O Observatório Ibérico de Energia denuncia mais um desprezo pelo AMBIENTE e TERRITÓRIO
O PSZAER é, talvez, o maior atentado ambiental dos últimos anos, em perspectiva. Em nome de uma putativa transição energética (totalmente indefinida) aliena mais de 7% do território para supostamente promover renováveis, hoje suficientes em modo de produção (e se forem substituídas por mais eficientes o ganho é substancial) sendo que o que é necessário é investir nas poupanças energéticas, na eficiência e em alternativas sensatas e “urbanas/telhados” e na melhoria da qualidade do edificado, em cooperativismo, e em sistemas de diversificação de consumos, e também em sistemas de acumulação, sejam naturais sejam artificiais.
E claro alterar o paradigma em que estamos a mergulhar, as indústrias super destrutivas energética e ambientalmente, como as das bases de dados, altamente consumidoras de energia e água, e os sistemas agro-florestais super produtivistas que destróiem o território em monoculturas
Ora, ignorando os instrumentos de Ordenamento do Território, a Reserva Ecológica Nacional e a Reserva Agrícola Nacional, já é certo em muito mau estado, passando por cima dos P.D.M.s e ignorando leis Europeias de conservação seja a rede Natura, sejam espécies especialmente protegidas e o seu território, e desprezando completamente até a Resolução do Conselho de Ministros nº 125/2026 e tornando nula legislação fundamental, embora desde sempre tenha merecido a nossa crítica, os procedimentos de Avaliação Impacte Ambiental, para desenvolvimentos industriais intensivos,
vemos o governo colocar em discussão pública um documento que só deveria ter um destino o famigerado PSZAER (PROGRAMA SECTORIAL DAS ZONAS DE ACELERAÇÃO DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS, só o nome já é um fantasma).
Basta colocar um mapa das restrições em cima dos 7% e não sobra nada ou quase nada do dito Mapa Verde (de facto um mapa negro!), com o qual querem destruir o nosso ambiente e biodiversidade.
Não se pode em nome de um pretenso bem destruir as potencialidades do território, degradar as paisagens e destruir solos. Sobretudo sem obedecer ás regras do Estado de Direito, à legislação de Ordenamento do Território, as lógicas de protecção de espécies e aos sistemas, sejam imperfeitos, que na lei protegem o património.
António Eloy
Embora este texto tenha sido partilhado e recolha muitas contribuições, a sua responsabilidade final é só do coordenador.
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Estive ontem aqui:
e ainda assisti às duas primeiras intervenções, numa sala com mais de 60 participantes. Grande qualidade e só compromissos me obrigaram a ausentar-me.
Foi distribuido também este excelente documento. Sabemos que estas são empresas de malfeitores, também conhecidas por cintras, que com meia dúzia de tostões roubam a cidadania e assim tem contratos de prospecção disparam-lhes as "valias" e também os prejuízos para o ambiente, o ar e a água, que nunca são recuperados quando essas se desvanecem.
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