insignificante
Wednesday, April 30, 2008
 
Mais zen, mais estrada, agora pelo Alentejo, até Espanha onde atraquei.
Pelo caminho fica o pensamento agarrado ao que o faz, o passado e o que esse projecta.
O presente não existe. Nunca o conseguimos encontrar.
Esse o zen.
 
Tuesday, April 29, 2008
 
S. Pedro do Campo, estava perdido nas nuvens, quando por ele passei... e voltei. Junto à capela tentei embrenhar-me, talvez os dois graus a isso ajudassem no espírito que por lá vagueia, que percorre aquela #estrada# em busca do passado, em busca do futuro. O soar do aerogerador a sair das pedras, como se fosse parte destas, pareceu-me o bruáá da pedra, de outra convertida no aramaico de Pedro, e transportado a seguir as pegadas de outros entes sagrados que por este espaço de mortos, onde os vivos só matavam a sua tubercolose, em mamoas e dolmens se gratificaram, em cultos à sua vida.
Por Cinfães, no Porto Antigo, casa de Serpa Pinto que dizem, o pôr do sol entre os rios que aqui se cruzam e um texto sombrio de Ortega Y Gasset, "Que é a Filosofia" acompanharam o limpar da alma que o corpo manducou um excelente bacalhau desfiado com broa e puré, à Porto Antigo, antes de um "monte cristo" encher de sinais de fogo a esplanada que bordeja o rio.
800 Kms e o pensamento a escorrer, por trabalhos vários, por gentes que o atravessam, por projectos e sonhos; a condução, tal como o tiro ao alvo é uma actividade cheia de zen, onde a concentração é tudo, numa viagem que chegou a estar perdida entre nevoas e duendes que as habitam.

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Sunday, April 27, 2008
 
Novamente a ASAE,
que tem claramente um enorme problema de credibilidade.
Este fim de semana foram várias as badalações sobre a entidade. Deixemos de lado Paulo Portas, e o seu rolumbório, que na matéria ainda tem menos credibilidade que a dita e analisemos dois casos sintomáticos de acção errática e má ou nula comunicação dessa.
1- O óleo de girassol e as confusões que foi, deliberadamente ou não, deixando acumular junto da opinião publicada. Sobre este caso só havia que apreender os óleos de origem suspeita e ponto final. Ora lançou-se uma suspeição confusa e generalizada sobre todos os óleos vegetais, sem que seja clara a acção que deveria ter realizado.
2- Penso que é uma história do 1º de Abril ou algo tipo o Alberto João a querer ser presidente do PSD do contnente. Só pode ser uma brincadeira, ou então como no caso do ilhéu mais uma tontada para divertimento do pessoal, produzida no Chão da Lagoa entre algumas ponchas. Leio e não acredito que a Junta de Freguesia da Ericeira é multada pela ASAE por utilizar oleos usados regenerados na sua frota automóvel. Leio e não acredito.
A ASAE tem um comportamento autista, é contraditória nos seus actos e indicações, tem uma péssima comunicação e além disso, a ser verdade mais esta, contribui para piorar as condições socio-ambientais ( recolha de oleos usados nos estabelecimentos de restauração e re-utilização adequado na frota!)
3- Sobre a fotocópia que P.Portas, atribui à ASAE, deve ser como aquela que ele "fez e atribuiu" ao Almirante Rosa Coutinho (que não é/foi flor que se cheire, é um facto) e com a qual enganou o distraído António Barreto.
Com a ironia e as entremeadas (de porquinho preto como deve) habituais, não vá alguém tresler...

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Mais China,
Notável entrevista de um sobrevivente dos campos de concentração chineses hoje no El País, que torna mais absurda toda a demagogia, como me diz um velho camarada, com que uma suposta "esquerda caviar" defende a China e as "suas especificidades" e do P.C.P.
Específico na China são hoje em dia, reminiscências feudais, hoje base do capitalismo mais desenfreado e do maior troglodotismo político, o trabalho infantil, a ausência dos minímos direitos das mulheres e entre eles o à saúde reprodutiva, a escravatura nos campos e as deslocalizações forçadas, o esmagamento dos direitos culturais, não só no Tibete, mas por todas a China que é um mosaico de povos em re-pressão, as mafias sem controle, a pena de morte, já de si fora das leis da humanidade, aqui sem quaisquer regras nem balizas. A prisão arbitrária, a ausencia dos direitos mais mínimos do cidadão.
Tudo isso e ainda a nível internacional o controle dos mercados financeiros, a venda de armas a ditadores e na lógica dos seus interesses seja ao Zimbabwe, seja ao Sudão/Darfur.
E claro o total desrespeito por qualquer legislação ou cuidados ambientais. A construção de enormes barragens, com os impactos enormes ambientais e sociais dessas, a desflorestação das montanhas, as lixeiras de resíduos perigosos sem qualquer controle, as condições assustadoras de mineração de carvão ou os efeitos da queima deste sem as minimas precauções mesmo nas grandes cidades (em Pequim além da operação de limpeza da pobreza , e talvez o envio dessa para debaixo do tapete!, a imposição de limites ao trafego e a paragem de algumas centrais são feitas só para os Jogos).
Hoje no El Pais uma notável entrevista.
A China é vizinha, vizinha de todos os que não largam a bandeira dos direitos humanos, e que por isso não calam o múrmurio, que neste ano dos Jogos tem que ser um enorme rugido que se ouça com fragor, porque não há especificidades que tolham a raiz do pensamento.
China livre, Tibete livre.

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Saturday, April 26, 2008
 

A Europa e os seus mitos fundacionais.

A construção europeia para os seus pais fundadores, na linha de teorizações que datam da fundação das nações, finais do século XVIII, inicio do XIX, deveria ter tido por base a cultura, uma cultura contra a intolerância e contra os fanatismos, ou seja também contra o nacionalismo e a fé transformada em ideologia.
A Europa deveria começar por aí e a sua construção política, deveria começar num Parlamento com poderes, numa lógica que respeitasse as diversas vivências e especificidades e tivesse um sentir de cidadania e integra-se no seu funcionamento o controle politico e a transversalidade desse, contra as nações existentes, apesar dessas.
Mas toda essa conversa e todo o sentir do demos foi embolado por necessidades da #real politic# e não houve a minima, a minima das minimas, discussão sobre mais um Tratado que influenciará as nossas vidas e que será dele determinante.
Eu, europeísta que me confesso, a Mitra todo poderoso, seja ele quem seja na sua divindidade gostava que tivesse havido um referendum, para que a discussão tivesse desabrochado e se tivessem mantido as promessas, a palavra dada, que assim foram desrespeitadas com total impudor, o que é habitual nos políticos que temos.
Gostaria de me ter comprometido em mais este passo, deficiente é certo, pela construção da Europa, e contra os nacionalismos serodios que lhe tolhem a alma.
Que está nesse quadro de Martin de Vos a ser, a deixar-se raptar, por Mitra.

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Friday, April 25, 2008
 
Hoje:
Revolução,
de Sophia de Mello Breyner Andersen


Como casa limpa
Como chão varrido
Como porta aberta

Como puro inicio
Como tempo novo
Sem mancha nem vicio

Como a vós do mar
Interior de um povo

Como página em branco
onde o poema emerge

Como arquitectura
Do homem que ergue
Sua habitação
 
Thursday, April 24, 2008
 
25 de Abril, sempre!
Fascismo nunca mais.

Todos os anos, todos os dias nos lembramos do tempo, dos tempos, de desvairados medos, de suspeitas e ignorância destas, dos tempos sem tempo onde todo o tempo era agrilhoado por fantasmas, infelizmente reais na coacção, na repressão, na bufaria, na delação, na prisão e na tortura.
Um tempo em que respirar era dificil, os sorrisos estavam limitados e a palavra obrigada, pelo peso que o seu significante podia ter.
Viviamos sob ameaça, da guerra que não queriamos, do bufo que podia ser o pseudo livreiro que nos vendia umas coisas do tal Lenine ( e era!), do pide Silva que policiava o pátio (e afinal parece que não era!). Viviamos num mundo cheio da limites, não tinhamos certos livros, não viamos certos fimes e noutros a sala escura ecoava gritos de -abaixo a censura, nas sessões dos cine-clubes, e à saída havia sempre uns fulanos com gabardines, sempre com gabardines.
Viviamos um tempo em que era proibido namorar, por ser contra os bons costumes, era proibido ter isqueiro (era preciso ter uma licença especial...) era proibido ajuntamentos e isso significava 3 pessoas à conversa numa esquina.
Viviamos num mundo de faz de conta e sabiamos, ou melhor slongavamos que paradoxos "Guerra do povo à guerra colonial" a correr pelas Avenidas Novas com pedras a voarem para os vidros de bancos, que representavam a aliança do capital financeiro com os sectores dominantes da oligarquia do regime.
No 25 de Abril uma parte desse mundo rebentou, sem dor graças a uma sucessão de felicidades. No 25 de Abril abriu-se um novo ciclo onde tudo foi, durante um tempo, durante algum tempo, durante o tempo que se prolonga na memória e para o futuro, abriu-se um ciclo de palavra, de palavra livre no seu significado mais absoluto.
E se hoje vemos adulterações dos significados, políticos de cabaret da coxa, ou palhaços sem qualidade, ou os velhos poderes a retomar, pela mão desses o poder que deveras e infelizmente nunca perderam totalmente, pois as estruturas do Estado Novo mantiveram-se nas lógicas de funcionamente e nos pequenos poderes que estruturam os grandes, nas polícias e nos tribunais, nas forças armadas e no funcionariato público, tudo ficou na mesma, e após pequenas enxertias tudo voltou ao que era, houve uma coisa que se manteve.
As liberdades políticas, o direito à palavra, ao grito e à revolta.
Por isso aqui estamos.

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Wednesday, April 23, 2008
 

Anti-proibicionismo. Legalize It!

Estávamos no início dos anos 70... vivíamos entre a revolução, (e o fascismo que a motivava) e imersos entre revisionismos e neo-revisionismos entre o associativos e os mrrs, e as miúdas ( de que à parte uma experiencia que ainda hoje me marca a libido, seja lá isso o que for, só víamos as pernas e imaginação) e os proibidos mais ou menos liberais que eram uns charros, e uma experiencia de quase voo do 5º andar, interrompida pela mãe do Zé com um prato de sandes...o LSD era assim...

Seguiu-se a revolução, mais uns charros e vindo de Africas mais profundas umas liambas e da outra uns óleos ainda hoje a saltarem a língua, como as miúdas também o haviam de fazer com outras.
O LSD não sei que fim levou, mas tenho ideia que abria um mar de oportunidades, como aliás ficou em muitos livros.
Só quando conheci, perdido no anonimato de Lisboa –ele apresentava-se dizia que toda a gente o confundia com o Phil, mas não era o tal Collins-, e num quadro amistoso se desmentiu... é que alinhei umas linhas da branca, que voltei a experimentar mas só recomendo quando houver estímulo do musculo cardíaco...ou pelo menos actividade neuronal... por via da taquicárdia.

Passei por um período mau na minha vida carregado de opiáceos e outras drogas farmacêuticas, roipnol, xanax, dormicum eu sei lá. E também imerso em coisas antes da sida... Saí porque sobrava-me alguma consciência e vontade, em três dias de suor e amarração, e seguiu-se o zen e o templo onde este crescia.
Por vezes é preciso limpar a alma, o que aqui fica desta quando as referencias mudam.

Pelo meio (de facto antes em 1978) tinha aderido, no quadro do pensamento liberal e libertário ao Partido Radical (italiano e internacional) e aos grupos anti-proibicionistas estimulados por esse, e continuei, inclusivé em termos de proximidade no Parlamento Europeu em 1985, com Marco Pannella e Emma Bonino, esse contacto politico... até hoje.
Continuei a fumar umas ganzas, por aqui e por ali, e com a evolução e o cacau que essa traz passei do cachimbo e dos gauloises sem filtro, para as cigarrilhas e os puros, habanos de preferência, e não desprezo embora com as restrições acima uns pós brancos.

Sou a favor da legalização de todas, todas as drogas. Penso que devem ter um quadro legal claro e ser todas, todas, objecto de campanhas duras contra o seu consumo, a começar pelo tabaco e o álcool, e a magreza ( e os químicos dela indutores), e o açúcar (e a obesidade que motiva!). Consuma quem queira sabendo os riscos e consequências que o Estado é a organização sócio-legal que estrutura o permitido...

Penso que é no quadro da responsabilidade educativa e social que se pode quebrar a espinha a todos os tráficos, assim como às adulterações que são a principal causa de morte por uso de drogas, combater as epidemias associadas (hepatites e sida) e promover uma sociedade de direito com regras e mecanismos transparentes.

Desde que publiquei, ainda na Universidade nos anos 70 (nessa e na, altura num espaço liberal pese o controle de J.M.Fernandes, o jornal Voz do Povo), e depois também nessa no quadro da ainda hoje famosa lista Snoopy, textos nesta linha, tenho defendido esta posição, para a qual estou disponível a aceitar qualquer confronto e debate.
Em livro cheguei a polemizar com um director da Judiciária...
Hoje fumo ocasionais ganzas, e tenho que referir que as sementes de que plantei, e tento fazer germinar no vaso da varanda, não medram.
Hoje assino em favor da marcha. Legalizem-na. A Marijuana.
Para já seria um passo, um bom passo pelo qual marcharemos, no sentido dos direitos civis e políticos mais amplos, no sentido da responsabilidade e do mais adequado poder de viver e conhecimento.

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Memória...s
As continuamos, também nas pedras e nas gentes que com as pedras faz cidade e nesta anima cidadania, polis, política. Que é a memória em movimento. Foi bonito ver como a memória se cultiva, se junta, congrega e afasta, hoje na cerimónia de inauguração do memorial em memória do massacre de 1506, de velhos judeus, de judeus, de cristãos novos, de homens e mulheres mortos pela intolerância, pelo fanatismo, por uma ideia que não suporta nem entende o outro.
Para este memorial em cujo está uma pequena pedra que eu e o grupo político onde me enquadro, Cidadãos Por Lisboa, colocámos, com a unanimidade há que referi-lo da vontade autárquica deixo este registo, para resistir ao tempo.
 
Tuesday, April 22, 2008
 
A China continua a fazer das suas, não responde ou responde mal às pressões e desejos da comunidade internacional, não respeita os seus próprios compromissos ou as suas promessas.
A China é o maior problema político da actualidade.
Um regime sem qualquer traço de legitimidade, uma economia de casino onde são as triades que orientam os principais sectores do capital, uma lógica social ao arrepio de qualquer direito e humanidade, seja no que toca as expropriações por via dos grandes projectos de capital intensivo e consequências imprevisiveis em termos de sustentabilidade que são as grandes barragens ou os investimentos no electro-nuclear seja das inexistentes condições de trabalho minimas na fileira do carvão, sua extracção, processamento ou utilização.
Os direitos socio-culturais básicos são esmagados não só no Tibete mas por toda a China.
A pena de morte (*) sem julgamentos dignos ou sequer julgamentos é aplicada com total barbarismo e sem quaisquer regras, a venda de armas a regimes corruptos que alimentam estratégias genocidárias como no Darfur, na zona do Congo ou agora o Zimbabwe é outro lado negro, assim como o progressivo controlo que vão desenvolvendo sobre todo o sector bolsista em Wall Street, através de crescentes joint-ventures em empresas americanas, com os terríveis impactos que se imagina.
Neste ano de Jogos Olímpicos toda, toda a pressão e todo o activismo deve ser colocado sobre o regime chinês, para o obrigar a respeitar a palavra dada de promover melhores condições de expressão dos direitos, toda a pressão da opinião pública deve erguer-se para denunciar com veemência os atropelos ao exercício dos direitos mais básicos pelo regime comunista chinês onde sob esta forma ritual e sacralizada se desenvolve o mais feroz capitalismo e um sistema de castas, feudal e esclavagista.
A China, a China é um drama, um enorme drama que deve merecer todo o activismo cívico, não pode deixar de ser um alvo permanente de toda a mobilização social e política de todos os que tem os direitos humanos por componente basilar da sua pática quotidiana.
Por um Tibete Livre, por uma China Livre continuaremos a marchar...

(*) A pena de morte é, e seria para mim e quem me conhece desnecessário aqui o referir, de um odioso total, sem qualquer defesa em nenhuma circunstância.
Todos os argumentos que podem ser invocados e que na China são ignorados também desde a falibilidade do julgamento (que nem existe na China!), ao iniquo que é ser o Estado, em nosso, em meu nome a assassinar numa lógica de dente por dente ao arrepio de todos os principios da mais elementar justiça podem certamente ser sempre invocados.
Mas o principal é o da humanidade e da ética do ser e da sua ontologia. Não há, não há a minima nos defensores desta, por muito que invoquem o Infinito.
Por muito que o Infinito tenha com base nos seus agentes defendido esse crime, de Estado.

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Sunday, April 20, 2008
 
Andando...
De um jantar muito agradável na 6ª, onde se falou com tempo e prolongadamente, da vida e de, das minudências desta; a um sábado onde se pôde discutir com ancoras claras o futuro dos direitos humanos e a forma de dar conteudo político e de cidadadania a esses ; a um domingo onde com a presença dos principais expoentes municipais se discutiu, no Cartaxo, as formas de pensar e promover activamente políticas de biodiversidade sustentadas na sociedade e de intervir para a sua defesa, o tempo passou velozmente...
O tempo que continua a surpreender-nos, todos os dias...
Inesperado, imprevisível... ah o tempo.

Post scriptum:
"A política da Aministia Internacional reflecte as nossas obrigações de solidariedade enquanto movimento de direitos humanos."
A Aministia Internacional é uma organização política, e não de caridade ou de jardinagem, pese o facto de a perversão da palavra política por via do descredito que todos os partidos político; e não há um, um único que não tenha posições negras no que se refere ao exercício dos direitos humanos; vieram emprestar a esse exercício básico que consiste em assumir cidadadania, que é precisamente a transliteração e o significante da palavra política.
Um entendimento deficiente dessa nobre noção pode levar a mistificações e exercícios obnoxios de esgrima verbal. Claro que nos falta na nossa cultura cívica uma diferenciação entre o "policy" e o "politics" mas temos que reconhecer que esse exercício tem que ver com a especificidade do exercício da acção nos países ango-saxões.
A política da Aministia referida acima é da responsabilidade, dixit, do secretariado internacional, ora se a Aministia Internacional tem uma posição política é.... uma organização... política, dê-se o uso que se quiser dar às palavras, utilizem-se, e obviamente que só posso estar de acordo, essas nos seus contextos e enquadramentos adequados.
Penso que o lugar de membros de partidos na organização deve ser, e é, limitado pelos estatutos e pela lógica e funcionalidade que a organização deve ter.
Não assumiria a minima responsabilidade na organização se me encontrasse limitado pela pertença a qualquer partido político, mas claro que isso é uma posição pessoal.
Assim como não aceito a mínima limitação dos meus direitos de cidadania e de intervenção política e social por esta pertença, dando a Cesar o que é de Cesar.

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Friday, April 18, 2008
 
Frenessim,
não tenho tido tempo para ter tempo, duas reuniões do Executivo da CML sobre a 3ª Travessia, que talvez teorize um dia, reuniões na Amnistia, coloquios sobre residuos ou reuniões a preparar outros lá para Maio, preparar umas intervenções, para além das reuniões de preparação das outras... e o trabalho que também não pára, as últimas penadas no "Letra a Letra", os paineis empresariais e as questões que a eles se ligam e o power.point.
E ainda tempo para pequenos interlúdios com amizades e dois saltos ao Braço de Prata, à Fabrica.
Uma nota sobre um dos eventos uma conversa sobre reciclagem no excelente espaço do Chapitô e com a Teresa em grande forma e uma exposição divertida, útil e muito pedagógica.
O Chapitô esta em forma, e cheio também de cidadania!
Talvez hoje, após também um lançamento de interessantissimo livro sobre cozinha judaica em Trás-os- Montes ( da Assírio e Alvim) e uma ida ao teatro ver o Bando, Em Brasa, consiga dormir mais que 5 horas...
PS E o Filipe Menezes pensa que pode continuar a dizer uma coisa hoje e outra amanhã. E vai recandidatar-se...
 
Tuesday, April 15, 2008
 
Apelo urgente:

http://www.avaaz.org/en/democracy_for_zimbabwe/20.php?cl=76839432

a democracia e o estado de direito são imperativos.
 
Monday, April 14, 2008
 
Hoje ia falar italiano, "va fa un cullo" Berlusconi, e analisar as eleições em Itália e o meu entendimento e a continuidade de luta pela defesa dos direitos, numa situação que será de maior constrangimento.
Mas ao ver António Minhoto e os companheiros e companheiras que sofrem na pele e no corpo os efeitos de uma actividade industrial para a qual, negligentemente e sem qualquer sentido ético ou de justiça social, o Estado e o governo, transitóriamente nas mãos do Partido Socialista, não dá solução com um minimo de dignidade, não posso deixar de dar opinião ao que sinto.
E referir que continuamos a ter jornalismo, por razões que até podem ser ponderosas, que nalgumas áreas devia ter alguma investigação e pelo menos bom senso, sobretudo nas televisões que vivem do ar, mas infelizmente não só.
Não é verdade,
como vi e ouvi em dois canais de TV, sem que fosse quem fosse contraria-se o discurso de Estado, e inclusivé desse esse como entrada informativa,
que os problemas da poluição química e radioactiva estejam resolvidos.
O confinamento da área da Barragem Velha é uma pequena parte do que se tem que fazer em termos do processo de limpeza e confinamento das áreas de mineração.
Continuam a haver situações, inúmeras situações de poluição a céu aberto por contaminantes químicos e radioactivos em toda esta área de mineração de urânio, continua a haver poços por selar e contaminantes acumulados.
Por toda a área uranífera continuam a haver problemas nos aquíferos e nas fontes contaminadas e é necessário, também um adequado mapeamento das áreas ainda radioactivas e exercer sobre estas vigilância e monitorização.
E claro, o principal, é que não se pode falar como se tudo estivesse resolvido quando sabemos que o principal, as gentes que por aqui vivem e sobretudo os ex-trabalhadores das minas e os seus familiares directos continuam a ter um inicio de acompanhamento médico, ainda insuficiente para as necessidades reais, e esta semana foi noticiado mais um falecimento de ex-trabalhador, e o governo e a segurança social continuam a não desbloquear uma situação que deveria ser rapidamente regulamentada de indeminizações e de direito às reformas por parte de todo o pessoal das minas, sendo que muitos dos trabalhadores das oficinas tinham tantos ou mais riscos laborais que os do fundo de mina.
Por tudo isso é preciso denunciar esta situação, que é também uma intolerável situação de menosprezo pelos direitos sociais, ambientais e cívicos.
Que é uma manifesta situação de violação dos direitos humanos.

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Sunday, April 13, 2008
 
Adega, Velha.
Sem a vírgula é que é.
Pois continua a ser o templo do gastronomia e das amizades que em torno desta e do copito se geram. A vida é assim, pelos lados de Mourão.
Mas depois vem a ASAE e tudo se complica. Não tem ideia do ambiente, gere-se por regras universais, que se algumas são importantes, tais como a higiene e a qualidade dos produtos, outras são irrelevantes (agora a Adega...tem lista, quando era, e continua a ser a solicitação dos amigos, muito mais simpático o Domingos ou a Maria dizer-nos os pratos sempre os do tempo...), assim como o vinho de pipa, de origem e sem albradices que o Eng. é o produtor do mesmo, ou a aguardente serem "certificadas" por sei lá quem.
A música voltou, na Adega ouve-se Mozart ou Bach, mas após luta com a tal ASAE.
Qualquer dia vão implicar com o chão de xisto ou as mesas mancas.
A ASAE, importante nalgumas partes da sua estrutura e funcionamento, poderá ter um papel destacado no futuro, mas terá que deixar de exigir o que não é compaginável com os ecosistemas locais e as lógicas sociais destes, como faz por aí, corrigir comportamentos menos dignos, e perceber que é no quadro de um relacionamento comparticipado que também se pode prestigiar.
Viva a Adega Velha e as outras, as alheiras e os enchidos artesanais e aquele queijinho.
E quem com visão, ouvido e sensibilidade a elas adequar os tramites da lei.
Por aqui me fico.

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Saturday, April 12, 2008
 
Um dos nossos grandes problemas é a falta de reconhecimento, de auto-reconhecimento.
Hoje venho aqui recordar a parábola bíblica do banquete, quando alguém se senta onde não é suposto...
e um espiritual negro que um colega mais maduro me ofertou no 1º ano da faculdade que deve estar a amarelecer entre montanhas de documentos, mas que nunca esqueci...
dizia esse, na linha desse evento banquetal, que ao envelhecermos nos devemos refrear de intervir por tudo e por nada, dar importância ao essencial e reconhecer o nosso papel, o tal que vai amarelecendo com o tempo, e saber que é assim que o nosso conhecimento, o nosso mérito será de utilidade.
Claro que podemos sempre contrapor que os trapos e bla, bla, bla e por outro lado o Mugabe e bla, bla, bla, mas o que importa é que saibamos estar.
Ou como diz a sabedoria zen "o importante é sabermos estar sentados".
E não vou divagar mais sobre o conceito, que as palavras são cerejas que nos conduzem, também ao nirvana.
 
Friday, April 11, 2008
 
Em solidariedade com o meu querido amigo José Eduardo Agualusa, hoje transcrevo uma peça dele, em relação à qual tem todo o meu entusiamo:

José Eduardo Agualusa | Capital | Luanda

"Não posso dizer que tenha ficado surpreendido com algumas das reacções a uma entrevista que concedi recentemente ao Semanário Angolense. Atravessamos um tempo um pouco estranho, de transição de um regime de pensamento único para aquilo que, espero, venha a ser uma verdadeira democracia. O que diferencia uma ditadura de uma democracia é a pluralidade de ideias e de opiniões sobre qualquer assunto, e a forma como essas ideias são recebidas não apenas pelos governantes, mas pela generalidade da população.

Os ditadores esforçam-se por estabelecer primeiro uma determinada ideologia política, mas raramente se detêm aqui – tentam a seguir impor a toda a gente os seus próprios gostos sobre música, literatura, artes plásticas, desporto, sexo, ou mesmo moda. Hitler, que foi um medíocre pintor de paisagens, embirrava com o cubismo e o expressionismo, classificados como “arte degenerada”. As obras de grandes pintores, como Chagall, Mondrian ou Max Ernst, foram então consideradas produtos de mentes doentias. "De agora em diante iremos empreender uma guerra implacável contra os últimos remanescentes da desintegração cultural”, assegurou Hitler num famoso discurso sobre arte moderna, em 1937: “Por tudo que nós apreciamos, esses bárbaros pré-históricos da Idade da Pedra podem retornar às cavernas de seus ancestrais e lá realizar os seus rabiscos primitivos internacionais”. Os seguidores de Hitler, evidentemente, elogiavam os dotes artísticos do fuher. Mas, claro, quem acabou triunfando não foi Hitler, e sim os artistas ditos degenerados.

Mobutu não gostava de calças à boca de sino. Mugabe odeia (e persegue) os homossexuais. No Chile de Pinochet, e em Moçambique, no tempo de Samora Machel, jovens com cabelo comprido não eram muito apreciados pelo regime.

No seio do partido no poder confrontam-se hoje em dia democratas autênticos, democratas de fantasia – que ainda há poucos anos defendiam o sistema de partido único –, e uma mão cheia de órfãos da ditadura, mortos-vivos que não conseguem adaptar-se aos novos tempos e insistem em classificar como traidores à pátria todos os que se atrevam a contestá-los. Partido e pátria são para estas pessoas exactamente o mesmo, ou, ao menos, o partido constitui uma extensão da pátria.
Estes zombies são hoje, dentro do MPLA, um arcaísmo deselegante. Tenho a certeza de que incomodam, com a sua brutalidade, os próprios companheiros de partido. Julgo que têm os dias contados. Já não é possível, como se fez em 1975, acusar adversários políticos de se alimentarem de carne humana (recuperando desta forma, e talvez não por acaso, uma das mais racistas e abjectas fantasias coloniais). Felizmente esse tempo passou."

E venho confirmar aqui os receios que já exprimira junto de alguns companheiros. Não é facil defender num país onde as liberdades públicas são incipientes (pleonasmo!) e onde o culto da personalidade é base do funcionamento do regime opiniões independentemente do mérito ou não que elas tenham (e desde já refiro que considero esta do maior mérito!) que vão contra o pensamento único, que se defende com paus e pedras, ou outras formas de ameaça e aprisionamento das ideias.
Estarei atento e solidário!
 
Thursday, April 10, 2008
 
Lembrando outros tempos em que o direito à opinião era motivo de censura e reagindo contra atitudes menos dignas (e a palavra que gostaria de usar não é nem por sombras do mesmo calibre) venho esclarecer:
Exerço o meu direito individual de opinião, sem outros constrangimentos que não a da minha consciência, e sem outros limites que os que julgo compatível com encarar olhos nos olhos e civilidade as pessoas sobre cujo comportamento menciono o meu agrado ou desagrado.
Escrevo em meu nome pessoal, sem qualquer vínculo a qualquer das diversas instituições de que sou membro ou onde exerço responsabilidades.
Muitas vezes escrevo assumindo a qualidade membro do grupo "Cidadãos por Lisboa" mas nunca, pese embora algumas responsabilidades que tenho exercido, a minha opinião é senão individual.
Há quem não goste desse exercício liberal do direito à opinião.
Pois já não tenho idade, feitio, nem os meus princípios permitem que modifique uma vírgula ao enquadramento do meu pensamento.
Fui eleito à poucos dias vice-presidente da Amnistia Internacional, tal não me inibe o direito individual de opinião, nem, a não ser por manifesto despaupério, pode levar seja quem for a presumir que as minhas opiniões são as dessa ou de qualquer outra instituição.

PS E o inacreditável "bolche", José Falcão que conheço desde há mais de 30 anos, quando se reformou por invalidez da C.P. com 25 anos, e a quem escrevi uma carta denunciando a trapaça que era o S.O.S. Racismo e a falta de democracia da organização quando desta me demiti podem à vontade terçar razões comigo.
Não vou modificar uma palavra do que disse e digo, nem tão pouco por via de um cargo, transitório e exercido sem a minima intenção de protagonismo, deixar de sobre ele, os seus e meus amigos do Bloco, do P.C.P., do P.S., do P.S.D., do C.D.S., sobre o meu apoio irrestrito à diversidade sexual e ao direito de adopção, sobre a minha posição a favor da legalização de todas, todas as drogas, sobre o aborto até ao limite da verdadeira vida, a eutanásia, o direito de opinião que passa pelo que alguns podem considerar blasfémia, exercer os meus direitos opinativos, todos, e desde já é melhor ficarem a saber que não me vou moderar.
E que também desde já quem achar que isso não é compaginável com um cargo, transitório, na direcção da Amnistia Internacional, que esteja à vontade em dizer-mo pela frente, que eu posso pronunciar-me sobre a China e o Arizona, sem pedras nos sapatos, sobre toda a China!
eu ao menos quando me apresentei na AG disse tudo o que tinha a dizer, e já antes do 25 de Abril conheci falas pelas costas e queixinhas e intrigas.
E sobre este assunto quero desde já dizer que é peditório para que já dei.


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Wednesday, April 09, 2008
 
ONI/CLIX, falta de principios, desfaçatez e claro incapacidade de dar a mais simples resposta!
Ontem à noite, sem qualquer aviso, sem a mais minima informação acabou o webmail da oni.
E passou para a clix.
Inacreditável.
E o mais inconcebível é que tendo-o feito sem qualquer informação ou aviso, não tenham procedido à migração dos documentos que os seus clientes tinham nos arquivos que ficaram completamente inacessíveis,
e a simpática menina Sandra Andrade, incapaz funcionária que nos faz gastar 10 euros no telefone no atendimento (após outros 5 minutos de música a pagar!) não sabe nada, tem que se ligar para outra linha de valor acrescentado, não tem tem ligação ao computador (hi,hi,hi...).
Isto é um autentico regabofe, sem quaisquer regras, não existe a ANACOM que é também uma espécie de saco negro, e o consumidor continua a ser vigarizado, por esta espécie de conto do tal.
Não me admira que o tio Belmiro com a sua longa história seja um dos tais ricaços ...
um vizinho de um parente meu pede esmola à entrada das igrejas e nas peregrinações, e tem três andares, dois a render, mas diz que aquilo é que lhe dá pica, e apresta-se a comprar mais um andar...
O tio Belmiro é como o sr. Felismino, é parecido com ele...em tudo!
PScriptum: E do tal Horta e Costa nem novas nem achados. Terá sido despedido? Terá sido promovido?
Um dos documentos desaparecidos ...era precisamente a lista de, inuteis, queixas, a esse sujeito...

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Tuesday, April 08, 2008
 
Hoje foi um dia de cansaço...
comecei pela 3ªTravessia e a colecção de disparates que mais uma decisão assente na negligência e que esbararrá nos lodos do Tejo e o que se pode ainda fazer para reduzir os males... a alteração da sinusoidal da ponte, a construção faseada 1º só da rodoviária, o desenvolvimento espacialmente longo da rodoviária só para transportes públicos, peões ou transportes não poluentes, a articulação e integração do sistema de transportes urbanos e regionais, nada disso está, ou foi pensado e menos discutido, e o impacto ambiental da obra, e aí a necessidade desses e doutros entorses...
continuei com paineis de informação sobre energias suaves e elaboração de novas propostas para os mesmos, correcções e alterações, discussões e acordos. os paineis vão sair lindos de morrer...
a seguir relatório sobre racismo e xenofobia, correcções e alterações do mesmo, propostas e recomendações a partir do mesmo, organização da secção....
e no meio uma incumbência sobre gado bravo, e o seu passado, a memória desse, e o futuro e o convívio nesse... mais uma produção de espírito...
e entretanto mais uma funcionalidade da CML, mais uma toma de posição...
finalmente mais uma revisão de textos do "letra a letra"...
estou cansado, voltaram as caimbras....
 
Monday, April 07, 2008
 
Mais uma semana que começa a 7 ou melhor de acordo com o hebraismo da nossa semana já é segunda feira, o segundo dia da mesma, pois o dia de descanso é o sabat (continuamos na semana e na sua nominação pré-romanos e claramente mostramo-nos como somos, uma mistura de base fenícia e judia!), mas a entrada é um pretexto, embora esse possa ser o próprio fim, para a conversa que se dispersa, se dispersará sempre nas palavras, nas ditas e não ditas, na imaginação e no imaginado.
Telefonemas, reuniões, coisas, e pensamentos, por onde andarão?
O tempo, sempre o tempo, passa. Chove e limpa esta Primavera estranha. O campo floresce como se não soubesse que a Pascoa já passou... e que as Flores já ocorreram.
Todos os dias rituais se cumprem, todos os dias são outros dias.
Chove e como diria o beagle mais inteligente do mundo (Snoopy) apetece é estar no campo, junto à janela a tomar chá e ouvir Beethoven, com um scone a acompanhar.
Talvez, talvez...
 
Sunday, April 06, 2008
 
Paul Lafargue é o autor de um interessante livro "O Elogio da Preguiça" que foi percursor de lógicas de trabalho a meio-tempo ou do "Trabalhar duas Horas por dia" de Guy Asnar.
Não sei se os hábitos da sesta ibérica terão influido nesse trabalho, produzido em Barcelona.
Ficou na história também por ter casado com uma das filhas (oficiais que como sabemos teve também da criada) de Karl Marx.
Sabem o que penso do personagem, sem com isso deixar de relevar a valia da teoria do trabalho e da mais valia e outros elementos da obra genial que é "O Capital" e o meu carinho pelos textos repudiados "Manuscritos filosóficos de 1844" adjurados pelo pensamento marxista.
Sabem que o que penso do personagem tem a ver com as fraquezas e incoerências humanas e a idolatrização do seu pensamento, convertido em doutrina social e historicidade.
Pois Karl Marx, além de um execrável personagem de todos os pontos de vista moral, era racista.
Hoje, transcrevo um trecho de uma carta sua a Paul Lafargue (que era mestiço!), que durante anos tentei infutiferamente encontrar e que prova o que sempre disse sobre este cavalheiro, sem principios nem honra.
Cito o escrito em resposta a uma solicitação de Lafargue para sair com a filha de Marx :
"Não pense o senhor que eu tenha alguma coisa contra os mestiços, mas deve compreender que a minha filha é uma senhorita decente e honesta, acostumada a relações formais e estabelecidas nos países civilizados. E temo que a excessiva paixão de países mais quentes e de maior promiscuidade que na Europa possam chocá-la e atentar contra o seu natural recato".
Sem comentários.
O SOS Racismo e o inacreditável "bolche" que domina essa instituição deviam tomar posição sobre isto.
 
Saturday, April 05, 2008
 
Cansado, lembro-me de uma peça em cuja encenação colaborei, em Madrid, há 32 ou 33 anos (1975/1976), num teatro de amadores do centro da cidade.
Lembro-me de ter feito, com a ingenuidade do tempo, algumas sugestões que me haviam de conduzir ao leito do encenador principal, onde não perdi alguma virgindade mas passei uma noite de insónia.
A peça começava: "Antonio Miranda cansado de guerra e buscando amor oferece-se ... " e a partir desse texto que seria um anúncio num jornal em busca de tempo, porque tudo é tempo, é que a peça se desenvolvia num discurso, com pausas, que passava pela C.N.T., anarquista, e conversas catalãs, e por quadros com/de relações ao telefone, discutia-se a transição e os costumes que com essa também seriam alterados, e o refrão "António Miranda cansado de guerra e buscando amor oferece-se..." retornava, na altura penso que ainda não conhecia a Teresa Baptista, do Jorge Amado, cansada da mesma, que era outra, pois este António era um legionário com um achague de esquerda e de devaneio(s), e eu era muito novo para perceber as ironias e a vida destas, recordo que durante um tempo ainda me correspondi com o encenador, na altura não havia mails, sms, nem telemóveis, e a última nova que recebi dele estava a encenar alguma coisa entre os mineiros da Bolívia...
Estou cansado, não me chamo António Miranda (embora durante um tempo tenha-o descoberto como pseudónimo...) e não busco, como diz o zen, porque só esse encontra, mesmo cansado.

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Thursday, April 03, 2008
 
Chelas/Barreiro...
Jamais?
... aparentemente continuamos a brincar aos cowboys...
o estudo do LNEC parece uma máquina de fazer salsichas, não se pronuncia com a mínima clareza sobre a opção Chelas/Barreiro sem rodovia em cenários diversos e nesse quadro em comparação com as alternativas que desentopem Lisboa (túnel Algés/Trafaria e ligação Beato/Montijo em ferrovia) e não faz isso, restringe-se à análise de lógica de dados manipulados, sem balizamento claro de alternativas.
Não sei as motivações que levam a acabar com o uso portuário de todo o estuário do Tejo,
não consegui ler uma linha sobre a dimensão da integração global do sistema num quadro de evolução dos transportes públicos e novos tipos de veiculos para estes,
não percebi qualquer articulação com o sistema do TGV e a sua entrada em Lisboa, que deve ser obviamentde pela margem Sul.
Não percebo como se decide antes do debate publico e do Estudo de Impacto Ambiental.
Não percebo.
Jamais, será uma máquina de fazer salsichas consoante os determinantes que se procuram obter?

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Tuesday, April 01, 2008
 
Alertou-me uma militante histórica da Amnistia Internacional para o carácter, eventualmente passível de outras interpretações, de posta que coloquei sobre a Assembleia Geral e algumas apreciações que produzi sobre eventos e atitudes ligadas a estas, sem que com tal tivesse cometido qualquer indiscrição e apenas tivesse produzido um julgamento pessoal da forma como esta se passou e algumas questões políticas que penso deverem ser ponderadas em relação ao futuro.
O apreço por essa companheira e pelas suas judiciosas observações levaram-me a retirar a posta.
Para que não se pense que houve qualquer censura aqui fica a observação.
Entendo de facto, e a referida observação blogueira foi feita em cima da hora, que a melhor gestão e a criação de condições de continuidade deve, por vezes limitar a nossa expressão.
Obrigado pelo reparo, e que o passado não nos faça tropeçar no caminho do futuro.

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civetta.buho@gmail.com

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