A terminar o ano leio este, que tirando o artigo que aqui publiquei e um ou outro interessante mas sem grande novidade é uma leitura de "tempo perdido".
embora ganhe referências a mais 2 ou 3 livros que registo, este é um jornal em perda. O cripto-cristianismo e a intolerância para com os direitos, além de por exemplo neste número alinhar com a ideologia natalista (não é crescimento?) são momentos que me merecem total crítica. Recordei Afonso Cautela que alinharia em grande parte com esta ideologia recentemente numa grande conversa com a Raquel Hermínio.
E não votos (não sou votante, normalmente) mas desejos e intenções para 2026
P.S. Estamos com mais de 3 mil visitas diárias, imagino que muitas acidentais, mas 120 portuguesas.
Labels: 2026, decrescimento
Uma grande aventura, e esta é de arquivo, a B.D.
Deixei, muito, esta este século, só tenho meia dúzia, é certo as melhores, e conheço outra meia dúzia da centena, classificadas de melhores.
um excelente registo dessas.Labels: B.D.s
Numa altura em que falece a nuclear os seus promotores e o sistema financeiro que está por detrás deles, através do sistema da hegemonia intriga pela obsolescência e procura contrariar a entropia que o condena.
Aqui um, mais um excelente artigo:
Só hoje, na Casa do Comum, fui ver, metade só é certo, este notável filme de Pedro Pinho:
que em sala estreou uma versão mais curta, de 3 horas e meia.Hoje vi 2 horas e 45 minutos exactamente metade do filme integral, 5 horas e meia. Tenho que dizer que o encontrei excepcional. Direcção de actores, actores, enredo, música e claro a realização. Espero nova sessão para poder ver a outra metade ou exibição em televisão.
Labels: Filme, O Riso e a Faca, Pedro Pinho
Um livro engraçado, uma espécie de Robinson Crusoé:
e do menino selvagem. Prémio Goncourt, dito inspirar-se numa estória, com escrita envolvente, mas sem golpe de asa e com uns finalmentes completamente inverossímeis, e ao total arrepio da verdade e da biografia do dito selvagem.Um almoço com as 4 primas, não faz esquecer a depressão dos tempos, assim como a leitura do divertido livro autobiográfico do meu estimado Galopim:
já sabia do bota-caguismo dos tropas e este livro confirma que são uns tontos com armas e poder.-Estórias do ridículo destas gentes e desta estrutura.
Labels: Auto-biografia, Galopim, tempo, tropa
Mais um, mais um Natal de profunda melancolia, não tenho dormido, nos últimos 3 dias fui a 4 funerais, também de grandes queridos ou queridas. Este mês, em 15 dias foram 5. A morte persegue a vida.
Tenho usado T.S. Eliot https://www.poetryfoundation.org/poems/47311/the-waste-land para minorar a tristeza.
Continuamos com mais estas cargas, já não passa. A ceifeira é implacável
Labels: melancolia, tristeza
Este ano estou peco de leituras. Estou a iniciar este:
que será, talvez, para durar esta vaga de frios.Aqui:
para curiosar-vos.
Dia 23 termino esta leitura, é um uma autêntica bomba. Contra a Hegemonia, contra a Entropia, contra a Obsolescência. Desmascara a hipocrisia, desmascara o discurso liberal, desmascara as falsidades e as mentiras do sistema.
Um livro de referência, sem a mínima.
Outro calhamaço, de quase 500 páginas, mas este com uma letra maior e mais espaços. Dois/três dias de leitura
É um livro erudito, escrito em modo de viagem jornalística, com um tema de base, de resposta claro, mesmo que possa ser falsa. A existência de Deus e a ressurreição da carne. As duas têm a mesma resposta, seja para os crentes seja para os não.
as palavras perdem-se nos seus significantes.Labels: Deus, Javier Cercas, palavras
Fiz hoje quase 500kms para ir almoçar com o meu querido amigo Claúdio Torres e família.
Foi, como sempre, um tempo muito prazeroso, embora ele se feche no silêncio da memória desvanescente, sempre com as suas artes e disposição inólvidável. Na despedida pediu-me para voltar mais vezes. Muito gostaria.
Aqui deixo o Vascão:
a correr vigoroso para encontrar o Guadiana...E aqui o pôr do Sol, algures, da minha janela:
Labels: Claúdio Torres, Guadiana, Pôr do Sol
São 600 páginas de autobiografia ou uma espécie:
estórias curiosas, e outras só estórias.
Passei o dia com ele e ainda me falta um capítulo. Gosto de biografias e esta é curiosa, o dia esteve particularmente frio e muito chovoso, nem saí de casa:
E as palavras continuam com as suas verdades, desmentíveis ou não.
E este livro tem, ainda, pequenos grandes segredos/secretos:
Na página 100 este troço de um poema de T.S. Eliot
"
Time present and time past
Are both present in time future
And time future contained in time past
"
e mais adiante esta em espanhol no livro
"
El passado y el futuro
lo que podria haber sido y lo que tristemente fue
anuncian un solo fin, siempre presente
" do mesmo Eliot.
Já adiante diz-nos que não acredita na história mas sim nas línguas, "porque as línguas concretam o tempo". Hoje quando a História se transforma em farrapos nada poderia ser mais verdade.
E também nos diz " A verdade não existe, só existem as palavras (por exemplo a palavra Deus!), e para além das palavras outras palavras voltam" Parêntese meu mas em linha com o autor .
Um dos momentos hilariantes do livro é na página 464, uma parte de um conto autobiográfico de Vargas Llosa, sobre a incapacidade da sua "pichula", nome divertido de picha, verga, caralho, pénis, no espanhol do Perú. Muito nos divertimos ao almoço....
Labels: Manuel Vilas, pichula, Salamandras
Descubro este no último livro de de Manuel Vilas:
Labels: Manuel Vilas, Pergolesi
Da Austrália me envia um querido amigo este foto de um Kangaroo das árvores, com desejos que no ano de 2026 sobreviva e o ano também...:
Na minha estadia de boa memória na Termas de Alcafache, no Banho descobri este fabuloso livro, de quase 600 páginas que é um levantamento socio-etno e antroplógico, além de também histórico fantástico da freguesia e mais de S.João da Lourosa que julgo poucos concelhos do nosso país têm.
esta a capa descolorida, a original é toda em fundo azul.Este livro tem me acompanhado, com leituras intercaladas desde que voltei das termas, ainda em Setembro.
Tenho que confessar que as lamas me fizeram excelência, e no próximo ano, já lido irei explorar melhor o ambiente local.
Labels: Alcafache, S.João Lourosa, Termas, Viseu
É um livro cheio de estórias deliciosas:
Carlos Gimenez é um dos grandes:
https://www.lambiek.net/artists/g/gimenez_carlos.htm
Lembra-me muito Milton Caniff:
https://www.lambiek.net/artists/c/caniff.htm
Aqui:
numa tarde cinzenta é/foi uma enorme prazer!Labels: B.D.s, Carlos Giménez, Milton Caniff
Hoje disfarçando com este cartoon fenomenal do meu estimado Luís Afonso:
venho escrever, novamente sobre as presidências. Sou favorável a sorteio. Não entre os candidatos nulos mas com o universo de todos os portugueses em condições. Como já sabem os que nos lêem.
Penso que todos os candidatos são nulidades absolutas. Um é um militar que foi desautorizado pelos seus próprios marinheiros (que recusaram embarcar num navio sem condições, recordam?) e que a única coisa que fez na vida foi mandar nas vacinas. Outro é pai de um delapidador do território, numa empresa que herdou (onde é que já vi este filme!) no absurdo projecto chamado Sophia, e sobre isso nem uma palavra. Outro, o conheço bem é, como diz um seu apoiante, um panhonhas e irrelevante, e muito mais haveria a acrescentar. Há ainda um que é apoiante da moto-serra para resolver os problemas.
Também conheço bem outro dos candidatos, colega, também do panhonhas no extinto Conselho da Juventude, e se bem que tenha categoria está marcado pelo estigma soviético. Faz parte do grupo que não conta, com outros.
Digam-me se não seria melhor sortear o Presidente, como alguns livros defendem e uma vasta, cada vez mais vasta corrente política também?
Não precisam responder!
Labels: cartoon, Presidenciais
Hoje, Domingo, sob pressão de ir a Lisboa... leio mais este:
sem grandes notas, e com as tribunas habituais.Labels: revista Quercus
A eternidade é, também, um segundo. O tempo não existe.
Hoje enviei essa mensagem a um querido amigo, cuja Margarida se apaga. E li, não que seja revista do meu agrado são raras as que compro, esta:
Atapuerca é uma Sima, mas este número desta revista, embora faça uma boa cronologia, espalha-se com o afins. É díficil defini-lo.
Desde o "Paradigme perdu", do grande E.Morin que é duro alterar as sequências...
Mas corresponde ao meu pensamento sobre esta N.G....
Labels: Atapuerca, Edgar Morin, National Geographic
No centro de Sevilha:
hoje me confirmam, já foi uma sinagoga, uma esnoga.Labels: Estrela David, Sevilha, Sinagoga
Estive 4 ou 5 dias em Segovia, há, talvez 30 anos. A recordo mal, mas ao ler este livro parece que estou lá, a comer o cochinillo, por exemplo. Ou a percorrer as ruas estreitas ao pé do aqueduto.
É um policial/negro sem desenlace, ou melhor o desenlace é só para o autor e os leitores que os criminosos escapam todos e nem sequer passam pela água entre os pingos da chuva. Ora há muitos assim e juízes incompetentes também, feitos....
este conta como o 1º, de facto 2º livro desta quadra. Vou seguir por umas revistas e a seguir os calhamaços.Foi um momento.
Hoje estive em Zafra. Um momento de excepção com o meu amigo António, marido da minha querida Mónica, falámos, trocámos memórias dela e do pensamento, soube notícias dos filhos e filhas.
Deu-me de volta momentos. Que saudades.
Comprei 3 livros, 2 muito compactos e um de B.D. e duas revistas, talvez dê até ao ano....os trarei aqui. E estive nesta iniciativa, levado pelo António.
estavam entre 100 e 120 pessoas e foi um bom momento, embora tenha muitas questões e discordâncias com os dois ditos historiadores que fizeram pequenas apresentações. Felizmente estamos todos do lado da Palestina....A intervenção sobre acção política, essa sim foi exemplar.
um bom conjunto musical e uma voz muito boa.
e também tempo para 3 conversas com novos ou velhos amigos, que registo com prazer.
Hoje a propósito de mais uma croniqueta do meu estimado Miguel Boieiro sobre estas:
aqui trago este:https://www.biodiversity4all.org/taxa/47126-Plantae
um sítio de 1ªªªªªªªªªªªª
Labels: Biodiversidade, Miguel Boeiro, Plantas
Já aqui tenho referido termas e banhos de caldas, além de águas termais.
Frequentei como utente 4 ou 5 termas e visitei algumas dezenas,, sobretudo na Ibéria. Li muitos livros sobre termas e até alguns policiais sobre ou nestas. Vi alguns filme de culto sobre estes espaços.
Ora por 5€ num alfarrábio encontro esta edição:
literatura é como nos diz o autor "toda a escrita colectiva do pensamento", que neste livro tropeça, bem, em pequenas estórias articuladas com espaços termais, dá-nos informações científicas e detalhadas sobre as águas destas e traz-nos, hoje, ao conhecimento muitas destas minas já extintas e outras recalibradas pelos tempos.
Um livro que poderia, valeria a pena, ter um complemento sobre o estado actual das termas nele descritas, muitas já idas e sobre tantas outras por ele ignoradas.
Mas uma leitura de excelência.
Labels: banhos therrmaes, Caldas, Ramalho Ortigão, Termas
Entro num período, como quase sempre... em que quase só leio...
este é um dos tais, meus favoritos. Muita mastigação, muita comida neuronal, muitas ligações.Tenho ora na mesa alguns mais tipo negros/policiais e alguma narrativa, e também outros.
Só isso nos dá vida ao espírito.
Labels: decrescimento, Livros
Uma ida à Figueira da Foz, para um momento de tristeza, e também outro de grande prazer.
O funeral de um querido primo, Manuel Souto. Um almoço na notável Cantarinha, além do convívio e também da dor.
E entretanto a leitura de um livro de referência:
Aldous Huxley que antecipa a I.A. que ele designa por Soma, a droga que manipula os espíritos, no Admirável Novo Mundo.Este livro é uma recolha de artigos de jornais, revistas e conferências. Notável, entre outros um sobre a defesa civil não violenta, ignorada pela Hegemonia que domina a comunicação social. Há 4 anos no ínicio da guerra na Ucrânia a defendi como método de resistência à agressão do império ex-soviético...
Recordo o contra-argumentário, pois vejam onde estamos, milhares de mortos, destruições incomensuráveis e a Rússia a papar cerca de 1/4 da Ucrânia. Na altura diziam-me que era isso que iria acontecer se fosse usada a não-violência como resistência ao invasor. Vejam onde chegámos, com a hecatombe ainda em curso, e nula resistência.
Só a não violência e a resistência civil podem, poderiam ter resistido. Assim... lá temos os contra-generais, os majores-almirantes e uns especialistas desenterrados de sabe-se lá onde a perroraram. Os pagam para isso e para não dizerem nada.
Labels: Aldous Huxley, Desobediência civil e Não violência, resistência civil
A capa não podia ser melhor mas esta revista é uma fraude, total. Artigos requentados e sem qualquer lógica ou enquadramento e nenhuma realidade actual sobre os tais, muitos paradoxos.
Nenhum dos temas da actualidade em Espanha, salvo a Palestina, tem qualquer artigo de relevo ou análise, todos os artigos de mortos mesmo que vivos e de alguns a fazerem de conta.
Uma maneira de ver completamente esdrúxula.
Labels: Espanha, Manière de Voir
Desde a "Vida das Plantas" que tenho nelo o olho. Este é sobre "mercadorias"....mas tenho que dizer que faria melhor se se dedica-se às plantas.
Este livro, embora com reflexões interessantes e uma enormidade de referências falta-lhe o principal, uma noção do que é a publicidade que ele defende como referência moral. Referência moral de quê? Do capitalismo mais desenfreado e da obsolescência dos nossos tempos? Um álibi para usufruir de mais valias e lógicas de escravatura sem responsabilidade?
Descobri a origem do fetichismo, dos meus sei bem qual é... e em contradição com a defesa que faz da publicidade diz-nos que a mercadoria é um elemento político e não só económico.
Um livro susceptível de gerar boas discussões com Coccia do outro lado, do lado do produtivismo, em contradição, também, com a vida das plantas
Nota: Continuamos a ultrapassar as 1500 visitas por dia. Deve ser da época!Labels: Coccia, Livro, Publicidade, Vida das plantas
coisas impossíveis faço 2 ou 3 antes do pequeno almoço, recordo ao ler o Calvino, bom...
5 contos de excelência, no meio de mais papeleo....é a vida...
E noto com particular gosto "La poubelle agréée", o balde do lixo regulamentar, uma estória mto divertida.
Tenho boas memórias e muitas saudades dela. É uma mulher excepcional, sempre activa e sempre com um sorriso desarmante. E espessa. Falo dela como se a pode-se ver ao virar da esquina e só hoje me dei conta que faz 5 anos que é espírito.
Almocei com a Liliana, informática e programadora da Gazeta da Beira, momento para conhecimento e para falarmos das nossas amizades.
Labels: Carmo Bica
Junte-se London, Orwell, Huxley, Bradburry e um pouco de Climáximo, meta-se tudo no termo-mix e temos isto:
um neo-plágio para adolescentes e outros ignorantes.Labels: ficção científica, Livros
Apelo ao não voto, ou quem quiser votar que vote branco ou nulo, que todos eles são verdadeiras nulidades e mais brancos que o susto. As presidenciais, directas são, como tenho escrito em vários momentos, um dos erros do sistema constitucional (o outro, mas esse susceptível de ser modificado, é o sistema eleitoral para as autarquias e também o para as legislativas....).
Votei 3 vezes nestas (ou melhor em 2, que numa repeti) e fiz ainda campanha noutras 2 (em que já não votei), embora numa discreta, na outra investiguei o campo de São Nicolau..... mas na altura era iminente.
Hoje não interessa nada, nada mesmo. Conheço pessoalmente três dos candidatos e só tenho boa opinião do António Filipe, que não concorre a estas eleições, mas por obrigação partidária. É boa pessoa, sólido e estudioso. Tenho parentes a apoiá-lo, mas....e dos outros que conheço não posso dizer nada, nada mesmo.
Estas eleições trazem-me ao pensamento um artigo de Charles M. Schulz, que hoje me enviaram:
todos a falar ao mesmo tempo e nenhum a alinhar a bota com a perdigota, nem a dizer algo com jeito.O melhor é o cão. Grande Snoopy!
Ainda aqui trarei artigo sobre alternativas....
Labels: Presidenciais, Snoopy
Islândia policial, negro....
um livro que corre pelas paisagens islandesas e por uma família de crápulas, de muito ricos como é o caso. Com um enredo de excelência embora o final pudesse ter mais força.
A seguir...
Labels: Islândia, livro negro, Policial
A história é uma grande trapaça.
A história do 1º de Dezembro, por exemplo. Não havia, nunca houve nenhum desejo de alteração da situação ibérica. Houve meia dúzia de criminosos que atiraram um duque pela janela e arregimentaram a população e proclamaram outro duque rei, ao serviço de determinados interesses económicos e contra outros. E depois seguiram-se 30 ou 40 anos de guerra, em que houve lutas internas, escaramuças com outros povos ibéricos, iguais a nós e enganados por outros elementos da nobreza. Na maior parte do país ignorava-se a titularidade.
Já entrados no século XVIII finalmente consagrou-se uma entidade estatal, em detrimento de outra, a Ibéria, que ficou todavia com os países catalães. A burguesia embrionária em aliança com sectores da nobreza nacional estruturou então o que viria a constituir, ao longo do século XVIII (sobretudo com Pombal), e sobretudo com as invasões napoleónicas, do século XIX a armadura do incipiente e troglodita capitalismo nacional.
A independência nunca foi tema, a nação só existe a partir do século XX, o que temos é um Estado ao serviço e a favor de interesses, comerciais e escassamente industriais sempre ligados a actividades primárias.
Hoje, faz parte do mito, temos um feriado, desprezado ou melhor ignorado pelo povo.
Viva a Ibéria dos povos.
Nota:
O Insignificante teve o mês passado perto das 60.000 visitas, e mesmo se calcular metade são por acaso ou acidente, temos mais de 1.000 por dia, hoje por exemplo foram 1.700.
Mais do que grande parte dos órgãos de informação.....
Labels: IBERIA, Insignificante, M.I.U. (movimiento iberia unida)