insignificante
Tuesday, July 31, 2007
 
Os Simpsons: O filme.
Fim de Julho. 3 pessoas no excelente cinema da Beloura, num filme incompreensivelmente para 6 anos. Há que ver até ao final da passagem dos créditos, que até ao final há ironia. Excelente peça para dar início ao auge da "silly season", o mês de Agosto.
Hoje ainda houve uma reunião/conversa com amigos e colaboradores, uns emails de trabalho e as rotinas habituais.
E Os Simpsons, filme que é uma excelente paródia para adultos sobre a responsabilidade e a irresponsabilidade, sobre o poder e a culpa, sobre as relações e a psicologia de massas, sobre o ambiente e a sua destruição, sobre o sistema americano de poder e o "way of life" dos américas (a parte do Alaska é fabulosa pois estão lá os fantasmas e as tensões que percorrem, também, os meios ecologistas...) e o final também tem génio...para já não falar da french joke...que condensa todo um programa.
Tudo isso é o Filme.
Nada melhor para nos dimensionar nesta realidade cada vez mais triste.
E quem não salta não é laranjinha, ou rosinha ou vermelhinho, ou azulinho, chiça penico, pés bem assentes na terra pessoal!

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Monday, July 30, 2007
 
Iberia,
alguns amigos tem-me referido que o MIU (Movimiento Iberia Unida) tem andado muito silencioso, no âmbito da polémica que o escriba ex-comunista Saramago atiçou.
Pois como tudo o que esse senhor fez na vida, além de escrever o que para mim são quase sempre tontadas ilisíveis, é ditado ou pelo Partido, ou pelos intestinos, ou pela Pilar, para continuar na crista da onda, na prancha do pensamento ditatorial.
Claro que na referida entrevista, talvez por usar o espanholês, está tudo mal formulado e não tem ponta por onde se pegue.
A Ibéria já está em movimento e estas "boutades" do escriba só lhe podem prejudicar o caminhar, e talvez sejam para isso mesmo. Integração no quadro da economia global e articulação de todos os níveis das economias e mercados ibéricos, integração cultural por via da homogeneização linguistica e do número crescente de portugueses que fala mais que os espanholês do sr. Saramago, homogeneização por via das lógicas socio-políticas da União Europeia e necessidade de manter autonomia socio-linguistico-cultural, integração por via das mudanças populacionais ( o regresso dos latinos da américa!) e o probressivo islamismo.
Claro que daqui a 50, talvez 100 anos Portugal se terá diluido e oxalá seja na Ibéria para manter a tradição e alguma invenção que é a "nossa" história, mas o MIU prefere a luta de retaguarda, onde tem obtido inúmeras vitórias, em vez de abastardar os príncipios em nome de uns minutos de glória, que apena já para ela não dá.
Ibéria continua a ser um sonho de Sefarad, do Al-Andaluz, dos dois reinos cristãos dos Filipes e hoje uma necessidade face ao avanço do rolo compressor do pensamento único, do qual não nos esqueçamos o escriba Saramago é defensor. É que o pensamento único tem duas faces...

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Caminando por la calle...
com este calor abrasante a tratar dos últimos assuntos antes da pausa estival, telefonemas e situações, encontros e projectos para o regresso, e adiamentos por questões financeiras, outros telefonemas e outros projectos a andar, emails para cá e para lá, situações e pequenos problemas, uma caminhada por uma Lisboa provinciana e calma, pelo antigo regueirão dos Anjos, hoje Av. com nome almirante Reis.
Pesquisas na rede google, telefonemas e emails e o dia calmamente continua em brasa.
Caminando por la calle yo segui... la vida.

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Saturday, July 28, 2007
 
Enquanto o gaspacho passa,
vamos entrando no mês de Agosto, onde tudo o que já anda devagar, anda mais devagar. A cidade ganha outra dimensão e nós temos espaço nessa. A pressa desfaz-se num gaspacho bem fresco e o dolce fare niente invade a alma.
A vida vai continuando no sabor dos que vão e dos que voltam, no tempo em que também vamos indo e vindo.
Alguns almoços e jantares, alguns tempos de passar o tempo.
E as notícias inacreditáveis que, como não diria melhor Bakunine, nos vão tirando do sério.
Por aqui iremos olhando a realidade ao sabor de a gosto.

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Friday, July 27, 2007
 
Rongorongo,
é o que parece que andamos a falar, escrever, pensar. Talvez por vivermos imersos em leviandades e disparates, em obscenidades e desvarios, os que sabemos do rongorongo e de outras línguas perdidas vamos cada vez ficando mais etruscos a lermo-nos ou relermo-nos.
Vivemos tempos de pacotilha e tudo parece ser um mau filme de série B, em que o enredo é nulo, os personagens (todos e mais uns recentemente aqui citados) de uma mediocridade assustadora ou autenticos "malvadezas" e alguns de puxar as águas tal a pestilência.
Rongorongo será alguma tábua de salvação? ou estaremos condenados a este ramerame, qual seres perdiodos de sentido e incapazes de em linguagem tornar a realidade em algo transformável?
Tudo parece relativo neste tempo que passa, ontem fui, por incrível que pareça não tive tempo para tal durante a campanha por Lisboa, comer uma sandes de carne assada e beber uma cerveja ao Gambrinus, que continua. Será uma excepção? Ao pé o edificio até à algum tempo fervilhante jaz morto e arrefece, e nele memórias intensas de outros passados.
Rongorongo para os leitores, na linha justa de J.P.P., e biba o Grito do Pobo!

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Thursday, July 26, 2007
 
e mais indignidades...
um deputado do PP de nome Melo (que mostrou total falta de coluna vertebral em processo anterior já aqui referido, uma viagem papada antes de se demitir de um posto qualquer...) entendeu hoje que se pode desrespeitar a lei, ou ignorá-la sendo responsável pela sua execução e o assunto devia ser remetido para...tribunal.
Claro que estamos a falar da terra do Jardim e outros energumenos do mesmo calibre, useiros e vezeiros em desrespeitos e ilegalidades (e já me pronunciei por dar-lhe, de borla, a independência!, mas enquanto for área tutelada pelas leis da Republica tem que as cumprir!), achicalhamentos e bebedeiras permanentes (nunca irei esquecer quando falou borracho num congresso do P.S.D., estado que lhe é habitual logo pela manhã!).
Esse deputado de nojo devia ir ele próprio a tribunal por ignorar os mecanismos da lei e da sua execução.
 
Wednesday, July 25, 2007
 
Outro nojo...
Não sei se o sr. Ruben estava no seu estado normal, penso que sim sabendo muito bem qual é o seu estado normal e portanto entramelado, não sei se a decência se esvai com a sobriedade dos organizadores da Festa do Avante.
Mas esses senhores devem saber que a memória está viva e que o abandono e o isolamento que dedicaram ao Adriano em vida ( já para não falar no que fizeram ao Ary que só uma alma grande como a dele e a aristocracia de pensamento que lhe corria no sangue ignorava) foi um dos males que o levaram à morte, sózinho em Avintes, só a reescrita do passado em que as línguas de pau de todos os totalitarismos são recorrentes é que pode agora fazer do maltratado, vilpendiado e abandonado Adriano Correia de Oliveira ser homenageado, como se fora um dos seus na festa do Avante.
Vivemos num mundo sem vergonhaça. Mas enquanto houver quem tenha memória não passarão!!!
 
 
Sic.com
Péssimos, incapazes, desqualificados, reverentes, bajuladores, novamente incapazes, uns verdadeiros trastes foram os dois rapazinhos que hoje entrevistaram, ou melhor leram um roteiro previamente acordado, ao sr. primeiro ministro Sócrates.
Foi mau de mais e se estes são os jornalistas que temos não admira que o país esteja como está. Não houve uma pergunta com sentido que não o de propiciar o auto-elogio, não houve qualquer, o mínimo, de contraditório com testa, claro como podia se manifestamente os rapazinhos que não tinham dois dedos da mesma, só lhe perguntaram o que manifestamente tinha sido combinado e se não foi assim, pior para eles porque ainda piora o seu estatuto para o nível da indigência mental.
O 1º ministro claro que se safou em glória, nem os disparates lhe contradisseram e portanto passou por mais uns momentos de glória.
Com incapazes deste calibre não há remédio para o descalabro em que este país acelera.
Foi mau, muito mau.
A SIC voltou a rastejar ao nível da sua pior abjecção. Um nojo. Um verdadeiro nojo.

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O tempora, o mores...

Pois o dito esfuma-se neste verão atípico, onde a dias frenéticos se sucedem outros e onde as coisas, as coisas da vida nos fazem recordar "le petit prince" são importantes pelo trabalho e energia que lhes dedicamos.
Depois de um tempo sem tempo para respirar hoje uma manhã sem parar e agora parece que tudo começa a acalmar. Tempo para planear o tempo, tempo para começar a organizar leituras, empilhadas por este, tempo para poder organizar o pensamento distraído com o passar desse.
Lisboa começa a ficar a cidade sonhada, com espaço, com outras gentes, com menos stress, com tempo. Lisboa e todo o lado que parece que os turistas são passageiros do tempo que desocupam o espaço.
Amanhã uma conferência sobre o tempo, talvez um temple de toiros, talvez um tempo social, um almoço de temporais amigos, tudo passa, tudo se passa neste tempo, que já teve modo, noutro tempo.
É assim, o tempo!

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Tuesday, July 24, 2007
 
Da Estalagem do Porto Antigo vê-se ou imagina-se o mundo, que por estas terras por vezes, como no Aveloso, parou no passar, ficar dos séculos, apesar de ventos de futuro soprarem por aqui.
Lá voltei ao Solar de Montemuro e ao nóvel Gatinho a degustar os petiscos locais e por montes e montes perseguimos os ventos.
Com amizade.

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Sunday, July 22, 2007
 
É assim...
Como dizia Chaplin, nada é definitivo neste mundo em que vivemos, talvez só o passado e cada um tem, inventa, descobre, teoriza o seu, à sua maneira. Cada um constrói a sua própria história, mesmo quando essa é dos outros, mesmo quando documentos, registos, estórias e a história indicam outro caminhar, somos nós, cada um que interpreta, concretiza em discurso o presente e o que nele corresponde ao passado.
Claro que nessa correspondência temos referentes, encontros e desencontros, sentimentos contraditórios, notícias inesperadas e mudanças de caminhar.
Claro que temos as palavras e tudo onde estas se significam. Como aqui insignificantes e a passar pelo tempo.

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Saturday, July 21, 2007
 
Xiqueiro!
Assim mesmo! É o que alguma direita portuguesa é.
Sobre Catherine Deneuve estamos conversados;
agora PP atribuí a outros os seus dramas.
Talvez esse esteja na tal caixinha, mas ele e a sua gente não tem o minimo de credibilidade, nem qualquer transparência. E política sem ética dá neste nojo!
E agora o cúmulo do surealismo, esse tal Menezes (alguém, algum dia já lhe ouviu alguma ideia, alguma proposta, alguma coisa com sentido de estado?) quer que todos os portugueses ou quase todos votem para o eleger presidente do PSD!. Fantástico.
Então faz algum sentido que milhares por uma simples declaração de intenção, sem serem membros do dito partido votem para o eleger? Então o que define a integração, a pertença a qualquer clube ou associação não é sobretudo o pagamento da cota? Sem cota e processo de inscrição, e a cota deve ser permanente para manter o vínculo de pertença, qualquer um pode votar... é isto a direita portuguesa.
Vigarices, chico-saloices e o pensamento que somos todos parvos.
Em Lisboa começaram a ver-se carecas. Já nem o capachinho do PP os safa. Nem o solário e o branquedor!
Talvez com uma cabeleira tenha mais sucesso!
Abrenuncio, vade retro!
 
 
O tempo caminha
e será que leva com ele as ideias, apouca quem as produziu ou agiganta, parte para outra ou continua?
será que arrasta o passado no caminho incerto do futuro, e será isso necessário?
será que carrega outros tempos, o tempo?
tudo e nada foi nele escrito, tudo e nada existem, co-existem no tempo, do tempo, num espaço que se contrai e dilata, amanhece e escurece
até ao fim.

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Thursday, July 19, 2007
 
Entre tempos...
Chegar ontem do norte, ir amanhã para sul e segunda novamente para o norte, num tempo frenético de coisas e loisas...
Assuntos para encerrar, outros para continuar e outros em vias de iniciar. Pareceres, propostas acções. E o toque do telefone e os emails que se sucedem, como se todo o mundo andasse inquieto em busca de algo.
Será o tempo, do tempo perdido?, será que as energias chamam energias, será, que será...
Hoje voltei a confirmar que a hipertensão não foi e quinze minutos de bicicleta já doeram nas pernas férteis de arruadas... o Clube L é um espaço agradável, cheio de gente simpática. Vamos ver se não segue as pisadas do Holmes...
E Lisboa, acontece, acontecem coisas...

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Wednesday, July 18, 2007
 
Dias de vento
2ª já estava em S. Pedro do Sul, no Parque Eolico de Candal/Coelheira a correr atrás do vento, que passa e a manducar um soberbo arroz de carqueja na Adega do Ti Joaquim, a ver as antigas termas romanas e a pensar que o termalismo tem que dar uma volta no nosso país (força Mangorrinha!).
Ontem foi um dia de calma e visitas socio-culturais ao Museu do Pão de Seia e ao seu magnifico restaurante e à tarde mais uma passagem por terras de uranio, Oliveira do Hospital, onde a Câmara continua a ser relapsa na informação aos seus cidadãos, e estes a beberem águas fortemente radioactivas...
De volta a Lisboa inacreditável situação com a empresa ONI, uma colaboradora ignorante, completamente fora do sistema informático e mal-criada acolhia as queixas de uma, mais uma, falha no sistema desta empresa. Passada uma hora e muito zazen um funcionário, da mesma linha de atendimento correcto e informado garantiu-nos que o problema era da empresa pediu desculpa e referiu que a situação estava a ser tratada.
Onde anda o provedor desta empresa???
E novamente a CML, ideias e posições, a passar por aqui...

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Saturday, July 14, 2007
 

Hoje para todos os caminhantes que conhecemos e nos acompanharam nestes dias intensos de cidadania, "porque caminhante não há caminho, o caminho é o caminhar".


Caminante, no hay camino

Autor: Antonio Machado

Caminante son tus huellas
El camino nada más;
caminante no hay camino
se hace camino al andar.
Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante, no hay camino
sino estelas sobre el mar.
¿Para que llamar caminos
A los surcos del azar...?
Todo el que camina anda,
Como Jesús sobre el mar.

Yo amo a Jesús que nos dijo:
Cielo y tierra pasarán
Cuando cielo y tierra pasen
mi palabra quedará.
¿Cuál fue Jesús tu palabra?
¿Amor?, ¿perdón?, ¿caridad?
Todas tus palabras fueron
una palabra: Velad.
Como no sabéis la hora
En que os han de despertar,
Os despertarán dormidos
si no veláis; despertad.

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Wednesday, July 11, 2007
 
1000

Chega hoje a milésima posta, quando está a chegar ao fim uma campanha espectacular, superdivertida, cheia de gente bacana, e ideias especiais.
Ontem até dançámos mornas. E passámos por um concerto cheio de sons e de vibrações.
Hoje foi o meu dia verde.
De manhã a Tapada das Necessidades, espaço espectacular e trepidante de problemas de situações dúbias, onde pequenas intervenções são necessárias, onde mais uma vez o poder da CML choca com outros poderes, outras tutelas.
Depois um almoço, prolongado, no Sebastião, hoje a iluminar o restaurante da Casa de Goa, com o departamento dos Espaços Verdes e Ambiente da CML e as Matas, para perceber que ideias germinam, que ideias podem germinar aqui. Parece que mais ninguém quis saber, parece que inverdades e ideias erradas sobre este potencial fantástico, e os problemas de gestão aqui, por aqui, ficaram esquecidos. Mas Cidadãos por Lisboa, ouvem, processam, sabem!
Pela tarde um espaço na cidade, ao pé da Graça, onde uma associação ecologista (Gaia) procura criar uma horta social, onde vimos os problemas, demos opinião, quem tem boca vai a Roma, e é caminhando que lá se chega.
Amanhã é outro dia, vamos começar com consumidores organizados e voltar às hortas sociais e à agricultura urbana. O tempo aperta a vida, esta pelo menos em contagem decrescente para a grande a enorme incerteza. A abstenção maciça do próximo Domingo pode alterar tudo....

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Tuesday, July 10, 2007
 
Coçada,
é coisa para a qual não tenho tido tempo. Sem parar vou saltando de um tema para outro, seguindo ideias que são-me carinas.
Aqui deixo também umas num texto corrido a vírgulas,,,,, porque na vida aparece sempre uma e um lugar.
(...)
Novas energias para Lisboa.

São precisas. Política e socialmente e também vitais.
Estas tem que ver com o campo biofísico e energético, com a capacidade de circulação e recirculação dos elementos fundamentais à estabilidade do corpo e da mente, ao bem estar psico-social.

A acupunctura é um dos métodos usados para valorizar os pólos energéticos e revitalizar. Reabilitar todo o organismo e as suas inter-relações.

Dois tópicos quero abordar, porque tenho verificado que não há, por parte de uma população saturada de “política espectáculo” , atenção a mais que os ruídos da informação e estes não reflectem o fundo do sonho e as propostas para o acordar.

1-Tem a candidatura Cidadãos por Lisboa uma proposta não utilitária para esverdear Lisboa.
Esta passa pela recuperação do espaço pontualmente e neste o desenvolvimento de agro-jardinagem com escolas e colectividades, e o projecto de articular estes espaços pontuais numa malha global que se articule em redes contínuas (Plano Verde), mesmo que intercaladas por outras formas, onde se desenvolvam novas concepções de verde, hortícolas, plantas aromáticas articuladas com práticas de agricultura biológica e de recuperação de resíduos.

2-Temos também, neste quadro energético, prevista especial atenção para a melhoria dos processos de recolha separada de resíduos e um forte investimento social na educação para uma cidadania limpa que permita o desenvolvimento de melhor recolha selectiva e melhor lógica de recuperação de resíduos e também aqui prevemos interligações com energias renováveis.
A recolha de óleos usados, para alem dos benefícios directos, pode gerar mais valias para a frota municipal, que deverá como o património municipal, especialmente os edifícios, ser auditada energeticamente e revistas situações graves em termos de saúde de espaços interiores que se verificam nestes.

O desenvolvimento e o incentivo de painéis solares (térmicos) para aquecimento de águas e climatização, e o de fotovoltaicos para produção de energia eléctrica será assim como novos sistemas de melhoria e eficiência energético tema da nossa aposta.

Pequenas coisas fazem andar o mundo. Pequenos truques, pequenas ideias, pequenos passos, pequenas intervenções.
Este será o nosso contributo. O vosso.

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Sunday, July 08, 2007
 
Aproxima-se a milésima posta, numa altura de muito movimento, de ossos a ranger, de musculos a caimbrar, de cansaço, de amertume e esperança.
Entramos na semana decisiva para o futuro de Lisboa. E nem todos os dados estão lançados, a abstenção será imensa esse é, paralelo com a empatia com a candidatura Cidadãos por Lisboa, o dado mais significativo que desde já registo.
Tudo é possível nestas eleições atípicas, embora nem tudo possa ser expectado...
Vamos ver se se mantem a dignidade da campanha, que este fim de semana sofreu alguns rombos, com a entrada (??) do PSD na campanha, além da já tradicional ordinarice de algum eleitorado socialista, que certamente envergonhará o Ant. Costa.

Esta semana haverá rua, muita rua, e alguns efeitos.
Depois volta o tempo a perseguir o tempo.
A vida é, todavia, uma caixa, como o Bunuel tão bem nos mostrou ( ou não!), onde este (tempo) também pode ficar aprisionado, memórias e momentos...

Lisboetas só mais um esforço para serdes cidadãos!

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Friday, July 06, 2007
 
Fui, entre caminhos e caminhares, novamente a Nisa.
O pulso desta terra vive e procura continuidade sustentada. No Cine-teatro local, já passava das duas da manhã e mais de meia centena das cerca de 130 pessoas que por aí passaram continuavam a ouvir falar com sabedura técnica ou com compromisso social ou com lógica de gestão continuavam a ouvir e participar na discussão do futuro desta, destas terras.
Apresentei um "improvisso" com base no texto que aqui não posso improvisar. E aqui volto a referir o meu empenho numa decisão consciente. As alternativas existem.
(...)

Apresentação

Venho a Nisa à muito tempo, estive aqui quando à uns anos foi apresentada proposta de avançar com a exploração do urânio. Voltei desde então diversas vezes aqui e aos concelhos em redor. Estudei a história, vi as terras, falei com as gentes. Sinto um potencial de sustentabilidade, de desenvolver hoje a pensar no como aqui chegámos e a pensar para onde temos que ir.

Esse potencial pode ser posto em causa.
Vários são os problemas que a retomada ideia de exploração de urânio coloca.
Novamente aqui me empenho, com esta terra e esta gente.
Tive ocasião de referir que não fora a minha gente de mais a sul (de Barrancos), terra também como esta, e aliás todas as terras extremas, de acolhimento de todos os fugitivos, perseguidos e errantes, onde também enfrentámos lutas pela defesa do território e aqui, por Nisa, lançaria raízes.
Mas essas também ficam no empenho e compromisso que aqui vos deixo:

Três tópicos:

1. A Terra:

Terras graníticas estão associadas do ponto de vista geológico às ocorrências de urânio.

No Concelho de Nisa, mas igualmente por Castelo de Vide e Marvão ocorre uma jazida de urânio, de superfície, relativamente significativa, que poderá no caso imprevisível, do relançamento da industria de fissão nuclear para extrair energia ou para outros fins, ter um acrescido valor de mercado. (Ontem uma grande machada foi-lhe dado quando a chanceler Merkel assumiu a continuação do desmantelamento das centrais nucleares alemãs!)

O Urânio no solo é por si mesmo um minério que comporta riscos. A construção de edíficios onde este ocorre deve ser feita obedecendo a determinantes arquitectónicos que evitem acumulação de radão e não deve ser feito apascentamento de gado nem agricultura em zonas onde este está mapeado.

Sublinho isto porque é um problema de saúde pública.
E devo referir que penso que os proprietários destes espaços devem ser compensados!
DEVEM SER FEITOS MAPEAMENTOS DOS CONCELHOS MENCIONADOS E ESTES INTEGRADOS NOS P.D.M.s como zona não edificante e feito o seu isolamento em termos de agro-pastorícia.

2- Saúde

Mas se estes problemas já se verificam quais as consequências da mineração deste minerio para a terra, a saúde das populações?

Sejamos claros: transformar um produto mineral numa matéria prima, qualquer que ele seja é um risco, provoca resíduos, poluição, modificações sociais.

A mineração de urânio provoca problemas relacionados com o sistema de transporte (poeiras e gases, entre os quais o radão são disseminados), deixa escombreiras e zonas de águas ruças com teores de radioactidade porventura elevada e durante o período de lavra que poderíamos estimar entre 5 e 8 anos provocaria uma movimentação de trabalhadores forasteiros, com os consequentes impactos (bares, casas de alterne, etc.)
após o que deixaria as escombreiras mencionadas e eventualmente, eventualmente alguma mais valia para alguns negócios e se uma boa negociação for feita e uma exigente imposição de normas for regulamenta e implementada algum benefício para o concelho e a possível minimização de alguns dos problemas acima referidos.

DEVE, do meu ponto de vista e de acordo com as normas de democracia que enformam os Estado de Direito! O CONCELHO, OS CONCELHOS afectados, SEREM ENVOLVIDOS DESDE O INÍCIO DESTE PROCESSO.

NADA DEVE SER FEITO CONTRA A VONTADE DAS POPULAÇÕES!
Não é possível, temos que dizê-lo com toda a frontalidade!, desenvolver esta actividade contra a vontade das populações e a sua representação politica local.

3- Futuro sustentável

Por estas nossas terras do interior passam-se dificuldades mas há uma enorme vontade de futuro.
A agro-indústria com diversas formas industriais ou artesanais do queijo e dos enchidos, outros artesanatos, nichos de mercado que são as rendas/alinhavados, a construção com buinho ou o trabalho com pedra, e cerâmicas, um turismo de natureza e de património, que explore minas, caminhos de contrabando, caminhos de caminhar, património monumental e lazer.
A revitalização das águas e do seu usufruto, o desenvolvimento de eco-aldeias, e de novos espaços de tranquilidade são buscados, nacional e internacionalmente a peso de oiro...

Pois isso, tudo isso ou...a mineração de urânio.

O urânio tem problemas sérios, mesmo no estado natural, e até desses nos devemos defender, identificar jazidas, evitar actividades referidas e controlar outras.

Mas a extracção deste minério, num período limitado no espaço e no tempo (6/8 anos), tem uma enorme repercussão sócio-psicológica nas populações e nas actividades económicas sustentadas para o seu desenvolvimento.

- Outras regiões do nosso pais definharam, nelas a vida dos que trabalharam nas minas e das populações locais é vivida hoje com risco e luta pelos direitos de quem nas minas deixou parte dessa.
( aqui neste ponto não deixei de saudar na pessoa de António Minhoto a dignidade e luta dos trabalhadores das minas da Urgeiriça, contra o incumprimento pelo Estado seja da recuperação ou mitigação dos problemas ambientais dessas terras minieradas, assim como contra a inexistência de serviços de saúde e monitorização adequados ou trabalho realizado e compensações IRRECUSÁVEIS pelos riscos, muitas vezes fatais, para os próprios e consequências também para as famílias)
- Não é certo que os preços se mantenham no mercado internacional, a nuclear, pesem subsídios e a ajuda dos problemas dos combustíveis fósseis e as alterações climáticas poderá não arrancar e o minério vir por aí abaixo.
Sabemos que esta tecnologia, alem dos riscos gravíssimos não é solução nem parte dessa para os problemas do aquecimento global.
-E sobretudo tem que se colocar na balança os dois cenários.
Aos talvez sete anos de vacas gordas que seria uma exploração do urânio em Nisa e concelhos em torno, não se seguiriam só sete de vacas magras.
Poderia ser o futuro destas terras a ficar para sempre assombrado.

Que a opção passe sempre, essa é a mensagem que quero deixar pelas populações e os seus representantes. O futuro é aqui!

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Wednesday, July 04, 2007
 
Campanha,
agita-se e todavia o que conta são os tempos em que paramos e ouvimos.
Uma comissão de trabalhadores, que me transportou ao passado, a tantos passados, onde as gentes também pareciam saídas desses passados, no Bairro do Padre Cruz, onde se visualiza a simplicidade de pequenas coisas e a mudança que essas podem fazer para a comunidade e se sabe de promessas vãs, lançadas ao vento (que passa...).
Ontem, sindicato de professores, onde o entendimento e diagnóstico dos problemas se intersecta com as nossas próprias reflexões e sentimentos, e onde, mais uma vez se vê como o pouco pode fazer muito, muito, e continuar,
e à noite no espaço Agora uma agradável tertúlia com o futuro e a capacidade de o construir e outra vez a verificação de erros da actual(is) gestão da CML, e da existência de ideias, soluções novas com a capacidade e os projectos desta malta, que as tem e precisa (só!) de espaço e tempo para oportunar!

Hoje, outra campanha, Nisa, que aqui vou empenhado, a empenhar-me, pela sustentabilidade (a reabilitação!) e a participação!, e onde espalhei um pouco de alma, onde está um pouco da mistura, das misturas que é este país.
Amanhã, ou depois, aqui postarei o documento escrito base do improviso (deviam ensinar alguns adultos a ler, pelo menos o que escrevem! eh, eh, eh).

Quinta-feira lá voltarei à estrada, que é este caminhar pelas coisas e pessoas, este envolvimento com ideias e as pessoas que as tem e com quem as partilhamos, é esta energia, esta energia suave e renovável desta gente que vai ganhar, ganhar Lisboa, porque essa é o nosso fundo da alma, de memórias e ilusões e o tempo em que as tínhamos, e onde as continuamos.

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