Chegamos ás 170.000 visitas por mês, e mesmo pensando que metade podem ser aleatórias... temos mais leitores que quase todos os orgãos de informação escrita nacional.
Labels: hegemonia, Liberdade de Imprensa
Um livro importante. Desmascara muitas das fraudes e desmonta o discurso da hegemonia sobre muitas coisas. Remonta à produção da beterraba e à luta contra o escravagismo do, no açucar, Passa pelos crimes, mas quantos mais não foram por essa perpetuados, da Nestlé (o caso contado é sinistro, como outros...), e passa ao dito esverdeamento, hoje tudo tem o labeú dessa cor, mas isto está mais preto que nunca.
A crítica aos ditos verdes políticos, totalmente vendidos ao produtivismo e extractivismo, é radical.
Um livro indispensável para perceber o capitalismo financeiro, e os seus tentáculos sugadores da vida.
Labels: Crescimento, decrescimento, Ecologia política, Tomjo
Irá sair na Gazeta da Beira que estará nas bancas dia 7. Dado o tema ser, também, o 1º de Maio aqui o trago e na edição editada:
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O 1º de Maio é Vermelho
“Que força é essa? amigo, que força é essa?”
Sérgio Godinho
“Mistura a tua voz à voz que se levanta
Das chaminés e dos guindastes.”
Mário Dionísio
I-
1- Estava com uns camaradas a fazer essa pichagem, ou pelo menos assim o recordo. Depois passei por lá e ainda a vi incompleta. Tínhamos tido que fugir, o camarada de vigia dera o alarme. 2 dias depois foi apagada. Depois foi o 25 de Abril.
2- Entrei no Monte Carlo (ao Saldanha) afogueado e com a mochila pesada. O sr. Metralha, que me tinha conhecido nos anos 60, ainda com o meu avô a tomar café, engraxar e ler o jornal, disse-me discretamente “Vá à casa de banho que sirvo-lhe, aqui, um café.” Na casa de banho esvaziei a mochila, já lá estavam outros “destroços” e voltei para o café, já cheio de pides.
3- Antes, talvez em 70, no Pedro Nunes, exame de francês. A professora que me tinha estima (eu vinha do liceu francês) agarra o meu caderno. Um arrepio... ficou a ler... fechou-o, fez-me uma festa na cabeça e segredou-me
“António, tem cuidado.” No meio desse tinha documentos do M.A.E.S.L. (Movimento Associativo Estudantes Secundário de Lisboa)
Estórias mais ou menos reais. O fascismo era a repressão, era a guerra colonial, eram os livros proibidos (que eu comprava, vim a saber quando ele foi preso, ao empregado da tabacaria/bufo que tinha assentado o meu nome e morada) os filmes cheios de cortes (numa sessão à saída fomos identificados por protestos!), a proibição de andar de mão dada com a namorada. As canções proibidas mas cantadas, e tantas, tantas outras coisas, hoje inimagináveis. E a repressão, a prisão, a tortura, a fome, e os mortos. Tantos.
Não esquecemos. Nunca esqueceremos.
II
1- As palavras modificam a realidade. Quando chamam à guerra colonial guerra do ultramar já sabem que é um chegano. Quando chamam aos despedimentos reforma laboral, é outro ou um capitalista iliberal. Quando chamam crescimento à destruição ambiental e à poluição, já sabem de que sem vergonhas estamos a falar. A novi-língua que Orwell tão bem retratou (o P.C.P. chama a Orwell bisca para o desvalorizar, sabemos porquê!) e Kemperer desmascarou analisando a língua do III Reich. Ou melhor as palavras constróiem o presente com que nos querem dominar.
2- A passividade das massas, ou melhor a alienação dessas por via do controle da informação e do poder dos aliciamentos é cada vez maior.
Uma análise do sistema torna a trama que se tece em volta desta entidade amorfa totalmente evidente.
Vejamos o discurso dos média é todo ele pautado pela mesma lógica, induzir, conduzir, moldar todos ao mesmo discurso dominante, veja-se os títulos dos jornais, e muitos jornais são só títulos ou os alinhamentos dos noticiários, todos tem a mesma forma, não permitem qualquer respiro de cidadania. E os comentadores ou locutores, escritos ou orais moldam a mesma massa, que lhes é fornecida seja pelas editorias/censores seja pelos anunciantes ou donos do órgão de comunicação, directa ou indirectamente.
Temos que escavar sobre as notícias para saber os factos e desembaraçar-nos dos comentários que muitas vezes estão induzidos nas notícias, para saber o que se passa, como é a realidade. Vivemos condicionados por todos os lados.
3- Agora uma citação, apócrifa:
As sociedades em que vivemos não funcionam só pelo poder do Estado e das élites económicas mas, também “pelo consenso e consentimento dos governados e dependentes, consenso que é antes de mais estabelecido pelos média. A hegemonia é o sistema de poder e domínio que prevalece não só devido ao governo e aos mercados mas também pela sociedade civil, o nosso modo de vida e a forma como vivemos”. Alienados e dominados pelo discurso hegemónico. A chamada pescadinha de rabo na boca.
#Labels: 1º Maio, Gazeta da Beira, Resistir
Este Insignificante é muito lido nos States.
Aqui uma notícia para todos:
https://www.commondreams.org/news/mossad-chief-nazi-holocaust
nada que não esteja seco de repetir. Sionismo = Nazismo.
Um filme muito bom, um filme muito mau!
este do Ivo Ferreira. Bons actores, boa direcção, estória escorreita um bom filme segundo os cânones.Um mau, muito mau filme por pretender retratar uma época da nossa história, com óbvios viés, com alçapões e mentiras e invenções, e um fundo turvo, muito turvo na ideologia, que merecia outra abordagem.
Labels: Filme, Projecto Global
De vez em quando venho recordar, ou dar a conhecer a novos leitores (temos uma média de 5.000 visitas diárias, embora estime só um terço dessas serem visitas reais entre 1.000 e 1.500) que aqui:
https://obseribericoenergia.pt/index.php/arquivo/ultimo-envio
diáriamente publicamos a única fonte de informação verdadeiramente independente (somos uma espécie de Daily Show, the only source of information) do nosso país global, tirando alguns jornais locais e rádios, só temos publicações, e sobre as T.V.s já disse tudo, nas mãos da hegemonia, que controla o pensamento e a linguagem.
Inscrevam-se!!! Ajuda.
Estamos a tentar romper com outras formas, vamos ver....
Labels: O.I.E., Observatório Ibérico Energia
Ontem houve uma disrupção:
ou por total ignorância, o que para todo um grupo parlamentar é obra, julgo que serão 50 totalmente ignorantes, ou por homosexualidades escondidas ou por verdade revelada (sobre Ventura as certezas são mais que as dúvidas, como me disse hoje um grande amigo e militante homo antigo!) deputados do Chega (assumindo assim a sua condição, o que é de registar) exibiram nas mãozinhas ou na lapela este símbolo da homosexualidade.Pese o discurso nazi-fascista do tal o que ficará desta sessão é que eles saíram da casca.
Labels: Cravo verde, LGBT, Símbolos
Livraria Ler, em Campo Ourique:
de um postal dessa. A memória da ditadura e a recordação do Luís Alves, estimado amigo e livreiro de alta, que geria essa perdura, em montras como as de que ele se orgulhava.Aqui a deste ano, com reflexo:
os autos das apreensões pela PIDE, os livros proibidos e vendidos por debaixo da mesa.Nunca, nunca esqueceremos.
Labels: 25 Abril, Campo Ourique, Livraria Ler, Luís Alves
Hoje fui almoçar ao Popular do Capelo, restaurante mesmo popular, que frequento desde que tive um negócio na zona, há mais de 50 anos, embora ultimamente muito mais. Já não há tantos operários de macacão, e até menos engravatadinhos dos bancos e afins. Hoje já aparecem alguns estrangeiros e tudo.
O serviço continua igual e a cozinha a mesma. Voltei a comer o bife de touro, frito. muito bom, hoje acompanhado com um litro de Pedras, que ando com um refluxo leve-o o diabo.
Começo a ler um livro de excelência sobre as tramóias da comida industrial, entre outras. No 1º capítulo do açucar e as pizzas industriais são demolidas, e com enquadramento:
voltarei a comentar e citar este livro! E aqui deixo um cheirinho:
https://www.babelio.com/livres/Tomjo-Nord-cest-noir/1939021
Labels: Açucar, Popular Capelo, Tomjo
É um personagem com história e com textos de valor. Esta é uma recolha de estórias, algumas já tinha noutra, e algumas sobre temas de sempre.
Bons momentos:
Labels: estórias, Walter Benjamin
Hoje coloquei no OLX isto:
Vendo, em bloco, 500 livros novos (fundos de colecção).Preço a discutir.
Labels: Livros Ambientes
Não admira que fosse um livro recomendado pelo Papa Francisco. Meticuloso, exaustivo e bem documentado.
Tudo sobre a estratégia (e tácticas) do Vox, do Chega e dos seus congéneres por aís:
se bem que para conhecedores tenha pouco de novo para além do enquadramento é um livro de enorme valia. Tudo o que essa gentalha faz, hoje, já foi feito. E parece que há quem nunca aprendaLabels: fascismo, Fascismo nunca mais!, Ginzberg
Conheço o João Carlos Nunes, com quem já trabalhei, e tenho amizade com um dos artistas que com ele colabora, o Nuno Farinha em gráficos neste excelente guia da Geodiversidade dos Açores. Muito bem elaborado e com alta competência técnica e científica.
Julgo que poderia, todavia, ser mais útil para os viajantes, se numa reedição localiza-se, em mapa os locais que são descritos, se bem que alguns sejam facilmente encontráveis.
Tenho em agenda uma ida às Flores e S. Jorge e muito gostaria de ter outros referentes para os passeios.
vulcões, ilhas e outras coisas são o que me resta descobrir, ou redescobrir....Labels: Açores, Geodiversidade
Entre estas duas excelentes, como habitual:
nesta acima excelentes reportagens e documentos!Já esta, neste número são mais as notícias e estórias:
Labels: Cañamo, Jardim das Carícias, revista Quercus
Estive fora mas ainda não a águas, sendo que não deixei de beber umas litradas:
e aqui:Labels: águas minerais, Pedras, Vidago
Hoje, nos intervalos, acabei de ler este:
Hoje lembrei-me de cafés e do muito que tenho escrito neles, sobre eles. Até pensei escrever um livro sobre café! E os sonhos desse.
Em busca pelo computador (não encontro o livro onde publiquei este!) deparo-me com este, que aqui fica para memória futura:
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Eram cerca das 6 da tarde.
Eram cerca das 6 da tarde. E parece-me que foi ontem. O meu avô ia sair. Pegou em mim, puto que devia ter 4 ou 5 anos, e disse-me: António, vamos até ao café.
Uau, o café, espaço sagrado dos homens que iam para aí esperar, esperar nunca consegui descobrir o quê. Era o Monumental ou ao lado, já não me lembro qual, o velho Monte Carlo, enormes, povoados de homens de chapéu que, ás raras senhoras que entravam faziam o beija mão. Eu gostava era da porta giratória, enquanto o meu avô engraxava os sapatos, lia o jornal alugado e tomava o café a dois tostões. No MonteCarlo ia-se ao barbeiro também e esperava-se que o tempo tinha tempo de passear ao pé da, então, rotunda vicejante onde as lavadeiras enchiam o ar de cheiros que se juntavam aos dos canteiros de flores sempre tratados.
Hoje o tempo não mudou, diz-se que ele fica onde está, mas o espaço está diferente. O Monumental desapareceu levado talvez por mau olhado que, apesar de um anjo vigiar, não pode evitar e o velho MonteCarlo foi definhando a cada nova remodelação até se tornar um hídrido de onde nem o Sr. Medalha pode esconjurar a desgraça que o fantasma do vizinho para lá passou.
Mas eu cresci e as minhas memórias viajaram até ao "1500" que me recordo oscilante entre conspirações, sussurros e jogos de enciclopédia em que, nos dias em que um cinema chamado Jardim não anunciava duas prometedoras reprises, gastávamos a cabulice.
Lisboa com o passar da vida acabou com esse tempo que foi sendo transformado em snack, quando não em banco sem prego, nem estopa. E as memórias só se podem recuperar com paixão, com muita paixão.
Do Pessoa não se pode sequer dizer que tenha sobrado o Martinho pois debaixo da arcada só o cheiro do absinto imaginário é que nos transporta a outro mundo, de heterónimos e poesias, prodigioso desdobrando-se em várias realidades.
Dos cafés resta-nos a memória do lugar onde pudemos conservar todo o passado no tempo da escrita que desliza ao longo da tarde, porque é sempre tarde quando os corpos se inspiram e do seio deles saem as palavras com que também pintamos a realidade que inventamos.
Neles, em muitos deles, escrevi os primeiros artigos para os jornais e um livro de poesia que a voragem de um período devorou. Artigos escritos também febrilmente para impedir a realidade de desaparecer com o tempo que a ia ocupando de todas as cores. Agitação, ruídos, revolução marcaram esse tempo nos sonhos e no papel onde amareleceu a minha juventude. Os cafés, então, nesse tempo sem tempo, pareciam sempre abertos e havia sempre alguém que entrava com as notícias mais inesperadas, anunciando os acontecimentos mais imprevistos.
Os cafés tinham o ritmo dessa inovação que era a tosta mista que nos comia a correr ao ritmo da vida que era transformada de horas em segundos que se esvaiam em veias de agitação.
Mas o melhor do tempo é que não passa e somos sempre donos dele. Assim posso agora, a meio da história voltar ao Monumental, depois de uma clássica das 18.30... No ar com a ardência dos nossos sonhos, a bufaria rondava bem visível as nossas implausíveis discussões entre o neo-realismo reformista ou o esteticismo revolucionário. Havia um tempo e um modo também para ajuizarmos da praxis. Havia palavras. E havia por cima disso a paixão que era o Pierrot, que se chamava na verdade Ferdinand e explodia no final de um filme em que os cortes só açulavam mais a malta. O Godard foi na altura o encontro de todos os sentidos e a Ana a paixão por onde o sonho navegou até a mesma se tornar real.
Lembro, depois, também um Outono já as luzes se iam apagando sobre um regime que só vivia do seu cansaço, uma manifestação, a correr pedras a choverem em protesto contra a aliança entre o capital financeiro e a guerra colonial gritos, tropeções, lembro também um café a aparecer acolhedor e um casaco já sem pedras nos bolsos a sentar-se calmamente como se não fora nada.
Recordo todo o esquecimento e lembro-me das memórias que do fundo de outros tempos guardo na certeza de um olhar.
Noutros tempos o racional cedeu ao emotivo e a emoção esvaiu-se pela paixão. Os pequeno almoços que na Tentadora se iniciavam pela hora em que o café da manhã se confundia com a bica digestiva ou as palavras, cartas que aí escrevi e rasguei quando tive que esperar que o passado descobrisse o seu presente.
Convertida ao néon e aos imperativos do solo escorregadio até a Tentadora tiraram do passado onde podia descobrir memórias como a caneta em tinteiro procura a escrita.
Hoje ainda com a alma no limbo esperando pela sua gémea vou imaginando outros cafés. Cafés por onde nos perdemos na expectativa de ver o tempo passar. Mas só vemos longos silêncios, ás vezes aconchegados num olhar cheio de muitos sentidos, silêncios a que se mistura um som de fundo feito de muitos ruídos.
Viajamos, no espaço, e estou no Café Sarah Bernard a olhar o horizonte do Chatelêt e a vogar no tempo perdido à espera de algo que mude ou modifique, ao lado, a vida sorri franca e descontraída e um aceno trás um convite que se vai esgotar em desencontros muitos. E encontro-me no San Augustin e sou galego na conversa onde se descobre o patrão asturiano e amistoso desterrado num país que fala espanhol como se fosse italiano. Um cimarrão substitui o café. Como no El Kaled em Tabarka o chá de hortelã, entre fumos, enquanto tentava a todo o custo escrever por entre a solidão que só a minha gosma nocturna acompanhava. Não havia então nenhuma espécie de aspirina, por lá feitas artesanais, que me aliviasse. Aliviado fiquei quando na Tailândia numa zona, que inconscientemente ignorava, encravado entre a guerrilha vermelha e traficantes de droga consegui sair do café local que era uma mistura de famílias e lupanar. Em boa harmonia.
Em todos os cafés por onde passamos deixamos um pouco da vida num tempo que por lá fica.
Talvez devêssemos descobrir o que há por detrás dele, desse tempo, que partida nos vai pregar na volta da esquina, se é que não sendo senão um ponto de partida não o pudermos alcançar.
Com o desaparecimento dos cafés para onde irão os personagens que os habitam? Para onde irá o tempo que ficou neles? No papel nem todas as memórias do mundo cabem.
Eram cerca das 6 da tarde. E parece-me que foi ontem. O meu avô ia sair. Pegou em mim, puto que devia ter 4 ou 5 anos, e disse-me: António, vamos até ao café.
Hoje o que fica são as memórias de um, de todos os cafés onde passámos um bocadinho da nossa vida.
Cafés que já lá não estão, porque o tempo também se deve ter ido embora para sítio desconhecido, enquanto a realidade com todo o seu frenesim passa por ele a grande velocidade.
Sobra-nos também dos cafés o passado, algum passado que guardamos na caixinha de recordações e que no presente destapamos com saudades.
Sobra-nos também dos cafés o presente que não desesperamos de recuperar e inventar com sonhos a ligarem o passado ao futuro. E fica uma história que vamos certamente recuperar, com muito sentimento e com toda a ternura no futuro. Que é um amor ou uma paixão que nem o tempo pode roubar do nosso sentir.
Os cafés são um bocadinho da nossa alma. E essa não a vendemos ao diabo. A maior parte das vezes já a deixámos enleadas por um olhar, uma voz, um cheiro. Certamente numa noite onde a saudade se uniu ao presente.
Em Lisboa, num tempo que já não vive senão na memória do tempo que se perdeu, com palavras roubadas do dicionário onde todas as palavras já foram escritas e sem outro desejo que o de percorrer uma memória com desejos partilhados.
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Muito mais haveria, hoje, para dizer, contar. Outros tempos, outras palavras seguirão....
Labels: Aventura do café, café, Cafés
Ontem vi um filme de excelência:
https://youtu.be/ytFW7HxePCE?si=4UopOTHFwQNriR4_
Testa o Croce, no festival do cinema italiano. Um filme que é uma memória de muitos westerns e não só spaguetti. Entre tantos outros o Sergio Leone (América) o Sam Peckinpah (Bring me the Head of Alfredo Garcia) tantos de vários Clint e os sons de Morricone, subliminares.
Um festival onde vi, também, outro de excelência, sobre D' Annunzio ( Fiume o Morte), um filme construido de forma completamente original e um bom documentário entremeada. Também vi um bom filme sobre a infância e a velhice, delicioso (Gioa Mia).
Um festival onde deixei muitos filmes por ver, mas que mostra que o cinema ainda existe e não são só as porcarias que enchem os nossos écrans. E tenho que dizer salas cheias ou pelo menos meias, ao contrario das outras americanadas.
Labels: Festival Cine Italiano, Itália
Ontem passei-me. Tenho andado a mil e não aguento ignorâncias e malvadezas. É certo que era um jantar amistoso. Mas saí logo depois das entradas. Um dos convivas, que estimo, introduziu uma afirmação chegana, propaganda, manipulação e mentira grosseira. Exaltei-me e saí.
Afirmar, como consta da propaganda desse que eles representam um terço da representação é um logro, uma mentira e obviamente manipulação dos espíritos.
Vamos ver, a votação do Ventura nas presidenciais não é representação, não representa nada. É uma votação de cara ou coroa o que perde não tem nada, recordem Freitas do Amaral que com 49% ficou pobre, não representa nada.
Ora eles representam julgo que 18%, menos que o P.S., o que é menos de um quinto. Mas de facto, em relação ao total eleitoral é menos de um décimo (9,1%). E se tivermos em conta a população nacional é 6%.
É isso o que o tal representa. Bando de pedófilos, ladrões e mafiosos, como se tem visto. E mentirosos, muito mentirosos.
Irritei-me, já pedi desculpas. Mas a culpa é dessa mafiagem que nos atormenta os espíritos. Deveria ter resistido.
Labels: Fascismo nunca mais
Um fimde com contos, da minha amiga L.C.G. que muito aprecio:
de "gastros" e de filmes italianos, dois em agenda para amanhã.Aqui voltarei para dizer desses...
Labels: contos, Itália, Luísa Costa Gomes
Um livro de estórias, uma centena, mais ou menos divertidas, mais ou menos interessantes:
desde logo começa pelo pescador....Labels: decrescimento, Taibo
Este é o trabalho da hegemonia que controla quase todos os meios de comunicação social:
Deveria assinar mas pagaria metade aos bancos, como já me tem acontecido, esse é outro dos truques dos tais canibais.
Aqui trago uma notícia que resiste:
e nós com ela.
Labels: Bio-Economia, hegemonia, zen
O Zen é e não é. Neste simpático livrinho, temos e não temos o pensamento de Dōgen:
Numa mente límpida
Como águas calmas;
Até as ondas a quebrar,
Reflectem a sua luz."
É claro que " o caminho das palavras/ pode demonstrá-lo mas não esgotá-lo. "
Muito para pensar,muito para esquecer. O pensamento é memória e o seu contrário.
Labels: Dōgen, Matem o Buda, zen
Hoje fui almoçar com uma velha amiga ao Centro Cultural de Cabo Verde, ao Rato, em Lisboa, ao restaurante ByMilocas:
depois de um almoço genial, barriga de atum e cachupa refogada, que contei à minha amiga como se faz e recordei tantas no Lisboa, no Mindelo, um bom vinho a acompanhar (mas não percebi porque raio vinhos nacionais tem nomes caboverdianos!), e do excelente atendimento da Ineida e da Ailine (perdoem se grafo mal!) tive uma divertida conversa com a Milocas, falámos de conhecimentos comuns, do Bana, do Alcides, do José Agualusa e também do Tito Paris. Contou-me a sua tristeza com a Celina e falámos do mercado da Assomada e da Brava.
Há sempre estórias, contei à Carmo, a do chefe da polícia da Brava, e tantas outras, os passeios do Aristides pela Prainha, e a do Bana bengaleiro.
É um local de referência que irei frequentar!
Labels: ByMilocas, Cabo Verde, cachupa, mornas
Um livro útil, para saber falar, contar, esgrimir palavras, em público:
É isto que o Chega quer de volta:
um chefe de governo a oscular a mão de um padreca e esse a babar-se. E os outros mastodontes a invejá-los.Isto, o fascismo, pletórico, o que o Chega, não tenhamos a mínima, quer de volta.
Labels: Fascismo nunca mais
Volto a ler... aliás nunca paro de ler. Ora um livrinho curioso de um cineasta que não é dos meus referentes Werner Herzog...
mas a verdade intriga-me, o conceito dessa, e aqui divaga um pouco.
Ontem li esta, interessante o artigo/dossier sobre a Gronelândia....
Labels: Gronelândia, Herzog, Verdade
Ora vejo os locais onde se passa este policial, fraquinho tenho que o lamentar, de um autor que já nos deu melhor.
um final mau, no sentido do estilo. Mas um bom romance, islandês.Labels: Islândia, Polar, RagnarJónasson
No fantástico Mosteiro de Seiça (procurem pela internet!) está uma curiosa exposição de... diabos: