insignificante
Saturday, October 31, 2009
 
A política é feita de grandes e pequenas coisas. Hoje o meu desabafo vai para:
1- O Miguel Esteves Cardoso por um artigo abjecto a defender a cleptocracia ditatorial que domina Angola e mais a criticar e denunciar quem lhe faz frente. Abjecto, um intelectual, mais um que se deixou conquistar por petróleo ou diamantes, deixou de ser o MEC que conheci.
2- Foram os meus antepassados objecto de delação, por cidadãos anónimos, que os roubaram em seguida e também anónimamente lhes bateram, alguns morreram nas fogueiras da inquisição. Pois face ao despaupério que é o apoio aos vândalos que embuçados agrediram um pacífico cidadão, lhe queimaram a propriedade e sob anonimato se orgulharam de tal, e à minha disponibilidade para junto do Ministério Público testemunhar que essa acção é contrária ao pensamento e intervenção ecologista, não tem nada a ver com a luta gandhiana e não violenta (aliás um dos identificados referiu em entrevista que o seu herói era o Guevara...),e que só prejudicou quem se opõe aos transgénicos, o meu velho companheiro de muitas lutas José Carlos Marques acusou-me de... delator.
Mais uma vez fugiu-lhe a língua para o chiqueiro.
3-Sou contra as lógicas dos partidos políticos, mas quando se é membro de um há que respeitar as regras desses ou deixá-los. Ou então ser expulsos. Aliás deixei a Amnistia Internacional por não aceitar ser conivente com o vilipendiar dos príncipios da organização por parte de um grupo da mesma organização, que revelou enorme homofobia, já aqui abordada.
Não faz sentido que candidatos contra um partido, qualquer que ele seja, agora se ensismem por terem processos de expulsão. Não é gente digna.Nem os outros referidos.
4- Embora tenha a maior consideração e estima por ela, e por isso mesmo, não posso deixar de registar que penso que é errado que a Dalila Araujo que fez campanha e foi eleita para a vereação de Lisboa, onde iria ser responsável pelas áreas sociais tenha trocado esse lugar pelo de Secretária de Estado da Administração Interna, onde não duvido que terá um bom desempenho. O procedimento é errado.
5- Não quero deixar de voltar a verberar o comportamento do Francisco Louça e do João Semedo, agora aparentemente desautorizados pelo Bloco de Esquerda, sem que ninguém tenha notado... de se porem em bicos de pés para serem vacinados. Sem perceberem que deviam ser os últimos e que é sua função questionarem a ordem e das prioridades e a própria vacinação e não babarem-se por uma pica.
6- Esta semana irá tomar posse a nova equipa da vereação de Lisboa. Inacreditávelmente (mas coitado do homem está desempregado e precisa de palco, que nunca fez nada na vida) vai tomar posse o Santana Lopes. O homem não tem pinga de dignidade. É um verme. Políticamente que os outros tem utilidade.
7- Também pelo país vão abundando estórias de mau perder e procedimentos mais próprios de trogloditas que de gente urbana. Vindos por vezes de onde se esperava elevação e moralidade, ou pelo menos um sentido democrático.
Não há gente sem ciumes, ressentimentos, e toda a plétora de males que fazem a humanidade, dizia-me noutro dia Helena Roseta, a propósito do nosso próprio movimento, por outras palavras e sem esse nível de referência.
Estamos todos no mesmo barco, mas nem todos vamos na mesma direcção.

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Thursday, October 29, 2009
 
Estive na excelente conferência (pelo menos as duas tardes a que pode assistir!) sobre clima e ambiente, organizada pelo programa de ambiente da Fundação Gulbenkian.
Felicitações ao Viriato S. Marques pelos convidados e organização. Gostei de ouvir, com muita iconoclastia Gilles Lipovetsky, sobre o hiper-consumo, a lembrar muitas relações e Sir Jonathon Porritt, velho companheiro de muitas guerras e recordei-lhe que fui instrumental na edição portuguesa, pelo Circulo de Leitores, do seu monumental #Salvemos a Terra#.
Gente sensibilizada para o tema é o que faz falta com tudo o resto.
Hoje estive na BD Amadora. Na 20ª. Alguns traços interessantes, nomeadamente a BD polaca, mas pouca vivacidade num festival que precisa de dar uma volta,,, ou,,,,
Alguns livros comprados, outros ambicionados, mas escassos, também, os stands de vendas....
 
Monday, October 26, 2009
 
Hoje estive um bom bocado da tarde no jardim do palácio das Galveias, depois de um simpático almoço no Rossio, no Nicola, a ver o tempo.
O jardim do palácio é um retiro em Lisboa, onde os ruídos são abafados por muros espessos e os pavões dão animação ao espaço, embora arredios à exibição.
O tempo passa e hoje dia em que a produtividade global se reduz em 30% média devido ao efeito solar, ao afastamento solar, esse volta à nossa reflexão.
Tempos a acumular-se sobre tempos, estórias e memórias, e o espaço a passar por ele conosco a ocupá-lo. Inventar outra conjugações, sair do território deste espaço?
Durante o almoço e após o pranzo em simpática companhia estive a pensar. O pensamento é uma coisa muito complexa que pode conduzir a muitos sítios.
Tenho que confessar que estou a precisar disso.
Tudo continua....

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Sunday, October 25, 2009
 
Ao vacinar-se o Francisco Louça dá vários passos em falso. Desde logo no direito à saúde e à igualdade no acesso a essa, pois coloca-se e aceita! numa posição de privilégio, intolerável de todos os pontos de vista.
Mas também e isso também é políticamente execrável , assim como as declarações do João Semedo, coloca-se do lado dos que transformam as doenças em território de multinacionais e compactua com elas ao fazer a sua propaganda, numa altura em que não há certezas científicas sobre o metodo e muitas dúvidas são levantadas por toda comunidade defensora de metodos naturais ou lógicas de profilaxia suaves, e quando sobre a própria gripe A as incertezas sobre o seu processo são inumeras.
Em vez de desmistificar o discurso dominante e fazer uma profilaxia do tratamento e denuncia destas questões que refiro deixou-se iludir por uma quimera.
Continua a perder votos....

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Saturday, October 24, 2009
 
E para conclusão do DocLisboa #Capitalism: a love story# de Michael Moore.
Uma sátira, com o histrionismo já conhecido do M.M. sobre aspectos da economia financeira e as suas repercussões na vida de gente concreta.
A desregulação da economia de mercado, ou o capitalismo selvagem e sem restrições legais e controle democrático real, a serem contados aos americanos, com piscadelas de olho ao estado social europeu, também ele a ser destruído pela economia de casino e os seus epígonos.
Se para nós"crescidos" eram dispensáveis as palhaçadas do M.M. talvez elas sejam importantes para o nível socio-educativo dos states, que vão alastrando.
Um final deste Doc. em beleza

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Friday, October 23, 2009
 
Continuo no DocLisboa.
Ontem depois de mais um jantar no EntreCopos (que é um dos locais de pranso mais agradáveis e com excelente qualidade e preço desta Lisboa, nesta memória de outro local onde debaixo da parreira escorreram muitas...horas de vida) fui ver um curioso fime sobre transumância numa zona oriental da Turquia #Shawaks#, de Kazim Oz.
E hoje, depois de muita actividade, fui ver um filme de uma mulher notável, de altas qualidades humanas e profissional de eleição, Diana Andringa; este #Dundo, Memória Colonial# é um filme que tem matéria para muita escalpelização, tem informação que fará, deveria fazer história, além do toque pessoal memorialístico que também remete para um universo e a leitura, a vivência num espaço e num tempo.
Filme de alta qualidade no enredo e elaboração, com informação nova (as relações de poder e racismo na DIAMANG) e outros tempos do tempo e das pessoas que passam nesse.

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Wednesday, October 21, 2009
 
Tenho estado em hibernação,,, e hoje embora tenha tido uma reunião para tratar de filme em que espero meter eu próprio também mãos sobre #Energias a Suavizarem o Clima#, assim como discutido a construção da biodiversidade que é a tipificação e o apuramento das raças domésticas em Portugal, e realizado meia duzia de telefonemas de trabalho, passei o dia restante a borregar.
Fui ainda ver o doc: "Os Emigrantes" de José Vieira, tema interessante com boas imagens e "figurantes" mas a que falta guião para perceber o contexto, para quem não tenha informação socio-antropológica, e portanto é um filme que falha no alvo, mas que se vê com agrado.
Depois mais um episódio, hoje divertido, do Gato, e mais umas leituras, que amanhã continua este "dolce fare niente",,,

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Tuesday, October 20, 2009
 
Below Sea Level- Gianfranco Rosi

Um filme sobre a solidão (Misfits), no deserto de tudo, e os encontros solitários deste, neste.
Os dialogos de surdos, quando se fala consigo mesmo, e o outro é o espelho.
O abandono quase absoluto, sem ser despojamento, mantendo ligações ao "mercado", numa lógica quase aldeã mas invertendo os dados da realidade.
No final o "potlach",,,

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Monday, October 19, 2009
 
Pare,Escute,Olhe - Jorge Pelicano

Um tema de grande interesse desperdiçado, pese a qualidade da construção fílmica, a excelência do som, as imagens excepcionais dos populares, e o mérito do enfoque por "pretenciosismos" desnecessários (como a inserção de slides absurdos no filme) e por ter 20 minutos a mais, do que é o tempo de um documentário, e assumir pretensão de longa metragem.
E lamentável (talvez mal aconcelhado...) o enquadramento político... por exemplo ver os defensores do embalse de Alqueva, que é o maior crime ambiental jamais cometido em Portugal a deitarem lágrimas de crocodilo sobre a barragem do Tua, não é o menor...
O erro principal é a total falta de estratégia de um filme, em que o realizador pretende fazer proselitismo político, que não sabe o que deve defender, qual a táctica a desenvolver e qual é o objectivo pretendido (evitar a construção? defender outra cota? defender a reconstrução da linha do Tua, noutro nível? simplesmente promoção de Os Verdes? vender o produto em 80 salas o quê?), este é um filme que mostra que é necessário um pensamento articulado e uma intervenção estruturada e que não são improvisos à Lagardere que resolvem seja que problema seja.
Parabéns à produção, ao Paulo Trancoso, por mais esta aposta e risco, em que fez mal todavia em dar roda livre ao realizador, e registo com agrado o reencontro com a Guida e o João Joanaz de Melo (que dá um dos poucos momentos políticos adequados no filme), assim como o reencontro com velhos companheiros como o Paulo Serra Lopes, no debate que se seguiu, onde a Graça Morais falou do coração.
Também registo para a presença da Helena Pinto e do Heitor de Sousa (de quem espero a maior atenção à Linha do Oeste!!!)
Há filmes e filmes... Pare, Escute e Olhe.

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Pausa para outra reflexão, e para que não deixe de ser referido aqui, a vitória da democracia que foi hoje a prisão de alguns bandidos de topo do grupo que assina ETA.
Ao volante de um AUDI, roubado, com pistolas sujas de sangue, foram detidos mais uns bandalhos que se acoitam sobre uma pretensa justificação política mas que de facto não são senão um bando de canalhas.
Estive detido no País Basco por defender os direitos e sei muito bem quem é esta gente sem alma nem sentimentos. São os piores lenines, defensores de ideias padrecas (do tal Sabina) que inventou no final do século XIX ligado ao pior do sistema feudalizante uma ideia "nacional" e uma suposta língua, no que era um linguajar de montanha e que hoje é imposta a todos os que vivem no País Basco, ou pelo menos nele se educam.
Todo o nacionalismo, sobretudo quando associado e ideias religiosas e de retrocesso social, é perigoso e inimigo do Estado Liberal de Direito Democrático.
O banditismo não acabará com este sucesso mas a via é esta. Lutar com o vigor do sistema policial, enformado de procedimentos judiciais correctos e transparentes, contra o terror sem olhos nem sentido.
O Direito é a base da Humanidade.

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Sunday, October 18, 2009
 
Bassidji- Mehran Tamadon

A grande questão é saber fazer perguntas, as respostas são (ou não) condicionadas por estas. Quando a grelha das mesmas é o discurso do "absoluto" qualquer pergunta fora da regra implica o deslavar da realidade, do totalitarismo, da negação do outro, da pergunta do outro.
Um filme que lembra o Dziga Vertov, o cinema verdade, feito com candura, de quem sabe que o discurso fechado se torna auto-evidente.
Um documentário excelente sobre o discurso, e como o discurso é como uma pescadinha de rabo na boca.
Que permite também uma reflexão sobre o tempo e as amizades nesse, as que se vão esvasiando num sentir sem sentidos, sem alma nem senso, tema para outra reflexão, nesta semana olímpica de imagens e busca de sentidos nessas.

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Saturday, October 17, 2009
 
Paredes Meias- Pedro Mesquita

Andei pelo bairro da Bouça nos anos 70 mas tenho que confessar que é com este filme que se sente as gentes desta "ilha", que se sente a luta pelo direito à habitação digna e o papel de uma arquitectura participada na criação de cultura sobre o espaço e a memória que é marcada por este.
Num filme que passa como se estivessemos a vivê-lo, com suavidade e deixando o discurso dos seus personagens, das suas casas, dos seus espaços fluir, vivemos a Bouça, o seu passado, a sua memória e os sobresaltos do futuro.
Excelente som, optima montagem e sequênciação, um dedo notável da produção (Sandro Araujo), tudo ainda a precisar de mais uma aferição, numa obra que deve ser referência para quem se preocupa com as urbes, a sua arquitectura e as memórias, os tempos e os lugares de que esta é feita.

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Bucharest, memory lost - Albert Solé

A história, a nossa estória, com as convulsões do tempo desse tempo todo que vivemos e imaginámos...
e um dos heróis da democracia espanhola Jordi Solé, a cruzar-se com outros como Jorge Semprun, e outros com muitas sombras como Carrilho, numa reconstituição extremamente cuidada e rigorosa...
A invenção da estória também é História.
E esta para ser Humanidade tem que ser também a luta permanente da memória contra o esquecimento desta...

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Wednesday, October 14, 2009
 

Estes são do François Bonvin, pintor francês do século XIX, mas hoje já o "xiribiti" os vendia em Barrancos (www.estadodebarrancos.blogspot.com), ainda fora do tempo adequado, mas qual será, esse, nos dias de hoje?
São os sparagus officinalis (espargo ) uma planta da classe Liliopsida, ordem Asparagales, família Asparagaceae, género Asparagus.
Os seus rebentos novos são um vegetal muito apreciado,mexido com ovos, sobretudo. Tem um sabor delicado, poucas calorias e são particularmente ricos em ácido fólico além de terem propriedades diuréticas...
É a notícia do dia!
Haja sparago...

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Tuesday, October 13, 2009
 
Foi um dia de relax, de felicitações aos amigos eleitos, a Gabriela Tsukamoto (CDU em Nisa), a Berta Nunes (PS em Alfandega da Fé), que aos meus já havia falado na véspera.
Também a outros como o Zé Regedor (eleito BE em Espinho), com um comentário sobre o inexistente futuro autárquico do Bloco, que só a estreita partidarite dos seus dirigentes força a estas vergonhas.
A redefinição de uma força de esquerda, democrática liberal e social, passa por ultrapassar estes quadros mentais de ideologização feroz e ler a realidade. Isso é díficil. E foi triste ver o Fazenda fazer aqueles números...
E não posso deixar sem uma nota sobre um dos partidos que fundei (outros entregaram bem a alma...) o MPT. Uma vergonha, uma vergonha, uma vergonha.
Subserviência ao pior trauliteirismo ( talvez a sua alma monárquica... mas essa já se afastou da referência emérita que é o Gonçalo Ribeiro Telles), aceitação de todos os vigaristas, bandidos e oportunistas (a troco de quê se o dinheiro "irlandês" já pagou/comprou tudo?) sem políticas, vegetando nas franjas de sabe-se lá o quê, até do PSL/PSD.
Triste, muito triste...

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Monday, October 12, 2009
 
Vamos continuar...
Depois de uma noite eleitoral à antiga, em Lisboa, que a vitória em Barrancos, esmagadora desde cedo se confirmou, o tempo de festejos não é muito que a casa está para arrumar (e não é inacreditável que o PSL depois de ter dito e redito que não seria vereador, em risco de ficar desempregado, de quê se nunca trabalhou?, diz que se calhar até fica... um autêntico troca-tintas)em Lisboa, agora com uma maioria para governar.
Por Barrancos o trabalho sério irá continuar.
Também com gosto verifiquei que Gabriela Tsukamoto (CDU), a quem referi o meu apoio, ganhou em Nisa, contra candidatas de peso, o que valoriza mais a vitória e busca os entendimentos.
De resto e pelo país o mais lastimoso, que mostra que o problema nacional não é a qualidade (boa ou má) dos políticos, o mais lastimoso é mesmo o povo, algum povo, que temos.
Eleger bandidos notórios como o Isaltino, o Valentim, ou dar ainda mãos cheias de votos a outros como o Ferreira Torres ou a Felgueiras, ou o Narciso ou outros mostra o nível que temos...
Não temos um mínimo de decência... e a culpa é também nossa, de todos os que colaboramos, não vemos, não ouvimos e não lemos...
Foi giro estar à janela do 13º andar do Altis a trocar frases perdidas e a ver a paisagem, e isso fica, no tempo que passa...
E haverá que tirar lições, do país e de Lisboa, para quem está interessado em construir uma alternativa cívica, de sustentabilidade e transparência, e deixar de acreditar em dogmas e pensamentos únicos...

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Friday, October 09, 2009
 
Vim concluir a campanha autárquica a Barrancos.
O "PSL" local é o P.S., que passou 4 anos na gestão da autarquia que meteu dó (de 2001 a 2005). Projectos perdidos, projectos não executados, todos a ficarmos enleados em incapacidades e garotices, a Presidente de Encinasola a ter que vir disparada para dar um puxão de orelhas ao incompetente presidente local, o desvario total no concelho durante 4 anos, em que nada, nada se concretizou de palpável mas só vimos a vida andar para trás.
Agora o P.S., a exemplo do C.D.S., apresenta um desconhecido às gentes de Barrancos como candidato, com um programa rídiculo e bestuntoso, que parece tirado a papel químico de um programa para qualquer outro concelho, cozinhado sabe-se lá onde mas não em Barrancos e sem o mínimo de bom senso ou viabilidade sustentada.
Só se os deuses estiverem loucos é que terão mais que uma votação residual e Barrancos continuará com uma gestão rigorosa, participada civicamente, responsável socialmente.
As listas para a Câmara, Assembleia e Freguesia, encabeçadas pelo António Tereno, Emilio Domingues e André Carvalho, respectivamente, cheias de malta nova e competências serão a ganhar Barrancos, por Barrancos e pelo futuro.
Aqui vou votar C.D.U. sem hesitações! E com o maior empenho!

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Wednesday, October 07, 2009
 

Andei estes dias em campanha, em Lisboa.
Unir Lisboa, votar no Partido Socialista, em Lisboa é a alternativa séria de rigor e participação para que a cidade não volte ao desvario a que o PSL/PSD conduziu a cidade, e não voltarmos a ter que suportar o político mais incapaz que a democracia portuguesa produziu.
Em torno de António Costa e da equipa, brilhante, que vai governar Lisboa nos próximos 4 anos constitui-se pensamento, desenvolveram-se entendimentos e convergências estratégicas, balizaram-se pontos programáticos de grande valia para que outra cidade, com um novo paradigma de planeamento, de transportes, de lógicas de participação se desenvolva, com perspectiva social e humanismo no posto adequado.
Seja no debate com as IPSS, seja na sessão de esclarecimento em Campo de Ourique onde tive ocasião de intervir, nas visitas a instituições ou na rua, ou nos cafés e tertúlias o ambiente é de intervenção cívica e da maior expectativa.Hoje ficou claro que as alternativas são duas.
Ou um programa social, com envolvimento ambiental, ideias de reabilitação e sinergias culturais, com gente capaz e projectos e sonhos, um programa de humanismo social;
ou um irresponsável megalomano, sem equipa, e incapaz de uma ideia estruturada e um fio condutor, que em todo o lado onde passou deixou o rasto de cavaleiro do apocalipse, um programa de mercantilismo sem sentido outro que não o de interesses imobiliários e túneis...

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Sunday, October 04, 2009
 

Fui a Alvaiazere, novamente em busca do Chícharo, que se tornou graças ao trabalho de formiga do Pedro Alves e do Carlos Furtado e à percepção da Câmara Municipal um elemento identitário e potenciador do concelho.
Fui falar a uma tertúlia sobre gastronomia, em que tive como colega tertuliante a Eng. Ana Soeiro, que devo dizer já conhecia de nome e trabalho e me surpeendeu ainda mais pela qualidade e seriedade que empenha na suas funções e na valorização dos produtos tradicionais portugueses.
Fiz um improviso que recebeu uma salva de palmas, embora me tenham dito que foi para me calar que já ia longo, sobre um rascunho que tinha preparado, e que desleixei mas aqui deixo para os leitores...

O Chícharo,

Quando no gabinete referi que iria conversar num encontro, já o VII, sobre o Chicharo, confundiram-no com o chicharro.
É tudo comida, ao fim e ao cabo.
Sendo que sobre qualquer dos dois só posso manifestar a minha cultura que é comê-los, e sendo que não tenho senão para partilhar convosco outro conhecimento, de outras comidas, de outros locais, e sobre essas trazer uma reflexão que é sobre os homens e mulheres e como estes fazem do território vida, desde que saímos da mescla primitiva e, caçadores recolectores, a comer ervas, cogumelos, muitos cogumelos*, e alguma caça, diz-se que também devido a essa especificação gastronómica nos constituímos em comunidades organizadas em torno do fogo, e desde logo passámos a ter melhor mesa, e a guardar o cereal, e a domesticar algum gado.

É sobre esse conhecimento que me atrevo a vir aqui trazer esta modesta reflexão, que é feita de memorias, de sabores e de conversas em torno desses.

I-
A gastronomia elemento fundamental da Humanidade.

O modo como os seres humanos usam as plantas e os animais na sua alimentação forja os valores que organizam a sociedade.
A comida deixa-nos felizes ou sonolentos, inquietos ou alerta, deprimidos ou excitados.
Comer uma planta ou um animal é, também para alguns povos, um modo de nos apoderarmos do seu poder, de assimilar a sua magia.
A alimentação é um importante determinante social, seja de lógicas de religião ou de grupos específicos, seja como elemento que forja identidade de grupos ou regiões.
A comida partilhada integra os elementos no grupo, da mesma forma que a recusa da comida em conjunto leva à exclusão do indivíduo.
A gastronomia, agora consagrada como património e procurando níveis progressivos de elaboração e sofisticação é todavia, não podemos esquecê-lo, um elemento primordial da afirmação.
Diz-nos o sociólogo Gilberto Freyre, na sua obra de referência "Casa Grande e Senzala" que o brasileiro é o produto da sobreposição de três culturas diversas, caracteriza-se no quadro da sua função alimentar e é nessa que podemos facilmente encontrar a diversidade dessas origens e descobrir a "creolização".
Hoje todos nós o somos. E aqui, agora o verificamos, comendo.
É em torno dos alimentos que podemos descobrir uma sociedade e o que ela tem para oferecer. Os alimentos são um espelho da paisagem, os alimentos ligam-nos à história, os alimentos são resultado da construção que gerações fizeram sobre o tempo, a organização social e os sentidos.

II-
A gastronomia é um tema literário por excelência….

“ Os primeiros anos da minha vida passei-os junto ao fogão da cozinha da minha mãe e da minha avó, vendo como estas sábias mulheres, ao entrarem no recinto sagrado da cozinha, se convertiam em sacerdotisas, grandes alquimistas que brincavam com a água, o ar, o fogo e a terra, os quatro elementos que constituem a razão de ser do universo. (maçonaria). O mais surpreendente é que o faziam com a maior das humildades, (…) como se não soubessem que os alimentos que preparavam e nós comíamos permaneciam dentro dos nossos corpos por muitas horas, alterando quimicamente o nosso organismo, nutrindo-nos a alma e o espírito, dando-nos uma identidade, uma língua, uma pátria.”
In Intimas Suculências, Laura Esquivel

Este tema tem a ver com o facto de mais que qualquer outro elemento (clima, paisagem, população) ser em torno da gastronomia que se estabelece um dos elementos identificador de um espaço e ser em relação a este que o intruso, o forasteiro, o turista se vai colocar. Em todas as viagens é necessário comer. E é também em volta dos comeres que é possível defender e oferecer uma pertença cultural contra a uniformização e a massificação.

Pareceu-nos que a relação com a comida é um elemento, portanto, de base em qualquer estudo socio-antropológico sobre inter-culturalidade, dado por esta passar a agricultura e pastorícia, as formas de religião que a partir dessas se desenvolvem e as lógicas de organização social, ou seja como e de que forma se come.

Somos o que somos porque nos identificamos com o que comemos, e essa é a oferta que podemos apresentar ao turista, enriquecida com o desenvolvimento e apuramento do processo cognitivo que lhe está por base.

A gastronomia é um elemento social e cultural e carrega um importante valor simbólico de identificação. A confecção de alimentos é muito antiga, podemos dizer que está associada ao processo de hominização quando o homem aproxima a carne do lume e se apercebe que esta se torna mais saborosa e mais fácil de mastigar, e portanto mais fácil de assimilação pelo organismo. Foi em redor do fogo que se estabeleceram as primeiras comunidades e as bases da sedentarização. Encontramos sinais do tratamento de alimentos nos mais antigos vestígios arqueológicos. As refeições e o tempo da sua preparação são um elemento que também estrutura a divisão e organização sexual de grupos e sociedades.

Neste contexto, o estudo da gastronomia é também elemento fundamental para perceber a evolução da história e dos costumes. O intercâmbio de produtos (ex: massa italiana não é originária de Itália, mas sim da China, tendo chegado a Itália, havendo quem veja nela o dedo, certamente polegar de Marco Polo, pela Pérsia e aparece paralelamente ao desenvolvimento do garfo (este atribuído ao Leonardo) e muitos outros exemplos poderiam ser mencionados), assim como a sua globalização fazem ambos parte de creoulização dos nossos tempos e da crescente velocidade em que vivemos, podendo contribuir para a criação de uma imagem de marca associada a uma identidade cultural regional/nacional.

A gastronomia tem sido, com especialmente incidência neste último século, a base de vários níveis de discurso e produção teórica, em distintas áreas científicas, nomeadamente:

Na economia, associada à lógica da reposição da força do trabalho ligada, desde o século XIX, e a patamares de recuperação fisiológica, bem como a manutenção desta;
Na agronomia, através do estudo das diferentes formas de produção, da variedade dos produtos e da estrutura da posse da terra;
Na biologia, relacionada com o tratamento e selecção das diversas espécies;
Na geografia, ligada com os seus determinantes de clima e pedologia fundamentais para o desenvolvimento das bases da alimentação.

Aliada às expectativas e necessidades dos visitantes, a gastronomia insere-se numa teia de relações e diferenças culturais que funcionam do familiar para o exótico, da standarização para o típico, estando todos estes valores ligados às estruturas de fornecimento ou acolhimento.

As comunidades e sua relevância enquanto elemento identificador:
A definição de comunidade é desde logo complexa, pois tem relação com vários referentes que se podem entrecruzar. Comunidade é uma estrutura que se deve consolidar entre si, a partir de elementos identificadores claros, e que se organiza com base nessa lógica.

O elemento que aqui encontramos como eixo de identificação tem a ver com a caracterização a partir de elementos de agregação em redor de estruturas significantes. O chá americano, elemento significativo na luta pela independência, os "pubs" e tabernas locais, elementos fundamentais de estabelecimento de identidade e de criação de referentes grupais, as festas ligadas ás matanças, ou os congressos, (hoje locais) onde a principal actividade, conforme o Umberto Eco refere, são os almoços, jantares e discoteca, e obviamente os festivais gastronómicos.

No âmbito das comunidades podemos ainda falar de comunidades específicas como a escola, o exército, os hospitais, onde as regras dão sentido á organização. Ou religiosas, com os seus hábitos alimentares (a história dos judeus no quadro da inquisição dá-nos elementos como as fritadas de toucinho ou as alheiras que mostram como se pode criar ficção).

Na lógica da caracterização das sociedades, os grupos (comunidades) aparecem-nos como elementos funcionais de estrutura fechada, que só após a sua consolidação e afirmação se disponibilizam para o intercâmbio cultural que o fenómeno turístico desperta (lubrificante das identidades locais).

III-
A gastronomia é cultura.
“A cultura que é o conjunto das praticas colectivas universais”. (Levi-Strauss) E sem cultura não há humanidade nem mesmo natureza ou meio ambiente, pois somos nós quem controlamos a vida na terra.

“Os afrodisíacos são a ponte entre a gula e a luxúria. Suponho que num mundo perfeito, qualquer alimento natural, saudável, fresco, atraente para os olhos, saboroso, ligeiro - isto é as mesmas virtudes que desejamos no nosso parceiro - seria afrodisíaco, mas a realidade é muito mais complicada. Na procura incansável para fortalecer o frágil membro masculino e curar a indiferença das mulheres distraídas, chega-se ao extremo de engolir pó de baratas. “
in Afrodite de Isabel Allende

As regiões podem-se definir do ponto de visto bio-geográfico ou cultural, caracterizando-se por especifícidades de organização e desenvolvimento agrícola e por diversas tipologias de ocupação populacional.

No quadro da região temos uma oferta de produtos com características e certificados próprios que criam os pressupostos da sua afirmação, os quais devem resultar da criação de ganadaria (ovinos, suínos ou caprinos) ou de silvicultura (oliveira, vinha, amendoeira, etc.), características do clima e pedologia, específicas, que lhes dão identidade.

Neste âmbito, é-nos referida a macro-região Mediterrânea e os elementos da sua dieta alimentar, em contraponto com o Norte da Europa. É nesta zona (Mediterrânea) que assistimos ao desenvolvimento de elementos gastronómicos ligados às formas de ocupação do território, como o cereal, o azeite, os frutos e os vegetais, o peixe e o vinho.

Estes elementos tradicionais, durante muito tempo depreciados, são hoje vistos como necessários a uma alimentação equilibrada e estratégicos na promoção de uma gastronomia local.

Actualmente, não podemos ignorar o carácter global do mundo em que vivemos e a internacionalização das economias, das sociedades e das culturas. Elementos de refinamento culinário, como sejam produtos específicos integrados com mão de artista nos receituários tradicionais ou elementos da chamada "nova cozinha", estão presentes na oferta gastronómica regional.

A Gastronomia é um componente essencial da identidade cultural dos povos e é através desta que revelam tradições e hábitos, sendo inquestionável a sua importância como mobilizadora de fluxos turísticos. preservação da identidade local ou regional e salvaguardar a história e a tradição que lhe estão associadas.

É importante valorizar os produtos tradicionais de forma a integrá-los no âmbito da oferta turística local e regional e, nesse contexto, despertar sinergias de mobilização estratégica.


IV-
A gastronomia é, também, magia.

Volto aos cogumelos*, que já foram referidos, pelo antropólogo McKenna, como “O pão de Deus”, mas quero é deixar aqui uma palavra em nome da “Confraria Gastronómica do Toiro Bravo”, animal de cuja magia comemos a carne e o sangue, no quadro do ritual que sacraliza o espírito com a matéria que o estrutura.

Que as culturas e as tradições gastronómicas se continuem a inventar e a re-inventar num mundo em que a defesa dos valores ancestrais das comunidades tem que lutar conta muitos, muitos pensamentos únicos.

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Thursday, October 01, 2009
 
Alta qualidade.
Dos músicos, dos declamadores (brilhante o André Gago!), dos vários artistas presentes no espectáculo de ontem no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, organizado no âmbito da candidatura, P.S., Unir Lisboa.
De realçar também porque esse elemento tem importância cívica e política o ambiente distendido e empenhado de todos os participantes, que eram também os assistentes, que enchiam completamente o Coliseu e que em grande parte chegaram quase até às duas horas em que o Carlos do Carmo nos brindou com a sua voz única.
Foi um momento de grande qualidade como só uma equipa também ela única reunida em torno de António Costa pode proporcionar.
A campanha tem sido assim, com muita receptividade e confiança, de ganhar, pessoa a pessoa!

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