Tenho este há muito para ler. Livros policiais, negros são meus favoritos, densidade psicológica, personagens estranhamente e familiares, e claro este passado na Islândia.
Mas deixam-me logo em tensão. fico stressado e até um pouco nervoso.
Este aqui:
Labels: Islândia, livro negro, Sigurdardóttir
Ora vejo os locais onde se passa este policial, fraquinho tenho que o lamentar, de um autor que já nos deu melhor.
um final mau, no sentido do estilo. Mas um bom romance, islandês.Labels: Islândia, Polar, RagnarJónasson
Islândia policial, negro....
um livro que corre pelas paisagens islandesas e por uma família de crápulas, de muito ricos como é o caso. Com um enredo de excelência embora o final pudesse ter mais força.
A seguir...
Labels: Islândia, livro negro, Policial
Há pouco, quase nenhum, cinema islandês por cá, este vi-o, num horário impróprio, dado o meu fascínio pela ilha.
e se bem que pensa-se que a estória seria uma pepineira, fui surpreendido pela qualidade dos jovens actores e pela mão do director que transforma uma estória da carochinha em espessura e com densidade, que ombreia com outros bons filmes massacrados pela distribuição.Como todos os livros compactos foi difícil o início...
mas é um romance notável, que prende desde logo, uma trama familiar islandesa complexa.Penso que já aqui trouxe este que ora reli com muito prazer. É pouco provável, dados os custos e o resto que volte à TERRA DE GELO, Iceland, que traduzimos, mal, por Islândia, mas os momentos, as paisagens, as gentes, o movimento e as leituras do espaço irão encher o meu pensamento.
este calhamaço, com fotografias de sonho e realidade encheu-me o espírito, novamente. Indescritível.Mergulho com as baleias e voo com o pufin. Corro como a raposa. Foi, é, será.
Islândia uma ilha a não perder
Há muito tinha em agenda ir à Islândia, cheguei a ter viagem marcada no ano da Covid. Este ano foi mesmo.
Era um velho sonho e agora um novo desejo.
1-Gosto muito de ilhas e adoro vulcões. As gentes das ilhas têm outros comportamentos já visitei diversos vulcões, e caminhei por eles e até na Chã das Caldeiras em cima de lava em movimento. Os vulcões são fontes de vida, seja pelos nutrientes que disseminam pelos solos e os fertilizam, seja pelo calor que aproveitado dá energia desse ou convertida em electricidade. E também são base para construções. Fui à Islândia também pelos vulcões. Caminhámos por eles, vimos lava ardente e o fumo de muitos geysers.
2- Gosto muito de novas energias e recordei o meu querido amigo Martins Carvalho, grande especialista de geotermia, e as muitas conversas que sobre essa tivemos, e os aproveitamentos que aqui são feitos, mas também em Portugal e nos Açores especialmente. Há várias centrais geotérmicas na ilha e estas fornecem mais de 70% da electricidade e quase todo o calor térmico para as habitações e indústria.
3-Gosto de espaços e da sua ocupação pelo homem, que nestes introduziu culturas e animais, os cavalos islandeses, que montei cerca de uma hora, são únicos, lindos de morrer, e as ovelhas, diferentes das nossas, ora a sair dos estábulos onde passam o inverno além de únicas, dão uma lã de alta qualidade, usada (atenção às falcatruas) nos melhores utensílios de vestuário. Mas tivemos ocasião de ver uma raposa ártica, único mamífero terrestre que os humanos encontraram na ilha, e claro baleias, num barco com um guia biólogo de alta qualidade, português, o Miguel, em Husavik. Vimos uma Minke e três Humbpack, além de, à vista da sua ilha, já muitos Pufins retornados do Canadá.
4- Aprecio a formação da Terra, a sua geologia e na Islândia, em Y, temos a falha euro-americana, que aumenta 2/3 mm por ano e que em breve, milhões de anos... , transformará a ilha em duas ou três, além de vermos magníficas quedas de água e cataratas deslumbrantes.
5- Sou um adepto dos termalismos por isso não podia perder dois banhos em duas lagoas a famosa Lagoa Azul e a Florestal em Akureyri, e verificar a paixão deste povo por esta prática social.
6- É um país cheio de Museus, tenho um livro só com os museus desconhecidos, mas só tive ocasião de visitar o Museu Nacional, que conta a história da ocupação da ilha e pormenores políticos. Falta um momento que vários islandeses me confiaram com orgulho, o quebrar a espinha aos bancos na crise do início do século (2007/8). Com cerca de 300.000 habitantes soube que 20% não são nativos e desses metade são polacos, aliás no nosso contacto, cafés, restaurantes, turismo é raro encontrar um islandês, com graça uma polaca dizia-me que eles estão nos escritórios.
Da comida já aqui falei, é integrado no ambiente local, mas para um país onde a cerveja esteve proibida até aos anos 80 têm uma alta gama e qualidade dessas, além da aguardente que acompanha o tubarão e um uísque que não perde com o japonês.
7- Também fui verificar a destruição do clima, a desglaciação galopante, e as alterações que tal irá implicar (vi uma foca a lutar para entrar num lago glaciar).Deixou-me banzo o nível e enorme quantidade de gelo que já foi.
8- Também percorri a capital, estive em muitas lojas, bares, e até igrejas e a catedral, além de restaurantes e a Harpa! Fui jantar a casa de uma nativa, comi bacalhau fresco cozido e verifiquei a qualidade da estrutura habitacional. O povo islandês e os que aqui vivem tem um trato muito amável, quase não vi polícia, e o ambiente social aparenta a maior calma. Encontrei muitos americanos alarmados com o futuro da ilha...alguns a pensarem emigrar, até lhes dei um contacto para cá.
9- Aqui um resumo do programa que pedi ao meu agente de viagens e amigo Pedro Leal da By travel (Oeiras) e que ele organizou magistralmente e sempre atento e dando indicações para o local:
01 de Maio – passeio pela cidade de Reiquiavique, utilizando o serviço de sightseing no Hop on Hop of
02 de Maio - tour Jokulsárlon Glaciar Lagoon (tour mais extenso = 14h00)
03 de Maio - Tour Triangulo Dourado… COM inclusão do passeio a cavalo (tour de 10h)
04 de Maio - Dia de passeio para rumarem, carro alugado, ao nordeste da ilha – destino final Akureyri!
05 de Maio - Observação de Baleias e Puffins com início em Husavik (a 86 km de Akureyri),
06 de Maio - Tour cascatas de Godafoss + Lago Myvatn (cerca de 8/9 horas), no carro alugado
08 de Maio - Tour Snaefellsnes and Kirkjuhell (tour de 11h)
09 de Maio - Tour Volcanic wonders, Grindavik and The Blue Lagoon (tour de 10h)
E tenho que registar a alta qualidade dos 3 guias que tivemos, além do já referido biólogo, guias que recebem um ano de formação sobre a história, geologia e cultura,
A Hildnt que nos conduziu, excelente condutora!, na 1º dia. O Thor, com uma barba monumental, que nos guiou pela 1ª península e o Albert que nos deixou na Lagoa.
10- Outras lateralidades houve, e outros eventos ou acontecimentos estão também relatados aqui no blog, e talvez ainda escreva mais sobre esta terra que é desejo que continua.
Estou, por ora, a chegar ao fim do levantamento da viagem à Islândia:
acima algumas imagens e estórias que continuarão e abaixo três das revistinhas que iluminam quew por lá passa, de dia ou de noite:
Ainda aqui escreverei sobre esta viagem, e, não deixarei de seguir esta ilha à derriva e a aumentar todos os tempos.Labels: Islândia
Hoje trago aqui as quedas de água, cataratas (já aqui trouxe uma!) mais impressionantes que já vi na vida:
e esta é outra:
e esta ainda outra:
Em próximo post irei tecer alguns comentários sobre a preparação e eventos da viagem. Talvez só depois do novo precalço do próximo Domingo, a vida, como a água continua....Labels: Cataratas, Islândia, Quedas de àgua
Já caminhei sobre lava em movimento na Chã das Caldeiras, em Cabo Verde. Na Islândia caminhei sobre lava sólida, e com campos a perder o horizonte.
notem a diferença da cor!e sobre esta caminhámos:aqui mesmo debaixo dos nossos pés:
e ao pé estas montanhas:Amanhã aqui trarei quedas de água fabulosas e paisagens sem fim. Hoje uma série de pequenas notas.
Dois cisnes afastam-se no parqure em frente ao Museu Nacional:
Aqui um vista do centro de Akureyri, onde voltei a notar a especificidade das construções permitindo o aquecimento geotérmico e estando optimamente construídas para o isolamento:
e aqui mais um livro sobre a Islândia:
qualquer um se perde, ou perde a cabaça nesta ilha.Onde é difícil ter peso na cabeça....A lava chega até à costa, neste dia o tempo estava terrível:
mas lindo de morrer!a seguir vamos aos vulcões!
toda a ilha.Labels: Islândia
É um "must" nestas ilhas, as lagoas onde se descontrai da vida.
Esta em Akureyri :
e esta, a famosa lagoa Azul perto de Reykjavic:Continuamos na Islândia.
Hoje começamos com a falha euro/americana que atravessa de duas formas a ilha, que todos os anos aumenta:
neste local reuniam os primeiros chefes tribais para tomar decisões.e não creio que as tomassem ao jogo:
Labels: falha euro americana, Islândia, poder
Aqui os geysers:
e aqui, noutra ponta da ilha as fumarolas
A Islândia tem quase 40% de electricidade de origem geotérmica e 90% da ilha é abastecida em calor pela terra.
Lembrei as centrais nos Açores que visitei assim como as Furnas, aqui têm outra dimensão
Esta, infelizmente não consegui visitar:
https://visitreykjavik.is/service/geothermal-exhibition
se houver outra oportunidade, mas... é caro....
No próximo post irei referir uma livraria excelente em Reykavic que émula a Casa Comum ou a Ler Devagar.
Hoje aqui refiro dois dos livrinhos que adquiri sobre dois elementos estruturantes da Islândia.
Os vulcões:
e sobre esta lava caminhámos!E sobre as mitologias, os contos destas, as tradições que fazem o povo:
os li no avião na volta! E chegado mergulhei nesta notável música folk/popular:Comer é caro, muito na Islândia, estamos no país com o maior rendimento per capita do mundo...
acima um caldo de peixe e um troço de pão e manteiga.Comi alabote, peixe-gato, bacalhau (fresco cozido), arenque, salmão (que não é de cultivo e é outra coisa!), e provei tubarão só tragável com Brennivin (poderosa aguardente islândesa), comi também lagostins. Também sandes de ovelha e a cabeça da dita foram menús, mas o restaurante só serviu meia.
Tive ocasião de lamentar que restaurantes tenham carne de baleia e até puffins e dar testemunho.
Registo também. a excelência do Whiskey local, malte 12 anos, Myrká. Ao nível das paisagens. E o Skir, espécie de yogurte que não tem nada a ver com os industriais que também se compram por cá.
Labels: Baleias, Gastronomia, Islândia, Whisky
É o único mamífero terrestre originário da Islândia, quando os primeirods Vikings lá chegaram já por lá andava. Levaram-lhe mais comida, ratos e etcs. Vai adaptando a cor da pele ao tempo. Aqui apanhado num parque de estacionamento (onde gente estúpida lhe dá alimento!). A raposa ártica!
Labels: Baleias, Biodiversidade, Islândia, raposa
Hoje trago aqui o primeiro glaciar em extinção que vimos.
os glaciares,vão-se derretendo e no oceano são icebergs.e também há educação:
Labels: alterações climáticas, focas, Glaciares, Islândia, Lagoa