Três filmes de animação notáveis:
https://en.wikipedia.org/wiki/Fr%C3%A9d%C3%A9ric_Back
o da obra mestra de Giono desde logo impressionante.
Labels: Filmes de animação, Jean Giono
Um livro, muito divertido, diria que é o novo feminismo, radical e inesperado. E sem medo das palavras gordas e de posições fortes.
muitas referências, muitas estórias e muito bom senso!Labels: Despentes, feminismos
Dei uma entrevista, por escrito ao Expresso, dada a simpatia do jornalista Tiago Carrasco. Aqui fica ela, tal, com foi:
Tiago Carrasco (T.C.): -Na sua perspetiva, Portugal continua a ser um país intrinsecamente anti-energia nuclear? Ou vê uma ameaça deste projeto nuclear voltar à agenda energética do país?
Sim. Não há a mínima hipótese da nuclear, nas suas formas actuais nem nas suas formas imaginárias (fusão e S.M.R.s) ser implementada no nosso país, nem na Ibéria, onde está estabelecido um calendário escrito, com as empresas proprietárias das centrais, para o seu encerramento. Em meados da próxima década não haverá produção de electricidade a partir do aquecimento de água em chaleiras nucleares na Ibéria.
Razões económicas, lógicas da produção eléctrica, dados ambientais, questões de gestão dos territórios e oposição cívica. E fraudes científicas a serem desmascaradas.
T.C. - Aqui ao lado, em Espanha, o projeto nuclear avançou. Quais foram as diferenças entre os dois países ibéricos?
Em Espanha, como em Portugal, estiveram previstas dezenas de centrais nucleares, no nosso Plano Energético constavam 23 e em Espanha além dos 18 locais abaixo havia mais 19 solicitadas. E se em Portugal só em Ferrel houve trabalhos no terreno em Espanha os houve em muitas, em 18 locais, e desde logo algumas que tiveram a nossa participação na oposição Sayago e Valedecaballeros e só se construíram 10, ora só há 7.
Em Espanha houve dificuldade em coordenar a oposição, também pelo sistema de governo federal, e pela pressão tipo rolo compressor das eléctricas. Mas conforme se verifica só vão sobrar toneladas, muitas toneladas de resíduos radioactivos, que não se sabe onde vão parar, já estivaram previstas para a nossa fronteira (Aldeadavila) e para a região sísmica de Cuenca, nos dois casos estivemos na frente da oposição, na nossa fronteira foi uma luta de épica. Deveriam ser enviadas para os E.U.A. como o nosso reactor experimental de Sacavém, mas esse não tinha materiais de alta actividade...mas eles já não sabem o que fazer com os seus próprios resíduos
T.C.- Quais os principais problemas e ameaças nas centrais nucleares em Espanha? Isso pode afetar Portugal?
Como publicámos recentemente (a ADENEX, que colabora com o Observatório Ibérico de Energia) no magnífico livro “Amanecer Sin Almaraz”, Edição ADENEX, referimos que desde o inicio do funcionamento destas centrais houve centenas, centenas de incidentes ou acidentes, felizmente nenhum chegou ao grau III da escala dos acidentes nucleares, mas como é referido em relatórios de diversas universidades a radiação emitida pelas ditas provoca aumentos de cancros e leucemias no entorno. Portugal corre o risco de em caso de qualquer problema nesse grau (III), de contaminação e até de evacuação (lembremos que um raio de 100 Km é estabelecido em caso de acidente III). As águas do Tejo, mal monitoradas, apresentam também riscos neste caso permanentes, embora difusos.
T.C.-Falou-me de um perigo de resíduos radioativos nos Açores. Pode explicar-me sucintamente o problema?
Os Açores estão na zona da fossa Atlântica abrangida pela influência das emissões dos resíduos radioactivos lançados nessa e filmados em barris rotos pelo comandante Cousteau. Na Terceira há terrenos contaminados pelo uso de armamento, assim como taxas de cancros e leucemias acima do normal nas zonas circundantes da base das Lajes, pela utilização de armamento com urânio.
Hoje com a utilização intensiva as contaminações são crescentes, sendo impossível que uma bomba nuclear do Irão nos atinja. É que não há, nunca houve nem em projecto, nem haverá, pois essa demoraria, em condições normais, 3 a 5 anos a ser construída, a partir do enriquecimento do Urânio.
T.C.- A UE lançou recentemente a sua estratégia relativamente ao nuclear, com países com a Bélgica, a Polónia e Itália a parecerem muito empenhadas na reativação/construção de reatores. Qual a sua opinião sobre estes desenvolvimentos mais recentes?
É mais o semear de ilusões. Mais depressa construirão nucleares na Lua.
A Itália não encontra financiamento para qualquer aventura nuclear (nem condições políticas), e segundo especialistas introduzir essa discussão “tem só como objectivo afastar a atenção do público para manter a fileira do gás”. Na Bélgica o prolongamento de 2 das 4 centrais nucleares é um canto de finados de novas... que parecem os mexilhões...mexem e não saem do sítio. Na Polónia a situação é ainda mais complexa...tinham previsto ter um reactor em 2036, mas já foi adiado para 2040 ou 50 e julgo que se terá que acrescentar para as calendas, este o futuro da nuclear na Polónia e a Rússia está ali ao lado.
A nuclear desde a extracção do urânio, ao enriquecimento, do transporte à construção, da formação ao controle social e ambiental, do contributo, que se tem metido debaixo do tapete mas que não é, não é nada negligenciável, para o aquecimento global e as alterações climáticas (ainda por cima com muitas centrais a terem que parar ... por falta de água para aquecer nas chaleiras) continua a ser uma mentira e uma manipulação, para a qual a informação da hegemonia tem sido aliada.
Mas os promotores dessa tecnologia, imperfeita, perigosa, altamente poluente, podem chamar-lhe verde mas é, é um enorme fiasco, a todos os níveis. Mas paga, paga muito bem até a uns escribas que tem voz por aqui... e tenho que concluir dizendo são uns mentirosos. É radioactiva para sempre. Ponto.
somos, também, embondeiros, no planeta imaginário dos sonhos.Labels: entrevista, Ferrel, nuclear
É cada vez mais um jornal de um jornalista só, cristão-decrescimentista, que procura divulgar as suas crenças, em lógica de todos contra mim e de proselitismo, quase religioso. Há outros, todavia, como sempre um bom artigo de Stéphane Lhomme sobre a impossibilidade de ressureição da nuclear e além deste que aqui coloco, um interessante sobre um documento da ADEME que desmonta o ogre do numérico e o seu enorme consumo. E as críticas de livros semi-interressantes...
Labels: decrescimento, La Décroissance, nuclear
Começo os dias com um golpe profundo de depressão ao ler a recensão de imprensa da:
só consigo reagir depois do Guronsan e de escrever ao Trumpa e evacuar o dito.
Esta revista, atenção salvo os bonecos, onde é tudo, tudo verdade, deixa-nos com a moral de rastos:
infelizmente vivemos rodeados de incapazes, de gente sem capacidade nem estofo para agarrar nas verdades e agir. Por aqui, por ali e acolá vivemos com falta de acção, com falta de palavra, coagidos, coagidos a vegetar com um poder cada vez mais totalitário e com todos, todos os seus elementos do controle da justiça, ao controle da educação e dos tropas, da propriedade e censura dos jornais e outros ex-orgãos de informação, do domínio da saúde ao lavrar de todos os capitais, tudo tudo isso é nesta revista denunciado. Mas não chega.
Labels: Charlie Hebdo, hegemonia, Trump a
Já imaginam o que eu um anti-proibicionista radical, que já escrevi sobre os malefícios da Lei Seca, nos EUA, penso, seja de efémeros anarquistas defensores do puritanismo anti-alcoólico, e do seu apostolado.
Pois este livro, embora aqui e ali apresente alguma contestação e de gradas figuras do pensamento anarquista insere-se nessa dominância.
Discordo claramente e acho que deturpa os diversos elementos para defender um proibicionismo que só serve os grandes negócios e uma moral serôdia.
Labels: anarquia, Anarquismo, Anti-proibicionismo
Sou contra os dias, acho que são momentos de hipocrisia, é certo que também aproveitados em luta.
https://youtu.be/J6yXQ7gUucs?si=2q-V-xSFobb1FxNV
mas não fico de mãos atadas, eu feminista me confesso.
Labels: Cante, Dia da Mulher, Luta
A simpática livraria Fonte de Letras, em Évora teve uma boa plateia, e muitos activistas na conversa sobre as nucleares que iluminou a noite fria.
aqui uma vista da sala, a gerente Helena em frente à direita.Foram, como sempre, apresentadas novidades e novos dados sobre as mentiras e manipulações que são o principal negócio das nucleares.
acima um transeunte empolgado.
e aqui outro no uso da palavra.Talvez venha a escrever sobre os temas abordados. Seguiu-se um adorável jantar com velhos e novos camaradas.
Labels: Almaraz, Livraria Fonte de Letras, nuclear
Reli este livrinho do grande senhor da literatura nacional Alves Redol:
prosa suculenta, mas tenho que dizer que não é da minha ideologia. Recordo-me uma conferência de Alvaro Cunhal, acolitado por Domingos Lopes, sobre a revolução técnica e cientifica, que ele ainda por cima identificava com a revolução de Outubro, nos anos 70 na Faculdade de Letras. Fui na altura esmagado....mas essa não triunfou.Este livro insere-se nessa lógica, no produtivismo e cientificismo, na transformação genética das plantas e hoje seria nos transgénicos.
Embora o texto seja interessante não percebo como pode estar no Plano Nacional de Leitura.
Labels: Alves Redol, neo-realismo
Tenho andado a arrumar, a tentar arrumar livros. Tenho, estimativa, ao redor de 8.000 livros, sem contar com brochuras e outras publicações nessa gama. Devo ter dado, em diversos momentos da minha vida mais de 2.000, em mudanças sobretudo,,, e espero no âmbito deste reordenamento doar, dar outros tantos pelo menos.
Estive na cave onde contei por alto 2.500, terei outros tantos no andar de cima e outros tantos em Lisboa.
Alguns só tenho uma vaga ideia, outros têm valor e méritos e alguns, poucos utilização. Ou seja são quase todos inúteis, foram úteis no tempo da sua leitura, é como os filmes, os esquecemos, mas estão à mão para recordar. Gastos, usados e hoje, quase todos sem valor comercial (um ou outro o tem mas não há compradores...).
Se fizesse uma média (baixa, é certo) de 15 € por livro, e alguns valem muito mais, teria aqui perto de 150.000 €, mais ou menos. Ou seja em cada ano da minha vida "adulta" terei comprado 3.000 ou seja 200 a 250 € por mês, que é mais ou menos o dobro do que, com contenção gasto hoje em dia por mês em livros. Houve tempos que gastava muito mais...
Mas porque razão lemos, ou melhor leio?
Para aprender, descobrir, perceber, ilusionar-me, antes do mais, ou melhor nem sequer. Leio pelo prazer que me dá a leitura, e cada vez estou mais exigente, cada vez tenho menos paciência para falhas ou plágios, como me apercebi até nalguns "premiados". E, também, porque para escrever temos que confrontar a rralidade, o conhecimento dessa e esse vem, sobretudo dos livros.
acima alguns desses, amontoados, destruturados, desalinhados, empilhados. O escadote é para chegar acima...Tempos houve em que podia pagar uma funcionária para me os organizar....
Labels: Biblioteca, Livros
Será amanhã:
sou só autor de um capítulo, embora apareça em inúmeros outros.Labels: Almaraz, Livraria Fonte de Letras
Um livro alegato do colibrismo, que poderá contribuir para o egotismo e a felicidade pessoal mas não contribui para nenhuma mudança social e até pode antes pelo contrário.
Aqui um exemplo bom:
mas este livro, de leitura leve, só contribui marginalmente, nomeadamente aqui:
Labels: Colibrismo, Livro