Foto dos anos 60. Talvez 65 ou 66:
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Horácio Novaes era amigo do meu avó e da minha mãe e recordo-o, nomedamente, por me ter retratado, coisa de que sou pouco amigo.
Nesta foto notável, julgo que dos anos 30/40 e julgo que da Rua Garrett, vemos muito povo, como ainda a recordo no ínicio dos anos 60, e a rua com dois sentidos de trafego automóvel.
O povo continua por lá...
Labels: Chiado, Novaes
Estive hoje (ontem) numa sessão, iniciativa prestimosa de um grupo de cidadãos, de discussão pública sobre o Chiado.
Esta iniciativa que se repete com regularidade tem, é de referi-lo sem subterfúgios, um carácter muito próximo dos actuais poderes.
Em 17 painelistas 9 ou eram eleitos públicos com poderes ou directores gerais e afins, e ainda havia alguns ex-comissários disto ou daquilo.
90% eram ou membros ou próximos do PS e os referidos executivos monopolizaram (3) 80% do tempo de intervenção.
De saudar esta iniciativa de cidadãos arrisca-se, como várias pessoas me disseram e eu referi tendo sido obrigado a calar, a transformar-se num logro.
Consegui, embora no final não me tivesse sido concedida novamente a palavra..., referir o caso da "Nova" Boa-Hora e iniciar o que deve ser mais uma campanha para colocar a público o que o governo e os executivos da C.M.L. querem manter em surdina.
Que é mais um processo sem estudos sobre os impactos economicos e sociais na zona envolvente, que é mais um projecto ao arrepio da participação cidadã e nomeadamente daqueles que utilizam os tribunais da Boa-Hora (juizes, magistrados , funcionários, etc), e é um processo, mais um, ao arrepio da história e da sua preservação, seja o espaço magnifico do palácio, dos seus azulejos e das suas salas de memórias (desde meados do século XIX este foi o tribunal de Lisboa e aqui se realizaram os julgamentos nos tribunais plenários durante o Estado Novo), seja o imaginário desta zona da cidade que querem destruir
Diz-se que, novamente sem concurso público, o banco do qual o ministro da Economia foi funcionário vai ficar com o património público, alienado.
Não se pode nestas condições deixar de falar alto. Alto e pára o baile!
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