Tenho que mencionar que tenho poucas, muito poucas leituras de Ferreira de Castro, e tirando alguns textos dispersos penso que é, talvez, o primeiro livro dele em minha mão. São cerca de 500 páginas de viagens e partilho com ele, além dos princípios filosóficos acratas, o gosto por ilhas, espaços e tempos fechados, e por pequenas "terras".
É um livro que me irá acompanhar nos próximos tempos, e a ele voltarei:
lido mais de metade, constato uma escrita cheia, vultuosa e cheias de palavras gordas e poderosas. Descrições particulares e específicas de quase tudo.
Lamento, aliás é uma pecha cada vez maior da edição hoje quase sempre medíocre ou mesmo incapaz, que esta edição não tenha uma nota, um prólogo, uma simples menção sobre os anos em que estes textos foram escritos, o que desvaloriza e muito o seu enquadramento.
Um livro que merecia uma editora. Esta é má, muito.
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A sinopse para uma conferência e organizar algumas coisas a que se seguiu um almoço com um velho amigo e camarada no excelente Entrecopos (as iscas com elas são uma maravilha!), a finalização do Olho Vivo e o começo da preparação do programa da Rádio Movimento de 6ª, e mais um dia de dar com a cabeça da parede, o Black Dog continua por aqui a rondar.
Chego quase ao fim de mais este, mais volumoso, policial de Ragnar Jónasson, e fico a pensar se será o ou a.... um livro denso da loucura das ilhas, mas também do seu melhor espírito. Muitas vezes tive a sensação do espaço imenso da reclusão dos ilhéus.....
um livro tão envolvente como irritante.....Timanfaya, é o vulcão maior de Lanzarote, com o "seu Diabo" (volto a lamentar a escasso, quase nula, produção artesanal desse) e o espectáculo que é a visita, e o que gravita em seu redor, terras secas, desoladas e também produtivas, as uvas hoje, mas em tempo já cereal e até algumas hortícolas.
Os burrinhos (hoje desaparecidos) e os camelos, mantidos para passeios, e também uma estrutura pré-histórica (Zonzamas) completamente ao abandono e escassissimamente estudada, são outros registos. E a ser delapidada, o Cabildo (autoridade local) andará a fazer o quê?
Gente local, com os genes guanches evidentes, da maior simpatia, embora seja uma ilha invadida, tanto por turistas que não prestam para nada e pervertem toda a autenticidade, como pelos servos que os atendem, sem qualquer desqualificação pessoal que os encontrámos agradáveis e até muito qualificados.
E quase a terminar, os próximos sabem do meu fascínio, e não é só do mescal....e do aloe, o meu fascínio com os cactos... e como podia faltar aqui este esquisito jardim de Cactos (outra vez Manrique):
e aqui:
e mais:
amanhã, talvez, conclua. de momento, que ainda escreverei para a próxima Gazeta um artigo sobre Ilhas e vulcões..... Do Mirador del Rio, mais uma criação de Manrique tem-se uma visão de outro mindo, a ilha Graciosa, com cerca de 700 habitantes e um aldeamento turístico (na foto pela direita) que parece pairar no sonho. A ilha Graciosa.
Fiquei a delirar....
e
Julgo que o desenho é do monte Fuji. Gosto de vulcões. E de ilhas. E de desenhos, também japoneses. Tenho a onda de Hokusai no meu computador, no fundo o Fuji. Este acima ignoro o autor.
Faz-me lembrar o Teide, O Pico, o Fogo e outros que visitei.
Dentro em pouco voltarei a uma ilha, ora com vulcões adormecidos, que nunca estão definitivamente extintos. Espero estar entre cactos e outros momentos de cultura, o grande arquitecto Manrique, e também irei visitar o refúgio de Saramago, depois de uma canalhice que lhe fizeram, mas não é da minha aficion nem política nem literária, nunca esquecerei que foi um censor.
Irei desconectar-me. A partir de amanhã dia 4 até dia 14 é provável que este blog seja só para recapitular. Há muito para visitar....
Ou aqui:
https://obseribericoenergia.pt/index.php/arquivo/arquivo-de-newsletters
os tempos estão imprevisíveis, a vida complicada, a continuidade não é certa, pelo menos a da humanidade, que se vai transformando....
talvez esta pausa nos permita recuperar a estamina....
Um livro estranho, como estranha é a mente humana e os seus meandros, sobre um tema muito recorrente, perdidos numa ilha. Vou a meio, voltarei a comentar.....
a ilha é uma metáfora do universo, ou melhor da humanidade no mundo, ou da desumanidade.O último dia do ano, faz anos morreu o meu querido tio André, hoje continuo na música, nestas sublimes criadas pelo fantástico povo das ilhas, e pelos livros. Esperando no próximo voltar a vê-las, e vulcões, e o som do vento a musicar-me os ouvidos, e imaginar a caneta a continuar o conhecimento.
que a continuação traga, traz sempre coisas novas e inesperadas, numa festa sem fim, como dizia Bakunine, e que possamos ter comida e empatia para encher o corpo e espírito para lhe dar vida.
Para todos, os 50.000 que por aqui passaram este ano, e que espero aqui estejam, e para todos que o ano do tigre e da água ao menos sirva para proteger o tigre e manter a água.
Jornais e a conclusão do livro para acabar com a televisão (aqui mencionado), além de um pequeno almoço com um velho amigo. E um linguado à galega na excelente Casa Galega, em Paço D'Arcos, e novamente leituras de mais jornais.
Um sábado morno, onde volto a indispor-me com o SEF e mais umas excelentes crónicas no D.N.
Não percebo porque não acabam com aquilo e não põe processos aquele gentalha toda, mas vivemos tempos de insanidade total.
Preparo-me para ler este livro, de um amigo, que cruzei em diversos momentos, nos Ami/es de la Terre e depois nos Fous de Palmiers, sempre com muito humor, e sidra bretã.
e que descubro também na partilha de ilhas e vulcões!!!
Bem hajas Alain!
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