Não resisto a trazer aqui algumas frases da autora e alguns comentários sobre:
“A língua não é só um instrumento é também um monumento”, no sentido da memória que traz e da cultura que encerra.
“e questiona o conceito de padrão/paternidade”. Não há autor. “As línguas escassamente reflectem as culturas a que estão associadas”. “As pessoas quando se movem, carregam as culturas e linguagens com elas” a língua muda.
E as pronúncias alteram as línguas...e entre 5 séculos e um milénio temos uma língua nova.
Abordados várias vezes são os cavalos e o seu papel na locomoção da língua e os seus sacrifícios...assim com sabemos que a nossa escrita já foi da direita para a esquerda. E que o sânscrito é um híbrido. A língua está sempre ligada a uma cultura e todas as culturas tem a sua mitologia”. De onde o falhanço do Esperanto.
E o basco, “é uma língua mista pois mais de metade das suas palavras são latim ou romance” , “As línguas forma identidades e as identidades formam linguagens” e “os nacionalistas projectam identidades nacionais num mundo que nunca as conheceu”
“A língua é um instrumento que funciona enquanto for útil para os falantes melhorarem a sua vida”
A introdução das análises de ADN reformulou todo o conhecimento das ocupações do território e este livro conduz-nos, além dessas frases soltas acima, descobrimos que a língua é um processo de assimilação, construção, substituição e miscigenação.
Não há pureza nas línguas. Contra os canhões marchar, afundar!
Com os meus 6 anos já frequentava termas, desde logo com os meus avôs, e logo continuei a visitá-las, mas tenho que dizer que durante muito tempo ignorei os tratamentos termais e só lá ia como curioso, dos seus espaços, dos seus hóteis, da sua decadência ou morte que denunciei, como a da Fadagosa da Beirã, entre outras. As defendi, como em Nisa e Retortillo ameaçadas por projectos aterradores de mineração, e também outras por negligência de gestão em alguns casos que não nomearei.
Conheço termas por toda a Ibéria e as descubro, quando bem exploradas como eixos fundamentais de sustentabilidade e desenvolvimento de cultura e actividade económica local.
Tenho muitos livros sobre termas, os espaços e também de narrativas, muitas vezes contando episódios reais nestas e recordo meia dúzia de filmes sobre, em elas. E escrevi sobre elas.
Neste momento concentro-me nas de Alcafache, onde sou, como todos é certo, recebido com simpatia e profissionalismo e onde as águas fantásticas recuperam maleitas de corpo e espírito. E tenho, como é sabido, muita estima pelos aproveitamentos geotérmicos quando a temperatura das águas o permite e nestas de Alcafache o sistema é eficiente e moderno.
Tenho falado com o Eng. Jorge Loureiro, proprietário do espaço, homem esclarecido, informado e com visão, e ontem mesmo me referiu um projecto estupendo, que muita vitalidade iria trazer a esta zona a criação de uma “espécie de parque aquático de águas termais” para usufruto lúdico destas águas, com diversos momentos de prazer, divertimento e saúde.
Aqui trago foto da maquete:
Já visitei, julgo que na Galiza, uma estrutura deste género. E aqui lamento que empecilhos político/burocráticos estejam, como acontece tantas vezes (e sabemos bem porquê!), a entravar todo o processo.
E não posso deixar de voltar a registar o meu lamento por o S.N.S. continuar de costas voltadas para esta importante mais valia do sistema de saúde e também a escassa, quase nula atenção que ao termalismo, entre outros processos auxiliares de medicina terapéutica, é dada nas universidades de medicina.
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Javalis quase urbanos... bem sei que é zona sobretudo de vivendas, com alguns espaços silvestres e campos de cultivo intercalados, mas a menos de 100 metros de espaços habitacionais e a talvez 1 ou 2 Kms do hotel Onix vinha eu calmamente na minha passeata e na estrada topo a uns 15 ou 20 metros o maior a olhar para mim, e logo atrás julgo que a fêmea:
e não, não eram estes que não tive tempo de os fotografar. Assim que lhes fiz shô, zarparam a grande velocidade.Mas aqui o registo, a vida selvagem esta em dimensão de praga, dado o extermínio absurdo dos lobos que a predadavam vai proliferante. Aqui se calhar acaba nalguns restaurantes....
Hoje foi um dia intenso.
Começou com uma caminhada, no entorno das termas, pela estrada romana:
e depois das águas uma grande conversa sobre termalismo com. o eng. Loureiro, que aqui trarei em próxima posta.Almoço, novamente, no Valério, em Mangualde e depois de almoço visito:
https://palacioanadiamangualde.com/
uma visita guiada, em castelhano (com o meu permisso!), pelo Jorge, diligente e sóbrio funcionário, coisas excelentes, além dos jardins, onde muito recordei G.R,T., bem cuidados e com diversas tipologias.
Do Palácio o melhor, excepcional mesmo, são os azulejos. Aqui deixo alguns exemplos:
Começo com Neptuno, iluminado, mas o próprio tem uma expressão de deus:
e segue o trabalho da vindima:
A foto deste azulejo, também fabuloso, ficou perdida....
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Um mocho, fantástico. Foto picada do Guardian e tratada:
no momento em concluo 2/3 deste tratamento termal, e acabo a primeira leitura, abaixo já comentada. Um livro que destrói totalmente as bases para o nazionalismo, e até para a reivindicaç~çao genética, que só existe em misturas. Ou quase....Labels: Livros, Mocho, nazionalismo
E já há filhotes....
este que se deixou estar a comiscar uma folheca enquanto vários passantes se preocupavam....Labels: Ouriço
Bem sei que falta muito ou pouco, depende dos critérios, mas para já é para colocar nas agendas. Lá estarei e com uma surpresa. Se adivinharem recebem um livro, grátis.
voltarei a trazer aqui o lembrete. Hoje para agenda que vai fazer calor e o Parque Eduardo VII é um espaço de fresquinha.
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Em frente, no arboreto, do hotel Onix, onde o ano passado já o tinha visto, lá estava este Ouriço:
e aqui já a esconder-se:
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Vim com 3 livros gordinhos, além da revisão de tradução em curso, para Viseu.
Mas só há pouco comecei um, interessante, mas até agora sem novidades:
a língua é um grande alçapão, onde jazem milhares, milhões de palavras. Este livro, tem a peculiaridade de juntar o ADN à investigação etnolinguística, e à ocupação espacial dos territórios e justa-pôr as línguas.
E a ciência desmente todas as teses nacionais ou nacionalistas, o que há, o que sempre houve são populações em movimento, assimilação, a bem ou a mal, e línguas que se formam e alteram com o tempo e a miscigenação, dos povos e das culturas.
Hoje só resta de El Cabrero isto:
https://youtu.be/jTtuP9byoQU?si=z1_Sp4w5MiK2uNX7
e aqui
https://www.youtube.com/watch?v=itGd8DjZyyE
há anos que o tenho em registo. Gloria já a tem!
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Um retiro, águas, caminhadas, livros, escritas, e desligações. E também a revisão de uma tradução para acabar, aqui trago, ainda, eventualmente não definitiva, a portada:
um excelente trabalho da Raquel Ferreira sobre a capa do original. Ficou melhor!E vou começar com este livro de que me dizem maravilhas. Mas é um livro para os amantes ou grandes conhecedores de Barcelona. E também de figuras que por lá passaram:
não me o considero, mas já lá estive 3 ou 4 vezes...
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