insignificante
Thursday, February 05, 2026
 

 Serafim Riem, um imortal do nosso ambiente

Não há palavras para dizer da tristeza, tristeza é certo preparada nos últimos dias, pelo passamento de uma alma enorme das nossas lutas ambientais.Não posso deixar de mencionar alguns dados pessoais do nosso interface. Julgo que conheci o Serafim pouco depois do acto heróico dele de se amarrar a um carvalho para evitar a destruição de uma mata endógena. Não havia televisão e o que o salvou foi uma camarada que simulou estar a filmar e parou a retroescavadora. Essa acção valeu-lhe a expulsão da organização que fundou, a Quercus que condenava esses actos fora das “instituições”, mas a minha amizade e oferta para testemunha de defesa, quando outros recusaram.

 Cimentámos a nossa amizade com a organização entre ainda a Quercus e os Amigos da Terra de um grandioso jantar de incentivo às acções ambientais de Carlos Pimenta. O jantar reuniu para cima de 400 pessoas, na Casa do Alentejo, e alterou o paradigma da protecção da natureza e da relação entre os seus expoentes.

Continuámos, o Serafim sempre mais passarinheiro, amigo das grandes aves e claro também das pequenas, os dois contra as plantações extremes de eucaliptos, os grandes projectos destruidores da natureza, então como agora, e contra o Alqueva, que se vê hoje o desastre que é.

Andámos pelo Alentejo, onde ele assentou em Castelo de Vide, e organizou, com a ADENEX, muitas actividades de defesa do nosso património comum. Salvámos andorinhas e andorinhões, abutres e outros.

E também acompanhou, directa ou indirectamente a luta contra Almaraz onde representei a associação que ele também criou a FAPAS, (e da qual também viria a ser afastado), no Conselho Ibérico e no Movimento Anti-nuclear.

O Serafim foi também, até profissionalmente, um impulsionador da conservação e manutenção das árvores e estruturas vegetais urbanas e era um grande gastrónomo, prefaciou um livro meu “Comendo Ambientes”, e depois da desventura da FAPAS criou uma organização a IRIS, com velhos amigos, que salvo a sua dimensão mais regional, poderia, poderá ser a organização radical que o ambiente português necessita, porque haverá sempre “urtigas” no nosso caminho, a IRIS.

Escrevo sobre o Serafim e estou a escrever sobre nós, as grandes conversas e discussões, algumas vezes ferozes, e de algumas delas me arrependo, mas que sempre mantiveram a nossa amizade. Recordo a dos Alimentadores de Abutres e Disparates Ambientais, os continuo a considerar assim, bem com absolutamente necessários, para a protecção da espécie, dizia-me GRT acabámos com processos naturais os temos ora que corrigir. Recordo também as renováveis onde fomos aproximando posições, nada é inocente na nossa acção industrial.

O Serafim vai-nos fazer muita falta. O seu espírito, teimoso e indomável, a sua ponderação e radicalidade, a sua visão de águia e acção, também, de minhoca.

O Serafim não morreu, a sua alma e acção seguem com a IRIS, com as organizações de que se afastou e com o empenho de todos os que continuam a defender a vida em toda a sua complexidade.

 

 

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Wednesday, February 04, 2026
  Acordai - Coro de Câmara Lisboa Cantat, Teresa Salgueiro & Lusitânia Ens...

Conheci bem o António José Seguro, na altura ainda Tó Zé, tivemos uma relação amistosa e ainda hoje lhe mantenho estima.

Será um Presidente em linha com o espero que comactual, menos fala de tudo e de nada, mas o copiará, no fundamental.

Não irei votar, só votei três vezes em dois candidatos, em duas eleições, embora tenha feito campanha contra outros dois, com sucesso.

Sou contra o actual sistema semi-presidencialista, defendo uma república parlamentar mas concedo que houvesse um presidente eleito pelo voto de autarcas, pelos membros da Assembleia Municipal, que também defendo com lógica espanhola, como único órgão dos municípios.

Um outro sistema político, outra lógica de organização social e o fim destas, destas macacadas eleitorais.

Mas aconselho quem me pergunta e não é sensível ao meu argumentário a votar Seguro. Fascismo nunca mais, e tenho as maiores dúvidas que, a não ser por golpes e tramóias, esse alguma vez volte a ser poder, entre nós.

Mas o seu discurso, racista, marialva, homofóbico, machista, xenófobo, contrário aos direitos civis vai alastrando e pior vai contaminando toda a sociedade e toda a classe política, salvo honrosas excepções.

Domingo vamos eleger António José Seguro, pelo menos dá-nos a garantia que o Estado de Direito continua. 

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 Depois de um lanche com o António e a Mara tenho a oportunidade de ler este "engraçado" livro, escrito, parece, que de um folgo, sem respirar. Lembra algum dadaísmo e sem dúvida mergulha no surrealismo.

Um livro que é importante para os nossos dias, em que a palavra é desvalorizada e as novas tecnologias destróiem a capacidade de com elas se construirem discursos e sentidos. 

a operação papagaio, há a operação papagaio.

Esta aqui:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Papagaio 

e outras que muito nos divertiram em momentos em que era mais fácil chorar.

 

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Monday, February 02, 2026
 

 Um livro de alta qualidade e que sem demagogia nos mostra os horrores e belezas das minas:

a faixa pirítica, espanhola e seis casos, e também um pouco da história desta.

Fotos fantásticas.

Com um DVD que irei ver....
 

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 Segredos, manipulações e mentiras

Essa é a história da nuclear. Desde o seu início. Nasceu com a guerra. Cresceu com segredos, manipulações, mentiras e mortos, muitos, muitos mortos

Vou descrever alguns acidentes ou incidentes nucleares, na Península Ibérica ou nos envolvendo, que causaram muitos, muitos desses, alguns nunca determinados na relação causa efeitos. Não creio em bruxas mas como se diz aqui ao lado, pelas espanhas, “que las hay, hay!”

1-    Vou começar pela história do grave, gravíssimo acidente em Vandellós.

O hidrogéneo que refrigera o alternador incendiou-se e perderam-se os turbosoplantes 1 e 2 (motores a jacto com um grande ventilador frontal que arrefece o reactor) e os defeitos de isolamento produzidos nos 3 e 4 provocaram o disparo das caldeiras auxiliares, a sala de comando ficou afectada por fumo denso, a rede de altifalantes, megafonia, assim como a central telefónica que ficou inutilizada (não havia telemóveis). Como nos diz um dos trabalhadores (que salvaram a situação!) ”nunca saberemos o que se teria passado se se tivesse perdido totalmente a refrigeração do núcleo do reactor... a subida de temperatura e a fusão do núcleo, a ruptura do contendor que o alojava e possivelmente a ignição da grafite do reactor” ... e boum, outro Chernobyl!

Mas essa estória é colocada debaixo do tapete, chamar a atenção para o risco, para o facto de uma nuclear não ser uma fábrica de conservas de sardinhas, mas algo de grande, grande risco e perigo, e para o esforço inacreditável dos trabalhadores para dominar o incêndio e a inundação, e reconhecer o mérito e valentia destes não passa pelos executivos e pelo poder político.

Só agora graças ao trabalho de levantamento feito por Julio Pérez Sanz (“Los Héroes Silenciados de Vandellós” Editorial Círculo Rojo), funcionário reformado do Conselho de Segurança Nuclear (que também é responsável por estas omissões) e membro da ASTECSN (Asociación Profesional de Técnicos en Seguridad Nuclear y Protección Radiológica) é que se sabe da iminência de um desastre de enormes proporções e do que devemos ao labor e sacrifício dos trabalhadores da central (que mesmo os que estavam de folga acorreram a ajudar a combater o incêndio e a inundação).

Se não fora o empenho, e o sacrifício até à exaustão das dezenas de trabalhadores, sem uma pauta, sem instruções centrais, sem um plano, que se dispuseram ao maior e titânico esforço hoje, como cito “Estábamos alli para que esto no se borrara del mapa como Chernobyl, pero em fin, gracias a Dios no pasó nada”. Ou seja só por uma conjugação aleatória de factores não houve fusão do reactor.

2-    A península já esteve, também, à beira de Hiroxima. Em 1966 os U.S.A. aqui lançaram 4, quatro artefactos nucleares, 4 bombas, acidentalmente. Caíram em Palomares (Almeria). É certo que não estavam activadas, mas 2 rebentaram e o plutónio que continham espalhou-se. Além dos tripulantes do bombardeiro que chocou com uma pequena aeronave de abastecimento, não se sabe (porque os estudos nunca, nunca, foram divulgados) quantos mortos e contaminados houve em terra. Já no mar gastaram-se milhões para recuperar uma das bombas que aí caiu. Merecia um filme esta estória. Até se viu, ridículo, o ministro Fraga Iribarne e outros próceres do franquismo a tomar banho nessa zona, para sossegar os “ganhócios”...sobretudo o turismo.

Ainda hoje soldados americanos, que sem qualquer protecção recolheram resíduos, protestam por apoios ou estão mortos por leucemias e cancros, e os solos continuam altamente contaminados.

E continua por fazer um levantamento de todas as zonas radioactivamente contaminadas em Espanha...(ver também o ponto 5 deste texto, outro enorme acidente nuclear.)

3-    Em Zaragoza, outro acidente metido para debaixo do tapete, que me recorda os trágicos eventos de Goiana, em 1987, no qual morreram, registadas 104 pessoas e há 1600 contaminados. Ignora-se quantos não terão morrido, pelo manuseamento por populares de resíduos hospitalares radioactivos.

Pois em Zaragoza estão registados cerca de 30 mortos devido a mau funcionamento radiológico. Conto em 1990, em 19 de Dezembro de 1990 o Conselho de Segurança Nuclear realizou a revisão anual, que se havia atrasado 6 meses e descobriu uma anomalia na potência no acelerador de electrões. Só ordenou a sua paragem 4 dias depois....

A empresa nuclear General Electric foi condenada a indemnizar em 15 milhões de pesetas cada família, mas os atingidos pelo deficiente  funcionamento destes instrumentos já cá não estavam. A radioactividade mata.

4-    E mais esta, em Maio de 1998 na empresa ACERINOX, no Campo  de Gibraltar fundiu-se uma cápsula metálica em cujo interior havia uma fonte radioactiva de Cesio 137. Estava em sucata de aço inoxidável importado dos U.S.A., foi chamado o C.S.N. e o resultado é o sabido, embora 6 trabalhadores apresentassem resíduos radioactivos.  E a fábrica esteve parada mais de 4 meses. A história não acaba aqui, a centenas de metros de Huelva, nas marismas, a Greenpeace identificou isótopos radioactivos de Césio 137, procedentes de mais de 7.000 toneladas desse acidente que aí se enterraram contaminando também os rios Odiel e Tinto. (A nuvem radioactiva resultante deste acidente percorreu a Europa, e este caso não acaba aqui. Faz lembrar o teflon, que incorpora resíduos dos lançamentos nucleares na atmosfera, e onde comemos.

5-    Entre Setembro de 1973 e Julho de 1974, restos de um acidente num pequeno reactor experimental que a Junta de Energía Nuclear tinha em Madrid foram depositados nas antigas minas de urânio de La Haba, em Badajoz. E no ano 1990, mais 323 bidons e em 1992 e 1993 outros 577 bidons procedentes do CIEMAT (Centro de Investigaciones Energéticas, Medioambientales y Tecnológicas) que continham ''escombros, substâncias nucleares, materiais radioactivos e minerais de uránio''. A contaminação, que foi vertida no Manzanares, afluente do Jarama e este do Tejo chegou até à foz deste e ainda hoje os campos de Toledo tem altos níveis radiológicos. Em Portugal tivemos um desses reactores em Sacavém, felizmente não há registos. Foi desmantelado e os seus resíduos foram de volta para os U.S.A. mas seria útil fazer um levantamento da situação....

6-    Muitos já o esqueceram. Muitas guerras têm passado e essa nos Balcãs foi a primeira em que foi utilizado urânio empobrecido no armamento utilizado. Ignoro se tal prática continua. Um militar português morreu devido a ter estado em contacto com esse armamento e muitos foram contaminados. Ainda hoje as zonas onde esse urânio foi utilizado apresentam elevadas taxas de cancros e leucemias.

7-    Urgeiriça. Aqui começou tudo. A bomba de Hiroxima é provável que tivesse material desta mina. Se não foi com o dela, que o Little Boy (bomba que arrasou Hiroxima!) foi feito, como diz o lobo, foram as suas sucessoras.

Mas o que é facto é que largas dezenas de trabalhadores e seus familiares foram afectados pela extracção, sem condições nem a mínima protecção contra este minério, nesta zona. Muitos faleceram, muitos ainda carregam o ónus deste trabalho sem outro sentido que não a inutilidade da bomba e as centrais mais poluidoras e mais caras do mundo para aquecer água a partir da fissão nuclear.

Os brasileiros as chamam chaleiras.

8-    Na Península, temos centenas de incidentes, dezenas foram classificados na lista de incidentes graves em centrais nucleares da INES (Escala Internacional de Eventos/ Acontecimentos Nucleares e Radiológicos, que vai de 0 a 7, o 0 já é considerado!), Almaraz é a recordista. Na Península temos locais altamente contaminados. Palomares, Urgeiriça, El Cabril (local em Córdoba, onde se acumulam resíduos de pequena e média actividade radioactiva), em todos esses locais deve haver vigilância, monitorização e cuidados com a vida dos residentes e dos trabalhadores ou ex-trabalhadores.

E não esqueçamos os fundos marinhos, entre a Galiza e os Açores onde foram depositados e filmados rotos bidons de resíduos altamente radioactivos. Em todos esses locais deve haver vigilância, monitorização e cuidados com a vida dos residentes e dos trabalhadores.

E também nos Açores, na ilha Terceira, na Base das Lajes, estiveram armazenadas armas nucleares e registou-se, ou melhor regista-se contaminação de solos.

9-    Ainda Almaraz. Acabámos de editar o livro “ Amanecer Sin Almaraz” edição da ADENEX, com coordenação de José Maria González Mason (Chema) com quase trezentas páginas, além de alguns artigos de opinião. Conta-nos ano por ano desde 1981 até 2025, ano por ano todos os acidentes ou incidente que ocorreram. Estarrecedor, muitos estão no listado INES muitos, quase todos os denunciámos. A história da nossa oposição, ibérica, a estas centrais merece muitos livros. Este é um verdadeiro compêndio. Fundamental.

10-                 A nuclear é a pedra de toque do ecologismo, articula-se com tudo. A poluição do berço ao excreta, química e radioactiva. E os resíduos, sem solução, sem nenhuma solução, quando nos anos 50 a anunciavam para amanhã, nunca mais chega. A economia, não é capaz de subsistir em mercado aberto, os custos só se podem manter com muitos, muitos subsídios e trapaças. Socialmente é recusada, quando há informação, quando há transparência, é desprezada a todos os níveis.

E politicamente é um projecto de sociedade sinistro, de vigilância, de        policiamento, de risco permanente, de Estados policiais. E corresponde a um paradigma um padrão de destruição da vida e da biodiversidade, por sugestionar uma lógica de crescimento, mais crescimento, mais produção, sem prever as consequências, sem futuro.

A nuclear é o contrário da suficiência próspera que defendemos.

E não serve de nada para lutar contra as alterações climáticas, mas esse é tema para outra prosa.

Nota final:

Todos estes pontos são abordados em alguns dos nossos livros ou edições, e todos eles podem ser encontrados em busca na Wikipédia.

Deixámos de lado, por razões operativas outros casos como El Hondon, em Cartagena, da Fertiberia, em Rio Tinto, ou em Flix, Tarragona, todos eles deveriam estar no inventário dos solos contaminados que há mais de 25 anos as autoridades espanholas deveriam fazer.

Também deixámos no tinteiro locais que foram de risco, Ferrel, Nisa, Zahinos, Retortillo, Sayago, Valdecaballeros, Cuenca (Villar de Cañas), Aldeadávila de la Ribera e outros, onde graças à oposição popular, empenho de diversos expoentes e envolvimento ecologista não se concretaram as possibilidades de incidentes ou acidentes radiológicos e radioactivos. Hoje estão registados em livros e filmes e constituem marcos de momentos exemplares.

Este trabalho tem muitos colaboradores mas não posso deixar de mencionar o nosso amigo Chema, que contribuiu com muitos dados. Os que estão em falta são inteiramente da minha responsabilidade, assim como algum erro ou falha.


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Sunday, February 01, 2026
 

 Obras em casa é o pior que há... depois do meu amigo albanil sair leio este:


 gosto do Julian Barnes e sou relativamente ignorante em Flaubert, este livro é como que uma imersão na vida e obra deste.

"O maior sonho da democracia é elevar o proletariado ao nível de estupidez da burguesia" 

e

"Absinto: veneno extraordinariamente violento, um só copo e podes morrer. É o que bebem sempre  os jornalistas quando escrevem os seus artigos . Já mataram mais soldados que os beduínos"

são duas citações exemplares e directas ao alvo do artista. 

O livro é uma narrativa descontinuo da vida do artista, passa pelo papagaio e por muito mais. Altamente. 

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Saturday, January 31, 2026
 


 Desde os tribunais da chamada Santa Inquisição (desde sempre, de facto!) que a justiça serve interesses e está ao serviço dos poderosos. Foi, talvez, o único poder que ficou inabalável com o 25 de Abril, claro não conto as corporações militares e policiais, que se bem que modificadas por algum tempo nos seus comandos sempre prosseguiram as suas funções de braços da repressão. No caso do poder judicial, além da vergonha que foi a integração, como se não fossem criminosos, dos juízes dos tribunais plenário no quadro do sistema, outros tantos deveriam ter visto a porta e sido presos e julgados.

O Ministério Público foi moldado ao poder e os juízes continuaram a viver na irresponsabilidade.

O pode é que manda. 

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Thursday, January 29, 2026
  "Nós tenemos muitos nabos" - Galandum Galundaina

Não gosto de nabos, mas destes sim, de Miranda, dos burrinhos, do espaço, das gastronomias, e que saudades, menos dos nabos. 

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IKEA, uma fraude, em curso.

Comprei uma mobília no dito. Ficaram de me entregar hoje, paguei 70 euros para isso. Disse e ficou registado que as ruas  de Barrancos eram estreitas e que havia uma alternativa, ficou registado. Era para me fazerem a entrega entre as 9 e as 13.

Pela 13, 30 ligo e dizem-me que estava a caminho. Pelas 15.30 dizem-me que estão a chegar. Pelas 17 horas dizem-me que não podem fazer a entrega. Telefono novamente dizem-me que não poderam dar a volta... e nem sequer ligaram para lhes dizer a alternativa. Perdi dois dias de trabalho e agora queriam re-agendar para daqui a uma semana... mas tenho obras em casa sábado e queria montar a mobília agora.

Disseram que iriam devolver o dinheiro daqui... a 15 dias.

É uma empresa que contrata uma distribuidora de irresponsáveis, negligentes e mal-criados. Irei protestar pessoalmente e no livro de reclamações... e IKEA só em total "détresse".

E também acho inqualificável o tempo do reembolso.... irei acompanhar.

Os prejuízos ninguém mos tira, 

 

 

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 Sou um velho libertário, social e ambientalmente empenhado, não desdenhando relacionar-me, e mesmo frequentar partidos políticos, desde que democráticos (é um non sense haver partidos políticos, que são estruturas para concorrer a eleições num quadro de democracia liberal, não democráticos, deveriam pura e simplesmente ser ilegalizados ou a democracia está a cravar uma faca no  seu fígado!). Estive em vários e até já votei em, talvez 8  ou 12 eleições desde o 25 de Abril, e em duas presidenciais, 3 vezes, sendo um descrente da democracia representativa, do actual sistema autárquico e do regime semi-presidencialista (sou favorável a um regime semi parlamentar, com o Presidente eleito por eleitos locais).

Bom isto para dizer que confluio há muito com esta revista e os seus próceres, quase todos, mas discordo da sua "ideologia", com pontos de acordo. 

Não há, a não ser por retórica que tem esse direito, direita ecologista ou ambientalista e menos ainda anarquista, mas o tema que tem sido explorado n' a Ideia, o tem sido só numa vertente, do meu velho camarada Cândido Franco ou ainda mais centrado pelo meu estimado João Freire. Nada contra os artigos são estimulantes, embora por vezes demasiado "densos" e este número tem artigos altamente, realço a da minha velha amiga Luísa Costa Gomes, e a entrevista ao saudoso José Pinho, um mestre dos sete ofícios, cuja herança se continua. Realce também para a enorme recensão de livros, que nos chama atenção para alguma marginália destes e a apresentação gráfica, com a qual já discordei, mas que é de grande qualidade.

Comprem, vale a pena, concordar ou discordar, mas comprar. Os pedidos podem ser feitos ao António Cândido Franco: <acvcf@uevora.pt> 


 uma excelente capa, que me lembra que não se pode lutar contra os fascismos transigindo com falsidades como o animalismo (uma antiga dirigente do PAN é hoje deputada do Chega, será isto que se considera o tal anarquismo ecologista?), a nuclear ( os arrivistas "técnicos" que se dizem ecologistas, em nome das alterações climáticas para as quais essa, nuclear, contribui largamente, outros anarquistas ecologistas?) ou a oposição aos direitos todos ( ser contra a identidade sexual, os diferentes, os outros, ser machista, racista, xenófobo e pode ser ecologista, ou anarquista?)  não, não, não  é um erro abrir essa porta! Não podemos deixar que o poder perverta a linguagem, o valor das palavras.

Recordo o meu amigo Marco Pannella : "temos que confrontar essa gente, com ideias claras e com a vida do direito". Convidado foi a um congresso do partido fascista de onde saiú, depois de uma intervenção radical do púlpito, amparado por seguranças.... Hoje, infelizmente só temos as redes sem contradição*, os media, e da TV nem se fala, sem regras nem deontologia, e só pelo buraco das agulhas é que respiramos. Graças também à  Ideia.

* a propósito não posso deixar de mencionar (já a tinha lido!) a notável entrevista a Fabien Lebrun, que vai ao âmago do actual capitalismo e ao extractivismo e as suas consequências. O digital e o etc. 

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Que saudades, desta e de outras ilhas no caminho do equilíbrio energético, como nos Açores a Graciosa. El Hierro também visitei e estive na central mista hídrica e eólica, achei que havia ainda muito aproveitamento solar por fazer.Nunca esquecerei os lagartos, quase gigantes, algumas obras do Cesar Manrique, o criador de Lanzarote, a gastronomia e a paisagem e asa estórias, do Garoé!.

https://viajar.elperiodico.com/escapate_cerca/primera-isla-autosuficiente-renovable-mundo-123801457 

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Wednesday, January 28, 2026
 

 Por razões laborais não poderei estar em Lisboa, mas o meu espírito caminhará:

sou do Small is beautiful !
 

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civetta.buho@gmail.com

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