insignificante
Tuesday, February 28, 2006
 
E sem adjectivos, dado estarmos a referir o "Ferrari" dos japoneses, a barra Sushi do Aya, nas Twin Towers. Demais.Ou Ali-a-gato!
 
 
Hoje nalguns locais come-se verdadeira comida indiana. Já aqui referi o Shalimar, no mercado de S. Bento. Hoje tenho que referir o Taste of Índia (de que conheço o do Cascais Vila).
O serviço, indiano, é super atencioso, a comida, feita por cozinheiro indiano, leva-nos aos cheiros, sabores e texturas da Índia. Do sul da Índia, porque a Índia é um mundo. As especiarias abundam e o gosto dos alimentos transforma cada garfada num festival para o palato.
Os pratos são servidos em pequenas taças que nos dizem sobre a lógica social do usufrutuário desta refeição (na Índia consoante o estatuto social os recipientes para a comida). Somos tratados como príncipes, num mundo sem castas.
Na Índia Shiva criou o mundo.
 
Sunday, February 26, 2006
 
Sobre o macabro crime no Porto a ler, hoje, no Público a Helena Matos e a Fernanda Câncio no glóriafácil (idem o Pacheco Pereira no abrupto)
E porque sobre o tema só tenho a registar o nojo que me merecem as reportagens televisivas que vi e o analfabetismo que grassa nos média, pejado de moralismos inacreditáveis, chamo aqui a atenção para estes textos.
O tema merece meditação profunda.
O sistema educativo (padres, estado, reclusão, oficinas, casas pias ou não), o sistema de imposição (de posição) socio-económico, o sistema de marginalidades (outros, mesmos).
O horror inqualificável tem que levar a uma ponderação que deve, deveria ser responsável e não alimentada por prosélitos de audiencias ou missionários de pacotilha.
Fala Pacheco Pereira da droga. Claro que há que contextualizar também as situações derrivadas.
Fala a Fernanda Câncio da justiceirismo e do involucro "ideologico" que está por traz de todo o condicionalismo, e claro que se tem que ter esse em conta.
E a Helena descreve a infuncionalidade e os absurdos da justiça, que todos os que passámos pelas ignorantes decisões de juizes sem qualificação sabemos, e muito bem a sociedade vive numa desprotegida numa injustiça larvar.
Gis morreu, atrozmente. Sabe-se quem matou.
Não, não somos todos responsáveis. Não, não o sistema não é só máquina.
Cada caso reflecte uma série de factores.
Não, não o codigo penal não traz a virtude.
Mas, e agora?
 
Saturday, February 25, 2006
 
No caminho para a Ereira, catedral da lampreia, paro numa área de serviço da A8. No quiosque dos jornais fico boquiaberto.
Edições nunca por mim vistas de uma série de clássicos, em fa-simile, Edição Alcalá. Comprei os "Documentos Arabicos".
Este país está cheio de surpresas.Lá voltarei.
 
Friday, February 24, 2006
 
O Segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee é, claramente um dos mais belos filmes, a vários níveis, que vi nos últimos anos.
Desde logo tem uma espectacular fotografia e dois soberbos actores, com uma direcção impecável. Só isso já valeria uma menção suficiente nos tempos que correm.
Mas há uma história, uma das mais belas histórias de amor que já passou pelo cinema. Tão bela que dói.
A questão da homosexualidade (que é um dos leitmotiv do filme) passa como se não existisse, a paixão não tem género. Toda a angústia, toda a tensão, toda a tesão estão presentes e ausentes neste filme, onde as palavras são só as necessárias, onde as imagens são só as suficientes, onde tudo parece encaixar.
Lindo. Uma lição, nos tempos que ficam.
 
 
Quem tem poder abusa.
O caso hoje é a PT. Cá em casa acabámos com ela. Hoje recebo uma factura.
Do mês que já não era cliente dessa empresa. Fantástico.
Lá gasto mais um telefonema (agora de outra empresa) para saber da competência (a quem se deve esta!). Vá lá que foi atendido por funcionário diligente e simpático.
Que era para IGNORAR esta factura. Que iria receber outra factura com os custos residuais dos serviços desta empresa (Portugal Telecom). E então se já tivesse pago esta factura? Claro que ...a seu tempo...iria ser-me feito o estorno.
Notável. Notável. Estamos entregues aos bichos!
 
Thursday, February 23, 2006
 
Um pretenso historiador, tal como o fascista Le Pen negaram o Holocausto. E então?
Durante séculos a Igreja teve como dogma de fé que o Sol girava em torno da terra, e condenou Galileu Galilei. E então?
George Bush acredita que Deus fez o Homem à sua imagem e semelhança (já imaginaram o Deus com a cara de estupido do Bush?). E então?
Um cartoonista faz uns desenhos a gozar com leituras de textos islámicos, outro faz umas sobre os campos de concentração (que afinal sempre existiram), outro goza com o nariz do Papa. Outro com os Sabus. E então?
O ridiculo é, seja quem for ser condenado por emitir uma opinião, caricaturar uma posição ou dogma que é sempre social e humano.
O ridiculo não mata, mas em nome dele, contra ele cometem-se disparates, crimes e mortes.
E aí sim há que dizer, então, basta.
Basta Ya!
 
Wednesday, February 22, 2006
 
A capital das três religiões, um slogan para uma cidade esplendorosa onde houve, sempre só uma religião, sendo outras, por curtos períodos, por razões de poder admitidas ou interditas.
Nunca houve três ritualizadas em permanência e houve muitas mais no seu tempo histórico.
Mas fica bem uma cidade inventar-se uma alma. Piedosa se possível. Atraí visitantes, traz estórias em busca da história, esse tempo também perdido.
Um bloqueio no computador levou-me (neste ínterim) da capital de outro ritual, de outro culto, o culto taurino, que celebrou a sua, cada vez melhor, III Feira, de Santarém até Toledo.
Hoje pode-se ir lá almoçar saindo de manhã de Lisboa.
Mas parámos em Trujillo e no Café do Teatro (onde, pois, então?), nesta capital dos três gados, da sua transumância, das suas rotas, deliciámo-nos com as partes também nobres do bicho, que são as tripas, callos, após umas entradas de chorar.
E no Parador de Toledo primeiro comeu a vista. A cozinha também tinha visual, mas com a Cava foi uma Sopa Castelhana que fez o estômago.
No dia seguinte o pequeno almoço mais opíparo dos últimos tempos, umas migas demais, com o resto todo, também.
E por entre memorias antigas e os sons destas, dos tempos, outros tempos em que por cá andei percorremos a cidade sucessivamente ariana, cristã, cristã mudéjar, muçulmana, novamente cristã e gótica, e as ruelas onde o gentio judeu fugia, negociava, onde por mercê real constrói uma magnifica sinagoga, dita do trânsito, ao pé de outra igualmente benesse, no gueto.
Pela cidade deambulando encontramos perfumes antigos, obras esplendorosas, como a catedral, ou a igreja em cujo frontal estão as grilhetas dos cristãos libertos de Granada, ou a de S.Tomé, com a incrível consumação do Conde Orgaz, todas elas, todas pejadas de símbolos outros, de outras crenças, de outros cultos, secretos, ou discretos.
As Mesquitas, as que sobram, pois se vêem por todo o lado em pedras reconstruídas, dão um toque de cosmopolitismo ecuménico a esta cidade fantástica.
E as comidas, como deixar de lado o requinte da Casa Aurélio, com uma sinfonia de sabores a encher todo o espaço do palato ou o restaurante La Orza, a significar o sublime converso em nutrientes para o corpo. O que comemos? Pois como dizia o também marrano Camões o que conta é que a alma não seja pequena...
Regresso e paragem só para manutenção no Alentejano, em Montemor. Sublimes migas de espargos com o fruto do ventre do azinho, a acompanhar.
Na expectativa de que o computador se volte a envolver na rede, com a memoria a ficar registada e as companhias dessa, nessa, aqui deixo este “post”.
Voltarei a Toledo.
 
Thursday, February 16, 2006
 
Sou um dispersivo, embora constante nos humores e todos os seus derrivados. Os signos são para mim uma tentação, a linguagem expressão do real e do próprio irreal.A morte e a vida que existem porque há signos para classificá-las, porque nós construímos significante no espaço e no tempo. As palavras, como nos diz Paul Zumthor, no seu ensaio sobre Babel que engendram o poder, que são, como dizia também Lewis Carroll , o poder, que transcendem as coisas, que dão sentido ás ideias e aos objectos que as produzem.
A etimologia das palavras, a regressão a partir dessa à primeira palavra, que significa tudo.A construção com o aire de broca de frases, de conjuntos de palavras, que orientam a estrutura de suporte da, nas mesmas.
E o texto, a grafia em que se codifica o pensamento. Insignificante.
 
Wednesday, February 15, 2006
 
Um dos presidentes do grupo dos Verdes, Daniel Cohn-Bendit, sublinhou que "as religiões, enquanto protagonistas do espaço público, serão sempre alvo de caricaturas blasfemadoras".
E sobre "a definição de um código de conduta, cabe à imprensa fazê-lo e não aos políticos".
A questão na linha do que o Daniel, também conhecido entre os 68 ardos (atenção que não é 69) por Cona Bendita, diz é sobretudo, quem define o que é blasfémia e a mesma é analisada em relação a quê.
O que é blasfemo para uns não o é para outros e se a religião entra no espaço públicop, procurando condicionar, limitar, impôr, não vejo porque razão, não há razão para haver limites de crítica a essa e aos seus rituais.
Ou será que a confiança no castigo divino é tão pouca que (para os inquisidores) se tem que castigar na terra, mesmo os que não creem nessa ou acreditam noutra?
Pois eu, sempre que posso, para além de jejuns e meditação, no caminho do nirvana, também realizo as minhas orações...que ajudam, ás vezes...
( Cona Bendita ,atenção não é o Daniel!, que estais no céu, que estejais sempre presente, bem aventurado seja o Teu nome e bendita Vós além de todas as outras, até ao último suspiro, amén. E postro-me três vezes uivando Cona Akbar.).
Recordando, a propósito, que o cristianismo primevo era uma religião que vivia no maior dos deboches!
Haja Deus e a Santa Cona que o pariu!
Já não há mais paciência. Haja respeito! Haja licenciosidade!
P.S. (Atenção que não tem nada a ver com uma coisa com essa sigla!)
Este número saí do programa habitual, e é acrescentado por graça do autor. Mas já estou pelos cabelos (atenção que o problema seborreico já foi debelado) com toda esta padralhada.
E esta manifesta incompreensão cultural e social. Os meus amigos em países islamicos estão à rasca com o rebaixamento das liberdades e do direito democrático. Diz-me um deles - o respeito da cultura é o respeito por cada um.
Parece que agora temos um respeito genérico a casar-se com a beatice!
E o sr. Embaixador do Irão tem todo o direito de dizer o que lhe passa pela cabeça.
E nós temos todo o direito de, sem queimar a embaixada do mesmo, saber e ter por inqualificáveis as suas opiniões. Mas é inútil explicar-lhe isto. Porque para ele o direito é o do profeta (armado ou desarmado) e a verdade é mentira (onde é que já ouvi isto?).
 
 
“Memórias do Contrabando em Santana de Cambas”, de Luis Filipe Maçarico é um documento notável. Porque faz um registro detalhado, antropológico, de algumas dezenas de informantes, das suas histórias, das suas angustias.
Porque recolhe estórias da nossa literatura sobre o contrabando e assim abre um capítulo de estudo da história sobre as estórias deste.
Num livro cuidadosamente apresentado, com uma bonita capa e um texto lindo de Miguel Rego em introdução, Luís Maçarico fornece-nos ao seu estilo escorreito, que mesmo em prosa faz a luz que da poesia emana, um documento precioso sobre as memórias do contrabando.
As memórias são, há que dize-lo, muitas vezes invenções sobre a história e destas tem que se tirar ilações com luvas de pelica, destas tem que se deixar assentar a poeira para fazer história.
A história do contrabando ainda está por fazer, o seu enquadramento e definição.
Este é um importante levantamento antropológico e um belo escrito de estórias.
A outra história, a história das relações sociais de produção, das lógicas econômicas, da interligação do poder político, da organização do Estado, da função punitiva deste sobre um quadro legal, e numa lógica de direito, essa ainda falta escrever.
Essa terá que resultar de um confronto com outras realidades locais e de uma discussão sobre o fazer história.
Essa terá que passar sempre por esta pequena pérola do Luís.
Para que com esta façamos sentido contribuiremos.
 
Tuesday, February 14, 2006
 
O lançamento do livro de Santiago Macias, O último Porto do Mediterrâneo, e a exposição no castelo de S. Jorge foram ocasião de rever muitos amigos. O Claúdio, desde logo, o Miguel, o Santiado, o Jorge entre os de Mertola, outros de outras andanças pelos Alentejos , outras andanças pela vida, e com emoção revi o meu velho amigo e querido mestre António Borges Coelho.
O tempo passa, as memórias ganham raizes e essas também trazem esquecimentos. Mas conservam os tempos que ficaram, os tempos que fizeram o tempo que é hoje, quando as memorias se reencontram fraternas. Obrigado tempo.
 
Monday, February 13, 2006
 
Enquanto abordo o magnífico relatório do WorldWatch, este ano sobre a India e China, leio artigos vários sobre a questão do direito e da liberdade de expressão. E se o relatório me deixa menos envolvido que os anteriores, embora lhe compreenda a lógica, diversos artigos revelam-se-me incompreensíveis.
A liberdade é só uma e só os limites da lei, que respeitem aquela e que sejam dela originários é que pode levar a que o seu uso possa ser, nos limites do 2º período sancionado judicialmente.
Pois isto que para um liberal empedernido como eu é um absoluto. Isto para um libertário como eu é uma regra.
Não consigo compreender o relativismo que parece sobre este tema ser expresso por tantos, embora não lhes deixe de considerar o direito a esse. Como considero absurdo a proibição de expressão e organização (no quadro da lei e do seu respeito) de ideias e projectos fascistas. E penso que (na linha do activismo de Chomsky) que defender a ideia de que o Holocausto não existiu não é crime. Então o Presidente Bush não defende o criacionismo divino?
Todas as ideias (mesmo as ofensivas!) devem ser rebatidas por outras ideias e o seu convencimento.
Quando começamos a censurar-nos e auto-censurar-nos o caminho para a ditadura, seja do politicamente correcto (quem o estabelece?) seja da moral( qual?) introduz-se na nossa sociedade.
A liberdade só deve à lei, que é estabelecida por esta, e que respeita esta, e o direito de expressão de ideias, de ideias mesmo que vão contra esta. Esse é o limite intransponível da liberdade. Mesmo que alguns achem que tal é licencioso!
 
Sunday, February 12, 2006
 
Os porquinhos estão gordos, embora o seu teor boleico não se espere excelente, A neve recarregou os aquiferos primários e secou um pouco a seca que se prolonga. A primavera já parece ter chegado aos campos. Oxalá haja mais algumas chuvas. Os cogumelos, ainda, pouco vê-los.
Uns dias no país, no verdadeiro país, enchem-nos de vida. Uma opipara Migas com entrecosto do bom, as amizades que se prolongam com o tempo e o povo que continua nesse...
Leituras, uns livros de ficção cientifica (estou cada vez mais heterodoxo nas "letras"), que não deixam esquecer o E.P. Jacobs e o último de Edward Said, sobre democracia e humanismo. Estranhas palavras de que ele procurava (qual Luckas!) a interrogação, a resposta em torno da cultura ...
 
Wednesday, February 08, 2006
 
Aprecio alguma poesia do poeta Alegre. Não gosto das suas prosas.
Apreciei e registo novamente, o seu desasombro em relação aos temas de Ortega Y Gasset, nomeadamente a caça, pesca e tradições socio culturais e ambientais, também, como são as festas taurinas, e sobretudo quando o P.S. revelou total falta de espinha dorsal , continuar a apoiar Barrancos.
Achei que a sua candidatura motivada por despeito e ilusão de grandeza foi nefasta e à sua volta juntou do piorio.
Agora (notável, notável!) também são contra os direitos das mulheres e nomeadamente a legalização, em condições, da I.V.G. , vulgo aborto.
Notável, com o nacionalismo paconço e a recusa dos direitos, já só lhes falta sieg heil, sieg heil!
Akguém ainda lhe dá crédito?
 
Tuesday, February 07, 2006
 
Tenho simpatia por Freitas do Amaral.
Pessoal e política.
Mas não posso deixar de pensar que teve (caso tenha sido da lavra dele!) um ensandecimento momentaneo ao divulgar uma posição, em nome do governo, contra a liberdade. A liberdade de expressão, de crítica e de pensamento, na linha dos piores fundamentalismos. Não lhe peço que leia os teoricos do liberalismo para não entrar na trágica confusão entre liberdade e licenciosidade (fruto do uma, uma moral e portanto espúria deste debate que não é sobre moral), mas do direito de a religião, qualquer religião ter direito aos seus simbolos e rituais e ser passível de ter os seus símbolos e rituais criticados.
Claro que hoje vivemos tempos complexos. Claro que hoje os riscos da intolerância são maiores, na linha do que disse em post anterior. Mas a maior intolerância é a guerra e a supressão de liberdades (civicas, individuais, direitos dessas) em nome de ideias. Mesmo que essas ideias tenham um profeta. Que por acaso até serve de justificação ao terro, ao bombismo, ao aviltamento das mulheres, à lei de talião. E se pode servir também o seu contrário, esse não é cartonável.
Mal meu caro Diogo, mal, muito mal.
Com a mesma simpatia, na discordância, que não se pode expressar também hoje em Portugal, e que seria susceptível de fatwa nos países proselitos do profeta (com bomba ou sem ela!)
 
 
O mundo continua em busca de sentido. O Ocidente, a ideia do Ocidente, de racionalismo, de separação do civil e do religioso, de espaço para o sagrado e de espaço para o direito parece vergar face aos diversos ayatolas que animados pelo sinistro do Irão, ou o assassino no poder na Síria, por razões do seu poder agitam a rua árabe, fanatizada, fanatizável.
O Ocidente, em maus lençois com a sua herança, ainda sujeito ao fanatismo vaticano, vive mal com a opinião, a sua liberdade, os seus limites, fronteiras.
Aceitar o outro, o direito do outro à opinião, desde que no quadro da lei e do direito é um dos pilares da demos cracia. Todos os proibidos, de opinião, de direito individual, são atentados ao eu. Ao absoluto que somos, em sociedade, com os outros.
Infelizmente o Ocidente (a ideia) está mal. O baptista no poder em Washington e o chita no poder em Teerão, o sunita no poder em Damasco, o católico com poder vaticano, todos eles querem o poder. o poder de definir a vida, de estabelecer os caminhos dessa.
Como o poeta Machado continuaremos a caminhar, sabendo que o caminhar é o caminho e o horizonte é o próprio caminhar, que faz o futuro.
 
Monday, February 06, 2006
 
Munique de Steven Spielberg é outro excelente filme de,para reflexão.
E que nos remete para a culpa e a sua expiação, num circulo de mortes/redenção que equaciona a humanidade na humanidade.
Os referentes são históricos mas a viagem é psicologica, pelos estados, estados de alma.
Um filme que não é linear, que coloca questões ás proprias questões.
E um som fabuloso.
 
 
Tenho com estupor assistido à mais incrivel das alianças. Vaticano e ayatolas, direita reaccionário ou menos reaccionário e bloquistas e comunistas, intolerantes todos unidos.
A liberdade de expressão com essa gente no poder perdeu sempre. O direito a pensar e a exprimir o pensamento só deve ter por limite a lei, se e quando esse for em defesa de actos, accões atentatórias dos direitos e da humanidade.
E mesmo assim esse é sagrado. Recordo um, vários congressos do Partido Radical onde um individuo aparecia a defender a pedofilia e a sua legalização. Pois exerceu o seu direito, mas teve da tribuna fartas declarações sobre o caracter da sua posição e o desprezo de quantos a sentiram contra o direito e a liberdade.
Mafoma bombista? Então o amigo de todos aqueles do 2º período não defende a bomba em nome daquele?
E não se pode criticar?
Ai, ai, ai!
 
Thursday, February 02, 2006
 
Toda a censura é ridicula. Porque não há censura para o pensamento. Os cartoons que neste momento provocam a ira dos censores, como antes outros (o do Papa com o perservativo no nariz ou a beata Lúcia a masturbar-se com o crucifixo) mostram que a intolerância é mau concelheira e que é sempre pior a emenda que o soneto.
Hoje as imagens do Maomé bombista e as alegorias a haddids circulam como nunca circulariam não fora a tontice dos homens do lápis azul.
Não há censura para o pensamento. Ninguém corta as assas à imaginação.
 
civetta.buho@gmail.com

ARCHIVES
06/01/2003 - 07/01/2003 / 07/01/2003 - 08/01/2003 / 08/01/2003 - 09/01/2003 / 09/01/2003 - 10/01/2003 / 10/01/2003 - 11/01/2003 / 11/01/2003 - 12/01/2003 / 12/01/2003 - 01/01/2004 / 01/01/2004 - 02/01/2004 / 02/01/2004 - 03/01/2004 / 03/01/2004 - 04/01/2004 / 04/01/2004 - 05/01/2004 / 05/01/2004 - 06/01/2004 / 06/01/2004 - 07/01/2004 / 07/01/2004 - 08/01/2004 / 08/01/2004 - 09/01/2004 / 09/01/2004 - 10/01/2004 / 10/01/2004 - 11/01/2004 / 11/01/2004 - 12/01/2004 / 12/01/2004 - 01/01/2005 / 01/01/2005 - 02/01/2005 / 02/01/2005 - 03/01/2005 / 03/01/2005 - 04/01/2005 / 04/01/2005 - 05/01/2005 / 05/01/2005 - 06/01/2005 / 06/01/2005 - 07/01/2005 / 07/01/2005 - 08/01/2005 / 08/01/2005 - 09/01/2005 / 09/01/2005 - 10/01/2005 / 10/01/2005 - 11/01/2005 / 11/01/2005 - 12/01/2005 / 12/01/2005 - 01/01/2006 / 01/01/2006 - 02/01/2006 / 02/01/2006 - 03/01/2006 / 03/01/2006 - 04/01/2006 / 04/01/2006 - 05/01/2006 / 05/01/2006 - 06/01/2006 / 06/01/2006 - 07/01/2006 / 07/01/2006 - 08/01/2006 / 08/01/2006 - 09/01/2006 / 09/01/2006 - 10/01/2006 / 10/01/2006 - 11/01/2006 / 11/01/2006 - 12/01/2006 / 12/01/2006 - 01/01/2007 / 01/01/2007 - 02/01/2007 / 02/01/2007 - 03/01/2007 / 03/01/2007 - 04/01/2007 / 04/01/2007 - 05/01/2007 / 05/01/2007 - 06/01/2007 / 06/01/2007 - 07/01/2007 / 07/01/2007 - 08/01/2007 / 08/01/2007 - 09/01/2007 / 09/01/2007 - 10/01/2007 / 10/01/2007 - 11/01/2007 / 11/01/2007 - 12/01/2007 / 12/01/2007 - 01/01/2008 / 01/01/2008 - 02/01/2008 / 02/01/2008 - 03/01/2008 / 03/01/2008 - 04/01/2008 / 04/01/2008 - 05/01/2008 / 05/01/2008 - 06/01/2008 / 06/01/2008 - 07/01/2008 / 07/01/2008 - 08/01/2008 / 08/01/2008 - 09/01/2008 / 09/01/2008 - 10/01/2008 / 10/01/2008 - 11/01/2008 / 11/01/2008 - 12/01/2008 / 12/01/2008 - 01/01/2009 / 01/01/2009 - 02/01/2009 / 02/01/2009 - 03/01/2009 / 03/01/2009 - 04/01/2009 / 04/01/2009 - 05/01/2009 / 05/01/2009 - 06/01/2009 / 06/01/2009 - 07/01/2009 / 07/01/2009 - 08/01/2009 / 08/01/2009 - 09/01/2009 / 09/01/2009 - 10/01/2009 / 10/01/2009 - 11/01/2009 / 11/01/2009 - 12/01/2009 / 12/01/2009 - 01/01/2010 / 01/01/2010 - 02/01/2010 / 02/01/2010 - 03/01/2010 / 03/01/2010 - 04/01/2010 / 04/01/2010 - 05/01/2010 / 05/01/2010 - 06/01/2010 / 06/01/2010 - 07/01/2010 / 07/01/2010 - 08/01/2010 / 08/01/2010 - 09/01/2010 / 09/01/2010 - 10/01/2010 / 10/01/2010 - 11/01/2010 / 11/01/2010 - 12/01/2010 / 12/01/2010 - 01/01/2011 / 01/01/2011 - 02/01/2011 / 02/01/2011 - 03/01/2011 / 03/01/2011 - 04/01/2011 / 04/01/2011 - 05/01/2011 / 05/01/2011 - 06/01/2011 / 06/01/2011 - 07/01/2011 / 07/01/2011 - 08/01/2011 / 08/01/2011 - 09/01/2011 / 09/01/2011 - 10/01/2011 / 10/01/2011 - 11/01/2011 / 11/01/2011 - 12/01/2011 / 12/01/2011 - 01/01/2012 / 01/01/2012 - 02/01/2012 / 02/01/2012 - 03/01/2012 / 03/01/2012 - 04/01/2012 / 04/01/2012 - 05/01/2012 / 05/01/2012 - 06/01/2012 / 06/01/2012 - 07/01/2012 / 07/01/2012 - 08/01/2012 / 08/01/2012 - 09/01/2012 / 09/01/2012 - 10/01/2012 / 10/01/2012 - 11/01/2012 / 11/01/2012 - 12/01/2012 / 12/01/2012 - 01/01/2013 / 01/01/2013 - 02/01/2013 / 02/01/2013 - 03/01/2013 / 03/01/2013 - 04/01/2013 / 04/01/2013 - 05/01/2013 / 05/01/2013 - 06/01/2013 / 06/01/2013 - 07/01/2013 / 07/01/2013 - 08/01/2013 / 08/01/2013 - 09/01/2013 / 09/01/2013 - 10/01/2013 / 10/01/2013 - 11/01/2013 / 11/01/2013 - 12/01/2013 / 12/01/2013 - 01/01/2014 / 01/01/2014 - 02/01/2014 / 02/01/2014 - 03/01/2014 / 03/01/2014 - 04/01/2014 / 04/01/2014 - 05/01/2014 / 05/01/2014 - 06/01/2014 / 06/01/2014 - 07/01/2014 / 07/01/2014 - 08/01/2014 / 08/01/2014 - 09/01/2014 / 09/01/2014 - 10/01/2014 / 10/01/2014 - 11/01/2014 / 11/01/2014 - 12/01/2014 / 12/01/2014 - 01/01/2015 / 01/01/2015 - 02/01/2015 / 02/01/2015 - 03/01/2015 / 03/01/2015 - 04/01/2015 / 04/01/2015 - 05/01/2015 / 05/01/2015 - 06/01/2015 / 06/01/2015 - 07/01/2015 / 07/01/2015 - 08/01/2015 / 08/01/2015 - 09/01/2015 / 09/01/2015 - 10/01/2015 / 10/01/2015 - 11/01/2015 / 11/01/2015 - 12/01/2015 / 12/01/2015 - 01/01/2016 / 01/01/2016 - 02/01/2016 / 02/01/2016 - 03/01/2016 / 03/01/2016 - 04/01/2016 / 04/01/2016 - 05/01/2016 / 05/01/2016 - 06/01/2016 / 06/01/2016 - 07/01/2016 / 07/01/2016 - 08/01/2016 / 08/01/2016 - 09/01/2016 / 09/01/2016 - 10/01/2016 / 10/01/2016 - 11/01/2016 / 11/01/2016 - 12/01/2016 / 12/01/2016 - 01/01/2017 / 01/01/2017 - 02/01/2017 / 02/01/2017 - 03/01/2017 / 03/01/2017 - 04/01/2017 / 04/01/2017 - 05/01/2017 / 05/01/2017 - 06/01/2017 / 06/01/2017 - 07/01/2017 / 07/01/2017 - 08/01/2017 /


Powered by Blogger