insignificante
Saturday, January 22, 2022
 

 Trago aqui um dialogo, entre velhos amigos sobre questões que não têm, também, sido abordadas.....

F.- Como é que se avança para regimes vegan alargados sem uma agricultura intensiva? Para dar de comer à população mundial crescente e exigindo alimentos, de  que agricultura e pecuária precisamos? Nas nossas latitudes mediterrânicas, das mundialmente mais sujeitas a secas prolongadas,  vamos continuar a cultivar abacates e outras culturas altamente regadas? e a agricultura alimentar, durante quanto tempo e por que preço continuaremos a importar os mais de 80% daquilo que consumismos? Falta bom senso !!

AE.-Amigo, claro e óbvio. Mas quem defende os regimes vegan, na maioria dos casos nunca esteve no campo, nunca pastoreou ovelhas ou cabras, nunca ajudou uma vaca a parir, não sabe o que é o porco de montanheira, ignora tudo  sobre a pastorícia  ( O "viriato" não era um lenhador.... dizia sempre GRT) e da sua importância para a manutenção da ruralidade.

E não se ouve uma palavra sobre o regadio intensivo que nos querem, depois do desastre de Alqueva, agora enfiar no Tejo, com mais meia dúzia de barragens.

A agro-silvo-pastorícia, e aí incluída a interacção do campo e da cidade como o Gonçalo defendia, têm que ser estruturada com as culturas mediterrâneas e o sequeiro, com o gado, e tudo com uma alteração do nosso consciente e a orientação da produção, não a mais crescimento mas outra coisa.

Temos que ser radicais, claro com abertura para discussão, infelizmente o relógio continua, tic, tac, tic, tac, e hoje já só nos dão 100 segundos para a meia noite.

Um forte abraço, amigo (...)

 

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 Só quando não se tem em conta a incerteza se pode ficar desiludido....

Tive alguma relação com O livre, quando da formação de uma aliança que se chamou Tempo de Avançar, mas depois de no inicio do congresso de formação denunciei algumas tropelias anti-democráticas estas continuaram a germinar. Fui o único voto contra no final desse dia, mas ainda estive em duas ou três reuniões, onde deparei com sobranceria e falta de vontade de aprender ou de mesmo analisar a realidade.

É outro dos partidos que penso devia encerrar portas, já temos talvez uns 20 que não fazem qualquer sentido e o Livre, que até teria espaço já se afundou e não salvados que o recuperem.

Nestas eleições (é mais um partido unipessoal) o Tavares até disse uma ou duas de jeito, mas quando fala de governança é o disparate pegado, aquela da eco-geringonça não tinha pés nem cabeça.

Mas, e muito bem esteve António Costa, fazer uma aliança ecológica com um partido, que é o único (talvez com o MRPP) a defender no programa a nuclear, disfarçada e amalgamada é certo não lembra ao diabo.

O Livre não é um partido ecologista. Defende a nuclear e é contra a ruralidade que faz o território, e por aí há, é certo muitos disparates em quase todos os partidos. E sobre o regadio, a agro-silvo-pastorícia, a agro-ecologia é um mistério e disparates o que se ouve por aí.

Certo que há por aqui e por ali, quem se der ao trabalho de ler os programas, que os próprios desconhecem ( o Tavares fez-se de parvo....)vê aqui ao ali uma ou outra boa ideia, mas é poco, muito poco.

Livre, não Obrigado. Mas como sabem os que me acompanham para os outros todos o meu recado e slogan é o mesmo. 

E vejo que há muita gente nervosa, a chantagem está a ser usada para levar as pessoas a votar *. Não, não votar é tão democrático como votar. E votar nulo é o que 25% ou mais dos portugueses vão fazer mesmo sem se dar conta. Só é útil votar em 5 ou 6 partidos e nos círculo onde estes elegem, mas elegem mesmo deputados.

A reforma do sistema político, a alteração do sistema eleitoral e outra legislação sobre os instrumentos,, a representação é fundamental. Isso é que era preciso equacionar. Isso é que é democracia.

* hoje, por exemplo, no Público um artigo demente de Pacheco Pereira, como ele fazia no Grito do Povo ou no PSD, altamente demagógico e de uma boçalidade sem a mínima racionalidade, imagino  que esteja doente, mas não se pode perdoar tudo, sobretudo a um homem que teve tempos..

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Friday, January 21, 2022
 

 Não sou grande apreciador de livros astronauticos ou demasiado Poeianos, mas abri uma excepção para estes contos de Bradbury. Tenho todavia Asimov em grande consideração e o seu Universo é referência e de Calvino retenho muito mais que as estórias cósmicas. De Bradbury nunca esquecerei uma morte...

Agora leio com algum divertimento este:

talvez ainda aqui volte, que tem estórias com lições de grande actualidade.
 


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Thursday, January 20, 2022
 

 Uma capa e contra capa de excelência:



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Wednesday, January 19, 2022
  Fraile Cornudo - Galandum Galundaina (music video)

Já aqui o trouxe, mas hoje, para ajudar.....

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 Não votarei em nenhuma circunstância e se estivera confinado com Covid nem me passaria pela cabeça exercer esse direito e contaminar, sabe-se lá quantas pessoas nesse acto.

Era óbvio que não haveria forma de impedir seja quem seja, confinado e mesmo em estado grave, altamente contagioso,  de ir votar, a qualquer, qualquer hora, dado que a única coisa que se pode fazer é recomendar.... que vão votar à hora de mais frio (talvez para deixarem de estar contaminados!), mas qualquer contaminado pode ir votar a qualquer hora, e dado que não têm uma estrela não serão identificados nem irão, porque razão iriam?, votar numa mesa de voto específica (para quê?).

O não voto, e continuo a fazer essa pedagogia e não encontro na absurda contestação que me fazem nenhum argumento válido. Só o não voto (e também, menos, os nulos e brancos) pode levar a mudar o sistema eleitoral, perverso e até ilegal, dadas as distorções do método de Hondt pelos círculos eleitorais.

Não votar é defender a democracia que não se esgota no exercício, limitado e distorcido, desse. É um protesto cívico, também, na ausência de verdadeira representação (e aí teríamos pano para mangas) e na falta de programas minimamente discutíveis, o que hoje em dia salvo voto uninominal é sempre (corrigindo-o com um Hondt nacional, como na Alemanha).

Só com uma abstenção (e esqueçam os eleitores ditos mortos que não existem, os cadernos eleitorais já os expurgaram todos, os únicos eleitores "mortos" são emigrantes que mantêm o registo nas suas freguesias!) de mais de 50%, novamente, novamente, porque seria a 2ª vez consecutiva, é que os partidos e os políticos irão pensar na alteração do sistema.

Também apresentei um programa eleitoral, algumas linhas, que tem sido, aqui e ali copiado por este ou aquele candidato, que partidos nenhum tem um programa enquadrado nos príncipios da cidadania e ecologia política (embora alguns amigos me falem do Livre, é inútil o voto nesse, votos todos perdidos dada a escassa possibilidade de eleger um deputado que seja, e portanto só, eventualmente, em Lisboa, mas muito duvidosamente, esse voto seria contado.....eu não voto!).

Tenho mais que fazer que continuar neste peditório, mas não votar é um direito cívico, é um dever para quem acha que este sistema eleitoral está gasto e é inútil! 

PS

Salvo nas presidenciais, eleições que não me fascinam (sou por uma republica parlamentar, contra populismos e personalismos) e em que desde sempre só votei em 2 candidatos (numa duas vezes no mesmo), e salvo raras excepções sempre votei num dos boletins para as autarquias, e diversas vezes, para as legislativas, e votei em todos, todos, os partidos, num em cada vez! Defendo intransigentemente a democracia política e os direitos todos nessa.Mas não me apanham mais nestas.


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  Historia de la canción LOS AMIGOS contada por su autor Juan Eduardo

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Tuesday, January 18, 2022
 

 Hoje voltou a falar-se de Caravaggio, um dos génios da pintura, com uma vida de grande intensidade, pintava nos seus quadros pessoas da sua vida. Esta refeição "Em casa de Emaus" é suberba!



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 Mais um dia de falsas notícias, ou que já toda a gente sabia. Que Anne Frank tinha sido denunciada por algum dos seus (judeus): https://www.youtube.com/watch?v=1pO_nERBqKo

era há muito suspeitado, aliás o papel de judeus no Holocausto tem barbas que não estão de molho....e têm sido muito denunciadas.....é a natureza humana....

Ainda falsas são o chorrilho de mentiras e de baixa demagogia que abunda na medida que se desenvolve a campanha. Ontem convenci mais 2 ou 3 pessoas a não votar, o voto não é útil em defesa da democracia, é mesmo da maior inutilidade porque não contribui para alterar o sistema, o iníquo sistema eleitoral, sem  mínima liberdade, nem representação.  E nada do que é crucial se discute nesta campanha, onde só se fala da governação e de impostos, dois temas etéreos.....a democracia não é só, nem preferencialmente o voto, é a liberdade de expressão e circulação, é o envolvimento cívico e o activismo social, são as organizações da sociedade, e as formas de romper com o mandatos da nomenclatura, e os tribunais, ai, ai, ai, mas também os tribunais. O voto é lixo.

A propósito encontro este texto de uma conselhista que me merece alguma simpatia, mas sobre a qual temos que estender o manto do tempo que passou:

Au cours de l’été 1918, la dirigeante spartakiste Rosa Luxemburg écrit, en prison, un texte intitulé « La Révolution russe », dans lequel elle affronte Lénine et Trotski. Elle y affirme notamment, avec une étonnante prescience :

# Si l’on étouffe la vie politique dans tout le pays, il est forcé que, dans les soviets aussi, la vie soit de plus en plus paralysée. Sans élections générales, sans liberté de la presse et de réunion sans entraves, sans libres affrontements d’opinion, la vie de n’importe quelle institution publique cesse, se transforme en pseudo-vie, dans laquelle le seul élément actif qui subsiste est la bureaucratie. La vie publique s’assoupit peu à peu, quelques dizaines de dirigeants du parti d’une énergie inépuisable et d’un idéalisme sans limites dirigent et gouvernent, parmi eux la direction est assurée en réalité par une douzaine d’esprits supérieurs et l’élite des ouvriers est de temps à autre invitée à se réunir pour applaudir les discours des chefs et approuver à l’unanimité les résolutions qu’on lui soumet : au fond, c’est une clique qui gouverne... Il s’agit bien d’une dictature, mais ce n’est pas la dictature du prolétariat, mais celle d’une poignée d’hommes politiques, c’est-à-dire une dictature au sens purement bourgeois, au sens de la dictature jacobine (périodicité des congrès des soviets reportée de trois à six mois). Et, plus encore, un tel état de choses doit accélérer inévitablement une recrudescence de la violence sauvage dans la vie publique : attentats, exécutions d’otages, etc. C’est une loi objective, toute-puissante, à laquelle aucun parti ne saurait se soustraire. (...)

L’erreur fondamentale de la théorie de Lénine-Trotski, c’est précisément qu’ils opposent, comme Kautsky, la dictature à la démocratie. « Dictature ou démocratie », voilà comment est posée la question par les bolcheviks aussi bien que par Kautsky. Naturellement, celui-ci se prononce pour la démocratie, c’est-à-dire la démocratie bourgeoise, puisque c’est l’alternative qu’il propose à la révolution socialiste. A l’inverse, Lénine et Trotski se prononcent pour la dictature, qu’ils opposent à la démocratie, et ce faisant pour la dictature d’une poignée de personnes, c’est-à-dire pour une dictature bourgeoise. Ces deux pôles opposés sont tous deux également éloignés de la véritable politique socialiste. (...)

Ce serait exiger de Lénine et de ses camarades une œuvre surhumaine que d’attendre encore d’eux qu’ils fassent naître, comme par miracle, dans de telles circonstances, la plus belle des démocraties (...). Le danger commence quand ils veulent faire de nécessité vertu, fixer en tous points une tactique qui leur a été imposée par des conditions fatales et recommander au [prolétariat] international de l’imiter comme un modèle de tactique socialiste.#

Textes, Editions sociales, Paris, 1982. Rosa Luxemburg 

a propósito do voto....


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Monday, January 17, 2022
 

 Era a primeira visita ao Zoológico da minha Aninhas, aqui a dar uma folha a um dromedário:

e lembrei-me que "a música da vida seria silenciada se as cordas da memória se rompessem". A Ana tem estado sempre na minha.

E também, do mesmo livro "o estado do tempo é como o governo- sempre calamitoso", ou seja melhor passarmos sem o clima, mas sem esquecer o Sol e a chuva que com os outros elementos fazem esta Terra, viva, e da, na qual não queremos só memórias.



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 Uma grande entrevista:

Climat : « On a dix ans. En dix ans, aucun nouveau réacteur nucléaire ne sera prêt » (Médiapart)

Le ministre de l’énergie du Luxembourg dénonce le « double jeu » de la France et l’absence de démocratie européenne à propos du projet de la Commission visant à classifier les énergies en fonction de leur contribution aux objectifs de la « neutralité climat ». Dans un entretien accordé à Mediapart, Claude Turmes pointe « une erreur politique majeure ».

Jade Lindgaard

15 janvier 2022 à 18h26

Les pays européens ont jusqu’au 21 janvier pour remettre à la Commission leur avis sur son projet de classification des énergies en fonction de leur contribution aux objectifs de « la neutralité climat » – ce qu’on appelle à Bruxelles la « taxonomie verte ». En incluant nucléaire et gaz fossile parmi les énergies de transition, la proposition a provoqué une levée de boucliers (lire ici à ce sujet). La France est sous le feu des critiques pour son lobbying forcené en faveur de l’atome, au point de soutenir les revendications pro-énergie fossile des pays gaziers (voir là).

Le Luxembourg fait partie, avec l’Allemagne, l’Autriche et l’Espagne, des États qui ont officiellement protesté contre le document de la Commission. Frontalier de la centrale nucléaire française de Cattenom, l'État envisage de saisir la Cour de justice de l'Union européenne et dénonce l’absence de procédure démocratique sur ce sujet hyper sensible.

Claude Turmes, son ministre de l’énergie, fut élu pendant presque vingt ans au Parlement européen. Il s’y fit connaître comme rapporteur des directives qui ont structuré la vision et la politique de l’Union sur le climat : directive sur les énergies renouvelables, sur l’efficacité énergétique, sur le marché de l’électricité et les plans climat, ainsi que sur le registre européen des lobbies. 

Claude Turmes, à droite, au Parlement européen à Strasbourg, en 2016. © Photo Christian Creutz/EP/REA

Dans un entretien à Mediapart, il estime que la Commission européenne commet « une erreur politique majeure », critique le double jeu de la France et s’inquiète : aucun nouveau réacteur nucléaire français ne sera prêt à temps pour lutter contre les dérèglements du climat. 

La Commission européenne a communiqué une proposition d’acte délégué sur la « taxonomie verte », sur laquelle les États membres ont jusqu’au 21 janvier pour donner leur avis. En tant que ministre de l’énergie du Luxembourg, que pensez-vous de cette proposition ?  

Claude Turmes : C’est une provocation. Et un acte politique qui va créer beaucoup de dommages sur un instrument, la taxonomie verte, que je considère très, très important. Si l’on veut gagner la lutte contre le changement climatique, il faut que les financiers aient des consignes claires pour investir dans les technologies qui sont vertueuses – l’efficacité énergétique et les renouvelables – et qui sont rapides. Le gaz et le nucléaire ne remplissent pas ces conditions. 

On voit très bien avec un pays comme la France, que le nucléaire crée un énorme problème pour la sécurité d’approvisionnement de l’Europe. Quinze de ses réacteurs, prétendus sûrs, sur un total de 56, sont actuellement à l’arrêt. La France avait un objectif de 23 % d’énergie renouvelable dans sa production d’énergie en 2020, et elle n’a atteint que 17 %. C’est le pays qui a raté son objectif de la façon la plus spectaculaire en comparaison avec tous les autres pays européens. 

Dès qu’on rêve de « nouveau nucléaire », le danger existe de ralentir le rythme des investissements dans les renouvelables. La coïncidence d’avoir de vieux réacteurs souvent en réparation et le fait de n’avoir pas mis en place ces dernières années assez de capacité d’éolien, surtout en mer, et de solaire, crée un problème de sécurité d’approvisionnement en ces jours de froid. Cela touche la France mais cela crée aussi un stress sur le système électrique européen. 

Pourquoi un stress sur le système européen ?

En cas de jours froids, la France importe 15 à 20 000 mégawatt (MW) sur le réseau européen. Elle est en déséquilibre dans son système électrique. Alors que la demande n’est pas très différente de ce qui avait été prévu par RTE [la société qui gère le réseau d’électricité en France – ndlr]. 

Pourquoi qualifiez-vous la proposition sur la table pour la taxonomie verte de « provocation » ? 

Le nucléaire est une technologie qui a un énorme problème de déchets, et présente un risque qui n’est pas zéro. C’est une technologie chère qui coûte le double des nouveaux investissements dans les renouvelables. Les EPR en construction à Hinkley Point, en Grande-Bretagne, et à Flamanville coûtent 100 à 120 euros par mégawatt-heure (MWh) d’électricité. Le nouvel éolien en mer, même en France, coûte 50 à 55 euros par MWh. L’autre grand problème, c’est le temps. Contre le changement climatique, on a dix ans pour gagner. Les nouveaux réacteurs promis en France, si jamais ils voient le jour, ne seront pas connectés avant 16 ou 18 ans. Donc on risque de perdre un élan qui existe dans la société vers le solaire et l’éolien, au profit d’un énorme exercice de diversion juste pour plaire au lobby nucléaire. 

Dans sa proposition, la Commission européenne demande des critères d’encadrement du nucléaire : disposer de fonds dédiés à la gestion des déchets et du démantèlement ; avoir des dispositifs opérationnels de stockage des déchets hautement radioactifs, du type de Cigéo, le projet de stockage en couche géologique profonde préparé à côté de Bure. Cela vous semble insuffisant ?

Oui, et je ne suis pas le seul à le dire. Le ministère allemand de l’environnement, qui a beaucoup de compétences sur ce sujet, dit que ces règles ne vont pas vraiment changer la donne. L’enfouissement en couche géologique profonde, c’est un peu la politique des trois singes : ne pas vouloir voir ce qui pourrait poser problème, ne rien vouloir dire de ce qu’on sait pour ne pas prendre de risque, et ne pas vouloir entendre pour pouvoir faire comme si on ne savait pas. Car cette question n’est pas tranchée entre les experts et je trouve assez incroyable que la Commission européenne, sous la pression de la France, suggère que ce soit une solution durable et super verte. 

S’ajoute la question du démantèlement des réacteurs. La France n’a pas provisionné assez d’argent. Par exemple pour La Hague [site d’Orano de traitement des assemblages de combustibles irradiés – ndlr], la France a provisionné zéro euro. L’usine sœur de La Hague, c’est Sellafield en Grande-Bretagne. Les Britanniques ont provisionné 100 milliards d’euros la concernant. Pour le démantèlement de ses réacteurs, la France a provisionné en tout 20 à 25 milliards d’euros. Or, dans un rapport de Barbara Pompili, qui date de l’époque de son mandat de députée, on lit que la France estime que démanteler un réacteur coûte 300 millions d’euros. L’Allemagne et la Grande-Bretagne, qui ont déjà démantelé des réacteurs, contrairement à la France, disent que cela coûte un milliard. Qui croire ? Je ne suis pas persuadé que le document de la Commission européenne sur la taxonomie va forcer la France à passer de 300 millions de provision par réacteur à un milliard. 

Troisième problème : l’un des grands facteurs de risque des réacteurs nucléaires français est que les piscines de combustibles usagés se trouvent à l’extérieur de l’enceinte en béton des bâtiments réacteurs, à la différence de toutes les centrales allemandes. Et c’est là qu’on voit comment la France a travaillé au corps la Commission européenne : dans la partie sécurité, la proposition de la Commission omet les questions de sécurité et d’attaques malveillantes. C’est un point faible de la filière nucléaire française. Enfin, la couverture du risque par les systèmes d’assurance des centrales nucléaires en cas d’accident n’apparaît pas non plus dans le texte de la Commission.

Une autre source d’énergie est défendue par cette proposition de taxonomie, c’est le gaz fossile, qualifié d’énergie de transition. Est-ce une bonne idée ?

Le bon côté du document sur le gaz, c’est qu’il dit que le gaz fossile doit être terminé en 2035. Il faudrait sûrement renforcer le monitoring et les conditions d’acceptation. Et le niveau des valeurs limites n’est pas bon [aujourd’hui fixé à 270 g de CO2/kWh d’électricité produite pour les installations autorisées d’ici la fin de 2030 – ndlr].  

Mais on voit là encore à quel point l’enjeu du nucléaire crée des incohérences : pourquoi permet-on que des centrales nucléaires soient construites jusqu’en 2045 ? Selon l’Agence internationale de l’énergie dans son « scénario 1,5° », le seul moyen pour le monde de gagner la course sur le climat, c’est que tous les pays développés aient un système électrique zéro carbone en 2035. Alors quel est l’intérêt de construire des centrales nucléaires après 2035, si c’est une énergie de transition ? Elles remplacent quoi jusqu’en 2045 ? Cela montre à quel point ce chapitre nucléaire est outrancier.

Le Luxembourg veut positionner sa place bancaire sur le créneau vert, et donc souhaite que la taxonomie européenne ait une grande crédibilité par rapport aux citoyens et aux investisseurs. Or, dans son état actuel, la taxonomie détruit une grande partie de cette crédibilité.

À lire aussi  Claude Turmes (DR).  Claude Turmes: «Les grands groupes n’ont pas vu venir la révolution douce de l’énergie»  28 février 2017 

En tant que ministre de l’énergie du Luxembourg, avez-vous eu une discussion avec les autres gouvernements sur ce qui devait figurer ou pas dans cette taxonomie dite verte ?

Il n’y a pas eu de transparence. Probablement, certains gouvernements avaient une très bonne entrée. Mais on ne m’a jamais demandé mon avis sur la question. Quelques gouvernements ont fait un exercice de lobbying magistral depuis un an. C’est quand même incroyable : ils ont rallié le lobby du gaz à la cause nucléaire. Il y a une énorme contradiction, et on peut dire un double jeu. 

Mon analyse, c’est que sans le vide créé par le changement de gouvernement en Allemagne, la France n’aurait pas réussi. Les trois pays baltes ne sont pas pro-nucléaires, la Grèce, Chypre, et Malte non plus. Il n’y a pas de majorité politique pour le nucléaire en Europe. Sauf si l’on cadenasse la procédure et qu’on réunit deux lobbies a priori distincts : le nucléaire et le gaz fossile. 

Pour établir cette nouvelle taxonomie verte, la Commission prépare un « acte délégué », c’est-à-dire une modification d’un acte législatif qu’elle peut décider sur la base d’une délégation de principe. Est-ce le bon format ?

Il faut lire les traités européens pour savoir ce qu’est un acte délégué. C’est une procédure pas très démocratique autorisée pour « les sujets non essentiels » d’un acte législatif. Nous, gouvernement luxembourgeois, analysons si le fait d’utiliser la forme de l’acte délégué pour traiter du gaz et du nucléaire ne sort pas de l’esprit de la loi sur la taxonomie. Nous sommes en contact à ce sujet avec l’Autriche, qui a déjà rendu un avis juridique qui va dans ce sens. Si Mme Von der Leyen persiste dans cette erreur politique majeure, nous étudions la possibilité de saisir la Cour européenne de justice, face à une procédure qui ne nous semble pas transparente, et pas conforme à l’esprit des traités européens. 

Quelle forme aurait dû prendre cette révision de la taxonomie ?

La proposition sur la table change en substance l’accord préexistant. Cela aurait donc dû passer par un amendement à la loi sur la taxonomie. Dans ce cas-là, nous aurions eu une procédure de codécision à la majorité qualifiée et on pourrait traiter le nucléaire et le gaz indépendamment l’un de l’autre. J’ai de très grands doutes sur le fait que le nucléaire aurait réuni une majorité. Passer par un acte délégué court-circuite la démocratie européenne. 

L’Allemagne n’a-t-elle pas une position ambiguë ? Ses ministres écologistes ont critiqué le soutien au nucléaire. Mais son ministre des finances, Christian Lindner (FDP, libéral), s’est réjoui du soutien au gaz comme énergie de transition.

L’Allemagne a une position très claire sur le nucléaire. J’ai sous les yeux le statement du ministre allemand des finances lors d’un important meeting des libéraux. Il dit : « Pour moi qui suis un libéral économique, où est le capital privé pour investir dans le nucléaire ? Où est l’assureur pour assurer le risque ? » Donc il dit qu’en tant que libéral, il ne peut pas être pour le nucléaire. Ce serait intéressant qu’un président libéral en France réfléchisse à cette position.  

Comment serait-il possible que la Commission arrive à une taxonomie qui ne lèse aucun État, compte tenu des différences entre leurs modèles énergétiques ?

C’est très facile. Que la Commission européenne arrête de jouer au pyromane sur cette question. Qu’elle fasse un amendement à la loi taxonomie, sur la partie nucléaire et sur la partie gaz, pour qu’il y ait un vrai débat. Que ce soit une vraie procédure démocratique et que tous les pays aient droit au chapitre. Que le Parlement soit un vrai codécideur. C’est la seule issue démocratique à ce dossier. Si la Commission européenne s’entête dans son erreur, la seule option sera de demander à la Cour de justice de trancher s’il n’y a pas un abus de pouvoir par la Commission. 

Mais quand on voit que les pays d’Europe centrale dépendent du charbon, que l’Allemagne sort du nucléaire et que la France veut le relancer, les contradictions ne sont-elles pas trop importantes pour trouver un accord qui satisfasse tout le monde ? 

Cette contradiction n’est qu’apparente. Le chemin est clair. L’avenir, c’est : l’efficacité énergétique, l’efficacité énergétique, l’efficacité énergétique. Ainsi que le solaire, l’éolien sur terre et l’éolien en mer, avec un peu de gaz fossile pendant quelques années, et après de l’hydrogène vert. RTE, qui n’est pas une ONG écologiste, dit qu’un scénario 100 % renouvelable pour l’électricité est possible en France. Les investissements en renouvelables électriques sont moitié moins chers que les nouveaux investissements nucléaires. 

Si l’on veut gagner la course contre le changement climatique, on a dix ans. En dix ans, aucun nouveau réacteur nucléaire ne sera prêt. Aucun. Par contre, on risque de ne pas construire assez de renouvelables. L’objectif de réduction de 55 % au moins des gaz à effet de serre en 2030 (par rapport à 1990), appelé « Fit for 55 » avec son objectif de renouvelables de 40 %, nous mettait sur le bon chemin. Les connexions électriques sont mises en place en Europe. Tout est là. Et au lieu d’avancer ensemble, on risque de faire dérailler toute la dynamique positive pour l’efficacité énergétique et les renouvelables à cause de la pression des lobbies. 

Jade Lindgaard

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Sunday, January 16, 2022
 

 Numa altura em que os arautos do sovietismo ou melhor do velho comunismo voltam a tentar limpar a sua imagem, numa altura em que os espíritos ditatoriais e totalitários das direitas se desenvolvem a coberto das maiores mentiras e da mais vil demagogia, numa altura em que o espírito liberal, libertário e socialista é esmagado pelos média ao serviço dos poderes, onde o espaço de pensamento alternativo é cada vez mais reduzido, ler este livro é um bálsamo e uma inspiração.

Max Aub foi um indomável lutador, da palavra justa, contra as cortinas que se estabelecem para desvirtuar o pensamento, com um humor sibilino e uma ironia iconoclástica.

Valerá a pena ser Corvo?


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civetta.buho@gmail.com

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