No momento em que concluo o excelente livro "A Cultura-Mundo", sobre esta área hoje fundamental na economia, na ideologia e no social, livro que deveria ser de leitura obrigatória (embora abstraindo as articulações francesas) para Pedro Passos Coelho e Francisco José Viegas porque pensa e procura uma saída para a austeridade e uma nova política social, que valorize o património e o seu melhor que são as ligações que neste, por este estabelecemos e essa é a cultura-mundo e a chave política para sair do buraco onde estamos e do qual só alguns parece termos ideia, nesse momento ligo a rádio e ouço da morte de Vaclav Havel. Foi um herói, e para o ser basta estar com humanidade num momento e ser.
Defrontou uma das piores ditaduras do século XX na Europa, ditadura gerida pela mão soviética e desprezando o sentir dos povos checos e eslovacos.
A Carta 77 foi com o Solidarnosc um dos elementos fundamentais (e também a revolta hungara e alemã de 56 e o 68 checolosvaco) para mostrar ao mundo o horror de um mundo sem cultura, sem dignidade e sem direitos.
Situação que continua em muitos pontos deste (amanhã lá irei pôr no correio as minhas cartas, da Amnistia Internacional, como disse uma vez porque me faz bem à alma, podendo ou não contribuir para os casos nessas relatados, e essa energia não há ditador que a possa impedir!).
Vaclav Havel, independentemente de discordâncias, e também por essas, que tive com o seu percurso merece um lugar na história e o seu nome registado neste blog.
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