insignificante
Friday, September 30, 2005
 
Falo assaz bem 5 línguas, noutras duas faço-me entender coloquialmente e compreendo, e com alguma dificuldade, chego a outra.
Mas o meu sonho é, seria que o meu aire de broca chegasse a todos as línguas, toda a flexibilidade dos sons a construir discurso, sentido.
A música é também isso, um sentido para os sons e silêncios, a harmonia desses resultante, ou a desarmonia.
A criação, recriação dos sons, das linhas melódicas ou das rupturas, do fluído ou do corte, pelo silêncio ou de outro ruído, que o silêncio também é.
A arte, como o exercício do palato é essa descoberta, e a sua conjugação articulada ou desarticulada no seu sentido.
Gosto dos sons.
Com o Pedro Caldeira, meu velho amigo, apesar, e por isso mesmo, de todas as divergências "ideológicas", escrevi sobre, ouvi jazz, e também me enamorei desse som como sexo.
Com o irmão o Zé Ernesto Rodrigues, e o Guilherme, e os amigos colaboradores, e ontem com o Manuel Mota, no CCB, numa organização do meu velho amigo e camarada R.E.P. e da Granular, ouvi uns sons "marados".
Que dão como referi uma grande pedra, no "bom" sentido, pois são as desarmonias que contróiem uma vitalidade, a vitalidade, o som onde se descobre sentir, sentido.
No carro vim a ouvir o CD.
Cheguei nas nuvens.
Este som que ser perde na perdição é uma nova energia.
Que ilustrará, a seu tempo um filme suave, sobre essas.
 
 
Imagino que teria preferido ser colhido na arena, por um toiro, ele que não sendo um toreiro para a história era valente e sobretudo um amante das tradições e das gentes que as fazem e reconstróiem no quotidiano.
Imagino que se o viu surgir poderá ter imaginado o Islero, o seu.
Era um amigo dos toiros, dos cavalos, da lide, das várias corridas que há na corrida.
Era um amgo de Barrancos. Um grande amigo, que não iremos deixar de recordar, que esteve presente quando foi preciso.
Numa passagem de nível, sem nome, morreu o João Vilaverde.
Que se junte nos prados imensos aos toiros e toreiros que lá estão, no perpetuo baile do destino.i
 
Thursday, September 29, 2005
 
Em foruns de discussão o tema das autárquicas vai fazendo caminho. O poder político, quem o exerce, as opções que toma, os projectos que apoia ou defende tem que ver com o que é fundamental, o nosso espaço de vida, a nossa convivialidade e o ambiente urbano ou e rural dos nossos concelhos.
O financiamento, a gestão deste, a forma de proceder aos investimentos, a lógica de aproveitamento (ou não) dos programas nacionais e, ou comunitários, a ligação ou interligação municipal e as dinamicas de transportes, resíduos, gestão de espaços verdes ou co-gestão das áreas protegidas, tudo isso tem que ver com o ambiente, a cidadania, a sustentabilidade.
Numa das listas (foruns) a Ambio, que é sobre ambiente houve quem achasse que discutir política não caberia nesse espaço.
Mas então nada caberia, se nos referirmos à definição elementar de Aristoteles....
Infelizmente também o nosso problema é não ver qualquer luz a iluminar a escuridão.s
 
 
Hoje uma reflexão sobre direito e cultura:

As palavras são diferentes umas das outras porque representam coisas diferentes. Penso ser demagógico pretender que sendo diversas queiram dizer a mesma coisa (por exemplo comunismo igual a fascismo, escamoteia que sendo dois sistemas anti-liberais tem, entre si, diferenças significativas por isso significam-se com palavras diferentes!).
Não vejo onde o direito e a identidade cultural possam colibir com a liberdade individual, excepto numa deturpação do que é cultura.
Já estive num debate com uma sra. Prof. universitária São Tomense que defendia a excisão do clitóris, como direito cultural.
É claro, conforme a interpelei, devido a um conceito de cultura nos antípodas desta, ou da definição desta pela Unesco.
Os direitos civis, no quadro da carta das Nações Unidas, impõem os limites a partir dos quais o direito cultural se estabelece. Este não pode infringir os direitos, liberdades e garantias.
Não é a cultura o que avilta o homem!
Mas revela, é, um dos princípios do totalitarismo, uma visão distorcida, a que em nome de uma racionalidade (definida por quem? a não ser pelos direitos cívicos universais) procura impôr, em áreas como a língua, a gastronomia, a festa, o relacionamento e a iniciação, os hábitos uma universalidade que não pode existir no quadro da diversidade socio-cultural.
Opressão individual é sim o não reconhecimento dos direitos culturais, no marco que é a definição dos mesmos pela UNESCO.
 
Wednesday, September 28, 2005
 
Como sabem os que me conhecem penso que por aqui e ali há excelentes candidatos.
Como referi na minha despedida na Assembleia Municipal de Barrancos (para a qual fui eleito como independente pela C.D.U.) em locais diversos do país apoio, individualmente, junto de amigos ou através de colaborações candidatos de diferentes partidos.
Por serem pessoas de bem, e posso dizé-lo porque os conheço, por terem construído campanhas e desenvolvido programas exemplares, por terem capacidade de acção, no que acho que é a melhor sustentabilidade do território.
Dou casos:
Em Alfandega da Fé, o P.S. apresenta Berta Nunes para a Câmara, sei do percurso de vida, pessoal e profissional dela. Exemplar. Sei das capacidades e qualidades e do que é capaz. Para ela uma mézinha, que também as sabe usar.
Em Cascais, o P.S.D. renova a confiança em António Capucho, e bem. Porque depois do autarca, agora bandido/Judas, voltou a colocar Cascais no caminho de uma boa gestão e fez, refez quando pode obra. É um homem sério.
Também em Oeiras, bem fez Marques Mendes em apoiar Teresa Zambujo. Só a conheço do trabalho feito e de uma notável entrevista na SIC/Notícias. Das vezes que a interpelei, por escrito, sempre tive rápida resposta. Oeiras continuará em boas e limpas mãos se votar nela.
Em Espinho, os meus compadres candidatam-se. Estaria tudo dito se não disse que são meus compadres porque os adoptei, e a Anocas. O José Regedor e a Carminda Moura (ela para a Câmara) tem um percurso de vida cheio de envolvimento com causas, cheio de envolvimento com pessoas e com ideias. Hoje estão com o Bloco de Esquerda. E bem, porque aqui há que formar alternativa a partir do passado, com os pés no presente e projectos para a leitura do futuro. Espero ver a comadre na vereação.
Em Lisboa, espero que contra o candidato infame ganhe o Prof. Carmona Rodrigues e o P.S.D.. Tem capacidade pessoal, profissional e política. Tem projecto para Lisboa e agora asas para voar.
Votaria, todavia, na lista do Bloco, no Sá Fernandes, que é um autêntico provedor do ambiente e cidadania e nos meus amigos alfacinhas, dos quais saúdo particularmente o 2º da lista o Paulo Trancoso, que conto ter como vereador para continuar as ideias do Gonçalo.
Não quero deixar de referir uma campanha que teve um processo de geração exemplar, com identificação dos problemas, estudo de soluções, constituição de uma equipa, e que além disso tem um protagonista sério e capaz, com experiência política.
(Nas Caldas da Rainha continuo a ser dos únicos que derrotou política, civica e judicialmente o Presidente da Câmara, que por patada ou ignorância de Marques Mendes foi classificado de
exemplar... Já aqui falei dele. )
Teria um grande prazer em ver o António Galamba no dia 9 ser eleito com uma grande votação, e que essa chegasse para mudar as águas mornas, também de muita modorra e belhardice...
E claro aqui deixoo meu empenho e amizade na eleição das listas da C.D.U., em Barrancos, e meu amigo António Tereno. Muita falta fez ele a Barrancos durante estes 4 anos. Projectos borregaram, a lógica sócio-cultural foi-se esfumando, o que faz Barrancos e nos justifica foi-se esvaindo como areia numa mão. Há que revitalizar o tecido sócio-cultural, cumprir as obras empatadas e desbolquear ideias e futuro. António Tereno e as equipas que formou os projectos que apresenta são os que garantem a continuidade e futuro desta minha terra. Lá estarei a partir de sábado. A estender a mão e a empenhar-me, olhos nos olhos.
Outros, muitos outros (ou melhor alguns outros) poderiam estar aqui.
Deixo, aqui, uma mão cheia de autarcas de pontos diversos que me merem estima, consideração e apoio.
 
Tuesday, September 27, 2005
 
A democracia, o regime democrático, com todas as suas agruras, no que toca a formação do poder político, permite, ou melhor tem uma mais valia sem preço.
A liberdade de expressão e de pensamento (opinião).
Embora não esteja, pessoalmente completamente satisfeito (e um dos convites que tenho poderá dar outro ar ao pensamento radical....) , penso que um jornal regional (Gazeta das Caldas) onde, neste momento irregularmente publico umas coisas, um simpático jornal do Brazil, de Minas, de Itabira, um Cometa,onde conto mensalmente, e este blog mais ou menos diario, além de epístolas com que admoesto este e aquele, ou telefonemas, para além do empenho nas questões que me envolvem na terra dos meus maiores, hoje também minha (Barrancos), tudo isso permite-me suficiente espaço para me sentir civicamente vivo.
Muitos jornais onde colaborei e onde criei empatias (recordo a Voz do Povo, do fim, o Diario de Lisboa, do fim, o Imenso Sul, do fim, não esquecendo gazetas várias) não me davam a paz de espírito que me dá o blogamento, e a liberdade deste (e o resto claro).
Estou, todavia, numa encruzilhada, todos estamos sempre no caminho, que nos leva o caminhar... Onde me levarão as "sandálias" e o vento??
 
Monday, September 26, 2005
 
De um artigo de James Carroll's, retirado do Commondreams, sobre Roma....

Across the canyon walls of stripped brick and broken columns, connoisseurs of history declaim with spray paint, ''Stop the war on Iraq!"
To the American eye, the word ''on" leaps out of that slogan. Wasn't it in Latin class that subtleties of the preposition first showed themselves?
In the United States, George Bush's war is defined as ''in" Iraq, but in Rome, as always, the harsher truth of the imperial impulse is clear.
A língua tem subtileza espectaculares.
 
 
A menos de uma hora de Lisboa estamos no país profundo, no país mais retrogado do país, o país das terras conventuais, da micro propriedade, da pêra-rocha, das hortaliças.
O país mais reaccionário e conservador, onde é possível um carroceiro ser presidente de Câmara há vinte anos e a única obra é ter destruído o centro urbano, enchido de fontanários o mundo rural, e adquirido bens e fortuna. E é possível esse labroste ser considerado autarca modelo pelo Marques Mendes, que ao fazê-lo esborra toda a pintura, que ao afastar os bandidões Valentim e Isaltino o tinha feito subir uns centimetros e aproximar da tona de água.
Este país vai mudando, com a modernidade e a cultura, mas talvez ainda não seja desta que a mais bela Lagoa de Portugal venha a ter quem a ama e dela saiba tomar conta a dar-lhe os seus cuidados... ou....quem ...sabe....
 
Sunday, September 25, 2005
 
Há um tipo de ilusionistas, que mentindo, fazendo fugir o olhar, inventando casos, deturpando a história, fazendo baixarias, fazendo do seu miserabilismo político e intelectual doutrina, conseguem uns minutos de fama, e como sabemos é essa que vende num mu7ndo mediatizado (nunca como é obvio o desmentido da mentira já publicada tem a mesma força desta).
Entre esses vendedores da banha de cobra está o troskista Louçã, o António que o irmão, na sua área de especialidade (a Economia) é, apesar de poder discordar dele e dos seus conceitos do século XIX, sério.
Pois esse ilusinista de vez em quando tira uns coelhos da cartola, inventa deturpa, deambula. Tudo para se publicitar e vender as suas nauseabundas teses.
Mente descaradamente, altera os factos, interpreta-os á luz do trosko-stalinismo.
O seu livro, hoje (como alguém me explica?) publicitado pelo jornal Público é um asco.
O senhor noutros tempos seria corrido, não a picareta que penso ao contrário desses individuos que a liberdade de expressão é sagrada, mas com umas valentes bengaladas.
Que aqui deixo, como refere o Eça, em retórica.
 
Saturday, September 24, 2005
 
Este país não tem emenda.
Agora um vate, com os seus duzentos anos de pedra lascada, vem dizer que quer aparecer na televisão, certamente para promover os seus banais livros e a sua prestimosa poesia.
Será que já não tem amigos?
Será que ninguém lhe diz que o pior cego é o que não quer ver?
Será que agora aos bandidos candidatos teremos que juntar um candidato, por dor de cotovelo, e por vaidade (despeitada)?
Este país não tem emenda.
O ridiculo já não nos provoca sequer um esgar.
 
 
Do Brazil pedem-me para explicar melhor isso do candidato-bandido.
Penso que cerca de 70% dos actuais autarcas ou ex-autarcas deviam estar atrás das grades por expoliarem o erário público, auto-financiarem-se, financiarem os seus partidos, os "amigos", as ex-mulheres, as protitutas (no caso de Amarante), por traficarem áreas classificadas a troco de sabe-se o quê.
Temos casos exemplares este ano.
Temos um candidato indiciado judicialmente por desvio de avultadas verbas para a conta de um "sobrinho" taxista, outro já condenado, que sabemos é responsável por crimes de sangue, entre os quais o do próprio irmão, outra recém foragida indiciada por trinta crimes de peculato e corupção, outro que desde a vigarice da batata, na Guiné (facturava o dobro do que vendia), a golpadas com cheques sem cobertura, a vigarices com a bola tem de tudo, outros estão na calha, quais Judas e prontos a venderem-se por quaisquer trinta dinheiros.
Mas há mais, os que enriqueram fraudulentamente, os que batiam nas mulheres, os que são administradores (ou as mulheres) de empresas que tem contratos com as suas autarquias.
Isto é tudo uma vergonha, ao nível do vómito.
Este país exportou, sem vergonha, o mensalão e o mensalinho, meus irmãos.
Este país não tem ponta por onde se pegue que não esteja na merda. Com todas as letras.
 
Friday, September 23, 2005
 
Directamente do Cometa, o jornal de Itabira que Carlos Drummond referia tê-lo inventado para este blog:

Bilhetes, de cá.

“Para compreender temos que nos transformar”, St.Exupéry

1- Começo estes bilhetes com uma história, a história do elefante do Indostão. Sem comentários.

Os cegos e o Elefante!
(“The Blind Men and the Elephant”, John G. Saxe in Kayser News. USA, 1965)
Era uma vez seis homens do Indostão,
Desejosos de muito saber,
Que foram ver um elefante
(Embora todos fossem cegos)
Para que cada um pudesse observar
E satisfazer a sua curiosidade.

O primeiro aproximou-se do elefante,
Desgraçadamente chocou
Com os flancos rugosos e maciços.
Sem mais, ele gritou:
“Deuses Poderosos, como este elefante
se parece estranhamente com um muro!”

O segundo, ao apalpar as defesas,
Gritou: “Oh! que temos por aí
Que seja tão redondo, tão liso
E tão pontiagudo ao mesmo tempo?
Quanto a mim, já sei: este fenómeno de elefante
Parece-se estranhamente com uma lança!”

O terceiro, ao aproximar-se do animal,
Agarrou por acaso
Com ambas as mãos
A tromba ondulante:
“Já sei, já sei, este elefante
Parece-se estranhamente com uma serpente!"

O quarto estendeu uma mão febril
E encontrou as pernas do mamífero:
"Aquilo com que se parece este animal fabuloso
É muito simples, por minha fé!
E evidente que este elefante
Se parece estranhamente com uma árvore!”

O quinto chegou-se, por acaso, à orelha:
“Mesmo o mais cego dos cegos, disse ele,
Pode dizer com que é que isto se parece.
Contradiga-me quem puder, parece-me
Que esta maravilha de elefante
Se parece estranhamente com um leque!”

O sexto, mal tinha começado
A apalpar o animal,
Agarrou com ambas as mãos a cauda
Que se encontrava à sua frente:
“Já sei, gritou ele, o nosso elefante
Parece-se estranhamente com uma corda!”

E foi assim que estes homens do Indostão
Discutiram largamente,
Cada um certo da sua opinião,
E não querendo largá-la,
Cada um deles com um pouco de razão
E todos estando completamente enganados.

2- Acompanho a crise no Brasil, além da leitura da Veja e de jornais e blogs online brasileiros, com o que vai sendo publicado em Portugal (quase sempre transcrições sem imaginação nem investigação dos jornais brasileiros) e em Espanha (com alguma interpretação!).
Surpreendentemente o jornal da esquerda de Porto Alegre (embora financiado pelo capital monopolista françês!, que paga a edição), o Monde Diplomatique, continua a ignorar olimpicamente a crise brasileira e suas consequências.
Faz-me lembrar quando Gorbachov, com o império já a desmoronar-se foi à R.D.A. e se despediu de Honecker com um grande beijo na boca.
Ignorar a realidade, não ver, não ler é infelizmente onde toda esta esquerda se tem vindo a atolar.
Como diz,adaptado de memória, Mário Quintana não sendo a escrita/leitura que muda o mundo, são as pessoas que escrevem, leêm, que veêm, que ouvem a realidade que o podem fazer.

3- O pêndulo político balança para a direita (ou para a alternância), na Polónia, na Alemanha onde o retorno dos conservadores vai recompor o equilibrio europeu ao centro (após a vitória dos socialistas em Espanha e Portugal e dos centristas de Blair em Inglaterra). O mundo vai todavia oscilando cada vez mais para o desastre, sem-fim.
A continuação das guerras do Império no Afeganistão (silenciada dos média) e do Iraque (que também com o desgaste se vai tornando menos mediática) as duas arrastando a economia global (e a do Império mais que as outras) para o colapso (onde o caso do Katrina com a incapacidade dos sistemas de protecção e minimização dos impactes, para além da necessidade de se reanalizar de todo o sistema de assoreamento das zonas húmidas e de manglar para urbanizações e portos, e olhar o dedo que aponta as alterações climáticas estar no olho do dito furacão!!!!).

4- Não deixa de ser curioso um comunicado atribuido à AlQueda que refere que esta Katrina, (sendo que os furacões são sempre honrados com nome de mulher) é castigo divino sobre os pecadores…
Pecado onde a responsabilidade humana não é obviamente, como referi, negligenciável, mas que nos conduz mais uma vez ao discurso teológico, do bem e do mal, quem decide o quê e porque razão acreditamos ao não no escrito, porque razão acreditamos ou não na interpretação do dito ou escrito, porque razão pagamos ou não para uma imaterialidade travestida em poder sobre as mentes por intermédio ou não de outros humanos.
Referi que mencionaria o livro os “Papas Perversos” com mais detalhe, assim como o notável manifesto anti-inquisitorial “Cavaleiro Oliveira”, que foi queimado em éfige (qual Salman Rushkie!!!), por não ser alcançável pela mão e o fogo do Santo Oficio, fica para próxima.
Vivemos tempos controversos.
Quando surgiram os para-raios e os padres os instalaram nas igrejas, face ás interrogações porque não confiar na protecção divina a resposta foi-porque não custa ajudá-lo.

5- Ajudar as palavras a estruturar-se em discurso e este a fazer sentido é nesta língua em que comungamos verbos e substantivos uma aventura.
Do Brasil chega-nos agora com uma imigração que se expande com a bandeira dos centros urbanos para todo o interior, novas palavras muitas que recuperam o português antigo e o tornam belo.
Como uma legenda! Sem propina!
 
Thursday, September 22, 2005
 
Mão amiga fez-me hoje chegar o facsmile de um documento notável.
Para juntar aos bandidos…
Transcrevo:
#
Lisboa, 15 de Fevereiro de 1935

Exmo Senhor

Com os nossos melhores cumprimentos, vimos rogar-lhe o favor de fazer afixar no nosso “placard”, no próximo domingo dia 17 do corrente, (este entre vírgulas sublinhado) a seguinte noticia (só depois das 14 horas):

Lisboa, 17 – O sr. General Óscar Carmona foi hoje reeleito Presidente da Republica numa colossal votação.

Encontrando-se nesse dia encerrada a estação telegráfica aí, não queremos deixar de dar essa noticia em primeira mão, pelo que desde já muito lhe agradecemos e nos confessamos

De Vª Exª
Mto Att Vends e Obgds

O Chefe dos Serviços De Propaganda e Expansão

Carolina Homen Christo (a assinatura é manuscrita) #

Numa altura em que candidatos bandidos proliferam, com ou sem processos judiciais em curso, numa altura em que candidaturas fantasmas exportelam o erário público e contribuem, uns como os outros, para o definhar do envolvimento cívico, numa altura em que este só se consegue envolver no boca a orelha de desprezo que domina o que resta da “civitas”, poder falar, rir e chorar são formas de mostrar que continuamos.
Vivos!
 
Wednesday, September 21, 2005
 
Num antigo restaurante moçambicano, em Lisboa, agora reconvertido em local de passagens, um grupo de amigos festejou a continuidade, de que fazemos vida.
Lembrei o Bakunine e as suas festas sem inicio nem fim no correr, ao correr das conversas, "liberais" que tivemos e que porque a amizade é reencontro continuaremos.
Falámos de liberalismo de direita ( e também da defunta esquerda), da outra esquerda e de bom senso, galhofámos sobre bizarrias de outros tempos e entre o cuzcuz e o sumo de uva ou tomate sentimos os minutos a passar, com o tempo a cavalgá-los.
Foi bonita a festa pá, e o que é importante é que com saber, sabores e sentidos a façamos permanente...
Permanente no nosso país é o escandalo e a vilania.
Agora a noticia, as noticias centram-se nos candidatos #bandidos#, na feliz e acertada catalogação de Francisco Louçã ( que infelizmente não olha para a sra de Salvaterra...).
É que além dos que são bandidos, vigaristas, escroques conhecidos e que continuam a levar o povo atrás do seu chulé, muitos, tantos outros tem atrás de si golpes e golpes, que coram, deveriam corar de vergonha qualquer catequista.
Mas como diz frei Tomás...
O Estado de Direito é uma lástima, também, no nosso país!
 
Tuesday, September 20, 2005
 
Ontem dirigi ao Director Geral de Turismo, com cópia ao Presidente da C.M.L. a seguinte carta:
(é que parece que andam a gozar, com a malta.)
Ao Ex.mo Director Geral do Turismo

Dra. Cristina Siza Vieira


O turismo é uma das bases de desenvolvimento e da melhor sustentabilidade da economia nacional. O seu usufruto obedece a regras na relação entre o fornecedor e o cliente que são, entre outras, reguladas pelo instituto Livro de Reclamações.

Sobre esse e a sua infuncionalidade venho expôr-lhe dois casos exemplares, solicitando, nos termos da lei a sua resposta a estes.


1- Evito parar na área de serviço da Eurest Portugal em Vendas Novas (A6). Várias vezes que tive que parar aí fui mal atendido e, ou assisti a mau atendimento. Só por pressa ou pressão de colegas não havia até agora pedido o livro de reclamações.
No dia 15 de Setembro não foi esse o caso. Solicitei-o devido à má criação da funcionária e negligente atendimento. Devo referir, ainda por cima, que o gerente do estabelecimento, de forma educada é certo di$ponbilizou-$e para que eu não u$a-$e esse meu direito.
Inutilmente, está bom de ver.
Verifiquei que me era dado preencher a última página do livro de reclamações. Venho inquirir como é possível que esta empresa não tenha sido objecto de contra-ordenações e multas várias; e como é possível que não lhe tenha sido cancelada a concessão?


2- O instrumento Livro de Reclamações, e talvez essa seja a resposta à pergunta anterior, está sujeito a um livre arbítrio enorme.
Se Câmaras há, como a de Oeiras, que com prontidão e eficácia dão seguimento às queixas e agem no sentido de punir os infractores , outras como é o caso da de Lisboa, são neste domínio relapsas exigindo ao cidadão que faz a queixa que compareça de “baraço” ao pescoço e testemunhas da sua probidade num tal dia para poder dar andamento ao processo.
Sei que nos serviços que instruem estes processos, assim como noutros, da Câmara Municipal de Lisboa, o “mensalinho” , a cunha e/ou o facilitismo com que se tratam esses é prata da casa.
Envio-lhe a carta que recebi desses serviços, sem sequer mencionar a conversa surrealista que tive com um putativo membro desses.
Venho face ao exposto solicitar-lhe informação sobre eventuais alterações ao regime do Livro de Reclamações ou se face à sua obvia inutilidade este não deverá ser, em alternativa suprimido.

Com os melhores cumprimentos





d
 
Saturday, September 17, 2005
 
Só hoje tive conhecimento da acção do labroste .
A ordinarice é-lhe estrutural. A ordinarice e não só.
O que toda a gente sabe, e que as Associações de Defesa das Mulheres deviam denunciar, é hoje crime público.
Mas é o indivíduo é um pobre labroste, candidato a um lugar pago pelos contribuintes...
Aprecio, a talhe de foice, o Prof. Carmona Rodrigues, a quem escreverei uma carta aberta, sobre os inenaráveis serviços jurídicos camarários e os "mensalinhos" desses, embora fora eleitor em Lisboa o meu voto fosse para o defensor do povo, Sá Fernandes e a sua equipa"alfacinha".
Voltarei também ao tema.
Para a Joana, a minha simpatia.
 
Friday, September 16, 2005
 
As Felgueiras multiplicam-se pelo país. Venho do concelho mais pequeno do continente.
Aqui os poucos membros locais do PSD decidiram não apresentar lista e incorpar-se noutra que garantisse o melhor para a nossa terra.
Incrivelmente aparece um desconhecido em três ou quatro outdoors, a candidatar-se junto com o CDS e o PPM, numa abjecção chamada Força Barrancos.
Dizem-nos que é gente do norte, que ainda por cima, em total ilegalidade repete os mesmos nomes na lista para a Câmara e Assembleia Municipal.
Tudo em nome dos valores de Felgueiras. A pobridão, o sobrinho e o escarro.
Agora junta-se o senhor Souto, da tal Força.
 
Wednesday, September 14, 2005
 
Juntamente com a conclusão de alguns trabalhitos, voltei ás leituras.
Excelente o livro de António Campos, sobre agricultura e lateralmente sobre alimentação e claro sobre ambiente. Denúncia clara e frontal de quem tem torpedeado a nossa agricultura, do descalabro das sucessivas governanças dessa e do desaproveitar dos ventos.
António Campos é um daqueles socialistas integros que falta faz a este país.
Contra ventos e marés. Socráticamente, falando.
A talhe de foice, sem com isso absolver a inépcia da sua nomeação, que ainda por cima vem no seguimento das dos execrandos Vara e Gomes, há que referir a elevada estatura cívica e a enorme capacidade intelectual e de trabalho, além de um "religioso" sentido de Estado de Guilherme Oliveira Martins.
Que pena as circunstância da sua nomeação.
Tenho a profunda convicção, pelo que dele conheço, que fará um digno e isento Presidente do Tribunal de Contas.
E, ainda com o calor da forja a soprar, refiro duas curiosas edições que devorei hoje sobre Alquimia.
Tómaz de Aquina a surpreeender os que o tinham por simples filosofo e teologo a revelar um conhecedor de química e do seu esoterismo medieval e Mircea Ileade a desvendar a alquimia e as suas ligação à matéria e ao espírito.
O tal que pairava sobre as águas antecedendo-a.
 
Monday, September 12, 2005
 
A ideologia e as formas da sua formação, as linhas que estabelece para penetrar no inconsciente da massa, a forma como conduz essa a defender valores determinados pelos interesses dominantes (da classe dominante, como referia Carlos Marx) é elemento que tem por aqui espaço para grandes teorizações...
Fui ver o "Cinderela Man", que é um filme obvio no que toca a formação de sentido caracteriologico e de lógica no quadro do sistema político americano.
Mas, recordando recentes discussões, é um filme importante para perceber a formação da ideologia americana e o lassez faire social.
É que se não percebermos isso ficamos (ficam) enredados nos velhos delírios troskistas.
 
Sunday, September 11, 2005
 
O Monte Sagrado, Monsaraz, é um dos locais mágicos que conheço.
Nas planícies povos antigos construiram com pedras locais de culto.
No topo do monte camadas de sinais dão sentido ao sacrifício ritual que conforme tradição se realiza nas festas.
No sopé antas, pedras simbólicas, espaços e sons, perpetuam a continuidade.
No Monte Branco entre o pôr do sol e as estrelas, pautadas pela Lua, Vénus, a Via Láctea, o tempo corre sereno e nas palavras, nas conversas que vem da origem do tempo, buscam a iluminação, e os olhares do interior, onde foram inventadas como significantes.
Tudo é magia, tudo são sinais que dão significado ao presente.
Signos...
Insignificantes?
 
Saturday, September 10, 2005
 
Só num país que não existe é que o 1º ministro faz de criado do sr. Belmiro, e ainda por cima sem conseguir fazer uma coisa tão simples como... carregar num botão.
Estamos entregues aos "bichos". Já não se pode descer mais baixo.
 
Thursday, September 08, 2005
 
A língua azul deixa a Extremadura e a Andaluzia com os ganados imobilizados, as feiras reduzem-se a equinos. Por cá além dos delírios avicolas hoje somos surpreendidos por uma banal implosão, que mereceu (por obra e graça de quem???) 1º ministro a carregar no botão (mas porquê???).
O oaís continua a deslizar para o grande esterco.
Telefonam-me à tarde. Das catacumbas antigos companheiros continuam a desafiar-me para voltar.
De Barrancos vejo o resto com a distância e a urgência. As solicitações começam a mexer-me o dedo grande do pé. Se os bacorinhos também se movimentarem talvez saia do casulo.
Já passaram mais de 15 anos...
Tanto tempo, que já estou para padrinho da filha (o) minha afilhada, de guerra.
Quanto tempo dura o tempo que fica no que passa?u
 
Wednesday, September 07, 2005
 
Os campos estão secos. A seca a continuar e o mundo rural vai desaguentar.
O Aqueva enche o deserto de água estaganada e improdutiva (confirma-se o maior charco da Europa!). Não se vê nem uma ave em kilometros, mas referem que este é um dos locais de risco para a gripe das mesmas.
Quem o faz nunca saíu do seu gabinete no Terrero de Paço, como os restantes 30.000 funcionários do Ministério da Agricultura.
Pelos lados de Espanha a vida começa a ser pontuada pelas festas dos povos, Encinasola, Oliva, Jerez, Higuera, Fregenal e finalmente Zafra, já em Outubro.
Em Portugal vamos ter uma das corridas mais originais do país. Desde sempre ás 4 da manhã e com carne de toiro. No velho e assombrado castelo, que sobreviveu aos séculos, como a tradição deve sobreviver ao higienismo fundamentalista.
Que é sempre igual. Sempre contra a cultura. Toda a cultura.e
 
Tuesday, September 06, 2005
 
Como que por coincidência encontrei hoje num doce uma frase de Mário Quintana.
Não são os livros que mudam o mundo, mas as pessoas que leêm os livros!
Sobra a incultura e o fanatismo e esses nunca levaram a humanidade senão às fogueiras.
 
 
Todo o fanatismo é só e simplesmente fanatismo. Com ou sem libações alcoolicas a recusa de ver, de ler, de conhecer é base da ausência do outro, do apagamento do diverso, do fuzilamento do que não está conforme ao pensamento único e ao seu totalitarismo. Qualquer que ele seja.
Para combater o totalitarismo de pensamento o humor, a ironia são as melhores armas.
O riso destrói todas as ditaduras, troskismos, fundamentalismos e ideologismos.
E ler, ver, conhecer e defender a posição do outro e o seu direito, mesmo quando contrário ao que entendemos certo.
Lutando sempre pela liberdade e o pensamento dessa, mesmo que esse seja contra a liberdade (por isso absurdas as proibições de expressão de pensamento e acção política da extrema direita!)
Sem que Deus deixe de ser Deus, seja ele qual for, e a autoridade, o chefe deixe de exercer o seu mandato, se legitimo no quadro da democracia liberal..
Hoje encontrei um site que recomendo a todos os defensores do pensamento liberal.
www.reason.com
com uma curiosa entrevista de Rushkie e uma nota sobre o livro o "Anti-Chomsky", onde vemos que as falhas surgem no melhor argumento. Não existe pensamento único e todo ele deve estar à temperatura da sua destruição, para se poder reconstruir e renovar.
Não como um agradável convívio de amigos para nos fazer pensar, e perceber que não é a diferença de opinião que nos faz mudar os afectos.
Essa é uma evidência, claro, liberal e libertária.
 
Sunday, September 04, 2005
 
Um sindrome gripal, em recessão neste momento, deixou-me com um enorme cansaço.
Que é igual ao que me constrange quando vejo que #isto# está tudo ao nível do esgoto.
Ontem foi o inenarrável discurso do Loucã, ao nível do pior troskismo que o guiava (será que ainda o ilumina?), de uma boçalidade a raiar a demência, sem uma ideia a não ser bater-se contra o elemento que pode dar algum respiro ao sistema democrático, que são novos círculos eleitorais e regras claras de financiamento de campanhas.
Recebo hoje um mail circular de algo que se denomina Laicismo e Liberdade, em que no quadro de rasteirice mediática confunde o "leitor" com propostas sem qualquer quadro de comparação, certamente para confundir o pagode. Já não é a primeira vez que lhe respondo...de volta o vento que passa....
Estou com um sindrome gripal em recessão.
Não percebo (será que alguém percebe?) porque os jornais e a opinião (nomeadamente TVs) não denunciam as verdadeiras causas do efeito do Katrina (excelente relatório do Worldwatch) e porque razão não há o bom senso do Ministério Público para precaver que por cá se passe identico (e nos Açores já passou, sem responsabilidades!) começar a indiciar os autarcas responsáveis por destruição de zonas húmidas, construções em falésia ou em leitos de cheia, etc, etc...
Ou construção de monstruosidades como Alqueva.
Já não tenho febre, nem a garganta a doer. Posso falar, e os que me conhecem sabem que até que a garganta me seque o faço, sem hesitações, nem dependências.
Onde? Quando?
Haverá alguém, por aí???
Haverá alguém, por aí?
 
Friday, September 02, 2005
 
A campanha das autárquicas parece discutir fumo, quando o que é necessário é discutir o fundo das questões.
As competências das autarquias, os seus poderes e financiamento, as suas lógicas de integração regional ou interregional, os projectos de articulação de resídsuos e transportes (incluindo o local e inter/regional), a valorização do patrimonio socio-cultural e dos recursos endogenos em articulação com esse, o envolvimento das populações nos processos de decisão (Agendas 21 e orçamentos participados) é, deveria sobre isso, que são os poderes que vamos delegar nos nossos representantes que deveriamos discutir, além de o que lhe está subjacente avaliar as pessoas, os seus currículos e seriedade para desenvolver os projectos, os compromissos que propõe ou o que fizeram.
Infelizmente o que começa já a ocupar os espaço mediático é o sound byte e o cartaz. Só isso e nada mais. O que é pouco para a cidadania. O que mostra a degradação a que este país chegou.
Como escrevi em recente artigo que quando publicado aqui trarei a degradação e corupção dos eleitos a ser investigada transformaria Portugal num imenso mensalão.
A começar nos autarcas, também por cá fonte de financiamento dos partidos e principais responsáveis pelo saque de que temos sido vítimas.
A base do sistema está pobre.
Cheia de pobres, cheira a loureiro, a narciso, a costa, a torres, a felgueiras, a ruas tem muitos, tantos e variados cheiros que fede...que nem um jardim !
 
Thursday, September 01, 2005
 
Honra e coerência são os valores fundamentais que prezo. Na vida e em todas as suas diversas faces. Não penso ter alguma vez atraiçoado esses valores, ou se algures o terei feito foi, certamente por errada avaliação das circunstâncias. A honra tem que ver com valores individuais e a coerência com principios globais.
É fundamental assumir esses com verticalidade, por isso não me incomadam os me disseram que me chegam ao conhecimento, porque olho todos nos olhos e falo frontal.
Nunca, por nada adbiquei de posições que me parecem e enquanto me parecem justas.
Recordo um congresso Radical, em que intervim a terminar antes do Pannella, alguns viram-me aplaudir dois dos antagonistas com enlevo e mo comentaram...E mais quando me viram defender a terceira posição, vencedora. Pois se pode apoiar o estilo e a forma desse, sem apoiar o conteúdo.
É esse que conta, é esse que importa, apesar de e contra as trivialidades...
Para bom entendedor!
 
 
São momentos únicos, em que o tempo, todo o tempo pára, e nós flutuamos nesse, entre as sociedades, entre copas e tapas, no cumprimento permanentemente repetido de o outro, que também somos no passado que carregamos.
Tudo em torno do toiro, que é em torno dele que as festas se organizam e constróiem, na sua convivialidade, no seu ser e continuidade.
Essa é a nossa alma, presente em todos os cantos da vila, em todos os sons e cheiros, e nestes dias a alma que vem do fundo da "organização" social que é matriz deste povo e do seu futuro.
Foi bonita a festa, cono, com um til, que no n não existe no meu teclado...
Várias conversas mais sérias foram mantidas, promessas de novas festas foram auguradas.
Lá estou a falar antigo!
Que essas continuem a ser vividas ao ritmo do coração.
Viva BarrancÛ!
 
civetta.buho@gmail.com

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