Não é dos meus favoritos mas o aprecio. E este é "un petit gateau":
"Onde é dito que há uma verdade nua (e crua) que não convence ninguém e/ou verdades "alternativas" (falsas) que querem parecer mais verdades que o são" Título de um capítuloTerminei de ler " Os Ricos e os Pobres" e iniciei para descomprimir alguns pequenos livros. Começo com este:
um livro simpático de pequenas crónicas jornalísticas. E logo encontro isto:
“ l'épanouissement d'un peuple est alors lié à un territoire déterminé ou pourra s'épanouir pleinement son être organique. Ce lien quasi mystique avec la terre a été utilisé par les nazis pour justifier l'idéologie raciste et expansionniste du Troisième Reich. Ils ont ainsi conquis des territoires où ont été anéanties les populations qui y vivaient.”
Ora substituam nazis por sionistas e Terceiro Reich por Israel e....
Um livro cheio de curiosidades e com excelentes notas. Retenho a manipulação, também, da língua e dos artigos de prensa. E sobre a pertença a um povo ou um país "Nada é arbitrário ou tudo o é"Labels: Joseph Roth, Nazionismo
Hoje somos um gorila de montanha a comiscar, amanhã podemos ser outra coisa qualquer. É a vida...
em auto-retrato.Labels: Auto-retrato, Biodiversidade
O comprei num alfarrábio por uma nota....
e o comecei pelo posfácio, que muito me agradou.Uma análise lúcida e ponderosa do processo da reforma agrária, que vivi dos dois lados.
E lido tenho que dizer da minha admiração, pelo rigor e excelente metodologia. Recuamos 60/90 anos na vida do povo. Os costumes, as lógicas produtivas, os pormenores, são exaustivamente e meticulosamente estudados. É como ver um filme do, no tempo.
Curiosa a análise do atavismo popular, no objecto de estudo (Monsaraz), e a análise das suas causas, assim como o capítulo sobre a religião, que se pode ler como chave para o tal atavismo. As relações sociais e de classe são também elemento para articular com a ausência de liberdades políticas.
Um livro surpreendente!
Labels: José Cutileiro, Livro, Reforma agrária, Ricos e Pobres
Um filme de grande densidade socio-psicológica e também etnográfico. Representações muito sóbrias e uma boa realização. O tema é importante, o choque entre a ruralidade e as modernidade, com pelo meio as bestas, o ultramontismo e os interesses espúrios.
As imagens iniciais tem fé de explicação.
vi no canal Arte, felizmente com legendas, e com um espanhol perfeitamente compreensível, já o mesmo não posso dizer dos diálogos em francês.Um filme, merecidamente, premiado.
Com tristeza temos conhecimento que essa matou a:
E aqui:
https://www.elsaltodiario.com/obituario/muere-marjane-satrapi-dibujante-autora-persepolis
Labels: Marjane Satrapi, Persepolis
Um livro impressionante, fora só pela enormidade de mortos desta actividade predatória do espaço e da vida. Alternativas? Claro que as há, sempre as houve.
extremamente bem documentado e com pequenas estórias laterais, como a do siluro, quem diria? que enche os rios, ou a descoberta da origem do nome "Chamizo", a estória de Picasso nas minas e a referência a Alexander von Humboldt. E muito interessante o "áparte" sobre a escravatura e a mineria
E registo a referência que só na mineria asturiana há cerca de 5.000 mortos a contabilizar. Das outras talvez mais...Há siluros e siluros.
Também muito interessante este novo conceito, que julgo possível de utilizar noutros sentidos que o desta autora Maria Pilar Burillo:
A demotanasia.
E os donos disto tudo a mandarem. Vamos, vamos resistir.
Labels: Demotanasia, Hijos del Carbón, Livros, mineria