insignificante
Friday, October 31, 2003
 
Em jeito de balanço.

Ao iniciar um novo ciclo profissional, mas também cívico, dei-me em conversa com amigos a fazer balanços do que tinha (tínhamos) feito, conseguido.
E inevitavelmente acabamos neste enorme marasmo, pântano, apatia. E procuramos ver o que é possível fazer.
Estou convencido, o registo que apresento mostra, que as marcas que deixamos ficarão na história, e que hoje trata-se de com mais imaginação e utilizando novas tecnologias dar um safanão.
Talvez com este novo ciclo esse encontre outras companhias e formas.
1- Adolescente envolvi-me na política, ou melhor com o sentido de justiça que para mim, de um família conservadora com um avô marrano e liberal, era básico quando das eleições de 1969, face à enorme manipulação e injustiça destas a que acresce um difuso sentimento anti-colonial materno, virei-me para o reviralho. Ainda hoje conservo um documento do CEUD. Posteriormente no liceu andei com amigos a fazer o possível. Ainda recordo a ternura de uma professora de francês que folheando-me os cadernos e encontrando uns folhetos do MAEESL me passa a mão pelo cabelo e me diz ao ouvido- António, tem cuidado.
O fascismo caíu. A guerra colonial acabou. Como tinha que acabar, devido a tudo. Bem e mal. Essa é outra história. Ganhei, ganhámos o meu primeiro compromisso cívico. E tínhamos democracia política e liberdade de expressão.
2- Recordo que conheci em 1974, na cave do Conde Barão, o Afonso Cautela. Tornei-me ecologista na altura em que ninguém o era. Éramos poucos. Ganhámos a guerra no nuclear e dele recordo de ter estado em todas as batalhas. Desobediência cívica, abaixo-assinados pagos, reuniões do Plano Energético, manifestações históricas, com em Ferrel em 1978. Hoje é outra a guerra da energia. Nessa irá previsivelmente o meu novo compromisso.
E em 1978 conheci pessoalmente o homem que simboliza melhor que ninguém a luta pelo território. Ele, com ele, ganhamos legislação, planos e ideias. Muitas ideias infelizmente postergadas pelos poderes. Por todos os poderes. Na linha de Gonçalo Ribeiro Telles é tarefa fundamental das autoridades públicas implementar sustentáveis opções de território. A ver vamos.
3- Por essa altura tentavam censurar-me no jornal, transformado em vagamente independente, na Voz do Povo. Defendia a legalização das drogas, no quadro de uma política global de luta contra o narco-tráfego e as suas cumplicidades e sobretudo de defesa do direito. Do meu direito individual. Hoje estamos mais perto desse objectivo. Noutro dia no restaurante que bem cheirou. Ninguém se preocupou…
E ainda com as primeiras lutadoras pela despenalização do aborto. Ainda hoje recordo penso que a 1ª vez que subi a um palco. Na Voz do Operário avocava-se a inocência da Conceição Masseno. Estamos, hoje, melhor… mas ainda longe de direitos claros e sobretudo funcionais para as mulheres e a sua liberdade.
4- Em Roma estive no meu 1º congresso Radical, no início dos anos 80. Havia de passar outros e finalizar na tribuna um. E trabalhar com a mulher notável que é a Ema Bonnino e o inacreditável Pannela no Parlamento Europeu. Nesse ano de 1985 Portugal entrou na Europa. Nesse ano escrevi um texto “Pelos Estados Unidos da Europa”. Hoje, só não gosto do título, algumas das propostas como a moeda concretizaram-se. Um Parlamento com verdadeiros poderes e uma autoridade política dele emanando chegarão…A caminho estamos.
5- Envolvi-me na minha terra desde o final dos anos 1980 na defesa dos direitos culturais e do património. Barrancos ganhou. Muita teoria foi produzida. Escrevi dois livros em defesa da terra, do povo e da continuidade socio-ambiental.
6- No caminho fiz e deixei dois partidos, concorri a eleições fui derrotado, ganhador e eleito, apresentei e desenvolvi projectos políticos, e nomeadamente conseguimos ganhar nas autárquicas a destutela absoluta dos partidos e o direito de Referendo. Tanto num caso como noutro é necessário ir mais longe. Propostas existem.
7- Uma linha clara tem percorrido este percurso. Defesa de direitos, dos direitos, de mais direitos. Individuais e sociais, com sustentabilidade! Defesa de outros tipos de poder, de outras formas de gestão, de novas noções de organização política. E reforço da internacionalização desta, de rotura com lógicas passadistas e imobilistas, e mais Europa, e uma Ibéria Unida numa Europa socio-cultural e de regiões.

Hoje não percebo. Não percebo porque vivemos neste pântano que nos vai submergindo. Não percebo que incapacidade é esta que temos de reagir. Porque estamos tão acomodados. Porque, nós, eu, estes que ganhámos tudo isto, ou que em todos estes casos fizemos progressos, ainda que estes nos tenham conduzido a novos impasses, não temos sede de representação política. Não conseguimos romper os bloqueios e limitações à expressão. Liberal, socialmente comprometida, economicamente sustentada e radical politicamente.

 
Tuesday, October 28, 2003
 
No Público impresso fala que onde vi online R.T.P. se deve ver E.D.P.
É um pouco diferente, mas hoje quando estamos a entrar num mercado aberto, quando o serviço da EDP é do mais rasca que há, com interupções permanentes no fornecimento (aqui no país pro fundo!) fará sentido outra lógica que não a empresarial. Deixem-nos escolher e verão...ã
 
 
É com pesar que registo a morte de Emilio Peres. É com pesar que registo que só merece uma pequenissima notícia, quando, pelo que fez peloas portugueses e alimentação, merecia página inteira e chamada à 1ª. Mas estão todos ocupados com os fantasmas da Cas a Pia (incrivelmente ontem um terço, um terço da entrevista com o Presidente visivelmente, será que os doutos jornalistas não viam, exasperado, foi sobre isso...!) para darem importância ao que o é.
E com incredulidade ouço falar, mas penso que deve ser um de Abril retardado na extinção do I.C.N. Não pode ser verdade. Não pode ser verdade.
 
Monday, October 27, 2003
 
Alerta-me um inquérito do Publico para o absurdo (quem controlaria e o quê) para a hipótese, claramente ilegal!, de por meio de contas da EDP se pagar a reestruturação da RTP.
Eu não tenho televisão em casa. Conheço pessoas que tem três ou quatro. Como seria feito esse pagamento? Talvez se tenham lembrado da taxa do isqueiro. O ridículo não mata....mas que...
 
 
Hoje sabemos que em 1967 um navio de guerra americano foi bombardeado (por engano, sic) durante duas horas pela força aérea israelita. O presidente Johnson para além de ter parado os aviões norte americanos em ajuda, imediatamente declarou que tinha sido um acidente, um engano. O objectivo de Israel era arrastar os U.S.A para a guerra culpando os egipcios. Tal não foi possível...porque o navio não se afundou...
O 9/11 continua nas sombras. Agora a comissão do Congresso que investiga o 9/11 ameaça com intimação do Presidente p ara ter acesso aos registos da sala Oval. E a procissão ainda vai no adro. Recordem-se também da guerra de Cuba (contra Espanha)...As teorias da conspiração (que atribuem o 9/11 ao Mossad) embora delirantes encaixam melhor que a parvoíce e manipulação oficial...
Por cá continuamos mergulhados no irrisório....
 
Saturday, October 25, 2003
 
Vivemos cercado de jornalismo populista, mentiroso, manipulador e, ou simplesmente mau. Escrito com os pés e sem cabeça nenhuma. Até quando parece que é sério...
Veja-se esta notícia de agência:"Relógios atrasam na próxima madrugada
Os relógios adaptam-se este fim-de-semana ao horário de Inverno, quando atrasarem uma hora na madrugada de domingo (2h00), tornando-o no dia mais longo do ano."
A notícia continua num chorrilho de lugares comuns e insinua que nos deveriamos acertar pela hora continental. Nem uma palavra sobre a hora solar!
Não há notícia que valha!
 
Tuesday, October 21, 2003
 
Hoje desde as 7 da manhã estive a capar porcas. Os putativos amigos dos animais ficariam com todos em pé...e todavia para além do grunhir de quando são amarradas é uma mera e relativamente indolor operação. Levam um ponto e ficam todas lampeiras. E é uma operação fundamental para a sustentabilidade ambiental (limitação dos porcos num território dado) e para apurar o que as justifica, o presunto e o resto.
Pela tarde deliciei-me com (http://physics911.org/net/index.php) . Digno do melhor Montalban.
 
Monday, October 20, 2003
 
Morremos todos, um pouco, na lareira do Pepe Carvalho. Na lareira das memórias, dos vivos e dos mortos. Agora de ti, Manolo. Até logo.
 
Sunday, October 19, 2003
 
Tirem-me deste pesadelo, destes vários pesadelos que se transformam em filmes de horror todos os dias às horas do telejornais agora feitos por uns fulanos candidatos a vampiros, sem maneiras nem ética. E surdos porque todos ouvimos as pessoas, e isso claro que não é notícia, dizer que não dizem, não querem dizer nada.
Despercebida vai passando a realidade. Como o que se passa no Brasil, onde o governo do PT é um escandalo pegado, a deliciosa estória da ministra Benedita devia ser contada nos jornais nacionais... ou melhor, muito melhor o dicurso de despedida do PT do meu velho Fernando Gabeira.Para ele também “Não digo para todos que meu sonho acabou. Não é isso. Eu digo claramente que sonhei um sonho errado”.
Quantos não o fizemos.

 
Thursday, October 16, 2003
 
Notável a intervenção ontem do Francisco Louçã. Infelizmente a realidade não está disponível para a ouvir, ver ou ler, a começar pelos média, sobretudo os com mais imagens. Vivemos o apodrecimento da, nossa, sociedade. Nada parece imergir do charco em que nos afundamos. E não há ética que valha, não é J.P.P.?
 
Tuesday, October 14, 2003
 
Notável como um grupinho de puritanas idiotas conseguem não só tornar-se notícia mas (seria o objectivo inicial das ditas mães?) ser também capa da Times e tornar Bragança um novo red zone. E mais notável ainda como o senhor Arnault consegue juntar gasolina ao fogo (red!),para trazer mais gente lá, presumo, ao retirar a publicidade ao Euro da revista. Tudo da mais refinada inteligência!
 
 
Vivemos tempos de crise. Económica, política , social e psicológica.
Por vezes damos por nós a pensar - o que faço aqui? Aconteceu-me agora quando foi a uma série de consultas e folheei as revistas que estão a entreter os clientes. Nada, nada, nada, não conheço ninguém das supostas celebridades, salvo um ou outro actor americano que de vez em quando por conta de algum escândalo aparece.
Ignoro quem são essas celebridades e o que fizeram para serem famosas além de devassarem na praça do peixe a sua inenarrável, segundo qualquer padrão de decência ou dignidade, vida privada. Vejo os clientes a consumirem com alguma avidez essas revistas e crónicas dessa gente. Alguém os terá convencido que isto é gente ilustre, salvo que com o cérebro da mesma capacidade de galinhas, mas isso pouco importa porque a maioria dos portugueses só lê os títulos e as revistas estão cheias de fotografias…
Outra vende sexo. Ao nível das que folheava com 15 anos, no tempo de todos os proibidos e que nunca mais vi por serem asquerosas são as primeiras páginas de umas coisas com nome de meninas que se vendem por aí. Pornográficas mas com a subtileza de passarem por intelectuais e terem uns profissionais, certamente com muita noite a dar concelhos, do género – chupa-o todo que vais gostar. Não há palavras para o burgeirice.
Pois é isto que vende, além das notícias que do Diário de Notícias ao Correio da Manhã todos os dias profissionais do espectáculo vendem, inventam e vendem. E já vai chegando ao Público, onde ainda se safa um nutrido leque de comentadores e alguns profissionais da comunicação.
Tudo isto é triste, tudo isto é fado.

P.S. Lutando contra a cortina de fumo que nos rodeia este fim de semana com gente que explora os factos analisámos o 11 de Setembro. Foi conversa para muitas horas.
 
 
Hegel tinha razão quando dizia que o mundo era uma criação da imaginação. faltou-lhe acrescentar da imaginação dos média, promovida pelos média. Não há uma, uma única noticia escrita hoje nos jornais, em qualquer jornal que não seja total, parcialmente mentira, e quando, coisa rara, rarissima tem alguma verosimilhança com a realidade lá está inevitávelmente um dedo de manipulação, de errada interpretação.
Culpa de quem escreve? Nem sempre porque alguns, não todos, desses ainda procuram separar o trigo do joio, mas do sistema que vive na base da construção de efeitos e de manipulação de sensações, para se repruduzir e vender. O Jumbo, ou os pensinhos. n
 
Thursday, October 09, 2003
 
Abjecto. Repugnante. Revelando total falta de educação e a bestialidade em que se movem, quais predadores sanguinários. Deviam ir todos aquele local para onde com categoria um magistrado os enviou.
É indiscritivel e penso que continuarei a bolsar com a inacreditável turba que assaltou (com que intersse?) o deputado Paulo Pedroso ontem.
E mesmo quando ele disse, todos ouvimos, que só falava mais tarde ouviam-se uns pseuido jornalistas pseudo histéricos a disparar perguntas para depois dizerem que o deputado não queria responder. Vergonhoso. A manipulação e censura, sim manipulação e censura, nos média é avassaladora. A tabloibização acompanha-a. Vão todos à merda!
 
Wednesday, October 08, 2003
 
O consenso... Ontem vi um debate na SIC notícias. Havia jornalistas (4) de outras tantas áreas políticas, ou pelo menos que escrevem em (4) diversas orientações. Pois foi siderante v~e-los (4) a elogiarem-se uns aos outros e a procurarem todos (repetindo as mesmas coisas!) estar todos de acordo. Bravo.
Bravo também por nenhum deles ter caído na esparrela (a que inclusivé procuraram dar laivos de notícia!) de uns garotos da Sic Notícias que insistiam em que o 1º Ministro ia ser M.N.E. ( Quem lhes terá encomendado a brincadeira?, terá sido o Prof. Marcelo).
Foi melhor que o artigo de Vargas Losa sobre os palhaços da política, a propósito do Exterminador.
 
Tuesday, October 07, 2003
 
A história, a história...em 1580 ninguém, ninguém a não ser o tontinho do Crato se opôs á Iberria. Em 1640, para além da defenestração que é a coroa de glória dos putativos Braganças, a oposição foi grande por todo o país.... Infelizmente a história patrioteira de Salazar e dos seus arautos deixou-nos marcas....
 
 
O tempo. o tempo de 4 séculos foi o que as sucessivas civilizações romanos, godos, islâmcos (estes mais 3 no sul) estiveram pela Ibéria.
Durante esses tivemos um, diversos povos sob o, os mesmos governantes. Império, monarquia não dinástica (os godos elegiam! o seu rei entre os nobres e a igreja!), califado. Depois seguiu-se cerca de 4 séculos de divisão feudalizante da Ibéria e reunificação, que nos fez poderosos de 1580 a 1640. Estamos a passar novamente os 3, 4 séculos, de com o nacionalismo mercantil termos tido uma ficção de independencia política. É hora de regressarmos à Ibéria, que se afirme numa Europa de povos.
 
Saturday, October 04, 2003
 
O Adeus Lenine é um notável filme que nos mostra como se cria e recria a realidade (notável as cenas da televisão). Neste vemos que a ficção e a criação de realidade são irmãs gemeas.
Notável é uma edição de 3, 4 séculos da história ibéria, editada pela Guimarães editora, de Juan A. Cebrian. A genese dos godos e por aí a observação de particularidades e especificidades religiosas é deliciosa. Somos um povo, uma mesma e diversa origem, uma história partilhada. Deveríamos caso optassemos por uma monarquia, com o P.P. parece pretender ter como rei o Sr. Juan Carlos de Bourbon. É claro que manter na revisão constição como limite a questão da soberania (mas qual, qual soberania?) e de não nos pudermos ver livre do traste da Madeira...tem que se lhe diga...
Para continuar...
 
Friday, October 03, 2003
 
Escrevi nos últimos dois meses meia dúzia de artigos, com vários enquadramentos defendendo a União Ibérica, como projecto político. Só um que eu saiba foi publicado, outro foi-me dito que estava em espera. Outros, embora os tenha enviado a pessoas conhecidas, nem tiveram resposta.
E é o tema mais importante para o nosso debate político.
Tem a ver com o ensino, o falso ensino, que nos é ministrado (ainda hoje num jornal vem em 1ª página o que já dizia num desses, que a maioria dos portugueses são…pretos), com a economia e a integração ibérica que é cada vez maior, com a cultura (e só tendo ouvido ontem o Gilberto Gil se pode perceber isso!…), com as formas de democracia e de gestão do espaço, com o projecto de integração europeia e a afirmação de identid ade nessa. Com questões como a agricultura (e os estúpidos proibidos que sob esta impedem deste lado da fronteira e as pescas e os tratados sobre estas).
Tem a ver com as ideologias e nesse quadro com a xenofobia e o nacionalismo ou um projecto liberal e xtra nacional e de âmbito cultural ibérico, latino-americano, africano e internacional de afirmação de valores.
Por cá vemos queixas (hoje o Público começando pelo patético caso do Lince, aos excelentes artigos de opinião, todos eles com queixas e um dele s do Eurodeputado socialista Sousa Pinto denunciando a falta de ideias…pois se as mesmas não encontram publicação…)e os sintomas de doença profunda (as sondagens reflectem a baralharão nacional, todas elas contraditórias entre si!) que nos tolhe.
É precis o um novo 1580!, Momento particularmente significativo da nossa história, vilipendiado por todos os arautos no mais paconço nacionalismo…
Mas para tal é necessário tornar a integração económica e cultural em integração política. É necessário lançar o debate.
Se se fizesse já hoje uma sondagem, sem qualquer campanha, nem debate, seria uma enorme surpresa a quantidade de portugueses que estão dispostos a abdicar da soberania (e se como prémio nos virmos livres do Jardim, penso que até chegávamos à maioria!)
Para continuar... independente do que pense o J.P.P.
a
 
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