insignificante
Wednesday, December 29, 2010
 
A tentativa de silenciar as vozes críticas da Ensitel faz-me lembrar a queixa dos labrostes reisinhos, com vista a impedir a liberdade de expressão e o direito de opinião.

Para além da sua homofobia larvar (conforme ficou provado na parte arquivada do processo mas que não deixará de ser trazida a terreiro, estejam eles descansados) agora só na vertente de tentativa por esses cavalheiros de censura (e a parte de levar-me a retirar as minhas opiniões do meu próprio blog então apresenta aspectos verdadeiramente caricatos e que revelam o espírito ditatorial e totalitário desses) é que o caso está em processo.
Direitos humanos fundamentais (que todos os membros da Amnistia Internacional deviam saber de cor, o que conforme os casos em apreço manifestamente não é o caso desta gentalha) sendo que este caso levanta as mesmas questões em relação à liberdade de expressão e à opinião, irão estar em discussão, e certamente a cobertura mediática não será menor.

Prescindi da instrução para apressar a ida a julgamento que espero o mais célere possível.
Como já aqui contei já passei por caso parecido, na altura em orgão de comunicação, e não num blog pessoal, há que referi-lo.
O denunciante da altura ouviu das boas... e das boas...e das boas...

Post Scriptum
Sou informado que a Ensitel retirou a queixa e pediu desculpas ao denunciado...em comunicado público.
Claro que as sanções, aos responsáveis da Ensitel, por este comportamento de má fé não deveriam ficar por aqui, mas... enfim.


E sobre direitos fundamentais de expressão e opinião:

http://www.amnistia-internacional.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1592&Itemid=79 , de hoje.
ou
Congress shall make no law respecting an establishment of religion, or prohibiting the free exercise thereof; or abridging the freedom of speech, or of the press; or the right of the people peaceably to assemble, and to petition the Government for a redress of grievances.
de sempre,é a famosa 1ª Emenda Constitucional dos Estados Unidos. Não devem conhecer ou devem preferir a da antiga URSS, como até recentemente...

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A propósito de plágios tenho uma história exemplar, que eventualmente já aqui terei contado.
Estava no final da EXPO 98 quando me aparece uma "cavalheira" que estava a fazer um mestrado sobre política do ambiente. Dei-lhe informações, artigos e livros meus. Referiu-me que no júri estava o Joanaz de Melo e o Freitas do Amaral, não recordo o outro elemento. Nunca mais me disse nada...
Passados alguns anos encontro na Almedina um livro correspondendo à tese de mestrado da senhora. Comprei-o.
O livro reproduzia ipsis verbis, incluindo os erros/gralhas de português, em 70% os meus textos, os outros 30% eram transcições do Diário da Republica.
Foi aprovada com muito bom e distinção.
Continuo a apreciar os dois arguentes mencionados, embora no caso tenham sido uns borra-botas irresponsáveis sem qualquer classificação.
Em relação á tal senhora... era obviamente carente mentalmente, de tudo.
Costumo dizer que tenho duas teses de mestrado publicadas... uma com o nome da tal "cavalheira".
São vidas.

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Tuesday, December 28, 2010
 


Merece toda a minha solidariedade e compromisso, há mais de 30 anos!:



CARTA ABERTA AO GOVERNO
SOBRE A POSIÇÃO PORTUGUESA FACE À QUESTÃO DO SAHARA OCIDENTAL


Exmº. Senhor Primeiro-ministro
Exmº. Senhor Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

Acompanhámos com dor e indignação a operação de repressão do governo do Reino de Marrocos que se abateu sobre a população sarauí de El Aaiún, como resposta ao levantamento pacífico do Acampamento da Dignidade de Gdeim Izik. O facto de ter sido antecedida de medidas intencionais de isolamento do território redobra os nossos sentimentos. Estranhando o incompreensível silêncio do Governo português perante tais violações dos direitos humanos, vimos reclamar a sua condenação pública inequívoca.
O Acampamento da Dignidade quis exprimir o protesto, por parte dos cidadãos e das cidadãs sarauís, pela continuada discriminação, nomeadamente em termos sócio-económicos, de que são alvo na sua própria terra. Se esta realidade era já conhecida de quem contacta ou se interessa pela região, ela tornou-se, através deste acto pacífico e de coragem, evidente para todo o mundo. Perante a recusa marroquina em responder às questões colocadas pela Comissão Europeia sobre quem usufrui das riquezas que são produzidas no território, os sarauís deram o seu testemunho. Neste contexto, e de acordo com o Direito Internacional, como foi demonstrado e reconhecido pelos serviços jurídicos do Parlamento Europeu, não será possível renovar o Acordo de Pescas entre a União Europeia e Marrocos, que se encontra em fase de renegociação. Solicitamos ao Governo português que clarifique rapidamente a sua posição, baseando-se nos princípios do Direito Internacional.



Esta última vaga de violações dos direitos humanos contra cidadãos sarauís e as suas organizações tem precedentes e graves. Na realidade, instituiu-se como uma política e uma prática constantes, favorecidas pelo controlo informativo por parte das autoridades marroquinas. É urgente uma monitorização rigorosa e imparcial dos factos, que a MINURSO (United Nations Mission for the Referendum in Western Sahara), estabelecida em 1991, pode assegurar, tal como acontece com todas as outras missões de paz das Nações Unidas. Pedimos ao Governo português que se empenhe activamente para que o Conselho de Segurança inclua na MINURSO, o mais rapidamente possível, um mandato de monitorização dos direitos humanos no Sahara Ocidental.
Sabemos, nomeadamente pela experiência de Timor-Leste, que os direitos do povo sarauí só poderão ser plenamente exercidos quando se fizer ouvir a sua voz, no quadro de um acto de auto-determinação justo e livre, internacionalmente conduzido e supervisionado. Todas as medidas anteriormente apontadas são necessárias e urgentes, mas não são suficientes. Uma solução clara deste conflito abrirá novas perspectivas para Marrocos, para a região e para o diálogo euro-mediterrânico.
Não podemos aceitar que a nossa política externa tenha dois pesos e duas medidas. Portugal cumpriu um papel essencial na libertação do povo timorense e solicitou a outros Estados, nesse marco, o cumprimento do Direito Internacional. Sejamos coerentes. Apoiemos todos os esforços internacionais conducentes à realização do referendo de autodeterminação. É esta a política que queremos ver concretizada pelo Governo português.

Lisboa, Dezembro de 2010
Esta carta, subscrita por vários empenhos cívicos e políticos merece o meu total apoio!

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Monday, December 27, 2010
 
Em preparação para um novo ano, pelo calendário oficial, hoje alguns telefonemas, preparar os textos, leituras leves, um livro infantil sobre o burro Platero e #O Coração das Trevas# de Joseph Conrad, para o qual fui re-desperto por leitura recente.
Tenho que referir que fiquei emocionado, não tanto com o que era a minha expectativa da leitura de #Exterminem Todas as Bestas# mas com a alta qualidade da escrita, burriladissima, e de alto gabarito.
Tempo de paragem para ganhar balanço... haverá sempre rios...nas trevas.

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Sunday, December 26, 2010
 
Os dias, no hemisfério norte, vão, já estão, voltar a crescer, o tempo da luz solar vai ir em aumento. Todos os anos é o mesmo ciclo que continua, todos os anos se repete o mesmo, perpetuo passar do tempo.
Com os dias a aumentar sobre a noite tembém um novo ritmo, desse renovar do tempo se começa a agitar.
Embora o calendário anual, do meu ponto de vista devesse ser balizado pelo solstício da Primavera, quando recomeça de facto o novo ano agrícola (reparem Dezembro é o décimo mês em nome de calendário) hoje está nos cromossomas este tempo de passagem da efeméride, contextualizado pela nossa área cerebral que liga os momentos e os outros, que liga, religa o espaço que mediamos.
Encontro ao acaso uma citação de Nicolás Lori,Investigador em Neurociências de Coimbra, julgo que copiada de Regis Debray. "O consumo energético de diversas partes do cérebro será diferente dependendo do tipo de relação que temos com Deus.", sendo que para o mediologo francês essa parte do nosso cerebro, ainda por estudar condiciona as nossas formas de apreensão da realidade.
Talvez a levitação possa ser uma dessas formas...ou o L.S.D.
O tempo continua invernoso, a vida continua nesse... apesar de tudo.

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Saturday, December 25, 2010
 

O lume demorou mais de duas horas, quase três até que os chumiços lhe pegam-se fogo.
E, como esteve chuvoso, afastou as gentes do seu entorno tendo ardido com força e produzido muito calor.
Os fumos estavam dispersos, vagos, pouco densos sinal de tempos fluídos....

O ano vai ser duro, muito duro não era preciso o lume fazer-nos pensar nisso, depois de quatro, cinco meses de incerteza e tentativa de nos integrarmos na crise vamos ter alterações que não serão necessariamente melhores, o ano que vem não traz nada de bom, para a nossa sociedade, em geral.
O final do mesmo não vai ser melhor, mas vai arder, sem deixar rastro.
É o lume do tempo que passa. E não volta!

Post Scriptum:
Hoje pelas onze da manhã já o lume tinha dado a alma ao criador, excepto por algumas fumaças... não sei o que dizer desses fumiços ocasionais...
A foto é um tratamento de uma do blog:http://www.estadodebarrancos.blogspot.com/

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Friday, December 24, 2010
 

Enquanto houver ursos polares... as alterações climáticas estarão ao nível admissível!
Que eles continuem... na terra, no mar, no ar...

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O Natal é uma grande história, que antecede a sua marcação como facto do cristianismo, julgo que no século IV, aquando da conversão forçada pelo Imperador ao mesmo (todas as religiões são fruto do medo e da imposição, como nos refere o mediologo Regis Debray, sendo que esse assume diversas formas podendo mesmo ser determinado em áreas cerebrais susceptibilizáveis por luzes e sombras). Este dato corresponde ao equinócio e sempre foi comemorado como o re-nascimento do astro-rei Sol, daí as ligações, re-ligações que o cristianismo está cheio, com os antigos cultos zoroastricos, interligados com os da Deusa-mãe, Astarte que integra numa lógica de poder e do terror deste. Claro que também poderíamos ir buscar o Hanukah que com as oscilações de calendário se pode comemorar na mesma ocasião...
Bom isso é tudo tema para outro livro que um dia escreverei sobre o poder, os poderes.
Hoje ao lusco-fusco, com há muitos, muitos anos (e era um hábito em todas as zonas do interior ibérico que se continua por terras de Espanha e Barrancos e hoje se recupera em muitas outras) na Praça onde já foram enterrados os nossos ancetrais na construção do povo (sob ou mesmo no terreiro da igreja) vai-se pegar lume com os chumiços, diz-se para aquecer a alma, o nascimento de Cristo-Rei (ou do tal Sol, que volta a engrandecer os dias), ou para grelhar os catalães e fazer as migas, ou para passar o tempo entre uma sociedade e a outra, uma copa e outra, e duas palavras com ou sem jeito, dependendo da hora.
No fumo do ano passado vi um ano negro,,, e foi, embora a nível do que fiz tenha sido um ano sensacional não poderei nunca esquecer a dor imensa que foi a morte do meu amigo e irmão José Januário e o momento em que no jardim das Furnas o ritualizei em espírio, foi duro, muito dura a passagem.
O próximo ano logo o verei nos fumos do lume, mas se bem que tenha alguns dados também pessoais que o anunciam de sucesso temo que socialmente nos vá levar aos tempos(anos 30) que George Grosz tão bem desenhou. A crise não me parece que tenha solução no quadro das actuais economias e sistemas produtivos a não ser do mesmo modo que a que ele desenhou teve. E todos sabemos o que os nacionalismos e o seu "espaço vital", as religiões e o seu poder intolerante, e a ganância e o seu âmago social, todos sabemos onde podem,irão conduzir-nos.
Talvez as vozes que se vão encontrando pelos desertos consigam criar o som que traga, sabe-se lá se com o vento suão, a luz que nos possa ajudar a com a terra e o suor nesta superar este momento.
Logo vos direi como arde o lume, santo.

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Thursday, December 23, 2010
 
Marc Ferro é incontornável para os estudos o comunismo e sobre as relações entre os média, o cinema e a história.
É dele também obra incontornável sobre as falsificações da história.
Encontrei em Bruxelas o seu #Retournement de l’Histoire# de 2010.
É um livro fundamental para perceber o mundo em que vivemos.
Num capítulo historia, escavando na arqueologia, a actual crise económica. Os diversos aspectos articulados com a linha de cozer do construtor da história, usando as restantes ciências sociais dá-nos um visão articulada do actual ciclo crescimento-recessão, numa viagem pelos seus nós górdios.
Fascinante é o capítulo em que nos descreve, agora com o seu conhecimento acumulado a história do comunismo e com maestria nos desvenda esse mundo só constituído de trevas que marca o século XX, as intrigas e perfídias que marcam esse lógica de poder total são desmascaradas e assim o seu fim.
Outro capítulo leva-nos aos nacionalismos, que com os outros fundamentalismos religiosos é o grande mal que o nosso século vai enfrentar, junto com as alterações climáticas e as doenças humanas e ambientais que já vamos vivendo...
Um livro que é um excelente complemento ao anterior referido do Cohn Bendit.
Na mesma linha de pensamento que vai amadurecendo, infelizmente sem que o seu eco chegue a Garcia.
Mas continuaremos em busca...

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Wednesday, December 22, 2010
 
É uma referencia incontornável da acção e do pensamento político da minha geração, dos meus.
Daniel Cohn-Bendit (ou Danny, Cona Bendita para os próximos) é um portador de um pensamento que bebe na obra fundamental de Cornelius Castoriadis, passa por Bookchin e Geremek, acompanha Yves Cochet e é tributário de André Gorz. E claro tem uma inspiração do grande patriarca Edgar Morin.
Todos eles também dos meus, no pensamento e acção politica.
Hoje deputado europeu eleito em França, como já o havia sido pela Alemanha continua portador de uma verve cortante e a elaborar propostas de reflexão de alto gabarito.
Do Tropismes trouxe o seu último livro titulado, com toda a ironia #Que Faire?# sobre a Europa, pois salvo três capítulos posteriores é escrito no quadro das últimas eleições europeias.
Federalista, verde, defensor de mais, muito mais Europa e de politicas que superem a crise do nosso modo de desenvolvimento, com inovação nos conceitos e reflectindo ou reflexionando esses na acção politica neste livro entre outras defende o modelo da sociedade polén (da estrutura e funcionalidade das abelhas, que segundo Einstein com o seu desaparecimento levariam a que em 5 anos a humanidade claudicasse!) para reformular a produção e uma nova forma de organização politica , a Cooperativa politica para superar o afastamento da cidade dos cidadãos e dar um cheque mate aos actuais e anquilosados partidos.
Inovador, irreverente, asumindo o passado nas acções do presente e não transformando o futuro porque esse é aqui e agora.
Uma inspiração, contra a crise... de perspectivas e méritos!

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Publiquei na lista da ambio o seguinte comentário, com relação ao escrito do Raimundo Quintal, agora em processo judicial. Como sempre digo não há reis nem reisinhos...que possam dobrar o direito à opinião e à sua liberdade de expressão!

""
Fico feliz por se estar, julgo que pela primeira vez na ambio (e desde logo as meu entusiasmo pessoal com o dessasombro do Helder (Spinola), que saudo) se estar a fala do maior crime ambiental em Portugal (continente e ilhas) que se chama AJJ (Alberto João Jardim).
De facto quem conhece o arquipelago da Madeira desde infante (como eu que também tenho lá antepassados) sabe que este foi completamente sacaneado, destruido no melhor do seu biota, e devassdo nas suas estupendas paisagens.
A construção sem regras, a florestação sem regras, a urbanização sem regras, os radares sem regras, a frente de mar sem regras, os leitos de cheia sem regras, outras que as da mais reles negociata dos padrinhos e afilhados do sr. ,também ele afilhado (como eu, lamento dizé-lo!!!) do Dr.Agostinho, chefe local da União Nacional mas muito melhor caracter, e sobretudo de certeza que não um labroste sem eira nem Cruzes (da rua... como eu).
Que a nossa mão não fraqueje, e em relação ao apelo à Amnistia ouso dizer que estará disponível para o que for preciso, ou um contacto com o Teixeira da Mota.

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Só hoje cheguei ao magnífico, de todos os pontos de vista!, livro/album/enciclopédia de (org.) Maria Manuel Valagão, editado pelo meu amigo e também editor Fernando Mão de Ferro (Edições Colibri) #Natureza Gastronomia & Lazer#.
É um livro espectacular, na apresentação, grafismo e espessura. Espessura de todos os pontos de vista, na escrita, nos desenhos e nas fotos. Excelente os glossários e notável, de excelência as fichas das plantas, as receitas de crescer água na boca...
e o que designaria por textos de fundo tenho que mencionar o sobre o montado de sobro, sendo o escrito da organizadora "Heranças Antigas, dinâmicas modernas" um documento de referência para quem encontra a gastronomia como um elemento cultural que se constrói sobre a natureza, o tempo e o espaço.
Um livro para nos acompanhar...

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Tuesday, December 21, 2010
 
#Exterminem Todas as Bestas# é um magnifico livro de Sven Linqvist, Editora Caminho, que mostra as raízes do pensamento racista e da lógicas de extermínio do outro, do humilhar do diferente na ediderme e na cultura.
Partindo de uma frase do também magnífico romance de Joseph Conrad #O Coração das Trevas# traça uma linha no desenvolvimento do pensamento que tendo culminado no nazismo e no Holocausto tem raízes fundas nas lógicas de domínio do espaço e da sua sonegação ao outro, por razões de poder.

E também hoje ofereci a minha solidariedade a meu estimado amigo Raimundo Quintal que o sujeito que ocupa a Quinta da Vigia ameaça pôr em tribunal... por dizer umas verdades sustentadas na realidade do que tem sido, e depois da catastrofe deste ano continua a ser a in-gestão da Madeira. De facto como me refere o Raimundo talvez só em tribunal se possa proceder à condenação desse espécime e dos interesses que ele defende, como soube por experiência nas Caldas da Rainha quando um da sua laia me colocou um processo em que foi condenado e teve que enfiar a viola no saco.
O ano de 2011 anuncia boas safras...

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Igual a sempre buscando a fantasia...
do fundo dos olhos ou perdido no som esperando o toque fatal da vida.

http://www.youtube.com/watch?v=b_xTeELVm7I

Mayte Martin e muitos sonhos dispersos no mundo...

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Fiquei fascinado por este quadro, pelo seu ar decadente, pelo seu ar alemão, a lembrar os desenhos do Grosz e os filmes de Murnau. Estava no Museu da História Alemã, em Berlim, para lembrar a decadência da Republica de Weimar e enquadrar o ascenso do nazismo.
Hoje estive a ler/ver algum refugo sobre o Muro (que lembra também o quadro, filosóficamente!)e algumas coisas sobre a Alemanha/Berlim, que foi uma boa surpresa deste ano que acaba.
A pilha continua grande, vou agora para outro sector...

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Ontem estive, embora o fumo espesso da sala (atenção que essa acima é na tal Grand Place) nem sempre me permitisse ver as reproduções até talvez as três da manhã a beber um chá de fumos e a deliciar-me com um dos meus favoritos René Magritte, e o magnifico catálogo do seu excepcional museu.
Todas as fases do seu trabalho, articuladas com as suas vivências, amores e desamores, evolução do olhar e do seu reflexo estão aí.
Lindo.

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Conheci o Jorge, hoje Martins, mas na altura Galinheiras nos anos de "brasa" na Faculdade de Letras. Actividade política, militâcia socio-cultural, envolvimento numa nova lógica de aprendizagem, com professores camaradas excepcionais, e criação de recursos de pensamento e análise que perduram pela vida.
Também daí resultaram momentos densos e relações fortes mesmo, como é o caso, os nossos contactos fossem escassos e transversais.

O Jorge é um dos historiadores que se tem dedicado a um tema que também me envolve, que é o registo da presença e continuidade judaica no território nacional, a sua súmula #Portugal e os Judeus# é livro que deve estar presente em todas as bibliotecas, e tem continuada, antes e depois dessa obra de referência, a estudar, registar e pensar esta parte fundamental do nosso presente.
O facto de me considerar amigo dele não me leva a nenhuma hipocrisia nas palavras, ele que me conhece o sabe (alguns que ou não me conhecem ou julgam que a amizade é bajulação teêm-me perdido,,,), por isso agora que li o livrinho #A Republica e o Judeus# (Editora Vega) tenho que depois de registar mais uma obra de referência para o nosso conhecimento referir que continuo na espera de outra obra do Jorge.
Este livrinho é um levantamento cuidadoso da presença judaica na 1ª Republica, no que julgo poderia ser outra edição, aprofundando alguns aspectos relevantes que são apontados, mas que poderão ser desenvolvidos.
A parte que me deixa mais expectante e que julgo deveria ser autonomizada (e já havia feito o mesmo comentário em relação à obra magna acima referida) é a que está em embrião: o estudo, registo e descortiçamento do discurso anti-semita e a sua lógica socio-económica e matriz ideológico-cultural, também em Portugal, num enquadramento global.
O Jorge Martins tem capacidade e conhecimentos para desenvolver esta articulação, que está neste livro muito bem iniciada e que deve merecer uma continuidade no quadro de uma análise sistémica que integre os diversos lados do que é também o nosso presente.
Acima uma foto da notável exposição sobre Hitler presente em Berlim, e outra para não esquecer nunca.

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Monday, December 20, 2010
 


Envolvido em fumo, da lareira e dos puros(e agora o Toscano já chega a Espanha), enquanto adivinho outros fumos e outros mundos vou entrando nas leituras que seleccionei e outras que chegaram por acréscimo #o Complexo de Portnoy# de Philip Roth não ficará na estória, é uma escrita sem espesssura de memórias sem novidade apropriado para adolescentes ou os outros que são os americanos que vivem o sexo entre proibidos e psicanalistas, judeus ou não,
que ontem acabei a acompanhar um El Pais ao melhor nível seja na entrevista de Jorge Semprun (excelente!), seja na documentação sobre a Wikileaks ou no melhor jornalismo de investigação do mundo...
Hoje iniciei os meus e não podia ter começado melhor.
Brusel (com trema no u) de Schuiten-Peeters é um album notável, no desenho, na história e na cidade que honra.
Bruxelas é, talvez a cidade mais qualquer coisa do mundo e tem certamente a praça, a Grand Place mais extraordinária desse, e este albúm é uma obra de arte e de amor a Brusel...
E de tarde saboreei o album de Plantu e os 77 desenhadores # Foutez-nous la Paix!# a favor da liberdade, de todas as liberdades de expressão. Recordei os labrostes reisinhos que terão a merecida recompensa para o ano, haja deus.
O lume fumou muito, a chaminé está a precisar de limpeza e a humidade é muita, chorei bastante a folhear estes albúms que são parte da minha vida... bruxelas e os amores desta, nesta que não passam como todos os amores ficam na memória do futuro e a luta pelos direitos, todos os direitos humanos e sociais, também em juízo.
O tempo chuvoso vai-me deixar por casa, entre os fumos e os livros, entre o sonho e a sua concretização,agora perdidos e encontrados nos círculos do Montecristo nº4...
Amanhã volto a outro mundo.
As fotos são de Bruxelas...

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Saturday, December 18, 2010
 
Vou esquecer o mundo, já cancelei os sinistros sms, vou "apagar"o tele, e só manter uma ligação ao outro mundo com os mails...
É Natal não faz mal, que passa com um bom #lume# na praça, com os fumos do passado a subirem para o futuro.

Nesse pensamos nas amizades que o tempo vai cerzindo, nos amores e também nos prazeres destas, as comidas, sexo,os copos, e sexo outra vez, as conversas, e talvez mais sexo (eh,eh,eh), mas ao ver o lume a subir aos céus é tudo mais imaterial e conceptual.

Um amigo dos, e não são muitos, que contam na vida, faz-me chegar uma boa reflexão, que aqui partilho:

http://www.boston.com/bostonglobe/ideas/articles/2010/11/28/information_overload_the_early_years/?page=full

O tempo passa... neste resta a memória e a construção que fazemos desta, também no dia a dia...

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Thursday, December 16, 2010
 
Associação Ambiente em Zonas Uraníferas recebida na Secretaria de Estado do Ambiente

Na sequência de interesse pessoal demonstrado pelo Secretário de Estado do Ambiente, Prof. Humberto Rosa e no seguimento de um pedido de reunião da A.Z.U. foi a direcção desta (António Minhoto, António Eloy e José Maria Moura) recebida hoje na Secretaria de Estado do Ambiente.
Nesta reunião a S.E.A. esteve representada pelo chefe de Gabinete Dr. Mário Nascimento e pelas Dras. Paula Simão e Fernanda Rodrigues da Agência Portuguesa do Ambiente, e o Ministério da Economia Inovação e Desenvolvimento pelo Dr. Carlos Domingues. Esteve ainda presente em representação da Empresa de Desenvolvimento Mineiro o Eng. Mário Guedes.
Esta reunião que decorreu em ambiente cordial foi marcada pela lógica de entendimento para caminhar para as melhores soluções para os problemas sequenciais da exploração do minério de urânio em toda a zona da Cova da Beira, não tendo sido esquecido a questão de novas áreas de prospecção do Alto Alentejo e especificamente Nisa.
António Eloy estruturou o quadro de colaboração entre a A.Z.U. e o governo e empresas com responsabilidade na resolução destes problemas, e esse passa por informação e participação da A.Z.U. enquanto representante das populações que vivem e trabalham nestes espaços nos projectos, seja no levantamento das situações, seja no acompanhamento das obras e empreitadas para resolução do passivo ambiental e sócio-económico motivado por este desenvolvimento industrial.
O Presidente da A.Z.U., António Minhoto fez uma exposição exaustiva dos problemas concretos, de lacunas que tem existido, e da total falta de dialogo que tem havido por parte da E.D.M. para connosco, e bem assim da lógica pouco transparente dos trabalhos desta empresa.
José Maria Moura questionou sobre os desenvolvimentos na zona de Nisa e nomeadamente sobre os resultados das prospecções e qualquer eventual plano nessa área.
Embora não tenham sido fornecidas respostas específicas houve da parte da S.E.A. atenção e registo dos problemas levantados e da parte do representante do M.I.E.D. o agendamento para Janeiro de uma reunião de trabalho,
sendo que para essa ficou o compromisso de termos algumas respostas concretas e sobretudo conhecer os planos, até hoje desconhecidos, da E.D.M. para a recuperação ambiental de toda esta zona, conforme lhe compete no quadro da legislação em vigor, e sobretudo foi pelo Dr. Carlos Domingues referido o interesse e empenho do seu Ministério na colaboração, critica e apoio que a A.Z.U. se disponibiliza para fornecer nesse quadro.
Desta reunião resultou, do nosso ponto de vista, além do desbloquear da incomunicabilidade que até agora tem havido uma vontade que registamos da maior transparência na condução destes vários processos, conforme as modernas politicas de gestão ambiental devem ter por base, assim como uma porta aberta para a maior participação cidadã.

Aos 15 de Dezembro de 2010, a Direcção da A.Z.U.
 
Wednesday, December 15, 2010
 
Gatunagem a alto nível! O Estado Social está a ruir, o SNS já está moribundo!
Hoje fui a farmácia comprar um medicamento essencial para a minha qualidade de vida, receitado pelo médico após todas as análises e que tenho que tomar toda a vida.
É um remedio caro, em torno dos 40 e tal euros.
Hoje soube que a participação é de cerca de 20%... contra talvez 60% ontem.
É uma roubalheira, que terei e posso pagar.
Mas quantos, quantos não podem???
Isto é a realidade! O Estado Social, o SNS só existe no papel, o que não dá para uma vida digna!
 
 

Quando julgávamos que já tinhamos visto tudo, lá veêm as leis de Murphy a galope recordar-nos que ainda podem (as coisas...) piorar e que não chegaremos ao final.
Essa ponte foi construida com dinheiros públicos e comunitários, que também são públicos.
Inclui o fabuloso acabamento, a escadinha de madeira.
É em Portugal (onde houvera de ser?) no Parque Nacional do Gerês (a história pode ser verificada aqui:http://ambio.blogspot.com/2010/12/utilizacao-dos-dinheiros-publicos.html)
Este país está doente, muito doente...
Hoje estive numa reunião na S.E.A. que contarei aqui com sobriedade.
Estava lá a tal escadinha de madeira, era um senhor da E.D.M. que ou tinha torcicolo ou estava de tal forma enfastiado que só olhava para o lado onde não estava ninguém. Ou seja tal como a escadinha é um inútil que só está na E.D.M. por causa do que nós sabemos...
E não se pode exterminá-los?
 
Sunday, December 12, 2010
 

O meu amigo Manuel Chamorro é o produtor de vinho das terras de Barrancos (http://barrancos.blogspot.com/).
Com ele tenho partilhado tempos, copos e tapas, além de solidariedades políticas e sociais.
Tem, com apoio familiar e ouvindo os comentários que os amantes do di-vino lhe vão fazendo chegar, uma produção séria, de bom travo e que enche as papilas.
O que agora está a ser comerciado é um excelente vinho.
Aqui fica a nota, sóbria e verdadeira, como tudo o que é publicado neste "insignificante".
 
Saturday, December 11, 2010
 
O afilhado do dr. Cardoso vai-se candidatar outra vez, ou melhor vai prolongar a sua autocracia por mais 4 anos, com o beneplácito dos vilões seus seguidores.
Já aqui por várias vezes defendi a independência desse território, que é um sorvedouro do erário público, onde os nossos impostos são usados sem lei nem regra e que é um espaço em vias de implosão ambiental e com níveis desastrosos de miséria social, onde a "chafurda" do afilhado e dos seus fieis deu cabo da soberba paisagem e só pela tenacidade de uns poucos se mantém resíduos de laurisilva espalhados pela ilha.
Só a independência da Ilha pode aliviar o país deste emplastro político, deste labrego vilão e boçal, deste ditadorzeco de meia tijela (e se é certo que é re-eleito é porque o sistema funciona desde a outra senhora, e do padrinho A. Cardoso, com base em compadrios e clientelas, domínios socio-religiosos e controle dos dinheiros e comunicação social como só o Bokassa era capaz, ou os Mugabes ou Chavéz ou....).
Com a autoridade de ter conhecido e conhecer a Madeira (e o Porto Santo) a palmo, lamentado a sorte dos que vivem e lutam pela dignidade e por outras políticas, tenho que voltar a dar opinião - nem mais um tostão para o vilão, e independência da Madeira já (e até lhes dava a dívida, enorme, que tem para com o poder central, ou seja todos nós!).

Mas claro, não posso deixar de reconhecer, que a principal razão desta nova candidatura é a imunidade (e impunidade) que o poder propicia...

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Ontem assisti a um dos filmes #Hortas di Pobreza# de Sara De Sousa Correia, da excelente mostra de filmes sobre Direitos Humanos de iniciativa do grupo 19 (Sintra) da Amnistia Internacional.
Este grupo mostra pujança e tem um dinamizador com sentido (um abraço ao Fernando Sousa).
A sala estava cheia e seguiu-se um debate interessante sobre as culturas da sustentabilidade socio-ambiental.Caju, arroz, diversidade de produções tudo tem que ser enquadrado num contexto, que é o da realidade local, das formas de organização social e das lógicas económicas que prevalecem. O comércio justo muito falado é um pequeno, muito pequeno paliativo a questão tem que ver com o sistema económico global, as lógicas de subsidiação à agricultura e os seus correlativos (indústria agro-alimentar e transportes entre outros) e os sistemas políticos.
Esteve muito bem o Fernando quando no final chamou a atenção para o quadro global.
A Guiné-Bissau é um país onde a mutilação genital feminima abunda ( e Pobreza é na região balanta que a pratica enormemente) e o poder é uma pluto.cleptocracia (roubalheira dos militares), é um país sem Estado que está nas mãos do narco-tráfico e das mafias internacionais.
As hortas da pobreza claro que abundam.
A Amnistia Internacional continua vigilante.
Aqui, também, para o ano terá que se envolver na defesa dos direitos humanos, de todos os direitos humanos e entre esses à LIBERDADE DE OPINIÃO E O DIREITO DE LIVRE EXPRESSÃO DESSA (conforme diversas sentenças do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos).

E o Artigo XIX, da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

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Tuesday, December 07, 2010
 


Esta imagem, seja a real seja a nela reflectindo o real são de um mesmo judeu, o judeu errante que por aqui, por ali, acolá vai continuando e fazendo estória.
Aqui claro é picado e fotografado em "plongé" no Museu da História Alemã de Berlim e recolhe a ideia, a imagem que o nazismo construíu do mesmo avaro, comunista, pecundo, cheio de perfídia, etc. etc. e hoje é exibida para mostrar, mostrar a construção da realidade, e propor a sua desconstrução.
Tudo fica nas palavras e nas imagens que lhes damos. O tempo passa... até quando seremos nele judeus errantes?

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A casa em que vivi perto e com vista para a Grand Place está fechada, com ar de abatida e ocupada como dispensário do restaurante chinês do r/c.
Não me recordo dos empregados do Roy D'Espagne e os conhecia todos, mas o relógio continua inconfundível a dar horas.
Há tempo que não passa, em Bruxelas lembrei os meus amigos Humberto da Cruz, que me conduziu na minha 1ª visita, antes da adesão, pelos meandros da vida e da noite, e o José Januário com quem tive divertidas aventuras "bruxeloises".
Claro que também recordei outros e outras com carinho e amor, mas estes que não voltarão à Grand place e não lhe verão os fantasmas foram muito, muito lembrados.
O tempo destas memórias continua parado no tempo que passa...
 
Monday, December 06, 2010
 


Bruxelas com neve é uma ideia que parece saída de um livro.
A re-invenção de Bruxelas.
Foram uns dias de sonho na neve, entre o Museu Magritte e o da Banda Desenhada, a livraria da BD e o Tropismes e o Chez Leon, o Toone, a Mort Subite e o Roy D'Espagne e o Metrople e o Falstaff e o Cirio e...
A visita ao Parlamento, salvo a obrigação, foi absolutamente dispensável, embora interessante e sem novidade o discurso do deputado verde belga, que poria os Verdes/CDU em pânico... o resto foi a "conversa" dos Ladrões de Bicicleta.
Mas Bruxelas e a Grand Place desta são o melhor do mundo...
 
Thursday, December 02, 2010
 
Logo estarei na GrandPlace que durante meses foi a minha vista matinal.
Bruxelas é uma das cidades da minha vida, dos meus amores, de romances, de política, de tensões e de amizades esquecidas no fio do tempo.
É a cidade onde vi dos melhores filmes da vida; e não esqueço uma exibição monumental da #Gilda# de Charles Vidor com uma fabulosa Rita Hayworth e um sóbrio Glenn Ford; e onde está, em museu, o Magritte, que irei re-visitar novo e em esplendor.
E o Napoleon...
 
Wednesday, December 01, 2010
 

Até à minha adolescência este quadro esteve debaixo dos meus olhos.
Quando o meu querido primo, e também malogrado com a doença que lhe percorreu toda a ascendência, Sergio Eloy chegou à maioridade a minha mãe, zeladora do mesmo, entregou-lho e só voltei a vê-lo no C.A.M. após uma lamentável "recuperação" que lhe retirou grande parte da profundidade e espessura.
Continuo a recordá-lo como nos anos em que me passou pelo olhar angustioso e angustiado no escritório do meu avó.
Hoje aqui o evoco, no dia seguinte a ter sido publicado e vendido com o Público um sóbrio e cuidadoso livrinho sobre o tio Mário.
Embora para nós não tenha novidades de registo, as que talvez o sejam para outros são bem estruturadas e enquadradas, numa escrita leve e bem articulada de Lígia Afonso, que merece aqui o meu agradecimento.
A #Fuga, do Amor# continua a dominar os sonhos e os pesadelos dos vivos.

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