Hoje, estou triste. O Bairro do Amor desvanece-se...
E leio, como faço sempre:
É um erro confundir opinião com conhecimento. Há antagonismo entre opinião e verdade.
Although the politically most relevant truths are factual. the conflict between truth and politics was first discovered and articulated with respect to rational truth. The opposite of a rationally true statement is either error and ignorance, as in the sciences, or illusion and opinion, as in philosophy. Deliberate falsehood, the plain lie, plays its role only in the domain of factual statements, and it seems significant, and rather odd, that in the long debate about this antagonism of truth and politics, from Plato to Hobbes, no one, apparently, ever believed that organized lying, as we know it today, could be an adequate weapon against truth.
the form of "rhetoric," by which the demagogue as we would say today persuades the multitude.
Traces of this original conflict can still be found in the earlier stages of the modern age, though hardly in the world we live in. In Hobbes, for instance, we still read of an opposition of two "contrary faculties": "solid reasoning" and "powerful eloquence" the former being grounded upon principles of truth, the other upon opinions ... and the passions and interests of men, which are different and mutable?
"Let each man say what he deems truth and let truth itself be commended unto God" would have plainly signified, Man is not capable of truth, all his truths are mere opinions.
de Hannah Arendt
Labels: Hannah Arendt
Conheci o Jorge, assim:
no ínicio dos 80. Tivemos relacionamentos amistosos, sou amigo da Graça Lamy, mãe do Vicente (que era para ser Castor!) desde o liceu françês e convivi com eles os dois em Paris, onde o Jorge ganhava a vida no metro. Voltámo-nos a ver e partilhar tempos em Lisboa, e num inolvidável jantar em casa da Graça. Depois da separação fomo-nos vendo e sempre com a ternura dos tempos. Hoje partiu. Ficará sempre nos tempos, nas músicas, nos poemas e nos interstícios.Labels: Jorge Palma
Aqui se pode ver "Los Refugiados de Barrancos":
https://morrimer.com/documentales/los-refugiados-de-barrancos/
excelente documental sobre a empatia e a resistência
Labels: Barrancos, refugiados
Hoje estive na sessão comemorativa dos 90 anos. Foi uma cerimónia"bonita!" e sentida.
Em vez de pesporrer sobre a mesma aqui trago de blog amigo:
https://estadodebarrancos.blogspot.com/search/label/Campo%20de%20Refugiados
onde além de texto que Dulce Simões apresentou temos alguma estória.
Labels: Estado de Barrancos, Fronteiras, refugiados
Não tenho a mínima dúvida que é um dos melhores livros de "doutrina" e teoria política de todos os tempos, além de "ilustres" preceitos morais e éticos.
Claro aqui e ali disfarçados de pseudo-contos para crianças.
A tradução e prólogo são de uma mulher maior que a vida, infelizmente muito esquecida, Clara Campoamor.
Do prólogo:
Labels: Esopo, literatura, política
Hoje somos surpreendido por uma nova DANA, ora mais pequena, mas já com vítimas mortais e grandes prejuízos.
Não há como estudar, compreender, corrigir e procurar gerir o território integrando a paisagem e o que faz parte dela, os caminhos da água, também chamados rios, mesmo quando eles não estão lá.
Acabadas as revistas (abaixo) e tratadas as questões em curso, assinar com a chave móvel o documento para legalizar o Vamos e prescindido dos dividendos absurdos da Cooperativa Coopérnico (não sei que ideia disparatada foi essa) e tratadas duas ou três questões locais, mergulho no rio:
de três cátedras.Labels: ordenamento do território, Rios, Território
Já andei por seis ou sete partidos, embora na verdade dois ou três nem o eram mas simples grupelhos. Os outros também pouco mais que isso, salvo o Partito. Na verdade, participei em 9 ou 11 congressos dos outros 3, e estive na direcção política de dois e fui assistente europeu parlamentar de outro (Partito Radicale).
Mas não acredito na forma partido, nos seus esquemas organizativos e tenho sérias dúvidas, como sabem os que me acompanham sobre o sistema de representação, e a super-estrutura que o forja e rodeia.
Gosto de grupos de cidadãos e lógicas sociais e cooperativas, inclusivé a concorrerem à representação autárquica, da qual acho que os partidos deveriam ser excluídos.
Envolvi-me sobretudo nos partidos onde tive responsabilidades e apresentei em 2 deles moções de desintegração (ou re-integração) nos congressos com propostas, num com 1/3 dos votos e noutro com 45%, infelizmente eles deram no que deram....
Do que gosto mesmo é de um partido não partido, de causas e com objectivos estabelecidos! em base anual, e com convenções sem delegação em que todos os membros possam participar ( e não me venham com a treta de que são muitos....sabemos que a participação nunca ultrapassa os 10% dos membros!). E de uma boa discussão. E de alteração dos discursos,
Mas vejo a nossa situação com grande apreensão. Tenho andado pelo país a semear dúvidas e incertezas sobretudo contra as ideias e conteúdos da extrema direita, mas também contra os que com ela são complacentes. E a realidade vai ganhando contra a ficção dos energúmenos. Quem viveu o glorioso 25 não pode ter outra posição.
Tenho que dizer das dúvidas que o programa aqui ( no link) apresentado me inspira, sou cada vez mais radical nos princípios e crítico dos discursos e sua prática dominantes e da linguagem moldada. E não vejo quem equacione a lógica da entropia no quadro da situação da economia e seja capaz de construir novas lógicas sociais. E que defenda propostas de roptura, talvez com medo de de outras palavras.
E acho que ser complacente, por exemplo, com opções de destruição do território não é um bom início....
Mas assinei, e darei contributos. E venho convidar a malta a assinar, não compromete e ajuda a mais rápido constituir mais este.
tenho, como sabem estima e amizades que valorizo, e muitas dessas estão por aqui. Com alguns destes membros tenho trabalhado e obtido mais valias e entendimentos o que muito valorizo. E sei que podemos discordar e acordar com a mesma confiança.
Conheço alguns passados onde convergimos e espero com confiança possam continuar-se.
Vamos. Vamos. Vamos.
Cá estão as revistas:
eA Quercus, este mês roça temas áridos e até menos entusiasmantes, mas com outras notícias úteis, mas há que dizer que a substituição do director diminue, e muito, a qualidade. É a vida que continua.
Já o Cañamo está cheio de histórias de grande nível. Para registo e abrir a boca, de espanto e para fumar umas brocas....e de admiração, enquanto se fazem círculos.... e saliento, além da interessante conversa com Jim Belushi (Blues Brothers!) a notável, que deveria ser obrigatória a todos os farsantes políticos que há por aí!, entrevista com Eduardo Hidalgo, onde trespassa a política proibicionista.
Labels: Anti-proibicionismo, Cañamo, revista Quercus
Labels: Boualem Sansal, direitos humanos