,,
As duas sessões foram excelentes, nos filmes e nos debates, ou melhor ontem dei uma dose de conhecimento, e estórias sobre a nuclear e o urânio em Portugal a uma assistência muito interessada.
A contractura levou-me hoje à urgência... amanhã pode ser que o astral volte, ou não!
 
Monday, December 05, 2011
 
Este ano começo mais cedo as leituras.
#Belmonte, judaísmo e criptojudaísmo# de David Canelo curioso estudo sobre as formas de continuidade e resistência das comunidades judaicas, as suas adaptações e defesa, durante séculos nas zonas do interior beirão e transmontano, e concretamente na soberba vila de Belmonte.
#Darwin aos tiros# de Fiolhais e Marçal com curiosidades da ciência, e estórias ligadas ao saber dessa.
E # O Chalet da Memória# de Tony Judt, onde o arrepio dos 1ºs capítulos consegue ultrapassar o acordês (que não está assinalado, o que me deixa preocupado!) e que me vai acompanhar nesta viagem ao Porto, com mais dois ou três...

E leio uma divertida afirmação de um dos maiores velhacos que a humanidade já viu no Público online (hoje disseram-me que daqui a um ano só haverá nessa forma, além de que o I está a fechar portas, fonte segura!). Diz um responsável, o número 2, dos khmers vermelhos, que “estes eram boas pessoas”, o que só nos remete para La Palisse, serem ou não serem boas pessoas está longe de ser o problema.
O que eles eram, independentemente de serem ou não boas pessoas, eram uns assassinos sanguinários sem uma ponta de humanidade motivados por um fanatismo ideológico/religioso absoluto e sem reconhecer nada fora desse Infinito.
Nazismo, comunismo, cristianismo, islamismo, ou outras religiões no seu húmus originário são as fontes dos maiores horrores que a humanidade já teve que enfrentar, sempre em nome de um transcendente qualquer, sempre pelas mãos de boas pessoas.
Haja deus, que o outro já deu o que tinha a dar.

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Sunday, December 04, 2011
 
Hoje, outro momento de alta densidade e qualidade:
http://www.youtube.com/watch?v=k3bCOwU3s1M
Max Raabe & Palast Orchester, na Gulbenkian foi uma sublimação.
Dos anos de Weimar, do Jazz, do mundo que já não existe e existe na memória dos sons, das vozes, das brincadeiras desses, que encheram o grande auditório até mais um nirvana.
Uma big band a tocar todas as métricas e uma voz única, e um humor nesse acorde, deixaram a sala emocionada até ao 3º encore e ao auf wiedersehen, final...
A reconciliação com o espírito, com algum espírito da Alemanha é possível...

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Saturday, December 03, 2011
 
Num dia a passar o/pelo tempo o filme #Anónimo# de R. Emmerich, com excelentes actores e a fabulosa Redgrave, um guião históricamente divertido, e sequências agradáveis além de superlativos dialogos shakespirianos, ajuda esse mesmo tempo.
Jogos de poder e velhacaria e o teatro da vida nesse enredo, com alguns piscares de olho aos entendidos, que meia palavra basta.
Um filme agradável e que conduz a reflexão sobre o tempo a passar.

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Deixei de comprar traduções, procuro os originais em línguas (francês, inglês, espanhol e mesmo italiano, ou brasileiro) que consiga ler.
Tenho pavor e grandes dificuldades com o acordês. Devo dizer que só no limite e em situações de grande interesse lerei autores portugueses que escrevam ou sejam editados nesse "patois".
Hoje ia comprar (pensando que ainda era em língua de gente) o "Vida e Destino" do Vassili Grossman,,,já o encomendei (ainda por cima um terço do preço: 8.50 Euros contra 25 em acordês) em francês.
Comprava 200/300 euros de livros portugueses por mês... a crise se multiplicarmos por muitos que farão o mesmo que eu... será grande... e a poupança de moi, I, yo, também grande.
Alfarrabistas serão também beneficiados, e a biblioteca de Barrancos que já tem 3 livros mais, comprados incautamente...
Julgo que a acção cidadão deve exprimir-se. Hoje não preenchi o livro de reclamações, porque não comprei nenhum livro em "estrangeiro" e porque estava com pressa. Mas o protesto ficou com a menina, que tinha cara de parva há que dizé-lo com frontalidade, do estabelecimento da Leya (será que não vão mudar-lhe o nome, agora ilegal?)
Infelizmente, ou não, porque os livros "estrangeiros" são muito mais baratos..., a leitura nacional reduz-se. O tempo passa.

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Thursday, December 01, 2011
 
Vou esperar pela 2º parte da extensão do Festival para fazer o meu comentário, ácido e picante,,,
hoje vim no comboio a ler o simpático livro #O Homem da Mala de Estocolmo#, de Helena Geraldes, dedicado a esse Homem, maior, maior que todas as homenagens e livros, mesmo simpáticos, que é o José Correia da Cunha, por quem tenho ternura, do nosso tempo e conhecimento, e a quem também já prestei homenagem.
É um livro justo, muito jornalistico, com algumas repetições escusadas que diminuem o ritmo de leitura e com muitas estórias por contar (algumas continuam gravadas...por mim).
Neste é, pese essas observações, um livro de excelência, porque excelente é a vida de que nos dá parte, uma vida de serviço público e de empenho numa ideia de cidade e da sua gestão.
Recordo muitos momentos com o Eng., recordo muitas aventuras políticas que partilhamos.
É um dos meus. Um abraço, forte.

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