insignificante
Sunday, April 29, 2007
 
Não faz sentido. Há que denunciá-los!

O quadro das liberdades e a democracia liberal são balizados pelo respeito das leis e do direito e a luta pela sua transformação de acordo com ideias, pelo convencimento avaliado por metodos transparentes.
Com surpresa vejo a aceitação no quadro democrático e em processos de eleições políticas de forças que não respeitam as leis, que defendem metodos violentos, que se manifestam contra o acto a que concorrem.
E fico surpreso pela decisão da magistratura espanhola, embora ainda não definitiva, de autorizar um dos muitos disfarces dos terroristas da ETA a concorrer às eleições locais no país basco ( cuja delimitação eles não concordam o que mostra a coluna vertebral desta gentalha!).
Fico surpreso porque os argumentos são débeis, quando se sabe a lógica de fagocitar organizações fantasmas pelos terrroristas, para assim encontrarem amplificação publicitária e fundos para as suas actividades criminosas.
Esta situação surreal deixa para 2º plano a inacreditável situação na Turquia, onde se procura eleger um presidente através de uma golpada constitucional e onde os tropas ( mal, muito mal) procuram condicionar a democracia política (que desde logo é colocada em cheque pelos islamitas moderados no poder!).
E o inacreditável e pidesco o comportamento do governo polaco ao tentar retirar o mandato europeu a Gemerek, por razões de baixa política interna.

Todos estes factos, e outros tantos outros que diariamente nos vão confrontando, mostram que a falta de cultura cívica e política não tem matriz de origem e que só o respeito pelos principios do liberalismo político faz sentido e é base para manter as liberdades publicas e os direitos democráticos e alternantes.


 
Saturday, April 28, 2007
 
Quem cala...

consente diz um velho ditado popular, por isso venho aqui novamente denunciar a intolerância.
A intolerância tem várias formas mas é sempre a incapacidade, o receio de ouvir, argumentar, confrontar o outro. Com ideias, com factos, com convicções.
Em vários momentos da vida, todos nós fomos confrontados com contradições nesse domínio, com hesitações e com dúvidas.
Onde traçar a fronteira, qual o limite entre a liberdade e o não dito o outro dito.
Pois sou, numa lógica liberal/libertária dos que defendem o direito absoluto ao dito, qualquer dito. Negar o Holocausto, defender o Oliveira, negar que o Estado Novo foi uma vilania, considerar o Hitler alto e louro, ignorar as suas próprias raizes negras, berberes, judias e outras posições a raiar o ofensivo são um direito, que estou disposto a defender. O direito de opinião, seja ela essa tontada obscena ou simplesmente ignorante. Mas o que esperar de gente que só tem um neurónio na cabeça e que ainda por cima, em muitos casos já está esturricado pelo sol na fraca moleirinha rapada?
Claro que defender o direito dessa escumalha, o direito a falar, reunir, manifestar-se ter os seus locais de culto não me leva senão a ter mais intervenção civica e intervir mais afincadamente em favor das liberdades públicas e do direito, que não tenho quaisquer dúvidas eles espezinhariam na 1ª oportunidade.
E esse confronto permanente também não é inocente.
A lei tem regras claras e quando são infringidas os processos judiciais e os tribunais devem dar vida ao direito. Uma coisa é uma turba sem qualquer sentido levantar os braços tatuados, que é a única coisa que a impotência levanta e gritarem contra os pretos (que lhe estão no sangue) e contra os maricas (na lógica do macho impotente) e contra os judeus (que também são) e esse direito é uma opinião, uma reles opinião, que do meu ponto de vista devem ter o direito de expressar, outra coisa é terem armamento proibido, darem um empurrão num negro, pisarem um judeu, ou insultarem um homosexual.
O direito a ter opinião tem por limite a lei.
O que distingue a sociedade liberal, aberta, dos seus inimigos é o estabelecimento e a observância da lei.
Essa cambada fascistóide tem, portanto e do meu ponto de vista, o direito de ter e fazer ouvir por quem dessas participa, as suas abstuntas ideias. Não tem é qualquer direito mais e nomeadamente de infringir a lei.
É claro tudo isto para essa corja é muito complicado. Eles só sabem bater, bater, bater. Não esqueçamos que a sua conta tem inumeros assassinatos no Portugal democrático, onde só eles e os outros fanáticos das FP 25 Abril são responsáveis por crimes de sangue.
Não podemos deixar esta gente impune quando viola a lei.
Mas não podemos atropelar as regras do Estado democrático para as defender.
Isso também não cabe na cabeça de uns energumenos que encapuçados cospem nas igrejas e tentam tirar desforço o direito de opinião.
A lei é para todos. E para todos cumprirem ou sujeitarem-se às penalizações da infracção resultante.

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Friday, April 27, 2007
 
Será?

Sinto-me cada vez mais bloqueado, atulhado de informação a que não consigo dar o seguimento mais adequado, a pilha dos livros por ler cada vez é maior e, a dos lidos, processados e esquecidos é assustadora, e vou-me esquecendo de caras e de nomes, de referências e momentos.
Será que o dínamo desta coisa (como raio isto se chama, porra!) já está a funcionar intermitentemente? Será que o tempo já não acumula mais como um copo de água cheio?

Dou por mim a escrever palavras, frases já escritas sem que o copy/paste tenha alguma interferência, revejo documentos e só no fim redescubro que já os havia processado, e descubro-me frequentemente (embora esse caso seja recorrente temporalmente...) a defender uma posição e a sua contrária (não querendo com isso deixar de valorizar só uma, pois só quando se percebe a razão de um lado se pode ver o irracional do outro), e já me cruzei com ex-namoradas sem as reconhecer.

Será que o tempo de outro tempo ainda tem espaço neste tempo?
O cansaço de muito frenessim no últimas semanas tem agravado esta espécie de tempo sem tempo que me parece cercar.
O trivial em que se estrutura a sociedade, dominado por nonsense(s) cotidianos não ajuda nada a reflectir.
Nenhum pensamento parece aguentar a tepidez, nenhum pensamento constitui referência.
Será do cometa? Será da idade? Será desta sola de pregos que coloquei nos sapatos?
De que será?


 
Thursday, April 26, 2007
 
Bufaria? Delação? Tabloidismo?

Deve ser da ressaca...lê-se e não se acredita!
Então o governo da Republica convida à delação anónima?
Passou a Inquisição, passou o miguelismo, passarram as várias ditaduras, passou o Estado Novo e... 33 anos após o 25 de Abril volta a institucionalizar-se a bufaria, a reles delação.
Será que ninguém reparou a diferença (toda a diferença!) que está na raiz, no anonimato, do acto que induz a toda a velhacaria, a toda a estafermice, a todos os desvarios.
Pelo que li não é todavia ainda claro se se prevê a defesa do anonimato ou não.
Por isso ainda duvidamos do facto.
Talvez tudo isto seja resultado da diarreia mental que parece afectar os fazedores de títulos dos tablóides. A não ser assim, é grave, muito grave.
Claro que sou a favor da denúncia de todos, todos os crimes e incorrecções. Frontal e publicamente, doa a quem doer. Mas com rosto e com assinatura!
Anonimato? Não, Obrigado.
 
Wednesday, April 25, 2007
 
São cravos, senhores são cravos!

A democracia e as liberdades públicas não são um garantido absoluto.
O peso dos novos poderes, a economia e os seus principais actores, as tentaculares multinacionais num quadro de ausência de regras propiciado pelo mais alargado laissez faire, não o confundir com liberalismo, e o poder dos mídia cada vez mais relacionados com o tal referido (como admiravelmente Moretti documenta no Caimão) e também as logicas de re-construção das noticias no quadro da mentalidade popular ( como se esta não fosse activa e passiva, sujeito e objecto) e da cedência ao tabloidismo ( de que o DN se está a tornar referente...) são, assim como o confinar do pensamento demo-liberal e libertário a um canto excentrico do espectro socio-politico, os maiores riscos que sobre as liberdades públicas e a essência da democracia liberal impendem.
O resto, tudo o resto, é consequência desses determinantes/ameaças à sociedade aberta, tudo o resto que são as políticas e lógicas económicas e sociais, que deveria ser claro e discutido e base de confronto está inquinado.
A democracia terá que se salvar a si mesma, esse o grande desafio.
Essa a continuação do 25 de Abril.
 
Tuesday, April 24, 2007
 
25 de Abril SEMPRE!

fascismo...nunca mais, nunca mais!

É que não há machado que corte...
 
Monday, April 23, 2007
 

Buho

O olhar pára
No fundo da alma
Quando é de noite

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Sunday, April 22, 2007
 
Leituras.

A ver, embora inferior ao do ano passado o World Press Cartoon, no Olga Cadaval. Alguns bonecos cheios de pensamento, outros mais discretos. Vale a leitura.
O Indie, muito compacto, mas na corda bamba entre o bom e o sofrivel tem um cheiro dos velhos festivais de cinema, cheios de gente jovem e entusiasmada. Seria interessante que alguém lhe desse followup.
O livro de Amos Oz distribuido com o Público, reflexão interessante sobre o fanatismo, a que não deixaria de agregar o notável texto de JPP (http://www.abrupto.blogspot.com) onde aparecem algumas perolas, quando não contaminadas pelo sectarismo ( a imagem do JPP a bater no peito e a gritar Estaline está vivo nos nossos corações não me saí da cabeça quando leio os seus textos febris!), do Público de Sábado e o do Bénard da Costa de hoje sobre a proibição que ameaça a Carmem de Bizet e toda a história e memória.
O mundo está perigoso. Lá isso está.

Uma nota final para registar o nonsense que é um partido com um número de militantes (7.000) escassamente superior ao que lhe permite existir de acordo com a lei (que claro aqui não vale nada ou a maior parte deles estariam ilegalizados!) encher as televisões e encher de poeira os olhos dos portugueses.
O poder dos mídia é cada vez maior e não há quem desmistifique isto?

 
Friday, April 20, 2007
 
Uma águia paira
Um coelho corre
Põe-se o Sol

A borboleta em voo
Rompe o arco-íris
Caí chuva

Com a lagoa em fundo
Patos passam
Cheira o jasmim

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Patorrábia

A vida é feita de encontros e desencontros, alguns à mesa dos cafés. em tertúlias que podem não ter fim, onde somos surpreendidos por reencontros inesperados, gente que deixáramos no arquivo da vida e novos conhecimentos, que o turbilhão em que vivemos também devora, que seja devagar e saiba, como dizem os cabo-verdianos.
Nas Caldas concentram-se muitas energias, afastado que foi a nuclear de Ferrel, e agora sobre reciclagem de pneus voltamos a reencontrar velhos conhecidos e a imaginar novas realidades na economia e no ambiente, que também pode e deve ser negócio e mais valias.
Ou no simpático, com optima vista e inspirador de calma e tempo para essa, Patorrábia (em Vidais), um almoço tranquilo, sobre identidades e a transformação dessas em comida, que aqui é confeccionada com delícia e anunciada biológica.
A vida é este processo. Produzimos, na natureza e com os produtos que esta nos disponibiliza, processamos com o entorno onde consumimos e nesse deixamos marcas e referentes culturais e essa é a nossa identidade. Todos temos identidade. A identidade não é nenhum Karma, nem qualquer dogma. Depende.

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Thursday, April 19, 2007
 
Diplomas...e diplomas...

Têem-me questionado sobre o caso. Pois penso que não é caso nenhum e adoro imaginar ou o Eng. Belmiro a tê-lo congeminado por vingança ou o outro Eng. a tê-lo congeminado para distrair o país dos verdadeiros problemas ( inacreditável numa entrevista de hora e meia 50 minutos, mais de metade se ter falado de um tema que não interessa a cristo...).
É-me indiferente se o Eng. Socrates é Eng. Técnico ou da Independente, se tem um mba ou nada. Não valorizo minimamente essa questão, e fui professor universitário convidado, tenho diversas pós graduações e um quase mestrado e chego a ser tratado por sr. (sem desagrado, há que frizar!) quando outros que nem a 4ª classe tem são bajulados de dr. para baixo e para cima.
A cultura e o conhecimento está na alma e na vivência desta, nas leituras dos escritos e do mundo, do trabalho a construir discurso e realidade, da experiência que tanto pode ser de um lavador de pratos, que descobre o zen, como de um investigador molecular, que descobre os fractais e as asas da borboleta.
Mete-me nojo e só me recorda o triste episódio da sra. Lewinsky (ainda se lembram dela?) que desviou os americanos da governação e os anestesiou para o Bush.
Por cá a pouca vergonha continua...devotassem os jornais a mesma energia que devotam a uns papeis, uns certificados idiotas e investigassem as Otas e os túneis do Marquês, hoje soube numa conversa que ouvi nos bastidores que a segurança é um perfeita treta, por um técnico responsável ( ir!) da obra.
Mas que fazer (?), se até o JPP/Abrupto (mente) se deixa montar neste desvario lacrimejante e obsceno

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Wednesday, April 18, 2007
 

Valencita

de Monbuey tem uma espectacular central fotovoltaica. Complemento da agro-pastoricia e absolutamente integrada na paisagem.
Outras, bom outras, é vê-las...
 
Tuesday, April 17, 2007
 
Flores

Foi inaugurado o excelente espaço que é o Parque de Feiras de Barrancos. Um excelente arranjo, ainda a precisar de uns retoques finais, um espaço soberbo, uma inauguração condigna do concelho e pavilhões e representações q.b.
A aposta agora é dar-lhe vida, concluindo os retoques e transformá-lo numa nova centralidade local.
Interessantes colóquios, num espaço para estes a melhorar, onde só foi pena que às questões directas colocadas no painel sobre o porco preto e o seu processamento o sr. Tira-picos e um outro engravatado tenham respondido ao lado (não é necessário grandes estruturas nem tem significativos impactos a instalação de matadouros acoplados ás fabricas de enchidos) e procurado fazer-nos de estupidos.
Não é a nós não nos pagam comissão do matadouro de Reguengos!
E a razão porque os ganadeiros locais são discriminados a favor de Odemira não foi esclarecida...
É claro esses dois senhores, representando o governo, acharam que tinham que responder a perguntas que não lhes eram destinadas, mas lá foram defender o seu tacho.
Assim não vamos longe...
De referir e congratularmo-nos que água mole em pedra dura... levou a Edia e a administração da Coitadinha a dar passos no sentido da sustentabilidade (até já lá há porcos de montanheira!) que o concelho precisava, mas há que continuar o caminho, para não perder tudo.
Integrar a propriedade numa lógica concelhia e integrada socialmente é a única alternativa à privatização neo-liberal que paira sobre ela (no dia seguinte o ministro da Agricultura voltou a referir que só propriedades de investigação é que não serão alienadas, para bom entendedor!)

Mas as Flores também são a romeria das gentes de Encinasola e de Barrancos, e dos pueblos da zona.
Noutro dia dessas e das suas gentes falaremos.

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Friday, April 13, 2007
 
O tempo, o tempo vai-se acumulando, o tempo vai passando e os factos da vida vão-se constituindo em marcos, passageiros, no espaço onde existem.
Cursos de formação, projectos de desenvolvimento energético, trivialidades vão-se acumulando pelo nosso presente, sempre passado.
A semana passou e por ela mais 1000 Km, de viagens para cá e para lá.
Na 2ª a ante-estreia de um simpático filme"A Nuvem" que na sua mediocridade chama a atenção para um acidente industrial nuclear e as suas consequências, numa sociedade avançada onde este faz surgir o pior da natureza humana.
Pena a "love story" inverosímil e irrealista que molda o filme, feito a partir de um romance de 3ª linha.
Apesar de tudo o tema é interessante e a/de fazer pensar. Pena as melhores causas serem apresentadas com o pior argumentário.
3ª e 4ª Barrancos e Moura cercados por trombas de água e o campo a não ter já capacidade de absorção das águas mil que em enxurrada o desgastam, no caminho da erosão.
5ª e 6ª as actividades de continuação dos projectos e os problemas habituais a tratar, antes de regressar à terra.
Tudo passa, tudo fica.
Pelo meio continuaram os psicodramas criados por uma comunicação social cada vez mais orientada por valores tablóides.
Onde está a realidade?
 
Wednesday, April 11, 2007
 
Ai Timor

Que também é um ai pela incapacidade ( ou será outra coisa?) dos média nacionais (onde anda o Adelino?) em perceber o que lá se passa. Devo dizer que não tenho informação especialmente privilegeada, mas ao ouvir o Rogeiro e ver as manipulações dos telejornais e do jornais se tem que dizer...qualquer um com olhos na cara percebia que eram só disparates...que salvo e pouco a rtp não chega sequer à borda de Dili. Tomar os seus desejos ou os da australiana do xanana pela realidade não conta muito.
Claro que o Lo Ulu vai à 2ª volta e penso que quase ganhará logo à 1ª e que o Horta, não fora a australiana e o seu ar de catequista tinha ficado em 3º...
Mas essa realidade, obvia para quem está minimamente atento, parece que escapou até aos jornalistas que não saem do hotel Lisboa e não conhecem o terreno e não arranham tetum nem nada.
Timor é (foi todo este processo, onde houve culpas e ingenuidades, como o caso Lobato!, da Fretilin e do Maari) um caso de entrada do neo-colonialismo e das multinacionais pela mão de antigos responsáveis ( hoje australianizados ou desde sempre nova-iorquinos) quando começa a haver capital de investimento ( notável que face ao plano de infra-estruturas se oponha a distribuiçao, para o bolso de quem?, dos dividendos!) rebenta a bernarda,,, e sabemos como é fácil num país e nas circunstâncias de Timor.
Quando alguém, com seriedade explica para nós o que se passa?
Ai Timor!

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Tuesday, April 10, 2007
 
I.V.G.

Com a promulgação pelo Presidente da Republica do decreto lei que cria um quadro legal para a Interrupção Voluntária da Gravidez são finalmente criadas as condições para uma eficaz luta e campanha contra o aborto clandestino e a consagração dos direitos reprodutivos, em condições de saúde fisica e psicológica da mulher.
De registar o tom elevado, se bem que num ou noutro ponto manifestamente fora do contexto, da mensagem com que o Presidente decidiu fazer acompanhar a promulgação.
Com um atraso de anos, devido essencialmente ao obscurantismo tutelado pela pior beataria e padralhada, temos finalmente consagrado o direito das mulheres à sua individualidade, na totalidade que esta pode assumir.
Amén e Aleluia!

P.S. Não acho a mensagem absurda, e salvo a questão dos médicos objectores, que como é óbvio são de outro filme e a descontextualização do acompanhamento pelos homens penso normal o fornecimento de informação à mulher seja de alternativas seja do estado da gravidez. Fornecimento de informação nada mais. A responsabilidade nasce de uma decisão alicerçada na realidade.

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Saturday, April 07, 2007
 
Moinhos

Hoje é dia de moinhos, visitar moinhos, pensar em moinhos e em boas energias.
E encontrei um blog excelente, que é um autêntico moinho:
http://blogs.publico.pt/dererumnatura/
Vão ver e divertir-se, a sério.
E bons ventos e águas revoltas!
E:Rede Portuguesa de Moinhos

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Friday, April 06, 2007
 
Uma boa imagem...

Continuamos a ver a foto do miliciano, do F. Capra, sem que muitos saibam que é encenada e ontem soubemos de outro tipo de encenação que é a mentira do enredo da premiada de este ano do World Press Photo ( o luxo libanês). Recordo Susan Sontag, de propósito!

As imagens....ai as imagens.
Notável a dos Gatos Fedorentos no Marquês de Pombal... que não percebo como pode ser retirada pela C.M.L., mas isso é outra estória. Não deviam era autorizar nenhuma naquele local!

E hoje fico siderado, com a publicidade da AMI no D.N.
Nunca mais vão contar com o meu dinheirinho, por muito apreço que tenha pelo seu mérito. Acho uma reles pornografia política, da mais baixa. Por essas razões deixei de comprar o Expresso, já lá vão quase 20 anos, nunca me fez falta...
Jogar com os mais torpes sentimentos não é a minha noção de civismo, nem de humanidade.

Imagens...ha, imagens....

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Thursday, April 05, 2007
 
Caminhando...

Fui de Moura a Arouca, das planícies solarentas aos montes ventosos.
Guiado pelas energias...
Na Serra da Freita, num simpático Parque de Campismo chamado Refugio da Freita discutimos energias e a sua melhor informação.
O dia estava bonito, os aerogeradores esplendorosos, a velha pastoreava as cabras.
E o caminho continua a fazer o caminhante.

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Wednesday, April 04, 2007
 
No campo...

A vida continua ao seu ritmo, agora é a altura dos vitelos surgirem curiosos da barriga das mães, passado o tempo da matança do porco. É também o tempo da tosquia das ovelhas e dos cabritos para a Páscoa. É tempo dos campos se porem de todas as cores, aqui e ali com uma papoila a irromper.
É tempo de Páscoa, romarias saiem ou preparam-se por todas a peninsula, hoje ibérica. E de festas e namoros e tudo o que segue que também é morte e ressureição, seja para os penitentes ou não.
A vida continua o seu ritmo, ontem choveu pedra, granizou pelas zonas extremas, hoje o sol mostra sinais de trazer melhoras para permitir as procissões, rituais, romeiras, pascais.
Hoje no sul, amanhã no norte a vida continua. Cada dia é um dia.
 
Tuesday, April 03, 2007
 
Fotovoltaico

Hoje foi um dia dedicado ao fotovoltaico. De manhã visitei um espaço espectacular. A 3 Km de Valencita espalhados por entre os azinhos e confundindo-se com eles um espaço enorme de paineis/arvores entrou em produção o mês passado. Tudo bonito e bem organizado. Não consegui dados da produção, mas pareceu-me uma estrutura adequada, módulos individuais, boa disposição espacial.
De tarde fui a Brinches. Tudo excessivo, parece que não havia ganância para mais. Outro tipo de paineis ( ao contrário dos espanhóis importados e estrutura mais rigida. ) problemas para reparação e menos maleabilidade para seguir o sol.
Vamos ver...
E ao fim da tarde um hotel que produz para auto-consumo e vende à rede, em Espanha, claro.
O dia foi de chuva e granizo, mas o sol esteve presente.
Que continue.
 
Sunday, April 01, 2007
 
1 Abril

Era o dia das mentiras, das partidas, da brincadeira associada a essas. Hoje é impossível. Tudo é mentira, nada é mentira, a verdade de hoje é a mentira de amanã, tudo tem um angulo, tudo se pode torcer e distorcer. Nada é sério, tudo é sério.
Atrás de uma posição, uma história pode sempre estar outra posição outra estória que sejam o seu alter ego.
Perdeu a graça o dia das mentiras.
Hoje a mentira foi que as vacas poluiam mais que os carros, e houve gente que a julgou séria, pois então tudo é possível, sendo que somos bombardeados por imagens falsas, por montagens fotográficas de gente escrapulosa que só pretende levar água ao seu moinho, com petas e quejandos.
Talvez seja verdade a informação sobre o orgasmo feminino-torradeira, ou não.
Mas que temos que ver onde pomos os pés, os olhos, a mão, etc. lá isso temos...
 
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