Vou estar nesta apresentação:
aqui:nesse mesmo dia pelas 8 da manhã irei com uns amigos, da editora e o autor, e com o apoio da direcção da mesma, visitar a Herdade da Contenda, onde se passa parte do livro, e a Tomina.
E estarei fora até dia 20.
Labels: Bandoleiros e Contrabandistas, Chamizo, Convento da Tomina
É, um dos muitos é certo, um dos meus favoritos:
Esta é uma das referências, que desconheço, deste simpático livrinho:
https://fr.wikipedia.org/wiki/Cath%C3%A9drale_Notre-Dame_de_Chartres
e esta, também me surpreendeu:
https://en.wikipedia.org/wiki/
e de assinalar o excelente, excelente mesmo, texto sobre Viena, escrito em 1940 e o delicioso sobre Sevilha de 1919.
Um livro que me deixou...
muito desiludido. Sem referências, uma escrita quase adolescente. De um lado o certo de outro o incerto.
Este livro está no meio.
Mais um número da Quercus, cheio de informações e artigos de muito interesse:
Labels: O.I.E., revista Quercus
Conheço-a e tenho-lhe estima.
além do estilo original e único dos bonecos tem arguto sentido político e vai directa ao alvo.Este vem muito a propósito do tema da minha conversa de dia 18....
Labels: Fonteiras, Humanidade
Hoje estive em Campo Maior.
Sou de opinião que há demasiadas flores bancas:
mas há sempre um ou outro imprevisto a dar lhes outra cor:
e a rua onde nasceu Azinhais Nabeiro está esplendorosa:
Labels: Campo Maior, Festas do Povo
O orvalho da manhã
de Graça Castanheira*
O orvalho forma-se enquanto dormimos. É esse o pormenor que o torna quase secreto: chega quando ninguém o vê chegar, na descida da temperatura antes do amanhecer, quando o ar deixa de conseguir segurar a água que traz suspensa e a devolve, gota a gota, às superfícies mais frias. Não cai do céu; condensa-se a partir da atmosfera, sobe das folhas e volta a pousar nelas, uma película é depositada sobre a erva, as teias, o metal de uma cancela, as costas imóveis de um insecto à espera do sol. De madrugada, encontramos tudo coberto por essa transpiração da terra, prova de que a noite foi sufientemente fresca. Há nisto uma mecânica delicada, quase uma cortesia física. O orvalho pede que exista uma diferença signicativa entre o calor do dia e o frio das horas escuras. Precisa desse contraste como quem precisa de uma inspiração antes de falar. E, quando se forma, alimenta sem alarde: sacia as abelhas antes do primeiro voo, é a humidade em que os caracóis se movimentam, a água que certas plantas absorvem pela folhagem. Um sistema inteiro de pequenas vidas organiza o horário em torno desta hora molhada. Mas todo este equilíbrio, que só se mantém enquanto tudo se move e coincide, assenta num pressuposto que o século XXI já não cumpre: o de que a noite, de facto, arrefeça.
Nas actuais ondas de calor, as temperaturas nocturnas não descem abaixo dos vinte graus, e o ar, quente a noite toda, guarda para si a água que devia devolver. Sem o arrefecimento nem a humidade da madrugada, a vegetação não se hidrata, e uma mata que amanhece seca arde melhor de dia: basta o vento, uma trovoada seca, uma faísca, para o fogo se agigantar. O que arde deixa de segurar a terra, e a terra que se solta assoreia os cursos de água, e os cursos de água que baixam aquecem mais depressa — cada perda a empurrar a seguinte, num terrível empilhamento, pleno de consequências.
O cerco aperta: a próxima peça a cair é a mais poderosa que julgamos possuir. Em Julho de 2025, várias centrais nucleares em França e na Suíça foram forçadas a parar ou reduzir a produção quando o calor elevou a temperatura dos rios acima dos limites regulatórios de refrigeração, e repetiu-se agora, no Verão de 2026, com pelo menos dez reactores desligados ou com potência reduzida na Europa devido às ondas de calor e aos níveis criticamente baixos dos rios. Em muitos casos as centrais pararam não porque o reactor corresse perigo, mas para proteger os ecossistemas — a água quente devolvida mataria toda a vida do rio. A central nuclear é, no imaginário do século XX, o próprio símbolo do domínio humano sobre a natureza. O átomo, esse fogo que julgávamos ter roubado aos deuses e vergado à nossa vontade, apaga-se porque depende afinal do caudal de um rio. Na Roménia, a marinha dinamita o leito do Danúbio para o obrigar a correr; na Hungria, o mesmo rio, em mínimos históricos, obriga a desligar a única central nuclear do país. Prometeu esqueceu-se de roubar a água também.
Já não é preciso imaginar a distopia. Chegámos aqui por insensibilidade, por falta de delicadeza perante factores observáveis como o desaparecimento do orvalho da manhã. Convém resistir à tentação de fazer um ajuste de contas — até porque a surdez foi de muitos. Seria fácil, e talvez até merecido, ir buscar um a um os que ainda ontem chamavam propaganda ou exagero à urgência climática, e perguntar-lhes o que dizem agora, perante toda a evidência. Mas suspeito que os veremos sobre- tudo a beber água — a que ainda houver — para fazer descer o enorme sapo que vão ter de engolir.
*Há muitos anos fez a edição e alguns bonecos para um livro meu e & sobre estórias da nuclear
Texto que tive que editar devido à desformatação da cópia. Aproveitei para corrigir algumas gralhas
Labels: Graça Castanheira, Orvalho
Hoje um velho amigo envia-me um texto, sobre o desespero ambiental e o ilustra com
e a sua tirada favorita sobre o céu nos cair nas cabeças.Gostava regularmente destes personagens e lamento que hoje parem nas mãos de ganhócios sem escrúpulos, sem respeito pelos autores, que já tinham vendido os direitos é certo.
Sem qualquer graça os imitadores mesmo quando bons na cópia do desenho. As histórias deslustram qualquer dos originais.
Mas hoje foi, outro dia triste. A vida continua a deixar-nos de rastos, mesmo quando o céu não nos caí nas cabeças e mesmo que não estamos sobre o escudo de Vercingétorix.
Labels: bds
Os burrinhos são muito curiosos e sociáveis. Estes da minha amiga Mila Riem, e enviados pela minha querida Aninhas:
Irei em breve:
https://osmeustrilhos.pt/flores-de-papel-nas-festas-do-povo-de-campo-maior/
não há nada que substitua o vivo. Estive lá creio que há 11 anos, quando das últimas.
Fiquei "astonished" . Ora depois vos direi.
Labels: Campo Maior, Flores
Hoje, no bar Nito, em Fregenal continuei:
e estive debaixo da virgem:Já as ruas:
certamente não lhes chove do chão....
Hoje foi dia de Tomatina, no Perico em Aroche:
Já os traseuntes também provaram:
e estavam de fazer crescer sal na boca.
P.S.
E recebo foto do vencedor do concurso. Um personagem brilhante, seja pelas origens que não enganam seja pela simpatia que irradia. Certamente o mereceu que o juiz é exigente e foi prova cega. Nada como o futebol....