Pois enquanto o tal Isaltino papava um dos seus chorudos, no preço e no conteúdo, almoço, ou almoçarada (que eu pago!) alguns porcos dos seus munícipes criaram esta esterqueira:
claro que ele não é responsável deles, esterqueiros, badalhocos, mesmo porcos que deixaram este lixo na via pública, e que deveriam ser responsabilizados, para alguma coisa há-de servir a polícia municipal.Mas acho incacreditável que o almoço não lhe seja indigesto. Ele também tem culpa.
É o único município onde vejo isto, ou parecido todos, todos os dias.
Se disser que o melhor desta revista é a capa, boneco de Leonardo!:
está tudo, tudo dito. Artigos em geral pobres, nem a passo....Labels: Cavalo
Hoje fui ver:
https://indielisboa.com/en/film/para-vivir-the-implacable-time-of-pablo-milanes/
uma excelente autobiografia, em colaboração com o filho, do grande cantautor cubano muito ignorado por estas terras.
Labels: Indie, Pablo Milanés, World Music
Sou, também, um plebeu do Jazz....
este foi hoje, no Indie... um dos grandes nomes desse.Labels: Black Power, jazz, Sun Ra
Não tenho muitas ilusões com o Japão, mas gosto muito do cinema japonês e sou perdido pelos Haikus, como sabem, de muitos, inúmeros autores, assim como tenho o espírito no zen. Lamento que este livro Olhar o Japão pelos Livros, os ignore, quase totalmente, àparte uma referência esconsa num dos capítulos.
O livro tem textos simpáticos e até inovadores, desde logo o da Madalena Eloy, e outros nem tanto pelo menos para mim, que nem leio os escritos em acordês, mas é um trabalho e organização de referência do Eduardo.
Li, também, en passant, e tenho que dizer:Na floresta
Ouvimos o voo da águia
Chove
Sou um apreciador plebeu de vinhos.
Há os que gosto e os que não gosto. Desde logo não gosto da invasão de Syrah que, sobretudo no Alentejo está a destruir o gosto do vinho, uniformizar palatos e a tornar o vinho efeminado e bom para "estrangeiros" que não sabem reconhecer vinhos. É a minha opinião de plebeu. Gosto das nossas castas tradicionais e menos das francesas mais redondas, todas, além do tal mencionado que é uma autêntica droga. Mesmo quando só misturadas.
Também não gosto dos brancos frutados e por isso ontem no casamento da Matilde e do Henrique muito apreciei este, excelente:
de resto sou um plebeu, que me encontro com direito de opinião. Sobre o que como e o que bebo.Labels: Quinta da Boa Esperança, vinho
Chegamos ás 170.000 visitas por mês, e mesmo pensando que metade podem ser aleatórias... temos mais leitores que quase todos os orgãos de informação escrita nacional.
Labels: hegemonia, Liberdade de Imprensa
Um livro importante. Desmascara muitas das fraudes e desmonta o discurso da hegemonia sobre muitas coisas. Remonta à produção da beterraba e à luta contra o escravagismo do, no açucar, Passa pelos crimes, mas quantos mais não foram por essa perpetuados, da Nestlé (o caso contado é sinistro, como outros...), e passa ao dito esverdeamento, hoje tudo tem o labeú dessa cor, mas isto está mais preto que nunca.
A crítica aos ditos verdes políticos, totalmente vendidos ao produtivismo e extractivismo, é radical.
Um livro indispensável para perceber o capitalismo financeiro, e os seus tentáculos sugadores da vida.
Labels: Crescimento, decrescimento, Ecologia política, Tomjo
Irá sair na Gazeta da Beira que estará nas bancas dia 7. Dado o tema ser, também, o 1º de Maio aqui o trago e na edição editada:
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O 1º de Maio é Vermelho
“Que força é essa? amigo, que força é essa?”
Sérgio Godinho
“Mistura a tua voz à voz que se levanta
Das chaminés e dos guindastes.”
Mário Dionísio
I-
1- Estava com uns camaradas a fazer essa pichagem, ou pelo menos assim o recordo. Depois passei por lá e ainda a vi incompleta. Tínhamos tido que fugir, o camarada de vigia dera o alarme. 2 dias depois foi apagada. Depois foi o 25 de Abril.
2- Entrei no Monte Carlo (ao Saldanha) afogueado e com a mochila pesada. O sr. Metralha, que me tinha conhecido nos anos 60, ainda com o meu avô a tomar café, engraxar e ler o jornal, disse-me discretamente “Vá à casa de banho que sirvo-lhe, aqui, um café.” Na casa de banho esvaziei a mochila, já lá estavam outros “destroços” e voltei para o café, já cheio de pides.
3- Antes, talvez em 70, no Pedro Nunes, exame de francês. A professora que me tinha estima (eu vinha do liceu francês) agarra o meu caderno. Um arrepio... ficou a ler... fechou-o, fez-me uma festa na cabeça e segredou-me
“António, tem cuidado.” No meio desse tinha documentos do M.A.E.S.L. (Movimento Associativo Estudantes Secundário de Lisboa)
Estórias mais ou menos reais. O fascismo era a repressão, era a guerra colonial, eram os livros proibidos (que eu comprava, vim a saber quando ele foi preso, ao empregado da tabacaria/bufo que tinha assentado o meu nome e morada) os filmes cheios de cortes (numa sessão à saída fomos identificados por protestos!), a proibição de andar de mão dada com a namorada. As canções proibidas mas cantadas, e tantas, tantas outras coisas, hoje inimagináveis. E a repressão, a prisão, a tortura, a fome, e os mortos. Tantos.
Não esquecemos. Nunca esqueceremos.
II
1- As palavras modificam a realidade. Quando chamam à guerra colonial guerra do ultramar já sabem que é um chegano. Quando chamam aos despedimentos reforma laboral, é outro ou um capitalista iliberal. Quando chamam crescimento à destruição ambiental e à poluição, já sabem de que sem vergonhas estamos a falar. A novi-língua que Orwell tão bem retratou (o P.C.P. chama a Orwell bisca para o desvalorizar, sabemos porquê!) e Kemperer desmascarou analisando a língua do III Reich. Ou melhor as palavras constróiem o presente com que nos querem dominar.
2- A passividade das massas, ou melhor a alienação dessas por via do controle da informação e do poder dos aliciamentos é cada vez maior.
Uma análise do sistema torna a trama que se tece em volta desta entidade amorfa totalmente evidente.
Vejamos o discurso dos média é todo ele pautado pela mesma lógica, induzir, conduzir, moldar todos ao mesmo discurso dominante, veja-se os títulos dos jornais, e muitos jornais são só títulos ou os alinhamentos dos noticiários, todos tem a mesma forma, não permitem qualquer respiro de cidadania. E os comentadores ou locutores, escritos ou orais moldam a mesma massa, que lhes é fornecida seja pelas editorias/censores seja pelos anunciantes ou donos do órgão de comunicação, directa ou indirectamente.
Temos que escavar sobre as notícias para saber os factos e desembaraçar-nos dos comentários que muitas vezes estão induzidos nas notícias, para saber o que se passa, como é a realidade. Vivemos condicionados por todos os lados.
3- Agora uma citação, apócrifa:
As sociedades em que vivemos não funcionam só pelo poder do Estado e das élites económicas mas, também “pelo consenso e consentimento dos governados e dependentes, consenso que é antes de mais estabelecido pelos média. A hegemonia é o sistema de poder e domínio que prevalece não só devido ao governo e aos mercados mas também pela sociedade civil, o nosso modo de vida e a forma como vivemos”. Alienados e dominados pelo discurso hegemónico. A chamada pescadinha de rabo na boca.
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