Acabo de ler este livro inspirador, já antes aqui referido:
e claro desmascarar todas as seitas que se lhe seguiram.
Só o presente existe, e esse deve ser a luta sem amanhã, é a conclusão que nos inspira o livro, além de um pequeno artigo para reunião na Arruda no sábado, que aqui trarei.
Alicerçou algum pensamento também para este:
E agora continuo no dito:
Labels: eco-socialismo, Humanidade, progresso
No Logo!
Alterar o paradigma: No logo*
1-Sem novos discursos, sem outras reflexões e propostas, sem rompermos com o status quo, sem darmos as respostas adequadas às perguntas erradas, e sem percebermos que estamos a chegar a um beco sem saída no qual só devemos pôr por cima e diferente, não vamos, mas não vamos mesmo a lado nenhum; subscrevi a proposta de legalização do Partido Vamos, por nele ter velhos camaradas e outras novas, e por pensar que pode ser útil para pensar fora da caixa, julgo que é o 3º ou 4º partido que legalizo, em 3 ou 4 deles apresentei moções nas convenções/congressos para a sua dissolução. Nem todos as aprovaram, infelizmente.
Julgo que para alterar o paradigma, e romper com o domínio da hegemonia que nos domina temos que ser radicais. E desde logo o No Logo*, título de um livro seminal de Naomi Klein é o principal mote de partida. Tem que ver com tudo, com a economia, a ecologia e o território, a saúde e o bem-estar social, e educação e a sensibilização para a verdadeira vida, e o desenvolvimento de empatia social fundamental para gerar um clima que reduza as fronteiras e as guerras que estas trazem.
Para quem não sabe No Logo é não às marcas, não à publicidade.
Vamos, com calma.
2- A publicidade é a fonte e a base do produtivismo sem sentido, do pior do consumismo, do engano que está na base da delapidação dos recursos, do extractivismo e do energivorismo, a alienação pela mercadoria, a substituição do valor de uso, aquilo que nos é útil e necessário mesmo, pelo valor de troca, os valores frívolos que são e sempre monetarizados que só produzem alienação e ganâncias sem fim. E claro é ela que sustenta a hegemonia, quem paga manda, que controla os meios de difusão social (reparem que já quase não há comunicação social!) que nos enchem os écrans e os computadores de porcarias sem sentido e que não queremos, mas nos tentam desesperadamente impingir. É o Logo que cria as alarvidades que dominam os “shows” que enchem os écrans, e os telejornais só são pivots dos/para os anúncios.
E há jornais pagos por empresas que elas próprias são os seus anúncios, e outros órgãos de comunicação vivem dependendo de ditos mecenas, mas na realidade não diferem dos piratas de faca na liga, a violar, homens, mulheres e crianças, desde que isso lhes dê audiência para vender os seus produtos.
3- Dir-me-ão que é necessária a publicidade. Para quê pergunto. Para informar, esclarecer, até dar conta de uma nova “invenção” deviam existir canais apropriados e esses seriam a informação independente. E atenção estou a falar de máquinas publicitárias esmagadoras e não do pequeno anúncio que esse deve continuar a ter o seu espaço.
A poupança do alívio da publicidade poderia ir até 40% do produto e acabaria com muita, muita parasitagem social, e que claro adequadamente regulamentada diminuiria enormemente a dependência da droga e compulsão do consumo estapafúrdio. E claro muito, mas mesmo muito desperdício.
4-O fundamental é, começa, todavia, connosco. Recusar produtos com logos ostensivos, recusar embarcar no “diz” da publicidade, recusar mais consumo sempre que possível e sobretudo produtos de grandes companhias. E denunciar, denunciar as falsidades da publicidade.
E não pensem que isto é brincadeira:
https://subvertisers-international.net/
é um movimento internacional. Só alterando o paradigma podemos refrescar a vida. Como diria o meu parente Ary dos Santos “Sem publicidade toda a vida melhora”.
Labels: Ecologia política, Gazeta da Beira, No Logo
O ar cheira a fim de alguma coisa. Talvez fim deste governo que ignora a realidade e onde um bando de ignorantes se mostra incapaz de equacionar um só dos muitos problemas em que este país se vai atolando.
O ar cheira a algo, ao fim de um regime que não ouve, que não sente, que usa o pauzinho para amolgar cabeças sem qualquer nexo, em total infracção da lei e procurando limitar o direito e as liberdades públicas.
O ar dá nos com o cheiro que se sente também vontade. A questão da habitação, a questão da saúde, a questão da educação, a questão do trabalho, a questão do ambiente, a questão da vida, têm que ser.
Têm que ser momentos para enquadrar novos paradigmas, propor novas soluções, alterar modos de proceder, envolver diferentes ideias, e ligar, fazer as ligações.
É importante a luta, as lutas, e ligá-las e com elas desenvolver pensamento que lhes dês estrutura e acutilância.
E nada e tudo.
Hoje estive a ver este:
uma pequena pérola, que espero passe na RTP, que o produziu e por aqui, por ali e acolá, para despertar neurónios.
Aqui parte da equipa do filme:
no meio o meu amigo Joaquim Jorge, herói de Ferrel. Na distância estava a também minha amiga Ana Carla, de Vila do Bispo.As realizadores (Vera e Inês) muito competentes e gentis e a Aida de Covas do Barroso. Completa a mesa o activista e desenhador Francisco
Mais um a não perder uma gota:
É um tijolo, capa dura e mais de 450 páginas.E um pensamento em linha.
E a propósito aconselho este:
https://www.rtp.pt/play/p17359/e964057/terra-as-forcas-da-vida
E daqui a nada Baldios!
Labels: antropoceno, Geologia, progresso
Um livro com algum interesse mas que merecia ter tido uma, uma edição. Repetições, voltas atrás, nonsenses, abundam, numa estória de um personagem notável:
e com alguns erros históricos. Mas uma leitura aprazível
Labels: socialismo libertário, Spartacus
Dizer que Mao Tze Tung foi um ditador, e execrável, leva ao banimento na China. Obrigado, não tenciono lá pôr os pés e julgo que nunca entrei na loja do chinês e evito os restaurantes chinas que ora se disfarçam de japoneses ou asiáticos.
Recordo o tempo em que ainda tendo frequentado partidos ou movimentos ligados a esse messianismo estive à beira de ser agredido e expulso (e eram sessões culturais e de cinema) por comentários no intervalo. E nem falar dos comícios que aí a fé era total e ritualizada. Não gritar o nome do facínora equivalia a fuzilamento.
Ora vemos em nome do dinheiro toda a gente a dobrar, até a partir a espinhela, os princípios já não existem.
Mas há que dizé-lo com todas as letras Mao foi um ditador e um assassino. Milhares, milhões de mortos lhe são devidos.
E nem com todo o guito do mundo o podem reinventar.