Tenho que confessar que não são animais, em geral e exceptuando abelhas e borboletas, do meu apreço...
mas este livro e o autor me merecem grande entusiasmo:
o livro interliga estórias de vida de E.O. Wilson com as 15.430 variedades de formigas identificadas, de cerca de 40.000 !!, encontramos neste referências de primeira, seja ao "Vietname da entomologia" os pesticidas (que não nos largam), até descobertas, para mim, que estas comunicam pelo paladar e o olfacto e que o peso de todas as formigas na Terra é igual ao de todos os humanos, vejam lá! e que chamar a cada uma das colónias individuais de formigas super-organismo faz sentido, qual fora um extra-terrestre.Retenho ainda duas " o parasita mais bem sucedido é o que causa menos danos" imaginem... e "todos os cadáveres são ecossistemas".
E ainda um conselho de sabedoria, de São Basílio: Aquele que se gabe de conhecer tudo que nos fale primeiro da natureza da formiga"! e mais nada.
Entretanto tive que exterminar uma quase colónia que me invadiu o lavatório....
Labels: E.O.Wilson, formigas, Livro, Porto Santo
Tenho visitado diversas ilhas e sempre dando atenção ao equilíbrio energético. Na Graciosa e em El Hierro vi projectos exemplares, e aqui em Porto Santo, embora com menos detalhes encontrei este interessante:
Labels: energia, energias renováveis, Porto Santo
Um livro que fora escrito por um qualquer branco seria tido por racista, e todavia não há senão realismo mágico a cobrir verdades, de sistemas de poder africanos, de corrupção, muita corrupção:
vários títeres negros são descritos, mas sómente a bordejar o seu terror. Tudo histórias reais.África é, o sabemos muito mais. Mas é necessário denunciar isto também, que não é só fruto do colonialismo.
Um obra para pensar.
Labels: África, colonialismo, Poder negro, Porto Santo
De volta, depois de duas viagens sem condições, para lá o voo da TAP saiu com 2 horas e tal de atraso, e não havia qualquer serviço a bordo, numa viagem de uma hora meia.
No regresso um avião "antigo" como me disse um funcionário, com um ruído ensurdecedor durante 15 mns, inexistência de luzes de leitura (avaria ou poupança?) e luzes de presenca sempre um mínimo, mas o pior foi a chegada, estivemos 2, duas, horas à espera da entrega dasa malas, havia pessoas idosas e muitas crianças, e no aeroporto o telefone para casos e urgências não funciona e só há uma funcionária num desterro. Inacreditável. O Take Another Plane, infelizmente no caso das ilhas não existe. O serviço da T.A.P. anda de rastos. Mas o da aviação, em geral é mau, muito mau.
esta a única foto de paisagem. Fiz uma média de 12 Kms, desta praia x 7 dias. Duas nadadas por dia, e leituras que aqui trarei. E também uma nota sobre o sistema energético e de água.Próximas postas...
Labels: Aviões, Porto Santo, T.A.P.
Logo estarei a voar sobre parte do Atlântico, até Porto Santo, e a ler este:
que é um dos 4 livros que me acompanham. Estarei 8 dias sem qualquer contacto com o digital e só verificarei "sms"caso haja alguma urgência, e só dia 12 aqui voltaremos.Até lá leiam, leiam, leiam e evitem o calor extremo.
P.S.
Infos interessantes: a castanha no século XIX era igual ao milho em termos alimentares. A lista de produtos classificados pág. 103. O papel relevante de Fukuoka no sistema alimentar e sobre a "agricultura selvagem". E as benesses do pistacheiro, nos nossos climas e solos.
Outras referências são conhecidas, desde a R. Carson aos impactes dos OGMs e pesticidas como indutores de cancros e etcs além da perda de 67% de artrópodes e 34% de andorinhas, morcegos e outros alados, em França.
Labels: Livros, Porto Santo
Julgo que conheci a Ana Paula quando acompanhou Moisés Espírito Santo em vista de trabalho durante as festas de Barrancos. Moisés já o conhecia.
Este livro que ora a Colibri edita é a tese de pós-doc em museologia dela. E como todos os livros de tese... é de tese. Tem todavia algumas novidades, no meio do texto, algumas novas e com trabalho sobre elas de valia:
uma leitura breve e agradável, com os ananases em vigor.Labels: Ana Paula Fitas, Endovélico, megalitismo
Este já fazia parte dos livros pensados para o retiro....
mas o calor de ananases levou a que ora retirado a domicílio o tenha lido.O título enquadra alguns contos, de raiz kafkiana, gostosos. Só um se passa no balneário.
Que julgo que fora este:
https://turismo.euskadi.eus/es/patrimonio-cultural/balneario-de-alzola/webtur00-content/es/
https://www.alzola.com/es/historias-del-balneario-de-alzola/
que como tantos por acá, já foi.
Este Burrinho, julgo que com 2 ou 3 meses é o Xisto:
e é boa altura para o visitar, no planalto mirandês!
O Observatório Ibérico de Energia denuncia mais um desprezo pelo AMBIENTE e TERRITÓRIO
O PSZAER é, talvez, o maior atentado ambiental dos últimos anos, em perspectiva. Em nome de uma putativa transição energética (totalmente indefinida) aliena mais de 7% do território para supostamente promover renováveis, hoje suficientes em modo de produção (e se forem substituídas por mais eficientes o ganho é substancial) sendo que o que é necessário é investir nas poupanças energéticas, na eficiência e em alternativas sensatas e “urbanas/telhados” e na melhoria da qualidade do edificado, em cooperativismo, e em sistemas de diversificação de consumos, e também em sistemas de acumulação, sejam naturais sejam artificiais.
E claro alterar o paradigma em que estamos a mergulhar, as indústrias super destrutivas energética e ambientalmente, como as das bases de dados, altamente consumidoras de energia e água, e os sistemas agro-florestais super produtivistas que destróiem o território em monoculturas
Ora, ignorando os instrumentos de Ordenamento do Território, a Reserva Ecológica Nacional e a Reserva Agrícola Nacional, já é certo em muito mau estado, passando por cima dos P.D.M.s e ignorando leis Europeias de conservação seja a rede Natura, sejam espécies especialmente protegidas e o seu território, e desprezando completamente até a Resolução do Conselho de Ministros nº 125/2026 e tornando nula legislação fundamental, embora desde sempre tenha merecido a nossa crítica, os procedimentos de Avaliação Impacte Ambiental, para desenvolvimentos industriais intensivos,
vemos o governo colocar em discussão pública um documento que só deveria ter um destino o famigerado PSZAER (PROGRAMA SECTORIAL DAS ZONAS DE ACELERAÇÃO DAS ENERGIAS RENOVÁVEIS, só o nome já é um fantasma).
Basta colocar um mapa das restrições em cima dos 7% e não sobra nada ou quase nada do dito Mapa Verde (de facto um mapa negro!), com o qual querem destruir o nosso ambiente e biodiversidade.
Não se pode em nome de um pretenso bem destruir as potencialidades do território, degradar as paisagens e destruir solos. Sobretudo sem obedecer ás regras do Estado de Direito, à legislação de Ordenamento do Território, as lógicas de protecção de espécies e aos sistemas, sejam imperfeitos, que na lei protegem o património.
António Eloy
Embora este texto tenha sido partilhado e recolha muitas contribuições, a sua responsabilidade final é só do coordenador.
Labels: mapa, O.I.E., ordenamento do território
Estive ontem aqui:
e ainda assisti às duas primeiras intervenções, numa sala com mais de 60 participantes. Grande qualidade e só compromissos me obrigaram a ausentar-me.
Foi distribuido também este excelente documento. Sabemos que estas são empresas de malfeitores, também conhecidas por cintras, que com meia dúzia de tostões roubam a cidadania e assim tem contratos de prospecção disparam-lhes as "valias" e também os prejuízos para o ambiente, o ar e a água, que nunca são recuperados quando essas se desvanecem.
Labels: Alcalaboza, Alcalaboza Viva, minas
É um livro "caro" e espesso. Não conhecia este personagem. Um grande.
era um dos 5 que tencionava levar para o retiro. Já está.
Aqui:
A palavra é equívoca
O caminho que sobe e o que desce são o mesmo, Heraclito
A solidão está em tudo para ti e tudo para ti está na solidão.
Que relação há entre a força de uma emoção e a resistência do nosso espírito?
E no original:
Fue un sueño más, porque Dios no existe. Me lo dijo la hoja seca caída, que un pie deshace al pasar. Me lo dijo el pájaro muerto, inerte sobre la tierra el ala rota y podrida. Me lo dijo la conciencia, que un día ha de perderse en la vastedad del no ser. Y si Dios no existe, ¿cómo puedo existir yo? Yo no existo ni aun ahora, que como una sombra me arrastro entre el delirio de sombras, respirando estas palabras desalentadas, testimonio (¿de quién y para quién?) absurdo de mi existencia.
Pero la primavera está ahí, loca y generosa. Llama a tus sentidos. y a través de ellos a tu corazón, adonde entra templando tu sangre e iluminando tu mente; quienes a la invocación mágica, a pesar del frío, lo sórdido, la carencia de luz, no pueden contener el júbilo ver. nal que estas flores, como promesa suya, te han traído e infundido en tu miedo, tu desesperanza y tu apatía.
Privado de gozo, de placer y de libertad, como tantos otros, comprendiste entonces que acaso la sociedad ha cubierto con falsos problemas materiales los verdaderos problemas del hombre, para evitarle que reconozca la melancolía de su destino o la desesperación de su impotencia.
Labels: Cernuda, poesia e prosa