insignificante
Thursday, April 28, 2005
 
Foi um dia, mais um dia que se seguiu a outro, antecedeu outro.
Envelhecemos, mais que ontem e menos que amanhã.
Foi menos um dia de vida para a terra e para os que nela vivem foi mais um dia de história, de registos, signos de presente, já passado, para o futuro.
Memórias atropelaram-se, memórias atropelam-se, memórias que se modificam.
 
Wednesday, April 27, 2005
 
Vou atraz, curiosa palavra, atraz (ou a trás?) de coisa nenhuma.
Como o poeta-monge, agora candidato ao prémio Nobel.
Que é uma fancaria como sabemos tendo galardoado indigentes da escrita e ignorado os melhores entre os melhores.
Mas, é um pretexto para voltar aos mais belos poemas, à mais sublime das vozes, aos instrumentais mais límpidos.
É um pretexto para a Suzane.
É um pretexto para tudo.
É um pretexto para nada.
Leonard, Cohen. Como deve ser.
 
Tuesday, April 26, 2005
 
Entre o frenessim do quotidiano que temos surjem por vezes pausas que nos permitem ler, passear, ou simplesmente nada.
Talvez o sonho da simplicidade.
Todavia esse tempo passa depressa. E ficamos sempre entre a memória do regresso ao passado, a esse, e o desejo de futuro e nesse desse tempo.
Na “Misteriosa Rainha” do Umberto Eco, reencontrei transformado, mas claramente reconhecível uma paragrafo inteiro do Bakunine, um dos seus textos menos conhecidos.
“Era uma festa sem começo nem fim eu via toda a gente” e não reconhecia ninguém apesar de todos nos conhecermos, a todo o momento notícias inesperadas, acontecimentos imprevistos podiam alterar a realidade. Qual?
Vivemos, também, esse desejo permanente de novas verdades.
 
Saturday, April 23, 2005
 
Entre outras coisas, mais ou menos profissionais, comecei a ler e fiquei fascinado o último romance, obra de densa malha psico-sociológica, do Umberto Eco.
É um livro sobre a memória, também dos signos que constituem a nossa vida, que não é nada senão isso.
Este livro faz-me recordar a minha perda de memória, da memória objectiva que tem a ver com nomes, caras, situações, caminhos. Desde o acidente, já lá vão 31 anos que perdi, perdi-me nas memórias e esse, nessa objectivação da vida que é o conhecimento, reconhecimento dos signos que cada um carrega.
Estou a meio do livro, receio que a perda seja irreparável. Também invento e reinvento caminhos.
 
Friday, April 22, 2005
 
Para todas as religiões monoteístas a mulher é um ser inferior e o sexo (para o cristianismo no quadro da grande impostura que é o pecado original!) algo abominável, sobretudo se for para o prazer e descoberta do absoluto desse.
Hoje retiro esta reflexão de VPV
"A igreja não aceita (ou não percebe) que, a partir da pílula, o sexo se vulgarizou e que em grande parte se tornou uma transacção de prazer ou conveniência. Esta revolução é para a Igreja inassimilável."
É claro a descoberta do infinito do tempo do sexo também é intolerável. Sempre foi.
Por isso o catolicismo é esse mundo castrado e reprimido (padres soilteiros, padres pedofilos, Opus Day a castigar os corpos, etc, etc)
Será que o Bento XVI usa cilicio, como os irmãos da Obra?
 
 
Francamente, eleger o sucessor do Torquemada Papa não lembra a Cristo, mas foi o que foi, e que sei que foi.
A Igreja recua aos tempos medievais pela mão do instrumento do Santo Ofício ou Inquisição ou Congregação para defesa da Fé ( e o Império?).
A fé no destino do deus homem é superior ao seu aprisionamento por estruturas humanas que o diminuem.
A Igreja deu um tiro, um tiraço no pé, na linha dos moribundos momentos do Papa anterior, criou as condições para a sua irrelevância.
Como dizia o Ratsinger antes de ser Bento, converteu-se ao diabo da vida moderna.
 
Tuesday, April 19, 2005
 
Sempre me admirou a capacidade dos portugueses para serem pisados...sem protestar.
Sou definitivamente espanhol!
Hoje dirigido ao Ministério da Saúde, com cópias ao Instituto do Consumidor e Câmara de Oeiras:


Venho informar-vos de situação da vossa competência lesiva dos direitos dos utentes.

No estabelecimento “health Clube” Solinca, em Oeiras, as quantidades de cloro nas piscinas são excessivas, o que talvez indicie a sua deficiente limpeza.

Nesse estabelecimento fornecem as toalhas aos sócios/utentes, Estas tem um cheiro execrável, sobretudo evidente nas toalhas de cor.

No mesmo as instalações de banho turco e sauna estão deficientemente instaladas.

Durante 15 dias frequentei o mesmo, tendo apanhado uma irritação de pele, sendo certo que o facto de necessitar de fazer natação (por problemas ósseos) me levou a suportar estas condições que penso deverem ser corrigidas a bem da saúde pública.

Para concluir a minha relação com o estabelecimento quis registar em livro de reclamações esta situação.
Não tem livro de reclamações, substituido por um apócrifo livro para recolher (ao que me apercebi inúmeras críticas)

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Monday, April 18, 2005
 
Há que informar as Nações Unidas e sobretudo os responsáveis pela escolha do Alto-Comissário para os Refugiadas que o Eng. Guterres teve e tem um comportamento miserável em relação aos direitos das mulheres, que nele vive uma pulsão de fundamentalismo religioso que considera que estas são, devem ser em nome da religião cerceadas de direitos. Alguém deve levantar a voz e gritar que esse senhor não pode, não deve ser nomeado para esse lugar.
Em compensação quem tem melhor currúculo de defesa de causas, de por valores se ter empenhado com risco da própria vida, quem conhece e defende a luta pela vida e pelo direito melhor do que a deputada europeia e ex-comissária Emma Bonnino?
Quem senão ela deve ser nomeada para esse lugar, onde é fundamental ter uma visão clara dos direitos das mulheres e da religião no mundo?
 
Sunday, April 17, 2005
 
É uma discussão que nos deve fazer voltar a Voltaire e que não tem fácil solução.
Deve a democracia autorizar no seu campo e nomeadamente concorrer a eleições forças ou partidos políticos que não aceitem a democracia, o Estado de Direito e as leis republicanas?
Deve ser autorizada a concorrer a eleições uma força política que acha que quem pensa diferente deve receber um tiro na nuca ou no minimo ter as pernas partidas?
Dever ser autorizada a ir a eleições um partido responsável por atentar contra o direito de liberdade de expressão e reunião, qual qualquer ditadura religiosa, fascista, comunista ou nacionalista?
A questão presta-se a muita discussão e os exemplos históricos dizem-nos que os dois lados da balança tem argumentos. Os argumentos das armas todavia excluem, no meu pensamento se num quadro de Estado de Direito, claramente as forças que defendem as defendem da democracia e do campo eleitoral.
Em Espanha, no país basco as forças terroristas voltaram a concorrer e tiveram uma votação impressionante (cerca de 12%).
Face a elas há que usar toda a intransigência democrática e sem cedências defender a lei e o direito. E que desenvolver políticas que respondam a essa angústia.
Os ovos da serpente não estão extintos. Estão vivos e reproduzem-se.
A eles temos que dizer, basta, basta ya!
 
Saturday, April 16, 2005
 
A seca continua. Uma das consequências da mesma que os citadinos ignoram é a disrupção do ciclo reprodutivo do ganado. Os animais, perturbados pelas alterações climáticas alteram também os seus ciclos biológicos. Não há, ou há pouca, cobrição pelos campos.
As consequências serão, tais com os cultivos deste ano que fracassaram, graves, ainda mais graves no futuro.
O campo, o território são ignorados pelos habitantes das urbes cada vez mais permeáveis a comprar qualquer disparate de putativos e pretensos defensores dos animais. Hoje vão manifestar-se contra a Fatima Lopes. Talvez alguns sejam donos de lojas que vendem animais em situações de ilegalidade, e de certeza contra esses (porque é onde compram os seus lúlus!) não se manifestam…
As peles de animais sempre foram usadas para vestuario dos homens e há animais que só vivem, só são criados, com esse objectivo.
Defender um quadro ético para o uso dos animais e o seu aproveitamento é algo ponderoso e abolutamente aceitável, no seu contexto.
Malucos a cuspirem e atirar baldes de tinta devem ser presos e ir a julgamento.
 
Wednesday, April 13, 2005
 
O blog do Pacheco Pereira deleita-se com pinturas magníficas (que o tornam lento) e poemas geniais, que o tornam unanime.
Agora com uma "shopping list" dos 50 (?) mais desde o 25 (único, para sempre!).
Claro que há a mais e faltas, mas não deixa de ser uma cronologia interessante (se bem que a política perde o social, cultural, etc).
Simpático, se bem que se devessem referir mais complementos e algum desacordo, o texto do Pedro Borges que acompanha a referência ao Mário SottoMayor.
A vida é o encontro e os desencontros em torno desse contínuo.
 
 
Há alguns anos, no seguimento de uma vergonhosa campanha publicitária para ganhar "prostitutos" deixei de comprar e ser, portanto, chulado o jornal Expresso. De uma semana para outra um fiel leitor prescindiu do dito. Tenho que confessar não me fez, não me faz falta nenhuma. O que não se lê não existe. O Expresso os seus bolsadores, o arquitecto, as suas invenções ( e também tenho que o dizer alguma gente que tenta produzir qualidade!) passaram a passar-me completamente ao lado. Deixei de reconhecer a sua existência.
Desde há 15 dias que não compro o Público. Vejo a sua pilha maior na banca de jornais e não me faz falta. O castigo por uma transigência publicitária desastrosa (a promoçao de G. Bush) é merecido. Tenho comprado outros jornais, imprescindiveis para o meu café da manhã, e tenho observado que os jornais, assim com as revistas já não vendem notícias. Vendem livros, champõs, camisetas, enciclopédias, dvds, cds, e até chapéus de chuva ou...cuecas de senhora.
Hoje as tabacarias estão transformadas na loja dos trezentos. E tenho que dizer que isto é único nos países que conheço (nos ultimos anos Espanha, Gécia, Turquia, França).
Será um sintoma da crise de identidade?
 
Tuesday, April 12, 2005
 
Elas são milhares, milhões, trilhões, trilhões de trilhões, as bactérias, só na ponta da unha.
Pois (as leis de Murphy são indesmentíveis!) agora, no início de um curso de formação decidiram manifestar-se na goela, assanhadas. Estando já a ser substituidas por outros germes que o Zitromax não perdoa vão-me obrigar a falar calado (notável!).
Muitas vezes o silêncio ( o chapelinho, ai o chapelinho) é a melhor palavra (o que se pode fazer com elas...)
Pois a entropia também nos diz que elas não se gastam....mas se dispersam no ar e entre nuvens e ecos constróiem a realidade.
Boa!
 
Monday, April 11, 2005
 
Do alto da serra de Montemuro vemos todo o vale do Bestança e a humanização, difícil e perservante do território. Pelo vale vemos junto com a poderosa natureza que o molda, a presença humana, nos muros, nas pontes, levadas ou nos moinhos.
Vemos pegadas. De gentes, que aqui são talhadas pela rocha e tem desta a ombridade e poder.
A Associação de defesa da Vale do Bestança é formada por homens bons, que defendem a terra com um alto sentido de compromisso, com esta e a sua sustentabilidade.
Por estes dias em companhia de membros desta ou sozinhos calcorreamos montes e vales. Vimos um olho da natureza, a irromper pujante, auxiliada pelo homem, ou não aqui e ali.
E passámos, em convívio de boas companhias acompanhados, pela excelente posta de vitela artouquesa e um digno vinho de Penalva. Recomendo para almas errantes o Solar de Montemuro!
Estas são terras dignas de gente sã. E com humor. Recomendo também a anunciada Festa do Chupa, numa localidade que se chama Colo de Pito. Notável!
 
Wednesday, April 06, 2005
 
No inicio o espirito caminhava sobre as águas... tudo é misterioso nos livros sagrados.
Essa é a entrada da Bíblia e desde logo (e chamo a atenção para os que acreditam na literalidade da mesma e não veem o Livro como uma fonte parabólica de histórias, estórias, e espiritualidade sem nada, mas mesmo nada a ver com a verdadeira realidade!) se poderia pensar se o espírito era a tal pomba como é que andava sobre as ditas (talvez fosse, todavia um pato!) e surge logo a segunda pergunta seria o espírito o Jonhny Caminhante? e a terceira, também certeira.... mas que águas eram essas?
É que esse espírito, que andava, sobre essas águas, precede a criação das águas!!!
Enigma, com o do trêes em um que divide as religiões monoteistas da que aceita os três deuses (três em um) como o "paganismo" que a precedeu (e ainda a "virgem", deusa poderosa que intercede junto do pai, que é o mesmo do filho (terá engravidado de qual? e se foi do próprio filho, ainda que não nascido?, mas que existiu sempre com o pai, não será pedófilia?)...
Tantas interogações, hoje que ao terceiro dia o Karol continua embalsamado a provocar, sabiamente manipulado pelas de sacristia o maior avacalhamento do "jornalismo", doses espantosas de pesar e lágrimas, tudo sabiamente a pingar, que ninguém come de graça...
Bom o tema é perfeito. Só hoje é que vi (DN, em editorial) alguém insurgir-se contra ao escandalo do Falcon, para o cardeal...
Já basta de beatices, que a beata Lúcia e a sua mão mágica nos continuem a inspirar (ontem desceu sobre a minha cama...e...bom... e provou que é uma verdadeira beata!, merece o ceú, que também, com a invençao medieval que foi o Purgatório foi objecto de Concílio....nos tempos em que esses eram bacantes orgiásticas de produção "teorica")
Hoje queria escrever sobre trabalho e os escandalos que por aqui e por ali vão irrompendo.
Trabalho é tortura e escandalos...pois haverá maior que o embuste que a Igreja está a produzir?
A igreja que contraria todos, todos os ensinamentos de Cristo e dos seus principais doutores?
 
Tuesday, April 05, 2005
 
Nojo. Abutres estimulados por ratas de sacristia, que fazem o que lhes compete, manipular a abutrada, invadem ecrans e jornais. Um nojo.
Surrealismo. Numa época em que devia (e está!) consagrada a separação dos Estados e Igrejas (não, afinal somos todos fundamentalistas e estamos todos controlados por seitas!), com o dinheiro dos meus, dos meus, impostos um representante de uma seita (independente do mérito da mesma e dele pessoalmente!) vai viajar, pago e num avião do Estado, para o Vaticano, participar numa qualquer palhaçada (onde até vai estar uma pomba imaginária).
Ao que isto chegou.
E não há quem proteste. Não há quem tenha espaço para protestar. A Santa Inquisição está entre nós. Conubiada com todas as mafias!
 
Monday, April 04, 2005
 
Graças ao que considero a pior tontada jornalista dos últimos tempos, (mas quem é que diz que eles são jornalistas? Será que ser atrasado mental e ter um microfone na mão lhes dá esse título), que aparece sempre que cheira a morte, que são as ridiculas "entrevistas" na Praça de S.Pedro por esses espécimes assim ditos,
desliguei a TV (não é que esteja muito ligada, mas as notícias senhor, desapareceram...) e li um curioso livro, no âmbito das conferências/ livro que estou a produzir.

" A Mafia senta-se à mesa", também do Vaticano, onde os fios que são tecidos com a Onorata, são muitos (lembrem-se do Markincus!).
Delicioso prarto, estudo socio-gastronómico, fundamental para perceber a lógica do poder em Itália e...nos States. E delicioso livro de culinária.
Hoje volto ao tempo. Que se urge deve levar-nos devagar.
 
Saturday, April 02, 2005
 
O presente liberta-se do passado sem deixar transparecer nada do futuro que lhe dá o mivimento.
Ou,o esquecimento percorre todos os tempos, o futuro porque lhe dá sentido, o passado porque a ele retorna e o presente porque nele vive o instante.
Reflexões soltas sugeridas por leitura recente que me remete a Sto Agostinho, que me é inspirada por “partida2 que é permanência, enquanto a memória se sobrepuzer ao esquecimento, dessa.
Hoje, ontem voltei, voltámos a suadar a vida, dos que estamos, dos que partiram. Porque tudo faz parte da viagem.
Ficar, partir, chegar.
PS Incrivel o vampirismo da comunicação social com a morte, anunciada, do Papa. Para ver a podridão dessa mesma não há melhor. Não pode haver. Um nojo. Todos um nojo!
Sendo que os oficiais do Vaticano não são melhores!i
 
Friday, April 01, 2005
 
Há livros que regularmente folheio, para colher uma ideia ou um pensamento, por entre o frenessim do tempo.
As "Confissões" de Sto Agostinho é um deles. Ontem no que considero o seu melhor, as reflexões sobre o tempo, a memória, a alma encontrei uma frase que coloquei numa nova leitura etnográfica "As formas do esquecimento" de Marc Augé.
"A memória é o ventre da alma", diz-nos o Sto. Claro que o esquecimento, que a molda é a força viva , o cerebro da memória e dele resultam as lembranças que são o seu produto.
E tudo isto, nesta leitura que tibuteaia, intervalado com um filme apropriado "Spanglish" que nos mostra os problemas da tradução e do intraduzível, e a forma como as línguas reflectem a cultura e esta se relativiza quando conhecemos falamos, comemos, outra língua e por aí, também pelo sotaque somos integrados.
Continuo fascinado pelos sinais ou como referia o J.P.Sartre (que se lê, queiram ou não mais que o Aron!) nas "Palavras" que são codificações escritas, ditas, não ditas destes.
Talvez a vida seja esses sinais a lutar contra o vazio.
 
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