Entre várias coisas começo hoje a ler, nos buracos, o tijolo produzido pelo Francisco Louça "Imaginação", que reservando-me para comentário após leitura (hoje só li 120 páginas um 1/4 do livro) encontro um texto muito, muito religioso, embora ele se diga ateu. Lembro-me dele, ou me disseram, catequista. Mas sem dúvida um livro erudito. O comentarei oportunamente.
Encontrei algumas imagens notáveis, e esta, não exactamente a do livro, de Van Gogh, uma pintura/retrato das suas próprias botas é fabulosa.
Nota:Não percebo como alguém contra o discurso hegemónico pode alinhar no acordês. Se um bom amigo não me tivesse ofertado este, eu não o compraria, certamente. Recuso comprar seja o que for que obedeça a uma lógica de destruição cultural da língua.
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Começo o ano com leituras.
esta mostra o estado de insanidade da revista Décroissance que o desaconselha.
Um excelente livro, que talvez por não curvar a espinha a essa que se atribui o exclusivo desse pensamento é anatemizado.
É certo, e é bom, que o autor escolheu um prefaciador do Partido Comunista, que aprecio por chegar ao pensamento contra o desenvolvimento das forças produtivas e horizontes furibundos. Talvez o autor seja ele próprio ou compagnon de route, mas é este é uma verdadeira pérola e até defende os eleitos locais por sorteio....e claro, em linha com os comunistas, é suave com a nuclear, que quer uma parte residual, é certo, manter essa para "manter o equilíbrio", não percebendo sequer que uma "procura mais descentralizada para apoiar os territórios em caso de baixa da produção renovável" é ao contrário do que ele diz totalmente ao arrepio da nuclear.
Mas são laivos do sovietismo de centralização, em vias de extinção, também, como a nuclear.
Por demais um excelente livre e cheio de propostas em linha com o meu "Apocalipse Incerto", que ainda apresento pelo país....
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O canalha obeso deitou a mão:
alguém duvida que esse assassino patológico tem outro, qualquer outro objectivo?Ontem, a solicitação de um amigo fiz um pequena investigação. De 2005 a 2025 aumentámos mais de 30% o nosso consumo de electricidade de 40 TWh para 53,1 TWh, enquanto Espanha diminuia.
Também, é certo passámos de cerca de 20% (estimativa) de produção dessa com renováveis para perto de 70% (creio 68%).
Embora lhe tenha dito que partimos de uma base menor, é também certo que a diminuição da queima de fósseis domésticos (lenha) e sua substituição, e alterações de algumas lógicas industriais, que passaram da queima directa para usufruto eléctrico este também presente. E também claro que nos anos antes da troika tivemos um dispilfário do consumo, supérfluo em grande parte, desses.
É evidente que este crescimento não pode, não pode continuar!!!! Temos que ser claros, isto é o ronaldismo (de C.R., 6666) ora apregoado pelo nosso governo, que nos conduz ao abismo.
Temos que desenvolver conceitos e práticas políticas (das quais nem se fala nesta campanha, nula, como deve ser o voto, ou não voto!) novas, ao arrepio das lógicas dominantes, que alterem o funcional do sistema produtivo e proponham regressos e re-enraizamentos sociais e económicos, como aconselhava Simone Weil.
Infelizmente não se vislumbra, nem no horizonte mais longínquo, nada que ultrapasse a ponta do pé.
Irei voltar ao livro que tenho em suspenso...
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O desconhecia, totalmente.
mas é um livrinho de contos verdadeiramente excepcional, e nele encontro um cheiro a anarquismo no magnífico "A respeito de Horácio", em que só falta defender o sorteio para nomear os responsáveis políticos, como defendo, defendemos. E outro é o "Porquê?" onde a crítica da democracia, da hegemonia, " A imprensa sempre venal e corrupta, não canta senão o invariável salmo do ouro", parece dos nossos dias...., a crítica é arrasadora e descobrimos, terá sido aqui que Reich o foi buscar? o Zé Ninguém ?
Contos cheios de ironia e com uma escrita pujante.
Labels: contos, Rubén Darío
Descubro este:
aqui:
https://archive.org/details/lnehugo00hugouoft/page/n3/mode/2up
e vou tentá-lo em papel !
Labels: Burros, Victor Hugo
É um dos nossos:
e mais uma vez a bomba, a obsolescência e o domínio da hegemonia. Agora trata também da técnica também: "a técnica é inerente ao princípio da concentração do poder e ao domínio oligárquico e monopolista".
Interessante a integração escatológica judaico-cristã e o apocalipse desta no quadro do sistema nuclear.
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Encontro um Miguel Teotónio Pereira numa versão que desconhecia, mística e religiosa, neste livro póstumo:
tive com ele grandes discussões mas a propósito do seu marxismo ainda eivado de leninismo e de lógicas organizativas em que chocámos. Ainda recentemente falei dele em casa do Cláudio Torres, que surpresa se lembra muito bem de seu pai o Nuno, "chefe" dele no MES.No livro apreciei os bonecas da Helena, querida amiga, mas sei que o editor não respeitou o trato que tinha com ela e estes foram publicados, mal e à revelia da vontade da mesma. Ser libertário não é sinónimo de ser sério, pelo menos no caso. Devia retirar o livro do mercado e fazer uma re-edição em condições e respeito pelos autores.
Não apreciei o livro, não é o meu género, embora reconheça alguns textos grande qualidade literária.
Labels: Miguel Teotónio Pereira