Como é obvio, na rede, não há período de reflexão, outro obstrusidade que é necessário corrigir, diminuir o tempo de campanha e dar-lhe mais um dia. E dar cartão vermelho a grupos políticos que se enganam na campanha. O vereador, que agora como é o único membro desse partido, hoje foi noticiado a querer transformar a Av. Almirante Reis. Mas será que não sabe que isso é competência municipal? Será que também não conhece as competências do orgão a que concorre? Ontem também me disseram que não tinha lido o programa com o qual se candidata,,,, pois é a favor da nuclear.....
Espero que, além de uma abstenção notável, mais brancos e nulos, que haja menos, talvez menos 2 ou 3, partidos na próxima A.R. e se fosse possível menos deputados, mas infelizmente tal não o é. Mas é possível, com menos votos que o nosso dinheirinho escorra menos para os partidos. Espero que não haja senão 6 que consigam passar os 50.000 votos e nenhum dos que fique abaixo eleja.... critério de receber o tosto.
Como disse a um amigo, é me indiferente quem ganhe, só não gosto mesmo é do Chega, e não aprecio nenhum dos outros, e não me venham com a conversa e então?, que fui fundador de 3 partidos, afundador de outros tantos pelo menos, que é certo ficaram a boiar até vir a mulher da fava rica, elaborei ou participei em 4 programas eleitorais para legislativas e muitos mais para autarquias, pelo menos, e tenho o que se chama uma participação cívica, que, pessoalmente, reputo exemplar.
Como leio neste simpático livro:
para a democracia não ser a última utopia é necessário fazer mais, muito mais que votar.....sobrtetudo quando votar é inútil, e a representação, o sistema dessa, está completamente viciado.Labels: Eleições 22, Não votar, utopia
Não votarei em nenhuma circunstância e se estivera confinado com Covid nem me passaria pela cabeça exercer esse direito e contaminar, sabe-se lá quantas pessoas nesse acto.
Era óbvio que não haveria forma de impedir seja quem seja, confinado e mesmo em estado grave, altamente contagioso, de ir votar, a qualquer, qualquer hora, dado que a única coisa que se pode fazer é recomendar.... que vão votar à hora de mais frio (talvez para deixarem de estar contaminados!), mas qualquer contaminado pode ir votar a qualquer hora, e dado que não têm uma estrela não serão identificados nem irão, porque razão iriam?, votar numa mesa de voto específica (para quê?).
O não voto, e continuo a fazer essa pedagogia e não encontro na absurda contestação que me fazem nenhum argumento válido. Só o não voto (e também, menos, os nulos e brancos) pode levar a mudar o sistema eleitoral, perverso e até ilegal, dadas as distorções do método de Hondt pelos círculos eleitorais.
Não votar é defender a democracia que não se esgota no exercício, limitado e distorcido, desse. É um protesto cívico, também, na ausência de verdadeira representação (e aí teríamos pano para mangas) e na falta de programas minimamente discutíveis, o que hoje em dia salvo voto uninominal é sempre (corrigindo-o com um Hondt nacional, como na Alemanha).
Só com uma abstenção (e esqueçam os eleitores ditos mortos que não existem, os cadernos eleitorais já os expurgaram todos, os únicos eleitores "mortos" são emigrantes que mantêm o registo nas suas freguesias!) de mais de 50%, novamente, novamente, porque seria a 2ª vez consecutiva, é que os partidos e os políticos irão pensar na alteração do sistema.
Também apresentei um programa eleitoral, algumas linhas, que tem sido, aqui e ali copiado por este ou aquele candidato, que partidos nenhum tem um programa enquadrado nos príncipios da cidadania e ecologia política (embora alguns amigos me falem do Livre, é inútil o voto nesse, votos todos perdidos dada a escassa possibilidade de eleger um deputado que seja, e portanto só, eventualmente, em Lisboa, mas muito duvidosamente, esse voto seria contado.....eu não voto!).
Tenho mais que fazer que continuar neste peditório, mas não votar é um direito cívico, é um dever para quem acha que este sistema eleitoral está gasto e é inútil!
PS
Salvo nas presidenciais, eleições que não me fascinam (sou por uma republica parlamentar, contra populismos e personalismos) e em que desde sempre só votei em 2 candidatos (numa duas vezes no mesmo), e salvo raras excepções sempre votei num dos boletins para as autarquias, e diversas vezes, para as legislativas, e votei em todos, todos, os partidos, num em cada vez! Defendo intransigentemente a democracia política e os direitos todos nessa.Mas não me apanham mais nestas.
Labels: Eleições 22, Não votar, nulo
"Um (qualquer) partido ocupado com a conquista ou com a conservação do poder governamental não pode discernir senão ruído nestes gritos. (....) Mas em nenhum caso será capaz de ( discernir o significado."
" Os partidos não dão qualquer atenção à verdade ou à infelicidade"
De Simone Weil
Defendo, convictamente, e não são os inuteis debates que me mudam a opinião, que é estrutural sobre os programas e o sistema política actual, que só uma abstenção maciça e um aumento também de votos brancos ou nulos pode levar este caduco sistema político e eleitoral a bater no fundo e os políticos aperceberem-se do distante que estão da verdade e da felicidade.
Recebo uma boçalidades de vários amigos a contestasr essa posição, mas infelizmente sem qualquer dialéctica ou lógica ou argumentos.
É absolutamente irrelevante quem fique à frente, quem ganhe, se, como será só tiver uma infima minoria do universo eleitoral. A democracia não se esgota no voto, a participação cívica urgente agora é:
NÃO VOTAR; para mudar o sistema eleitoral e alterar o quadro político.
Estamos há quase 45 anos sem alterar o modo e a forma, como elegemos a representação, que a continuar assim não representa.... nada.
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