São 600 páginas de autobiografia ou uma espécie:
estórias curiosas, e outras só estórias.
Passei o dia com ele e ainda me falta um capítulo. Gosto de biografias e esta é curiosa, o dia esteve particularmente frio e muito chovoso, nem saí de casa:
E as palavras continuam com as suas verdades, desmentíveis ou não.
E este livro tem, ainda, pequenos grandes segredos/secretos:
Na página 100 este troço de um poema de T.S. Eliot
"
Time present and time past
Are both present in time future
And time future contained in time past
"
e mais adiante esta em espanhol no livro
"
El passado y el futuro
lo que podria haber sido y lo que tristemente fue
anuncian un solo fin, siempre presente
" do mesmo Eliot.
Já adiante diz-nos que não acredita na história mas sim nas línguas, "porque as línguas concretam o tempo". Hoje quando a História se transforma em farrapos nada poderia ser mais verdade.
E também nos diz " A verdade não existe, só existem as palavras (por exemplo a palavra Deus!), e para além das palavras outras palavras voltam" Parêntese meu mas em linha com o autor .
Um dos momentos hilariantes do livro é na página 464, uma parte de um conto autobiográfico de Vargas Llosa, sobre a incapacidade da sua "pichula", nome divertido de picha, verga, caralho, pénis, no espanhol do Perú. Muito nos divertimos ao almoço....
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Hoje fui rever este à Cinemateca, antes passei pela S.N.B.A. onde estavam os trabalhos dos finalistas de Belas Artes. Retive os 2 abaixo:
E aqui o filme, vale a pena!
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