insignificante
Monday, December 31, 2012
 
Chega ao fim o ano civil e também militar...
E 2013 começa vazio. Vazio de tudo. De esperanças desde logo.
Os trafulhas que nos governam não nos dão uma réstia de expectativa de virmos a sair da crise, com esta terapia. E a oposição continua a não existir...

Os dados, não celestes mas os da economia real claudicarão no 1º trimestre, não é preciso ter bola de cristal, nem mais que a antiga 4ª classe para perceber uma coisa tão simples.
Transformar Portugal na China comunista é, neste momento, o grande desiderato do governo, desqualificar os custos da mão de obra, fazer um fartar vilanagem da legislação ambiental e proibir qualquer manifestação sindical, como na tal China Vermelha!, que tem o apoio que sabemos...do PCP!
E acabar com o empreendedorismo!
O ano que entra afigura-se pouco convidativo para aventuras e para mudanças. Parar, reflectir e continuar parecem ser as boas ideias.
E aguentar o embate, que ainda só adivinhamos...
Bom haja saúde, que a vitalidade dos vivos será capaz de descobrir novos caminhos.
Até para o ano.


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Com alguma surpresa, dado pensar que já houvera sido publicado, durante algum dos períodos das minhas ausências, encontro hoje no Público artigo que me merece aqui referência.
Is anyone out there?

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Sunday, December 30, 2012
 
Ontem revi, revi novamente, re-novamente:
é um filme fantástico, os dialogos, a trama, o momento, os actores...
e recordei a minha Campanhã, já esquecida no tempo...
todas as palavras são enganos...

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Pacheco Pereira, que tive ocasião de conhecer pessoalmente quando foi dirigente da distrital de Lisboa do PSD, é um personagem "dos meus".
Aqui neste blog tivemos debates, unilaterais é certo, intensos sobretudo quando de algumas posições ridículas que tomou, como sobre a guerra ao Iraque.
Mas mantive sempre o meu apreço intelectual por ele.
Ultimamente, salvo em matérias europeias onde ele ainda está no Iraque, tenho concordado com muitas das suas análises que aqui tenho referido.
Um artigo notável do historiador, mas também do político ( leiam o último parágrafo) no Público
http://www.abrupto.blogspot.pt/2012/12/viagem-no-passado-por-causa-do-presente.html
leva-me ao melhor de nós.
Ainda ontem referia, e já aqui o tinha escrito, o rídiculo que é apontar o excedente da balança comercial como indicador de seja o que for, a não ser que somos, estamos cada vez mais pobres e sem alternativa.
Hoje é, ainda, Domingo. Haja Domingo!

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Saturday, December 29, 2012
 




Sou um grande apreciador do Don Quijote e dos desenhos de António Saura, que hoje aqui trago.
Que  aqui acompanho com um aforismo de Karl Krauss:
"A ausência de lei impõe-se de forma legal" , qual Quijote...

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Thursday, December 27, 2012
 
Vivemos num mundo de pândega. Ou melhor existem uns tantos, proteccionados pelo jornalismo que temos que ocupam os jornais, fazem e desfazem as notícias e escamoteam a realidade e os factos da vida desta.
Se queremos notícias temos que as procurar por nós, e se por acaso as lemos temos que as decifrar sobre a quantidade enorme de porcaria e trivialidades com que estes fazedores das mesma (a maioria de encomenda) as disfarçam, para quem lhas paga.
E tenho que referir que é na qualidade de colaborador voluntário da O.N.U. e de mais uma dezena de outras importantes organizações internacionais, extra-nacionais, nacionais e regionais e agora de repente não me lembro de nenhuma outra, que  aqui deixo este  registo!

Vivemos à borda do delírio e desta pândega.
Não há quem dê uma varridela a este esterco todo!???

Não há quem dê uma varridela a este esterco todo!???

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Hoje saiu-me na rifa o Gasparzinho e os seus serviços.
Então não é que recebo desse venérea instituição uma multa sobre um imposto que paguei (conforme registo bancário) que reclamam eu não ter pago e sobre o qual (que está pago!) e sobre o seu suposto não pagamento me tentavam exportelar quase o seu valor monetário.
Vão receber os documentos e a solicitação de retracção desta.
Mas ninguém me vai indeminizar do meu tempo, dos gastos de telefone e correio, do tempo do meu contabilista, etc, etc.
Vivemos num Estado de má fama e estamos sepultados na lama da incompetência de funcionários distraidos...claro a culpa é do computador...
E não irei receber sequer um pedido de desculpas.
Vivemos de facto num capitalismo sem regras e selvagem ( a propósito recebo uma carta da Unicre a agradecer a minha paciência,,, se fossem...)


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Wednesday, December 26, 2012
 
Carregar para poder ler.
Curioso este registo estatístico, sendo que temos quase 20% de portugueses não católicos, declaradamente, e dos outros 80%  católicos mais de metade o é só no registo ( e não praticante, o que é um contrasenso!), mas não na prática, o que deveria fazer pensar as chefias da dita apostólica romana sobre a evolução da nossa sociedade.
Este questionário vale o que vale (registos do INE) mas o julgamento de facto deve escavar mais fundo.
Veremos.


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Tuesday, December 25, 2012
 
O lume da praça  este ano anunciou o pior.
(Acima foto de Tuxa Tereno)
Baixou rapidamente e criou espirais vulcânicas.
Sou um analista de lumes e como é sabido tenho nestes, e no seu papel na passagem do Homo Erectus para o Homo Habilis, no caminho para o Sapiens, uma leitura de tempos.
O ano que vem pesem os ditos de Rajoy, Hollande, Passos, Monti ou outros quaisquer quiromantes ou funambulistas vai ser mau, muito mau e não haverá volta a dar senão aguentar e inventar outros paradigmas.
Vamos ver...

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Monday, December 24, 2012
 
É um pensador curioso e um escritor prolífico Juan Eslava. Tenho lido e referenciado vários livros dele. Em todos sou cativado por um linguagem descomprometida e um estilo suave. E em todos retenho estórias e re-intrepretações da História. Este livro de 600 páginas (letra gorda!) é mais uma obra de arte.
Continua outras estórias e com uma independência notável (tenho-o por um pensador liberal) dá-nos conta do que se passou, com detalhes reais ou inventados pouco importa, porque ou estamos na pequena estória ou na interpretação de factos, tranpotta-nos agoa até tempos que vivemos e que partilhãmos.
Já li um quarto do documento, última leitura deste período atípico, cheio de trabalho e chateações, e tenho que referir que além de pormenores inacreditáveis como por exemplo o do último garrotado em Espanha, uma descrição do arco da velha, uma narrativa fora doa apreensão e referência que tinha sobre o envolvimento dos serviços secretos norte-americanos no salto de Carrero Blanco.
Vale a pena ler, que é detalhada, com factos e coincidências demasiadas.
Aos canalhas da ETA nem esse "heroísmo" lhes resta...

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Sunday, December 23, 2012
 
The #Social Conquest Of Earth# de E.O. Wilson é um livro díficil, mas salvo as referências aos insectos e sobretudo à formigas que é fascinante e alguns desenvolvimentos e articulações sobre a linguagem e a sociabilidade desta e a suas bases e também uma revisão exaustiva da matéria conhecida, mas, talvez por esperar novidades, ficou a saber-me a pouco.
Mas o que nos distingue de outros bípedes é a capacidade de pensar sobre o pensamento.
Vamos continuar a não ser formigas, também!

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Saturday, December 22, 2012
 
Já lá vão quase trinta anos ( foi em 1985) que fui assistente do Partito Radicale no Parlamento Europeu (do Marco, da Ema, do Enzo).
A minha função foi criar as condições para o surgimento do que haveria de ser a Coordenação Europeia dos Amigos da Terra/Friends Of the Earth, que deixei em curso, mas que significou também o meu afastamento do Partito, que a queria de outra forma.
Voltei a estar com o Marco, e os restantes companheiros quando se criou o Partito Transnacional de facto.
Chegámos a ser uns milhares em Portugal, mas depois veiu a Cicciolina e transformou-se numa bufoneria, embora ainda fossemos umas dezenas no congresso de Bolonha onde intervi várias vezes seja a criticar a Sra, seja a insurgir-me contra aspectos pouco claros ( como a defesa da Pedofilia!), e até foi um dos 6 que defenderam uma posição em relação às moções em discussão no encerramento...
Tenho, de vez em quando, pago a quota e voltado a ser membro deste partido "fénix".
Hoje sou informado que Marco Pannella está, entrando na dezena de dias de greve da fome e da sede, a receber soro intravenoso e continua a insistir na disposição que o leva a mais este extremo (recordo conversa que tive com o Miguel Portas que achava que tantas greves da fome desvalorizavam o utensílio e a política).
Não sou capaz de apreciar os factos mas daqui envio uma forte e amistoso abraço ao Marco, e que saiba que estivesse em Itália o acompanharia em mais esta luta. Justa.

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Ao que parece o mundo não acabou ontem. Mas podia. Algum dia acabará. Pode ser amanhã a véspera. Pela vila tudo está tranqulo, ontem gravei o meu programa para a Rádio Montemuro.
Além da questão das alterações climáticas reflecti sobre:

(...)
Reflexão sobre o Natal, e os seus mitos antropológicos...
a)      Re-industrialização, minas, Industria(Auto-Europa), Textil/Calçado, Refinarias/// CHINA 
b)      Alqueva, Aldeia da Luz, Regadio, Electricidade, Reserva água, Turismo
(...)

E comecei a ler esta obra de E.O.Wilson. 
Vou em meio e estou perdido na organização social das formigas e de outros insectos. 
Tal como num quadro de Gauguin...

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Friday, December 21, 2012
 
O capitalismo selvagem tem coisas do arco da velha. Acabará se por aniquilar nos seus dejectos.
Hoje, sendo um dos primeiros clientes nacionais, mas sem constrangimento e inclusivé aconcelhando a outros fazerem o mesmo e provocarem desemprego e despedimentos, muitos, nesta empresa de inuteis, cancelei os meus cartões Visa da UNICRE.
é a segunda vez em menos de um mês que por deficiencias da empresa me cancelam os cartões, mas até aí,,, tudo vai bem.
Tudo vai menos bem quando passados mais de vinte dias não recebo cartão de substituição e ainda pior quando uma inutil e mal criada funcionária me diz... que é da minha responsabilidade...
Fico estupefacto!
É da minha responsabilidade que o meu cartão tenha sido pirateado... pois então deixo de fazer aquisições...( o que farei!) pois é impossivel "seleccionar" onde me vão piratear... e sou suposto saber que a demora da reposição do produto, para o qual pago e não pouco, são 20 dias... desde dia 6! e o correio só distribui dia 26!
O capitalismo selvagem está nas mãos da amargura.
Pouparei muito dinheirinho e quem ficará a perder á a AMAZON, que deverá queixar-se desta empresa e da sua gula.
Estas empresas, e pensava eu que a UNICRE tinha outra lógica, são máquinas trituradoras do individuo, espremem o que podem e sugam-nos até ao tutano.
Deixei de pagar juros à cerca de três anos, por isso deixei de ser um cliente de interesse, embora tenha um plafond pornografico, que não uso como é obvio, pago sempre a horas e na totalidade.
Deixei de ter interesse para esta empresa sanguessuga.
Deixaram de me sugar o tutano...
Pois vão dar uma volta ao bilhar grande.

Nota
Desde o ínicio dos anos 80 (talvez antes) tinha o cartão da UNICRE. A degradação do serviço, talvez por empregarem pessoas sem qualquer qualificação, na lógica do capitalismo selvagem, e a alienação da ligação aos clientes, sobretudo se estes não lhes dão juros, é a prova da degradação do capitalismo financeiro.

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Thursday, December 20, 2012
 
Herdei mais um magnifico livro #Evora# de Gustavo Matos Sequeira e Alberto Souza.


onde a palavra do mestre se junta aos grafismos excelentes e as gravuras espectaculares do artista.
É uma obra da maior relevância para o entendimento de Évora e dos seus recantos.

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Curioso livro. Uma obra inacabada, e notam-se as incongruências, as falhas, além de todo um capítulo em esquema nos apendices que não foi começado.
Embora seja um instrumento de consulta e algum deleite, talvez tivesse ficado melhor no arquivo, falta-lhe o toque final de Camus.
Onde esse não falta é nesta sua 1º obra:
um conjunto de contos onde se antecipa o melhor Camus, com um muito interessante prefácio.
Aqui o deleite é total. Fez-me lembrar muito E. A. Poe... e também F.Kafka.
Fascinante...


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Saíu mais um relatório do grupo de especialistas sobre alterações climáticas ( IPCC) e ao mesmo tempo chega-me ao conhecimento um relatório dramático sobre essas:
http://www.commondreams.org/headline/2012/12/20
Ao mesmo tempo um grupo de brincalhões, manipulando partes do relatório tenta lançar a confusão, numa sequela do furo, que não foi, sobre emails manipulados...
Devo dizer que tenho dificuldades, mentais suponho, em perceber os objectivos de alguma gente.
Sejam estes agentes anti-climáticos (estarão ao serviço das indústrias baseadas nas fósseis? estarão ao serviço de Satã? serão simplesmente idiotas? ou quê?) seja o Gaspar ( esse a resposta é mais fácil!), tenho que reconhecer que o que não é racional é para mim terreno de misticismo e mistérios.
Talvez possamos juntar a estes mistérios o como é que o PCP e o BE se vão tornar o governo do país, algum dia... (toc, toc), o fim do mundo que se não for amanhã poderá ser a seguir..., o novo dogma da re-industrialização (de quê, srs, de quê... agora que a Auto-Europa fecha um mês... pelo menos...), e tantos outros ao pé dos quais a virgem imaculada e mãe não passa de fait-divers...
Bom interrompo as leituras para tratar de um programa de rádio e ver os assuntos na agenda, não passa nada.

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Este livro, album fotográfico, banda desenhada, ensaio socio-político, é outro, mais um murro no estomago e deixa-nos constrangidos, neste tempo e neste lugar.
A viagem ente os ciganos é um épico/dramático que nos remete para o pior da nossa história, que continua no presente.
E também nos remete para o fundamental, que é onde se gera o medo, o despezo pelo diferente e também a base dos anátemas.
http://youtu.be/d-fi6y6NHNI
e aqui:
www.bielka.org
lindos de ouvir e morrer.

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Este simpático livro, com fabulosas ilustrações de Manuel Lapa,
percorreu a minha manhã, ainda com assuntos de trabalho em curso, nesta obra, de 1946, que faz uma compilação dos trabalhos produzidos sobre a Amazónia, num quadro mais etnográfico, temos lendas e referências ( algumas como a do Bumba-Meu-Boi pouco articuladas, mas o tomai e comei todos está lá!) e outras geniais como a de Mani, a raiz da mandioca.
Outras estórias e conhecimentos sobre o "Inferno Verde" são-nos trazidas à lareira... que fuma o tempo.


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Wednesday, December 19, 2012
 

Sou um Thoreau, ista.
Conheço a história, aprecio, como Luther King ou Gandhi, o pensamento e o quadro de acção individual e sentido colectivo de Henry David.
Que nos é contado num magnífico fresco de A.Dan e Maximilien LeRoy.
A lareira agita-se, o inverno fica lá fora, Cohen canta ou poetisa em fundo, o charuto namora o fumo...

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Este ano o meu querido amigo Jorge Paiva envia-nos uma história da Adansonia digitata, vulgo embondeiro de reflexão sobre a biodiversidade no cartão habitual.
Recordo os embondeiros desde o Petit Prince, e é outro, mais outro, dos meus fascínios...
Saravah amigo Jorge, e que essa energia continua a dar-nos vida.
E já em recolhimento, da época, vejo o magnígico documentário de Gonçalo Tocha sobre a ilha do Corvo. Fico deliciado com os tempos e a forma.
Lindo.
Por cá continuamos.

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Monday, December 17, 2012
 
Ofereceram-me hoje três postais invulgares que aqui trago.
Os dois 1ºs são do Campo Pequeno, julgo que um será ainda do século XIX e ou outro andará lá perto ( meia duzia de anos para as árvores crescerem...)
Curioso nas fotos os jericos ou carros com tracção cavalar, no que ainda era um ermo de Lisboa.
Nesta seguinte o antecessor do americano, julgo que também do final do século XIX, com a curiosidade de... o trânsito ser feito pela esquerda...
Ele há coisas do caneco...


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Sunday, December 16, 2012
 
O grupo 19-Sintra da Amnistia Internacional é, sem sombra de dúvida um dos mais inovadores e activos da secção portugiesa.
Inovador porque reflecte em documentários excelentes os problemas dos direitos e os debate com quem tem experiência e prática, e activo porque já tem muito tempo de efectiva continuidade.
Só hoje pode ir ver dois documentários de mais esta iniciativa do grupo.

VOU CONTAR PARA MEUS FILHOS
Realização Tuca Siqueira | Brasil , é um excelente momento de memória e de alegria da luta e resistência de um grupo de mulheres ex-presas da ditadura, engrandecido pela presença física de duas das protagonistas.
E
A CIDADE DOS FOTÓGRAFOS
Realização Sebastián Moreno | Chile, é um filme que deveria ser mostrado e difundido por todo o lado. Mostra os horrores da ditadura de Pinochet, a crueldade dos seus capangas e a força da voz, da foto do compromisso.
Impressionantes as imagens do funeral de um jovem fotografo e a dignidade que irrompe da Internacional.
Seguiu-se um debate, também com a participação de um jornalista e protagonista da Unidade Popular, chileno.
Uma iniciativa a continuar e incrementar, para a qual estou disponível para todo o empenho. 

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Hoje a crónica de Manuel Vicent, no El Pais é particularmente inspiradora do espírito:

http://elpais.com/elpais/2012/12/16/opinion/1355648252_960997.html

Num dia de leitura de jornais e de pequenas coisas.
Um artigo interessante de comentário a um livro sobre o Sendero Luminoso, que recorda outro de Bommi Baumann, sobre a Rote Armee Fraktion , de Vargas Llosa, em que analisa o processo mental que está na base da desuminidade desses grupos terroristas.
A ilustração, magnifica, como esta de Fernando Vicente, mostra um embuçado a chorar uma lágrima de sangue, "sin armas no soys nadie", gritou-se aos bandidos da ETA. e a todos os que querem dominar o pensamento, com a violência:

E uma referência interessante a:
o filme mudo mais caro da história e ainda hoje uma obra seminal para o pensamento totalit´rio e um grandiosa montagem de Ftriz Lang.
E vamos passado o Domingo.

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Saturday, December 15, 2012
 
Lisboa teve cafés notáveis, tenho um conto sobre esses, mas alguns, sobre alguns tenho deixado histórias por contar, ou porque estão difusas na minha memória longuinqua ( o cruzamento com protagonistas na libertação das colónias, no café Colonial), ou porque nesles vivi estórias ( algumas estão contadas no referido conto).
Este dos periquitos
é a Mexicana, e sobre/neste este espaço, numa localização única também tenho tempos.
Hoje ficamos pelos periquitos.

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Acho trago aqui um comentário assinado por Viriato Soromenho Marques, com quem tenho cruzado vidas há mais de 30 anos e por quem tenho estima pessoal e grande apreço intelectual.
Não podia estar mais de acordo!

Do D.N.
(...)
Até os mais fiéis entusiastas do sempre adiado François Hollande terão recordado o sábio ditado que considera ser, muitas vezes, o silêncio de ouro. Aproveitando os clarões mediáticos da cerimónia Nobel em Oslo, o inquilino do Eliseu produziu a mais cabotina frase de um líder político da União Europeia neste seu longo calvário: "A crise da Zona Euro ficou para trás." A frase ecoou no mesmo dia em que Silvio Berlusconi lançou a sua corrida eleitoral, tirando o tapete a Mario Monti, levando à rápida subida dos juros da dívida pública da Itália e da Espanha. Com a União Europeia politicamente à deriva. Com as instituições europeias fingindo que ainda mandam alguma coisa. Com os Tratados na gaveta. Com uma economia em recessão generalizada. Com a Zona Euro a produzir desempregados aos milhares todos os dias (já são sete milhões desde o início da crise). Com um sistema bancário preso por fios, ameaçando um tsunami financeiro generalizado. Com a erosão dos direitos sociais. Com a coesão dos Estados a quebrar pelas frestas dos separatismos. Com assomos xenófobos e racistas, que se expressam até nas saudações nazis no Parlamento de Atenas. Com ataques dispersos ao pluralismo e à liberdade de expressão... No meio deste vendaval, o Presidente Hollande resolve imitar, não o espírito crítico de Voltaire, mas o otimismo néscio do seu personagem Pangloss. Se daqui a meses o venal Berlusconi se transformar no campeão da periferia contra a chanceler Merkel, será chegado o momento em que a tragédia europeia desaguará numa ópera bufa. Poderá esperar-se tudo, mas dificilmente um final feliz.
(...)
E mais um foto dos estreitos de Monfrague, porque a natureza aí está exuberante....a continuar.

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Foi um dia de terror. As dezenas de crianças mortas, feridas nos Estados Unidos estão aqui, estão em todos os locais onde não fizemos o suficiente para mudar este mundo e as suas doenças.
Sobre elas choramos.
Nos Estados Unidos é mais fácil comprar uma arma que pastilha elástica. As pastilhas elásticas também são mais regulamentadas que as armas.
Não vou cair no simplismo que foi a única razão deste, de mais este massacre, mas...
Já, há muito tempo denunciamos esta situação.
Michael Moore no seu soberbo "Bowling":

traçou-nos um quadro de referência absoluto.
O que esperam os Estados Unidos para agir? Será que não intrepretam a Consttituição com actualidade?

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Friday, December 14, 2012
 

Acompanho o tio Gonçalo desde sempre, como ele uma vez perdido no tempo me disse, e de facto desde 1978, quando o conheci pessoalmente.
Temos enfrentado muitas lutas, enfrentado muitos poderes, e com ele, sobre ele tenho muitas histórias com o H grande do homem notável e excepcional que ele é.
Por questões profissionais não o posso acompanhar no que é a consagração de uma dura e longa luta, que é a ligação pedonal de Lisboa a Monsanto, que defendemos, juntos no quadro da eleição dele (comigo a suplente) ainda nos tempos do Nuno Abecassis, a quem tirámos a maioria, que o PS (sempre pronta a capachar) lhe deu novamente.
Nessa altura fizémos aprovar uma subtileza que ganhou cidadania, e que posteriormente com o Luís Coimbra tentámos implementar. Jorge Sampaio fez-lhe ouvidos mocos, no que foi ao contrário do que se diz um mau consulado para Lisboa.
Bom, lutas velhas cantos novos, e logo à noite estarei com Gonçalo Ribeiro Telles, numa homenagem dos seus, dos nossos à vida e à sua continuidade!

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Thursday, December 13, 2012
 

 Lá estarei, junto com os que querem uma Madeira sustentável, livre das sanguessugas e dos desvarios de regedores de pacotilha, que tem desgovernado este espaço e desreispeitado a sua natureza e o trabalho do homem com esta.


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Tuesday, December 11, 2012
 

Hoje coloquei algumas fotos e um vídeo ( vejam o som!) sobre as andanças com Ecologistas en Accion por aqui e no post anterior.

Em Trujillo encontrei uma virgem negra, seria a réplica da Inca trazida por Pizarro?

 mais informação sobre Monfrague...
de se lhe tirar o chapéu...

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De Sandrine Bélier, erodeputada Verde:

(...)
Et sur les questions de fond, la nécessité de montée en puissance d’action pour limiter le réchauffement planétaire à un maximum de 2°C, la Porte de Doha est restée fermée. L’avalanche de rapports scientifiques, tels que celui de l’OMM (Organisation météorologique mondiale), le PNUE (Programme des Nations unies pour l’environnement), l’AIE (Agence internationale de l’énergie), et du GIEC (Groupe d’experts intergouvernemental sur l’évolution du climat), et même le typhon dévastateur aux Philippines, n’ont pas eu gain de cause de la seule réalité monochrome qui compte pour les pays industrialisés. La réalité du court terme : celle que les caisses sont vides, que les énergies renouvelables représenteraient un investissement coûteux face au charbon et au gaz bon marché, et que le développement du solaire est l’occasion non d’une coopération mais d’une guerre commerciale entre l’Union européenne, les Etats-Unis et la Chine.
(...)
Sobre o fracasso de Doha, ou conferências internacionais para discutir vírgulas e as aprovar. Só!

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Monday, December 10, 2012
 

Temos que ir à bruxa...

Pois, estou siderado...com as inacreditáveis afirmações do ministro Alvaro (de que Portugal deveria ter as mesmas leis de protecção ambiental, inexistentes, na comunista China, e também a mesma legislação laboral, sem direito à greve e com trabalho infantil e de sol a sol), entre outras preciosidades.
Agora merecendo certamente o apoio do PCP, uma vez que é em nome da re-industrialização, como à pouco em nome de abrir buracos em todo o país (e até usar a fractura hidaulica nos mesmo) quiz transformar-nos numa grande mina a céu aberto ou fechado.
Não sei onde foram buscar (ao Canada, talvez, onde as minerações deram cabo de metade do país...) esta especie.
E fico também abismado, não com o silêncio dos Verdes, esperado face á questão da verde China, mas com o silêncio das ONGAs, mas pode ser por deficiencias auditivas minhas,
Estou a ficar como o
cada vez mais solitário...

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Sunday, December 09, 2012
 
Em Trujillo, na Assemblea de Ecologistas en Accion...
 
3 momentos e duas vibrações.

Visitei o parque nacional de Monfrague.
 O processo de recuperação da biodiversidade, em terras que estavam condenadas a servir a pasta de papel, os recantos rochosos, as dezenas, largas dezenas de abutres que vimos e as duas lontras, a pegadas de javali e a vegetação poderosa, foram um momento único. 

A menção aos muitos que lutaram por este espaço e ao meu velho amigo Jesus Garzon foram emocionantes.
A subida ao castelo, que estava no meio de nuvens foi um momento cármico.
Pela noite tivemos outro momento significativo, uma interessante sessão sobre desobediência civil, onde nos foram passando pela memória Thoreau, Gandhi, Luther King, ao ouvir os novos expoentes das lutas sociais, da contestação à injustiça, da luta pelo direito do direito e por uma justiça justa, desafiando a lei e os quadros normativos se necessário, para recuperar a política contra a dita-cado, a ditadura dos mercados, que procuram controlar as liberdades públicas.
A sessão terminou com outra emoção ao ouvir o cante hondo de um sindicalista de todas as lutas, numa sala tensa de resistências!
No sábado de manhã passeei por Trujillo, cidade monumental em companhia de Miguel Manzanera, um dos expoentes da luta contra a “refineria” na Estremadura, e com todos um dos empenhados na continuação do ambiente, as velhas ruas, os palácios muitos, as igrejas, construídas com o fruto do saque e do genocídio dos povos indo-americanos são todavia testemunhos à grandeza do homem, apesar, ou mesmo quando baseadas nas maiores indignidades.
A cidade é um monumento à humanidade, e contra esta.
Bartolomeu de Las Casas, acompanhou-nos neste percurso.
Depois de um espectacular almoço local, a moraga estava divina tivemos uma sessão excelente, o terceiro momento desta Assembleia, sobre energia, e obviamente o tema da nuclear ocupou uma boa parte da conversa. Lutas, estratégias, situações foram detalhadamente dissecadas, mas também o carbono ( e o fracaso de Doha!), a perfuração em profundidade, e novos modelos energéticos foram abordados com exaustão e muita profundidade.
Feitos contactos, renovadas amizades e luta e os empenhos continuam, também por aqui.
Quero deixar aqui a expressão da minha emoção e gratidão a Paca Blanco que me convidou e com quem cultivo lutas comuns e amizade espiritual e o reconhecimento, que verifiquei é amplo e maciço, da sua luta, capacidade e jovialidade que fazem dela um marco incontornável nesta luta por um melhor ambiente, uma melhor sociedade.

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http://youtu.be/hyjFBg8mwiU

Discordo, radicalmente desta forma de luta, mas sou, também, radicalmente solidário com os direitos do povo Tibetano.
Viva o Tibete Livre!

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Wednesday, December 05, 2012
 




A água sobe ou desce? Este desenho é um dos muito fabulosos de Escher.

Recordo sempre Brice Lalonde que me abriu as portas deste pensamento e da sua lógica e evolução. Depois percorri muitos caminhos mas o fascínio dos paradoxos, o paradoxismo?, sempre foi um fonte de re-conhecimento.
Ver os vários prismas da realidade em vez de trilhar o pensamento único ou a sua divergência.
Hoje li um interessante artigo sobre a linguagem, a sua invenção e re-invenção e os paradoxos que também tem que enfrentar ( fiquei intrigado com a grafia umidade, no filme na posta anterior.
Porque raio deixou, perdeu neste aborto ortográfico o h, bem sei que no Brasil onde a humidade é diferente lhe tiraram à muito o h. Mas não é a mesma coisa estar úmido ou húmido, francamente!).
De um artigo do presidente do Instituto Cervantes pico mais este paradoxo:


A corrupção da linguagem é um reflexo da realidade ou a linguagem corrompe a realidade (e as palavras com as próprias palavras que a fazem e dão sentido).
Omen ? Homen? 
Andam a brincar às línguas, talvez porque perderam a realidade que as forma.


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Mão amiga, e à partida não o são todas?, envia-me esta adaptação de um dos livros mais bonitos que conheço,


#O Homem que plantava árvores#, de Jean Giono
Aqui o deixo, para futuro.

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Envia-me o meu velho amigo, desde o tempo em que nos cruzámos na luta contra o alargamento do campo de Tiro de Alcochete, Miguel Boeiro, que é também um indefectível do naturismo e de uma alimentação vegetariana, onde temos espírito em sintonia, embora eu seja um heterodoxo alimentar, e sendo o Miguel adepto de línguas inventadas área em que não partilho as suas ideias ( como não as partilho politicamemente!) tenho-o em simpatia e estima nos acordos e em paz nos desacordos.
De textos que dele recebo com regularidade retiro hoje de uma comunicação que apresentou no Encotro da Agrobio esta parte:
(...)

Vejamos, sem exaustão, alguns exemplos de vegetais silvestres disponíveis que podem ser utilizados na nossa alimentação:
Silva – Saberão as pessoas que os rebentos da silva entram lindamente numa sopa de vegetais? E que as amoras silvestres são ótimas para confecionar infusões e compotas?
Urtiga – Quem diria que, com as urtigas tenrinhas, se pode fazer o melhor esparregado do mundo e que misturadas com outras hortaliças dão uma rica sopa?
Saramago – Antes de espigar esta crucífera entra na panela como se fosse nabiça.
Mostarda-negra – Outrossim, com esta crucífera que prolifera em terrenos medianamente salinos. As sementes proporcionam o molho de mostarda e constituíam o único picante popular antes dos descobrimentos marítimos.
Catacuzes – Já experimentaram comer uma sopa de feijão com catacuzes? Vão um dia ao festival das sopas de Montemor-o-Novo e logo me dirão o que acham deste pitéu!
Tengarrinhas –Uma sopa de grão com os talos deste cardo endémico da península ibérica é de comer e chorar por mais!
Espargos-bravos – Eles surgem no outono, aquando das primeiras chuvas. É agora a altura de os apanhar enquanto não vêm as geadas. Servem para fazer omeletes ou um belo arroz que nada fica a dever ao conhecido arroz de grelos.
Acelga-marítima – Com as suas grandes folhas aveludadas, substituem perfeitamente a sopa de espinafres.
Espinafre-neozelandês – Não sendo uma planta europeia, aclimatou-se e medra por todo o lado. Vamos aproveitá-lo? É boa para sopas e esparregados.
Chaga ou capuchinha – Esta planta, que encontramos com facilidade em terrenos arenosos, contém um antibiótico natural. Podemos utilizar as flores nas saladas crudívoras que ficam com uma apresentação notável quanto à mistura de cores e paladares. Os pequenos frutos conservados em vinagre funcionam como se fossem alcaparras.
Crisântemo coroado – É uma planta tipicamente mediterrânica muito estimada no extremo oriente. Quando jovem, aproveitam-se as folhas para sopas. Quando floresce, as pétalas desta composta dão um toque de “finesse” as saladas.
Conchelos – De sabor a pepino, são crocantes e muito agradáveis nas ementas crudívoras.
Azedinhas – E por falar em saladas, que tal polvilhar a salada de alface com folhas verdes de azeda em substituição do vinagre?
Salicórnia – Esta planta halófita, que cresce abundantemente nos sapais, pode ser comida crua como aperitivo ou cozinhada para substituir o sal.
Figo-da-índia – Deste fruto espinhoso tudo se pode aproveitar. A polpa para compotas, o suco para tomar às refeições e até as sementes que, depois de secas e moídas, se podem adicionar às farinhas panificáveis, pois são muito proteicas. Também as parras jovens, depois de extraída a capa espinhosa, podem entrar nos estufados.
Tupinambo – Não é endémico mas dá-se cá muito bem e até se pode tornar invasor. Os seus tubérculos substituem vantajosamente as batatas no tocante à alimentação dos diabéticos.
Erva-príncipe – Tanto as folhas, como os rizomas, podem ser cozinhados, funcionando como especiaria fina.
Cavalinha – Quem diria que esta erva áspera pode ser usada em culinária? Pois é! Depois de seca e moída dá para polvilhar a comida. Não é um tempero “por aí além”, mas acarreta um aporte de silício que faz muita falta ao organismo humano.
Beldroega – É muito utilizada no sul, entrando em sopas, açordas e saladas.
Bolotas de azinheira – Eram abundantemente consumidas no Alentejo, nos tempos da fome. Descascadas, cozidas, desfeitas em puré com um pouco de leite e adoçadas com geleia de marmelo, proporcionam uma “mousse” espetacular.
Alecrim, alfazema, manjerico, menta-piperita, calaminta, poejo, orégão, hera-terrestre, hortelã-da-ribeira – Tudo labiadas aromáticas utilizáveis por cozinheiro que se preze, como adequados temperos.
(...)
Hoje temos que voltar à austeridade alimentar e para essa o uso das plantas é uma opção de sabor, de qualidade e de sustentabilidade social.
Um abraço para o Miguel

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Encontro este cartaz particularmente bem conseguido. O efeito e a mensagem não precisam de mais detalhes, está lá tudo.
E manda quem quer brincar com a saúde pública para o tal, que o Zé também pouplarizou.
E de facto estamos a precisar de os pôr todos, mas todos mesmo, a cavar.
Uns por fazerem, outros por cumplicidade com os que fazem e outros por incapacidade de gerar alternativa ou a que geram ser pior, muito pior do que o que existe.
Hoje, nem quero ler a notícia, os chulos, sim leram bem os chulos que governam na Madeira, à nossa pala que fazemos de meretrizes sem vontade nem gosto e até sem necessidade!, auto-atribuiram-se, todos, todos, mais umas chorudas benesses ( para o partidos, mas os que tivessem vergonha na cara as recusavam... e bom ... vão todos aceitá-las!!!) do erário público que já pagou e continua a pagar as despesas do soba Jardim ( como foi alcunhado pelo deputado Jaime Gama).

A pouca vergonha não tem limites e esta classe política, toda, toda, devia ser reformada e os partidos desde logo obrigados a pagar as suas despesas, do contributo dos seus membros individualmente!
Mas a política já à muito que deixou de ser um exercício de cidadania é hoje uma polo de corrupção (em todos os partidos e clientelas!) para o exercício do poder e distribuição das suas prebendas.
Não há ideologias, nem reflexo destas no quadro social e económico, mas sim diversidades e muitas vezes mancúbio de situações e rateio do dinheiro dos cidadãos e integração deste nas jogadas de uma economia que continua dependente do apoio do Estado-papá, que os nossos ditos magnates da industria e finança não são nada sem esse encosto.
Bom se fossem todos para o tal e nos desamparassem a loja....

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Tuesday, December 04, 2012
 

Conheci o José Manuel Sobral na Faculdade, e se pessoalmente lhe tenho estima amistosa, enquanto professor fiquei, dele, com má memória...
Noutros foruns já tive ocasião de comentar as razões, políticas, dessa situação, e as memórias são como a identidade, também se baseiam em interpretações...e alterações dos factos. 
O curso de História era um curso super-politizado e eu...era já um liberal/radical/ecologista. Ele estava ou tinha saído do Partido, se não estou em erro ( é notável que quando se refere o Partido toda a gente sabe de qual se fala, do que gostaria de ser único!).
Mas não deixei de lhe apreciar o rigor e empenho na investigação.
Tenho-o encontrado com simpatia, por aqui e por ali, e agora cruzei-me com este interessante e bem estruturado, assim com com excelente registo de referências, livrinho.
Recomendo e desde logo a todos os que sofrem da "doença" nacional.
Neste desconstróiem-se algumas, pouco do meu ponto de vista, mitologias fundacionais ou falsificações na construção da identidade. Gostei!

Já lhe enviei um mail pessoal sobre os aspectos que cuido não foram abordados neste livro macro e em relação aos quais lhe lancei o desafio para aprofundamento da irrealidade nacional, os povos, as aldeias e suas identidades.
E não estou de todo convencido e julgo que é tema aberto sobre as explicações para a antiga fronteira ibérica, que julgo é só língua e toiros, e o resto que a partir do século XIX se tem construído, e a partir de meados do século XX o futebol e outros fenomenos nacionais ( a TV, por exemplo).
Assuntos que ficarão em aberto... para um diálogo retomado.

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Este artigo de Jeffrey Sachs, do El Pais de Domingo foi tema de partida para o meu comentário sobre responsabilidade social e daí para as alterações climáticas e as políticas energéticas, que foram do livro sobre burros, aqui recentemente falado até à conferência organizada pela Fundação Friedrich Ebert ontem, passando por uma viagem palas plantas e menção ao site < flora-on > também aqui já mencionado.
Hoje foi dia de rádio.
 
 


Apoio.
Sou, como os que veêm a este blog sabem, e muitos outros, radicalmente contra a intolerância e também contra a estupidez, mesmo se a coberto da ignorância.
Não existem raças e o racismo é uma criação política, que infelizmente tem radicado na nossa cultura.
As crianças não distinguem, não se distinguem pelas cores, e Levi-Strass acabou antropologicamente (ou seja humanamente) com essa ideia, que só vivia da política que lhe dá sentido, num enquadramento de dominação e devo dizé-lo patológico (doença mental!).
Sendo o racismo uma criação política que ganha contornos culturais num quadro social de manutenção de estigmas, criados pelas lógicas de poder tem como as diversas formas de sexismo ou qualquer outro tipo de dominação (dos velhos, das crianças, dos deficientes, dos diferentes) passa por códigos de humilhação e linguagem.
E por vezes ainda dessa usamos substantivação no falar coloquial ( basta ver a quantidade de expressão que introduzem o judeu ou o cigano ou o preto ou o china, etc, etc).
Por vezes o silêncio é a melhor arma. Neste caso o desprezo pelo levantar da cabeça da besta, que na Grécia e em muitos outros pontos da Europa encontra, neste momento ce crise, também de valores, e de novas angústias quem lhe dê, novamente, respaldo, quem encontre nesse outro novamente o inimigo.
A sociedade aberta vê crescer os seus inimigos neste momento de crise (surpreendentemente do outro lado, também totalitário no pensamento e na sua acção concreta criminoso, ressurge o culto do facínora Staline). Temos que dar silêncio à nossa voz até que esse grite!

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Sunday, December 02, 2012
 
De um texto do meu ex-colega e estimado Henrique Monteiro:
(...)
Cerca de dois terços dos membros eleitos para o Comité Central do PCP são funcionários do próprio partido ou da sua organização de juventude. Esta informação chegaria para compreendermos o modelo de país que o PCP nos ofereceria caso chegasse ao poder.

Dois terços dos seus dirigentes dependem, na sua vida pessoal, do próprio partido, da sua liderança. Não têm, pois, autonomia pessoal. Ali não há pluralidade de interesses nem diversidade de vidas. 66,6% dos dirigentes têm vidas semelhantes uniformizadas.

É um dado que fala por si. De tão evidente, é como um grito.

E o mais preocupante é que a generalidade dos outros partidos lhe seguiu o modelo. A diferença é que, em vez de funcionários do partido, têm para aí dois terços de boys do Estado, os quais dependem indiretamente do poder que lhes dá o líder.
(...)

O boneco acima ilustra bem a lógica e dependência a que o pensamento e manipulação  "única" conduzem em automatos animados.
A manga ainda se pode refazer, a vida...já sabemos...

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civetta.buho@gmail.com

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