Em linha com o que penso sobre a judicatura e a manipulação que os juízes fazem, e que ainda recentemente verifiquei na pele, os interesses que lhes estão por traz e a sua pesporrência e autoritarismo, no nosso caso, como no italiano, herdeiros da longa noite do fascismo e os seus hábitos de total prepotência.
Ignorar a realidade, sabe-se lá por onde lhes passa o envelope, real ou figurado, e nalguns casos (o caso Garzon é paradigmático) por desejos de poder e protagonismo. Tributários da pesporrência.
Este livrinho, que me faz lembrar outros em Itália, seja o caso Toni Negri seja o caso de Enzo Tortora:
um grande historiador que faz um trabalho de minúcia para provar o mencionado descalabro do sistema judicial.Labels: Carlo Ginzburg, Judicatura, Justiça
Na sequência da apresentação do último livro de João Freire "RESTOLHOS", excelentes intervenções, embora a minha deficiência auditiva não me tenha permitido seguir a de um dos apresentadores que falava muito baixo, li este livro, este de um provocador.
Não consegui identificar o autor, mas é um manipulador, usa frases descontextualizadas e eventos sem referência e tudo numa lógica que não existe, ou poderá existir na sua cabeça, e claro de muitos outros e até muitos ditos não violentos.
Esclareçamos: a não violência não é um dogma, não é uma religião, não é a verdade revelada, como o autor pretende, e até se socorre de momentos descontextualizando-os.
Mas não consegue desenvolver uma crítica séria e não propõe nenhuma alternativa. E não se atreve sequer a considerar a não violência política como um meio, um procedimento, um caminho de acção.
Não sou um adepto de Gandhi, não tenho nenhum santo no altar, mas reconheço-lhe como a outros ideias brilhantes e acções enquadradas nessas que deram resultados. Ora ir buscar epifenómenos para denegrir este ou outros referentes, sim referentes, da não violência é o que este autor faz, mal, muito mal.
como comentámos vivemos cada vez tempos mais díficeis, o rolo compressor da manipulação e da mentira, vinculada pela comunicação social e pelo jornalista " qu como nos diz o autor (que nem sempre mente!) "tende a ter um discurso politicamente correcto, sensato, fechado à compreensão de qualquer manifestação de conflito que saia dos parâmetros de uma visão do mundo liberal e conciliadora" Há que dizer que julgo que o autor é jornalista, sabe do que fala, e dou-lhe razão não o sendo.Labels: Desobediência civil e Não violência, Livros, Não Violência
Ainda em "maré" de rios, e quase a concluir o livro anterior, sem alterar a minha apreciação, embora reconheça o trabalho notável, recebo hoje e já li uma boa parte deste excelente:
que seria um complemento adequado para os 7 rios da posta anterior.
José Manuel Naredo é um economista de referência, em linha com Georgescu-Rögen e a bioeconomia, integrando os valores como deve.
Um livrinho delicioso.
P.S.
E curiosa a informação que em 1990 um litro de água mineral tinha um custo (aos preços actuais de 20 centimos) Não percebo porque não actualizaram os custos aos nossos dias.
Labels: água, Bioeconomia, Naredo, Rios
Um livro que mistura tudo o que faz os rios:
muita estória ou mesmo história, território, populações em movimento, e história são conflitos, religião, territórios em evolução.
Um livro rico, embora com poucas, menções às destruições ambientais, que chegam a parecer um pormenor, quando são a base e a vida dos rios.
Labels: Livros novos, Venda Livros
O Olho Vivo, O.I.E., Observatório Ibérico Energia, tem estado paralisado devido a ataque informático. Aqui o venho informar, dadas muitas perguntas.
Labels: O.I.E., Observatório Ibérico Energia, olho vivo
Comi, ou melhor bebi, uma gaspacho alentejano magnífico acompanhado com joaquinzinhos, na Cozinha da Carmo, em Évora e chegado a Lisboa estou a acabar de ler este livro testamento de Julian Barnes:
é, como outros livros dele, um livro engraçado, e que nos faz meditar sobre a manipulação da língua e da linguagem...
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