A propósito de mineração:
As razões do não à exploração de caulino na zona Oeste litoral.
Desde logo sendo uma exploração numa área agrícola e turística os impactos ambientais não foram devidamente estudados nas mais de 400 páginas de documentos colocados para pronuncia na Avaliação de Impacto Ambiental.
Essas 400 e tal páginas como de costume, bem elaboradas é certo estão feitas a para o comum cidadão se perder. Faltam referências fundamentais. Vejamos: o espaço a minerar corresponde a mais de 100 campos de futebol (cem) e isso é escamoteado...
O consumo de água, que referem ser negligente...corresponde (e obviamente será muito mais e as águas ruças não vi menção) ao consumo de mais de 170 famílias portuguesas (4 pessoas). Já o de electricidade corresponde a cerca de 500, ano.
E de combustíveis está por esse nível, ultrapassa o consumo de 450 famílias, Isto por ano.
Basta fazer as contas e os números são deles e da Prodata.
O consumo de água e energia é assustador, se visto com lupa.
Sendo terrenos de Reserva Agrícola Nacional, onde registam a vivências de famílias desde logo o estudo é omisso...
E mais ainda porque não merece apoio, mas sim críticas das autoridades municipais (câmaras de Óbidos e Peniche, além de outras autarquias).
Estive envolvido, com Mário Cesariny e Herminio Monteiro numa luta histórica contra o caulino, que causou um morto, bem sei que eram outros tempos e eles (essa gentalha) queria minerar caulino mesmo junto a povoações.
A oposição era então devido ás areias e poeiras e elevados consumos de água. Estamos numa zona agrícola e turística que se quer sustentada. Vamos ter falta de água e poeiras sobre as terras? Não ao Caulino mesmo se disfarçado de Royal.
Mas porque raio acham que ele é Royal?