Novamente no palácio do Conde de Anadia, em Mangualde: https://palacioanadiamangualde.com
e com mais fotos de burrinhos, tiradas pelo Alan!:
Labels: AEPGA, Burrinhos, Mangualde, Palácio Conde Anadia
“A nação é estruturada só para sancionar os impostos” *
*e “tem que desenvolver-se por fronteiras artificiais” de Pierre Kropotkine, aqui: https://signos.blogspot.com/search/label/Kropotkine
1-A História
É área de muita, muita invenção. Mas escavando sempre vamos descobrindo a verdade. Que desagrada aos maiores falsificadores da dita, os nacionalistas, os xenófobos, os racistas.
No número anterior dissemos, e o temos repetido em sessões públicas, que todos, todos temos tetravós pretos africanos, e passámos no âmbito da criação das proto-línguas por ser bengalis, e os nossos egrégios avôs eram meio pretos.
São factos científicos, que só defensores de teorias estilo a Terra é plana ou, como acontecia com a plana maior nazi, é oca e nós vivemos na parte de dentro, ignoram. Vejam no que deu ou dá o disparate. Dá no Trump que tinha muitos como ele no Júlio que pensavam que eram o Napoleão. Alguns até em camisas de força.
2- A nação
Estas são as maiores mistificações do nosso tempo. As nações, como entidades socio-culturais e espaços geográficos (tema que desenvolveremos em próximos textos), sempre flutuante e ao sabor de eventos, só se constituem no século XVIII e/ou no início do século XIX, sobretudo com e após Napoleão.
É conhecida o facto de no final do século XIX, o rei D.Luís se ter deparado com pescadores que lhe referiram que o seu país era... a Póvoa de Varzim. Não há sentimento nacional, pese a invenção de mitos como Viriato ou a escaramuça de Aljubarrota, ou a defenestração. Um país inventado por atirar por uma janela o amante da rainha é isso a brava nação lusa?
E mesmo chegados ao século XX Salazar tremia ao pensar na união ibérica e reforçou o único elemento que distinguia os dois países, os toiros, que eram até meados dos anos 70 o ponto fulcral das identidades e festejos populares na Ibéria.
O golpe militar e movimento popular de 25 de Abril acabou com outro mito nacional, muito pouco integrado no sentir português é certo, refiro, aqui, um livro de grande nível de Jorge Valadas “Os caminhos da Insubmissão”, onde além da descrição dos tempos negros se percebe que não havia a mínima ideia que as colónias eram (da) nação, nem pelos nossos ”egrégios” que nelas vivem!
3- A Europa
Sou um iberista, um europeísta e um mundialista. Como referi em texto anterior e foi frase de ordem de Maio de 68 “Les frontières on s’ent fout”, e como nos diz também o enorme teórico em título só o Apoio Mútuo constituiu Humanidade (ver a ligação! Em título).
Mas a Europa poderia ser um desafio em defesa dos direitos, humanos, sociais, ambientais e todos em geral. A ideia de Europa, não a pervertida, raptada pelos medíocres Estados nações que a adulteraram em nome da lógica monetária e centrados unicamente na liberdade financeira e dos capitais, Europa projecto político que, em linha com ilustres filósofos, deveria ser uma trave para um mundo de paz.
Mas claro há dívidas a pagar, há ressarcimentos e passados que não se podem varrer para debaixo do tapete. A Europa é responsável, e, hoje infelizmente vivemos em redes de ilusão, desprezamos a responsabilidade, ignoramos.
E para acabar, a tema a que voltaremos, como nos dizia Gramsci temos que lutar contra a hegemonia e o pensamento dominante (que por isso tem os meios de dominar) e isso é tarefa de formiga. O sou.
4- O Mundo
Não é plano. O boneco é o mapa mundo, tal como ele é. Vem da NASA!
Labels: Fronteiras, Gazeta da Beira, nação
Como já tenho escrito por diversas vezes os actuais Verdes envergonhariam os seus fundadores e principais expoentes e todos os que pensam em alternativas e sustentabilidade.
A carta que segue a notícia deplorável é assinada por grandes amigos e alguns dos melhores pensadores ambientais:
#
Statement Letter sent to The Guardian, regards
https://www.theguardian.com/
The Green Party has taken a wrong turn on nuclear.
UK households already pay what amounts to a nuclear tax to fund Hinkley Point C and Sizewell C, among the world’s most expensive nuclear projects. Meanwhile, renewables generate 52% of UK electricity – more than four times nuclear’s contribution.
Globally, the contrast is starker. In 2025, solar capacity grew by 510GW and wind by 159GW, against just 1.5GW for nuclear: a 462:1 ratio. Renewables supplied 85.6% of new global generating capacity. Nuclear now adds in a year roughly what renewables add every two days.
With 20-plus-year construction times, repeated delays and huge cost overruns, new nuclear diverts scarce resources from faster options. Renewables, storage, efficiency and stronger grids can deliver much more for every pound spent.
Nuclear is increasingly marginal: too costly and too slow for the climate and energy challenges we face. For the UK, the direction of travel is clear.
Co-signed
Dr Paul Dorfman, Bennett Scholar, Bennett Institute, University of Sussex
Tom Burke CBE, Former CEO of Friends of the Earth and the Green Alliance.
Dr Ian Fairlie, Vice President, CND
Dr Phil Johnstone, Visiting Fellow, Global Studies, University of Sussex
Jonathon Porritt, Writer and Campaigner on Sustainable Development
Prof Andy Stirling, Science Policy Research Unit, University of Sussex
Dr David Toke, Reader in Energy Politics, University of Aberdeen
Prof Steve Thomas, Emeritus Professor of Energy Policy, University of Greenwich
Prof Brian Wynne, Emeritus Professor of Science Studies, University of Lancaster
#
É já no próximo Sábado:
que faríamos se fosse a nossa terra, se fossem as nossas comunidades, se fossemos invadidos?
Labels: Palestina
Uma revista importante mas que não consegue romper com a lógica da hegemonia no discurso. Artigos muito bons, o de Viriato Soromenho Marques e de discussão o de Henrique Sousa e &, outros interessantes e as entrevistas:
mas falta virar o paradigma. A economia, o trabalho e até a escola continuam no século passado. Se refiro Ivan Illitch pensam que estou a falar de uma invenção e se falo de André Gorz pensam que é só um pseudónimo.
E ainda querem saber o que é a hegemonia? É mudar o significado das palavras, roubá-las e com elas fazer ideologia.
Um manifesto no caminho, para a mesa do canto.
Labels: Manifesto, mesa do canto, Revistas
Vou estar na apresentação de uma revista/movimento criado também pelo saudoso Miguel Portas, hoje em Viseu. E o recordo sempre com gosto.
E comecei a ler um livro brutal logo no 1º capítulo:
estórias terríveis, vidas no limite, e identidades a inventar.
Pois não, é um livro bem grosso, toda a vilanagem do mundo e até Bukowski cabem aqui. Brutal, brutalista.
Cito: "O Brasil não é uma nação, José. O Brasil é uma latrina onde oxiúros cagados por ianques tentam imitar o interior do cu de onde saíram. Meu país é uma cloaca com hino e bandeira"
Labels: Brasil, Brutalista, Ricardo Rao
Hoje acordei com estas pútegas, que ne envia o amigo Miguel Boeiro:
"As pútegas, cientificamente denominadas Cytinus hypocistis, foram anexadas à família das Cytinaceae, ou, segundo outros botânicos, à família das Rafflesiaceae. Aparecem, como já referimos, em zonas de matos xerofílicos, pinhais e bosques abertos, preferencialmente nos litorais do Mediterrâneo, todavia, no nosso país, surgem praticamente em todo o território."
Lembrei-me de tantas outras.
Labels: Flores, Miguel Boeiro
Ora tenho em mão um livro "estranho", que parecendo uma viagem por um rio, imbrinca-se por meandros e meandros. Veneza, muita Veneza, cultura e literatura.E Sarajevo muito, também. E Istambul, que tem um texto de excelência pág. 239 e seg. E outras estórias., com a sobre o ladino na pág. 149.
muitas estórias...num livro que cultiva a língua francesa e os autores balcânicos.Labels: Livro, Mathias Enard