insignificante
Sunday, May 31, 2026
 

 Não me pareceu azul, bem sei que é ficção:

vista da minha janela:


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 Não resisto a trazer aqui algumas frases da autora e alguns comentários sobre:


  

“A língua não é só um instrumento é também um monumento”, no sentido da memória que traz e da cultura que encerra.

“e questiona o conceito de padrão/paternidade”. Não há autor. “As línguas escassamente reflectem as culturas a que estão associadas”. “As pessoas quando se movem,  carregam as culturas e linguagens com elas” a língua muda.

E as pronúncias alteram as línguas...e entre 5 séculos e um milénio temos uma língua nova.

Abordados várias vezes são os cavalos e o seu papel na locomoção da língua e os seus sacrifícios...assim com sabemos que a nossa escrita já foi da direita para a esquerda. E que o sânscrito é um híbrido. A língua está sempre ligada a uma cultura e todas as culturas tem a sua mitologia”.  De onde o falhanço do Esperanto.

E o basco, “é uma língua mista pois mais de metade das suas palavras são latim ou romance” , “As línguas forma identidades e as identidades formam linguagens” e  “os nacionalistas projectam identidades nacionais num mundo que nunca as conheceu”

“A língua é um instrumento que funciona enquanto for útil para os falantes melhorarem a sua vida”

A introdução das análises de ADN reformulou todo o conhecimento das ocupações do território e este livro conduz-nos, além dessas frases soltas acima, descobrimos que a língua é um processo de assimilação, construção, substituição e miscigenação.

Não há pureza nas línguas. Contra os canhões marchar, afundar!

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 Com os meus 6 anos já frequentava termas, desde logo com os meus avôs, e logo continuei a visitá-las, mas tenho que dizer que durante muito tempo ignorei os tratamentos termais e só lá ia como curioso, dos seus espaços, dos seus hóteis, da sua decadência ou morte que denunciei, como a da Fadagosa da Beirã, entre outras. As defendi, como em  Nisa e Retortillo ameaçadas por projectos aterradores de mineração, e também outras por negligência de gestão em alguns casos que não nomearei.

Conheço termas por toda a Ibéria e as descubro, quando bem exploradas como eixos fundamentais de sustentabilidade e desenvolvimento de cultura e actividade económica local.

Tenho muitos livros sobre termas, os espaços e também de narrativas, muitas vezes contando episódios reais nestas e recordo meia dúzia de filmes sobre, em elas. E escrevi sobre elas.

Neste momento concentro-me nas de Alcafache, onde sou, como todos é certo, recebido com simpatia e profissionalismo e onde as águas fantásticas recuperam maleitas de corpo e espírito. E tenho, como é sabido, muita estima pelos aproveitamentos geotérmicos quando a temperatura das águas o permite e nestas de Alcafache o sistema é eficiente e moderno.

Tenho falado com o Eng. Jorge Loureiro, proprietário do espaço, homem esclarecido, informado e com visão, e ontem mesmo me referiu um projecto estupendo, que muita vitalidade iria trazer a esta zona a criação de uma “espécie de parque aquático de águas termais” para usufruto lúdico destas águas, com diversos momentos de prazer, divertimento e saúde.

Aqui trago foto da maquete:


Já visitei, julgo que na Galiza, uma estrutura deste género. E aqui lamento que empecilhos político/burocráticos estejam, como acontece tantas vezes (e sabemos bem porquê!), a entravar todo o processo.

E não posso deixar de voltar a registar o meu lamento por o S.N.S. continuar de costas voltadas para esta importante mais valia do sistema de saúde e também a escassa, quase nula atenção que ao termalismo, entre outros processos auxiliares de medicina terapéutica, é dada nas universidades de medicina.

E aqui:


 

 

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Saturday, May 30, 2026
 

 Javalis quase urbanos... bem sei que é zona sobretudo de vivendas, com alguns espaços silvestres e campos de cultivo intercalados, mas a menos de 100 metros de espaços habitacionais e a talvez 1 ou 2 Kms do hotel Onix vinha eu calmamente na minha passeata e na estrada topo a uns 15 ou 20 metros o maior a olhar para mim, e logo atrás julgo que a fêmea:

e não, não eram estes que não tive tempo de os fotografar. Assim que lhes fiz shô, zarparam a grande velocidade.

Mas aqui o registo, a vida selvagem esta em dimensão de praga, dado o extermínio absurdo dos lobos que a predadavam vai proliferante. Aqui se calhar acaba nalguns restaurantes....
 

 

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 Hoje foi um dia intenso.

Começou com uma caminhada, no entorno das termas, pela estrada romana:

e depois das águas uma grande conversa sobre termalismo com. o eng. Loureiro, que aqui trarei em próxima posta.

Almoço, novamente, no Valério, em Mangualde e depois de almoço visito:

https://palacioanadiamangualde.com/

uma visita guiada, em castelhano (com o meu permisso!), pelo Jorge, diligente e sóbrio funcionário, coisas excelentes, além dos jardins, onde muito recordei G.R,T., bem cuidados e com diversas tipologias.

Do Palácio o melhor, excepcional mesmo, são os azulejos. Aqui deixo alguns exemplos:

Começo com Neptuno, iluminado, mas o próprio tem uma expressão de deus:

e segue o trabalho da vindima:


 e a seguir duas da curiosa sala com inversões, a primeira é a matança, o porco mata o homem, terá sido aqui que Orwell buscou inspiração?

e para acabar um burrinho a mandar no outro.

 A foto deste azulejo, também fabuloso, ficou perdida....

 

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 Um mocho, fantástico. Foto picada do Guardian e tratada:

no momento em concluo 2/3 deste tratamento termal, e acabo a primeira leitura, abaixo já comentada. Um livro que destrói totalmente as bases para o nazionalismo, e até para a reivindicaç~çao genética, que só existe em misturas. Ou quase....
 

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Wednesday, May 27, 2026
 

 E já há filhotes....

este que se deixou estar a comiscar uma folheca enquanto vários passantes se preocupavam....

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 Bem sei que falta muito ou pouco, depende dos critérios, mas para já é para colocar nas agendas. Lá estarei e com uma surpresa. Se adivinharem recebem um livro, grátis.

voltarei a trazer aqui o lembrete. Hoje para agenda que vai fazer calor e o Parque Eduardo VII é um espaço de fresquinha.
 

 

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Tuesday, May 26, 2026
 

 Em frente, no arboreto, do hotel Onix, onde o ano passado já o tinha visto, lá estava este Ouriço:

e aqui já a esconder-se:


 

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 Vim com 3 livros gordinhos, além da revisão de tradução em curso, para Viseu.

Mas só há pouco comecei um, interessante, mas até agora sem novidades:

a língua é um grande alçapão, onde jazem milhares, milhões de palavras. Este livro, tem a peculiaridade de juntar o ADN à investigação etnolinguística, e à ocupação espacial dos territórios e justa-pôr as línguas. 

E a ciência desmente todas as teses nacionais ou nacionalistas, o que há, o que sempre houve são populações em movimento, assimilação, a bem ou a mal, e línguas que se formam e alteram com o tempo e a miscigenação, dos povos e das culturas. 



 

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Sunday, May 24, 2026
 

 Hoje só resta de El Cabrero isto:

https://youtu.be/jTtuP9byoQU?si=z1_Sp4w5MiK2uNX7

e aqui

https://www.youtube.com/watch?v=itGd8DjZyyE

há anos que o tenho em registo. Gloria já a tem! 


 

 

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Saturday, May 23, 2026
 

 Um retiro, águas, caminhadas, livros, escritas, e desligações. E também a revisão de uma tradução para acabar, aqui trago, ainda, eventualmente não definitiva, a portada:

um excelente trabalho da Raquel Ferreira sobre a capa do original. Ficou melhor!

E vou começar com este livro de que me dizem maravilhas. Mas é um livro para os amantes ou grandes conhecedores de Barcelona. E também de figuras que por lá passaram:

não me o considero, mas já lá estive 3 ou 4 vezes...

 

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Friday, May 22, 2026
 

 Encontrei por acaso, julgo que não está editado em CD mas pelas mostras, devia:

https://fidjukitxora.bandcamp.com/album/ti-manxe 

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 Ainda recordo o meu envolvimento em acções neste tempo, nesta luta, que hoje o mano dá à estampa num livro escorreito (pena os Apêndices alguns até totalmente ilisíveis ou fora do contexto). Valiosas as colaborações.

Ficou aquém da minha expectativa, e aqui tenho publicado alguns posts sobre isso, a análise da justiça em Portugal e sobretudo um  diagnóstico sobre a reinserção no aparelho judicial dos membros dos tribunais plenários e de outros energúmenos que deveriam ter sido suspensos após o 25 de Abril.

A justiça não é neutra, e ainda recentemente conheci na pele a alienação em que vegetam procéres da judicatura portuguesa, totalmente ao arrepio das emanações e deliberações do Tribunal Europeu dos Diretos humanos. 

Um livro que deixando água na boca no que toca essas análises é um documento notável, até pela isenção com pinças, com que aborda todo o processo desde o incidente que lhe deu origem, até todo o processo. E também, como referi os documentos dos intervenientes nesse.

uma obra com História, em todos os sentidos.
 

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 É um dos meus favoritos, Le Petit Prince de Saint-Exupéry. Nada se lhe pode comparar.

Este é agradável, segue em muito a linha e dinâmica do émulo, mas.... 

o texto é esorreito e os desenhos felizes.

E sabemos.

" -A solução para o teu problema é fácil: deves mudar de planeta- sentenciaram.

-Mas isso não é solução, a minha rosa vive lá- protestou o principezinho.

Um dos seis levantou-se.

- A resolução foi votada e não há nada mais justo que o opinião da maioria- argumentou um deles. "

e esta, mortal, para os tais comentadores " opinião não é verdade" 


 

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 Esta está recheada de ligações que enviámos para o : https://obseribericoenergia.pt/index.php em dois números.

E aqui:


 

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Wednesday, May 20, 2026
 

 O estertor da nuclear

Voltam a falar disto, como se tivesse ressuscitado,  mas não há nada de novo no horizonte. A nuclear continua pela hora da morte. A fusão continua a prometer, sempre e desde há 50 anos ser possível daqui a 50 ou 70 anos. Os pequenos reactores nucleares (S.M.R.s) também só existem em projecto e no papel, nenhum chegou sequer a experimental e os problemas, de fissão, de resíduos, de segurança seriam, se os houvera, muito maiores que os clássicos, que se vão encerrando. Ora são escassos 400 a nível mundial, dentro de 10 anos não chegarão a 300, isto porque um ou dois que se constróem cada 5 anos não chegam para 5 ou 19 que ecerram cada ano.

A nuclear morreu, mas paga muito bem, aos seus agentes. São empresas de grandes capitais, grandes investimentos, enormes juros, aí os juros..., e que controlam grande parte da comunicação social, entre nós são donos de uma televisão (fiz uma verificação, a General Electric dividiu-se em 3 e a parte que ficou com a televisão a vendeu, mas a marca lá ficou!) e mandam até em jornais outrora de referência. Por isso parece que está viva. Mas vamos contar um pouco da história.

1-O nuclear americano começa, resulta da bomba e Eisenhower nunca conseguiu convencer ninguém com os seus “átomos pela paz”. Só Hiroxima e Nagasáqui e os outros locais das ilhas do Pacífico, locais das suas bombas “experimentais”, que se seguiram são responsáveis por centenas de milhar de mortos.

E Estaline, matou, como seu hábito, muitos, antes de ter a bomba, e depois continuou a matar seja em enorme acidente nuclear escamoteado em Kyshtym, nos anos 50 ou em Chernobyl, nos 80, esse deu também cabo da perestroika, e foi deixando resíduos das bombas experimentais na Sibéria, para sempre.

Já a nuclear francesa começou com muitas bombas no deserto do Sahara causando um número nunca determinado de mortos e até um português, Fernando Pereira, na Austrália, resultante da tal “force de frappe”, pela “grandeur de la France”, resultante do afundamento do Rainbow Warrior da Grenpeace. Daí passou para as centrais, que também mataram vários manifestantes e hoje só servem para alimentar a bomba e a ilusão.

E as nucleares de Inglaterra, de Israel, da Índia ou do Paquistão, só se justificam pela bomba, ao serviço de Sua Majestade ou pelas ambições imperiais nazionalistas, sionistas, índias ou paquistanês, todas do outro lado das nucleares ditas civis.

As recentes guerras, na Ucrânia e no Irão, e neste último caso nem é preciso fazer um boneco, demonstraram absolutamente que não há nuclear civil e nuclear militar, estão totalmente ligados, são as duas faces da mesma moeda.

E até aqui ao lado o ditador Franco, para ter uma bomba nuclear, comprou uma central aos franceses que haveria de explodir (Vandellos I) causando muito, muito sofrimento e mortos indeterminados

Não há, pois, nuclear que não seja com fins militares.

2- Só por aqui a discussão já nos levaria longe, mas entremos na matéria. Claro que o facto da nuclear ter essa origem e finalidade altera desde logo a estrutura de custos, para debaixo do tapete, ou seja para as despesas do orçamento eléctrico vão logo os custos de toda a parte militar. Na central a fissão do urânio aquece a água (como numa chaleira) que vai levar a turbina a girar e em ciclo alternado produzir electricidade, a electricidade desde logo é a mais cara do mundo, mas produz também subprodutos que podem ser utilizados para a bomba, e esses não entram nas despesas da dita. E duram para sempre, seja na bomba seja nos ditos resíduos radioactivos.

Não vale a pena entrar no tema dos custos da construção e do processo de produção. Venho, todavia, referir que as poucas, escassas centrais nucleares construídas este século (talvez meia dúzia) custaram 3 a 5 vezes mais do que o custo originalmente estimado, e demoraram em vez dos 15 anos previstos para o procedimento de construção mais de vinte e até quase trinta anos.

Estamos falados sobre os custos e a suposta alternativa para lutar contra as alterações climáticas. Daqui a trinta anos estaremos fritos e não haverá sequer água para refrigerar os reactores e fazer o tal chá (metade do parque nuclear francês pára todos os anos, vários meses, por…falta de água).

Mas não posso deixar o tema sem mencionar outros custos que não podem ser metidos para debaixo do tapete, como os arautos desta treta fazem. Os custos do desmantelamento das centrais e, e, sobretudo os custos da gestão, ou melhor ingestão dos resíduos, fraca, média e altamente radioactivos. Pois esses custos, custos para serem mantidos por, imaginem, milhares, muitos milhares de anos não estão contabilizados, por ora. É fácil fazer e desquitar-se dessas contas. São muitos milhões....

3-Da bomba passámos para a economia e ora vamos para o ambiente.

As nucleares também esquecem, no armário dos fundos, os enormes custos ambientais e sociais do início do seu processo, a mineração. Enormes áreas onde foi minerado o urânio, e também cá em Portugal, estão hoje, e para sempre, interditas por contaminadas radioactivamente. E as populações da zona, onde se minerou ou minera, e sobretudo os trabalhadores (ou ex-mineiros) e famílias têm/devêm ser monitorados permanentemente. Até o pastoreio de gado deve ser restrito nalgumas áreas, e claro nenhum consumo primário, da zona, por via do cúmulo radioactivo.

Mas também as áreas no entorno das centrais devem ser meticulosamente vigiadas (e quem pensam que paga essa?) e até pela força aérea, mas drones são sempre imprevisíveis....

As centrais, mesmo no seu funcionamento normal, dito normal, emitem radioactividade para o exterior, pelo ar e pela água, sendo que os resíduos sólidos são lixos que temos que vigiar para sempre, sendo os custos ambientais e sociais indeterminados.

Já em caso de incidentes ou acidentes, e só em Almaraz, publicámos (ADENEX) um livro com esses, ano por ano desde o seu início de funcionamento: “Amanecer Sin Almaraz” são 180 páginas com as suas descrições e alguns até entraram no registo de acidentes graves. Pois em caso de acidente grave como o de Vandellos I, de Harrisburgo, de Chernobyl, ou Fukushima nem preciso dizer nada. Em Chernobyl registos mencionam mais de 100.000 (cem mil!) mortos, embora, ridiculamente a Agência Internacional Nuclear só conta cerca de uma centena, os que morreram logo in loco, os outros que se amanhem.

4-Passamos ao social, ao desemprego provocado pela nuclear, pois é a nuclear não cria emprego, isso é outra ilusão. A nuclear provoca desemprego, ao alienar as pessoas, as populações dos seus locais de vida e actividade produtivas, primárias ou mesmo secundários, pela lógica do perigo e pela concentração da produção que tem que compaginar com distribuição centralizadora. E dado que vivemos em tempos de cada vez mais robótica e as insalubridades da central a isso conduz, o número de empregos desta que já é irrisório ainda diminui mais, pese algum emprego em sazonalidade (para reparações e manutenções)  e de mão de obra imigrante para a construção, certo prolongada, se não for abaixo, entretantos.

Mais emprego é gerado por lógicas descentralizadas de produção energética que mantém ainda por cima as produtividades locais.

Certo que as nucleares aumentam, talvez, o emprego médico e psiquiátrico, assim como as forças de segurança. E dos “croque-mort”, agora ou depois.

5-É também no social que referimos a situação energética. Os vendilhões da nuclear são os maiores Pinóquios que conheço, têm narizes, muito, muito grandes. Recordo nos anos 80 quando diziam que se Portugal não tivesse nucleares até 2000 (e nos planos energéticos da época chegavam a mencionar 27, vinte sete centrais!)  ficaria às escuras (teriam é certo que encontrar sítio, outra população nesse, e construir à velocidade da luz...) pois fecharam a matraca, as renováveis, a eficiência e; é certo sem poupanças e economias de energia significativas; sem sequer termos alterado os paradigmas económicos e sociais como sempre defendemos; chegam e sobram, em Portugal e no mundo, onde só cerca de 9% da electricidade, ou menos de 2% da energia é de origem nuclear.

6- Não podemos escrever sobre a nuclear sem referir a nossa península. Nesta já houve projectadas, entre Portugal e Espanha mais de 40 centrais. E se em Portugal só tivemos que fechar a de Ferrel, em Espanha conseguimos fechar as de Sayago, 2 em Valdecaballeros, 2 em Lemoniz, uma de Trillo, e Regodela/Lugo.

A 100 kms da nossa fronteira temos as 2 centrais de Almaraz.

O fecho dessas foi acordado pelo governo de Espanha e pelas empresas titulares (Endesa e Iberdrola), no quadro de um acordo global para o encerramento escalonado de todas as centrais nucleares (7) ainda em funcionamento (duas já fecharam por limite de vida e por uma por grave acidente nuclear), até 2035.

Esse acordo só pode ser alterado por entendimento entre as partes, e mesmo que haja esse terá que passar pelo crivo do Conselho de Segurança Nuclear, que imporá condições draconianas, nomeadamente investimentos nos sistemas de segurança, alterações nas cubas e/ou sistemas de arrefecimento, novas condições de segurança dada a vetustez das centrais e o maior risco de incidentes, nestas de Almaraz que já têm um palmarés negro, muito negro. Essas condições pesadas financeiramente  e exigentes serão outro engulho para as empresas.

Almaraz irá, portanto, fechar. Até 2035 a Península Ibérica será terra sem nucleares, ainda que os seus resíduos nos persigam para sempre, sempre.

7- A nuclear boum. Morreu e não há ressurreição possível, mesmo com os novos paradigmas super consumidores de energia como são as bases de dados.

A nuclear continua a ser uma tecnologia militar, insegura e imprevisível, muito, muito, muito cara e incapaz de responder aos novos desafios da energia e da sociedade.

E também uma linha sobre a mentira, outra, da nuclear como alternativa ás alterações climáticas. A nuclear emite em todo o seu ciclo toneladas de gases de efeito de estufa, toneladas, como temos publicado, mas o grande problema é por um lado os enormes custos que não são investidos em poupanças energéticas e na melhoria da eficiência ou em novas tecnologias suaves. E, por outro, claro como se vai combater o que já aí está os temporais, os ciclones e as chuvas intensivas ou as secas e o calor extremo, as modificações dos sistemas aéreos e oceânicos, se uma central leva, no mínimo 25 a 30 anos a ser construída e entrar em produção?

8-E aqui seria, ainda, de referir os movimentos sociais que defendem energias suaves, que em Portugal vão a caminho de fornecer 90% do consumo eléctrico (já passam regularmente os 80%), agricultura orgânica ou biológica, poupança e recuperação de recursos, defesa da biodiversidade e das paisagens, e outros conceitos de vida e de relações, novos paradigmas de pensamento e acção.

Todos contra a mentira da nuclear, boum, boum, boum.

António Eloy

Coordenador do Observatório Ibérico de Energia:

https://obseribericoenergia.pt/

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 Estive hoje em Zafra, a fazer colheita. De puros e cigarilhas, e sementes, daqui:

mais uma magnifica capa. Além das notícias e de artigos sobre momentos nesta área, um artigo sobre Carmen Martin Gaite, onde pesco um seu livro premiado "El Balneario", já encomendado.

E colheita de outra revista, que aqui também trarei e e livros. Um sobre a história do carvão que  reúne  várias recomendações de relevo. 

O levarei para as termas...para as quais, já previstas (10 dias), já tenho q.b. de leituras.
 

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Monday, May 18, 2026
 

 Uma caneca do diabo:

do António Palmira, de Mourão!!!!

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Sunday, May 17, 2026
 

 Preencheu-me muitos momentos e angústias:


era senhor de uma fina ironia e até sarcasmo.

Aqui:

https://ensina.rtp.pt/artigo/joao-abel-manta-o-imaginador-da-democracia/ 

para não esquecer 

 

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 Hoje é dia de Orgulho Gay: 

Eu que nunca fui de bandeiras (bem sei a da Palestina, do Sahára Ocidental, de Timor Leste, do Tibete as carrego) mas as dos direitos, a da paz e outras estão no meu coração.

Esta também, hoje dia do Orgulho Gay. 

E em protesto contra a impiedade das autoridades e dos labrostes que pensam que proibir a bandeira  esmaga a alma. Não.

A alma é enorme. 


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Friday, May 15, 2026
 

 Encontrei hoje este livrinho, poesias, prosas e desenhos de Jean Cocteau, num alfarrábio:

os textos em clara linha surrealista, já os desenhos são de primeira água. Utilizarei alguns para ilustrar os meus artigos.
 E aqui uma estória exemplar:

e aqui um desenho lindo: 


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Wednesday, May 13, 2026
 

Hoje na dentista, além de um feliz encontro com um capitão de Abril, que saudei, José Clemente, encontrei este livro excepcional:

que tive tempo de folhear todo. Uma companhia de teatro que frequentei muito e que abriu muitas portas do conhecimento. Um espaço, também, de referência.

E depois, como tínhamos falado em Vila Real fui comer o que é, talvez, o melhor pastel de massa tenra do mundo, acompanhado de um inigualável sumo de frutas, no Frutalmeidas, Av Roma.

Pela tarde fui ainda à Cinemateca ver o excelente, último filme, de Abbas Kiatosrami. Um persa a filmar dentro de um carro no Japão!
 

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Tuesday, May 12, 2026
 

  

ALMARAZ Y TODAS LAS DEMÁS. LA ELECTRICIDAD NUCLEAR EN EL MUNDO.

Antonio Eloy, Observatorio Ibérico de Energía y Jose Mª. Gonzalez, coordinador energía Adenex     

Estamos inundados de noticias y datos interesados que en el caso de la energía nuclear no dejan de repetirse machaconamente. Muchas veces, hoy, comprobamos que la información que recibimos de manera masiva mezcla los hechos con fantasías de todo tipo apelando incluso a actores que acaban resucitando un auge pronuclear inaudito.

 Lo estamos comprobando con Almaraz, no solo por parte del Parlamento Europeo, como hemos visto, sino también por parte de Portugal obligando a un antiguo ingeniero pronuclear luso a pedir que se construyan 4 centrales nucleares (¡!): pura propaganda que sigue proliferando a fin de influir en nuestra capacidad de entendimiento.

Adenex ha querido contribuir con rigurosidad publicando “Amanecer sin Almaraz”, (septiembre 2025) una memoria que desde luego las empresas propietarias de la central quieren olvidar y sin embargo demuestra tanto el secretismo, la ocultación de múltiples fallos tecnológicos tanto de diseño, como de falta de transparencia y de cultura de seguridad, teniendo como rehenes tanto a alcaldes, y partidos políticos de la zona, y hasta hace bien poco al propio Consejo de Seguridad Nuclear (CSN).

Pero, ¿cuál es la situación de los presuntos y ostentosos átomos para la paz en ese pretendido renacer de sus cenizas?

A 1 de enero de 2026, había en el mundo 404 reactores nucleares en funcionamiento (en 31 países nuclearizados), cinco menos que en 2025, siendo el año en el cual 5 reactores nuevos se acoplaron a la red, en China, India y Rusia.  Parados definitivamente fueron 7 reactores, tres en Bélgica, tres en Rusia y uno en Taiwan.

En total han cerrado 218 reactores, un tercio del conjunto instalado a lo largo de estos setenta últimos años, de las cuales, nada menos que 100 se han cerrado en los últimos veinte años.

Este panorama internacional es publicado año tras año, por un equipo independiente de autores interdisciplinares, varias reputadas universidades, fundaciones e ingenieros de datos a nivel internacional, a través de La World Nuclear Industry Status Report (WNISR) que recoge también de manera contrastada los datos de la Agencia Internacional de la Energía.

En el mundo se han abandonado 95 reactores, 31 reactores se han prolongado y 223 se han cerrado definitivamente. La edad media (eufemismo de vida que solo tenemos los seres vivos del planeta) es actualmente de 32,7 años que representan el 4% de la energía primaria en el mundo.

De los 66 en construcción en 11 países hay que destacar la dependencia militar del átomo:  51 están implantándose en países que poseen armas nucleares (China, Rusia, Reino Unido, India, Pakistán), y en los otros 12 (Blangadesh, Egipto, Eslovaquia, Irán, Turquía) son controlados por algún país poseedor de armamento nuclear. Solo Corea del Sur con 3 reactores no entra en estas determinaciones.

¿Dónde encuentran algunos el resurgir nuclear en el mundo?

Los datos acerca de las nuevas construcciones señalan que en EEUU no hay ningún proyecto en construcción teniendo el parque nuclear más grande del mundo con 94 reactores que solo representa el 17,8 % de producción eléctrica, de ahí su tendencia a pedir prolongar el funcionamiento más allá de los cuarenta años a fin de no perder competitividad, y a promover en algunos países como Arabia Saudita o Kazakstán los denominados SMR (por debajo de 300 Mw) que ni siquiera existen en planos

China es el país con más reactores en construcción, más de la mitad a nivel mundial (32 reactores) que representan, sin embargo, el 4,5 % de su electricidad (la aportación renovable cuadruplica la nuclear). 

Argentina ha abandonado su proyecto comenzado en 2014, igualmente Japón y solo tres países tienen algún reactor en construcción, Rusia, India y Corea del Sur. Pero hay que reconocer tres nuevos potenciales países que construyen su primera central, como son Egipto, Bangladés y Turquía todos de tecnología rusa, todos con retrasos, problemas técnicos, incluso con epidemias afectando a los trabajadores rusos y aumentos presupuestarios.  Rusia es el mayor proveedor mundial de servicios nucleares, sobre todo en la extracción de uranio, su conversión, enriquecimiento, y fabricación de combustibles. En la UE tiene 19 reactores de tecnología soviética y 15 en Ucrania, sin que las sanciones hayan frenado una mutua interdependencia.

Igual que Rusia, a pesar de las prohibiciones, es el mayor promotor de centrales fuera de su país, también China lo intenta en el continente africano, aunque a la vez, participa en nuevos proyectos solares en todo el continente. Hasta ahora solo Sudáfrica explota dos reactores nucleares (con más de 41 años de funcionamiento y el 3,3% de producción eléctrica)) y hemos conocido recientemente la historia del sabotaje mejor escondido de la historia nuclear mundial (ocurrido en 1982), cuando se colocaron cuatro bombas en una central nuclear contra el régimen segregacionista. La Sudáfrica del apartheid realizaba pruebas con armas nucleares conjuntas con Israel, y aunque Sudáfrica desmanteló sus bombas atómicas en 1992, Israel aun no lo ha hecho.

El continente africano desde la primera bomba atómica de EEUU siempre ha aportado uranio para ello (ese primer ciclo de la minería que toda industria nuclear siempre olvida a fin de ocultar su implicación contaminante y la emison de gases de efecto inverandero), un mineral estratégico por el cual Francia ha alimentado su parque nuclear tanto civil como milita, hoy en contestación descolonial. Esto hace que algunos países publiciten, por iniciativa americana, los inexistentes SMR comerciales (pequeños reactores modulares) como es el caso de Gana, Kenia, Nigeria y Uganda (¡!) .

Con respecto a la UE, hay 98 reactores, situados en 12 países de los 27, siendo Francia la más nuclearizada del mundo con un 67% de la producción de electricidad (57 reactores). En España es del 19,1% y en el mundo representa el 9 %, por tanto, no ha aumentado la producción mundial de la industria electronuclear. Ninguna construcción nueva en la UE salvo un reactor, comenzado en 1985, en Eslovenia y previsto entre en funcionamiento en 2040.

¿Para cuándo el fin de la era nuclear?

Francia ha fracasado en su programa de los nuevo reactores tercera generación ( EPRs Rector Europeo Presurizado), iniciado en 2002, con un presupuesto seis veces superior a la inicial, un plazo de construcción doble del previsto y problemas de corrosión, fisuras y fatiga térmica aun sin resolver. Era la apuesta para inundar de nuevos reactores en todo el mundo, el supuesto renacer nuclear, que pretende influir en el estado español y en los demás países europeos.

 De tal fiasco de competencia tecnológica solo le queda al estado francés (EDF, empresa pública), o bien estudiar las condiciones para prolongar el funcionamiento del parque más allá de los 40 años (la media hoy es de 39,9 años), o bien iniciar un programa de cierre escalonado con la debida implantación de renovables. Todo indica que el actual presidente francés apuesta por la construcción de nuevas centrales y obviara tanto el desmantelamiento como el de la gestión de residuos, verdaderos problemas sin resolver dado la gran cantidad de reactores construidos, más de 60. De esta manera se comprende mejor la presión francesa para que la UE apruebe una política energética común o en todo caso que la etiqueta verde nuclear francesa sirva para obtener financiación de Bruselas.

En conclusión, todos los análisis a nivel mundial señalan el fin de la era nuclear, del agotamiento del mineral de uranio, para poder fin en todo el proceso de transporte, enriqueciendo, conversión y fabricación del combustible apto y el final de la producción insensata de residuos radiactivos, todo con enorme repercusión climática, como emisor de gases de efecto invernadero, y de impacto social y económica legado a las generaciones futuras.  

Ni los plazos muchos más largos, ni los costes más elevados, ni la seguridad y protección  nucleares prometidas implican evitar el aumento de emisiones.  Los lobbys pronucleares a nivel mundial, WANO por ejemplo a nivel internacional, Foro Nuclear español, Sociedad Nuclear española que defienden un corporativismo altamente politizado que bien merecía centrarse en los desmantelamientos, gestión de residuos altamente radiactivos como así estan siendo desarrollados, por ejemplo, por las políticas energéticas aprobadas en España y en Alemania.

En desmantelamiento hay 195 reactores, aunque solo 23 lo han realizado definitivamente: 17 en EEUU, 4 en Alemania, 1 en Japón y 1 en España. Es llamativo que los cuatro países más nuclearizados, Canada, Francia, Reino Unido y Rusia no hayan comenzado sus procesos de desmantelamiento.

Y por ultimo la descentralización y variabilidad de las energías solares y eólicas, esencialmente modulables, necesitan de flexibilidad que desde luego no aportan las nucleares, difíciles de pilotar cuando hay menos viento y sol. El coste renovable es imbatible y así durante el año 2025 la producción solar ha sobrepasado, a nivel mundial, la nuclear.  Todas las nuevas tecnologías de almacenamiento, de control de tensión e inercia del sector fotovoltaico no solo sustituyen las centrales fósiles y nucleares, ya están transformando el sistema mismo el cual precisa también escuchar a los territorios donde siguen pretendiendo instalarse de manera masiva y macro.

Toda la sociedad estamos llamados a participar en la manifestación del 23 de mayo en Madrid para exigir el gobierno que cumpla el calendario de cierre, su propia política energética aprobada tanto por Bruselas como por el estado español.

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 O Observatório Ibérico de Energia e a Nuclear

 1-Almaraz

De vez em quando voltam, os vendilhões e promotores da nuclear * e os seus agentes sociais, a falar do prolongamento da vida destas centrais nucleares.

Há que esclarecer o público e a comunicação social desinformada.

O fecho de Almaraz, das duas centrais foi acordado pelo governo de Espanha e pelas empresas titulares (Endesa e Iberdrola), no quadro de um acordo global para o encerramento escalonado de todas as centrais nucleares ainda em funcionamento (duas já fecharam por limite de vida e por uma por grave acidente nuclear).

Esse acordo só pode ser alterado por acordo entre as partes, e mesmo que haja esse acordo terá que passar pelo crivo do Conselho de Segurança Nuclear, que imporá condições draconianas, nomeadamente investimentos nos sistemas de segurança, alterações nas cubas e/ou sistemas de arrefecimento, novas condições de segurança dada a vetustez das centrais e o maior risco de incidentes, nestas de Almaraz que já têm um palmarés negro, muito negro (140 páginas, das 270, do nosso livro Amanecer sin Almaraz, relatam as muitas dezenas de acidentes nestas). Essas condições, passadas financeiramente, exigentes serão outra engulho para as empresas.

Almaraz irá, portanto, fechar. Até 2036 a Península Ibérica será terra sem essas.

*Até referem que vão construir na Lua um parque nuclear ou em Portugal. Um delírio, total

2- A nuclear e o clima

Diz a nuclear que não emite gases de efeito de estufa, até isso é falso. Da extracção de urânio, motores pneumáticos, tractores, escavadoras, moinhos para moer a pasta, misturadores a motores para processar os ácidos concentrados, tudo a gasolina ou electricidade emitindo grandes quantidades de gases de efeito de estufa.

Depois tem que ser transportada milhares de quilómetros para centrais de enriquecimento. Nestas para separar o urânio e transformá-lo em concentrado (UF6) hexafluorido mais energia é consumida com as respectivas emissões. E A seguir mais viagem.

E todo o sistema do concreto, dos cilindros aos tubos e sistemas instalados foram fabricados e transportados emitindo.

E o próprio funcionamento, ao contrário do que é insinuado necessita de 15 a 20 hectómetros de água dos quais um terço é desperdiçada, o sistema de arrefecimento emite gases de estufa. E muitas vezes tem que ser parado, porque não há água.

E depois todo o processo de recarregamento e também a transferência dos materiais usados.

A nuclear além do mais são investimentos estrato-esféricos que se fossem realizados em economia de energia e eficiência permitiriam fechar todas as nucleares. Nestas áreas o potencial a realizar pode chegar aos 20% do actual consumo eléctrico. O dobro da produção nuclear.

Claro que temos que mencionar que hoje muitos países no mundo ultrapassam os 80% de produção eléctrica a partir de renováveis várias. Essas sim com emissões de estufa muito reduzidas.

António Eloy, 351 919289390 y Jose Mª. Gonzalez 34 609818775

Pelo Observatório Ibérico de Energia

 

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Monday, May 11, 2026
 

 Tenho este há muito para ler. Livros policiais, negros são meus favoritos, densidade psicológica, personagens estranhamente e familiares, e claro este passado na Islândia.

Mas deixam-me logo em tensão. fico stressado e até um pouco nervoso. 

Este aqui:

 
 
vamos vendo....
 

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Sunday, May 10, 2026
 

 Na UTAD, além da hospitalidade e da simpatia habitual, soube das novidades da "indigestão" da gestão e visitei, com António Crespi um fantastático Herbário, do melhor que já conheci:

uma preciosidade, com milhares de plantas inventariadas:


 

 

acima duas ao acaso.

Lamentável da desconsideração e até alienação de espaço com que este monumento é tido pelos órgãos de gestão dessa instituição. Uma valor inestimável em condições de desconsideração, e até algum abandono não fora o esforção de alguns, entre os quais o acima mencionado. 

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 Estive a ver o Corgo:


documento/paisagem fantástica de uma cidade, Vila Real, que ainda vive na torpeza. apesar da UTAD... 

Antes passei por Paço de Vilharigues, onde encontrei amizades e esta borboleta que me persegue a vida:

e que, oxalá, continue.
 

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Thursday, May 07, 2026
 

 Nuclear Boum!

1-Assim titulei uma conferência na U.T.A.D., porque a nuclear está ligada desde o seu início à bomba, e nunca deixou de estar a ela ligada. Mesmo quando os seus vendilhões o procuravam disfarçar.

O nuclear americano resulta da bomba e Eisenhower nunca conseguiu convencer ninguém com os seus “átomos pela paz”. Só Hiroxima e Nagasáqui e os outros locais das ilhas do Pacífico, locais das suas bombas “experimentais”, que se seguiram são responsáveis por centenas de milhar de mortos.

E Estaline, matou, como seu hábito, muitos, antes de ter a bomba, e depois continuou a matar seja em enorme acidente nuclear escamoteado em Kyshtym, nos anos 50 ou em Chernobyl, nos 80, esse deu também cabo da perestroika, e foi deixando resíduos das bombas experimentais na Sibéria, para sempre.

Já a nuclear francesa começou com muitas bombas no deserto do Sahara causando um número nunca determinado de mortos e até um português, Fernando Pereira, na Austrália, resultante da tal “force de frappe”, pela “grandeur de la France”, resultante do afundamento do Rainbow Warrior da Grenpeace. Daí passou para as centrais, que também mataram vários manifestantes e hoje só servem para alimentar a bomba e a ilusão.

E as nucleares de Inglaterra, de Israel, da Índia ou do Paquistão, só se justificam pela bomba, ao serviço de Sua Majestade ou pelas ambições imperiais nazionalistas, sionistas, índias ou paquistanês, todas do outro lado das nucleares ditas civis.

As recentes guerras, na Ucrânia e no Irão, e neste último caso nem é preciso fazer um boneco, demonstraram absolutamente que não há nuclear civil e nuclear militar, estão totalmente ligados, são as duas faces da mesma moeda.

E até aqui ao lado o ditador Franco, para ter uma bomba nuclear, comprou uma central aos franceses que haveria de explodir (VandellosI) causando muito, muito sofrimento e mortos indeterminados

Não há, pois, nuclear que não seja com fins militares.

2- Só por aqui a discussão já nos levaria longe, mas entremos na matéria. Claro que o facto da nuclear ter essa origem e finalidade altera desde logo a estrutura de custos, para debaixo do tapete, ou seja para as despesas do orçamento eléctrico vão logo os custos de toda a parte militar. Na central a fissão do urânio aquece a água (como numa chaleira) que vai levar a turbina a girar e em ciclo alternado produzir electricidade, a electricidade desde logo é a mais cara do mundo, mas produz também subprodutos que podem ser utilizados para a bomba, e esses não entram nas despesas da dita. E duram para sempre, seja na bomba seja nos ditos resíduos radioactivos.

Não vale a pena entrar no tema dos custos da construção e do processo de produção. Venho, todavia, referir que as poucas, escassas centrais nucleares construídas este século (talvez meia dúzia) custaram 3 a 5 vezes mais do que o custo originalmente estimado, e demoraram em vez dos 15 anos previstos para o procedimento de construção mais de vinte e até quase trinta anos.

Estamos falados sobre os custos e a suposta alternativa para lutar contra as alterações climáticas. Daqui a trinta anos estaremos fritos e não haverá sequer água para refrigerar os reactores e fazer o tal chá (metade do parque nuclear francês pára todos os anos, vários meses, por…falta de água).

Mas não posso deixar o tema sem mencionar outros custos que não podem ser metidos para debaixo do tapete, como os arautos desta treta fazem. Os custos do desmantelamento das centrais e, e, sobretudo os custos da gestão, ou melhor ingestão dos resíduos, fraca, média e altamente radioactivos. Pois esses custos, custos para serem mantidos por, imaginem, milhares, muitos milhares de anos não estão contabilizados, por ora. É fácil fazer e desquitar-se dessas contas. São muitos milhões....

3-Da bomba passámos para a economia e ora vamos para o ambiente.

As nucleares também esquecem, no armário dos fundos, os enormes custos ambientais e sociais do início do seu processo, a mineração. Enormes áreas onde foi minerado o urânio, e também cá em Portugal, estão hoje, e para sempre, interditas por contaminadas radioactivamente. E as populações da zona, onde se minerou ou minera, e sobretudo os trabalhadores (ou ex-mineiros) e famílias têm/devêm ser monitorados permanentemente. Até o pastoreio de gado deve ser restrito nalgumas áreas, e claro nenhum consumo primário, da zona, por via do cúmulo radioactivo.

Mas também as áreas no entorno das centrais devem ser meticulosamente vigiadas (e quem pensam que paga essa?) e até pela força aérea, mas drones são sempre imprevisíveis....

As centrais, mesmo no seu funcionamento normal, dito normal, emitem radioactividade para o exterior, pelo ar e pela água, sendo que os resíduos sólidos são lixos que temos que vigiar para sempre, sendo os custos ambientais e sociais indeterminados.

Já em caso de incidentes ou acidentes, e só em Almaraz, publicámos (ADENEX) um livro com esses, ano por ano desde o seu início de funcionamento: “Amanecer Sin Almaraz” são 180 páginas com as suas descrições e alguns até entraram no registo de acidentes graves. Pois em caso de acidente grave como o de Vandellos I, de Harrisburgo, de Chernobyl, ou Fukushima nem preciso dizer nada. Em Chernobyl registos mencionam mais de 100.000 (cem mil!) mortos, embora, ridiculamente a Agência Internacional Nuclear só conta cerca de uma centena, os que morreram logo in loco, os outros que se amanhem.

4-Passamos ao social, ao desemprego provocado pela nuclear, pois é a nuclear não cria emprego, isso é outra ilusão. A nuclear provoca desemprego, ao alienar as pessoas, as populações dos seus locais de vida e actividade produtivas, primárias ou mesmo secundários, pela lógica do perigo e pela concentração da produção que tem que compaginar com distribuição centralizadora. E dado que vivemos em tempos de cada vez mais robótica e as insalubridades da central a isso conduz, o número de empregos desta que já é irrisório ainda diminui mais, pese algum emprego em sazonalidade (para reparações e manutenções)  e de mão de obra imigrante para a construção, certo prolongada, se não for abaixo, entretantos.

Mais emprego é gerado por lógicas descentralizadas de produção energética que mantém ainda por cima as produtividades locais.

Certo que as nucleares aumentam, talvez, o emprego médico e psiquiátrico, assim como as forças de segurança. E dos “croque-mort”, agora ou depois.

5-É também no social que referimos a situação energética. Os vendilhões da nuclear são os maiores Pinóquios que conheço, têm narizes, muito, muito grandes. Recordo nos anos 80 quando diziam que se Portugal não tivesse nucleares até 2000 (e nos planos energéticos da época chegavam a mencionar 27, vinte sete centrais!)  ficaria às escuras (teriam é certo que encontrar sítio, outra população nesse, e construir à velocidade da luz...) pois fecharam a matraca, as renováveis, a eficiência e; é certo sem poupanças e economias de energia significativas; sem sequer termos alterado os paradigmas económicos e sociais como sempre defendemos; chegam e sobram, em Portugal e no mundo, onde só cerca de 9% da electricidade, ou menos de 2% da energia é de origem nuclear.

A nuclear boum. Morreu e não há ressurreição possível, mesmo com os novos paradigmas super consumidores de energia como são as bases de dados.

A nuclear continua a ser uma tecnologia militar, insegura e imprevisível, muito, muito, muito cara e incapaz de responder aos novos desafios da energia e da sociedade.

6-Finalmente temos que referir a política, a hegemonia, a obsolescência e a entropia.

A nuclear não tem ponta por onde se pegue, mas tem muito, muito dinheiro, como todos os empreendimentos parasitas. E domina toda, toda a comunicação social, por exemplo uma das cadeias de televisão nacional é propriedade da maior empresa nuclear do mundo e as outras são de empresas de grande consumo, de hipermercados e tecnologias passadas, da obsolescência, que servem os interesses da hegemonia (articulação dos sectores partidários com a comunicação social que estruturam um poder inamovível, até...).

Hoje o poder político assenta na entropia, no extractivismo, no intensivismo, no produtivismo, todos eles moldados pela obsolescência de massas, pelo controle dos espíritos pelas televisões ou redes e mentiras e manipulações. Todos os partidos vivem debaixo dessa ilusão, até, com mágoa o refiro, os chamados verdes defendem lógicas de continuidade deste caminho que não conduz a lado nenhum.

7-Notas finais de apoio:

a) Sobre a nuclear: Alain Touraine, Amory Lovins, Bernard Laplonche, Cornelius Castoriadis, Walter Patterson, estes autores são grandes especialistas de todo o ciclo da nuclear, todos eles autores de obras de referência, que podem ser encontradas em boas livrarias ou em linha. Os que são mencionados em seguida estão nas mesmas.

b) Sobre a Hegemonia: Ortega y Gasset, Noam Chomsky, Herbert Marcuse, António Gramsci, Hannah Arendt, teorizam sobre a lógica da produção do discurso/poder, o como e porquê das manipulações e das estratégias para controlar a massa, as massas.

c) Sobre a Obsolescência: Ivan Iitch, Jacques Ellul, Bernard Charbonneau, Gunther Anders, Vandana Shiva estes são teóricos de outra lógica de crescimento o da consciência e do não crescimento, assim como de outros paradigmas societais que rompem com a lógica do produtivismo sem sentido e defendem o poder da pura vida, o poder de viver.

d) Sobre a entropia: André Gorz, Joan Martinez Alier, Georgescu-Rogen, estes  e poderia acrescentar muitos outros dissecam a economia das nossas sociedades, propõem outra análise da economia, a bioeconomia e integram nesta a entropia, propõem outros tipos de articulação produtiva, e ligações em rede dos movimentos sociais que enfrentam a hidra que nos vai ameaçando.

Aqui seria de referir os movimentos sociais que defendem energias suaves, agricultura orgânica ou biológica, poupança e recuperação de recursos, defesa da biodiversidade e das paisagens,  e outros conceitos de vida e de relações, novos paradigmas de pensamento e acção.

Todos contra a mentira da nuclear, boum, boum, boum.

António Eloy

Coordenador do Observatório Ibérico de Energia:

https://obseribericoenergia.pt/

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civetta.buho@gmail.com

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