insignificante
Wednesday, October 31, 2007
 
Judeus em Portugal,
Terminou hoje no Museu Republica e Ressistência o ciclo de conferências, que com base nos livros "Judeus em Portugal", Jorge Martins apresentou durante 5 sessões.
Já aqui falei do(s) livros e do fundamental trabalho que o Jorge fez, vem fazendo, para recuperar, reabilitar, um bocadão da nossa história, contextualizando-a e despindo-a de preconceitos, prejuízos que em nome de supostas épicas a adulteram, em nome de supostas verdades a aviltam.
A história tem tudo, por esta passou o que passou, e o julgamento que fazemos desta tem que ter âncoras na nossa realidade e no como queremos que essa formate o futuro.
Nunca será demais integrar todos os passados na nossa história, procurá-los no nosso presente e dele nos precavermos para o futuro.
Um grande obrigado ao Jorge pelo passado que nos traz ao presente.
E nesse para construir futuro, que também contou com a colaboração do Jorge, seria hoje apresentado e verosimilmente aprovado uma proposta de lembrar, para não esquecer o massacre de 1506 e de simbolizar a luta contra a intolerância, as intolerâncias que têm sido também história, num quadro de re-arranjo do Largo de S. Domingos, com uma velha oliveira símbolo por demais da paz.
Não me chegaram senão rumores sobre o adiamento, mas esses já me deixam preocupado... Por motivos de um email (terá sido anónimo?), por motivos de se encontrar a CML, laica e republicana, na necessidade de consultar as comunidades religiosas, por deficiente informação transversal ao tema (o que me parece provavel dado que as propostas que houve em tempos já se encontram desenquadradas e tinham um especificidade diferente), foi adiada a proposta.
Devo dizer que não me satisfazem os rumores, não me satisfazem...
Vamos ver...

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Monday, October 29, 2007
 

Por vezes...sinto-me urso polar...
 
 
Será que não sabem ler?

Enviei à ASAE ( responsável por dar seguimento às reclamações registadas em livro contra lavandarias) cópia da reclamação.
Sem sequer a ter lido... recebo resposta tipo, que transrevo:

Exmo(a) Senhor(a)

Em resposta à mensagem de V.Exa. do passado dia 29 de Outubro de 2007,
informamos que esta Autoridade não tem competências para actuar no âmbito das relações contratuais entre entidades privadas.

Na verdade, quaisquer litígios que decorram desse tipo de relações contratuais, como o caso apresentado por V.Exa.,
só podem ser resolvidos com recurso aos tribunais judiciais ou a centros de arbitragem de conflitos.

Com os melhores cumprimentos


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NOTA:
Não envie mensagens de resposta a este e-mail.

A referência desta mensagem é: S/74762/07/SC.

Não leram. Nada do que reclamo tem a ver com relações contratuais entre privados, mas
1- Com a falta de higiene
2- Com a inexistência de contratos de trabalho
3- Com não cumprimento do contrato de franchising
Será que é preciso soletrar???

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Saturday, October 27, 2007
 
Holmes Place e Intrum Justitia

Já fui ouvido pelo Ministério Público de Oeiras e já constitui assistente.
Já tenho uma lista de testemunhas, tanto contra uma como contra outra das multinacionais.
Agora vai ser a doer.
Seguir-se-ão cenas dos próximos episódios.
Falta de postura, injúrias, tentativa de exportelamento, ameaças serão fáceis de provar...está tudo escrito....
Veremos...

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5 à sec, Quinta das Palmeiras/Oeiras

Livro de reclamações 27/10/07

Falta de condições da lavandaria a requerer fiscalização, que provoca estragos na roupa (destruiram-me um casaco de 400 euros!) que é entregue.
Manifestamente pessoas a trabalhar sem contrato de trabalho e formação adequada a requerer também fiscalização.
Atendimento deficiente a requerer fiscalização tanto mais quanto este franchissing tem que cumprir regras claras que não estão a ser cumpridas.

Quero ver o que se irá seguir a esta reclamação e se a ASAE tão diligente a fechar mercados põe cobro a esta situação...

P.S. A ASAE já recebeu um email a comunicar esta situação...

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Friday, October 26, 2007
 
Encontros, de Pierre-Marie Goulet
Tudo na vida são encontros, connosco, com a história, com o tempo.
Há encontros que marcam o tempo e onde este fica. Aqui em Peroguarda, ali no Furadouro há tempos atrás do tempo, pessoas noutros tempos.
Um filme notável, onde o meu amigo Paulo Trancoso, teve uma mão na produção, que conta um tempo, o som desse tempo(s), e as imagens que enchem de som o ecran.
Notável o "Mudar de vida" de Paulo Rocha intercalado e nesse ver a excelência, que também passa por este Encontros.
A música e o povo, as memórias de Giacometti e do povo.
Uma tarde em música e imagem.

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Tuesday, October 23, 2007
 
O fanatismo e o fundamentalismo são inimigos da humanidade.
Hoje dos jornais uma notícia espantosa. O feitiço virou-se contra o feiticeiro ou a história de Pedro e o Lobo que se encontram. Há que tirar conclusões, claro que há que ir às origens dos problemas para encontrar as melhores formas de intervenção:
Dos jornais:
"O vice-presidente da Câmara de Nova Deli foi morto na sequência de um ataque de macacos selvagens. Singh Bajwa, de seu nome, era membro do partido nacionalista e fundamentalista hindú (Bharatya Janata) que é acusado de não desembaraçar a capital da praga de macacos selvagens que a aflige..."
Sem mais comentários...

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Monday, October 22, 2007
 
A Casa do Barqueiro, de Jorge Murteira
Voltarei a este documentário que vi hoje, mesmo dia em que soube que dando passos errados mas de qualquer forma manifestando louvável intenção, se está a constituir a comissão para classificar o Tejo como património universal.
Este filme é talvez a melhor novidade que essa comissão podia ter. Começar pelas pessoas que fazem o património e o significam, pois só existe este por e para estas. E as pessoas somos todos, o último barqueiro, a última união entre duas margens afastadas pelo rio da vida, do tempo, de agora.
Este filme é o filme de uma relação, do Jorge com o barqueiro, deste com o rio, o comboio que o bordeja, a casa que expecta, a vida que o consome.
As horas do relógio sem ponteiros é o tempo que não tem tempo.
Por esta vida, por estas relações passam coisas, acontecimentos, estares.
Este é o património que temos. Esta é a vida que podemos. Este é o tempo que vivemos.

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Sunday, October 21, 2007
 
Adriano,
Hoje na SIC, perdido ao fim da tarde, um excelente documentário sobre o Adriano.
Há algum tempo referi o comportamento velhaco e inqualificável do P.C.P. em relação ao grande cantautor e a hipocrisia sem nome que são as homenagens que lhe teêm feito. Recebi algumas mensagens agressivas de gente aborrecida, que achava que não era verdade.
No documentário está, pelos filhos, uma parte ainda pequena da velhacaria.
Há trovas no vento que passa.

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Docs Lisboa

Excelentes documentários de que infelizmente só podemos picar um ou outro.
Ontem fui ver "Convicções" de Julie Frères, sobre o debate em relação à interupção voluntária da gravidez.
Notável e neste temos com o olhar "neutro" da câmara sequências de antologia, como aquela em que com uma frieza impressionante uma "missionária" aconcelha a mão de quatro filhos, regularmente espancada pelo marido (conforme instruções do bispo de Leiria!) a ter um quinto porque ele e olha para o alto gostaria...
E fanstastico é como este gente achando que este é um mandamento divino (!!!) aceita o envolvimento terreno. Dai a Cesar... está esquecido...assim como a moral!

E o Bando

Em Palmela fomos ver o espectaculo "Os Vivos" no qual prodígios de encenação e uma muito razoavel interpretação, no geral, salva um texto menor e a precisar certamente de excluir uma personagem e rever alguns dialogos. Mas quando sobe o sapateiro acima da chinela...
Parabéns ao Bando (notável a sequência do carro na estrada!) e votos de melhores textos!

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Saturday, October 20, 2007
 

Solar,
Claro que estamos a referir um sistema artenal e continuum de aquecimento de água com uso de filtros (garrafas translucidas em cascata), mas se investimento houvesse nestas alternativas e na eficiência, de um centésimo do que é investido em bacoradas como a nuclear de fusão ou na energia dos "pirilampos" ... já estariamos noutro patamar de sustentabilidade.
Aqui fica este artesanato.

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Friday, October 19, 2007
 
Mena...

Fui ver a peça, o monologo no Teatro da Rainha.
Primeiro os parabéns.
À encenação, sóbria e apropriada ao tema e estutura, à sala e ao público que a encheu. Aos organizadores que procuraram criar um teatro verdade, na linha do Dziga Vertov, fabuloso realizador do cinema soviético do período revolucionário que filmava o que via e foi por isso banido.
A peça vale por isso, e pela denúncia que faz, pela chamada de atenção para o problema do tráfico de mulheres, da lógica das redes de prostituição e droga (tantas vezes articuladas com o comércio/tráfico de armas e a simples bandidagem).
A violência contra as mulheres, a inqualificável violência que agora foi santificada pelo bispo de Leiria (que disse ser normal as mulheres levarem de vez em quando uma ou duas murraças!) que é aqui e bem denunciada.
A própria figura que “representa” a Filomena não está mal de todo, embora pudesse esconder melhor o gravador e o auricular, mas penso que a culpa não é dela, mas da produção .
Segundo, o que está mal, mesmo muito mal é o “nonsense”, a efabulação, que domina o texto, onde além dos erros sequenciais existem manifestas anedotas (as 8 vértebras, sic, partidas ou o externo... o que logo depreende que nenhum dos assistentes teve uma só partida ou o dito osso estruturante... ou as épicas...)
O texto deveria ter tido uma revisão, porque parece a história do Pedro e do Lobo... perde toda a credibilidade com estes epi-fenómenos invencionados.
Uma peça que vale pela densidade e que peca pelo amadorismo.
P.S.
Antes um otimo repasto, no sempre excelente "Sabores de Itália"... lindo.

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Wednesday, October 17, 2007
 
João Camossa,
cruzámo-nos muitas vezes, partilhámos reuniões e combates.
Conheci-lhe muitas histórias e estórias, era, foi um personagem com uma vida ímpar na nossa gesta, como ele com gongorrismo de estilo haveria de gostar de ser lembrado.
Hoje, após uma ausência prolongada (há anos que não o via, penso que desde que nos falámos na Escola Politécnica, haveria 15 anos não lhe tinha rasto, mas fora personagem regular nas nossas tertúlias), soube do seu passamento.
Merece ser recordado, merece que os que o conheceram testemunhem.
Era um homem exemplar!
Anti-fascista, monárquico, defensor das liberdades!

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Tuesday, October 16, 2007
 
Excelente!
No Arquivo Fotográfico de Lisboa, simpático espaço na Rua da Palma, numa área crítica de possibilidades, está neste momento uma fabulosa exposição sobre taxis, isso mesmo taxis, do passado, do nosso e de outros e do presente.
A valer uma visita.
Seja a pé seja de...taxi.
No dia em que houve lide no espaço Roma!

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Monday, October 15, 2007
 
O piorio,
tomou conta do PSD (do PPD/PSD como gosta de dizer o inacreditável Lopes!). No meio daquilo, daquilo tudo faz pena ver o Fernando, mas ele lá saberá as razões que o levam a tão peregrina situação.
De cada personagem há um rol, um rol que envergonha muitos arguidos e condenados em processos por falcatruas, mãos "limpas", prebendas por contrato, vigarices e esbulhos. De cada personagem há muitas histórias mais ou menos sórdidas sobre a sua honerabilidade.
O P.S. pode respirar de alívio. A nossa memória colectiva, o nosso conhecimento não pode ser esbranquiçado por muito que as agências de comunicação (alo João Paulo!) se esforcem. A indignidade tem limites e não podemos livrar da decência.
E hoje, estrela do bolo rançoso (que o mesmo não se ofenda!) o Lopes toma conta da brincadeira, que são aqueles amigalhaços que ele escolheu para encherem o plenário e aplaudi-lo.
Vamos pela pia abaixo, ou melhor provoquemos a descarga para libertar este material boiante.
E desculpem a escatologia, hoje, mas mais baixo, julgava eu não podiamos descer.
Enganei-me.

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Sunday, October 14, 2007
 
E estamos a entrar numa espiral sem fundo...
O governo do P.S. é muito mau, os disparates sucedem-se todos os dias e agora com atropelos aos direitos fundamentais e inépcias a começarem a alastrar.
O P.S.D. entrou na brincadeira, no primarismo boçal. O Santana Lopes está de volta, malta atenção não há nada, nada pior, que esse senhorito, que deve ter assoprado os disparates que o Menezes anunciou, parece que voltámos ao regabofe que foi o governo do Lopes, de manhã uma coisa leviana, à tarde outra e no meio um desmentido das duas. Aquela de uma nova Constituição deve ser emoldurada. Fantástico o vazio que já se instalou. Não há nada a fazer com esta gentalha.
Do P.C.P. estamos falados e da China.
O Bloco que podia romper este drama também se afunda na medida em que os trastes vão emergindo do armário e não se vislumbra nem discursos novos, nem novos personagens e só se vê muito ranço.
Claro quje andamos por aí, claro que vamos por aqui e por ali descobrindo coisas, gentes, projectos e ideias que remam contra a corrente e se procuram escorrar. Claro que pelo país vamos sentindo a raiva e a impotência de romper com este ciclo depressivo que tolhe, há muito tempo a iniciativa nacional, e vamos vendo que muito se pode fazer.
Mas... falta poder, o poder de organizar, o poder de romper o espartilho que se impõe à sociedade e a ditadura, mesmo que sem o ser de jure, dos média. O poder de potenciar o espaço, de participação cívica liberal e sustentada, envolvente e transparente. O poder que rompa com este estado. Outro estado de coisas é preciso.
Hoje o abismo indicia ser o fundo da espiral. Ainda vamos a tempo...

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Friday, October 12, 2007
 
Nobel da Paz,
eram cerca de 10 horas quando um velho amigo e responsável da Amnistia Internacional em Portugal me telefonou a dizer que Al Gore tinha ganho o prémio Nobel. Tive que ligar-lhe passado um pouco com a minha reacção.
O Nobel é dado pelas actividades do presente, pelo compromisso do presente, claro que houve premiados que tiveram passados pecaminosos, claro que Mohamas Gandhi não recebeu o Prémio.
Mas Al Gore é um justo premiado. A sua actividade de há muito em divulgação das relações entre a queima de fósseis o incremento do CO2 e as alterações climáticas, a sua divulgação dos impactos que estas podem ter na vida e sustentabilidade das populações, ropturas nos ecossistemas e conflitos por zonas vitais é por demais importante e significativa para não ser consagrada.
Este prémio é também para os que não baixam os braços em defesa de uma lógica de participação política, no quadro da defesa da democracia e do Estado de Direito e da economia de mercado ambiemtalmente sustentada e desagrada a todos os que defendem a violência, os diversos tipos de violência para com essa procurarem manter as actuais estruturas de poder.
Logo vi que de todo o lado haviam de aparecer contestatários, eu próprio já me insurgi contra alguns nóbeis, mas o que interessa é a credibilidade que se empresta aos actos e a repercussão que a esses se pode emprestar.
Outros laureados tem sido deglutidos pela exposição ou submersos pelo seu passado, alguns recentes, alguns até chegaram a presidentes e foram candidatos presidenciais. Outros continuaram a defender a mutilação sexual feminina ou a não renegar o seu passado de defensores dessa.
Muito se pode sempre escrever sobre o laureados e as suas intenções.
No caso de Al Gore na vespera tinha surgido uma tonta condenação judicial do seu excelente filme de divulgação e documentação, como se um badameco de um juiz tivesse autoridade de qualquer espécie para avalizar os dados que neste filme são coligidos e divulgados.
Continua a haver, mesmo no quadro do movimento (que ninguém sabe bem o que é!) ambientalista cepticos em relação ao CO2. Eu por exemplo divirto-me a sustentar que o homem nunca colocou os pé na Lua com mais sucesso!
Continua a haver gente para tudo! No blog do Miguel Portas há uns fulanos que acham que o que se passa na Birmania é uma invenção da Trilateral e do G. Bush.
O mundo está muito complicado, felizmente cheio de palhaços que nos divertem à fartazana.

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Thursday, October 11, 2007
 
Hoje

O tempo passa e fica...

Olhos no tempo
Puro cristalino
Refle(c)tem a vida

No que fica e no que passa, do fundo dos olhos
 
Tuesday, October 09, 2007
 
Chechés
Continuo sem perceber, talvez seja o efeito da fotografia icónica, o fascínio que o facínora Guevarra continua a provocar até em gente boa.
Sabe-se hoje que foi um fuzilador sem quartel, um prepotente intolerante, um estalinista e um homem de vistas curtas (que matou pessoalmente alguns dos seus próprios comandados!), um apoiante de todas as malfeitorias que viriam a caracterizar a derriva do sistema um homem todos os votos, um homem todo o pensamento que ainda hoje apesar dele não se aguentar nas canetas caracteriza Cuba (notável que o porta voz dos violentos de Silves tenha dito que era também um dos seus... icones sagrados... talvez lhe tenha encontrado a raiz da sua "não violência"....tss, tsss).
Na adolescência, fruto de algum romantismo, tive por breves momentos simpatia pelo personagem e ainda conservo algum dos seus escritos, mas assim que soube a realidade, esse primado ganhou do romance.
Muitos continuam a viver nesse e noutros.

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A magnifica sala do café Imperio estava cheia (mais de duzentas pessoas!) para lançamento de um livro sobre a guerra colonial, pela Editora Colibri.
Tive tempo de passar e assistir à apresentação.
Tenho o livro à cabeceira em Barrancos, pelo que só posso referir o alferes Ribeiro, autor do mesmo.
Notável é a assistência a um evento destes. Fica o registo.

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Sunday, October 07, 2007
 
Fados,
de Carlos Saura é uma deliciosa viagem ao universo desse som e movimento que é matriz de uma essencialidade lusa.
Da sua origem nos lunduns e dançares negros, amulatados e aciganados, ao caminhar pelos prostibulos e bordeis, passando pelas casas de pasto, ao tempo de esperas e festas de toiros e ligação à fidalguia, com as interacções que o som e o gingar foi tecendo num quadro de evolução histórico-sociológica temos tudo na imaginação deste som aqui documentado com imagem e sequência.
Com comoção vi a Lucília do Carmo e recordei vista que lhe fiz ainda miudo, para ver ouvir sentir o fado.
Excelente documento, registo da nossa história, da nossa vida, onde as lacunas (de fadistas da nossa memória ou do nosso convívio!) são entendíveis porque não pode passar tudo o que existe na hora e meia de filme, por onde memórias e sensações se espraiem no som cristalino.
Uma tarde de sons a pedurarem no futuro.
E agora silêncio...

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Saturday, October 06, 2007
 
Chícharo, em Alvaiázere.
Essa fabulosa leguminosa ilumina o espírito nesta terra, durante os dias do festival em sua honra.
Sopa do legume, chicharrada, migas de chicharo, pudim do mesmo. Tudo em grande festa de palato e um simpático mercado de produtos de origem a encher o atavio dos mais renitentes.
Uma festa com burricos, um convívio de simpatia e o chícharro a encher o saco.
A nossa história é também a história dos nossos costumes gastronómicos, a continuidade de hábitos e sabores, de tempos de dificuldade e de convívio em torno da malga.
Hoje é em torno das memórias, da sua re-invenção que se faz do presente futuro.
Com o chícharo também.
E de referir uma fabulosa exposição de pianos no museu municipal onde também estão meritíssimas exposições etno-arqueológicas.
Bravo que temos chícharo!

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Friday, October 05, 2007
 
Notas soltas:
1-
Birmânia. Intolerável o que se passa. Não há palavras para condenar, não chegam as cartas enviadas, não é suficiente a denúncia.
O Estado da contra-insurgência, que é a ditadura militar cleptocrata e sem principios deve ser cercado pela vergonha e oprobio ( o P.C.P. apoia estes facínoras! e os seus cumplices Chinas, talvez em nome dos amanhã que cantam como se vê na Coreia do Norte!. Incrivel!)
2-
C.M.L. não referi que o clima entre o P.C.P. e o Bloco (unha com carne com o P.S.) está a azedar, as trocas de galhardetes não só no Executivo mas também na A.M. (onde Carlos Marques do BE fez um discurso de apoio ao PS que envergonhou os próprios!)
3-
Linhas de Alta Tensão e torres de telemóveis.
Esta semana foi fértil em casos. Uns mais mediatizados que outros. Tanto umas como outras apresentam riscos e devem ser afastadas das zonas de habitação. (Inacreditável a instalação de uma antena no centro da aldeia da Foz do Arelho!; inacreditável que seja o argumento do custo impôr-se face a um possível sério de saúde no caso de linhas de alta tensão e hipotéticos e fantasmagóricos linces valerem mais que a vida de pessoas reais)
Em qualquer dos casos haveria que ponderar e corrigir as situações. Não penso que a transferência da antena, o desvio das linhas ou o enterramento parcial destas seja óbice à manutenção das condições das populações e do seu direito à saude e tranquilidade.
Tenho que referir que conheço e estimo José Penedos que tenho em conta de homem sério, honestissimo e altamente competente e qualificado na área que dirige, pelo que penso que as alterações e correcções, com a imputação de custos aos consumidores, deve ser pensada.
Não fica bem esta polémica pseudo-judicial com injunções e outros subterfúgios.
Também tenho que referir que ainda bem que após tiro inicial errado, a sua correcção, e informação agora factual do Miguel Portas e a iniciativa do B.E. sobre esta questão são de relevar nesta matéria.
4-
Barragens,
mais uma vez temos delírios a cair-nos na cabeça, propaganda, propaganda e propaganda. Nada do anunciado é realista ou sensato. Sou favorável, genericamente ao desenvolvimento do potencial hidrico nacional e acho que se deve sempre que possível proceder aos acoplamentos beneficiosos das várias potencialidades energéticas (eolicos e hidricas nomeadamente). Penso que é obvio que a melhoria da eficácia e a poupança continuam a ser desprezadas por não entrarem directamente nos cálculos financeiros.
As 10 barragens propostas, propagandeadas, são um balão de ensaio (a que haveria que juntar as 3 ou 4 já em curso!!!) e são um disparate, porque desenquadradas de um planeamento e projecção de evolução do mercado, assim como de desfalerem de previsões das evoluções dos sistemas biológicos onde se inseririam.
Volto sempre a Alqueva, durante 40 anos se anunciou, durante 40 anos se denunciou o disparate. Hoje só resta o último substantivo, e procura frenética de formas de o alçapão não ter o tamanho do pântano.
Muita água irá ainda correr. E estou certo que muitos destes projectos nunca passarão da forma como foram anunciados...propaganda.
5-
Ainda C.M.L.
Não referi mas é interessante. Nas diversas projecções de evolução da relação entre a Câmara e a A.P.L. que foram apresentadas pelo Arq. Manuel Salgado na reunião de 4ª feira, sendo como já disse uma apresentação muito interessante mas com um espírito pouco prospectivista, era em todos os cenários dado por adquirido o aeroporto ...na margem Sul...
6-
Excepcional o almoço de 5ª (prova de diversos pratos) no Espaço Açores (mercado da Ajuda)
7-
E hoje, viva a Republica, governo da coisa pública por cidadãos, enformados pela responsabilidade que lhes é dada por outros, no quadro dos direitos fundamentais e observando regras de transparência.
Oxalá assem houvera sido, oxalá assim fora, oxalá assim venha a ser.

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Wednesday, October 03, 2007
 
C.M.L.
Tive ocasião, no quadro do que é a melhor funcionalidade do nosso grupo político "Cidadãos por Lisboa" de participar na reunião extraordinária da vereação, proposta pelos vereadores sem pelouro, para discutir os problemas da relação da C.M.L. com a A.P.L. (Administração do Porto de Lisboa) e todas as questões que dela derivam.
Foi uma reunião muito produtiva. Iniciou-se com uma exposição do Presidente António Costa sobre o ponto da situação das discussões entre as entidades, um interessante e exaustivo powerpoint sobre a situação no terreno e as alternativas foi apresentado pelo vereador Manuel Salgado. Houve diversas intervenções com contributos ou pedidos de esclarecimentos, ou levantamento de situações.
Penso que esta longa reunião (durou cerca de 4 horas) foi esclarecedora e deu passos em frente em direcção a melhores metodologias para a gestão desta situação. Permitiu que fossem esclarecidas questões como os processos de desenvolvimento nas zonas portuárias, que podessemos apoiar a vontade firme de recuperar áreas não portuárias para usufruto da cidade, que pudessemos perceber que ainda falta uma visão de conjunto que integra o porto de Lisboa num cenário global e que estamos a trabalhar com projecções da A.P.L. mírificas (duplicar a carga até 2025!!!)
Fiquei satisfeito com a vontade do Presidente e com a disponibilidade do Arquitecto Salgado.
Mas a política não se faz de casuismo e de boas intenções.
A nossa presença na vereação, onde Helena Roseta levantou importantes questões que se prendem com um ordenamento participado e uma clara definição das áreas e das regras para intervenção nestas, sendo que contou, nesta reunião, com a minha solidariedade e levantamento de questões pontuais que são as que organizam o conjunto da lógica de cidadania, pois a C.M.L. não pode esquecer os pequenos compromissos cidadãos e a imagem desses, é importante.
A cidadania é um processo permanente. Hoje era uma pacifica reunião e teve um muito positivo desfecho. Não é sempre assim, não será sempre assim. Como tive ocasião de referir num quadro de referência e elogio de Gonçalo Ribeiro Telles já por aqui havia estado. Como hoje a apoiar o que contribui para a sustentabilidade da cidade e o prazer da cidadania nesta. A opôr-me quando outros interesses se levantavam.
Com ele há mais de vinte, vinte cinco anos. E com ele continuo em espírito.
Hoje com a mesma filosofia e por outra mão, outra gente. Independente, solidária e sustentada no conhecimento.

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De espantalho
Para espantalho,
Voam os pardais.

Do Abrupto, poema zen de Sazanami, tradução de Edson Kenji Iura
e do Público, uma projecção dos dentes do tigre-dentes de sabre, que somos informados que mordia como um gatinho.
Há espantalhos de um cabrão, como também diz o povo, e quem não tem cão caça com gato, ou gatinho....

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Tuesday, October 02, 2007
 
Uma reunião monotona...
sou por uma profunda reformulação da lógica dos poderes municipais e sua organização.
Considero um dos absurdos desta a lógica e funcionamento das Assembleias Municipais e desde logo o "nonsense" que é nestas terem lugar os presidentes de juntas... mas isso é uma longa discussão...
Passei 4 anos a "liderar" a oposição numa, ou melhor a protagonizar a oposição, uma vez que salvo um ou outro raro interventor as duas, três horas que estas duravam enquanto lá estive ( houve mesmo uma que passou as 4 horas) eram monopolizadas por mim e pelas respostas...do presidente da câmara. Foi em Barrancos e hoje com uma nova maioria e maior capacidade voltou-se ao normal desta.
Já tinha assistido, há anos, a reuniões da A.M. de Lisboa.
Voltei hoje novamente em substituição de vereador, agora de Helena Roseta.
Era um dia importante para a cidade. O plano verde, tributário do dedo e certamente inspirado pela sabedura de Gonçalo Ribeiro Telles, homem bom e notável alfacinha a quem todos os encómios pecam por escassos, era apresentado para, ao ser aprovado, por unanimidade registe-se, constituir base metodológica e balizamento para a acção política executiva e para ter em conta no quadro da revisão do P.D.M.
Só isso valeu a pena, além de ver caras que há muito não via. O resto, o resto foi pena...

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Monday, October 01, 2007
 

Hoje, o buho.
Magnífico, ameaçado.

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