É um livro caro, a análise socio-etno-antropológica ainda por cima interligada a lógicas de religiosidade, popular ou não, é um eixo das festividades, todas radicadas em alguma ancestralidade:
e claro todas rebeldes, ou contestando o poder, mesmo quando contribuindo para o seu reforço.Um livro enciclopédia em que da origem sócio-cultural das festas, ligadas ás actividades agro-pastoris articuladas com conceitos do exterior dito divino, que são todas recuperadas pelo cristianismo, e ritualizadas, empoderadas por serem momentos de trangressão, e integradas em sistemas de poder.
Mesmo com resistências.
Muitas referências e dados sobre as sobreposições, amém é o egípcio Amon, a virgem é Astarte ou outra qualquer e todas as datas rituais sobrepõem-se a outras datas e outros rituais.
Deixou-me desiludido a quase total omissão da importância da cultura dos toiros, embora saibamos que festas em honra do toiro bravo para evitar "lios" se tenham transformado em festas em honra da #mãe de Deus". Mas faltaram muitas articulações, essenciais para compreender a lógica socio-cultural e religiosa das festas ibéricas.
Labels: festas populares, Ibéria, Rebeldes
E também este:
que tem a qualidade habitual, estórias e uma grande entrevista, além das notícias que não saem na informação da hegemonia. Casos estranhos e informações úteis para quem planta...além de claro de dossiers de relevo, seja sobre Sevilha e os porros, seja sobre as festas populares, tudo sempre enquadrado. Um número mto bom.
Aqui sobre o livro das festas:
https://www.ugr.es/~pwlac/G26_Recension-04.html
Labels: Cañamo, festas populares
Natal tempo de morte, tempo de vida. Sou informado do passamento do filho de uma amiga. Envcio-lhe parte deste poema de António Machado:
"Hoy es siempre todavía,
toda la vida es ahora.
Y ahora, ahora es el momento
de cumplir las promesas
que nos hicimos.
Porque ayer no lo hicimos,
porque mañana es tarde.
Ahora".
E lembro os toiros que representam a continuidade da vida, que tinham a sua festa no 25 de dezembro, vejam lá onde foi "calhar" o dito Natal.
que morriam para nos dar de comer....Labels: António Machado, festas populares, morte
Lá fui colocar o meu tronco:
para um lume que perdeu sentido, seja pelos tempos digitais, seja pelo desaparecimento da comunidade.
Mas continua, como momento, também de folclore.
Labels: Barrancos, festas populares, Lume
Ontem foi a queima da boneca:
quem não sabe.....
http://arcforcalhos.blogspot.com/2007_06_01_archive.html
aqui fica com uma ideia.
Labels: festas populares, Queima da Boneca