insignificante
Saturday, October 04, 2025
 

 Foi ontem publicado na revista online A Ideia:

https://aideiablog.wordpress.com/2025/10/03/as-ideias-voam-mas-tem-bases-solidas/

As ideias voam, mas têm bases sólidas

As palavras têm o significado que o poder lhes dá e que o uso depois integra nos espíritos. Talvez, observem que o dubitativo já introduz a negação, e talvez nenhuma seja tão usada como essa, pelo menos em política, e nem sequer estou a falar da conhecida cassete “os trabalhadores e o povo”, sendo que este não existe na semântica marxista... O povo não é uma classe tanto o Zé Ninguém como o pior dos Salgados são povo.  Utiliza-se por falta de objecto preciso, quem o usa está em ninho de aranha a ser devorado pelo tempo. Seja quem seja.

Tenho ultimamente com mais vigor denunciado o nazionalismo e as guerras que esse motiva, supostamente entre os povos. Mas não são todos o mesmo, bem sei que o internacionalismo proletário foi morto com Jaurés sendo que Lenine colocou-o num mausoléu para que de lá não saísse. Pois tenho que informar-vos que não há, não há mesmo essa entidade mítica chamada povo. Existem funções, profissões, e organizações sociais, nas quais se desenvolvem estruturas e línguas. Sabemos também que o conceito de classe nunca se conseguiu definir, pelo que sou tentado a excluí-lo também da nomenclatura (essa talvez o seja!). Mas povo, povo é que não existe.

Se perguntar a alguém o que é o povo português estou certo que em dez pessoas haverá trinta ou quarenta definições. Talvez o bacalhau nos estruture, talvez a língua (mas quantas vezes não desejo legendagem para alguns na televisão, para já não falar de alguns políticos que até mereciam outro discurso), em tempos foram os toiros (a ditadura nacional proibiu, os de morte, para diferenciar Portugal de Espanha, claro também pelos cavalos), hoje o futebol erigido em altar da pátria.

Mas é a propósito do novo Holocausto em curso que escrevo agora. O povo judeu, como aliás todos os outros, não existe. Foi inventado, como escreve um grande académico judeu (Shlomo Sand). O que existe é uma língua inventada (hebraico) no século XX, uma história também inventada (a origem da Terra há 4.000 anos!), e uma parte semita, os sefarditas, (que com os árabes, iranianos, fenícios e outros povos do Media Oriente o são) e outra asquenaze, eslavos, (de origem no colapso do Império Kazar, ver Aldous Koestler! 1). Daí o absurdo do anti-semitismo, propositadamente confundido com anti-sionismo (nazionalismo judaico!)

Continuamos com a interpretação de palavras ou sentidos, sabendo como referia o Coelho Mágico, na Alice, que quem manda é quem tem o poder. Pois o poder, a hegemonia que actualmente nos domina escamoteia o significado das palavras e nalguns casos até nos tenta proibir as usar.

Já expliquei acima que não existem povos, e claro desde logo nenhum que não exista é escolhido seja ele ário ou judeu. Identidade é outra coisa..

Podem perguntar-me ora que o Zionismo, nazionalismo judaico protagoniza um novo genocídio, porque não chamar-lhe mesmo Holocausto? (atenção a identidade judia usa a palavra Shoah para designar esse no que toca aos 6 milhões de judeus mortos e procura limitar o uso dessa palavra Holocausto, aos campos de extermínio onde também morreram mais 4 milhões de ciganos, comunistas, homossexuais ou outras pessoas de bem).

A palavra Holocausto é de origem grega tem a ver com lógicas sacrificiais pelo fogo e diz-nos a enciclopédia: Durante séculos, a palavra "holocausto" foi usada para designar grandes massacres; ou seja como o que Israel está a fazer com o povo do gueto de GAZA, e não me venham meter os dedos nos olhos, que os tenho bem abertos. Podem chamar-lhe genocídio, mas de facto é a política da terra queimada, logo um Holocausto.

Sobre esse também se estabeleceu uma indústria (livro do também judeu Norman Finkelstein) e a palavra está proibida, de uso. Mas temos que chamar os bois pelos nomes.

Os habitantes de GAZA são os que resultam, também, da expulsão das populações árabes da Palestina, hoje Israel em 1948, como outro académico judeu Illan Pape tem divulgado em inúmeros escritos, recordem que os nazis primeiro expulsaram os judeus e depois exterminaram-nos e lembrem-se que um ministro israelita considerou lançar uma bomba atómica sobre GAZA, o fogo sacrificial 2). Expulsos e holocaustados....

Israel sofre de uma variação do síndrome de Estocolmo, o Zionismo é de facto, em todas as dimensões uma variante de nazismo.

E então o que dá dimensão ao judaísmo? Pois como o Islamismo ou outros é uma religião que une pessoas de chineses a africanos, de eslavos a semitas, e que tem quadro higienista que o identifica, assim como preceitos morais.

A profecia é mística mas a exegese é humana”

“A Bíblia é uma fábula mais viva que todas as pedras”

Amos Oz

“Todos os textos bíblicos são total e falivelmente históricos. Contêm erros e contradições”

Baruch Spinoza

Os antigos povos semitas são os Fenícios, Hebreus, Amoritas, Acadianos, Assírios, Sírios, Caldeus, Arameus, Árabes e Hicsos. Os judeus sefarditas, nós, são semitas.

O que são os eslavos? Nome genérico que abrange os povos indo-europeus que ocupam a Europa Central e Oriental. Os judeus asquenazes têm origem no espaço da antiga Hungria/Roménia (Império Kazar) logo não são semitas, são eslavos.

Este 1º ponto é para demonstrar o absurdo e ignorância da utilização da expressão semitismo como sinónimo de sionismo (nazionalismo judaico) ou de judaísmo (religião matriz de outras bíblicas, como o cristianismo e o islamismo).

Genética é a ciência que estuda as linhas de continuidade. Os genes que são passados para a próxima geração, por meio da reprodução. Ser judeu não é um gene, há judeus brancos, negros, asiáticos, eslavos e semitas.

Ser judeu, como ser cristão ou budista é uma identidade social, hábitos alimentares e higiénicos, práticas sexuais e relacionais, articulados com uma prática religiosa ou não.

A identidade, que molda as populações de qualquer local, tem a ver com o ambiente onde estas se forjam e normalmente é base linguística. Sabemos que o hebreu é uma língua inventada no século XX, certo que com base em troços de ossos secos, como nos diz Amos Oz. Os Askenazes falam yddish (eslavo) e os Sefardies têm o ladino (espanhol arcaico). A identidade é, pois, um espaço e uma língua, além dos elementos genéticos que a estruturam.

Os judeus, identidade religiosa e práticas socias e financeiras ligadas a essa, sempre se constituíram (ver Hannah Arendt) em grupos segregados e perseguidos, relação causa efeito (como hoje também, com outras circunstâncias, o são os ciganos). No final do século XIX um asquenaze (húngaro) Hertzl desenvolve a teoria que é base hoje do sionismo, como foi base do pensamento nazi. Um povo (inventado), uma terra ou espaço vital (roubado) e uma mística mitológica de uma raça superior e um povo eleito, com os seus símbolos (cruz gamada ou estrela de David, sendo que há um símbolo hindu que tem essa cruz dentro dessa estrela!).

Sabemos de perseguições que os “judeus pela paz” e anti-sionistas têm sofrido por parte da hegemonia, do pensamento único que domina a nossa comunicação. Neste artigo só são citados e mencionados notáveis judeus, de identidade. Eu descendente de sefarditas que tiveram que fugir para Marrocos com a Inquisição, na C.M.L. fui um dos proponentes da homenagem e monumento às vítimas do pogrom do século XVI, no Rossio. Nada do que aqui tenho escrito são senão factos e esses nunca são inimigos da verdade. Shalom, para todos.

1.     1) Arthur Koestler, conselhista, húngaro e judeu, resistente ao fascismo e ao estalinismo autor de um livro de 1ª plana " O Zero e o Infinito" e  escreveu, julgo que está traduzido " The Thirteenth Tribe" sobre a dispersão judaica após a queda do Império Kazar (judio) que durou 3 séculos. Era judeu, como eu, de identidade

2.     2) Soldados americanos falavam também em holocausto ao referirem-se ao lançamento das duas bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, com a completa redução de seus centros a cinzas, em 1945. Mais tarde, já nos anos 1980, o movimento pacifista alertava o mundo para um possível holocausto atômico.

Nota final, este texto resulta de uma montagem de 4 ou 5 documentos que escrevi ao longo de tempos, por isso algumas repetições. Preparei-o no âmbito da total solidariedade com a Ideia e o meu querido amigo António Cândido Franco, pela absurda exclusão de uma feira de livros anarquistas. Como lhe referi pessoalmente desgostei, mas claro que o defenderia e intransigente no seu direito de opinião de artigo do velho camarada João Freire, que defende algumas posições mais conservadoras, também no social, legitimas e que podem e devem ser livremente discutidas. Obviamente o discurso religioso seja islâmico, seja judaica, seja budista, ou cristão é todo ele limitador de liberdades e mais num caso que noutro, mas idêntico em muitos, erigido contra as mulheres e os seus direitos.  Mas não misturo alhos com bugalhos.

E sou membro dos J.V.P. (Jewish Voice for Peace, https://www.jewishvoiceforpeace.org/ )

 Aqui publicado, com algumas gralhas corrigidas.

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Thursday, September 28, 2017
 
Era de esperar. O nazionalismo, em Espanha*, nasceu do ventre da padralhada, o famigerado Sabino, aliado do maior ranço social, nas vascongadas e a padralhada aliada da burguesia na Catalunha e contrária à Republica nos anos 30.
Hoje a padralhada deu sinal de si, apoiando os tais nazi onalistas e sem qualquer surpresa apareceram os assassinos da ETA a dar o mesmo apoio.
Todo o ranço, é certo que há pessoas de bem e iludidos pelo meio, está e com o apoio dos russos e claro do Putin, a favor de uma situação insustentável em Espanha e na península, sem outro objectivo que não o de pequenos, pequininos protagonismos, sem futuro e que podem constituir um degrau mais na explosiva situação mundial.
Catalunha com arame farpado? fronteira da Europa e fora dela? e regressa a peseta, dado que fica fora do Euro? E as centrais nucleares com quem ficam? Víamo-nos livres de 3? e qual o processo de transição? se não for uma independência legal, o risco de guerra é real, e de qualquer forma quem paga a dívida catalã? quem assume as tutelas várias? fica a Catalunha em isolamento?
Nada que pareça incomadar os amigos da ETA da CUP e os outros radicais agora seus reféns.
Tudo triste muito triste.
E será que como o MRPP vão impôr a morte e enxovalho ( talvez queimar os ossos dos "espanholistas" como Miguel Cervantes, tirados da tumba!) aos traidores, que são todos, mais de metade, muito mais, que não apoiam o seu programa?
Tudo triste, tudo muito triste. E lamentávelmente a nossa informaçção está cativa desta gente, os nossos ilustres ( de facto só alguns) comentadores confundem tudo.
Este referendum é tão democrático quanto a ficção da eleição de uma Assembleia surreal na Venezuela, mas lá temos a velha esquerda iludida, outra vez.

*E o franquismo, igual que o catalunhismo, ou o vasquismo são todos da mesma matriz....e todos contra os povos....a solidariedade e a democracia, que implica o respeito pela diferença.

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Tuesday, April 23, 2024
 

 Preenchi um questionário sobre eleições europeias, no Expresso. Não sei onde raio foram encontrar as perguntas, mas infelizmente, por exemplo nem uma sobre a principal área de desperdício da U.E., a Política Agrícola Comum todas, todas as perguntas têm o dedo da hegemonia, são preparadas para as respostas no quadro dessa. E são todas, ou quase todas são manipuladas nos seus considerandos, muitas vezes eles próprios falsidades.

Mesmo assim respondi e deu que estou entre os 75% e os 70% entre a esquerda europeia, os verdes e os socialistas e cerca de 60% com os liberais. Os outros variáveis mas todos com negativas de chumbo.

Embora seja um europeísta e federalista já estou muito desiludido com os cenários eleitorais, sendo eu a favor de partidos transnacionais em que os europeus possamos votar. Acho inacreditável as limitações eleitorais que nos continuam a constranger, e ainda mais que estas eleições sejam dominadas pelos espaços nacionais e ainda mais pelo nazionalismo que vai dominar os processos eleitorais.

Talvez esteja em Espanha na altura das votações, talvez esteja por outro lado, mas certamente não me tirarão o sono, que já é pouco, salvaguardado pela sesta. 

É que ainda por cima, as tais perguntas o ignoram totalmente, nem se problematiza a reforma das instituições europeias, no sentido do aprofundamento da democracia e a diminuição dos Estados-nacionais, e mais poderes para o único órgão eleito, o mesmo.


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Thursday, June 23, 2022
 

 As ideias tem que reforçar-se e limpar-se de velhos dogmas e chavões. Hoje procura-se agregar o eco a tudo, a algumas coisas melhor que a outras, mas sem criar novas linguagens, sem dar novos usos à palavras, por exemplo, os conceitos de capitalismo, classes, socialismo, já não tem qualquer operacionalidade prática, vivemos tempos de monopolismo financeiro, de fluências sociais (o proletariado, como Gorz nos disse há muitos anos, já não existe e nunca foi uma classe, dado que este conceito não tem conteúdo) e o socialismo, bom aqui chamado sovietismo mas na sua forma real é todo do piorio que a humanidade já enfrentou, salvo o nazionalismo e o Holocausto que são de outro patamar, na sua lógica marxista e produtivista do desenvolvimento das forças produtivas....

Bom, mas é uma revista simples e esforçada, com artigos interessantes, o de Mário Tomé, com o qual tenho claras discordâncias é de nível, e procura romper um espaço. Que não caía na tentação de transformar o título numa retórica e a retórica num movimento.

A ecologia política, a desobediência civil, a não violência, a defesa intransigente da democracia e dos direitos cívicos, de todos os direitos, todos, são a base fundamental dos ecos.

Recentemente li um calhamaço que os dissecava, nenhum lhe ficava bem, todos tinham algum proveito.

Saúdo esta nova revista e faço votos que ganhe espessura e muscule o pensamento. Estou disponível, como em tantas outras iniciativas, da social-democracia eco ao anarquismo também eco, para dar empenhos e contributos.

Sempre com o pensamento a dar choque.


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Thursday, June 28, 2018
 
É um dos piores, piores fantasmas que percorre a Europa e o mundo, de mãos dadas com o populismo e a incultura que este arrasta.
O nazionalismo.
Assoberbado pela finalização de dois livros, enquanto espero a produção do meu colaborador e amigo Nuno Farinha vou lendo um dos livros sobre Cultura e Europa na pilha.
Para lutar contra os fantasmas este:
é um excelente resumo, sem grandes novidades mas com excelentes interligações.

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Thursday, August 15, 2024
 

 Um livro imprescindível para os tempos que correm:

de um homem de "direita", mas com pensamento articulado. A invenção das nações, a invenção do povo judeu, a invenção dewssa praga que é o nazionalismo e o Zionismo.


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Sunday, November 19, 2017
 
Uma ida ao Porto tem muito para contar.
Exposições, a CannaDouro, comidas, etc.
E no caminho leituras.
No Carmo publico algumas notas, mas aqui não quero deixar de mencionar a excelente:
embora o assunto em capa esteja muito, já, explorado.
Artigos a desmontar o nazionalismo e o argumentário dos fanáticos e catalanistas, criticas de vários livros, artigos sobre cinema, literatura e a vida, em geral.
Excelente momento...

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Friday, February 07, 2020
 
Defendo o direito de ofender alguns, ou melhor o direito de alguns enfiarem a carapuça dessa "ofensa", defendo a liberdade de expressão absoluta, recordo de ter discutido com um  velho amigo a minha discordância com a publicação da obra de Celine, mais por não gostar da sua escrita do que por qualquer limitação ideológica, e ter perdido essa apo sta,defendi a publicação do Mein Kampf, sempre que possível com enquadramento, e sou intransigente contra o fascismo islamico, o islamismo, assim como contra todas as ideologias absolutas, políticas ou religiosas.
Venho de uma herança pessoal sefardita, mas sempre defendi o direito à terra, e embora teoricamente um só país, confessional e laico na Palestina /Israel, acho tal hoje impossível pelo que encaro a solução uma terra dois países, com as fronteiras estabelecidas internacionalmente, em 1948, porque não? a possível.
Infelizmente as lógicas religiosas e políticas tornam esse cenário cada vez mais difícil.

não me ofende, minimamente este, e defendo intransigentemente o direito e a liberdade do autor.
O sionismo é uma praga, um nazionalismo que deve ser combatido, como todas as ideias raciais e/ou baseadas numa verdade absoluta ou divina.
Este cartoon é sobretudo uma violenta e acertada crítica política a quem tem brincado com o fogo e com os direitos.

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Monday, March 28, 2022
 

 Entre um ou outro pormenor que me vai ocupando, as leituras enchem o meu tempo.

Encontrei este excelente livro/recolha de contos/estórias dos 27 países da União Europeia que estou a ler com o maior deleite, quase todos de 1ª rissima.

neles apreendemos muitos "pormenores" da nossa história, da nossa cultura e de nós mesmos, europeus.

É mesmo um Grand Tour!!!!! E também excelente, contra ideias feitas e o nazionalismo, o conto de Lídia Jorge!

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Tuesday, October 07, 2025
 

 Recebi, de fontes do J.V.P. hoje vários relatórios, factos e verdades sobre o 7 de Outubro, e o que a hegemonia da propaganda nazionista nos escamoteia e é ignorado por quase todos os média dominantes:

https://www.middleeasteye.net/fr/opinion-fr/guerre-israel-palestine-hamas-medias-ignorent-preuves-crimes-7-octobre 

continuamos imersos na ideologia do Holocausto, como se esse não fosse um momento histórico do pior nazionalismo do século passado. O deste século é sem sombra de dúvidas, e com a mesmo lógica, que foi teorizado por Hertzl e serviu de argumentação a Hitler. Um povo eleito, uma terra escolhida e um espaço vital e livre de "vermes". 

Está tudo dito. 

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Sunday, June 03, 2018
 
Mais um artigo notável!
Só posso subscrever. Também estou fart!
https://elpais.com/elpais/2018/05/28/eps/1527504319_676899.html
e outro na mesma linha de denúncia, de outro nazionalismo:
https://elpais.com/internacional/2018/06/01/actualidad/1527860998_662589.html
e vi hoje um interessante filme, de quando os judeus eram anti-nazis...

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Thursday, April 25, 2019
 
Viva o 25 de Abril!
Nas eleições espanholas há que fazer tudo, tudo mesmo para travar o Vox e seus aliados, os independentistas, os PP e os Cidadanos.
E mesmo que sem convivção votar no Podemos, nalguns casos, e sobretudo no PSOE é a única barreira para contrariar o fascismo e o nazionalismo, seja espanholista seja catalanista.
E nada nos Cidadanos que são a maior desilusão da democracia espanhola, aliados do impensável na Andalucia e nacional se tal calhar....
E sobre as coisas concretas ninguém, ninguém disse nada:
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1.- El incalculable coste ecológico y humano de la producción eléctrica nuclear no puede ser contemplado ni cuantificado en términos económicos: la gestión de residuos radiactivos durante cientos de miles de años, y la contaminación del agua, de la tierra, de los alimentos, y los impactos sobre la salud que provienen de las emisiones radiactivas en su funcionamiento cotidiano.

2.- Los peligros, la falta de seguridad
. Aunque se presentan como “instalaciones seguras”, Chernobil y Fukushima demuestran que un accidente, bien por un “fallo humano”, o por un evento natural impredecible o inevitable, puede derivar en una catástrofe irreversible.

El resultado es cientos de miles de personas desplazadas, y zonas arrasadas y contaminadas a las que ni se ha podido, ni se podrá, regresar en cientos de años.
En los últimos 10 años se han registrado más de 250 averías en los siete reactores que funcionan en España, situación que empeora por su deterioro; sin entrar en su condición de objetivo potencial de posibles ataques terroristas.

3.- La producción de todo tipo de residuos radiactivos sin posibilidad de gestión.


En la actualidad ninguna tecnología es capaz de reciclar estos residuos de cientos de miles de años de actividad. Por ello, dejar de producirlos de inmediato es la única opción.
Redactar el 7º PGRR (Plan de gestión de residuos radiactivos) debería ser una prioridad, ya que el actual lleva sin actualizar desde 2006.

4.- La minería de uranio,
de la que se obtiene el combustible nuclear, es otra fuente continuada de contaminación radiactiva, que se une a las emisiones cotidianas de los reactores, cuyo elemento más abundante es el Tritio.

5.- La dependencia exterior,
ya que el cada vez más escaso mineral de uranio y el combustible que se obtiene deben ser importados.

6.- El uso militar de la energía nuclear civil.
El uranio empobrecido, residuo de la fabricación del combustible nuclear, se usa para fabricar proyectiles de penetración que se han empleado en todas las guerras desencadenadas en los últimos 20 años, dispersando radiactividad por el mundo y provocando muerte y enfermedades. Las armas nucleares tácticas, en proceso de desarrollo, y las de destrucción masiva, son otros ejemplos de amenazas potenciales para la humanidad vinculadas a la energía nuclear.

7.- La barrera que supone el mantenimiento de las centrales nucleares para avanzar hacia un nuevo modelo energético basado en fuentes renovables
, y para cumplir con los compromisos urgentes en la mitigación del cambio climático. Hay que recordar que la fabricación y gestión del combustible nuclear es una importante fuente de emisión de gases de efecto invernadero, cosa que se oculta.

Estos siete aspectos hacen que la falta de participación social y de transparencia en la negociación que se ha desarrollado entre el gobierno y las compañías eléctricas se aún más vergonzosa.
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 Fascismo, nunca mais!
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Tuesday, July 14, 2020
 
1-Os vírus tem, talvez, a sua principal fonte de contaminação na, pela língua. A pandemia do medo, estimulada pela histeria mediática (o telejornal da SIC de ontem era aterrador, e sem o mínimo de trabalho jornalístico e de investigação, como aliás quase sempre!), mas vivemos submersos pela redução da língua (ver as tripinhas cheias de erros grosseiros, nos ditos!) e por certas palavras que marteladas fazem os discursos e dão forma ás lógicas políticas de que são serventuárias.
Este livro de um grande humanista e filólogo, com uma história pessoal que é uma grandiosa aventura escalpeliza e descobre-nos tantas vezes distraídos que andamos a forma como os discursos se impõem em superestruturas e manipulam as consciências de forma inconscientemente perversa, mas ao serviço de poderes reais.
Um livro de 410 páginas que esmiuçalha o que já havia lido numa excelente biografia sua.
Victor Klemperer um homem universal, que nos leva a uma leitura empolgante da forma como uma estilização da língua domina e exerce o poder. Quantas vezes, não somos massacrados por cassetes ... que hoje são vir[s] lentas.....
Aqui, outra leitura, nesta linha:
https://www.theguardian.com/books/2020/jul/13/culture-in-the-third-reich-by-moritz-follmer-review-when-fascism-stole-the-show
2- Sou, todavia, surpreendido com um fabuloso capítulo XXIX, sobre Sion, que também me remete para o " As Origens do Totalitarismo", de Hannah Arendt.
O discurso nazi, de Hitler, a beber no sionista de Herzl, nada que não tivesse intuido, mas que aqui é bem dissecado. Toda a justificação do nazionalismo está no sionismo, na lógica do povo eleito (ário ou judeu), do espaço vital (os sudetas, etc, ou a Palestina, etc) a lógica religiosa do Estado (o nazismo é uma religião assim como o sionismo), e até o facto anedótico de haver judeus a apoiar o nazismo (até com cartazes "Expulsem-nos"). Nos livro de Arendt denuncia-se a lógica tribal (que é hoje a dos judeus ortodoxos e a das várias correntes islamicas, igualmente aceitáveis para o sionismo identitário!). Mas este capítulo é uma descoberta, a origem do Mein Kampf ser o discurso de Herzl, entre outros é indesmentível.
Hoje a comparação do sionismo ao nazismo é uma obviedade, eu velho judeu o afirmo.

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Sunday, June 16, 2019
 
Um artigo exemplar contra o nazionalismo e a perversão anti-democrática que nele se hospeda!
https://elpais.com/elpais/2019/06/10/eps/1560163608_751731.html
mas por mais argumentos que se desenvolvam o pensamento totalitário não os aceita!

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Sunday, December 11, 2022
 

 Leio um editorial e não posso estar mais em desacordo, mas é este o jornalismo de pacotilha, vendido à hegemonia e ao sabor da onda publicitário- Então "Ronaldo é a cara de todos os portugueses". ??????

A minha, e o sou, embora despreze totalmente o nazionalismo, a minha não é concerteza, e posso apresentar mais uns milhares, até mesmo milhões que não o chupam. 

Teria sido melhor Ronaldo é a cara de alguns portugueses, mas para bebé chorão era preciso dar-lhe essa chupeta. Ronaldo é, certamente, um dos responsáveis, penso que o principal, da eliminação de Portugal, que tenho que dizer me deixou completamente indiferente.Assim até vamos ter mais descanso, embora as televisões e estes jornalistas de vão de escada, sem qualquer investigação, sem a mínima análise postulem estes titulares cheios de balofismo.

Desde o início contestei este mundial roto, no sentido que os espanhóis lhe dão, corrupto, e leviano. Sem um grama de vida autêntica, e articulado com as maiores hipocrisias, estilo defender os direitos humanos e ir bajular os xeiques.... só vi um pouco de jogos pelo canto do olho que era inevitável, os 55 canais só davam a bola quando saíamos de casa.

Felizmente este ano não houve vuvuzelas, nem a histeria das bandeirinhas (ainda se lembram desse suplício?) e nos locais por onde andei as lágrimas de crocodilo da velha, muito velha, vedeta não suscitaram a mínima.

Infelizmente há gente que não sabe viver com o passar do tempo, outro caso dramático é o do comentador mor que não sabe fechar a matraca e todos os dias do papel higiénico que devemos usar a uma qualquer inutilidade do governo comenta tudo e um carrinho de bebé. Não há forma de o restringir à dignidade do cargo, e assim como Ronaldo não se enxerga, não percebe que já passou.

Infelizmente, sinal dos jornais e comunicação social que temos, dominados todos pela hegemonia do pensamento único, não há meio de termos notícias ou editoriais com uma réstea de seriedade.

Não há quem investigue e nos explique o engano do hidrógeneo, não há quem fale do novo ATI de Almaraz, não há a mínima noção dsos problemas das cheias a não ser ouvir os mesmos de sempre, os mesmos que são os responsáveis disto, tudo.

Agora irão, desde já, embrenhar-se no próximo campeonato e sobre a reforma ou não do tal, que motiva o virar de cara de milhões de portugueses, para não se verem nele reflectidos, esse  arrogante, convencido, prepotente, solipsista e ordinário (o que aliás é de família!) e contagioso.

Hoje estive numa interessante reunião onde se incluiu no cardápio a re-naturalização dos nossos rios, melhor forma de evitar fenómenos extremos e lutar contra as alterações climáticas e introduzi o conceito de "ciclo hidrológico articulado com a termodinâmica" , que é a base de um pensamento mais alargado de ecologia política.

A Pro-Tejo é uma organização com um trabalho dos mais meritórios na frente das organizações articuladas ainda em velhos conceitos, com o de "meio" ambiente ou caudal "ecológico", mas tem que ultrapassar esses e dar respostas globais.

Em breve comentarei porquê. Hoje vou tomar um chá, ver a chuva na janela, ouvir o último do Brian Eno e enquanto a lareira crepita olhar, também, o último livro de José Manuel Naredo, um dos nossos astros.

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Sunday, March 31, 2024
 


 A história é política, no sentido mais amplo, é construção ideológica de poder. É terreno do meu fascínio, a descoberta das mentiras que nos estruturam, das falsidades que constróiem discursos e da alienação que é base do poder sobre a realidade. Este é um livro curioso que escava tudo isso e nos, me descobre alguns elementos que não tinha presente na minha realidade, no meu poder e discurso.

A linha do revisionismo histórico, a identificação da continuação do nazismo, no presente e passado alemão em linha com o colaboracionismo, quase total da sociedade alemão com o Holocausto, que hoje se repercute no sentimento de culpa e na identificação ao sionismo outra versão do nazionalismo.

Interessante também descobrir que a historiografia judaica, alguma dela, reconhece a Nakba como momento fundador, de violência e eliminação do Estado judaico (expulsão de milhões de palestinos)



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Saturday, May 30, 2026
 

 Um mocho, fantástico. Foto picada do Guardian e tratada:

no momento em concluo 2/3 deste tratamento termal, e acabo a primeira leitura, abaixo já comentada. Um livro que destrói totalmente as bases para o nazionalismo, e até para a reivindicaç~çao genética, que só existe em misturas. Ou quase....
 

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Tuesday, October 03, 2017
 
Uma leitura de sobrevivência:
num momento em que se assiste, a propósito da Catalunha, ao delírio, mais absurdo, e ao irrealismo habitual dos novos compagnons de route, sem se aperceberem que estão, como sempre estiveram ao serviço do pior que as nossas sociedades engendram, o nazionalismo, o fanatismo, o iliberalismo, a incultura.

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Saturday, June 26, 2021
 

 Se há nazão ou nação, se há nazionalismo, sou contra, completamente. E sobretudo contra os ridículos exacerbados  e fanáticos que proliferam com todos os nacionalismos, ou nazionalismos. Bacocos, intolerantes, cheios de pesporrência e orgulhos fátuos e baseados em mentiras grosseiras.

O ridículo das bandeiras, que só servem para panos ou maior este:

então não é que um paisano pintou com as cores de uma qualquer bandeira o prédio onde vive. Não há palavras para descrever a tontatada, que deveria ser sujeita a multa!

Isto é inadmissível!


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Tuesday, February 17, 2026
 

 Dia de Carne vale e para pôr leituras em dia. Este excelente e que levanta novas pistas sobre as falsidades do sionismo, ideologia que inventou um povo, uma terra e um nazionalismo.

Um dos maiores motivos de interesse do livro é a informação sobre o choque entre a comunidade judaica sefardie, de origem em Israel e os ashkenazi  com origem em conversos ao judaísmo da Europa de Leste (o Império Kazar) e a sua não mistura e condenação dos casamentos entre essas comunidades.

Toda a história do sionismo é uma enorme manipulação e um embuste. 

Um livro com algumas petites histoires de assinalar, registo as menções ao "papiamento", em Curaçau e Barbados, e as sobre as construções de diversas sinagogas. Também chamou a minha atenção para as lógicas da construição dos cemitérios judaicos e bem assim para os nomes.


 

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