insignificante
Tuesday, May 30, 2006
 
Depois de no sábado à noite ter assistido incolume ao 1º arrastão de mosquitagem na praia de Oeiras, num agradável restaurante mexicano "El Sombrero", que recomendo rumei a sul.
E aí lembrei e esqueci, numa daquelas noites que não se deixa dormir, após um jantar fantastico, rematado com uns orujos de orgasmar o ceu da boca, lembrei e esqueci muito.
Até onde deixei o carro... e 2ª de um lado para o outro, a tratar de diversos diversos locais e um salto a Moura. Aqui,por tanto sitio, gente procura contrariar o destino e a fatalidade que anónimos lhe atribuiram. Enquanto houver terra e os que a fazemos a podermos refazer haverá continuidade.
De volta nas Janelas Verdes imagens em movimento de outro tempo, e gente deste e também do outro, de outros assistir. A socialite também nesta esquerda dita chic. E faltou revisão aos filmes...erros e avaliações duvidosas fazem nestes comichão. Também faz comichão generalidades desnecessárias impostas por algum politicamente correcto. Mas, força Miguel, não estou contigo mas continuas a ter o meu comentário, frontal e (com) a minha objectividade.
Á noite, ainda os resultados da pimenta a recordarem...a vida.
 
Saturday, May 27, 2006
 
Soltas do dia:
1- Há um bloqueio constitucional no nosso país que acho lamentável, e sei que é um ponto de vista com muitos adeptos. O que não nos permite vermo-nos livres da Madeira, dar-lhe a independencia (e até para nos vermos livres desses senhoritos perdoar-lhes a monumental dívida que tem para com todos nós contribuintes e alimentadores de Jardins e quejandos). Com uma unica condição acabar-lhes com a mama. Porque será que nenhum governo, nenhum partido tem a coragem de pôr os pontos nos is?
2- Lamentável e certamente resultante de alguma diareia mental a proposta de pôr os pais (quais pais????) a avaliar os professores (e para isso preencher um formulário, que a maioria nem sequer seria capaz de ler!). Daqui a nada temos os próprios alunos (como já me aconteceu na Universidade Lusofona, big mistake, big mistake!) a avaliar os mesmos ( e anónimamente imaginem!!!).Será que por cada proposta com merito temos que chupar uma indigência destas? Será que quem a fez sabe o que são as escolas? os miudos? os pais dos mesmos? Francamente...
3- Hilariante que quando a Mena Mónica (talvez já com um copito?) fez (certamente queirozmente!) a proposta de reinstalar a pena de morte e direccioná-la a quem faz os currícula (sobre alguns dos quais a minha opinião é que também precisava de uma rolha no dito) uns individuos inbuidos de sentido patriotico se tenham levantado e saído aos gritos a apoiar a selecção do Scolari. Este país é uma anedota, já nem temos paciência para lhe bolsar a bílis em cima.
4- Fantastico. Nos juniores iamos ser campeoes (com o melhor jogador do campeao!) e nem sequer ao apuramento passámos. Hoje ganhamos a uns amadores (um deles era o empregado do hotel da Boavista onde fiquei) e o patriotismo vai aos píncaros. Pois aceito apostas em com não passamos do apuramento na Alemanha. E explico a quem quiser o que os jornais e sobretudo os desportivos não veêm e que é mais que obvio...
Amanhã vou respirar!
 
Friday, May 26, 2006
 

No blog da Ambio < ambio.blogspot.com> há, normalmente, textos de alta qualidade pelos que considero dos melhores expoentes do ecologismo nacional.
Agora também há um desvio para dançar com toiros, como esta bela foto de Joao Santiago sugere.
A toirada é, de facto, um bailado, como a vida. Olé.
 
Thursday, May 25, 2006
 

Mariposa, farfalla, papillon, butterfly,schmetterling, borboleta. Os franceses foram os únicos que respeitaram o latim papilio. Talvez por ser uma especie mutante cada língua escolheu-lhe uma origem, uma denominação diferente. As borboletas são transmissoras de vida, por elas continua o tempo. Ciao, farfalla...
 
 
Retirado do "alentejanando", a proposito da Espiga:
Esta Quinta-Feira (da Espiga) assinalada no calendário cristão como da Ascensão, é igualmente o dia em que tradicionalmente se ia ao campo colher um ramo em que a espiga de trigo era o elemento mais simbólico. Compunham igualmente o ramo, um malmequer, uma papoila, um ramo de oliveira, um ramo de parreira e um pé de alecrim.
Simbologia associada a cada elemento:
Espiga – Pão
Malmequer – Ouro e prata
Papoila – Amor e vida
Oliveira – Azeite e paz
Videira – Vinho e alegria
Alecrim – Saúde e força
Cultura é isto!
 
 

É a cultura seus labregos, seus fanáticos animalistas, que vos falta, a instrução básica!
"Na corrida de inauguração do Campo Pequeno chegou-me às mãos um documento intitulado Touradas, aparentemente contra as mesmas.
Digo aparentemente porque não penso que um documento tão cheio de erros grosseiros, mentiras descaradas e reles deturpações possa chegar a qualquer propósito senão desacreditar a causa do labrego que o produziu.
Vejamos:
Comecemos pelo título “A terrível e venal arte de torturar e matar animais em publico” frase que é atribuída à Unesco, é sim uma parte de um discurso anti-taurino que foi produzido na instituição.
É politica oficial da UNESCO defender as culturas e tradições conforme consta da sua constituição, e cito documento, esse sim oficial da mesma:
“Cultura pode ser entendida como um conjunto de características distintas espirituais e materiais, intelectuais e afectivas que caracterizam uma sociedade ou um grupo social. Abarca além das artes e das letras, os modos de vida, os sistemas de valores, as tradições e as crenças.”, definição de Monticault 1982, ou seja a cultura e a sua diversidade devem ser reconhecidas e defendidas como um elemento fundamental que mergulha as sociedades e comunidades no sentir do seu passado e lhes dá um alicerce para o futuro.
Segue-se um disparate sem comentários “a estes até são cortadas as cordas vocais para não relincharem quando à força de esporas são obrigados a enfrentar o boi” cito textual e refiro que o Sr. que escreve está a referir os cavalos. Mostra total desconhecimento do que é a lide e a preparação dos cavalos para esta, o que é um toiro. Isto não tem qualquer resposta. Claro que os cavalos de toureio tem as mesmas cordas vocais que este senhor.
Refere e bem que se realizavam espectáculos taurinos no Império Romano (onde hoje está o Vaticano era um dos locais onde os toiros eram adorados). Foram os bárbaros (com outras culturas) que acabaram com eles.
Menciona que 74% dos portugueses votaram contra as corridas. Mas será que me escapou algo? Será que alguma vez houve uma votação sobre tal? Ou estará o Sr. a confundir votação com uma restrita consulta telefónica realizada, curiosamente, em locais onde não há tradições taurinas?
Mas prossegue na irresponsabilidade e mentirola, agora invocando a bula "DE SALUTIS GREGIS DOMICINI" do papa PIO V, de 1567.
Pois essa Bula foi revogada escassos anos após a sua emissão, e era essencialmente dirigida contra os cultos subjacentes ás festas de toiros (em igrejas portuguesas vêem-se imagens da Santa Virgem a esmagar a cobra e...os cornos do toiro!). Foi essa bula revogada antes que houvesse um cisma....
Já a concluir, cita o autor desta ignóbil prosa, Ernest Hemingway, mas claro adulterando-o, ou seja retirando uma fase do seu contexto. Cito novamente “ nas touradas, logo à partida está tudo preparado para massacrar o animal”, claro que a frase, correctamente traduzida e contextualizada é a seguinte “ na toirada o objectivo final é abater o animal, o que acontece depois do mais sublime espectáculo do mundo”.
Em relação à manipulação...estamos falados!
Queremos um Portugal sem os novos arautos da Inquisição que desconhecendo os animais, ignorando tudo sobre a vida no campo, desconhecendo as origens da festa, incapazes de compreender a alma desta, continuam a querer destruí-la.
No passarán!, como também conclamou Hemingway."
 
Tuesday, May 23, 2006
 
O tempo continua circular e diz-se a circular, qual Biblioteca de Babel, sem inicio nem fim. Nós continuamos parados nele. Mas a energia vai seguindo o seu rumo inevitável e vamos desenvolvendo a entropia dos vivos. A Primavera pujante ilustra o tempo. Aqui parada e de todas as cores. Só se ouve o silêncio e o zumbir das abelhas. Talvez também o bater de asas das borboletas. Talvez. Talvez.
PS. Já houve e se ouvia aqui uma imagem. Zumbidos fazia. Agora silêncio, como na imaginação, reflexo do real?
 
 
Ontem o execrando Carrilho ( e diga-se que um homem que agride pessoas indefesas sejam mulheres sejam outros homens por actos ou palavras, sem uma restea de verdade, não se pode adjectivar de outra forma) voltou a portar-se como um traste.
Ler um excelente post hoje no http://www.gloriafacil.blogspot.com/.
Mas também foi util o debate para ver Pacheco Pereira a portar-se como um senhor e em grande forma e Ricardo Costa a desvendar a lógica de comunicação da OTA, entre outras.
Rangel esteve lamentável, ao nível dos "inacreditáveis" serviços que prestou na SIC (onde infelizmente os seus sucessores não romperam totalmente com o estilo) transformando-a num espelho de intrigas, leviandades, inverdades, manipulações. É claro agora procurando passar-se por virgem. Mas sabemos de onde vem...e para cá vem de carrinho.
 
Monday, May 22, 2006
 
Devo confessar a minha ignorancia sobre os factos, mas imagino (falível o pensamento, todavia) que em Portugal a população prisional andará entre os 10 e os 12 mil presos.
Admito um pouco mais, como ligeiramente menos diria dos 8 aos 15.000. Mas é como disse um dado empirico, baseado em registos dispersos.
Pois se tivessemos a mesma proporção de presos por habitante dos Estados Unidos ( 1 por 136) teríamos cerca de 75.000. Incrivel!
Isto é fantástico, já para não falar do arbitrio que é a pena de morte e os crimes que se tem cometido nesta, por esta.
Crimes que para mim e para qualquer evangelista digno deviam são todos eles.
Os Estados Unidos implodirão antes do que se espera... também não se imaginava, entre o vulgo, a queda do muro e....
Não é só o fim do petróleo...a sociedade americana está profundamente doente!
 
 
Recordo de quando, ainda se vivia nesta com a ditadura comunista, participei com o Partido Radical em acções pela Jugoslávia na Comunidade Europeia, não violentas, proibidas, toleradas.
A guerra, suscitada por multiplos interesses, desde os fabricantes de armas aos interesses comerciais alemães, da geoestratégia política à defesa de particularismos socio-economicos, colocou um ponto final nesse projecto, na paz da região e abriu a caixa de pandora...
Agora com este referendo no Montenegro (e ainda me lembro da sonora gargalhada com que eu e outros acolhemos uma declaração inflamada de um jovem ministro de Montenegro sobre a língua montenegrina!) a já destapada caixa vai continuar a ferver...e não irá para por ali...
Todos os nacionalismos são totalitarismos, de ideias e passados inventadas,de xenofobias exarcebadas ( e aqui ao lado o basco é perigosissimo!), e atenção não confundir com direito cultural!
Com a intolerância religiosa são os piores cancros do século XXI.
Haverá quem levante a voz para os denunciar? Hino? Bandeira? Mortos pela Pátria? Mas que treta é essa?
A minha, como diria Fernando Pessoa é a língua universal, da cultura e fraternidade, do direito e da solidariedade, que se pode expressar em português.
 
Sunday, May 21, 2006
 
Há dias em que parece não acontecer nada, e todavia se muove, como já dizia Galileu Galilei.
Talvez esta calma seja prenuncio de agitação, movimento. As expectativas são moderadas, tudo vai tendo um tempo lento de maturação, tudo se atrasa, por este ou aquele motivo, tudo vai devagar ou degarinho.
As leituras, os convites, as solicitações vão-se acumulando à espera de movimento. E no país e no mundo não há acontecimentos que provoquem transcendencia. Tudo tem várias vertentes, tudo tem leituras e entendimentos diversos.
Hoje é um dia muito falho de real.
Talvez, amanhã.
 
Saturday, May 20, 2006
 
Com as Ficções do J.L. Borges no bolso, releitura suscitada pela excelemte crónica do Zedu (saravá!) fui ver a simpática exposição da Frida Kahlo. Saboreiei quadros que desconhecia e ceirei a personalidade "estranha" e a pintora genial. Vi um agradável e bem documentado filme, realizado, sim, sim, pela ConaCulta.
Para os "revolucionários" de pacotilha o comunismo da arte-ista ficou desmascarado, aliás como o do Diego Riviera....
Na 5ª à noite e após um jantar com cheiro a toiro (para quando o petisco do mesmo?) na velha tasca da parreira, hoje o simpático Entrecopos, houve corrida.
O Campo Pequeno ainda espera conclusão e alguns dispararates tem que ser corrigidos (entradas, parque estacionamento, os nâo fumar absurdos numa praça aberta e onde a "aficcion" não dispensa o puro).
A corrida foi boa, e o Telles esteve arrebatador. Boas pegas e Bom e Suficiente para o Moura. O Fernandes ainda lhe falta calo, mas tem excelentes cavalos.
Notável, e aqui comentarei, um documento que uns senhores (quando passei pelo meio deles eram vinte mas disseram-me que chegaram à centena....contra 4, 5 mil na Praça e um milhão, ou mais via TV) distribuiram ... !Cheio de mentiras, disparates e boçalidades. Escrito por um verdadeiro imbecil, um tonto rematado, que foi motivo de muita risa no sector 6.
Ontem fui até Coruche, a um convivio gastro-taurino.
A constituição da Confraria Gastronomica do Toiro Bravo.
Excelente momento de convívio, estórias e cultura que se prolongou por um jantar que não acabava...
A cultura é o saber, saboreado em degustação à velocidade do prazer.
 
Wednesday, May 17, 2006
 

Encontrei esta imagem do Miguel Angelo. Gostei. Gostar e não gostar é um direito.
Que resulta de um "pathos" cultural (culto, hem?) e que se transporta em vivências, moldadas pelo viver dessas, nessas.
Gosto deste detalhe. É poderoso, conta uma história, tem profundidade.
 
 
Duas notas a salientar:
Ontem a ministra da Cultura esteve no Campo Pequeno. Que isso seja um sinal e reflicta uma sã atitude da Cultura em relação a um dos elementos constituintes fundamentais da cultura ibérica e nacional a tauromaquia e a festa brava e um apoio efectivo do ministério a uma actividade que está sob a sua tutela, como acontece em Espanha.
Foi divulgado: http://www.pentagonstrike.co.uk/pentagon_bp.htm#Main
o vídeo sobre o presuntivo Boeing de 11 de Setembro sobre o Pentagono.
Não sou adepto das teorias da conspiração (e em relação às Torres Gemeas o delírio que é uma maquinação da Mossad, embora não duvide do agente escondido....senão como é que não havia judeus a trabalhar lá no dia 11?) que tem farta documentação na net não me convence; mas em relação ao Pentagono, como em relação ao avião abatido na Penisilvânia, nunca tive dúvidas, foram mísseis. Uma trama do lobby militar/industrial Bushiano????!!!!
Hoje isso é claro. Não há branqueamento possível. E agora? Estará tudo em dúvida??
Talvez como com a guerra de Cuba se venha a saber a verdade. Toda a verdade, algum dia!
 
Tuesday, May 16, 2006
 
Ao contrário do futebol que é recente, tem meio século de vida significativa nacional, o fado, a poesia e a música, o ballet, as danças e o movimento dos corpos, a corrida e o parar e o templar, e os tempos e ritmos dos cavalos, as pegas e as bandarilhas, a emoção do segundo, o tempo de respirar tudo isso, faz parte do nosso património socio-cultural, do nosso património civico e ambiental.
Tudo isso são formas de criação de vivo, de arte, que perdura no tempo de hoje, no tempo de sempre.
Fiquei comovido hoje com o enorme espectáculo do quase conterrâneo La Féria, com o Lorca dito também pela Simone, com o Ary, cantado e encenado sublimemente. Com o temple do Pedrito e o saber do Veiga, com a pega limpa e uns bons pares de bandarilhas.
E o Campo Pequeno que volta a preencher o presente porque as memórias estão lavradas nas suas pedras, no suor e sangue de quem lá toireou, de quem por lá passou.
Foi bonita a festa, pá.
Outro olé!
 
 

Bilhetes, de cá.


A palavra terá cor?!*

1-
Uma palavra pode fazer toda a diferença.
Por exemplo, no dicionário latim temos “lapsus” de três tipos, com três classificações.
Lapsus linguae
Lapsus calami
Lapsus carnis.
O tradutor português entendeu traduzir de forma diversa. Se no caso da linguagem e da escrita linguae e calami apodou de erro ou falha da língua ou da escrita, no carnis traduz por pecado da carne.
Consoante a adjetivação substantiva “lapsus” pode ser erro ou falha ou assumir as proporções de pecado.
Embora possamos pecar carnalmente também com a língua, de variadas formas e a própria escrita não seja inocente de se poder transfigurar em carne...
Esta introdução para referir que vivemos tempos complexos em que tudo deve ser confrontado.
Como escrevia Orwell a verdade é mentira e a mentira verdade.
Os fatos, todos eles, tem diferente interpretação consoante o enquadramento, a leitura dessa e a interpretação que os mídia, sobretudo a televisão nos dá deles.
Hoje o dicionário não chega para traduzir.
A tradução do real é feita através do filtro que é o olhar, a interpretação, a edição e recriação do acontecimento.
A fronteira da existência é essa.
O lapsus está no meio de nós.
2-
Ás vezes uma palavra é uma sigla, no caso CPE, foi a sigla que motivou a movimentação social que marcou as últimas semanas em França. É um caso em que a juventude se manifesta (manipulada por quem?) contra si mesma.
Filhos de papá protestam contra a precariedade de emprego, como os sindicatos pela conservação desse, como os interesses instalados pela sua continuidade. Numa lógica conservadora e incapaz de perceber as novas dinâmicas sociais, as mutações na economia e a pobreza exterior aos seus círculos de conforto e poder.
Universitários que recusam trabalhar nas condições do operariado desqualificado e com a iminência do emprego/desemprego, no quadro da flexibilidade das estruturas laborais, sindicatos que se preocupam em defender direitos inaceitáveis para manter a sua filiação e não olham os muitos desempregados ou futuros que irão gerar no âmbito da economia global.
E todos os interesses corporativos que se fecham em concha que fazem como os três macacos sábios, não vêem, não ouvem, não falam, até que a insolvência do Estado Social (como aconteceu na Argentina) os leve a uma mudança, então radical.
A sociedade francesa está anestesiada. E agindo como drogada vai continuar em auto-flagelação. Que tão bem foi teorizada pelo divino Marquês. “Honni soit qui mal y pense!”
3-
Passamos para Itália, quando esta palavra vir textura de leitura já uma diversa coligação das várias esquerdas da esquerda terá destronado Il Cavaliere, o mais boçal chefe de governo italiano, desde o Marechale Bagioglio, sucessor de Mussolini. O homem está abaixo de qualquer classificação. Chegou a dizer preto no branco que quem votasse contra ele não tinha colhões (em Portugal é grosso, não recordo se aí é a mesma palavra... e deve ser lida com um pi!, normal é dizer tomates!), no sentido mais marialva (machão) que esse vernáculo pode ter.
Itália é um mundo de vivencias e experiências. Como vou “olvidare” Firenze ou a pasta de Laura, em Salerno, ou o perfume que me hipnotizou cerca do Duomo em Milano?
Forze tutto cambiera para meglio, que quer, inverossimilmente, dizer que “talvez tudo mude para melhor” e não “força tudo caberá no meio”. É uma língua fantástica. Sei do que falo.

4-
Enquanto não surge oportunidade de visitar aí o Cometa (que em latim é exatamente igual) vou protegendo lobos (canis lupus) e olhando o vento que passa.
Estar vivo é esta sensação de paz interior e também esta comichão no pé (será pé de atleta, ou sem tempo para ir ao dicionário cocar e só para o coçar, pedidus atletus?).

5-
“Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.”
Do poema Pedra Filosofal,de António Gedeão, na contra capa do livro “Energias Sem-fim” que com a colaboração do Genin, planejei e agora está em digressão.


* Titulo, que é mais um truque de marketing e que me lembrou a partir de uma situação real. Uma putativa (palavra fantástica, que quer dizer dita) escritora inscreveu o seu próprio nome como marca registrada. Quem o escrever paga direitos. É portuguesa e esquizóide. Não escrevo o nome por razões obvias.
PS Este é o artigo do número de Abril do COMETA, de Itabira, saravá pessoal
 
 
Gosto, discretamente de futebol, aprecio um bom jogo, com uma boa arbitragem (não percebo porque é que não fazem como no rugby!), e os bons jogadores. Detesto a emoção, as falcatruas e o patriotismo. Infelizmente (e com os ignorantes dos protagonistas e a demagogia dos média, agora com HINOS nacionalistas) vamos entrar numa espiral de nonsense.
Espero que a selecção de Portugal perca os três jogos e acabe depressa o mundial. Acho que não pratica um grande jogo, não tem jogadores que justifiquem a ilusão e estou farto do pacovismo nacional.
Aposto na de Espanha, no Brasil o meu favorito, e nas asiáticas. Para ver bom futebol, com bons jogadores e emoção do espectáculo.
E para que este delírio (mas quantos dias ainda faltam? quanto é que vamos ter que aguentar esta chumbada que faz desaparecer as noticias, o mundo, a realidade? e a TSF, quie desde há muito anda pelas ruas da amargura anuncia que vai ser uma rádio noticias exclusiva de bola! fantástico!) acabe mais depressa que Portugal seja eliminado rápido, para que possamos saber do mundo, sem ser à volta desta alucinação e pesadelo ( Portugal a ser apurado!).
E por aqui me fica sobre a redondinha (eu sou homem de ovais, que se agarram melhor!)
 
Monday, May 15, 2006
 
Nada parece fazer sentido nalgumas discussões.
Será que a incapacidade de ouvir afecta os neurónios?
Será que o raciocinio é toldado pela partidarite?
Será que a lógica não existe ou só existe no quadro de alguma racionalidade, que manifestamente desapareceu das discussões sobre os temas mais diversos?
Será que em nome dos bytes ou em nome de um título vale tudo?
Pode ser sobre o Quaresma (...) ou sobre as maternidades, ou sobre o iberismo do Mário Lino, só conseguimos ver um país atolado na sua própria falta de sentido. Estimulado pelos média, que a partir de agora só vão falar de...bola.
Tudo mau, tudo muito mau.
 
 
Uma fila de cerca de um quilometro avançava lentamente por volta do meio dia no Campo Pequeno. Conversas fáceis iam amenizando a espera. Há 6 anos que o Campo Pequeno espera, pela espera.
Agora voltam os toiros e a sua cultura, o seu estar, a sua fraternidade na velha, e agora recuperada praça.
Claro que se falou de uns tontos, que nem sabem o que é um toiro, e que torturam os seus animaisinhos domésticos (e que como disse o Dr. Albino Arroso na excelente entrevista que deu ontem deviam ser taxados valentemente com impostos por posse, sempre que não seja por razões de saude), que vão (para as televisões!) dar espectáculo.
Mas a Festa Brava continuará, enquanto houver ruralidade e enquanto houver quem do toiro preserve o culto, nas suas várias formas, rituais, religiosoas, festivas, gastronomicas, e a este dedique esforço e amor.
Olé, toiro!
 
Saturday, May 13, 2006
 
Não sei quem é um senhor que hoje invadiu os telejornais a apresentar-se como "treinador" de bola dos miúdos. Nunca tinha ouvido falar dele (também nunca ouvi falar das capacidades do "jurista" Santana Lopes e vai facturar fartamente do seu amigo Mexia, da EDP, como ... assessor do dito).
Mas ouvi-o, hoje e 1º o senhor chumbava no meu exame da 4ª classe, pois deu em duas frases 7 erros gramaticais (verbos e sujeitos desconexos, tempos verbais errados, boçalidades) e 2º disse duas vezes uma coisa notável, que só por si devia valer despedimento ou sanção severa em qualquer empresa séria " que entre eles e os jogadores havia muita PROMISCUIDADE", disse-o por duas vezes. Será que alguém lhe pode explicar o que promiscuidade quer dizer?
Isto está cada vez pior.
E agora o Publico pergunta aos leitores se deve (após o título de hoje, digno do pior Crime) colocar uma foto de horror na 1ª página, sem qualquer sentido, à margem de qualquer lógica informativa.
E não posso deixar de referir o nojo que foi ver na TV a reportagem de uns tontos, sem cabelo, nem nada na cabeça a não ser excreta (que eles não devem saber o que é, mas pelo recto sai-lhes a inteligência toda que teêm), uns tontos nazis, a manifestar-se contra o direito e a liberdade.
Claro que eles tem todo o direito de se manifestarem, onde e quando quiserem. E até, sempre o defendi, de terem um partido. Mas a televisão, ou seja que réstea de bom gosto e senso haja nessa, é que devia dispensá-los.
É que eles são aquilo que teêm na cabeça. Execráveis.
 
 
Notável que tenha "escapado" aos média!
A empresa DECO, que agora disponibiliza os seus serviços juridicos para os exportelados do negócia de selos AFUNSA ( o do Martins da Cunha, não esqueçam!) é a mesma que há 2 ou 3 meses numa sua revista "Meios & Dinheiro" aconselhava esses selos (do tal Cunha) como bom investimento, para os seus incautos sócios.
Fantastico.
Também já encontrei o "advogado" Romeu Inglês como defensor do esquema da piramide que, em impunidade total, anda por hoteis de todo o país.
Não há pai para esses defensores do consumidor.
Nós, pelo menos, somos avisados.
 
Thursday, May 11, 2006
 

Um quebra-noz.
É a vida.
 
 
Há 3 categorias de pessoas.
As que nos dão asco. O motivo é por os valores que defendem serem opostos aos nossos ( e esses para mim não tem a ver nunca com as ideias, que posso discordar, mas com a forma da sua defesa, a mentira e a falsidade, a charlatanice e a petulância, e claro com os crimes que cometeram e cometem, esses imperdoaveis, embora sem por tal merecerem, em nenhum caso a morte). Lenine, Hitler, Fidel, Mussolini, Pol Pot, Mao, Trotsky, Franco, Salazar e etc e toda a corja de ditadorezecos, passados ou presentes estão, claro entre esse lote.
Em gradação diferente Chavez, Bin Laben, Bush pai e filho, e outros facínoras do genero. E Carrilho. O insuportável Carrilho. Não há quem lhe ponha o ministério publico em cima?
As que nos deixam indiferente, normalmente são pios, com a Teresa de Calcutá, o Woytila, o Louça, o Rebelo Sousa, o outro (J.) Sousa , a Muznick com quem podemos concordar ou discordar, mas não nos aquecem nem arrefecem, pessoalmente.Não nos tocam o coração. São pios...
E há os nossos, e esses até podem ser caracteres com que discordamos por vezes, como a Helena Matos, o Miguel S.T., o Ash Gordon, o Pannella, com os quais tive contactos mais ou menos "distantes" e os amigos que são os que num tempo ou noutro, numa ocasião ou outra fizeram (fazem) parte da nossa vida e nessa adquiriram significado.
Pode até ter sido (n)um tempo curto (mas quem mede o tempo, se ele continua sempre parado?) mas houve intensidade nesse.
Há três categorias de pessoas. Hoje pensei nisso a propósito do reles Carrilho.
 
Wednesday, May 10, 2006
 

É a mesma, só que agora a pedra foi substituida por ceramica e deram-lhe outro nome.
E juntaram-lhe para igualmente para ser idolatrado os cornos do toiro, ou o quarto crescente, também islamico.
O menino, com a fralda, de pano pois claro, mudada, está aos saltinhos (neste dia acabou por cair na caminhada e ser substituido por uma flor. Nós, debaixo dela, conforme o ritual, nem demos por nada...)
Ganda sem pecado.
 
 

A magna mater, prenha de vida, após fecundação apropriada, mas antes de se lhe romperem as águas é idolatrada em templos cristãos do nosso país. Pois como houvera de ser o contrário?
Sempre virgem? Sem pecado?
 
Tuesday, May 09, 2006
 
A tradição no futuro arrisca a ser só memória. Talvez venha a ser essa a realidade da Agenda 21 local de Barrancos.
Enquanto discutíamos, longe dos perniciosos partidos locais, afastados do "me disseram" e às claras e assumindo identidade, na Assembleia 21 local eramos apanhados pelo encerramento parcial dos CTT e tinhamos que pensar que a EBI se arrisca a se tornar uma escola só de 1º ciclo (e mesmo esse até quando?). Mais casas estão devolutas no concelho, que com o tempo, todos os dias diminui a população (mais dois velhotes que passaram).
A Agenda 21, sem os partidos locais, como momento de reflexão, como polo de sustentabilidade é mais, é muito mais, participada e interventiva e produtiva que a Assembleia Municipal, onde os partidos locais e a "chicana" dominam, ou o Executivo onde as decisões (boas ou más) são apresentadas, nessa excrecência absurda da revolução de Abril que é um pretenso governo onde está presente a oposição.
Mas não há varinhas mágicas. A realidade vai-se impondo.
Esperando que os prognosticos de James Lovelock não se concretizem, é que se tal não acontecer vai ser preciso muita imaginação para sobreviver no mundo e no pais, da tradição, da ruralidade, do futuro.
Haverá sempre memórias?
 
Sunday, May 07, 2006
 
Ontem foi um dia de "convivium" e obviamente do que o acompanha, comida, copos, risos, conversas, música e canções. E risos (será que me estou a repetir?).
Obrigado ao António (e haviamos muitos!) e à Helena. E a propósito do excelente sarapatel ( do fricassé não há estória!, na História) aqui deixo uns apontamentos que ficaram em gestação:
(...)
“A cultura que é o conjunto das praticas colectivas universais”. (Levi-Strauss)
E sem cultura não há humanidade nem mesmo natureza ou meio ambiente, pois somos nós quem controlamos a vida na terra.

“Os afrodisíacos são a ponte entre a gula e a luxuria. Suponho que num mundo perfeito, qualquer alimento natural, saudável, fresco, atraente para os olhos, saboroso, ligeiro- isto é as mesmas virtudes que desejamos no nosso parceiro- seria afrodisíaco, mas a realidade é muito mais complicada. Na procura incansável para fortalecer o frágil membro masculino e curar a indiferença das mulheres distraídas, chega-se ao extremo de engolir pó de baratas. “
in Afrodite de Isabel Allende

As regiões podem-se definir do ponto de visto bio-geográfico ou cultural, caracterizando-se por especifícidades de organização e desenvolvimento agrícola e por diversas tipologias de ocupação populacional.

No quadro da região temos uma oferta de produtos com características e certificados próprios que criam os pressupostos da sua afirmação, os quais devem resultar da criação de ganadaria (ovinos, suínos ou caprinos) ou de silvicultura (oliveira, vinha, amendoeira, etc.), características do clima e pedologia, específicas, que lhes dão identidade.

Neste âmbito, é-nos referida a macro-região Mediterrânea e os elementos da sua dieta alimentar, em contraponto com o Norte da Europa. É nesta zona (Mediterrânea) que assistimos ao desenvolvimento de elementos gastronómicos ligados às formas de ocupação do território, como o cereal, o azeite, os frutos e os vegetais, o peixe e o vinho.

Estes elementos tradicionais, durante muito tempo depreciados, são hoje vistos como necessários a uma alimentação equilibrada e estratégicos na promoção de uma gastronomia local.

Actualmente, não podemos ignorar o carácter global do mundo em que vivemos e a internacionalização das economias, das sociedades e das culturas. Elementos de refinamento culinário, como sejam produtos específicos integrados com mão de artista nos receituários tradicionais ou elementos da chamada "nova cozinha", estão presentes na oferta gastronómica regional.

A Gastronomia é um componente essencial da identidade cultural dos povos e é através desta que revelam tradições e hábitos, sendo inquestionável a sua importância como mobilizadora de fluxos turísticos. preservação da identidade local ou regional e salvaguardar a história e a tradição que lhe estão associadas.

É importante valorizar os produtos tradicionais de forma a integrá-los no âmbito da oferta turística local e regional e, nesse contexto, despertar sinergias de mobilização estratégica..

E agora vamos até esse produto do Mediterrâneo e do Oriente que á a comida Goesa.

“A menor semente conhecida torna-se a maior das hortaliças (a mostarda)."
Parabola do grão de mostarda do Evangelho S.Lucas (4-30, 31, 32) (...) Culto, hem?
E segue-se a estória do dito "bicho", ontem deglutido...

Comida e religião se juntam no pitéu!
Goa, quantos Guardiães?, quantos herejes?, quantos?
 
Saturday, May 06, 2006
 
Fantastico.
Como jornais que publicam CONSTANTE MENTE (atenção que isto não tem a ver nem com a sr.a Constança C.S., nem com a da festa e festança! embora esteja lá sempre) mentiras e com chamadas a primeira página continuam a, apesar do seu enorme contributo também para a degradação ambiental! ,a, ter venda.
Deixei de comprar o EXPRESSO há 10, 12 anos aquando de uma nojenta campanha publicitária. Pois é do que o povo gosta (pão e circo) e essa campanha que devia ter atirado o Expresso para a falência...aumentou a tiragem. As mentiras, as aldrabices, os compadrios continuaram a imperar ( e um abraço para os meus amigos, que não nomeio, que continuam trabalho sério apesar de arquitectos e outros...) por aí. É fantastico que nem sequer desmintam, ou peçam desculpas em 1ª página pelas mentirolas da semana anterior. Continuamente as 1ªs teriam uma "caixa!"
O Público, pela mão do camarada censor ( o Henrique era com o Espada o guardião da ideologia sagrada, MaoZe Dong, e vejam!), vai pelo mesmo caminho (o passado nunca esquece!). Ainda o compro ás vezes, por causa dos suplementos...
Não vejo Sol (olhem quem!) que anime a seriedade noticiosa (eles estão todos comprados, (ver artigo de Rui Tavares no Publico de hoje, notável), e pese o actual DN ter melhorado muito, ainda é pouco...
Não haverá, por aí, quem queira (alterando o grafismo, a paginação, a distribuiçãoe a página net?) fazer um Cometa? (alló, alló Marcelo quando paga a grana de toda a publicidade que estou prá qui fazendo??)
Saravá aí pró pessoal...e aguenta a cachaça fria que, algum dia, estou chegando ...
 
 
Brilhante a exposição do World Press Cartoon, onde embora com lamento de não ver nenhuma "charge" do "meu" ilustrador e amigo Genin, vi dois desenhos do jornal com os melhores ilustradores do mundo (O Cometa de Itabira!).
E fiquei curioso de ver no proximo ano os cartoons (ou pelo menos os melhores) do Mahoma. É que há alguns fortes sobre o catolicismo, que merecem o registo no livro de reclamações (????) mas nenhuma manifestação de uma turma incendiária.
A liberdade é só uma e o direito dessa, a essa a sua lei.
Contra toda a intolerância, sem algum Voltaire (notável o artigo de Goytosolo, ontem no El Pais, para acabar até com os mitos múmia) mas com todo o espírito, enquanto a carne o alberga.
 
Friday, May 05, 2006
 
Talvez, talvez seja área onde o subjectivo, a diferente sensibilidade pessoal, a cultura no sentido dos adquiridos que o tempo nos propicia, a história seja essa os percursos e a vida nesses, talvez seja uma área onde alguma subjectividade é permitida.
E digo talvez, sendo que consigo aplicar essa mesma subjectividade à pintura, à música, à gastronomia (que também é uma aprendizagem), a qualquer outro referente que se denonime arte.
Talvez.
Gosto, não gosto.
Não sou apreciador da poesia de J. Sena (ver por exemplo o seu Pais dos Sacanas) que acho tem a dimensão do personagem (que se considerava ao nível do Fernando Pessoa!).
Mas sou muito selectivo na poesia. Camões, Pessoa, Sophia, por razões também afectivas Gedeão, o meu primo Ary, e aqui e ali algum poema de algum outro. Dos nacionais.
E ainda em língua portuguesa para a sr.a que simpáticamente mencionou o insignificante,o anti-Sena!

«José»
Carlos Drummond de Andrade

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
 
 
Vale a pena usar os nossos direitos. E não nos calarmos, perante atropelos ao direito a um consumo com justiça.
Enquanto continuo à espera que a FNAC seja obrigada a trocar o teclado do meu computador, dado ter sido a essa empresa que o adquiri, e que tal seja feito na hora, ou com um computador de substituição!!!, enquanto continuo à espera que a reclamação que apresentei contra o livro de reclamações seja analisada (alô, alô ???), enquanto espero recebo, hoje, um telefonema da gerente do balcão de Campo de Ourique do BES, Banco Espírito Santo.
Durante 43 minutos, pediu-me desculpa por 7 vezes ( o que aprecio, pois não há como reconhecer os erros).
Claro que esses eram por "lógicas" do sistema bancário, processamento errado dos serviços centrais do BES, distracção "dela" própria, erro de avaliação dos seus colaboradores, um dos quais até ficou com a responsabilidade de apesar de eu deixar com ele um documento escrito ter "pensado" que eu queria fazer outra coisa.
Foram 43 minutos em que fiquei a saber que as mudanças de gerência no BES são feitas às cegas, que falta formação adequada a alguns funcionários, e que vão "procurar" devolver-me o dinheiro que por "erro" me foi exportelado, e mais uma vez desculpas, e não feche a conta aqui no banco, e desculpe mais uma vez.
Claro que tudo isto, estas desculpas todas aparecem depois de ter apresentado queixa por escrito ao Banco de Portugal.
A sra. gerente devia ter-me telefonado há...um ano...quando me comecei a queixar, aos seus colaboradores e teria evita tanto gasto de uma só palavra.
Mas, tenho que reconhecer que foi uma conversa simpática, e que lhe terá sido dificil, e que mais vale tarde que nunca.
Sendo responsável (a minha família...) pelo Espirito Santo (no século XVII, quando a trindade se bifurca, (segundo a genealogia... familiar...) verei se os Salgado (que veêm do mesmo lado) continuarão a ter conta.
Vale a pena usar os nossos direitos!
 
Thursday, May 04, 2006
 
Um dos fabulosos filmes que já vi é o filme/documentário da Agnes Varda "Os respigadores". Trata da colheita após a colheita, do aproveitamento após o desperdicio, da recuperação do bom do lixo, tudo num quadro de critica á sociedade desperdiçada em que vivemos.
Recentemente no El Pais relatavam uma história de ricaços que, em Manathan, viviam da recuperação dos desperdicios de outros ricos, sem gastarem um tostão, comem do bom e do melhor.
Pois sugiro que se algum jornalista, a sério, ler isto que faça uma busca, por exemplo em Lisboa, pelas 9 da noite à porta de alguns supermercados, que fecham a essa hora, ou noutros igualmente à hora do fecho (10 ou 11)
Sem que saibamos (e os jornalistas ou distraidos ou a mando do director, editor, chefe de redacção, chefe de turno, editor do fecho, etc., etc não relatam, não informam.) o país está cheio de gente que vive do lixo, que já se chega a guerrear por este ou aquele caixote.
Mas o país sabe tudo do Dino (quem é? onde está? o que faz?) e sabe tudo das coscuvelhices de umas assinaturas falsas que não adiantam nem atrasam nada, sabe o trivial disto e daquilo e não sabe, escondem-nos a realidade.
E depois, ainda tem lata para se escandalizarem, e dizerem que não sabiam? Para nos escandalizarem?
Mandem à fava o editor, esse do fecho, o de turno, o chefe de redacção, o editor do não sei quê.
Digam, digam-nos o que se passa debaixo dessa agitação frenetica que publicam, escrevam a realidade. Nua e crua, que essa é que alimenta hoje milhares de portugueses, directamente dos caixotes, do lixo.
 
 
Está agora na moda ser liberal, com mais ou menos cabeça, com esta ou aquela referência, com o lado esquerdo ou direita.
Eu que desde 1976, sou membro, com saltos anuais, de um partido liberal, libertário, não violento, anti-proibicionista, radical, e etc. sinto-me muitas vezes cercado, por estas multitudes que apreenderam o liberalismo no Hayek ou no Popper (de direita) e que desconhecem o Bobbio ou o Rosselli, e que nunca deram a cara por nada, por nenhuma campanha, por nenhums direitos.
Algum do liberalismo nacional (sobretudo na versão Atlântico), actual, é, desculpem a expressão, um peido, é so ar e cheira mal!.
A propósito do novo e insgine significante (he, he) duas/três respostas globais:
1- A charge de Genin surge ligada ao artigo em que abordo a beata Lúcia, onde "bebo" na Religiosa de Diderot, além dos clássicos marqueses, e foi publicado muito antes dos cartoons do Mahoma, etc.
2- Quando digo que só o sagrado é sagrado e que dele está excluido a razão, é isso mesmo que quero dizer. Não há racionalidade em nenhum sagrado (por isso é sagrado), mas claro que para os seus sequazes, qualquer que ele seja é sagrado.
Eu próprio tenho (e muitos..)os meus sagrados! O sagrado é individual, e mutável, e tem com fronteira a sociedade, mesmo onde está instalado, e os seus direitos ,dessa, para além desse, sagrado. Ou deveria ter.
Quantos crimes em nome de Deus, quantas dívidas a Cesar...
3- A liberdade de pensamento, o direito ao direito, o bater de asas da borboleta são valores liberais.
Intangíveis (queira esse palavrão dizer aquilo que quer dizer, he, he) mas não sagrados, que isso é outra história.
 
Wednesday, May 03, 2006
 

O Insignificante passou os três (3) anos de vida, com uma media de 250 posts por ano, ou seja 3 em cada 4 dias.
Ao iniciar o 4º ano vai colorir-se de imagens. Raras mas significativas.
Esta aqui ao lado ilustrou artigo meu, já aqui reproduzido no jornal de Itabira, o Cometa. A charge é do Genin. Não houve protestos de massas hululantes na rua, não lhe quiemaram a casa, muitos criticaram.
Só o sagrado é sagrado e o direito à razão está dele excluido.
 
Tuesday, May 02, 2006
 
O Insignificante vai passar, também, a visual.
Esta 1ª foto, ainda na fase experimental mostra documentalmente a importância das estabelecidas comunidades judaicas em Sefarad sendo que é uma pedra tumular do século III ou IV, de muitas que foram identificadas no cemitério de Evora Monte.
Fica o registo, continua a história que só as pedras e a memória delas conta.
 
 
 
 
É a sustentabilidade em acção, na Ovibeja cada espaço é mostra que há um caminho, há uma possibilidade, há energias que se podem agregar em futuro. A partir da terra, com o gado, com os produtos desta, com o artesanato, com o turismo, com produtos certificados, com as gentes, com a capacidade de invenção.
Na Ovibeja o melhor do Alentejo, o melhor do mundo dá um ar da sua graça, do seu profundo.
Dispensavam-se bem políticos sem estatura a põr-se em bicos dos pés para o telejornal, independente da sua altura que para aqui não é chamada, pese quem achar o contrário.
 
civetta.buho@gmail.com

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