Abstenção, abstenção ou voto branco ou nulo, nas nulidades.
Cada dia que passa ao ver, en passant, que não lhe ligo pévia, as brutalidades eleitorais reforço a convicção que o povo deve recusar votar nestas nulidades e/ou se por concordar com o sistema eleitoral e achar que deve ir republicanamente (eu também sou contra a monarquia!) exercer o direito, limitado e enquadrado pelos média da hegemonia e pelas falsificações que nos condicionam totalmente a liberdade de voto, se acharem que apesar disso devem ir votar (esperando que não apanhem vírus ou algo pior) anulem o voto ou deixem-no em branco.
Só uma reforma do sistema eleitoral e do cargo presidencial seria matéria para discutir nesta eleição mas como vimos as discussões centram-se na lavagem de roupa interior ou outros temas que não tem nada, nada mesmo que ver com os, por demais absurdos, poderes presidenciais.
Sortear o voto por todos os cidadãos em condições de exercer o mandato não daria melhor resultado.
Aqui duas referências sobre o voto por sorteio:
https://www.astro.sunysb.edu/fwalter/AST389/ASoundofThunder.pdf
https://www.astro.sunysb.edu/fwalter/HON301/franchise.pdf
ficção cientifica da melhor, e não como a que temos a invadir-nos os neurónios, miserável e mesmo rasca.
E há muitos textos, anarquistas, surrealistas, decrescimentistas, conselhistas, socialistas que defendem o sorteio, desde que os Estados de Direito sejam funcionais. Maior é o risco de nos cair na sopa algum Trump ou Trampazito.
Labels: Abstenção, El Roto, nulo, voto branco
Ah, Ah, Ah!
O voto não é obrigatório e por não votar não perdemos nenhum direito de cidadania, antes pelo contrário, estamos a manifestar-nos contra o sistema, seja o sistema eleitoral que perverte o voto popular ao desestruturar o método de Hondt esvaindo-o por círculos eleitorais onde o voto não tem igual representação (há círculos em que 30% do votos não elegem, podem não eleger ninguém!) e por o voto ter sido cooptado por estruturas escassamente democráticas chamadas partidos, que são todos, todos eles dominados por uma casta que os domina totalmente, sem permitir adequadamente outra expressão que a voz do chefe.
Ao não votar, e admito o voto branco ou nulo, como expressão adequada também desta posição do contra, que é de certa forma um protesto adicional, que é o de anular a nulidade que são os programas e projectos que nos são apresentados. As alterações climáticas não existem e a guerra é lá longe. E o ambiente não dá votos.
Vejamos o Chega, o Livre e o IL defendem a opção nuclear o que como sabemos é um crime ambiental, um disparate energético e um buraco economicamente. Além que o Chega é fascista e contra a democracia liberal. O AD e o PS defendem o produtivismo a todo o gás (seja esse o hidrogénio, o intensivismo agrícola, os carrinhos eléctricos, o todo turismo, o mais, mais, mais) quando sabemos que as alterações climáticas não vão desaparecer com varinha mágica e daqui a nada vamos andar atrás do prejuízo, não digam que não avisámos. O CDU e o BE infelizmente ainda vivem de mitologias e andam no século XX sem perceber que para saírem do seu marasmo teriam que ultrapassar o defunto marxismo e entrar noutro tempo, noutra linguagem e noutros projectos. Sobre os dos animais não tenho nada a dizer, gosto muito de animais e tenho pena que sejam tão maltratados por gente que ignora tudo da ruralidade e até da lógica dos animais domésticos urbanos (que deveriam ser limitados e objecto de sanções por uso indevido), e o PAN deveria ser declarado inconstitucional, por desrespeito dos direitos humanos.
Sobre o restante lixo nem vale a pena perder uma linha.
Espero que fique tudo claro, clarinho.
Pois hoje é o dito, lamentável, dia de reflexão, e aqui vimos insistir no não voto, que é tão democrático como o voto. E não votar é também não arriscar, porque há frente ou atrás pode estar, a qualquer hora, um contaminado extremo, e é protestar contra um sistema exdrúxulo e não democrático que nos limita a representação.
Não votar é enviar uma mensagem aos titulares da soberania, têm que mudar o sistema eleitoral.
não votar é tão democrático como votar. Mas se acharem que devem votar, votem mesmo nulo, tirando que cerca de 1 milhão de votos que pensam serem úteis são tão inúteis quanto os brancos ou nulos pois não elegem nada, mesmo nada. Votar fora dos futuros eleitos, e felizmente vamos ter menos partidos com eleitos, por exemplo o CDS, Livre, e o PAN, salvo este último, quiçá em Lisboa, e no Bloco da Esquerda em quase todo o país, salvo em 3 ou 4 círculos e o PCP salvo em 2 ou 3, são por todo o lado inúteis, não elegem nada. O Chega oxalá fora também inútil mas a mentira desenvolve-se, ainda agora encontrei um transeunte que achava que as vacinas chipavam....e claro...
Votar no PS ou PSD é outra inutilidade, são a nomenclatura do poder, andam para cá e para lá....
melhor, se acharem que devem votar, votar mesmo nulo, nulo, é igual a qualquer outro voto.Labels: Brancos, Eleições 22, nulo
Há 4, e talvez outros partidos, em que nunca, mas mesmo nunca votaria. O Chega, o PAN, o CDS e o Livre.
Ou por terem ideias tortas ou por defenderem a nuclear. De modo algum votaria em algum deles. Também em nenhum das dezenas de partidos inexistentes que pululam (foi genial a ideia do Tal&Qual de inventar um partido, que passou por real!), sendo que a alguns desses 4 é o futuro que lhes auguro.
Dos outros nem pensar na CDU e no PSD só com uma revolta, e já votei em qualquer deles.... em legislativas. Sobra o PS e o Bloco da Esquerda, em que no limite, mas onde está esse?, já também votei, mas num foi por amizade e consideração para com o Cláudio que foi cabeça de lista em Beja e no outro foi numa emergência....
Nenhum, agora, merece o meu voto, seja pelo inquinado sistema eleitoral seja porque 50 e pouco % de acordo com estes 2, não é suficiente. Os outros imaginem.... e no inquérito ( do Público) faltam as perguntas principais....
Não irei votar e apelo ao não voto ou nulo /branco, para derrotar o sistema e partidos que não prestam, não ouvem, não pensam e não sabem.
Nada, mesmo nada, é o que merecem.
Labels: Eleições 22, nulo
Não votarei em nenhuma circunstância e se estivera confinado com Covid nem me passaria pela cabeça exercer esse direito e contaminar, sabe-se lá quantas pessoas nesse acto.
Era óbvio que não haveria forma de impedir seja quem seja, confinado e mesmo em estado grave, altamente contagioso, de ir votar, a qualquer, qualquer hora, dado que a única coisa que se pode fazer é recomendar.... que vão votar à hora de mais frio (talvez para deixarem de estar contaminados!), mas qualquer contaminado pode ir votar a qualquer hora, e dado que não têm uma estrela não serão identificados nem irão, porque razão iriam?, votar numa mesa de voto específica (para quê?).
O não voto, e continuo a fazer essa pedagogia e não encontro na absurda contestação que me fazem nenhum argumento válido. Só o não voto (e também, menos, os nulos e brancos) pode levar a mudar o sistema eleitoral, perverso e até ilegal, dadas as distorções do método de Hondt pelos círculos eleitorais.
Não votar é defender a democracia que não se esgota no exercício, limitado e distorcido, desse. É um protesto cívico, também, na ausência de verdadeira representação (e aí teríamos pano para mangas) e na falta de programas minimamente discutíveis, o que hoje em dia salvo voto uninominal é sempre (corrigindo-o com um Hondt nacional, como na Alemanha).
Só com uma abstenção (e esqueçam os eleitores ditos mortos que não existem, os cadernos eleitorais já os expurgaram todos, os únicos eleitores "mortos" são emigrantes que mantêm o registo nas suas freguesias!) de mais de 50%, novamente, novamente, porque seria a 2ª vez consecutiva, é que os partidos e os políticos irão pensar na alteração do sistema.
Também apresentei um programa eleitoral, algumas linhas, que tem sido, aqui e ali copiado por este ou aquele candidato, que partidos nenhum tem um programa enquadrado nos príncipios da cidadania e ecologia política (embora alguns amigos me falem do Livre, é inútil o voto nesse, votos todos perdidos dada a escassa possibilidade de eleger um deputado que seja, e portanto só, eventualmente, em Lisboa, mas muito duvidosamente, esse voto seria contado.....eu não voto!).
Tenho mais que fazer que continuar neste peditório, mas não votar é um direito cívico, é um dever para quem acha que este sistema eleitoral está gasto e é inútil!
PS
Salvo nas presidenciais, eleições que não me fascinam (sou por uma republica parlamentar, contra populismos e personalismos) e em que desde sempre só votei em 2 candidatos (numa duas vezes no mesmo), e salvo raras excepções sempre votei num dos boletins para as autarquias, e diversas vezes, para as legislativas, e votei em todos, todos, os partidos, num em cada vez! Defendo intransigentemente a democracia política e os direitos todos nessa.Mas não me apanham mais nestas.
Labels: Eleições 22, Não votar, nulo
Ainda me recordo dos tempos em que o Féfé era contra a democracia burguesa. Hoje diz, sem qualquer sentido e com total demagogia, como quando era contra essa, que votar é defender a democracia. O voto não defende nada, o que defende a democracia é não votar para contribuir para mudar as caducas leis eleitorais e essa é a única forma de o fazer, ou votar branco/nulo.
A democracia, a representação é muito, muito mais que o voto, é a forma como intervimos, como apoiamos e nos opomos, no quadro da lei, ou procurando modificá-la na sociedade, é defendendo as liberdades públicas, a liberdade de expressão e também claro a liberdade de voto ou de não voto, sendo que quem não vota não é menos democrata, do meu ponto de vista, até é mais, muito mais democrata.
Votar, no actual sistema, é desperdiçar força para impôr uma alteração à legislação eleitoral, que nem sequer respeita os seus princípios, o método de Hondt transformou-se numa farsa, pois se menos de 1% elege um deputado num círculo e noutro são precisos mais de 45%, o que é isto?
Um faz de conta, onde tudo está feito. Mais de metade não votamos, e mais de metade, quase, da menos de metade que vota, vota inutilmente mesmo que vote nalgum partido.
Tem juízo Féfé antes de insultares mais de metade, aliás quase 3/4 dos portugueses. Apesar dos constrangimentos e pressão intolerável que é feita para tentar levar a carneirada a votar, neles. Em qualquer deles. Não ao voto num sistema inquinado!
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#Uma campanha triste, mas uma campanha necessária, que deveria ser de esclarecimento de posições e de apresentação de alternativas na resolução dos problemas reais e não de repetição de mantras ideológicos, como num moinho de orações tibetano, ou de apuramento dos killer instincts dos contendores, para gozo e satisfação dos jornalistas. A isto estamos condenados pelas tecnologias do nosso tempo? Troquemos-lhes as voltas, porque o dia é uma criança, como nos cantava José Mário Branco. Para que voltemos a ver o entusiasmo na política.#
Eu não votarei, em nenhuma circunstância! Mas Luís Castro Mendes é membro do P.S. e tem a lucidez de dizer a verdade nua e crua. Não há posições, não há alternativas, só os mantras do costume, que já tem décadas de incapacidade.
Hoje falei com uma velha amiga, filha de um dos fundadores desse partido, que concordou comigo sobre a necessidade de reforma (radical) do sistema autárquico e a incapacidade das legislativas neste modelo eleitoral nos darem mais que uma abstenção astronómica, e eu a incentivá-la!
Só uma reforma radical do processo eleitoral torna o voto um instrumento democrático, este voto não é representação e a democracia não é, muito longe disso só o voto, ainda por cima anti-democrático no actual sistema de Hondt de círculos e desresponsabiliza eleitores e eleitos.
Não votar afirmando-o ou votar nulo ou branco não o afirmando, é a única forma de constranger a dita representação nacional que de facto não representa senão uma pequena minoria. Agora até querem que saía um governo minoritário dessa pequena minoria. Mas estão todos a brincar connosco?Labels: A Moral e a Política, Abstenção, nulo, voto branco