Hoje concluo o livro, grande livro, de Kazantzaki (pena não haver tradução em português!). Este Zorba é um monumento:
Como este espigueiro:
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Trouxe 4 livros para estes dez dias de reclusão balnearística. Hoje com as primeiras sessões também dei início ao primeiro, são cerca de 500 páginas irresistíveis. Um "romance" complexo, cheio de referências, com uma excelente tradução e notas de Bouchet, e que nos agarra da cabeça aos pés. De um fôlego li cerca de 200 páginas.
Aqui voltarei, este livro tem a ver com outros que são base o nosso tempo:
e passaram-me pelos olhos e ouvidos estas fantásticas imagens e sons:
https://youtu.be/QskFT7AaKH0?si=sAGx04-7hm52j9qY
do filme e da música, intemporais.
" maldição para os que não se libertam dos seus Budas, dos seus deuses, das pátrias, das ideias"
" enquanto houver pátrias o homem continuará a ser um animal selvagem, uma besta feroz"
Labels: Kazantzaki, Livros, Zorba
Aqui na Beira ouço com grande agrado as crónicas do meu velho camarada Fernando Alves. Hoje foi mais uma excelente:
https://www.tsf.pt/sinais/artigo/pelos-calhabardais-da-memoria/18131565
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Observatório Ibérico de Energia denuncia o duplo embuste do Volta
Já o tínhamos denunciado, está aqui:
https://signos.blogspot.com/search/label/Voltia
mas as brumas que tem rodeado este nefando projecto, que incomprensívelmente merece o apoio de alguns ecologistas, não há, não há a mínima reutilização dos produtos que pagamos antes de talvez recuperar alguns cêntimos, e ninguém protesta por estarmos a pagar mais 10 ou 20 cêntimos como “depósito” deste vasilhame, que não tem qualquer hipótese de ser reutililizado?
Por pequenez política temos ouvido alguns a protestar por causa da mineração, da busca de alguns dividendos por parte de quem nada tem, mas deviam era protestar contra o absurdo de todo este processo, e perguntar pelos custos e impactos ambientais. As taxas de reciclagem têm descido, e não há, não há qualquer reutilização do, no Volta. São um roubo (aos consumidores que pagam o depósito) e uma ilusão (aos mineradores, que ficam com mais um gasto no super!)
E ora vêm propor, ignorando totalmente os ciclos de recuperação e reciclagem querer juntar o vidro ao Volta?
As perguntas que deixámos no ar não foram respondidas e ora gostaríamos de saber, quantas, quantas garrafas de plástico foram reutilizadas depois de esmagadas no tal sistema? Quantas? E as de metal nele misturadas? Quantas?
Continuamos a soprar para o ar. Mas retenham a respiração, que o país está cheio, mas mesmo cheio de erva das pampas, que se vêem em contínuos por toda a Beira, por cidades, e vilas por todo o lado.
Ou assobiem para o ar, para passar.
E Almaraz continua parada!
Labels: Embustes ambientais, reciclagem, Voltia
O artigo abaixo, de um dos jornalistas verdadeiramente sérios e independentes deste jornal, chamou-me a atenção para esta pérola:
https://youtu.be/0UITfDm-8Bk?si=CFNaoUEclRbjxmJ7
Labels: Jorge Palma, política, vinho, World Music
Hoje estive 6 horas num hospital, a acompanhar uma querida amiga*. Li este:
um livro com o humor sarcástico de Mark Twain, e que só respeita Deus, seja ele qual seja ou todavia. Uma obra de grande vulto.* Saiu sem complicações, o lazer é, talvez, a melhor invenção para estas questões
Labels: Mark Twain, todavia
Irei viver dez dias só com leituras e águas e algumas caminhadas e passeios.
Mas antes da partida para Alcafache ainda leio este policial curioso, sobretudo por ter sido escrito por uma ex-primeira-ministra:
e um autor consagrado. E com um excelente e imprevisto gran finale!Hoje, estou triste. O Bairro do Amor desvanece-se...
E leio, como faço sempre:
É um erro confundir opinião com conhecimento. Há antagonismo entre opinião e verdade.
Although the politically most relevant truths are factual. the conflict between truth and politics was first discovered and articulated with respect to rational truth. The opposite of a rationally true statement is either error and ignorance, as in the sciences, or illusion and opinion, as in philosophy. Deliberate falsehood, the plain lie, plays its role only in the domain of factual statements, and it seems significant, and rather odd, that in the long debate about this antagonism of truth and politics, from Plato to Hobbes, no one, apparently, ever believed that organized lying, as we know it today, could be an adequate weapon against truth.
the form of "rhetoric," by which the demagogue as we would say today persuades the multitude.
Traces of this original conflict can still be found in the earlier stages of the modern age, though hardly in the world we live in. In Hobbes, for instance, we still read of an opposition of two "contrary faculties": "solid reasoning" and "powerful eloquence" the former being grounded upon principles of truth, the other upon opinions ... and the passions and interests of men, which are different and mutable?
"Let each man say what he deems truth and let truth itself be commended unto God" would have plainly signified, Man is not capable of truth, all his truths are mere opinions.
de Hannah Arendt
Labels: Hannah Arendt
Conheci o Jorge, assim:
no ínicio dos 80. Tivemos relacionamentos amistosos, sou amigo da Graça Lamy, mãe do Vicente (que era para ser Castor!) desde o liceu françês e convivi com eles os dois em Paris, onde o Jorge ganhava a vida no metro. Voltámo-nos a ver e partilhar tempos em Lisboa, e num inolvidável jantar em casa da Graça. Depois da separação fomo-nos vendo e sempre com a ternura dos tempos. Hoje partiu. Ficará sempre nos tempos, nas músicas, nos poemas e nos interstícios.Labels: Jorge Palma
Aqui se pode ver "Los Refugiados de Barrancos":
https://morrimer.com/documentales/los-refugiados-de-barrancos/
excelente documental sobre a empatia e a resistência
Labels: Barrancos, refugiados
Hoje estive na sessão comemorativa dos 90 anos. Foi uma cerimónia"bonita!" e sentida.
Em vez de pesporrer sobre a mesma aqui trago de blog amigo:
https://estadodebarrancos.blogspot.com/search/label/Campo%20de%20Refugiados
onde além de texto que Dulce Simões apresentou temos alguma estória.
Labels: Estado de Barrancos, Fronteiras, refugiados
Não tenho a mínima dúvida que é um dos melhores livros de "doutrina" e teoria política de todos os tempos, além de "ilustres" preceitos morais e éticos.
Claro aqui e ali disfarçados de pseudo-contos para crianças.
A tradução e prólogo são de uma mulher maior que a vida, infelizmente muito esquecida, Clara Campoamor.
Do prólogo:
Labels: Esopo, literatura, política
Hoje somos surpreendido por uma nova DANA, ora mais pequena, mas já com vítimas mortais e grandes prejuízos.
Não há como estudar, compreender, corrigir e procurar gerir o território integrando a paisagem e o que faz parte dela, os caminhos da água, também chamados rios, mesmo quando eles não estão lá.
Acabadas as revistas (abaixo) e tratadas as questões em curso, assinar com a chave móvel o documento para legalizar o Vamos e prescindido dos dividendos absurdos da Cooperativa Coopérnico (não sei que ideia disparatada foi essa) e tratadas duas ou três questões locais, mergulho no rio:
de três cátedras.Labels: ordenamento do território, Rios, Território
Já andei por seis ou sete partidos, embora na verdade dois ou três nem o eram mas simples grupelhos. Os outros também pouco mais que isso, salvo o Partito. Na verdade, participei em 9 ou 11 congressos dos outros 3, e estive na direcção política de dois e fui assistente europeu parlamentar de outro (Partito Radicale).
Mas não acredito na forma partido, nos seus esquemas organizativos e tenho sérias dúvidas, como sabem os que me acompanham sobre o sistema de representação, e a super-estrutura que o forja e rodeia.
Gosto de grupos de cidadãos e lógicas sociais e cooperativas, inclusivé a concorrerem à representação autárquica, da qual acho que os partidos deveriam ser excluídos.
Envolvi-me sobretudo nos partidos onde tive responsabilidades e apresentei em 2 deles moções de desintegração (ou re-integração) nos congressos com propostas, num com 1/3 dos votos e noutro com 45%, infelizmente eles deram no que deram....
Do que gosto mesmo é de um partido não partido, de causas e com objectivos estabelecidos! em base anual, e com convenções sem delegação em que todos os membros possam participar ( e não me venham com a treta de que são muitos....sabemos que a participação nunca ultrapassa os 10% dos membros!). E de uma boa discussão. E de alteração dos discursos,
Mas vejo a nossa situação com grande apreensão. Tenho andado pelo país a semear dúvidas e incertezas sobretudo contra as ideias e conteúdos da extrema direita, mas também contra os que com ela são complacentes. E a realidade vai ganhando contra a ficção dos energúmenos. Quem viveu o glorioso 25 não pode ter outra posição.
Tenho que dizer das dúvidas que o programa aqui ( no link) apresentado me inspira, sou cada vez mais radical nos princípios e crítico dos discursos e sua prática dominantes e da linguagem moldada. E não vejo quem equacione a lógica da entropia no quadro da situação da economia e seja capaz de construir novas lógicas sociais. E que defenda propostas de roptura, talvez com medo de de outras palavras.
E acho que ser complacente, por exemplo, com opções de destruição do território não é um bom início....
Mas assinei, e darei contributos. E venho convidar a malta a assinar, não compromete e ajuda a mais rápido constituir mais este.
tenho, como sabem estima e amizades que valorizo, e muitas dessas estão por aqui. Com alguns destes membros tenho trabalhado e obtido mais valias e entendimentos o que muito valorizo. E sei que podemos discordar e acordar com a mesma confiança.
Conheço alguns passados onde convergimos e espero com confiança possam continuar-se.
Vamos. Vamos. Vamos.
Cá estão as revistas:
eA Quercus, este mês roça temas áridos e até menos entusiasmantes, mas com outras notícias úteis, mas há que dizer que a substituição do director diminue, e muito, a qualidade. É a vida que continua.
Já o Cañamo está cheio de histórias de grande nível. Para registo e abrir a boca, de espanto e para fumar umas brocas....e de admiração, enquanto se fazem círculos.... e saliento, além da interessante conversa com Jim Belushi (Blues Brothers!) a notável, que deveria ser obrigatória a todos os farsantes políticos que há por aí!, entrevista com Eduardo Hidalgo, onde trespassa a política proibicionista.
Labels: Anti-proibicionismo, Cañamo, revista Quercus
Labels: Boualem Sansal, direitos humanos
Comunicado de Imprensa
Labels: Almaraz, Fechar Almaraz
Uma recolha de outra. Pequenas pérolas e muita matéria para reflexão, como dizia o meu velho amigo Juan " si hay gobierno soy contra", uma crítica ao sistema de representação é o tema do primeiro capítulo:
e antecipa em 30 anos a revolução capitalista na Rússia em Outubro de 1917, que conforme grandes economistas marxistas nos dizem só serviu para do feudalismo passar para o processo de acumulação de capital, monopolista e centralizado, sobretudo a partir do momento em que o general Trostky aniquilando os sovietes abriu caminho ao seu émulo Staline para a construção do Estado capitalista na Rússia, em Outubro de 1917. O outro era um verbo.
Pierre Kropotkine (também humilhado em 1917!) no 2ª capítulo escreve sobre a lei e autoridade, com teses ainda actuais nos nossos dias, sobre a prisão e a lógica da produção das leis e o seu funcionamento, como todos sabemos e ele nos diz todas cheias de perversões.
Já o capítulo sobre a Comuna de Paria é muito fantasioso e até um pouco delirante, mas é baseado no 31 de orelha "não se deve usar frases sem termos em conta o que delas resulta na realidade" frase dele que não usou na análise deste, não que as conclusões não deixem de ter alguma pertinência.
Labels: Kropotkine, Representação, Soviets
Gosto de biografias ou de auto.biografias, desde que sejam de gente "dos meus", quando não igualmente gosto mas desgosto. Tenho lido muitas de miseráveis.... mas são estas que me agradam:
esta é de um grande personagem, que conta detalhes impressionantes e tem uma vida cheia para contar.
Retenho esta citação:
"
Os mais profundos sentimentos humanos, uma vez acesos, não cabem nos limites de uma pátria, por muito grande que ela seja.
FERREIRA DE CASTRO, Os Fragmentos
"
e este cartaz:
de 68!
Obrigado Jorge Valadas por estra memória! E tudo.
Voltei ou melhor imergi na ilha do Fogo durante uma hora e meia. Os solos vulcânicos, os magmas e as areias, bocados de S.Filipe ou da Chã das Caldeiras e uma estória simples e real:
https://www.osomeafuria.com/pt/films/hanami
uma excelente iniciativa onde saludei o meu amigo Pedro Borges e o "monstro" Hernâni.
Labels: Filme, Hanami, Ilha do Fogo
E ora este:
que encontrei num alfarrábio por 7 paus. Um exaustivo leitor de policiais, com algumas observações interessantes e bons enquadramentos.
Descrição completa de quase toda a literatura policial ou negra e até alguns relacionados, com relacionamentos com momentos sociais e económicos relevantes.
Labels: Ernest Mandel, Policial
Com o café da manhã acabo de ler um livro aterrador, e bem real:
https://www.babelio.com/livres/da-Empoli-LHeure-des-predateurs/1822965
É a melhor descrição "apócrifa" da Estupidez Artificial, só sabe funcionar com 0 e 1....
a descrição de como esse poder se constitui e a descrição com base nos dois magnums de Kafka, o Processo e o Castelo é colossal. As formas de organizar o poder e... a sua queda.
Le vrai roman d'anticipation sur l'IA est Le Procès de Kafka, dans lequel personne ne comprend ce qui se passe, ni l'accusé, ni même les juges qui le mettent en examen, et pourtant les événements suivent leur cours inexorable.
Dans l'autre grand roman de Kafka, lorsqu'il tente de se concentrer sur le centre du pouvoir qui contrôle son destin, sans jamais y avoir accès ni en obtenir la moindre lumière, le regard de K, le protagoniste, « glisse sur le Château, sans pouvoir s'accrocher à rien ». Et quand il essaie de téléphoner, il n'entend à l'autre bout du fil qu'un chant de voix lointaines ou, à l'opposé, une voix sévère et orgueilleuse qui refuse de lui fournir la moindre explication.
les borgiens se concentrent sur le fond, pas sur la forme. Ils promettent de résoudre les vrais problèmes du peuple : la criminalité, l'immigration, le coût de la vie. Et que répondent leurs adversaires, les libéraux, les progressistes, les gentils démocrates ? Règles, démocratie en péril, protection des minorités...
(...)
L’IA nest pas qu’un simple accélerateur de pouvoir, il s'agit d'une nouvelle forme de pouvoir, qui se distingue de toutes les machines inventées par t'homme jusqu'ici. Si l'automatisation portait sur les moyens, l'IA, elle, s'intéresse aux fins; elle établit ses propres objectifs et « développe une capacité que l'on croyait réservée aux êtres humains. Elle émet des jugements stratégiques sur l'avenir ».
mas é claro que há um hic!
(...)
L'harmonie du monde peut être rétablie dans toute sa splendeur. L'IA se nourrit elle aussi du chaos, mais elle promet en retour un nouvel ordre. Un gouvernement rationnel de la société, des décisions prises sur la base des données, cela ressemble en théorie au rêve des technocrates. Il n'y a qu'un hic. Pour que le règne de l'IA advienne, il est nécessaire de remplacer le savoir par la foi.
diria mesamo muitos, muitos hics...
Labels: Artificial, Da Empoli, estupidez, poder
A meio da madrugada labaredas consumiram um Plasticão e um Papelão e destruiram o carro estacionado nas proximidades. Em Nova Oeiras, Quinta do Marquês.
vandalismo sem qualquer sentido ou a mínima lógica.gente com as cabeças amarfanhadas pelas redes sociais ou demente?Labels: Oeiras, Vandalismo
Hoje andei à pesca de livros.
Trouxe 7 ou 8 e entre eles o do troskista mencionado em posta anterior, encontrado na simpática livraria anarquista Letra Livre. Outros dois na Almedina do Rato e quatro na livraria francesa, um na Astória....
Muita leitura em agenda e também conversas....
Vou começar com este:
um livro que me deixa curioso. Como sabem fui um dos protagonistas da derrota das empresas mineradoras por aqui....Desde logo escrita ágil e um tom adequado, e dentro da ficção referências sólidas ao terreno. Bem informado sobre os processos do urânio e muito sério sobre as qualidades das gentes de Nisa (mesmo os vigaristas que também lá existem). Claro que com a sua boa dose de ficção, que gostemos ou não dá vida a esta nossa luta. Que fique no arquivo. Já hoje seguiu para o meu amigo Paulo Bagulho. Talvez se possa organizar uma conversa local.
A partir do livro em posta anterior encontro este:
ou melhor vou procurar porque parece que foi "proibido", em Espanha não existe nem em França e em Portugal, Edição Cotovia tão pouco.E encontro também este:
https://www.babelio.com/livres/Mandel-Meurtres-exquis--Une-histoire-sociale-du-roman-po/1016945
onde em baixo se pode ver um documentário interessante sobre a vida de Mandel, interessante mas ele é um adepto do produtivismo e do crescimento a esse ligado. É um economista clássico que não percebeu a economia da entropia e apoiou muitos bandidos, por aqui, ali e acolá...
Labels: Ernest Mandel, Polar, Policial
Um livro engraçado e com registos referentes, para quem gosta de polars e os seus enquadramentos.
nos tempos "mortos" que vivemos é preciso enquadrar tudo. O: https://obseribericoenergia.pt/index.php , tem estado, segundo comentários, de grande qualidade e a vida prossegue com o El Niño, ora também designado por El Trump, a atazanar-nos todos.....
" As relações são, seja o que aconteça, determinadas pelo domínio e a transacção"
" A língua é uma matéria viva", logo...
" A destruição da língua é um aspecto da destruição do mundo, da vida mesmo"
e alguns slogans de Maio 68:
«Cours, camarade, le vieux monde est derrière toi»,
«Elections, piège à cons,
«Fermons la télé, ouvrons les yeux»,
«Je ne veux pas perdre ma vie à la gagner»,
«Il est interdit d'interdire!»,
«Les murs ont des oreilles. Vos oreilles ont des murs»,
«Sous les pavés la plage!»,
É dos poucos jornalistas ainda sóbrios deste outrora bom jornal:
Pedro Garcias, que não conheço e pelo s desde logo não tem comigo nenhum parentesco, é dos poucos que resiste à hegemonia e ao pensamento único que domina.
Um copo!
Ainda a propósito do livro, ora em tournée. Entrevista ao Diário do Alentejo:
ANTONIO RODRÍGUEZ GUILLÉN, 74 ANOS, NATURAL DE AROCHE (HUELVA), ESPANHA
É investigador-documentalista, fundador do encontro cultural e científico “Jornadas del Património de la Sierra de Huelva” e coordenador da área de Genealogia do Centro de Investigação Memória e História de la Sierra. Colaborou em diferentes revistas especializadas em Portugal, assim como em documentários históricos para emissoras de rádio e televisão. É autor de La romecría de San Mamés através de la fotografia (1998), La guerra civil em Aroche (1998), Estudos históricos del período republicano y la guerra civil en Encinasola (2009) e Semana Santa en Aroche. La devoción de un Pueblo (2019), entre outros.
“ As decisões políticas não terminaram com os laços de parentesco e de amizade”
Bandoleiros e Contrabandistas na Serra da Contenda apresentado em Barrancos
Aprimeira versão em português de Bandoleiros e Contrabandistas na Serra da Contenda é o mais recente livro de Antonio Rodríguez Guillén, um estudo da fronteira hispano-lusa ao longo da história e do fenómeno do contrabando a partir do século XVIII.
Bandoleiros e Contrabandistas na Serra da Contenda recupera uma realidade marcada pela fronteira, pelo contra- bando e pelas relações entre as co- munidades raianas. Como nos apre- senta esta obra e o que esteve na origem da sua escrita?
Nós, os “raianos”, convivemos com os contrabandistas durante toda a nossa infância e com os guardas-civis e os carabineiros que os traziam para os quartéis com as mochilas com café e as cavalgaduras. Por isso, a fronteira esteve, igualmente, sempre presente. Tudo isso, juntamente com as entre- vistas aos contrabandistas, foi o que me levou a escrever este livro.
Durante séculos, a fronteira entre Portugal e Espanha foi muito mais do que uma linha de separação en- tre dois países. Que realidade se vi- via deste lado e do outro da fronteira e que papel desempenhou o contra- bando na vida das populações?
A fronteira, uma linha imaginária, dividiu em dois um espaço geográfico que antes estava unido, [mas] as decisões políticas não terminaram com os laços de parentesco e de ami- zade entre os habitantes raianos, que se intensificaram, ainda mais, em tempos de guerra e de miséria. Isso facilitou o contrabando em ambos os lados da raia.
Figuras como Diogo Corriente e Miguel Hernández atravessam esta história da fronteira. O que nos reve- lam os seus percursos sobre as rela- ções, cumplicidades e conflitos entre as comunidades raianas?
Além dos clássicos contrabandistas do pós-guerra, surgiram bandoleiros como Diego Corriente, um bandoleiro e contrabandista de cavalos lusitanos que se fixou em Barrancos e cuja longa história desenvolvemos no livro.
Hoje, perante o desaparecimento gradual das memórias associadas a essa realidade fronteiriça, como po- demos preservar e transmitir este património histórico e cultural às no- vas gerações?
A juventude vê o contrabando como uma fase da história, como uma aventura. Atualmente, todas as localidades têm “trilhas do contra- bando” que visitam antigos quartéis e encenam histórias como a do poeta Miguel Hernández. Em suma, trata- -se de uma atividade que marcou a sociedade raiana, como se pode constatar no livro, tanto na versão castelhana, como agora em português. Em breve publicaremos La esclavitud de la raia. Siglos XVI-XVIII.
ANA FILIPA SOUSA DE SOUSA
Labels: António Chamizo, Contrabando, Fronteiras
Hoje mergulhei neste livro sobre as cores e os seus significados e referências.
ora imaginamos, ora não imaginamos....
O autor de um livro notável sobre Burros, que aqui já mencionei, sobrinho de Lévi-Strauss diz-nos que "quanto mais utensílios para saber mais o pensamento recua", talveza propósto da E.A. (Estupidez Artificial). Tudo tem o seu tempo e a sua época. Engraçada a observação sobre a reprodução das aves #cloaca contra cloaca#????. E outras observações como a da página 143, intraduzível.
E para concluir voltei ao Viriato "não é porque os historiadores concordem sobr um eventoi que esse é verdadeiro" Sobretudo se não existiu.
Labels: Burros, Cores, Pastoureau
A propósito de mineração:
As razões do não à exploração de caulino na zona Oeste litoral.
Desde logo sendo uma exploração numa área agrícola e turística os impactos ambientais não foram devidamente estudados nas mais de 400 páginas de documentos colocados para pronuncia na Avaliação de Impacto Ambiental.
Essas 400 e tal páginas como de costume, bem elaboradas é certo estão feitas a para o comum cidadão se perder. Faltam referências fundamentais. Vejamos: o espaço a minerar corresponde a mais de 100 campos de futebol (cem) e isso é escamoteado...
O consumo de água, que referem ser negligente...corresponde (e obviamente será muito mais e as águas ruças não vi menção) ao consumo de mais de 170 famílias portuguesas (4 pessoas). Já o de electricidade corresponde a cerca de 500, ano.
E de combustíveis está por esse nível, ultrapassa o consumo de 450 famílias, Isto por ano.
Basta fazer as contas e os números são deles e da Prodata.
O consumo de água e energia é assustador, se visto com lupa.
Sendo terrenos de Reserva Agrícola Nacional, onde registam a vivências de famílias desde logo o estudo é omisso...
E mais ainda porque não merece apoio, mas sim críticas das autoridades municipais (câmaras de Óbidos e Peniche, além de outras autarquias).
Estive envolvido, com Mário Cesariny e Herminio Monteiro numa luta histórica contra o caulino, que causou um morto, bem sei que eram outros tempos e eles (essa gentalha) queria minerar caulino mesmo junto a povoações.
A oposição era então devido ás areias e poeiras e elevados consumos de água. Estamos numa zona agrícola e turística que se quer sustentada. Vamos ter falta de água e poeiras sobre as terras? Não ao Caulino mesmo se disfarçado de Royal.
Mas porque raio acham que ele é Royal?