Com os meus 6 anos já frequentava termas, desde logo com os meus avôs, e logo continuei a visitá-las, mas tenho que dizer que durante muito tempo ignorei os tratamentos termais e só lá ia como curioso, dos seus espaços, dos seus hóteis, da sua decadência ou morte que denunciei, como a da Fadagosa da Beirã, entre outras. As defendi, como em Nisa e Retortillo ameaçadas por projectos aterradores de mineração, e também outras por negligência de gestão em alguns casos que não nomearei.
Conheço termas por toda a Ibéria e as descubro, quando bem exploradas como eixos fundamentais de sustentabilidade e desenvolvimento de cultura e actividade económica local.
Tenho muitos livros sobre termas, os espaços e também de narrativas, muitas vezes contando episódios reais nestas e recordo meia dúzia de filmes sobre, em elas. E escrevi sobre elas.
Neste momento concentro-me nas de Alcafache, onde sou, como todos é certo, recebido com simpatia e profissionalismo e onde as águas fantásticas recuperam maleitas de corpo e espírito. E tenho, como é sabido, muita estima pelos aproveitamentos geotérmicos quando a temperatura das águas o permite e nestas de Alcafache o sistema é eficiente e moderno.
Tenho falado com o Eng. Jorge Loureiro, proprietário do espaço, homem esclarecido, informado e com visão, e ontem mesmo me referiu um projecto estupendo, que muita vitalidade iria trazer a esta zona a criação de uma “espécie de parque aquático de águas termais” para usufruto lúdico destas águas, com diversos momentos de prazer, divertimento e saúde.
Aqui trago foto da maquete:
Já visitei, julgo que na Galiza, uma estrutura deste género. E aqui lamento que empecilhos político/burocráticos estejam, como acontece tantas vezes (e sabemos bem porquê!), a entravar todo o processo.
E não posso deixar de voltar a registar o meu lamento por o S.N.S. continuar de costas voltadas para esta importante mais valia do sistema de saúde e também a escassa, quase nula atenção que ao termalismo, entre outros processos auxiliares de medicina terapéutica, é dada nas universidades de medicina.
E aqui:
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Na minha estadia de boa memória na Termas de Alcafache, no Banho descobri este fabuloso livro, de quase 600 páginas que é um levantamento socio-etno e antroplógico, além de também histórico fantástico da freguesia e mais de S.João da Lourosa que julgo poucos concelhos do nosso país têm.
esta a capa descolorida, a original é toda em fundo azul.Este livro tem me acompanhado, com leituras intercaladas desde que voltei das termas, ainda em Setembro.
Tenho que confessar que as lamas me fizeram excelência, e no próximo ano, já lido irei explorar melhor o ambiente local.
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Interessante ver como o tempo passou (este livro tem 30 anos, é de 1996, reportando a 95) e alterou inúmeros dados deste simpático livrinho, não tanto em relação com as Termas de Alcafache, mas aqui também com relação ao seu espaço, entorno, hoje em queda livre, como todos os espaços termais, quase todos.
E ver o mapa da página 6 transporta-nos a outro tempo....
muitos dados e uma linguagem com a patine de outros tempos.
Com muito agrado registo os tratamentos e o acolhimento.
E hoje, com o Eng. Loureiro (filho do autor) partilhamos saudade de Martins Carvalho, enquanto me proporciona a visita das instalações geotérmicas que utiliza nas suas termas:
e aqui:
e me fornece informações de grande utilidade sobre este espaço e os seus impedimentos....