insignificante
Friday, April 29, 2011
 
Foi uma cerimónia bonita, a muito merecida homenagem a um homem bom.
José Correia da Cunha é, como já o escrevi, uma referência incontornável do ambiente português.
Cruzámo-nos algumas vezes, não tantas quanto o seu conhecimento e humanidade me poderiam ter beneficiado. Na Praça do Saldanha onde ele pontificava na sua, mais que qualquer outro, Comissão Nacional do Ambiente (de que foi Presidente da criação à extinção) ou depois na Rodrigo da Fonseca onde ele geria instituições pela revitalização da nossa ruralidade tivemos um percurso comum, e ele tem o meu maior apreço.
Recordo, particularmente, as sessões do grupo Consultivo do P.E.N. em que nos cruzamos, novamente, e a articulação que o seu discurso institucional cerzia com o meu que tinha outra acutilância e empenho militante. Sabiamos que estavamos do mesmo lado (aliás reconheciamos os nossos, mesmo quando estes faziam discursos aparentemente meramente "técnicos").
Nesta sessão foi divertido ouvir o Presidente Mário Soares dizer que procurou contrariar o afã nuclear dos seus ministros, e tendo entre os presentes o actual Presidente da Câmara de Peniche, ouviram-se umas gargalhadas internas... pois andámos a encher os sapatos de areia pelos areiais de Ferrel, no 1º governo dele e nunca demos por nada...e na altura também M.Soares (que sempre me mereceu simpatia política, pessoal, e é de louvar a sua evolução e posterior acção em questões ambientais) não dava sequer conta da C.N.A. ...
Os DVDs da Luísa Schmidt dão-nos um ponto da situação e evolução, ou involução, do ambiente nestes 40 anos e neles surge com o rigor esperado o Eng. José Correia da Cunha, e se faltam outros importantes protagonistas, mais ou menos anónimos, neste (J.C.C.) está depositada a memória de quem se empenhou, com ele, nesta luta.
Esse reconhecimento é que conta. Que conte José Correia da Cunha com um tempo aprazivel para partilhar memórias e viver tranquilo por entre estes tempos, que ficam e que passam.

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Wednesday, April 27, 2011
 


Ferrel, Urgeiriça, Nisa, por aqui e por ali, e também pela vizinha Espanha, passou por Sayago, AldeaAvila, e passa por Almaraz e outras 6, ainda.
A nuclear passou por aqui, e pelas suas consequências, no Atlântico, nas terras devastadas, no medo, na ansiedade, no desastre da economia e da vida.
6ª feira, novamente em Nisa, vamos dizer presente, estamos presentes!

E:Excelente cartaz a que venho aqui dar os créditos ao Nuno Farinha autor da base e a quem fez a excelente montagem!

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Tuesday, April 26, 2011
 


Foi a 26 de Abril de 1937 que Guernica foi bombardeada. Hoje para que a memória nunca esqueça, para que os vivos vençam sempre a morte, com dignidade como nos ensinou o grande Miguel de Unamuno, aqui fica intemporal, esta de Pablo Picasso.
FASCISMO NUNCA MAIS!
 
 
É já na próxima 5ª feira que começa o ciclo de documentários/debates,
na Fábrica de Braço de Prata:
"Docs em passagem”
o país que fica.

dia 28 Abril, ás 21.horas

Ciclo Cinema /debate
Moderado por António Eloy, e com a presença dos realizadores

“Portugal, Energias Sem-fim” de Rui Cunha
Debate: Nuclear ou alternativas energéticas
António Eloy e Luís Silva



DOCS EM PASSAGEM

o país que fica


Num momento fulcral para o nosso futuro colectivo vão-se realizar, enquadrados por documentários importantes, debates sobre os temas que infelizmente irão estar arredados do debate politico, e que são essenciais para determinar as linhas de rumo nacionais.
Neste ciclo começaremos com um debate entre António Eloy (do C.E.E.E.T.A,) e Luís Silva (da ADENE).
Este debate terá centralidade no desenvolvimento das energias renováveis e da conservação e eficiência energética mas irá abordar também a questão da continuada e insensata tentativa de introduzir centrais nucleares no nosso país.
É um tema que deveria ter um papel de relevo na discussão politica e não ser atirado para debaixo do tapete.

Ciclo Cinema / Debate
Com António Eloy (moderador), realizadores e convidados

Fábrica do Braço de Prata | Lisboa
às QUINTAS – 21.horas
28 Abril | 5 Maio | 12 Maio | 19 Maio | 26 Maio



A anteceder os restantes filmes/documentários (programa anexo)
emitiremos referências dos mesmos, temas e participantes.

Co-Produção
Fábrica do Braço de Prata | Cooperativa POST
www.postcoop.org | info@postcoop.org

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Sunday, April 24, 2011
 
Hoje a memória mantem-se viva, hoje o tempo não pára, hoje todos os momentos se unem num só momento.
Hoje não esquecemos, hoje só recordamos esse tempo sem tempo onde as portas da percepção, as portas que Abril abriu, eram infinitas, como esse tempo.

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Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen ####

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Thursday, April 21, 2011
 
Foi uma semana cheia.
2ª mais uma ida a Esposende, mais um dia que nos faz gostar do trabalho...
3ª outra reunião da Assembleia Municipal e a confirmação das razões do meu progressivo e penso que irreversível afastamento deste "social da política". Sou surpreendido com uma moção de honra à memória de Emília Tito Morais,mulher valente e mãe de um meu colaborador e amigo, o Pedro. Como quem me lê sabe tenho andado em trepidação, por aí, e nem sequer absorvo jornais e outros média, ainda menos. Pois ninguém me disse nada, e já sou grandinho para desculpas esfarrapadas. As lamento.
4ª negocios, de família, e reunião de chá com uma antiga colaboradora e amiga, ora de esperanças da Kira. Felicidade para a Vânia e os seus, meus.
5ª nova visita ao stand, que isto de carros é complicado, revisões da webpage e um pouco de meditação.
E vou, amanhã, para o norte, descansar, passear, conversar, depois de saber que infelizmente as poeiras que andavam no ar e que podiam ter estruturado uma alternativa, ao meu empenho em não dar voto a nenhum dos putativos já apresentados não se juntaram em "construção". Fica para a próxima, se este sistema não for abanado por outras necessidades.
E também estive com o Catatau, que é um cavalo muito bonito e gosta de chapinhar na lama...

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Sunday, April 17, 2011
 
Fabuloso!!!
http://www.youtube.com/watch?v=6JrIYR8jArk
A ver com delícia!!!
 
Saturday, April 16, 2011
 


Esta semana visitei um simpático novo Museu, o Museu da Electricidade, que há desde logo que dizer que não é natural mas uma construção dos homens, em Seia (foto acima).
O museu na antiga, a mais antiga central de produção electrica do nosso país, a central da Senhora do Desterro, está bem organizado, embora ainda necessite de retoques, que me foram referidos estarem em curso.
Tive uma simpática conversa com um grupo de cerca de 20 jovens "atls" e verifiquei, como aliás tenho notado por todo o lado onde vou, jovens interventivos e curiosos que nos deixam confiantes no nosso presente e para o futuro.
A Câmara parece-me estar a fazer um bom trabalho de intervenção socio-cultural, com os reflexos económicos que daí advêm e as técnicas municipais que contactei mostraram-se diligentes e empenhadas no mesmo.
Almocei estupendamente no Regional da Beira, onde fui tratado como um principe, menino ou meu senhor, por uma simpática jovem que honrava a digna e opipara cozinha.

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Friday, April 15, 2011
 


Embora possa correr o risco de duplicação... aí vai o texto e o boneco deste mês no Instalador:

O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS

Toda a energia se conserva

“O canto das cigarras
vibra nas pedras-
que silêncio”
Matsuo Bashô

1-De 1973, sucedendo à guerra israelo-árabe do Yom Kippur, data o que referenciamos como 2ª crise petrolífera, que não é mais que a nacionalização parcial das mais valias dos sectores petrolíferos pelos países árabes, organizados na O.P.E.P..
Tal levou a uma subida dos preços, escassez ocasional e alteração das lógicas do comércio internacional. E a alterações dos discursos, pelo menos dos discursos.
No ano anterior tinha-se realizado a 1ª conferência mundial sobre ambiente em Estocolmo e já antes, como prenúncio desta crise, o relatório do Clube de Roma/MTI “Há só uma Terra” tinha alertado para a finitude dos recursos.
Desde essa altura mudaram os referentes energéticos, mudaram os sistemas de produção, mudaram as lógicas de consumo. Passámos por alterações, globalmente incrementando os direitos humanos mas também os focos de crise, alterações na altura impensáveis dos sistemas de poder à escala global.
Hoje a humanidade enfrenta novos desafios, e se os enfrenta com novos recursos e capacidades, temos que reconhecer que estes são muito mais complexos e podem pôr em causa de forma a nossa vida na terra.
Antes de continuar há que dizer que o homo sapiens sapiens é recente na vida da terra. Que viveu milhões de anos sem a sua presença. A continuação desta espécie, que sabemos ser a única capaz de imaginar o silêncio das pedras a vibrar e exprimi-lo como se fosse o canto de uma cigarra, ou não, só pode ter significado em termos da História. Nada mais.
Sendo os desafios que enfrentamos múltiplos e complexos e não podendo resolvê-los todos sou adepto de pensar global e agir localmente, mas na lógica do “glocal”, ou seja o pensamento tem que se articular numa estratégia de sentido.
Referi em artigo anterior o problema dos sistemas de gestão das águas residuais.
Mencionei dois casos que me parecem exemplares, um o sistema de fito-etares, bacias de retenção em que o húmus é processado por canavial, algas ou plantas aquáticas, e que é um sistema funcional em pequenos/médios agregados populacionais, implica investimentos muito menores que as ETARs clássicas, custos de manutenção quase nulos e integração paisagística adequada e os resultados são comprovados, seja em termos de cheiros, seja em termos de qualidade das águas depuradas e o seu uso sucessivo.
Em Portugal há quem as esteja a instalar: phragmit@gmail.com
Infelizmente não há nenhum incentivo a estes sistemas e antes pelo contrário burocracias funcionais, ligadas a estranhos procedimentos laboratoriais dificultam o seu desenvolvimento.
Outro sistema que tive ocasião de documentar no documentário em cuja concepção participei #Portugal, Energias Sem-fim# e que poderá ser visto na RTP2 ou que, a pedido, exibo com funções educativas e de debate, é o que está em funcionamento na ETAR do Portinho de Almada que transforma a matéria orgânica, o metano nesta presente, em biogás susceptível de produzir cerca de 40% da electricidade utilizada nesta central, reduzindo substantivamente a quantidade de resíduos a praticamente só entulho de papel (que há que referir devia ser motivo de campanhas com vista a não ser lançado nas pias, pois prejudica todos, todos os sistemas de recuperação das águas residuais!), sobre outro problema que são os óleos alimentares fica para próxima crónica...
E mais uma vez, aqui, estamos perante um problema que resulta de erradas interpretações da burocracia, a energia eléctrica produzida deveria ser adquirida aos preços preferenciais da energia produzida em sistemas renováveis e a central devia comprar energia à rede na lógica do mercado, para assim compensar tanto o investimento como a redução nas emissões de metano.
Pois não é isso que acontece. Está mal, muito mal.
Não quero deixar de referir que este mundo das “ETARs” é um mundo com muito dinheiro vivo, muita propaganda (como foi o caso da “dita limpeza” da intercepção dos vertidos lançados ao Tejo em Lisboa...) infelizmente onde a vigilância de quem responsável (...existem diversas entidades supostamente responsáveis...) não é devidamente efectuada.
Bom mas adiante, como já disse anteriormente, pouco a pouco vamos limpando a vista.
Os resíduos, as lógicas do produto e sobretudo a sua gestão final serão tema que rondará por aqui em próximos artigos.

2- Hoje quero referir ainda uma associação que dignifica a nossa cidadania. E que devia ter mais apoio de todos e daqueles que gostam de mostrar galões de responsabilidade social e investimentos na conservação da biodiversidade e da cultura que também a faz.
O Equus asinus, vulgarmente conhecido por burro é um animal notável. Recordo-o da minha infância a trazer leite até ao centro de Lisboa ou nos meus passeios pela terra dos meus ancestrais, Barrancos, ter percorrido no burrico todas as pedras da vila. E também de ter deliciado o olhar com as suas miniaturas, o burro africano, a ir buscar água e a voltar a casa sem ninguém a orientá-lo, pelo carreiro de ida e volta, e gosto especialmente destes em raça apurada, nas terras de Miranda.
As Terras de Miranda são um ambiente único, a língua, o mirandês 2ª língua nacional, a música, #Galandum Galundaina# que é dos melhores conjuntos de música popular de Portugal, e o burrico, além da Catedral, com o seu Menino da Cartolinha, e a posta mirandesa, e as arribas, e os pombais e as igrejas das aldeias, e os solares e o povo...
Pois mas hoje quero falar aqui da AEPGA – Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, www.aepga.pt, de que não resisto a informar que : “pretende contribuir para a recuperação do efectivo do Burro Mirandês e potenciação de um modelo de aproveitamento socioeconómico que respeite e preserve o riquíssimo património cultural e natural da região do Nordeste Transmontano”.
Sempre fui contra conservar mobílias quando a casa vem abaixo, mas esta actividade, esta associação luta pela conservação da estrutura global da qual o burro é um elemento fundamental, o burro é mais, muito mais que o burro.
Inserir o burro no quadro da economia, a sua protecção, a sua revitalização, articulá-lo com os aspectos socioculturais e a valorização da micro-economia e essa tendo uma forte função educativa é uma aposta de sustentabilidade, na sustentadilidade.
O burro é um animal muito inteligente.
Por aqui e por ali temos que encontrar os burros que se enraízem na sociedade, desenvolvam a economia e aumentem a vida.
Por estas Terras de Miranda há quem o faça, e que precise de apoio e carinho. Os burros agradecem, os que os montam também.
E vão ficar admirados...com a energia dos asininos.

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Tuesday, April 12, 2011
 


Como referi logo no inicio da tragédia esta já atingiu o nível de Chernobyl.
Agora há que pensar no presente e no futuro.
Hoje um artigo para reflexão:
http://www.terra-economica.info/L-equation-climat-energie-apres,16811.html
que esta seja sempre com os pés na terra.

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Monday, April 11, 2011
 


Parece que, apesar de tudo, ela move-se...

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O Sol no monte Fuji faz-nos pensar na grandeza e na pequenez humana, e no mundo à nossa volta.
E como esse não pára...ver e apoiar:
http://www.youtube.com/scienceindrugpolicy#p/a/u/1/sA9Kcc452Vk
e voltar a pensar, quando o mundo e o nosso entorno parecem cada vez mais frágeis e mesquinhos.
Felizmente há o monte Fuji e o Sol que nele nasce.

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Sunday, April 10, 2011
 
O som do dialogo de deuses ... foi um momento sublime em que os pensamentos chocaram com o vazio e o vazio encheu os pensamentos dando-lhes sentidos e vida.
http://www.youtube.com/watch?v=4h5dI6m6Eh8
Ballaké Sissoko & Vicent Segal deram outro sentido ao tempo e levaram quem respirou o som, que da corá e do violoncelo encheram o espaço, a vários nirvanas espirituais.
Vale alguma coisa o pensamento? vale alguma coisa o com que o organizamos? vale?

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Nem de propósito... de uma notável entrevista da embaixatriz da Polónia e do marido, hoje na Pública:
"Cidadão não penses, se pensares não fales, se falares não escrevas, se escreveres não assines, se assinares, não te surpreendas".
Sou desse tempo, e também do outro, ainda me recordo da dificuldade que tive em levar à aprovação no grupo em que me organizava na altura de uma moção de solidariedade com o SOLIDARNOSC, antes da fundação da secção portuguesa da Amnistia Internacional.
Os tempos passam, os espirítos totalitários continuam...

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Hoje, com um arrepio na espinha e os pelo eriçados, voltei a ouvir a sublime Violeta:
http://www.youtube.com/watch?v=PYEw3e5x5Es
Há coisas que não esquecem, há coisas que so se lembram...

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Wednesday, April 06, 2011
 
Não se passa nada... e o mundo continua, felizmente, a rodar sobre um eixo imaginário...
Hoje, vamos ter mais uma sessão de propaganda eleitoral, a propósito do que se sabe desde Janeiro (ou antes) que o governo, este governo de incapazes, vai recorrer à ajuda externa. A alternativa não faria melhor, mas talvez com outra dignidade.
Não vejo problema nessa situação que demonstra que já não somos, à muito, um país soberano (e cerca de metade dos portugueses preferia viver numa união ibérica, uma união que respeitasse a autonomia das diferentes culturas que fazem estes povos, que não se governam nem deixam governar, como já diziam os invasores que trouxeram a juris-prudência e as estradas que ligam os povos e as liberdades destes).
O fim (que já havia chegado desde que, e bem, deixámos de controlar a emissão de moeda e as taxas de câmbio, e o património financeiro) da nação só me pode merecer nota de congratulação, sendo eu um anti-nacionalista (primário e tudo), mas lamento que este seja feito sem que se afirme o projecto político europeu, federal e democrático, e que seja na lógica dos mercados financeiros, sem alma nem cultura, que se configure este momento da nossa história.
As próximas eleições de pouco, muito pouco, vão valer, agora, sendo que ontem não valiam mais, tanto mais quanto a expectativa em relação às forças concorrentes (salvo alguma imponderável surpresa de última hora, para a qual fiz o que pode...)é nula.
Não há projectos de verdade e seriedade, não há ambições de sustentabilidade e de melhor economia, os "soundbytes" vão dominar o discurso sem que os verdadeiros problemas e os polos de saída deste fosso sejam equacionados (há delirantes que continuam a pensar em obras sem terem para elas financiamento, como as que nos levaram a esta situação, como se o mais do mesmo, o emprego para os amigos a troco de sabemos o quê justificasse o esvair do tempo e da cultura que neste, ao longo deste fizeram o nosso presente).
Vou para Barrancos onde em torno de uma das possibilidades de afirmação regional (o presunto certificado, os enchidos, os produtos do campo, os cogumelos, os espargos, em todas as suas variantes, o artesanato renovado e a cultura) se pode construir um polo de alternativa social e sustentbilidade económica.
Para a semana voltarei a outro país, ou melhor já não sei a qual...

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Monday, April 04, 2011
 
Já aqui o referi, o Bloco da Esquerda morreu. Agora entrou em processo de autopsia voluntária, ou seja decidiu fundir-se, ou o que ainda resta dele com o PCP.
Não faz grande mal, os que votaram nele com o propósito de poder vir a construir uma esquerda liberal que pudesse recentrar o Partido Socialista, defender intransigentemente as liberdades públicas, aqui, na China na Líbia (onde sinal dos tempos o BE já apoiou o Gadaffi), em Cuba ou na Venezuela, um partido que assumisse causas (direitos para todos e todos) mas também imprime-se bom senso ao discurso da economia e sensatez ao social, pois todos esses e somos muitos, muitos talvez mais de metade da votação do BE vamos deixá-los pastar, ou melhor fundir-se com os trogloditas, defensores da URSS, e contra a UE, a favor de um albanismo que agora parece ter retomado força num BE sem cabeça nem tino no que lhe resta.
Tenho pena, mas é a vida.
Talvez outra coisa se possa ainda desenvolver, pelo menos a sua gestação já começou...

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Sunday, April 03, 2011
 
Um passeio até à Foz do Arelho, ver o mar e a primavera a namorarem-se e o tempo a passar é um dos nirvanas da vida.
Em caminho para o norte, para a Assembleia Geral da A.Z.U. (Associação Ambiente em Zonas Uraníferas) que estabeleceu um programa adequado e estruturado nas capacidades e meios disponíveis e à qual continuarei a dar o meu empenho, recebo dois longos telefonemas e faço mais dois. Há gente que não desiste e a proposta que tenho apresentado e defendido aparentemente sem conjugação tem também por outros e noutros locais feito caminho.
Face à emergência soluções organizativas de urgência, usando os recursos existentes, a imaginação e toda a disponibilidade e capacidade não são pequenas possibilidades, e quando a alma não é pequena, talvez, talvez ainda se possa levar a "carta a Garcia" ou pelo menos um rascunho para indicar o caminho para quem fale e goste da verdade e separe trigo do joio.
Como disse nesse tempo que deu desvario à bateria e me obrigou a voltar para tràs, na minha mão... para recuperar a saída da auto-estrada ajudarei no que possa...
De resto é sempre um prazer discutir com os camaradas "mineiros", numa Assembleia Geral fraterna e concorrida, em que se sabe, se sente que o mais importante é o olhar claro e a palavra certa, sem subterfúgios nem demagogias.
Talvez o tempo, ou o outro que passa nos mecanismos da sua medição seja, desta vez, curto, talvez a necessidade de aprofundar algumas bases requeiram outros encontros, outros contactos, outros conhecimentos.
Mas irei continuar a pensar que piscar o olho à lua pode ter sequelas e que na vida e na sociedade só quem desiste é que não encontra.
Para bom entendedor...

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Saturday, April 02, 2011
 
Na Amnistia Internacional há gente muito capaz e altamente qualificada. Gente que desenvolve actividades cívicas de enorme mérito e com mobilizações adequadas e produção de pensamento significativo, alem de impactos não negligenciáveis. Cada direito defendido é um direito.
Enquanto fui responsável pelos grupos na direcção nacional visitei vários nucleos, paguei calotes de um, conforme registado em acta da direcção, resolvi problemas, sobretudo dos já aqui repetidamente mencionados e verifiquei que todos os membros (ou quase todos) se empenhavam na promoção dos direitos humanos.
O núcleo das Caldas mereceu-me registo especial. Membros militantes e activos uma coordenadora (Teresa Mendes) de excelência e uma participação activa nas causas.
Uma das que me apraz registar é a defesa dos direitos de género e da sua igualdade (que mereceu a classificação dos tais reizinhos como homófobos).
Agora tivemos organizado por este núcleo de excelência uma magnifica conferencia da Dra. Juíza Isabel Baptista sobre os direitos de todos e dos homossexuais e da sua igualdade no que deve ser o quadro da lei.
Numa sessão muito participada, realizada dia 31, no simpático café Mazagran (30 /40 pessoas) e com muitas intervenções foi o tema da adopção e os diversos enfoques desta que esteve no centro do debate, desta tertúlia.
Só quem lá não esteve é que pode ter dúvidas sobre a pertinência deste direito, e da inconstitucionalidade que deveria ser outorgada à sua restrição.
Outros temas relacionados com os direitos humanos, globais e absolutos foram referidos, diferenças socioculturais e lógicas religiosas.
Voltarei a este tema, sendo que hoje me merece o encómio o núcleo da AI de Caldas e na sua coordenadora os votos e desejos de mais, mais humanidade.

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