insignificante
Wednesday, June 29, 2011
 
Conquista el Alentejo!
Aqui:
http://www.conquistaelalentejo.com/
é uma excelente campanha publicitária dirigida aos espanhóis, promovendo uma das nossas melhores regiões turisticas e os valores dessa.
Claro que uns trogloditas/nacionalistas do piorio já se puseram em campo para contestar a campanha (e assim lhe darem mais difusão!) com o argumentário mais idiota e imbecil que seria imaginável, mesmo para essa gente.

Sem sequer perceber a lógica publicitária, sem ver os materiais da campanha e o amor que estes põem nesta terra e sua gente, sem comprenderem nada de história de passado e futuro, já andam por aí a infestar o ambiente mediático e a bandeirar-se de "pátria".

Mas a esta escumalha estamos obrigados, por darem a conhecer este excelente trabalho, e assim podermos honrar os criativos do mesmo, e dele beneficiarmos.

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Grécia, berço da filo-sofia esteve hoje a ferro e fogo.
Vamos por partes,
a crise económica do capitalismo financeiro repercute-se com maior violência nas periferias do sistema, e tanto mais quando estas vivem num, de um sistema parasitário que se estrutura em torno de valores sem crédito numa economia de saber, como os compadrios, os amiguismos, o tráfico de influências, as redes de tráfico de marginalidades e a corrupção generalizada.
a Grécia tem sido, mas não é caso único é só um, caso exemplar porque toda a sociedade beneficia de tudo isto, é uma sociedade marcada por uma lógica económica parasitária, onde a especulação imobiliária assentou arraais, interligada especialmente ao anterior governo
não há saída senão reformular o sistema, desengordurar o Estado, apertar o cinto ou ir para o abismo e rebolar
e vemos, como é habitual, os bandidos, acampados ou não, do costume a partir e a queimar património, manipular factos e cavalgar ondas que não existem senão nas suas cabeças delirantes
e vemos os mesmos que em Portugal se colocam fora de jogo, que não contribuem sequer para a discussão racional com os sistemas de poder dominantes a congratular-se com o vandalismo e o banditismo
conheço bem a Grécia, conheço bem o sistema político que a esquerda possível (na Grécia temos o partido soviético e uma direita troglobita aliados, com a bandidagem, contra a esquerda socialista no poder)tenta salvar da enxurrada, e concordando com as críticas sucessivas que tem sido feitas à falta de Europa, e inexistência de uma política monetária europeia e instituições que respondam democráticamente por essas, não posso deixar de referir que a única saída é reconstruir a super-estrutura e aplicar as medidas de contenção definidas no pacote de austeridade
Recordo Castoriadis o caos ou barbárie não são alternativas de civilização.
Temos que remar contra a maré.

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De vitória em vitória...
O artigo do Fernando Rosas, hoje no Publico, não é sobre o MRPP mas podia ser... de facto é um artigo que não pensa, e podia aplicar-se linha por linha ao tal, sendo notável a vitória que ele encontra no facto do BE ainda ter 250.000 mil eleitores e 8 deputados. É claro que pode perder nas próximas o mesmo número de eleitores e ficar com o mesmo número de deputados do dito, que continua a existir e continuar.
O que é notável é a incapacidade, incapacidade total de compreender que o voto foi uma espécie de campainhadas das igrejas das vilas e aldeias, a anunciar o enterro,,, a não ser,,, a não ser que altera-se de vida.
O artigo continua a não entender a sociologia do voto, do ex-voto,,, no BE e os erros consecutivos deste, embora nas entrelinhas surja a crítica à aproximação e ao macaquear do PCP... e nomeadamente a lógica da recusa (moção de censura, troika são também motivo de critica de FR) e até os disparates (tambem se critica o apoio a Manuel Alegre!!!).
Mas o artigo (quem é que convida estes cromos a encher duas páginas do Público com a sua bolsa patética, com todo o apreço que a craveira do Fernando me merece noutras que não na política, é que me deixa parvo)é de um vazio total, a lembrar as famosas reuniões do comité Lenine onde ele dizia o mesmo que hoje diz aqui... não tem um mínimo detalhe que indique a compreensão das novas dinâmicas sociais e do ex-eleitorado do BE (que nunca, mas nunca mais voltará!)e vai de mao a piau, como diziamos no tempo, sobre as suas aventuras... (e não há palavras para a baixeza dele em relação ao Rui Tavares, que aliás lembra a que fez ao saudoso José Luís).
Bom continuo, ao contrário do que referi, a escrever sobre necrologia, mas porque esta faz lembrar os zombies, procuram fazer de conta que estão vivos...

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No aniversário de St Exupéry regresso, regresso todos os dias ao Petit Prince, livro maior da linguagem, da comunicação, da palavra e do seu torvelinho.
Titulei com ele as minhas crónicas no O Instalador e com ele tenho percorrido montes e vales à procura da àgua da vida. A reflexão que propicia, o carinho com que burrila as relações, a capacidade de ver através de... estão sob os sons de que este livro também é feito.
O Princepezinho aqui a não parar, parando.

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Tuesday, June 28, 2011
 


Passariam despercebidas não foram uns fundamentalistas terem encontrado nestas imagens, que são desde logo um programa de crítica aos que usam os livros e o que não está nos livros e a deficiente interpretação dos livros para oprimirem as mulheres, para tornarem os homens reféns dessa opressão, para dominarem a sociedade de homens e mulheres livres e iguais, pois esta imagens passariam despercebidas, não fossem os reisinhos habituais.
Aqui estão, contra um Islão intolerante, contra as leituras fanáticas desse livro, contra quem faz desse, dessas um armagedão contra os direitos humanos, todos.

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Hoje estive toda a manha na reunião de um juri de um concurso europeu. Um bom ambiente de trabalho, uma avaliação cuidadosa dos projectos e uma metodologia para os analizar convivial e agradável.
De tarde uns penduricalhos, a conclusão de um artigo e umas dezenas de mails. O habitual de tempos de pausa do tempo.
E recebo entre outras petições que ignoro, algumas de verdadeiros nefelibatas (como a pelo exterminio dos toiros e da ruralidade, da cultura e da vivência social e religiosa a eles ligada), outra a pedir um referendo contra a privatização da água. Desde logo é, também, um disparate e uma ignorância. Um disparate porque fazer uma petição para pedir um referendo é um total nonsense. Há regras claras para esse instituto e fazer petições para tal é perder tempo. E logo o tema é completamente exdruxulo. O actual governo tem legitimidade para as privatizar, estava no programa eleitoral dos partidos para ele votados. E penso que só trogloditismo político pode ser contra as privatizações em geral. O que é importante, e sobre tal tenho obra publicada em livro, são as garantias de abastecimento e de qualidade que devem ser função do Estado fiscalizar e a definição da propriedade das redes, assim como a garantia casuistica de preços sociais se e quando necessários. O que é importante não é quem mas o como e as suas consequências. Agora a reboque de Itália uns pandegos peticionam... um referendo. O mundo está cheio de ilusões.
Vamos ver o que segue ou ouvir:
http://letras.terra.com.br/gipsy-kings/482774/

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Monday, June 27, 2011
 

Foi um dia atípico, num tempo sem expectativas nem surpresas. Sem brilho e com muitos aparatchiks conhecemos a lista, extensa ao contrário do prometido, dos ajudantes governativos. Sem brilho e sem glórias.
Da oposição também não vem, aliás cada dia menos, nenhum entusiasmo.
As notícias são as deste tempo morto, sem temas, nem novidades, e com muita especulação e falsidades.
As leituras recomeçam, entrecortadas com restos de trabalho, acabar uns artigos, preparar uns trabalhos e reuniões, mas tudo muito, muito lento, parece que o país está ligado ao ventilador.
Vamos ver se as leituras e alguns encontros recuperam a vida.
E amanhã talvez o Catatau contribua para o astral...

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Sunday, June 26, 2011
 

O "aerius" já deu cabo, praticamente, desta alergia manhosa. Hoje olhos, narz, garganta já estão a voltar ao normal. Já consigo voltar a ler... embora o dia tenha sido de chuto na veia, que é como quem diz de tv a drogar o espirito, que o corpo esteve esparralhado com o calor.

Leio os jornais do fim de semana e nestes a trágica noticia do fim, do quase exterminio dos pouca-terras nacionais.O governo "neo-liberal" socialista acabou, por falta de ideias e estratégia, por incapacidade de pensar o país num quadro de locomoção alternativa com a possibilidade de gerar sustentabilidade do sistema de transportes, e as mercadorias encontrariam em articulação com outro tipo de comboios um polo de vitalidade inovador com a manutenção e extenção das linhas de comboio que marcaram o nosso país.
Julgo que é muito difícil inverter esta situação e como de costume a culpa vai morrer solteira.

Sinal dos tempos um jovem que desconheço abre jornais e telejornais, dizem-me que é das novelas...e certamente a alta velocidade e sem cinto move as notícias. Talvez seja um exemplo para os assassinos que percorrem as nossas estradas.

Noticias esperançosas dizem-me que a reforma do sistema político/eleitoral vai andar. Qualquer sistema é melhor que o actual, mas será de acautelar as regras de representação, sendo maiorias de secretaria a inversão da lógica da transparência.
Espero para ver.

O Verão traz indolência e este ano crise. Por aqui e por ali vão surgindo pequenas "coisas" que o fazem passar num trote levantado relax.Espero que continue assim, que a crise não está para folguedos.

A sardinha continua manhosa. Talvez a explicação esteja aqui:http://www.commondreams.org/headline/2011/06/26-4. As alterações oceanicas induzidas pelo aquecimento global estão a alterar as caracteristicas deste delicioso peixe de águas frias...

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Saturday, June 25, 2011
 

De Parintins, na Amazónia, envia-me um velho amigo uma saudação.
Para ele o meu afecto e memórias.
E como nesta foto real a fantasia empresta à vida muita imaginação, em Parintins!
 
Thursday, June 23, 2011
 

Vivemos marcados pelos espaços, e as margens entre estes.

O turvar vai-se reduzindo, agora são as ramelas, o narz está comichoso, e um arrastar na garganta. Julgo que a alergia está moribunda, os anti-estaminicos estão a ganhar.
O espírito está, continua em crise.
Não consigo senão escrever isto, não leio (excepto uns textos do divino, divino mesmo Voltaire, editado pelo Martins Fontes) e levo na bagagem os #Maitre Penseurs# do Glucksmann, que releio e o Waldo Emerson, agora editado pela Relógio D'Água. Não sei se vou conseguir ler, os olhos continuam em líquido...
Hoje, desde as 5 já despachei e respondi a duas caixas de mails e já li os online dos jornais, não passa nada que o mundo parece-se o quarto do Boris Vian, cheio de coisas pequenas.
Li uma simpática revista on-line (2 Margens) gráficamente conseguida, mas a precisar de outra agilidade para a net, artigos simpáticos, mas longos para o meio (e a entrevista do Trueba), de outro modo excelente, devia ter um cache. Bons colaboradores (mesmo alguns a que tenho mania reconheço, e amigos). Julgo que poderia ganhar se se abrisse ao social e empresarial, mas lá estou eu com as minhas.
A revista não tem site e não registei nenhuma morada ou mail editorial, mas quem quiser mais informações ou receber a revista e mo pedir colocarei em contacto (um qualquer dos já 12.000 visitantes deste, vosso INSIGNIFICANTE)

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Wednesday, June 22, 2011
 

Por vezes um bode esconde uma picareta (picado do blog do BE)

Embora continue a ver tudo turvo, a alergia vai passando...
e hoje visionei esta trecho de animação divertidissimo, e uma fonte de leituras clássicas:
http://www.idealista.com/news/archivo/2011/05/26/0326537-video-comic-de-la-burbuja-inmobiliaria-a-la-crisis
falta alguma terra mas o tema está bem explorado!
E embora continue a ver tudo turvo só posso elogiar a crónica do Rui Tavares,que fez mal não se autonomizar à mais tempo do grupo da esquerda troglobita europeia, embora tivesse contrariado muitas das posições desta (como o inacreditável apoio a Kadaffi!).
Trotskistas e stalinistas estão unidos pelo amor à picareta, que os marca e une, e a ideia que esta gente, que tem qualidade pesem ideias erradas nesse campo, podia evoluir com o tempo e perceber que a gente o eleitorado do Bloco não tem, nem quer ter nada a ver com esses tempos e modos,pois essa gente retrocedeu e voltou para o caminho da exclusão, do sectarismo e das ideias delirantes de um comunismo que nunca se concretizará.
Continuo a ver tudo turvo...

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Tuesday, June 21, 2011
 

Foto de Raimundo Quintal "Chuva-de-ouro"

Notas de passagem:
.Uma alergia do arco da velha deixa-me de rastos. Olhos, narz, garganta, cabeça isto parece um harmónio....
.Assunção Esteves, só ela é que pode desmentir o obvio, é a 2ª escolha. Mas devia ter sido a 1ª, que o Nobre foi um erro de casting e de tudo. Teremos uma excelente presidente, conhecedora da instituição e dos problemas de articulação concreta desta, e capaz de gerar mais valia, tudo ao contrário da 1ª escolha.
.Rui Tavares é mais um "renegado" na contumaz fraseologia do camarada Louçã. Inacreditável! E do meu ponto de vista fez o que devia ter feito há muito, aliás não votei nele para se juntar ao grupo anti-europeu dos comunistas mais trogloditas e sua companhas, como tinha já repetido muitas vezes ao Miguel, até na resposta e aceitação de convite que me fez!.
Os Verdes europeus (nada que ver com os melancias de cá!) são europeistas q.b. liberais e democratas ( e contra o Kadaffi!!! ao contrario dos trogloditas)
. A alergia faz-me ver tudo em duplicado...

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Começa o Verão!

Olha para o cuco
Que só canta, canta e voa —
Que vida ocupada!

M.Bashô

Quietude —
O canto das cigarras
Penetra nas rochas.

M.Bashô

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As coisas estão más, é o comentário que ouvimos por todo o lado, e ainda vão ficar pior, é normalmente o seguimento da conversa.
Hoje fui tomar o pequeno almoço ao Rincon (cantinho) del Abade, vai fechar... enviei um artigo para o Público, também nesse jornal em perda de qualidade e de vendas, se anunciam novos cortes, na qualidade e desde logo no resto... talvez também...
Ando pelo país e vejo cada vez mais lugares vazios, lojas, fábricas a fecharem, pessoas presas no ar sem esperança...
Na agricultura empregava há dois anos três trabalhadores, agora 0 (zero) menos 100%, e vou só aguentando a despesa com os porquinhos, e o apoio à vaca.
No comércio vou fechar o estabelecimento e mais 100% de redução. E por aqui por ali não vejo alternativas, a não ser dieta forçada ou voluntária.
E vemos cada vez mais insensatez, gente que tem tempo para isso deitar-se no Rossio (quem paga?) e outros a macacarem por aí. E gente que não se deita, nem perde tempo em manifestações inúteis, mas procura criar valor, procura fazer, fazer nós mesmos, mesmo que isso só permita a sobrevivência. Hoje encontrei um trabalhador de hotelaria que se reciclou a pintar casas, ontem um fisioterapeuta que abriu um tasco, vou encontrando gente que não se deita, nem tem tempo para cavalhadas.
A política para isto tudo também falta, vamos ver o que saí da caixa agora, vamos ver se o capital de expectativa não se esvai em disparates de superfície e os videirinhos do costume.
Definitivamente acabou esta esquerda, troglodita e incapaz, o BE, o PCP já era e só se mantem enquanto a terceira idade continuar (foi boa ideia não dar a injecção atrás da orelha aos idosos senão já só tinham 1 ou 2%), e o PS com o Assis acaba também. Com o meu pessoalmente estimado António Seguro teria que dar uma cambalhota mortal, e nomeadamente ver-se livre do aparelho,,, que o apoia!, por isso não lhe vejo esperança e sim a continuação de paliativos.
E também a direita, agora no poder, tem mudado. O CDS tem gente capaz, junto com os piores vómitos, cívicos. O PSD, e hoje deixo uma saudação especial ao Pedro Passos Coelho, e boas memórias partilhadas, in il tempora, também tem o melhor e o pior, e desde logo no seu entorno,,, mas, vamos ver.
As coisas estão más, é o comentário que ouvimos por todo o lado, e ainda vão ficar pior, é normalmente o seguimento da conversa.

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Sunday, June 19, 2011
 

Eis a faixa que hoje colocámos em Cedillo, para chamar a atenção para o Tejo e a sua vida.
Foi um dia estupendo, de gente simpática, paisagens exuberantes, não foram os rios altamente contaminados, e um almoço cheio de conversas na Taverna da Vila, de Nisa, do Paulo Bagulho, com os activistas.
Falou-se do enterro, não do bacalhau, mas do Bloco da Esquerda que suscitou curiosidade e empenho a alguns dos convivas e que hoje merece opróbio generalizado (hoje até tive dó do Francisco, a tentar explicar o inexplicável, a meter os pés pelas mãos a contar a história da troika, e a dizer que o Bloco teve razão os portugueses é que não compreenderam, na linha dos insultos que agora dirige aos que não lhe aparam os golpes, como o Viriato ou o Rui, ou tantos outros que agora levam com a picareta na tola!).
Falámos de minerações, de gestão do espaço, protegido ou não, de rios e de lógicas de desenvolvimento. E de passados e políticas.
Tudo isto existe,,,,

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Saturday, June 18, 2011
 



A Rede do Tejo coloca duas faixas no transvase Tejo – Segura e na barragem de Cedilho
Reivindicam um “Tejo Vivo” e o fim dos transvases”
Os cidadãos espanhóis e portugueses da Rede do Tejo colocaram duas grandes faixas: Em Bolarque (Espanha), por cima dos tubos que sugam a água do Tejo, que assim inicia o seu caminho artificial até ao Levante espanhol, e em Cedilho (Portugal), na própria estrutura da barragem onde as águas são retidas para produzir energia hidroeléctrica deixando passar caudais manifestamente insuficientes para o uso das populações ribeirinhas portuguesas. Em ambas as faixas pode ler-se: “VIDA AO TEJO. NÃO AOS TRANSVASES”.
Estas acções comemoram a grande manifestação que reuniu em Talavera de la Reina 40.000 pessoas em 20 de Junho de 2009 exigindo um rio limpo, com caudal e sem transvases que deverá ser incluído no projecto de Plano da Bacia do Tejo que já tem dois anos de atraso.
No decorrer destes actos foi lido um manifesto no qual se explica que “estamos fartos de aguentar ano após ano, de ver o rio Tejo sem caudal enquanto o transvase Tejo - Segura desvia a água limpa da cabeceira”, que “o rio que passa por Aranjuez, Toledo, Talavera de la Reina, Cedilho, Vila Velha de Ródão, Abrantes, é uma corrente nauseabunda de águas poluídas”.
Assim, apontamos a apatia das Administrações “que olham para o outro lado, que desprezam tanto o rio como os cidadãos que vivem nas suas margens, considerando-nos cidadãos de segunda classe”. “Temos que deixar de ser uma terra explorada e pelo rio Tejo lançamos um grito de “JÁ BASTA! e AQUI ESTAMOS!
O manifesto assinala ainda que “não aceitamos a lei do transvase Tejo – Segura, anterior à instauração da democracia em ambos os países, que condena a bacia do Tejo a um subdesenvolvimento social e económico, que apenas beneficia as grandes multinacionais hidroeléctricas e os interesses económicos e especulativos criados em Múrcia e Alicante”. De igual modo, “não aceitamos um acordo como a Convenção de Albufeira, que estabelece que cheguem a Portugal apenas as "sobras" do Tejo vindas de Espanha, ou aquele que as hidroeléctricas decidem disponibilizar em cada momento”.
A Rede do Tejo pede “caudal, caudal, água limpa, leito livre, florestas nas margens; e não águas paradas, lama e esquecimento”. E também que “se estabeleçam caudais tanto em Espanha como em Portugal, que se aumentem as reservas na cabeceira, em Entrepeñas e Buendia, que tornem possíveis esses caudais” e “que o Tejo volte a ser o grande rio da Península Ibérica, o rio dos poetas, dos pescadores...”.

Bacia do Tejo, 19 de Junho de 2011.

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Acho lamentável o aluguer a uma empresa, com o pretexto absolutamente idiota de "vender" produtos nacionais e por uma tuta e meia (ridiculo o montante da contrapartida pelo aluguer, numa lógica "neo-liberal", como os socialistas gostam de dizer em relação a tudo o que tem que ver com qualquer diminuição do "estado Social") da Avenida da Liberdade (e vou ver os estragos!).
Durante 5 dias os alfacinhas ficam privados (e não é só o transporte individual!!!) do usufruto da Avenida, pulmão doente, mais nobre da cidade.
Sem qualquer lógica urbana, sem qualquer beneficio (tirando os magros proventos) ambiental duradoiro, sem que tenha sido formulada uma dimensão de gestão para este mega-evento do sr. Belmiro de Azevedo (perigoso "neo-liberal", como é sabido, e que vende de tudo, até produtos chineses!).
Acho lamentável, mas na linha do trabalho que tem sido feito, erráticamente bom e mau, pelo vereador responsável pelo espaço público da cidade, sem quaisquer regras no que toca o aluguer e venda deste (o também aluguer das festas populares de Lisboa a uma empresa de cervejas é outro exemplo!, da devassa irresponsável do património).
Infelizmente continuamos a atirar canas para o ar,,, há quem pense que elas frutificarão quando cairem...

Nota
Perguntam-me o que penso de Assunção Cristas.
Desde logo não lhe conheço qualquer posição ou C.V. na área do Ambiente, o que é irrelevante dado estarmos perante um executivo político, de uma área que ainda por cima julgo que ficou bem estruturada, integrando agricultura e ordenamento.
Espero pela sua equipa e pela definição de políticas com expectativa benevola, que aliás me merece o governo, equilibrado e com competências adequadas.

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Tuesday, June 14, 2011
 
Hoje a Fábrica faz 4 anos. Um espaço em construção sócio-cultural, com as dores, as angústias, as alegrias, as emoções, os livros, os sons, os copos, o estar, o ver, o dançar, e cultivar, tudo cultura, como também se fazia, diferente na produção da qual esta, o seu Braço de Prata são herdeiros.
A cultura, a produção que aqui teve sede, era de morte, de armas e materiais de guerra, e hoje não é senão um resíduo de passado que ainda assombra as estruturas deste edíficio, hoje ela mesmo assustada pela vitalidade, pela vida cultural que por aqui passa, aqui fica e continua.
Hoje neste espaço que também com muitos empenhos foi, está a ser, será recuperado para a cidade, por vontade de cidadanias que o adoptaram, o fizeram seu e culturaram, este espaço faz 4 anos.
Um espaço que honra a cidade onde existe e que tem um “karma” , um espírito do lugar e do tempo e tem o Nuno Nabais a dar-lhe filosofia. Da boa, da buinha!!!
Parabéns!!!

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Monday, June 13, 2011
 
Fumei um Toscanello, e estive, em comemoração espiritual e telefónica, com os meus amigos italianos, numa vitória histórica e o fim da nuclear, agora em Itália.
A energia nuclear é uma tecnologia não controlada, nem sequer dominado pela humanidade.
Hoje em que as notícias, embora longe das 1ªs páginas, que nos chegam do Japão dão conta que a situação resultante do acidente de Fukushima (que também hoje sabemos não teve nada que ver com o tsunami, mas resultou logo do terramoto) são gravissímas, e põe em risco toda a vida nos mares da zona:
http://www.elpais.com/articulo/internacional/Tepco/detecta/niveles/peligrosos/estroncio/mar/elpepuint/20110613elpepuint_3/Tes
Sabíamos antes que os resíduos continuavam a não ter solução.
Ou seja é uma tecnologia com um altíssimo risco e sem ter dominado o seu ciclo de vida.
Desde que a nuclear, e há que não esquecer, nunca esquecer, a sua base de desenvolvimento, surgiu a fissão do átomo para a bomba, que esta tecnologia tem um rasto de destruição e morte associado.
De Hiroxima e Nagazaqui, às ilhas do Pacífico, das fugas, em Kistin e noutros centros desta tecnologia no ”paraíso” soviético, passando por Three Mile Island, Goiânia(Brasil), as muitas minas em funcionamento ou abandonadas, Chernobyl e o estertor do regime de terror mencionado, ás fugas constantes e aos riscos múltiplos em que todas as centrais nos fazem viver em permanência, o caminho desta tecnologia que nunca devia ter saído dos laboratórios e da investigação assola a humanidade.
Fukushima é outro marco incontornável que como referi logo no seu inicio, não tem fim à vista e pode ser um ponto de ruptura significativo no desenvolvimento da vida, da nossa vida.
A produção de electricidade que gera, e desde logo há que referir que a nuclear só produz electricidade que é cerca de 15% do consumo de energia que usamos, é facilmente substituível por eficiência energética, conservação de energia e alteração das estruturas de rede articuladas com novas energias e mudanças de lógicas de produção, necessárias para contrariar também as alterações climáticas.
Hoje, enquanto o fumo deste Toscanello me transporta a Itália e ao convívio com tantos amigos que por lá deixei e por lá continuam a lutar por uma gestão de energia, livre do domínio do Estado (e a nuclear é a energia que deste mais necessita e que o torna refém das suas opções, a diversos níveis) e que permita sustentabilidade económica e bem estar social.
O povo italiano deu uma resposta massiva aos promotores de uma tecnologia insensata, aos defensores de um Estado dominado por grupos proteccionistas que procuram a sua asa e evitou riscos e a espada de Armagedão, que pela mão de políticos desprestigiados, ao arrepio da vontade popular (e tudo foi feito para evitar o referendo e lhe anular a validade!) lhe procuravam impor.
Viva Itália, viva Verdi!

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Sunday, June 12, 2011
 
História de rapazes e raparigas, de Pupi Avati, de 1989 é uma descoberta.
De um autor e de um filme notável.
Uma construção com patine, a branco e preto, retratando uma época (final dos anos 30) e as tensões da sociedade italiana, recriando o neo-realismo cinematrográfico do melhor cinema italiano.
As lógicas da ruralidade e do confronto com a sociedade urbana, a comida, a comida descomunal a marcar a lógica de poder ou da sua exibição e confronto, e o poder do sexo, e os seus equívocos.
Um filme de culto... e de memória.

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A foto da Matthiola maderensis é do Raimundo Quintal, entre as nuvens o Pico do Areeiro.
Há sempre nuvens na vida. Ontem numa simpática sessão pode apresentar uma visão da nação contra o liberalismo (como contra a paz, nas sábias palavras de Orhan Pamuk).
O tema é de referência por grande parte do pensamento demo-liberal, social libertário e federalista.
Conheço bem, muito bem a história dos demónios nacionalistas que assolam e assolaram a Ibéria (e o reaccionarismo e intolerância que lhe está associado). Conheço também, por visitas e contactos directos a situação de gestão política ao arrepio de todas as práticas demo-liberais dos governos das forças nacionalistas no Estado espanhol.
Foi com surpresa pois, admitindo desde logo que pudesse haver lógicas de culturalismo que vi um defensor intolerante e insultuoso do nacionalismo e da pátria. Talvez também da raça, galega.
Há nuvens sobre o pensamento, também sobre o pensamento mais estruturado que tem que ver com os direitos humanos, a democracia política, e a sustentibilidade e mercado para a economia.
Nenhumas são tão perigosas no mundo de hoje como o nacionalismo e os seus avatares.
Claro que a discussão e o debate são fundamentais. Tenho a maior dificuldade em discutir com as pedras.
Julgo que este grupo (M.L.S.) que tem crescido e se tem sustentado, na linha do que me parece que deve ser o caminho, tem que alargar-se a inúmeras energias que se reclamam de um estruturado pensamento liberal, sem lógica de partido (referi e foi também refenciado por companheiro espanhol a pestocracia) mas dimensão cidadã e um nova forma de organização (que pode ser a cooperativa de interesses) e pensar, agora sim que o quadro político tem no horizonte as Europeias e uma reformulação do sistema eleitoral, fundamental para manter as liberdades electivas, agora sim juntar forças e estruturar a parte, esta parte da cidadania.

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Saturday, June 11, 2011
 


Hoje, a convite do Movimento Liberal Social, irei participar num debate sobre direitos.
Irei falar sobre A Nação contra o Liberalismo, além de outros estruturantes de uma política liberal.
Os tempos estão a mudar...

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Friday, June 10, 2011
 
"Carlos" de Olivier Assayas é um filme além de interessante e bem construído e sobriamente biografado, é um filme que propicia muitas conversas, muitas discussões, muita análise.
Não o Carlos em si, pois tal como o Che que emula, é um narciso sem uma réstea de humanidade e com pouco pensamento, muito pouco pensamento político (tudo como o émulo!).
Este filme é todavia mais que o miserável que lhe dá corpo (excelente o actor!)é uma viagem pelos anos de chumbo de Munique a Entebbe, da OPEP em Viena, aos assassinatos execrandos por aí, das contradições entre as oligarquias árabes e palestinas, aos inenarráveis terroristas urbanos alemãs (e as "suas" dissidências não são exploradas e essas seriam outra conversa, tal como o livro de Hans-Joachim Klein no-las conta exaustivamente, além do ambiente opressivo, na linha do Exercito Vermelho Japonês e maginífico filme sobre este aqui referenciado)e as suas ligações às ditaduras comunistas.
Um filme que induz muita reflexão, que recentra o tempo, esse tempo de chumbo.

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Thursday, June 09, 2011
 
Fanado,
É o nome apropriado que na Guiné-Bissau dão à Mutilação Genital Feminina, que inclui nalguns casos outros requintes de malvadez, à ablação do clítoris.
Numa sociedade dominada pela lógica masculina, não necessariamente associada ou decorrendo de nenhuma lógica religiosa específica, o conhecimento, a descoberta de Deus, do deus das pequenas coisas e do prazer de um órgão aparentemente desligado de qualquer outra função, por parte da mulher é sacrilégio e logo corta-se. Tão simples como isso. Em inglês refere-se esta obscenidade e a partir de agora também crime na Guiné-Bissau (que antes já punia o outro fananço) como Cutting the Rose, pois é de uma Rosa, Deus que se trata.
O castigo sexual, que levou algumas leituras do Islão a pactuar com este crime, é também o que mortifica os espíritos e castiga os corpos noutras religiões, e que conduziu as nossas sociedades a adoptar códigos sexuais não morais, esses com enquadramentos sociais, mas baseados numa ideia "certa" de deus (assexuada e punidora de todo o prazer).
Deus que está obviamente no clítoris, sobretudo naquele roubado, assombração/castigo qual culpabilização pela "tal"maça...
Hoje é um dia em que mais uma marco se erige para que as mulheres e os homens que com elas partilham vidas e prazeres que não devem ser mutilados, poderem, também na Guiné-Bissau (que também está por cá em comunidades africanas!) festejar a Humanidade: o Estado colocou-se do lado de todo o direito. E do lado do verdadeiro Deus.

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Wednesday, June 08, 2011
 


O Tibete Livre passa também por uma luta cultural e cívica e este livro é uma obra de ponta nesta luta, levantando questões, apresentando problemas e criando sensibilidade, que passa também pela alta qualidade do desenho e do grafismo, assim como da estória...

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Tenho o maior apreço pessoal por António Costa que ontem tomou a única posição condigna com os compromissos que tem com a autarquia que o elegeu presidente e a equipa que com ele a governa.
Mostrou-se indisponível para liderar o PS, neste tempo de vacas magras que só poderão engordar nestes 4 anos, embora julgue que, conforme as escrituras, terão que penar mais para chegar a bom termo.
Julgo que, tudo o que continua a passar-se no PS continua errado, agora entraram no psicodrama do fulanismo, é este ou aquele, quando o essencial é fazer uma crítica frontal (que quase ninguém na hora fez, ou pelo menos todos silenciaram) e deitar fora a tralha socratina, que no caso cola à pele de um dos candidatos.
Uma crítica aos metodos e às políticas desgraçadas quase todas que foram levadas a cabo por um dos piores 1ºs ministros da nossa história teria que ser feita exaustivamente,antes. E depois disso sim criar condições para uma nova política do PS, assente nos valores da solidariedade, da economia de mercado sustentada e dos valores cívicos e dos seus direitos.
Derrubado um ídolo logo as massas ignaras que o adoraram procuram outro sem pôr em causa os processos. Os partidos, na verdade todos menos os monolitos que esses tem o lenini-tivo "religioso", funcionam nessa lógica.
Olhar para o que se passa em Itália (de renovador e diferente nos procedimentos) e mesmo em França (onde os processos nos Verdes_europa e no PS tem outra novidade) não faz parte do programa, neste tempo sem tempo em que vamos voltar a discutir pessoas, aparelhos, espingardas em vez de fazer balanços e propor ideias (e pelo nível escatológico da bolsa de Ana Gomes vemos o patamar onde estamos...) vamos, continuamos pela pia abaixo.
Julgo que não há seguro que nos indeminize!

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Tuesday, June 07, 2011
 

#Vinte e Um anos e Um Dia#, de Jorge Semprun, hoje falecido, é um romance maior, muito maior, inesquecível, como sem esquecimento, sem memória que os possa suportar foram os tempos, esses tempos de terror, de ausência de dor e des-sentimentos.
Anos de epopeia e de registência, anos de solidariedades e alegria e lágrimas.
Semprun é também um dos fazedores desses anos, um dos que neles intervieram e que tem um lugar, entre luz e sombra, como todos os que arriscaram o erro e o tempo e risco para esse.
Personagem notável, mesmo nos seus lados menos claros (a lógica do stalinismo também o terá afectado, no caso Duras) é um humanista e uma referência para quem defende o direito e o seu Estado.
Hoje há mais um imortal.

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Monday, June 06, 2011
 
O fim do Bloco, da Esquerda

Já estava moribundo, tantos foram os disparates sucessivos em que se foi afundando, como se um bando de irresponsáveis fossem os seus mentores.
Desde logo a incompreensão da origem do voto que permitiu que elegesse 16 deputados nas legislativas anteriores, e esse é a maçã que incontornável pesou no alfobre de uma direcção com baias e incapaz de perceber que tinha que mudar de lugar no hemiciclo, tinha que deitar fora o lastro esquerdoide com que grupos e grupinhos carregavam o bornal.
Tinha que situar-se onde estava o seu eleitorado, e esse não quer nada, mesmo nada com o PCP. O eleitorado do BE não era o Gil Garcia e os esquerdismos (UDP e LCI) nem sequer a mirífica ideia do partido de Esquerda (que faz o BE no Parlamento Europeu estar com o piorio deste, os trogloditas do pior comunismo) de Miguel Portas.
O Bloco nunca percebeu, a sua direcção politica está bom de ver, que o eleitorado se representava no Pureza, no Minhoto, no Oliveira, na Dias em gente de fora dos grupos e grupinhos e que o eleitor não é estúpido.
O regresso aos Ricos que Paguem a Crise, o namoro ao PC, a deriva do Manuel Alegre, sem orientação politica nem qualquer sentido, e depois a inenarrável moção de censura e a recusa, incrível e surreal!, de discutir com a troika (mas então para que servem???) e a lógica isolacionista (mais o PC, que é sabido é uma fortaleza que se vai erosionando com o tempo, longo) desta campanha (para que serve o Bloco?? Era a pergunta dominante) e a incapacidade de ver, de sentir a fuga de quase metade do eleitorado, que há que dizê-lo não voltará mais!
O Bloco deveria ter feito o caminho do seu eleitorado em direcção a uma social democracia liberal e de esquerda e em vez disso virou-se onde não vai buscar nada, já está ocupado, e para onde os seus eleitores não o querem nem ver.
Votei julgo que algumas vezes no Bloco, nas eleições europeias e uma no meu também amigo Cláudio Torres em Beja.
Não o voltarei a fazer, salvo uma mudança radical que vejo mais difícil que encontrar a agulha, no tal palheiro.
O Bloco, da velha, muito velha Esquerda não percebeu o passar do tempo, e a partir de agora vai descer o precipício, sem as escorras, que o Pureza e alguns outros lhe poderiam ainda colocar, de bom senso e de realidade.
O discurso ontem do camarada Francisco foi o mais perfeito delírio para onde sem objectivos, sem autocrítica nem reflexão, sem qualquer noção do mundo cá fora só um iluminado (a lembrar Cunhal nas suas permanentes vitórias, como continua o PCP mesmo com menos votos a comprazer-se numa ilusão!) que já vive da idolatria que gera e do militantismo mas obsoleto e acrítico.
Força camaradas, força. E rápido!
Não doi nada!

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A tramóia da Nokia...

Comprei um Nokia C5 em Dezembro.
Sábado apareceu uma mensagem de cartão cheio e o bloqueio de algumas funções.
Depois de duas visitas à Vodaphone e um telefonema para o apoio a clientes (e tenho que dizer da simpatia de todos, mas da total ineficácia e incompetencia funcional de uma das meninas no atendimento presencial, devia ser corrida para o acampamento do Rossio, na minha 1ª deslocação) fui aos seviços da Nokia no Arreiro.
Foi-me dito que embora estivesse na garantia (verificável pelo nº de série e com uma checada à Vodaphone) teria que pagar 25 euros pela correcção do problema (só valia... a factura da compra, inacreditável!).
1- Ou o problema era de origem
2- Ou o problema era um "bug" pré-instalado para agora me encherem o telemóvel de inutilidades que não pedi, e não me foi dito que seriam instaladas
O problema mais grave, além do exportelamento, o esbulho, que paguei para poder ter acesso ao livro de reclamações, sabendo desde logo da sua total inutilidade dado o diletério e absurdo serviço de fiscalização da ANACOM, que na linha de outras queixas (mesmo quando reconhecida a minha razão pelos operadores!) acha que -não tem nada a ver com os casos!; foi todavia , sem que me tenha sido minimamente referido, não só que me iriam instalar uma tonelada de porcarias que não uso (jogos, cheira cús e etc:)...me desconfiguraram totalmente o telemóvel.
Ou seja:
A Nokia instala uma armadilha ou vende teles marados com o objectivo de posteriormente dar funções (e gastos) aos telemóveis que os seus proprietários não querem, não necessitam e de que não foram informados, e ainda por cima provoca gastos de paciência ao utilizador obrigando-os a perder uma tarde a re-configurar o aparato.
E a pagar, apesar de estar na garantia.
Nokia, finlandês I presume?

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Thursday, June 02, 2011
 
Uma reunião descentralizada da C.M.L.

Ontem substitui Helena Roseta na reunião descentralizada da C.M.L.
Refiro o assunto dado que tive ocasião de intervir sobre 3 assuntos que acho importantes para a cidadania.
E porque embora por educação que faltou à sra presidente da Junta de Nª Sra de Fátima, ou melhor faltou-lhe chá e decência, na altura não tenha respondido, não posso deixar de referir o discurso inqualificável dessa eleita em relação aos sem-abrigo. Só faltou dizer que é melhor dar-lhes uma injecção atráz da orelha.
Sabemos do problema social grave que estes constituem, sabemos que é nececessário políticas e acções para enfrentar este, e cada vez mais, para minorar esta situação que se tem vindo a desenvolver como mancha de óleo, sabemos que não há soluções fáceis.
Nenhuma das soluções passa pela total desumanidade que esta sra articulou, com o maior dos desprezos por estes cidadãos que, por razões várias (e até pode ser a política proibicionista que continua a guetizar alguns destes) se viram privados de direitos fundamentais. É que eles, também, temos que o dizer a esta cavalheira, também tem direitos.
E esta sra desconhece a freguesia onde diz que vive. Dizer-me que não há outro local na freguesia para realizar esta reunião, que se concretizou num local absolutamente inadequado (houve muitos fregueses que abandonaram ou não chegaram a aproximar-se sequer da reunião) quando nas mesmas instalações universitárias tem várias salas muito, muito mais espaçosas, há colectividades locais que tem melhores espaços e bastava ver alguns hoteis da zona para ter outras condições, sem ser preciso irmos para o Campo Pequeno, que também tem melhor sala!.
Mas tive além da chamada de atenção em relação ao local impróprio e ad contrario da lógica da participação desta reunião que referir o meu constrangimento por, sendo eu radical na segurança do Estado de Israel, continuar este a defender o seu espaço, até na cidade de Lisboa, violando o direito e a cidadania.
As restrições na zona da embaixada de Israel são ilegais e ferem o nosso Estado de Direito.
E referi que as autoridades deviam prestar mais atenção à cidadania organizada, elogiando o papel do Cidadania Lisboa e o notável contributo local, no Bairro Azul do SOS- Bairro Azul, mencionando alguns dos problemas que este grupo me fez chegar.
O aterro das obras do Metro, o problema do estacionamento, na articulação com o El Corte Ingês, e a questão das árvores (as várias) que continuam a deparar com pouca ouvidoria por parte do vereador responsável pela sua tutela.
A enorme utilidade destas reuniões é definitiva. E também servem para sabermos a qualidade moral e cívica de quem nos governa, às vezes com vergonha.

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Wednesday, June 01, 2011
 


SOMOS TODOS HAMZA

(Criança síria torturada e morta por um regime abaixo do humano)

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civetta.buho@gmail.com

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