insignificante
Abstenção, abstenção ou voto branco ou nulo, nas nulidades.
Cada dia que passa ao ver, en passant, que não lhe ligo pévia, as brutalidades eleitorais reforço a convicção que o povo deve recusar votar nestas nulidades e/ou se por concordar com o sistema eleitoral e achar que deve ir republicanamente (eu também sou contra a monarquia!) exercer o direito, limitado e enquadrado pelos média da hegemonia e pelas falsificações que nos condicionam totalmente a liberdade de voto, se acharem que apesar disso devem ir votar (esperando que não apanhem vírus ou algo pior) anulem o voto ou deixem-no em branco.
Só uma reforma do sistema eleitoral e do cargo presidencial seria matéria para discutir nesta eleição mas como vimos as discussões centram-se na lavagem de roupa interior ou outros temas que não tem nada, nada mesmo que ver com os, por demais absurdos, poderes presidenciais.
Sortear o voto por todos os cidadãos em condições de exercer o mandato não daria melhor resultado.
Aqui duas referências sobre o voto por sorteio:
https://www.astro.sunysb.edu/fwalter/AST389/ASoundofThunder.pdf
https://www.astro.sunysb.edu/fwalter/HON301/franchise.pdf
ficção cientifica da melhor, e não como a que temos a invadir-nos os neurónios, miserável e mesmo rasca.
E há muitos textos, anarquistas, surrealistas, decrescimentistas, conselhistas, socialistas que defendem o sorteio, desde que os Estados de Direito sejam funcionais. Maior é o risco de nos cair na sopa algum Trump ou Trampazito.
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Ainda me recordo dos tempos em que o Féfé era contra a democracia burguesa. Hoje diz, sem qualquer sentido e com total demagogia, como quando era contra essa, que votar é defender a democracia. O voto não defende nada, o que defende a democracia é não votar para contribuir para mudar as caducas leis eleitorais e essa é a única forma de o fazer, ou votar branco/nulo.
A democracia, a representação é muito, muito mais que o voto, é a forma como intervimos, como apoiamos e nos opomos, no quadro da lei, ou procurando modificá-la na sociedade, é defendendo as liberdades públicas, a liberdade de expressão e também claro a liberdade de voto ou de não voto, sendo que quem não vota não é menos democrata, do meu ponto de vista, até é mais, muito mais democrata.
Votar, no actual sistema, é desperdiçar força para impôr uma alteração à legislação eleitoral, que nem sequer respeita os seus princípios, o método de Hondt transformou-se numa farsa, pois se menos de 1% elege um deputado num círculo e noutro são precisos mais de 45%, o que é isto?
Um faz de conta, onde tudo está feito. Mais de metade não votamos, e mais de metade, quase, da menos de metade que vota, vota inutilmente mesmo que vote nalgum partido.
Tem juízo Féfé antes de insultares mais de metade, aliás quase 3/4 dos portugueses. Apesar dos constrangimentos e pressão intolerável que é feita para tentar levar a carneirada a votar, neles. Em qualquer deles. Não ao voto num sistema inquinado!
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Esta é de um homem que vai votar. Mas vai votar em quê?:
#Uma campanha triste, mas uma campanha necessária, que deveria ser de
esclarecimento de posições e de apresentação de alternativas na
resolução dos problemas reais e não de repetição de mantras ideológicos,
como num moinho de orações tibetano, ou de apuramento dos killer instincts dos contendores, para gozo e satisfação dos jornalistas. A isto estamos condenados pelas tecnologias do nosso tempo? Troquemos-lhes as voltas, porque o dia é uma criança, como nos cantava José Mário Branco. Para que voltemos a ver o entusiasmo na política.#
Eu não votarei, em nenhuma circunstância! Mas Luís Castro Mendes é membro do P.S. e tem a lucidez de dizer a verdade nua e crua. Não há posições, não há alternativas, só os mantras do costume, que já tem décadas de incapacidade.
Hoje falei com uma velha amiga, filha de um dos fundadores desse partido, que concordou comigo sobre a necessidade de reforma (radical) do sistema autárquico e a incapacidade das legislativas neste modelo eleitoral nos darem mais que uma abstenção astronómica, e eu a incentivá-la!
Só uma reforma radical do processo eleitoral torna o voto um instrumento democrático, este voto não é representação e a democracia não é, muito longe disso só o voto, ainda por cima anti-democrático no actual sistema de Hondt de círculos e desresponsabiliza eleitores e eleitos.
Não votar afirmando-o ou votar nulo ou branco não o afirmando, é a única forma de constranger a dita representação nacional que de facto não representa senão uma pequena minoria. Agora até querem que saía um governo minoritário dessa pequena minoria. Mas estão todos a brincar connosco?
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Um voto cego:
é todo o que não for branco (ou nulo!, embora nestes se contabilizem alguns enganos).
Ainda hoje li mais um documento nulo, agora do PS. Nenhuma proposta europeia, nenhuma ideia sobre o orgão que vamos eleger e a política europeia, da questão financeira aos problemas de circulação de pessoas ou ambientais. Nada sobre fiscalidade ou um banco central europeu. Nada sobre as relações da Europa com os direitos humanos ou o restante mundo.
Só um cartão de qualquer cor ao governos e umas balelas sobre política nacional. E os outros, os outros não são diferentes (valha a verdade que Rui Tavares tem contra ventos e marés tentado discutir os temas e a Europa, errou no timing e na organização, senão até pensaria votar no LIVRE!), alguns ainda são piores, desde os trogloditas até aos palhaços!!.
Voto branco, mesmo branco!
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Votar em branco no Domingo é dar vida à vida e é um acto de tanta cidadania como votar em qualquer um dos inúteis deputados, que nem sequer se deram ao trabalho de falar sobre o orgão a que concorrem, explicar-nos qual o programa político que lá vão defender, quais as medidas porque se irão bater nesse quadro, e não na política nacional e na troca de insultos e ordinarices, que nessa área já sabemos que são todos verdadeiros especialistas!
Votar em branco, e hoje arregimentei mais alguns!, é dar corpo aos que acham que temos que mudar, mudar de políticos e de estruturas que determinam as políticas.
Já viram o disparate que é elegermos um parlamento europeu ao qual concorrem partidos nacionais?
Já viram a imbecilidade que é votarmos em quem não esclareceu ou procurou esclarecer minimamente quais as funções, os poderes e as propostas que irão defender?
Já viram que voto branco ou em qualquer outro que não os 4 partidos é igual ao mesmo e dar mais força ao branco é uma chapada nesta gentalha!?
Votar branco é cidadania. Igual à dos que votam noutra coisa qualquer, e tenho que dizé-lo não é mais cidadania que não ir votar!
O não voto é só uma atitude mais comodista, mas razoável, nos tempos que correm.
Para alegrar a vida, esta foto de Raimundo Quintal, aqui sim o nosso activismo e empenho faz a diferença!:
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Aqui há quase 2 meses publiquei aqui isto:
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Saturday, March 22, 2014
Daqui a dois meses serão as votações para as europeias.
Devo dizer que pelo andar a carroça serão eleições miseráveis depois de uma
campanha abjecta.
Hoje o Expresso dá conta de uma sondagem, que do meu ponto de vista acerta na mouche
e até dispensaria as eleições... e o gasto de tempo e dinheiros que estas vãi
implicar, além do nulo esclarecimento e os muitos insultos por aí.
Fiz uma projecção numérica com base nos dados e prevísivel abstenção entre 55 e
65%.
PS entre 1 milhão e 1 millhão e 200 mil
PSD/CDS entre 700 e 900 mil
CDU entre 250 /300 mil
BE entre 100 e 150 mil
Outros todos entre 100 e 120 mil
Brancos e nulos entre 150 e 200 mil
o que dará PS entre 9 e 10
PSD/CDS 8
CDU entre 2 e 3
BE entre 0 e 1
sendo que o deputado em discussão está entre o PS, a CDU e o BE.
Devo dizer que salvo abstenção que tenderá para os valores mais elevados (e portanto as votações nalguns casos irem para as mais baixas!) e o PSD/CDS estar agora entre os 7/8 e portanto ter entrado na discussão do último, nada de novo numas campanha abjecta!
VOTO BRANCO!
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VOTO BRANCO
Já em 1979 Francisco Sousa Tavares nos dizia:
" não há um só português (...) que dê actualmente o mais leve crédito a qualquer profissão de princípios ou intenções declarada pelos representantes dos partidos." !
reler os seus textos é a melhor justificação para o voto em branco.
Em frente que com o branco está a tua gente!
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VOTO BRANCO
Muita gente me tem interrogado sobre a
utilidade do voto branco.Vamos ver.
Desde logo é tão útil como o voto em qualquer
um dos 10 ou doze partidos que concorrem só para usufruírem do nosso dinheiro e
não vão eleger nada. Nunca nenhum deles chegou a metade, a metade (70,000) dos votos
necessários para eleger um eurodeputado, e a maioria nem a ¼ desses! alguma vez chegou ou chegará, quanto mais a 140.000/150.000.
E até o Bloco, com a campanha miserável que
está a fazer se arrisca a ser um voto tão útil como o branco, que nem vai
eleger a Marisa (que está a disputar o último com o PS e a AD, como aqui referi
logo nas projecções!).
Votos inúteis todos, que ainda nos saiem do
bolso, pois pagamos tempos de antena e reembolsos vários a todos eles! Os
partidos que paguem a crise!
Bom falados sobre a inutilidade desses votos,
ainda por cima em escroques e palhaços de vários tipos, personagens em busca do
seu segundo de “glória”, sem qualidade nem ideias, vamos aos outros...
Desde logo a AD, que tem alguns bons
candidatos (pena os do CDS!), mas que tem um mau candidato à Presidência da
União, e más politicas de direitos humanos (droga, aborto, células estaminais,
eutanásia, etc), na generalidade, e em Portugal não é capaz de definir um
discurso federalista que dê um passo por um banco central com autoridade
monetária e um Parlamento ( na linha do que V.G.M. defendia) com mais poderes e
funcionalidade. E depois votar nestes é dar uma bênção a uma politica económica
absurda, de austerícidio e subserviência, que nem sequer está nos quadros e
imperativos do Tratado.
Votar no PS, que tem piores candidatos e
correu alguns que se estavam a distinguir, é votar nos bois, ou melhor boys,
que estão a cobiçar o tacho e dar crédito a quem desvaloriza completamente as
eleições europeias transformando-as num ensaio geral das legislativas, merecem cartão
laranja! E não tem uma palavra sobre a Europa!
Na CDU, nem vale a pena falar. São de outro
mundo, já não existem há muito mas ainda ninguém lhes disse nada. Agora junta
ao velho destroço estalinista uns jovens imberbes, alguns (de onde é que saíram,
meu deus?) com barbicha, mas que papagueiam o terço habitual. Haja staline, com
eles, e molho de tomate!
Por isso... só o voto branco pode lavar esta
vergonheira que são estes políticos de faz de conta, do bando dos três...
Branco a crescer para os meninos aprender!
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