Hoje somos um gorila de montanha a comiscar, amanhã podemos ser outra coisa qualquer. É a vida...
em auto-retrato.Labels: Auto-retrato, Biodiversidade
O comprei num alfarrábio por uma nota....
e o comecei pelo posfácio, que muito me agradou.Uma análise lúcida e ponderosa do processo da reforma agrária, que vivi dos dois lados.
E lido tenho que dizer da minha admiração, pelo rigor e excelente metodologia. Recuamos 60/90 anos na vida do povo. Os costumes, as lógicas produtivas, os pormenores, são exaustivamente e meticulosamente estudados. É como ver um filme do, no tempo.
Labels: José Cutileiro, Livro, Reforma agrária, Ricos e Pobres
Um filme de grande densidade socio-psicológica e também etnográfico. Representações muito sóbrias e uma boa realização. O tema é importante, o choque entre a ruralidade e as modernidade, com pelo meio as bestas, o ultramontismo e os interesses espúrios.
As imagens iniciais tem fé de explicação.
vi no canal Arte, felizmente com legendas, e com um espanhol perfeitamente compreensível, já o mesmo não posso dizer dos diálogos em francês.Um filme, merecidamente, premiado.
Com tristeza temos conhecimento que essa matou a:
E aqui:
https://www.elsaltodiario.com/obituario/muere-marjane-satrapi-dibujante-autora-persepolis
Labels: Marjane Satrapi, Persepolis
Um livro impressionante, fora só pela enormidade de mortos desta actividade predatória do espaço e da vida. Alternativas? Claro que as há, sempre as houve.
extremamente bem documentado e com pequenas estórias laterais, como a do siluro, quem diria? que enche os rios, ou a descoberta da origem do nome "Chamizo", a estória de Picasso nas minas e a referência a Alexander von Humboldt. E muito interessante o "áparte" sobre a escravatura e a mineria
E registo a referência que só na mineria asturiana há cerca de 5.000 mortos a contabilizar. Das outras talvez mais...Há siluros e siluros.
Também muito interessante este novo conceito, que julgo possível de utilizar noutros sentidos que o desta autora Maria Pilar Burillo:
A demotanasia.
E os donos disto tudo a mandarem. Vamos, vamos resistir.
Labels: Demotanasia, Hijos del Carbón, Livros, mineria
Mais um, dois embustes ambientais:
Embustes ambientais
Hoje em dia vivemos tempos em que acrescentando a qualquer coisa, mesmo a mais insana, a palavra ambiente os próceres dos mídia outorgam-lhe logo um valor incomensurável, sem a mínima investigação, sem qualquer confronto de ideias.
Hoje vimos aqui denunciar dois embustes ambientais, duas fraudes que nos vão custar muito, muito caro.
I-Vejamos em primeiro vamos falar de um roubo:
1-Com as alterações climáticas essas sim em curso indesmentível, o padrão das ondas e o comportamento das marés assim como o das correntes oceânicas e o AMOC que é “um sistema vital de correntes oceânicas que funciona como uma passadeira rolante gigante, transportando água quente e salgada da zona equatorial em direcção ao norte e trazendo águas profundas e frias para o sul sendo que o seu colapso ou enfraquecimento pode causar um resfriamento abrupto com invernos rigorosos na Europa, chuvas extremas, subida desigual do nível do mar e secas severas noutras partes do mundo.” Isso com impactos significativos no arrastamento das areias das ainda praias.
2-Com a continuação da construção de barragens e a nula implosão, ou desmantelamento das já ociosas, a quantidade de areia que chega à costa e alimentaria as praias também se reduz significativamente. E com a continuação de construções nas dunas que protegem as praias e a delapidação também dos areais para matéria prima para construção essas vão sendo mais atacadas.
Portanto para actuar e tentar manter areias nas praias é necessário agir nestes dois factores.
Procurar diminuir o impacto das alterações climáticas e defender as dunas e áreas de suporte destas e mitigar os impactos das barragens na diminuição dos materiais que chegam à foz.
3- Pois em vez disso o Estado Português, e sem qualquer estudo do impacto ambiental de tal nos fundos oceânicos e nas matérias vivas desse vai gastar quase 15 milhões de euros para retirar um milhão e meio de metros cúbicos, equivalente a 2 toneladas, para colocar areia em 37 kms de praias só no Algarve.
Os riscos são muitos aos já enumerados acresce, segundo cientistas a afectação dos fundos marinhos a modificação das correntes naturais da costa.
Tudo para alimentar os predadores, ora chamados turistas, com um bocadinho de areia. Para o ano o ciclo repete-se. Até quando continuaremos com falsas soluções?
II- E depois de uma vigarice, outro embuste.
1-Fui um dos pioneiros da reciclagem em Portugal, colaborei nos primeiros documentos de apoio a essa, dei aulas sobre a economia dessa, e sobre as lógicas de recuperação de materiais, e escrevi livros sobre os vários Rs.
Pois tenho que dizer que continua tudo a ser mal feito. Pouca informação aos cidadãos e trabalho negligente, muito negligente na maioria, em quase todas as autarquias.
E o governo central lava (lavará?) daí as suas mãos salvo quando se dispõe a financiar embustes com o da caixa em foto.
Haveria, se houvera jornalismo independente, que averiguar quem contratou e a quem a produção destes caixotes* e quantos e com que lógica de instalação (já viram que só grandes superfícies os podem ter, lá se vai o merceeiro ou o pequeno negócio ao fundo)? Quem paga o transporte de um lado para o outro? E dado que se mistura plástico com metal quem faz separação e onde? E alguém que nos explique se aquilo é para reutilizar ou é como acontece normalmente vai tudo para o mesmo aterro ou para fazer bibelots?
É que se for para reutilizar melhor fora o sistema de tara recuperada e não um papelito que induz a mais consumo e que já pagámos. E se o plástico, in limite, pode ser reutilizado (a sua % de recuperação em reciclagem anda pelos 10%) já os metais só se inventarem.
Saber quem, quem, quem e como, seria uma boa ideia. O ambiente ganharia era em implementar sistemas de recuperação eficazes e sobretudo em reduzir o plástico nas embalagens, o que certamente não irá acontecer com estes “vóltas”.
Dizem-me que prevêem *3.000 numa primeira fase. Esperem e vão ver quanto tempo irão durar. E nós, nós a pagar as inutilidades e alguém a empochar.
Voltaremos ao tema.
Aqui, o monstro, do seu melhor lado:
e aqui:
Labels: Embustes ambientais, Gazeta da Beira, reciclagem, Voltia
Julgo que foi Domingo que aqui em Canas de Senhorim:
comi uma chanfana de arregalar a língua!Labels: restaurantes, Zé Pataco