insignificante
Tuesday, September 28, 2010
 


As verdades da mentira

“A privação fundamental dos direitos humanos manifesta-se, primeiro e acima de tudo, na privação de um lugar no mundo que torne a opinião significativa e a acção eficaz. “
Hannah Arendt in “Origens do Totalitarismo”

Vivemos num mundo de palavras meias, embustes e não ditos, no que se refere a gestão do social e mais se essa tiver que ver com orientações políticas ou opções com enfoque na economia, onde o “casinismo” sem sustenbilidade impera.
As verdades da mentira são todavia maiores no discurso duplo que medeia a actividade internacional, as falsidades que se transformam em verdades no discurso de estado e o seu contrário.
A história do Estado de Israel é um dos temas que merece mais verdades e mais mentiras ou não estivessemos em território simultaneamente biblico, talmudico e coranico.
Tudo é mentira, tudo é verdade. Da revelada e da outra.

Para mim é fundamental o respeito pelos documentos internacionais e pelo quadro das resoluções das Nações Unidas.
O respeito pela integridade e direito à continuidade em segurança, garantida!, do Estado de Israel é uma das pedras de toque dessa referência.
Sou pelo respeito tanto pelo Estado de Israel como pelos países arabes e pelas autoridades palestinianas, Hamas ou Autoridade Palestiniana, de todos, todos os direitos estabelecidos na Carta das Nações Unidas e portanto não tenho a menor simpatia para com fanatismos e intolerâncias de pensamento ou religiosidades em forma de trato político-social.
Sei que nesta zona do mundo o domínio do pensamento pela mentira e pelas estruturas religioso-sociais impera e por tal distinguir a verdade sobre as amalgamas da história e das estórias torna díficil o sentir da realidade, mas tentemos uma e outra vez.

Israel e o estado de direito, na terra de concretização da ideia sionista, só se pode reforçar-se se cumprir o direito internacional e as operações bélicas e de retaliação forem abandonadas pelo primado da lei e se abandonar o messianismo ideológico que tomou conta do Estado.
A Palestina só poderá constituir um país laico e democrático se abandonar a via armada e o terrorismo e se nos territórios cumprir as regras do direito internacional incluindo o total respeito pelos direitos humanos.
Dois Estados baseados nas regras da democracia liberal que possam integrar esse espaço mitológico onde repousam outras verdades, outras mentiras é, continua a ser o desiderato dos quem lutam pela paz e pela democracia política.
A actual política de Israel esbarra num muro, num muro onde só poderá haver lamentações, e sobre o chumbo da guerra só semeia tempestades e menos, muito menos olhos.
A política suicidária do Hamas só reforça esses muros da vergonha e as sombras negras do chador e da “sharia”.
As duas conduzem a becos, sem saída nem esperança.

Para denunciar esta situação vozes acima de qualquer suspeita teêm-se erguido.
Uma delas é a de um intelectual emérito, uma personalidade de elevadissima craveira, e como os seus mortos no Holocausto perseguido pelos seus empenhos, Norman Finkelstein (http://www.normanfinkelstein.com/), desloca-se a Portugal, onde terá voz em Lisboa, Porto e Coimbra, nos dias 29, 30 de Setembro e 1 de Outubro, respectivamente.
Para acabar com a espiral de chumbo é preciso crescer, deixar que a memória carregue a memória, e transformar os vivos no futuro e que cada um de nós seja essa voz e compromisso.

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Monday, September 27, 2010
 
Por todo o lado se vai notando, por todo o lado se vai sentindo, por todo o lado se vai dizendo que vivemos tempos tristes, tempos sem esperança, tempos sem nos despertarem para outros tempos, tempos que não trazem futuro.
Não há alternativa, não há solução, não há expectativa.
Por todo o lado vemos disparates, não sensos, irrealidade, e com estes o pior que regressa do bojo da serpente. O pensamento totalitário, o pensamento absoluto, o pensamento da verdade revelada.
Infelizmente o pensamento demo.liberal, radical e sustentado no território não se afirma senão em pontas de marginalidade em busca de sentido.
Vemos o mal conduzindo o mal e uns protagonistas a conduzirem outros como se fossem esses, sem discursos, sem projectos, sem pés que assentem senão na fornalha dos tempos, dos tais tempos tristes.
Cada um de nós pode pouco, vamos perdendo a capacidade de acção e criação de pensamento para essa, que seja ético e responda ao concreto com essa virtude, ou essa forma de agir sobre o real.
Não há organizações, não há colectivos que possam ser diversos e aí encontremos motivos para superar esta enorme crise de tudo, de todos.
E voltaremos aos fantasmas, da religião, da xenofobia, do racismo, do nacionalismo, juntamos tudo num cocktail que será mortífero e que ditará o fim das nossas sociedades de direito.
Ou não, se encontrarmos em interstícios pontos de referência que balizem o outro, e essa divergência fundamental com ele.

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Saturday, September 25, 2010
 
Todos os fanatismos são iguais...por vezes parece a republica dos ayatolahs...

http://video.google.com/videoplay?docid=7324875502166204861#

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Friday, September 24, 2010
 
A pena de morte, o assassínio de Estado, fez hoje mais uma vítima.
Não há qualquer justificação nem atenuante, e seja nos Estados Unidos, na China, em Cuba, no Irão, ou onde seja, este é um acto da maior desumanidade, que nenhuma lei dos homens pode justificar.
Sabemos que estas foram e ainda são muitas vezes, conforme os textos sagrados o referem, justificadas pela construção dos homens nesses, em nome de uma ordem social,obedecendo a imperativos economicos e de poder.
Mas nenhum motivo nos deve levar a estar calados.
Nada é tão importante como a coerência e o respeito à palavra dada (e isto vale para toda a verdade e o que fazemos com o discurso com esta, para bom entendedor...).
Hoje foi um dia em que os direitos humanos foram mais uma vez assassinados, agora nos Estados Unidos, como o são cada vez que alguém é morto em nome de uma ideologia, religião ou valores, ou seja o que seja.
Nada, nada pode justificar esta lógica que só leva a sociedade para os abismos da vileza e da degradação cívica.
Recordei muitos debates, recordei muitos empenhos, recordei muitas divergências e estimei muitas convergências e sessões exaltantes em que me empenhei em explicar, em procurar convencer a irracionalidade desta condenação e deste crime, do Estado contra a vida.
A pena de morte é a negação da culpa e a impossibilidade de remissão, sendo além disso um absoluto incompatível com um quadro penal de direito democrático, que pode sempre encontrar a sua falibilidade ou possibilidade de regressão do castigo, no quadro das novas capacidades de evidência ou no âmbito da assumpção da culpabilidade e do ressarcimento.
Sem com isso introduzir uma lógica de valoração as capacidades mentais do culpado ou a idade do mesmo, que são elementos que desde logo não podem deixar de ser considerados, sem com tal estabelecer um elemento distintivo em relação ao mal absoluto que é esta pena.
Face a este aviltamento do ser só um protesto veemente se pode deixar ouvir.
Hoje, sempre.

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Recebi hoje no posto, das mãos do Comandante da Força, uma fabulosa notificação dos labrostes reisinhos e outro (só outro, que um que foi mencionado por engano será arrolado como testemunha, dado ser pessoa vertical! e integra, percebam o que está escrito!) de Matosinhos, repito uma fabulosa notificação...
Ficarão sem outra resposta senão esta.
Tudo o que foi, é aqui escrito, com a liberdade de pensamento e palavra, é verdade (conforme actas já em poder do Tribunal) e nada é insultuoso senão a verdade desta prosa.
São uns labrostes que precisam de dicionário ou de saber o que é a liberdade de expressão, que ainda recentemente não defendiam e sendo que a homofobia não tem, em qualquer caso, desculpa, nem nesse quadro de restrição de liberdades públicas, que aliás até à bem pouco esses cavalheiros, sublinho, defendiam...
Esperem os 15 dias e avancem, sem medo, que a mim só me dá prazer.

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Monday, September 20, 2010
 



Moinhos

Porto Santo é uma terra de moinhos, que foram importantes para moer trigo e centeio que estas terras escassas davam para o magro sustento.
Foi aqui que em Portugal se instalaram os 1ºs aerogeradores para produzir electricidade.

Os exemplares existentes na Portela (à esquerda) são famosos, e estão bem conservados.
No museu etnográfico na Camacha além de um relevante espólio estão construídas réplica e didácticas miniaturas dos mesmos.
Pena estarem, como o museu, de costas voltadas para funções educativo-pedagógicas...e desarticulados da interessante Casa da Serra (na Serra de Dentro), onde a iniciativa e o projecto de Lomelino Velosa deviam ter apoio das autoridades regionais.

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Sunday, September 19, 2010
 

Colocarei em breve um post sobre esta semana de retiro, durante a qual só pelo canto do olho vi o mundo.
Retive uma notícia: Felipe González, ex-primeiro-ministro de Espanha tomou a posição corajosa de defender a legalização de todas, todas as drogas, como única forma de combater o narco-tráfico e defender a nossa sociedade liberal e o Estado de Direito.
Foi no coração da besta, no México, pasto de lutas de cartéis que põem em causa a autoridade de Estado, e veiu numa nota de pé de página, sendo o assunto de página inteira, no DN de 15/9.

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Saturday, September 11, 2010
 


A cor e o génio, que gostava da luz e da luz que se desprendia no momento mágico das suertes, da adoração solar que também é o culto dos toiros.
Joan Miró, como tantos outros pintores, poetas, romancistas, escultures, artistas de todas as artes tinha um conceito da vida, da estética, do belo e do imanente.
Esse continuará, sempre.

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Friday, September 10, 2010
 
Ao longo da vida tenho-me empenhado várias vezes e de diversas formas e variados motivos em intervenções de desobediência civil não violenta, fui detido e respondi em tribunal, e fui solto, declarado inocente em juízo... .
Quando de uma reles acção de uns sujeitos/as apelidados de "Verdes Eufémios" tive ocasião de referir que o recurso à violência desde logo desqualificava a acção e pior que esse facto (que há que referir foi contra pessoas!)o anonimato, os capuzes, a recusa de assumir as consequências dos actos praticados colocava esses cavalheiros/as no papel de execráveis vilões.
Contra os propósitos que diziam defender, contra o estabelecimento de uma linha de política para lutar contra os transgénicos,contra a democracia liberal que é feita de avanços e alterações das leis, devido, graças ao papel dos individuos concretos.
Hoje encontro um vídeo admirável de Howard Zinn sobre a não violência e a desobediência civil:
http://www.commondreams.org/video/2010/09/10-2
Toda a crítica que foi feita a esse acto violento, gratuito e anónimo está aqui.

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Thursday, September 09, 2010
 
Sou contra todos os fanatismos. É sabido.
Pedem-me uma opinião sobre a queima do corão prevista para dia 11/9.
Acho lamentável qualquer acto de fé. Queimam-se hoje livros e amanhã quem os escreve.
E recordo que quando os outros fanáticos, os taliban, destruiram as estátuas gigantes de Buda ter referido num colóquio que isso era lamentável, mas mais, muito mais era a lapidação, a charia e toda a lógica de poder a pretexto de doutrina.
Não há desculpa, nem, atenuantes para actos que põem em causa o direito.
Perguntam-me se queimar o corão, letras e palavras não pode ser considerado o equivalente a queimar outros símbolos, cruzes ou bandeiras e sou tentado a encontrar algum enquadramento para essa demanda.
A fronteira é para mim todavia a expressão do discurso e a articulação deste. E embora nada escrito possa ser comparado a outras lógicas simbolicas,todos os símbolos devem ser respeitados, pelo outro, por nós mesmos.
Só fanáticos são incapazes de respeitar, de compreender, de tentar compreender o outro.
Com ou sem doutrina.

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Wednesday, September 08, 2010
 


Do fundo da mina, pelos poços e caminhos, do minério amarelo com que se fabrica a morte, e a morte de muitos mineiros, foi processado o urânio.
Quando deixou de ter valor no mercado internacional o Estado abandonou, abandonou terras, terras e homens e mulheres, e vidas ao cuidado do vento.
Vento e palavras uniram os ex-trabalhadores, que durante anos e anos sózinhos, construindo solidariedades e empenhos conseguiram, uma, outra vez levar água ao seu moinho, e com outros também começar a recuperação das terras.
Hoje com o espírito mais tranquilo, depois de provimento de parte das reivindicações, a luta tem que continuar, com festejo, memória e continuidade.
Pela terra, pelo espírito da terra, pelos homens e mulheres que a tornam viva.

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Tuesday, September 07, 2010
 

Uma iniciativa que merece o meu empenho e apoio:

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N2951

Em defesa da Festa Brava!

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Sunday, September 05, 2010
 


A comenda da Confraria do Toiro Bravo.

No quadro da valorização socio-cultural, e gastronómica, as Confrarias podem desempenhar um papel de relevo para a identidade e promoção dos valores locais, e/ou regionais/nacionais.
Ontem desfilámos em Lisboa.

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civetta.buho@gmail.com

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