Este ano estou peco de leituras. Estou a iniciar este:
que será, talvez, para durar esta vaga de frios.Aqui:
para curiosar-vos.
Dia 23 termino esta leitura, é um uma autêntica bomba. Contra a Hegemonia, contra a Entropia, contra a Obsolescência. Desmascara a hipocrisia, desmascara o discurso liberal, desmascara as falsidades e as mentiras do sistema.
Um livro de referência, sem a mínima.
Um livro que se lê com um arrepio a subir pela espinha. A ocupação, colonização sionista dos territórios árabes é uma dor. E a vida resiste, os livros dela fazem parte.
há sempre um livro por detrás de outro.A Lua, ontem Cheia, ainda está quase redonda, e hoje bem vísivel:
e aproveito para trazer, outro documento que subscrevo, originário de um grupo de ex-camaradas, do mesmo grupo:
A desinformação como arma do Genocídio em Gaza
Assistimos à destruição do sistema internacional que nasceu do horror da guerra e do genocídio cometido pelos nazis. O Estado de Israel, nascido desse duplo crime contra a Humanidade, é hoje um pária internacional cuja atuação, em flagrante desrespeito à lei internacional, coloca em risco o sistema internacional que o criou. O Tribunal Penal Internacional expediu mandados de prisão contra Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelita, e Yoav Gallant, ministro da Defesa, bem como contra dirigentes do Hamas.
Numa tentativa para pôr fim ao isolamento internacional, os dirigentes israelitas assassinam jornalistas, e lançam uma campanha de desinformação com o apoio da Administração Trump. Procuram, ao mesmo tempo, intimidar a França, Austrália, Malta, Canadá e Bélgica, que anunciaram sua intenção de reconhecer o Estado da Palestina. A embaixadores israelitas sem ética, juntam-se alguns comentadores que subscrevem, fazendo sua, a propaganda de Israel, negando o genocídio e a fome. O sacrifício dos 240 jornalistas assassinados em Gaza não pode ser em vão, pelo que é imperativo denunciar as mentiras.
O que foi anunciado como uma resposta ao ato de terror do 7 de outubro e em nome da libertação dos reféns é de facto um crime contra a Humanidade e um genocídio. As intervenções do exército israelita que constituem ataques conscientes e deliberados contra a população palestiniana como Nação, violam, contínua e sistematicamente, o Direito Internacional, as Lei da Guerra, o Direito Humanitário e outras convenções internacionais de Direitos Humanos e caem no âmbito da Convenção de Geneva para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio, de 1948, porquanto consubstanciam a prática de atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, ou seja, genocídio.
A intenção de destruir a população de Gaza é atestada por declarações de vários membros do governo israelita. O Ministro da Defesa, Yoav Gallant, justificou o corte de eletricidade, a supressão de alimentos e de combustíveis em Gaza por estar a lidar com “bestas humanas”. “Não receberão uma gota de água até que deixem o mundo” – disse.
No dia 22 de agosto 2025, a ONU declarou oficialmente o “estado de fome” na cidade de Gaza e a responsabilidade do Estado de Israel pela “obstrução sistemática” à entrada de ajuda alimentar. Além desta obstrução, não há produção possível em todo o território de Gaza, pois 98% das terras agrícolas foram destruídas. Em janeiro de 2024, o Programa Alimentar Mundial já constatava que “cerca de meio milhão de pessoas sofriam uma catastrófica insegurança alimentar”. Entretanto, a situação agravou-se: uma iniciativa de várias organizações internacionais denuncia, atualmente, um “cenário catastrófico”. Mais de 20.000 crianças foram hospitalizadas por malnutrição aguda na cidade de Gaza. Dos mais de 60 mil mortos até agora contabilizados, a grande maioria são civis, e destes cerca de setenta por cento, são mulheres e crianças.
Mas a ofensiva não se limita à Faixa de Gaza. Na Cisjordânia, onde não há governo do Hamas que se possa usar como bode expiatório, fica claro que a guerra é contra o povo palestiniano. Os colonos israelitas são incentivados a atacar vilarejos palestinianos, de que resultaram vários assassinatos, sob a proteção do exército israelita. Em 21 de janeiro de 2025, Israel lançou a maior ofensiva militar sobre a Cisjordânia desde o ano 2002, expulsando 40.000 palestinianos de campos de refugiados. Centenas de edifícios foram destruídos, impedindo o retorno dos refugiados palestinianos a suas casas no norte da Cisjordânia. Desde a sua posse em janeiro de 2023, a atual coligação de extrema-direita israelita vem anunciando abertamente a intenção de anexar a Cisjordânia.
O desafio de todos nós está em transformar o peso da opinião pública mundial em pressão sobre os Estados, para que Israel cumpra as medidas cautelares do Tribunal Internacional de Justiça, que desde janeiro de 2024 ordenam que Israel pare a sua ofensiva. Consideramos que é necessário que a UE, Instituições Internacionais, e Governos ( incluindo o portugês), tomem decisões urgentes para:
- pôr fim ao extermínio de uma Nação inteira, impondo sanções a Israel, suspendendo acordos de associação e impondo o embargo militar;
- pressionar para assegurar a proteção aos jornalistas palestianos e permitir o acesso a Gaza à imprensa internacional;
- condenar a decisão do governo americano por impedir a presença dos representantes da Autoridade Palestina na Assembleia Geral das Nações Unidas e na reunião de Alto nível, de 22 de Setembro, sobre a solução de dois Estados convocada pela França e a Arábia Saudita;
- dar todo o seu apoio à ação das organizações da sociedade civil, que têm (tem) feito um esforço ímpar no socorro às vitimas dos bombardeamentos israelitas. Neste contexto de urgência reveste-se de particular significado o apoio diplomático à “Global Sumud Flotilla para Gaza”, com representantes de 44 países, que desafia a asfixia dos palestinianos perpetrada pelos que bloqueiam a ajuda humanitária.
Álvaro Vasconcelos, Alexandre Pereira, Ana Barbosa, Ana Benavente, Arlene Clemesh, José Vítor Malheiros, Rui Campos, Vítor Nogueira
Apoiar a luta contra a hegemonia, a manipulação soez, a falsidade grosseira é essencial, seja com que Lua seja!
A denúncia do nazionismo e dos seus crimes e do genocídio, de facto um verdadeiro Holocausto que estão levando a cabo na Palestina e em Gaza em particular deve ser permanente. Permanente. Hoje chega-me às mãos e o Insignificante, partilha mais este documento:
talvez desde o Cambodja de Pol Pot desde os anos 40 nenhum Estado motiva tanto asco como o Estado de Israel e/ou os outros estados teocráticos e medievais.Labels: Gaza, Nazionismo, Palestina
Ao ler esta notícia me recordo da razão de despedimento do grande Siné do Charlie Hebdo:
algures nos anos 70 Siné colocou um sinal de igual entre a cruz gamada e a estrela de David.
Hoje não seria estranho.
Labels: Anti-sionismo, Gaza, Siné
Talvez, de regresso, consiga estar presente, mas apoio e divulgo, desde já:
estamos juntos!
Labels: Anti-sionismo, Gaza, Palestina
Só agora li e não posso deixar de registar e assinalar a excelência do artigo de Miguel Sousa Tavares no último Expresso.
Notável, com ele tenho tido muitos acordos e alguns desacordos, mas como lhe disse publicamente uma vez ele é herdeiro de dois grandes, que conheci bem tendo privado com o pai, que honra com o seu desassombro.
A sua palavra tem o peso da herança e do futuro. Chega de hipocrisias, leviandades e mentiras.
Labels: Gaza, guerra, M.S.T., Verdades e mentiras
Nunca mais, nunca mais, nunca mais, chega!
ler aqui:
https://conversacionsobrehistoria.info/2020/02/17/ajustar-las-cuenta
e quando pensávamos que o nazismo era passado vem o sionismo mostrar-nos que é presente:
https://www.commondreams.org/opinion/genocide-gaza-never-again
não nos podemos calar. Chega, chega, chega mesmo.
Labels: Fascismo nunca mais!, Gaza, Holocausto
Sobre o Holocausto em curso:
não, não nos podemos calar. Como nos diz Naomi Klein a vítima tornou-se o genocida.
Labels: Gaza, genocídio, Holocausto
Isto:
Gaza was created by Israel in 1948, as a refugee camp to contain Palestinians displaced in the Nakba. Since 2007, Israel has kept Gaza under an illegal military siege, counting calories allowed in and permitting the water in Gaza to become undrinkable
não lembra nada?
Labels: Gaza, Holocausto, Palestina
Tenho escrito que o sionismo é um nazismo invertido, e que joga com a culpa do homem branco. Ora até criou os seus guetos, Gaza não é senão um gueto, cercado, à mercê da morte, por fome ou exaustão ou bombardeamentos. É uma verdadeira prisão, nem mais nem menos que o gueto de Varsóvia. Ontem li um artigo que se eximia em comparações detalhadas, escrito por uma identidade judia, como eu, de origem sefardi.
É um verdadeiro horror, e atenção não se veja na comparação nenhuma desvalorização, aqui são dois milhões o holocausto foram muito mais, mas como aqui dirigido contra uma identidade (não existem povos!), antes era judaica, ou cigana, ou comunista ou homosexual. Hoje é tão só palestina, que pode ser qualquer dessas e árabe também.
Vivemos tempos duros em que temos que usar o poder das palavras para desmistificar a hegemonia. Sem medo delas, ainda que a censura tenha voltado a rondar.