Gosto de biografias ou de auto.biografias, desde que sejam de gente "dos meus", quando não igualmente gosto mas desgosto. Tenho lido muitas de miseráveis.... mas são estas que me agradam:
esta é de um grande personagem, que conta detalhes impressionantes e tem uma vida cheia para contar.
Retenho esta citação:
"
Os mais profundos sentimentos humanos, uma vez acesos, não cabem nos limites de uma pátria, por muito grande que ela seja.
FERREIRA DE CASTRO, Os Fragmentos
"
e este cartaz:
de 68!
Obrigado Jorge Valadas por estra memória! E tudo.
Voltei ou melhor imergi na ilha do Fogo durante uma hora e meia. Os solos vulcânicos, os magmas e as areias, bocados de S.Filipe ou da Chã das Caldeiras e uma estória simples e real:
https://www.osomeafuria.com/pt/films/hanami
uma excelente iniciativa onde saludei o meu amigo Pedro Borges e o "monstro" Hernâni.
Labels: Filme, Hanami, Ilha do Fogo
E ora este:
que encontrei num alfarrábio por 7 paus. Um exaustivo leitor de policiais, com algumas observações interessantes e bons enquadramentos.
Descrição completa de quase toda a literatura policial ou negra e até alguns relacionados, com relacionamentos com momentos sociais e económicos relevantes.
Labels: Ernest Mandel, Policial
Com o café da manhã acabo de ler um livro aterrador, e bem real:
https://www.babelio.com/livres/da-Empoli-LHeure-des-predateurs/1822965
É a melhor descrição "apócrifa" da Estupidez Artificial, só sabe funcionar com 0 e 1....
a descrição de como esse poder se constitui e a descrição com base nos dois magnums de Kafka, o Processo e o Castelo é colossal. As formas de organizar o poder e... a sua queda.
Le vrai roman d'anticipation sur l'IA est Le Procès de Kafka, dans lequel personne ne comprend ce qui se passe, ni l'accusé, ni même les juges qui le mettent en examen, et pourtant les événements suivent leur cours inexorable.
Dans l'autre grand roman de Kafka, lorsqu'il tente de se concentrer sur le centre du pouvoir qui contrôle son destin, sans jamais y avoir accès ni en obtenir la moindre lumière, le regard de K, le protagoniste, « glisse sur le Château, sans pouvoir s'accrocher à rien ». Et quand il essaie de téléphoner, il n'entend à l'autre bout du fil qu'un chant de voix lointaines ou, à l'opposé, une voix sévère et orgueilleuse qui refuse de lui fournir la moindre explication.
les borgiens se concentrent sur le fond, pas sur la forme. Ils promettent de résoudre les vrais problèmes du peuple : la criminalité, l'immigration, le coût de la vie. Et que répondent leurs adversaires, les libéraux, les progressistes, les gentils démocrates ? Règles, démocratie en péril, protection des minorités...
(...)
L’IA nest pas qu’un simple accélerateur de pouvoir, il s'agit d'une nouvelle forme de pouvoir, qui se distingue de toutes les machines inventées par t'homme jusqu'ici. Si l'automatisation portait sur les moyens, l'IA, elle, s'intéresse aux fins; elle établit ses propres objectifs et « développe une capacité que l'on croyait réservée aux êtres humains. Elle émet des jugements stratégiques sur l'avenir ».
mas é claro que há um hic!
(...)
L'harmonie du monde peut être rétablie dans toute sa splendeur. L'IA se nourrit elle aussi du chaos, mais elle promet en retour un nouvel ordre. Un gouvernement rationnel de la société, des décisions prises sur la base des données, cela ressemble en théorie au rêve des technocrates. Il n'y a qu'un hic. Pour que le règne de l'IA advienne, il est nécessaire de remplacer le savoir par la foi.
diria mesamo muitos, muitos hics...
Labels: Artificial, Da Empoli, estupidez, poder
A meio da madrugada labaredas consumiram um Plasticão e um Papelão e destruiram o carro estacionado nas proximidades. Em Nova Oeiras, Quinta do Marquês.
vandalismo sem qualquer sentido ou a mínima lógica.gente com as cabeças amarfanhadas pelas redes sociais ou demente?Labels: Oeiras, Vandalismo
Hoje andei à pesca de livros.
Trouxe 7 ou 8 e entre eles o do troskista mencionado em posta anterior, encontrado na simpática livraria anarquista Letra Livre. Outros dois na Almedina do Rato e quatro na livraria francesa, um na Astória....
Muita leitura em agenda e também conversas....
Vou começar com este:
um livro que me deixa curioso. Como sabem fui um dos protagonistas da derrota das empresas mineradoras por aqui....Desde logo escrita ágil e um tom adequado, e dentro da ficção referências sólidas ao terreno. Bem informado sobre os processos do urânio e muito sério sobre as qualidades das gentes de Nisa (mesmo os vigaristas que também lá existem). Claro que com a sua boa dose de ficção, que gostemos ou não dá vida a esta nossa luta. Que fique no arquivo. Já hoje seguiu para o meu amigo Paulo Bagulho. Talvez se possa organizar uma conversa local.
A partir do livro em posta anterior encontro este:
ou melhor vou procurar porque parece que foi "proibido", em Espanha não existe nem em França e em Portugal, Edição Cotovia tão pouco.E encontro também este:
https://www.babelio.com/livres/Mandel-Meurtres-exquis--Une-histoire-sociale-du-roman-po/1016945
onde em baixo se pode ver um documentário interessante sobre a vida de Mandel, interessante mas ele é um adepto do produtivismo e do crescimento a esse ligado. É um economista clássico que não percebeu a economia da entropia e apoiou muitos bandidos, por aqui, ali e acolá...
Labels: Ernest Mandel, Polar, Policial
Um livro engraçado e com registos referentes, para quem gosta de polars e os seus enquadramentos.
nos tempos "mortos" que vivemos é preciso enquadrar tudo. O: https://obseribericoenergia.pt/index.php , tem estado, segundo comentários, de grande qualidade e a vida prossegue com o El Niño, ora também designado por El Trump, a atazanar-nos todos.....
" As relações são, seja o que aconteça, determinadas pelo domínio e a transacção"
" A língua é uma matéria viva", logo...
" A destruição da língua é um aspecto da destruição do mundo, da vida mesmo"
e alguns slogans de Maio 68:
«Cours, camarade, le vieux monde est derrière toi»,
«Elections, piège à cons,
«Fermons la télé, ouvrons les yeux»,
«Je ne veux pas perdre ma vie à la gagner»,
«Il est interdit d'interdire!»,
«Les murs ont des oreilles. Vos oreilles ont des murs»,
«Sous les pavés la plage!»,
É dos poucos jornalistas ainda sóbrios deste outrora bom jornal:
Pedro Garcias, que não conheço e pelo s desde logo não tem comigo nenhum parentesco, é dos poucos que resiste à hegemonia e ao pensamento único que domina.
Um copo!