No dia 18, a partir das 7 horas iniciámos o passeio à Contenda e especialnente a visita à Tomina. Aqui o grupo e deixo uma pergunta, onde está o Samuel?
O meu amigo Fernando tinha interesse sobretudo no antigo convento, hoje e cada vez mais (há 12 ou 15 anos que aqui não vinha e está muito pior!) cada vez mais destroço. Há que dizer que o proprietário, quem nem classifico dado ser meu primo muy lejano!, um cavalgadura (não é classificação!), o deixa cair e só usa estilizado para promocionar os seus vinhos.
Ao pé vimos o estado delabrado deste e da ex-torre sineira:
a entrar neste vimos um raposo, grande era!Aqui noutro enquadramento:
A visita foi guiada, com amizade e enorme competência pelo gestor desta Herdade, Pedro Rocha, que no final no Monte do 25 nos deu com refrescos mais explicações.
Acabámos esta sessão no Arcada, em Safara onde almoçámos de assobio, if you know what I mean.
Labels: Arcada, Convento da Tomina, Herdade da Contenda
Foi anteontem com uma assistência de mais de 100 pessoas, talvez 120 ou 130 que foi apresentado o livro, aqui referenciado, da António Chamizo.
Um livro destinado a grande sucesso, o autor ficou com a mão dormente dac muitas dezenas de assinaturas.
Aqui uma foto da assistência, ao fundo os artistas na mesa:
Vou estar nesta apresentação:
aqui:nesse mesmo dia pelas 8 da manhã irei com uns amigos, da editora e o autor, e com o apoio da direcção da mesma, visitar a Herdade da Contenda, onde se passa parte do livro, e a Tomina.
E estarei fora até dia 20.
Labels: Bandoleiros e Contrabandistas, Chamizo, Convento da Tomina
É, um dos muitos é certo, um dos meus favoritos:
Esta é uma das referências, que desconheço, deste simpático livrinho:
https://fr.wikipedia.org/wiki/Cath%C3%A9drale_Notre-Dame_de_Chartres
e esta, também me surpreendeu:
https://en.wikipedia.org/wiki/
e de assinalar o excelente, excelente mesmo, texto sobre Viena, escrito em 1940 e o delicioso sobre Sevilha de 1919.
Um livro que me deixou...
muito desiludido. Sem referências, uma escrita quase adolescente. De um lado o certo de outro o incerto.
Este livro está no meio.
Mais um número da Quercus, cheio de informações e artigos de muito interesse:
Labels: O.I.E., revista Quercus
Conheço-a e tenho-lhe estima.
além do estilo original e único dos bonecos tem arguto sentido político e vai directa ao alvo.Este vem muito a propósito do tema da minha conversa de dia 18....
Labels: Fonteiras, Humanidade
Hoje estive em Campo Maior.
Sou de opinião que há demasiadas flores bancas:
mas há sempre um ou outro imprevisto a dar lhes outra cor:
e a rua onde nasceu Azinhais Nabeiro está esplendorosa:
Labels: Campo Maior, Festas do Povo
O orvalho da manhã
de Graça Castanheira*
O orvalho forma-se enquanto dormimos. É esse o pormenor que o torna quase secreto: chega quando ninguém o vê chegar, na descida da temperatura antes do amanhecer, quando o ar deixa de conseguir segurar a água que traz suspensa e a devolve, gota a gota, às superfícies mais frias. Não cai do céu; condensa-se a partir da atmosfera, sobe das folhas e volta a pousar nelas, uma película é depositada sobre a erva, as teias, o metal de uma cancela, as costas imóveis de um insecto à espera do sol. De madrugada, encontramos tudo coberto por essa transpiração da terra, prova de que a noite foi sufientemente fresca. Há nisto uma mecânica delicada, quase uma cortesia física. O orvalho pede que exista uma diferença signicativa entre o calor do dia e o frio das horas escuras. Precisa desse contraste como quem precisa de uma inspiração antes de falar. E, quando se forma, alimenta sem alarde: sacia as abelhas antes do primeiro voo, é a humidade em que os caracóis se movimentam, a água que certas plantas absorvem pela folhagem. Um sistema inteiro de pequenas vidas organiza o horário em torno desta hora molhada. Mas todo este equilíbrio, que só se mantém enquanto tudo se move e coincide, assenta num pressuposto que o século XXI já não cumpre: o de que a noite, de facto, arrefeça.
Nas actuais ondas de calor, as temperaturas nocturnas não descem abaixo dos vinte graus, e o ar, quente a noite toda, guarda para si a água que devia devolver. Sem o arrefecimento nem a humidade da madrugada, a vegetação não se hidrata, e uma mata que amanhece seca arde melhor de dia: basta o vento, uma trovoada seca, uma faísca, para o fogo se agigantar. O que arde deixa de segurar a terra, e a terra que se solta assoreia os cursos de água, e os cursos de água que baixam aquecem mais depressa — cada perda a empurrar a seguinte, num terrível empilhamento, pleno de consequências.
O cerco aperta: a próxima peça a cair é a mais poderosa que julgamos possuir. Em Julho de 2025, várias centrais nucleares em França e na Suíça foram forçadas a parar ou reduzir a produção quando o calor elevou a temperatura dos rios acima dos limites regulatórios de refrigeração, e repetiu-se agora, no Verão de 2026, com pelo menos dez reactores desligados ou com potência reduzida na Europa devido às ondas de calor e aos níveis criticamente baixos dos rios. Em muitos casos as centrais pararam não porque o reactor corresse perigo, mas para proteger os ecossistemas — a água quente devolvida mataria toda a vida do rio. A central nuclear é, no imaginário do século XX, o próprio símbolo do domínio humano sobre a natureza. O átomo, esse fogo que julgávamos ter roubado aos deuses e vergado à nossa vontade, apaga-se porque depende afinal do caudal de um rio. Na Roménia, a marinha dinamita o leito do Danúbio para o obrigar a correr; na Hungria, o mesmo rio, em mínimos históricos, obriga a desligar a única central nuclear do país. Prometeu esqueceu-se de roubar a água também.
Já não é preciso imaginar a distopia. Chegámos aqui por insensibilidade, por falta de delicadeza perante factores observáveis como o desaparecimento do orvalho da manhã. Convém resistir à tentação de fazer um ajuste de contas — até porque a surdez foi de muitos. Seria fácil, e talvez até merecido, ir buscar um a um os que ainda ontem chamavam propaganda ou exagero à urgência climática, e perguntar-lhes o que dizem agora, perante toda a evidência. Mas suspeito que os veremos sobre- tudo a beber água — a que ainda houver — para fazer descer o enorme sapo que vão ter de engolir.
*Há muitos anos fez a edição e alguns bonecos para um livro meu e & sobre estórias da nuclear
Texto que tive que editar devido à desformatação da cópia. Aproveitei para corrigir algumas gralhas
Labels: Graça Castanheira, Orvalho
Hoje um velho amigo envia-me um texto, sobre o desespero ambiental e o ilustra com
e a sua tirada favorita sobre o céu nos cair nas cabeças.Gostava regularmente destes personagens e lamento que hoje parem nas mãos de ganhócios sem escrúpulos, sem respeito pelos autores, que já tinham vendido os direitos é certo.
Sem qualquer graça os imitadores mesmo quando bons na cópia do desenho. As histórias deslustram qualquer dos originais.
Mas hoje foi, outro dia triste. A vida continua a deixar-nos de rastos, mesmo quando o céu não nos caí nas cabeças e mesmo que não estamos sobre o escudo de Vercingétorix.
Labels: bds
Os burrinhos são muito curiosos e sociáveis. Estes da minha amiga Mila Riem, e enviados pela minha querida Aninhas:
Irei em breve:
https://osmeustrilhos.pt/flores-de-papel-nas-festas-do-povo-de-campo-maior/
não há nada que substitua o vivo. Estive lá creio que há 11 anos, quando das últimas.
Fiquei "astonished" . Ora depois vos direi.
Labels: Campo Maior, Flores