Uma personagem de excepção, que neste livro descubro com uma enorme religiosidade, inclusivé cheia de contradições com outras propostas da mesma:
só a verdade, que no conceito de S.W. é a descoberta, real ou não, de Deus pode iluminar o conhecimento, e que quando não há pensamento ele não é livre*....como quando o jornalismo se confunde com a organização e difusão da mentira....e quanto à imparcialidade dos juízes? pois devem acostumar-se à verdade....
Além dessas tiradas diz-nos que não há (e continua a não haver!) definição de classe social, nem em Marx e sobre a soberania das nações estamos também falados... só existe a do Estado
E registo com muito agrado as "petites histoires" exemplares das páginas 183, 236, 247, 287 e 319, entre outras, os exemplos são a base da pedagogia
além de que o dogma do progresso desonra a vida (o bem!) por ser uma questão de moda
* mas também nos diz que o espírito da verdade está totalmente ausente da vida religiosa
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"Um (qualquer) partido ocupado com a conquista ou com a conservação do poder governamental não pode discernir senão ruído nestes gritos. (....) Mas em nenhum caso será capaz de ( discernir o significado."
" Os partidos não dão qualquer atenção à verdade ou à infelicidade"
De Simone Weil
Defendo, convictamente, e não são os inuteis debates que me mudam a opinião, que é estrutural sobre os programas e o sistema política actual, que só uma abstenção maciça e um aumento também de votos brancos ou nulos pode levar este caduco sistema político e eleitoral a bater no fundo e os políticos aperceberem-se do distante que estão da verdade e da felicidade.
Recebo uma boçalidades de vários amigos a contestasr essa posição, mas infelizmente sem qualquer dialéctica ou lógica ou argumentos.
É absolutamente irrelevante quem fique à frente, quem ganhe, se, como será só tiver uma infima minoria do universo eleitoral. A democracia não se esgota no voto, a participação cívica urgente agora é:
NÃO VOTAR; para mudar o sistema eleitoral e alterar o quadro político.
Estamos há quase 45 anos sem alterar o modo e a forma, como elegemos a representação, que a continuar assim não representa.... nada.
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Um Sábado morto e depois de um documentário gravado, notável sobre Penha Garcia, a propósito:
https://www.publico.pt/2019/03/30/fugas/noticia/vida-josefina-dentro-livro-receitas-1866829
na RTP2, de Paula Moura Pinheiro, leio o 2º do confinamento, um pequeno opúsculo de uma notável filosofa e política, Simine Weil:
sendo que fiquei deliciado com o 1º dos 4 textos, artigos, sobre "Antigone", uma leitura única desse grande texto clássico, que abre o pensamento.
Os restantes remetem muito para os debates sobre o valor (e militância) da literatura, embora o de crítica à França colonial seja de todo o tempo.
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