Ando de molho...termino leituras (La Rebeldia Festiva, nota em posta anterior) e ora início estes 2:
este, talvez, para abrir o pensamento.E este para o dissecar melhor:
Hoje estive na Fábrica da Pólvora a ouvir o:
AGRICANTUS (Sicília)
“com a vocalista e pianista siciliana Anita Vitale, uma cantora com
formação em jazz que sempre teve uma particular afinidade pela música étnica e
mundial, sobretudo de origem siciliana. Neste projeto, os timbres e os
instrumentos eletrónicos, elementos que sempre fizeram parte da assinatura
estilística e da pesquisa musical do grupo, deixam mais espaço para o som
natural, feito de sopros, cordas, palhetas, peles, caixas de ressonância e
vozes, em a sua dimensão mais pura.”
Mas não gostei, articular música "popular" com tecno não me pareceu uma grande ideia. Não suporto tecno....
Labels: Agricantus, World Music
Não eram meus... os três volumes desta edição de 1940:
aqui um dos três que juntamente com o meu espólio de livros da Madeira e do Porto Santo (e Selvagens) e alguns dos Açores, num total de 7 ou 8 livro/livralhões, alguns albuns, a bicharrada comeu. Ver os sulcos e as páginas a desvanecerem foi um choque. Os 3 exemplares eram de/por empréstimo da tia Celina, que já com 100 anos nem se lembra disso. Tinha-lhes muita estima e pelo meio as folhas com meus comentários também foram comidas.Aqui, em digital:
https://elucidariomadeirense.pt/pt/articles
e aqui se alguém passar por lá e me quiser obsequiar, que já não tenho guito para isto:
https://loja.madeira.gov.pt/product/elucidario-madeirense-3-volumes-encadernacao-de-luxo/
A vida passa....
Labels: Elucidário Madeirense
Outro delicioso número 2 em 1 da:
neste além das opiniões habituais e artigos sobre passarada e de crítica velada aos eucaliptais, temos novidades sobre o lince e sobretudo um excelente editorial e um artigão sobre as fezes do lobo...
Já neste:
excelente suplemento só temos ursos. De todas as formas com a mão da Fundacion Oso Pardo.
Labels: lobos, revista Quercus, Urso pardo
Cá está um novo Cañamo:
ora com Horús e as habituais boas e mais más noticias e duas excelentes entrevistas uma a Miguel Urbán e outra, esta ainda melhor a Steve DeAngelo, um grande senhor do movimento! Retenho, mas está fora do meu horizonte, o seu "Manifiesto Cannabis" editado na tradução castelhana pela errata naturea, 2026.
Estas entrevistas valem o peso da revista, que ainda conta com as estórias e colunas habituais.
Labels: Cañamo, Steve DeAngelo
A economia do urso:
Picado do excelente suplemento da Quercus sobre esse.
Labels: Lobo, revista Quercus, Urso pardo
Vivemos num país de irresponsáveis. Ou aldrabões mesmo.
Já aqui contei a estória da lambeca, de Porto Santo. Caso, é certo, em que o criador da mesma não a tinha registado...
Também já aqui referi a irresponsabilidade de (ditos) responsáveis da Direcção Geral de Energia a tentarem roubar o nome, que, claro que, está registado, do Observatóirio Ibérico de Energia. Encontrar-nos-emos em tribunal.
Ora trago aqui outro roubo, do bom nome de um presunto D.O.P . do verdadeiro parta negra.
Este é uma fraude:
imitam a embalagem da Barrancarnes mas o que se vê lá dentro não é pata negra, reparem nem tem os veios que o caracterizam. não comprem, se calhar é carne de gato. É de certeza gato por lebre.
Labels: Barrancarnes, fraudes, Pata Negra, Presunto
Já não tenho espaço, nem físico nem mental para mais livros:
mas estes que fotografei ontem na Ler Devagar (merece visita) tem ar e folheio mto interessante...É um livro caro, a análise socio-etno-antropológica ainda por cima interligada a lógicas de religiosidade, popular ou não, é um eixo das festividades, todas radicadas em alguma ancestralidade:
e claro todas rebeldes, ou contestando o poder, mesmo quando contribuindo para o seu reforço.Um livro enciclopédia em que da origem sócio-cultural das festas, ligadas ás actividades agro-pastoris articuladas com conceitos do exterior dito divino, que são todas recuperadas pelo cristianismo, e ritualizadas, empoderadas por serem momentos de trangressão, e integradas em sistemas de poder.
Mesmo com resistências.
Muitas referências e dados sobre as sobreposições, amém é o egípcio Amon, a virgem é Astarte ou outra qualquer e todas as datas rituais sobrepõem-se a outras datas e outros rituais.
Deixou-me desiludido a quase total omissão da importância da cultura dos toiros, embora saibamos que festas em honra do toiro bravo para evitar "lios" se tenham transformado em festas em honra da #mãe de Deus". Mas faltaram muitas articulações, essenciais para compreender a lógica socio-cultural e religiosa das festas ibéricas.
Labels: festas populares, Ibéria, Rebeldes