Este já fazia parte dos livros pensados para o retiro....
mas o calor de ananases levou a que ora retirado a domicílio o tenha lido.O título enquadra alguns contos, de raiz kafkiana, gostosos. Só um se passa no balneário.
Que julgo que fora este:
https://turismo.euskadi.eus/es/patrimonio-cultural/balneario-de-alzola/webtur00-content/es/
https://www.alzola.com/es/historias-del-balneario-de-alzola/
que como tantos por acá, já foi.
Com os meus 6 anos já frequentava termas, desde logo com os meus avôs, e logo continuei a visitá-las, mas tenho que dizer que durante muito tempo ignorei os tratamentos termais e só lá ia como curioso, dos seus espaços, dos seus hóteis, da sua decadência ou morte que denunciei, como a da Fadagosa da Beirã, entre outras. As defendi, como em Nisa e Retortillo ameaçadas por projectos aterradores de mineração, e também outras por negligência de gestão em alguns casos que não nomearei.
Conheço termas por toda a Ibéria e as descubro, quando bem exploradas como eixos fundamentais de sustentabilidade e desenvolvimento de cultura e actividade económica local.
Tenho muitos livros sobre termas, os espaços e também de narrativas, muitas vezes contando episódios reais nestas e recordo meia dúzia de filmes sobre, em elas. E escrevi sobre elas.
Neste momento concentro-me nas de Alcafache, onde sou, como todos é certo, recebido com simpatia e profissionalismo e onde as águas fantásticas recuperam maleitas de corpo e espírito. E tenho, como é sabido, muita estima pelos aproveitamentos geotérmicos quando a temperatura das águas o permite e nestas de Alcafache o sistema é eficiente e moderno.
Tenho falado com o Eng. Jorge Loureiro, proprietário do espaço, homem esclarecido, informado e com visão, e ontem mesmo me referiu um projecto estupendo, que muita vitalidade iria trazer a esta zona a criação de uma “espécie de parque aquático de águas termais” para usufruto lúdico destas águas, com diversos momentos de prazer, divertimento e saúde.
Aqui trago foto da maquete:
Já visitei, julgo que na Galiza, uma estrutura deste género. E aqui lamento que empecilhos político/burocráticos estejam, como acontece tantas vezes (e sabemos bem porquê!), a entravar todo o processo.
E não posso deixar de voltar a registar o meu lamento por o S.N.S. continuar de costas voltadas para esta importante mais valia do sistema de saúde e também a escassa, quase nula atenção que ao termalismo, entre outros processos auxiliares de medicina terapéutica, é dada nas universidades de medicina.
E aqui:
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Hoje foi um dia intenso.
Começou com uma caminhada, no entorno das termas, pela estrada romana:
e depois das águas uma grande conversa sobre termalismo com. o eng. Loureiro, que aqui trarei em próxima posta.Almoço, novamente, no Valério, em Mangualde e depois de almoço visito:
https://palacioanadiamangualde.com/
uma visita guiada, em castelhano (com o meu permisso!), pelo Jorge, diligente e sóbrio funcionário, coisas excelentes, além dos jardins, onde muito recordei G.R,T., bem cuidados e com diversas tipologias.
Do Palácio o melhor, excepcional mesmo, são os azulejos. Aqui deixo alguns exemplos:
Começo com Neptuno, iluminado, mas o próprio tem uma expressão de deus:
e segue o trabalho da vindima:
A foto deste azulejo, também fabuloso, ficou perdida....
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Um retiro, águas, caminhadas, livros, escritas, e desligações. E também a revisão de uma tradução para acabar, aqui trago, ainda, eventualmente não definitiva, a portada:
um excelente trabalho da Raquel Ferreira sobre a capa do original. Ficou melhor!E vou começar com este livro de que me dizem maravilhas. Mas é um livro para os amantes ou grandes conhecedores de Barcelona. E também de figuras que por lá passaram:
não me o considero, mas já lá estive 3 ou 4 vezes...
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Estive hoje em Zafra, a fazer colheita. De puros e cigarilhas, e sementes, daqui:
mais uma magnifica capa. Além das notícias e de artigos sobre momentos nesta área, um artigo sobre Carmen Martin Gaite, onde pesco um seu livro premiado "El Balneario", já encomendado.E colheita de outra revista, que aqui também trarei e e livros. Um sobre a história do carvão que reúne várias recomendações de relevo.
O levarei para as termas...para as quais, já previstas (10 dias), já tenho q.b. de leituras.
Na minha estadia de boa memória na Termas de Alcafache, no Banho descobri este fabuloso livro, de quase 600 páginas que é um levantamento socio-etno e antroplógico, além de também histórico fantástico da freguesia e mais de S.João da Lourosa que julgo poucos concelhos do nosso país têm.
esta a capa descolorida, a original é toda em fundo azul.Este livro tem me acompanhado, com leituras intercaladas desde que voltei das termas, ainda em Setembro.
Tenho que confessar que as lamas me fizeram excelência, e no próximo ano, já lido irei explorar melhor o ambiente local.
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Já aqui tenho referido termas e banhos de caldas, além de águas termais.
Frequentei como utente 4 ou 5 termas e visitei algumas dezenas,, sobretudo na Ibéria. Li muitos livros sobre termas e até alguns policiais sobre ou nestas. Vi alguns filme de culto sobre estes espaços.
Ora por 5€ num alfarrábio encontro esta edição:
literatura é como nos diz o autor "toda a escrita colectiva do pensamento", que neste livro tropeça, bem, em pequenas estórias articuladas com espaços termais, dá-nos informações científicas e detalhadas sobre as águas destas e traz-nos, hoje, ao conhecimento muitas destas minas já extintas e outras recalibradas pelos tempos.
Um livro que poderia, valeria a pena, ter um complemento sobre o estado actual das termas nele descritas, muitas já idas e sobre tantas outras por ele ignoradas.
Mas uma leitura de excelência.
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Interessante ver como o tempo passou (este livro tem 30 anos, é de 1996, reportando a 95) e alterou inúmeros dados deste simpático livrinho, não tanto em relação com as Termas de Alcafache, mas aqui também com relação ao seu espaço, entorno, hoje em queda livre, como todos os espaços termais, quase todos.
E ver o mapa da página 6 transporta-nos a outro tempo....
muitos dados e uma linguagem com a patine de outros tempos.
Com muito agrado registo os tratamentos e o acolhimento.
E hoje, com o Eng. Loureiro (filho do autor) partilhamos saudade de Martins Carvalho, enquanto me proporciona a visita das instalações geotérmicas que utiliza nas suas termas:
e aqui:
e me fornece informações de grande utilidade sobre este espaço e os seus impedimentos....Fui almoçar à Quinta da Margarenha: https://www.magarenha.com/ e embora não seja adepto de restaurantes enormes, este tem qualidade:
aí fica. Voltarei com mais gente.Depois fui, parece ao pé, mas as estradinhas dão uma volta dos diabos, até à Casa do Passal, onde noutra morou Aristides Sousa Mendes, um, talvez mesmo dos poucos heróis nacionais:
https://fundacaoaristidesdesousamendes.pt/category/casa-do-passal/
ainda passei pelas Termas de Sangemil, engraçadas, mas sem lamas.... numa terra que como todas as outras termais está a cair aos pedaços, tendo, esta todavia, um excelente hotel.
Acabo o dia com umas pedras....
Labels: Aristides Sousa Mendes, Gastronomia, Termas
Ínicio dos tratamentos em Alcafache e passeio na Feira S.Mateus, onde sou esportulado: um pauzinho de enguias de escabeche 40€, aqui:
e um barril das mesmas:por 250€
e, depois, sem o dito!, um percurso pela cidade, que há anos não visitava.
Ora vou à piscina, mas antes acabo de ler:
que me soube a pouco. Falto de edição, com algumas incoerências e muito ego do meu amigo Eduardo... Mas fica o Canto.
Hoje recebi uma estória que mostra porque estamos onde estamos. Uma senhora presidente de Câmara usa os bens públicos e os serviços municipais a seu belo prazer. como se fosse tudo dela. Em vez de cuidar desenvolver as potencialidades locais rege-se por lógicas de arrivismo e de ego.
Neste município há uma instalação termal, nova, mas completamente ao desbarato e subutilizada, porque a senhora por questões pessoais intimas, que tem a ver com as suas incapacidades e prepotência, tem expulsado os técnicos competentes e especializados das instalações. Recentemente o meu amigo Ignacio, dono do balneário de El Raposo, esteve em Nisa e com um personagem conhecido no termalismo quis visitar as Termas, Estas já estavam fora da hora de serviço pelo que um funcionário presente, com o acordo do administrador, os acompanhou na visita. Pois a senhora no dia seguinte despediu o funcionário, o administrador não que é um seu boby (o funcionário estava a meio de contratos a prazo!).
É uma ditadora. Tem transformado a terra num parque temático sem bases, nem ideias. Será substituida, mas dizem-me que continuará a aventasmar o concelho.
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E contêm micro-plásticos e poluentes químicos vários.
claro que algumas tendo origens termais, têm também alguns benefícios. Mas consumi-las em garrafas de vidro! E a de "el cano" é preferível.Águas termais.....
acima a piscina romana,
e no simpático Centro de Interpretação não esquecem outras termas.
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De caminho para as Termas da Sulfurea acabo alguns processos. Vamos ver como seguem.
E escolho leituras, 3 ou 4, biografias, política, sociologia, urbanismo.....
Talvez ainda carregue este España Fea, elucidativo e meticuloso e tão perto de nós, pela delapidação do património, pela corrupção, pelos procedimentos...
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Depois de almoço fomos à Ermida de S.Mamés
e contigua a essa a cidade/villa romana de Turóbriga, grande, mas insuficientemente valorizada e escavada, e há que dizé-lo sem grandes referências de registo, mas aqui ficam as Termas, que me fascinam, e estas deviam ser enormes:
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